Misinterpreted My Dirty Mind
18 Part 17: How To Be A Heartbreaker
Notas iniciais
- O que vocês estão fazendo? – Perguntei assustado e já começando a chorar.
- Vamos sair da sua vida, Kibum – Disse Minho.
- PAREM DE ME CHAMAR DE KIBUM – Eu gritei fazendo com que eles parassem o que estavam fazendo e olhando para mim – Eu não sou Kibum, eu sou o Key. O SEU Key, Minho e o SEU Key, Jonghyun. Por favor, me deixem desfazer essa bagunça e vamos conversar civilizadamente, porque eu sei que o Ren inventou várias coisas sobre mim.
- Você acha mesmo que eu estou com cabeça pra ouvir suas desculpas agora, Key? – Perguntou Jonghyun.
- Bom, se estão ou não – Me virei, fui até a porta, a tranquei e guardei a chave no bolso – vocês só saem daqui quando me ouvirem – Toda essa palhaçada acaba aqui. Só Deus sabe como isso vai acabar, mas de uma coisa eu sei. Quando tudo isso terminar eu mesmo me encarregarei de cuidar do Ren. Eu e a Amber.
- Key abra essa porta – disse Jonghyun irrtado.
- Não! Já disse que vocês só saem daqui quando me ouvirem – Respondi. Notei Jonghyun cerrar os punhos irritado. Confesso que fiquei com medo dele me bater, mas até um soco, ou coisa pior, eu aguentaria por eles.
- Calma Jong. Todos tem o direito de se explicar, por mais errada que esta pessoa esteja – Disse Minho segurando o Jong pelos ombros provavelmente percebendo o estado dele. Depois ele olhou com um olhar frio pra mim, mas que eu pude notar naqueles olhos grades e negros, um pedido de que tudo ficasse bem.
- Tudo bem. Fale e nos deixe ir – Respondeu Jonghyun.
- Bom, eu não sei como o Ren contou essa história, mas eu contarei tudo como exatamente aconteceu – Respirei fundo. É agora – Eu não sou a melhor pessoa do mundo e conviver comigo é um tarefa um pouco complicada – Jonghyun soltou um sorriso sarcástico discreto – Tá legal, é muito complicado. Eu, segundo meu Appa, estava gastando muito e os empregados que trabalhavam aqui pediram demissão por conta da minha arrogância – Até hoje não sei porque eles me achavam arrogante. E eu não estou admitindo nada, só estou falando o que acham de mim. Não sou arrogante. Ok, só um pouco – Ai, o Appa me ligou furioso reclamando sobre meus gastos e meu comportamento e me deu um prazo de dois meses pra me virar ou eu perdia o meu apartamento e grande parte do dinheiro que eu recebo dele para me sustentar. Foi que um dia eu vi na faculdade um anúncio sobre a agência de intercambio e que eles remuneravam pessoas de baixa renda para receber estudantes estrangeiros em suas casas. Eu vi ai uma oportunidade de ganhar dinheiro fácil, já que eu sou um poste para arrumar emprego. Não sei fazer nada, só dyvar e desenhar coleções pra desfiles – Eles tentaram, mas eu notei um leve sorriso esboçar em seus rotos. Isso é bom – Eu me inscrevi como receptor de estudantes e ai veio o Minho e logo após você, Jong – Tirei minha carteira do bolso onde ficavam os recibos do pagamento que a agência fazia a mim – Estes são os recibos dos pagamentos que eu recebia.
- Mas só tem um mês aqui – Disse Minho avaliando o único recibo em sua mão – E aqui diz que o pagamento foi negado.
- Exatamente, eu neguei o pagamento da agência porque vocês me fizeram mudar meu olhar sobre o que era certo e errado. Eu consegui uma chance pra desenhar a coleção outono-inverno de uma grande loja japonesa. Eu recusei o dinheiro por que eu queria provar a mim mesmo que eu não sou uma pessoa ruim e que eu posso orgulhar aqueles que me amam – Respondi.
- Então foi por isso que você recusou quando eu fui pagar pelas despesas e pelo quarto que aluguei? – Perguntou Jonghyun.
- Também, mas o principal motivo por eu ter feito isso é que eu percebi que quando se está com a pessoa que se ama, o dinheiro não tem importância e tudo o que é necessário, é o amor um pelo outro – Me surpreendi com o que acabei de dizer.
- Wow, nunca pensei em ouvir algo tão profundo vindo de você, Key – Disse Jonghyun também surpreso, mas não usou um tom sarcástico, mas sim aquele tom de abestado lindo que ele sempre teve.
- Nem eu sabia que era tão meloso, Jong – Rimos um pouco, mas logo o silêncio prevaleceu e eu decidi continuar – E-eu escolhi.
- Escolheu o que? – Perguntou Minho.
- Lembra da proposta que vocês me fizeram? – Eu notei eles arregalarem um pouco os olhos, atentos ao que tinha a dizer e o único movimento que fizeram foi o de assentir com a cabeça, confirmando minha pergunta – Jonghyun, Minho, eu vive os seis meses mais felizes da minha vida com vocês, foi tão bom que quase não notei que se passou tanto tempo. Todos os dias vocês foram tão amorosos comigo e eu fui aprendendo a reavaliar minha atitudes fúteis e valorizando os pequenos prazeres, como ser acordado com um dinossauro e uma girafa, me dando beijos de bom dia e trazendo meu café da manhã na cama – Ri um pouco e eles fizeram bico – Eu peço desculpas por não demostrar ou retribuir igualmente todo sentimento que vocês tem por mim. Eu nunca fui à pessoa mais romântica do mundo, mas saibam que aqui dentro – Pus a mão direita ou lado esquerdo do meu peito – Uma coisa muito maior que eu fui nascendo sem o meu controle e a cada dia que eu acordava, primeira coisa em que eu pensava era em agradecer aos céus por poder ver e ser o motivo desses sorrisos que estão em seus rostos. Esses seis meses, como já disse, foram maravilhosos e eu não quero acordar desse sonho que vivo com vocês, eu quero prologar ele por resto da minha vida – Comecei a chorar, sorte que a maquiagem é a prova d’água – Jong, Min eu escolhi vocês dois por que eu sei que nada em mim seria completo se eu escolhesse apenas um. Eu aprendi durante esse tempo a depender igualmente de vocês. Agora é minha vez – Fui em direção a ele, me ajoelhei a sua frente e segurei as mãos deles juntas – Se vocês ainda quiserem, eu gostaria de saber se você, Kim Jonghyun, e você, Choi Minho, aceitam namorar comigo.
Eles se ajoelharam a minha frente e olharam bem pra mim e responderam quase como em coro. Eu já comentei que essa sincronia deles me assusta?
- Nós estamos esperando por isso nossa vida toda – Eles responderem e me abraçaram. Ok, chorei ainda mais.
- Amor, desculpa se nós duvidamos de você – Se desculpou Minho.
- O Ren nos enganou bonitinho, ein?! – Completou Jonghyun e eu me lembrei.
- Ai meu Deus, o Ren – Me levantei.
- O que houve amor? – Perguntaram os dois juntos de novo, notando minha agonia repentina.
- O Taemin quebrou um vaso na cabeça do Ren e ele desmaiou, sai de lá e deixei meu Appa sozinho resolvendo essa bagunça.
- Taemin, orgulho do Appa – Se vangloriou o Jonghyun.
- Dino! – Repreendeu Minho – Vamos amor, vamos resolver isso.
Saímos do quarto e ao chegarmos à sala não havia mais ninguém, só um bilhete do meu Appa informando que tinha levado o Ren pra um hospital, deixou o endereço do mesmo e mandou também eu ligar pra Amber avisando.
Ao chegarmos ao hospital pedimos a recepcionista à direção da ala de emergência do hospital e assim ela fez. Chegamos ao corredor onde ficavam os familiares do pacientes e encontramos Taemin, meu Appa e o Kai segurando a mão do Tae. Own, que fofo. Mas eu notei que a face de Taemin não expressava preocupação e sim... decepção?
- Bebê, o que houve? Parece até que você perdeu uma oportunidade que mudaria sua vida – Questionei depois que perguntamos ao meu Appa sobre o estado de Ren e ele informou que um pedaço da porcelana do vaso penetrou e se alojou no crânio do Ren e que por isso ele estava numa “cirurgia” de emergência pra retirar o pedaço pra não infeccionar.
- E perdi, Omma. Perdi a oportunidade de matar aquela boneca falsificada de cara congelada – Taemin bufou decepcionado.
- Gosh, que Dyva vingativa – Exclamei surpreso com o desejo do Taemin. Este é uma versão Dark do Tae que eu ainda não conhecia, ok?!
Logo vimos um médico saindo por uma porta dupla que dava acesso aos leitos e ele veio em nossa direção.
- Então doutor, como esta meu sobrinho? – Perguntou meu pai.
- A operação foi um sucesso, o pedaço alojado era pequeno, mas ele perdeu muito sangue e precisa passar um tempo tomando soro e se recuperando, logo depois ele passara por uns exames pra nos certificarmos de que nenhuma sequela esta presente e então ele será liberado – Concluiu o Médico e enquanto meu pai dizia um “graças a Deus”, Taemin dizia um “Oh God, Why?”.
— Ele pode receber visitas? – Perguntou meu pai.
- Ainda é muito cedo, mas assim que ele estiver bem eu mando uma enfermeira chama-los. Agora, Com licença, tenho mais uma cirurgia a realizar – O médico se despediu formalmente e seguiu corredor adentro.
- Key, você já ligou pra Amber? – Questionou meu Appa.
- Droga esqueci, vou ligar agora, Appa – Fui em direção ao uma área onde desse melhor sinal de linha telefônica e avisei a Amber. Que não reagiu nada bem e quase me deixa surdo depois do grito que deu no celular.
Voltei para o corredor e vi meu pai conversando com Jonghyun e Minho, senti medo, porque eles estavam sentados e meu pai parecia um general a frente deles dando ordem e eles assentindo calados.
-... então se tem amor aos seu bigulinhos, façam meu filho feliz, entenderam? – Disse meu pai. Só ouvi o fim da conversa.
- Pode deixar, nós vamos cuidar bem do Key – Disse Minho.
- Assim espero – Disse meu pai ainda com uma cara assustadora, mas que logo esta foi desfeita com um sorriso caloroso – Agora venham aqui dar um abraço no sogrão lindo e fodão de vocês – Disse meu pai abrindo os braços e abraçando os genros. Agora eu sei de onde herdei a falta de modéstia.
- Ownn, família unida, que lyndo – Disse me aproximando e dando um selinho em cada um dos três. Isso mesmo produção, mas não pensem que rola um incesto básico entre eu e meu Appa, isso é apenas uma forma de carinho e afeto. Fazemos isso desde que eu era um bebê Dyvo.
- Ok meninos, eu vou comprar um café pra mim e já volto – Disse meu pai.
- Traz um pra mim, Appa – Pedi fazendo aeygo.
- Claro, meu pixote de blush – Disse ele apertando minhas bochechas.
- PAI! – O repreendi. E ODEIO esse apelido totalmente brega que ele me deu.
- Bom, fiquem ai esperando a Amber – Ele concluiu saindo.
- Pixote de blush, é? – Riu Jonghyun.
- Não ouse me chamar assim, entendeu — Me virei pra Minho que estava rindo.
- Rawr! – Sussurrou Jonghyun no meu ouvido com uma voz extremamente sexy. Até me arrepiei.
- O que é isso? – Perguntei.
- É “eu te amo” na língua dos dinossauros – Ele respondeu e nós três rimos e ficamos conversando.
- Omma, perdi alguma coisa – Questionou um Taemin meio descabelado, com os lábios BEM vermelhos e a camisa amassada e logo atrás dele estava um Kai também com cabelos bagunçados e boca avermelhada e os primeiros botões da camisa abertos.
- Não. Mas onde vocês estavam? – Mas que meninos danadinhos.
- Fomos... Ver os bebês naquela vitrine da maternidade – Taemin disse rápido.
- Ok, vou fingir que acredito – Dei de ombros.
- CADÊ ELE SUA LOUCA? EU SOU A IRMÃ DELE – Ouvi gritos e reconhecer imediatamente. Amber. Ele brigava com a enfermeira que insistia em não deixa-la passar – Olha meu primo ali. Key, mande essa mulher me deixar passar.
- Moça, ela é minha parente e irmã do paciente. Por favor, deixe-a passar – Pedi a enfermeira que deixou Amber passar, mas ainda fazendo cara feia – Obrigado.
- Te pego na saída – Disse Amber e fez aquele gesto com os dedos apontando para os olhos como se estivesse ameaçando a pobre enfermeira que deve estar tremendo de medo – Cadê ele, Key?
- Olha calma, ele esta se recuperando, só quando a enfermeira liberar é que nós podemos visita-lo e... – expliquei tudo o que aconteceu a ela. Logo meu pai voltou e junto a ele a enfermeira.
- Eu vou primeiro – Disse Amber depois que a enfermeira informou que só poderia ir um de cada vez. Com certeza ela vai fazer a estadia do Ren se prolongar nesse hospital.
- Amber, me deixe ir primeiro, depois você vai – Disse meu pai já prevendo a confusão que o furação Amber vai fazer.
- Tio, senta lá que do Ren cuido eu – Disse Amber e meu pai se calou. Aliás todos tem medo quando Amber está nervosa. Lembro que quando ela tinha cinco anos, ela agrediu a governanta da casa do Tio Chulla com uma faca de cortar carnes depois que a pobre empregada confundiu o milk shake da Amber com o do Ren. Ela seguiu com a enfermeira nos deixando apreensivos.
- Omma, eu vou pra casa. Kai vai me levar – Disse Taemin.
- Tudo bem, Bebê. Cuida e juízo – Dei um beijo na testa dele e ele assentiu.
- Tchau Omma. Tchau Appas – Ele se despediu e saiu.
Taemin’s Pov On
Deus tinha algo naquela comida do Minho Appa que me despertou um desejo louco de possuir o corpo nu de alguém. E meu alvo é o Kai. A gente se pegou dentro da salinha de limpeza do hospital.
- Kai, me leva pra qualquer lugar. Não quero ir pra casa agora – Disse quando paramos em um sinal. Já estávamos dentro do carro do Kai.
- Pra onde você quer ir, Tae? – Ele perguntou olhando pra mim.
- Que tal você me mostrar sua casa – disse tentando deixar minha voz o mais sexy possível e passando a mão na coxa direita dele. Credo estou até parecendo uma bitch, mas que se dane, eu quero ele e o resto que exploda. Tenho 19 anos e ainda não perdi a virgindade, não dá pra esperar mais.
- Agora! – Disse Kai animado e mudando a direção em que íamos.
Não demorou muito a chegarmos a um edifício muito bonito. Kai estacionou o carro no subsolo no prédio e fomos à recepção.
- Tae, eu vou pegar a correspondência com o porteiro. Pode ir subindo, esta é a chave – Ele me entregou a chave do apartamento – Fica no oitavo andar, apartamento 801.
- Certo — Fui até o elevador e em seguida ao oitavo andar. Entrei no apartamento amplo, simples, mas bem organizado. De cara eu encontrei um saco especifico de roupas com a estampa de uma lavanderia e pelo saco ser transparente, eu vi que era a farda de guarda do Kai. Huumm, isso me deu ideias.
Taemin’s Pov Off
Kai’s Pov On
Peguei todas as correspondências com o porteiro. Ele é muito lento e eu demorei. Já estava louco pra chegar em casa, porque o Tae estava bem ousado hoje e eu gostei muito. Voei até o elevador que parece que estava ainda mais lento do que de costume. Quase quebrei a porta do elevador pra sair dele e foi até a porta o apartamento – que estava aberta – e entrei, mas tudo que encontrei foi o silêncio.
- Taemin? – Perguntei o procurando com o olhar. Logo eu senti algo, ou melhor, alguém me imprensando contra a parede e segurando minhas mãos pra trás pra assim poder me algemar – Mas o que...?
- Shiiii! Seja um garoto bonzinho e apenas me obedeça – Disse Taemin me virando e eu arregalei os olhos. Ele estava vestido coma minha farda, mas ele deixou a camisa entreaberta possibilitando a visão do peitoral alvo e o seu cabelo estava amarrado um rabo de cavalo alto o deixando ainda mais sexy – Você tem sido um menino mal, senhor Kai? – Ele perguntou com uma voz que me faria gozar só de ouvi-la.
- Sim, eu tenho sido – Respondi entrando na brincadeira.
- Então eu acho que terei que puni-lo, em nome da lei... da cama – Ele foi até o micro sistemy da sala e ligou numa música que eu conhecia, S&M da Rihanna. Então que comece o jogo.
Kai’s Pov Off
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