Notas iniciais
Onde dois vampiros caçam, um casal termina e o quinto elemento chega...

Não era exatamente desanimo, apenas estavam com preguiça de se darem ao trabalho de seduzir alguém. De uma maneira bem clichê, caminhavam pelos telhados de algum bairro residencial não tão tranqüilo assim. Óculos escuros no rosto, pois seus olhos brilhavam vermelhos para que eles pudessem enxergar no escuro. Perscrutavam as ruas a procura de alguma vítima solitária.

- Ali... – Indicou Martin com um sorriso. Num gesto automático, passou a língua pelos dentes com a boca entreaberta. Peter farejou o ar.

- Sinto cheiro de álcool. Presa fácil, mas sangue não assim tão bom.

- Eu tô com fome, podemos ir logo com isso?

- Certo, criança. – Zombou da impaciência do outro. – Te vejo lá embaixo.

Peter saltou do telhado, aterrissando em silêncio na calçada. Martin logo estava ao seu lado também. Foi rápido, como sempre era. Aproximaram-se da mulher sorrateiramente, mas a abordagem não foi nada delicada. Não tinha por que ser. Peter a empurrou com força contra a parede, a mão apertando sua boca, para que ela não gritasse ou o mordesse. Martin puxou o braço dela, mordendo seu pulso e sugando com vontade. Nesse momento, ela parou de se debater tanto, aproveitando o prazer que lhe era proporcionado.

- Eu mimo você demais, sabia? – Comentou, quando o outro a soltou. – Minha vez... – Ergueu a cabeça dela bruscamente, fazendo-a voltar a se debater. Seus caninos cresceram e ele arranhou o pescoço dela, adorava brincar com a presa.

- Vai logo com isso, não vejo por que ser tão sádico. – Martin lambia os lábios vermelhos, limpando o sangue que havia neles.

Peter a mordeu sem delicadeza, mas mesmo assim ela novamente cedeu. Quando terminou e começou a soltá-la, a mulher lhe deu um chute. Irritado, voltou a se aproximar para se vingar, mas Martin o puxou.

- Não faça isso...

Novamente sobre o telhado, Peter arrancou os óculos e olhou enfurecido para o outro vampiro.

- Quantas vezes eu tenho que te dizer para não me interromper?!

- Você ia matá-la, sabe que eu não gosto disso.

- Eu me pergunto o que estava na cabeça da pessoa que te mordeu.

- Só não entendo por que você tem essa ânsia de matar!

- Eu não tenho, só não ligo. Deixa pra lá, ta bom? Não vou brigar com você por causa de uma humana. Mas não me interrompa outra vez.

Martin suspirou e concordou. Não entendia porque Peter fazia aquilo, quando podia simplesmente empurrar a pessoa e deixá-la de lado. Parou de pensar sobre o assunto quando o outro deu um soco leve em seu ombro para chamar sua atenção.

- Vamos voltar logo para casa.

Enquanto isso acontecia, Anna se arrumava. Começou a fazê-lo após um telefonema de seu namorado a convidando para sair. Ao contrário das companheiras de quarto, Anna não era uma loira fatal. Cabelo curto e preto, se existissem olhos negros de verdade, o seu seria, no caso, eram de um castanho muito escuro. Seu corpo mignon quase sempre estava escondido em roupas largas, como nessa noite. Ela não tinha motivos para se arrumar bem, não queria mais impressioná-lo, só queria terminar logo de uma vez. Os tempos que davam estavam se tornando cada vez mais comuns, as outras pessoas beijadas numa noite de bebedeira também.

Encontraram-se na porta do dormitório dela. Ele a beijou, ela não sentiu nada.

- Vamos para um lugar quieto, quero conversar com você.

- Mas eu não quero, Anna. Não podemos simplesmente ir ao cinema e curtimos o tempo juntos?

- Thiago, para alguém da sua idade, você é muito imaturo, sabia? – Como Clara havia dito, ele estudava história, estava quase se formando para dizer a verdade.

- Ah, pera aí, eu só tenho 23 anos. – Suspirou e a puxou para um abraço. – Não quero ter essa conversa que você tanto quer.

- Deixa de drama, ok? Não suporto isso. – Olhou para ele e respirou fundo. – Por que não podemos simplesmente terminar?

- Por que eu amo você?

- Mas só isso não está sendo o suficiente, está? E dar um tempo não vai resolver as coisas.

- Anna, já parou para pensar que o problema aqui é você?

- Perfeito! O problema sou eu, ele não vai ser resolvido. E que bom que tivemos essa conversa aqui, porque posso voltar direto para meu quarto depois disso. – Tentou se desvencilhar dele, mas ele segurou seus braços.

- Nem pense em fugir! Não vai simplesmente falar isso e sair andando.

- Por que não?

- Como pode ser tão insensível? – Ela balançou seu corpo e fez com que ele a soltasse, suas mãos foram até o rosto dele, trazendo-os mais para perto do seu.

- Thiago, por favor... Aceite o fim, ta bom? Porque se você não aceitar, vai acabando estragando todos os momentos bons que tivemos.

- Anna! – Ela tocou de leve em seu lábio, mas ele continuou a falar. – Tudo bem, tudo bem. Não estou aceitando, mas por enquanto... Alguma dica para eu te recuperar?

- Me deixe sozinha. – Riu da expressão de Thiago. — “Then make me miss you, baby.”

- Eu te telefono. – Suspirou e a puxou pela cintura para um último beijo. Ela retribuiu, ainda sem sentir nada.

E na casa de Eric mais um animal apareceu. A pantera negra entrou furtivamente pela porta que havia sido deixada aberta e começou a subir as escadas com seu passo cadenciado, seus olhos percorrendo o local que não via há muito tempo. Porém quando escutou um baque no segundo andar e ao imaginar corretamente que vinha do quarto de Eric, apressou-se para lá.

- O que você está fazendo, Mariana? Saia de cima dele! Agora! – A voz autoritária da mulher asiática que tinha invadido o quarto com um chute na porta.

- Se eu fizesse isso, você me matava! – A outra saiu de cima de Eric e sentou na cama, olhando furiosa para Amy. Finalmente conseguira fazer o vampiro ceder outra vez, tinham acabado de chegar na cama e aquela vadia tinha que interromper?

- Quem disse que eu não vou matá-la? – Mas ele havia se levantado da cama sorrindo. – Resolver aparecer, é?

- Sim, sim. Senti saudades. – Corando um pouco, ela apontou a porta. – Desculpe por isso, é que eu sabia que essa daí estaria colocando as patinhas sujas de lama em cima de você.

- Ele prefere minhas patas às suas garras, Amy. A qualquer hora do dia!

- Da noite, querida. Da noite. Ainda não aprendeu? – Deu um sorriso cínico. Eric só observava as duas, já estava mais que acostumado com a cena e nunca tomava partido. – E você mesma disse que se você tivesse chutado a porta, estaria morta. Quem será mesmo que ele prefere?

- Deixa eu bater nela, só dessa vez, Eric. – Mariana virou-se para pedir para ele, quase rosnando.

- Querida, você nunca bateria em mim. É fraca demais para isso. Para não falar, lenta, incapaz, esse tipo de coisa. – Mariana bufou por causa do silêncio de Eric, que agora ria. Amy deu outro sorriso. – Bem, to indo para meu quarto, já atrapalhei o que tinha que atrapalhar mesmo.

Notas finais
"O Quinto Elemento", xD Desculpe se ela non tem um cabelo laranja! Eu tenho uma loba que é igual a Esmeralda de Corcunda... E uma pantera asiática. Eu tenho que fazer personas mais verossímeis! huahauhaua E aumentar a classificação disso aqui, xD

Escrever isso ouvindo Metallica é muito bom, o.ô