Mirror, O Reflexo da Verdade
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Desliguei a televisão, cansado de ignorar aquela sensação que fazia meu cérebro pinicar. Olhei ao redor da sala, verificando a ausência de qualquer testemunha e me sentei ereto no sofá. Respirando fundo, passei a mão por meu rosto fadigado. Três dias tinham se passado desde que aquela loucura de Cupido, Alma Gêmea e Lista tinham acontecido. E faltavam dois dias para a maldita festa acontecer.
“Aliel?”, chamei sem esperanças. O silêncio me respondeu. “Sei que você está aqui. Que sempre está aqui. E que está infeliz.”, agarrei meus cabelos, controlando-me para não começar a suplicar. “Por favor, vamos conversar. Deve ter uma maneira de resolver tudo isso.”
Sabia que era uma batalha perdida. Uma diária batalha perdida que eu não cansava de lutar. Sempre com a estúpida esperança de que Aliel atenderia meus apelos. Era em vão, eu sabia só que não conseguia me impedir. Era só sentir sua presença que tudo dentro de mim queimava por seu perdão.
Não iria culpar a bebida, nem a ela. Eu tinha caído no truque divino e desistido com mais velocidade do que ela. Comecei a andar a esmo pela sala, tentando ter uma noção de onde sua presença ficava mais forte. Minha pele formigava e meu cérebro latejava, então passava, como se ela estivesse recuando. Tentei erguer minha mão para tocar sua pele, só que tudo o que sentia era o vazio.
Fechei os olhos lutando contra os fantasmas que tocavam meu coração.
“Aliel.”, sussurrei com a voz quebrada.
E era só isso. Seu nome. Minha emoção, meus sentimentos mais ocultos carregados por uma palavra. Uma palavra que mudava minha vida em cento e oitenta graus. Abaixei a cabeça fazendo com que alguns fios cobrissem meus olhos e afastei a dor. De nada adiantaria ficar me lamentando. Já tinha feito todas as merdas possíveis. Só o que me restava era sentar e assistir meu destino ser moldado por outras pessoas.
Por um segundo senti aquela presença á poucos centímetros do meu rosto e meu queixo formigou. Ergui-o sobressaltado e encarei o nada. Era como viver com seu amigo imaginário. Sua mente sabia que ele estava ali, mesmo que seus olhos não pudesse lhe dar aquela certeza. Meu coração era o meu ponto de convicção.
“Sei que pode me ouvir e que quer mudar isso.”, sussurrei para o nada. Minha bochecha formigou também em uma leve carícia. “Eu posso ser humano e dizer que erro, mas essa não é a primeira e nem será a última. Eles podem nos afastar, entretanto nunca poderão dizer quem meu coração vai amar. E sei que deve doer tanto em você quanto em mim, por isso apareça para mim. Uma despedida, pelo menos.”, supliquei.
Engoli a seco esperando que meu desejo fosse atendido. Fechei meus olhos mais uma vez, como se assim tivesse a oportunidade de ver sua batalha interna. O dever ou o amor? As asas ou seu coração? E, como sempre, sua essência divina ganhava. Minha pele parou de formigar, evidenciando seu afastamento.
Soquei o sofá com força e agradeci por não ter ninguém em casa. Não que eu fosse dar outro surto e quebrar todos os móveis da casa, só não queria que meus pais me vissem falando sozinho. Porque nesse momento era assim que eu me encontrava. Sozinho. Abandonado. Vazio. E antes que pudesse dizer alguma coisa que iria ferir ainda mais á nós dois, a campainha tocou.
“Você só pode estar querendo brincar comigo.”
Ariel deu um suspiro.
“Precisamos conversar, Jeremy.”
Visivelmente contrariado, dei espaço para que ela passasse. Reparei que os aros de seus óculos tinham afinado e ficado dourados, talvez para combinar com seus cabelos que adquiriram mechas douradas. Seus olhos tinham se clareado chegando ao tom de âmbar. Toda essa mudança sem perder sua fisionomia de garota de dezesseis anos.
Ela andou normalmente até o sofá e se sentou. Ergui uma sobrancelha. A presença de Aliel ainda era perceptível para mim, tanto que poderia apontar com facilidade a área onde ela estava parada. Não o local exato, mas restringia o espaço para procurar. Ariel cruzou as pernas, balançando-as e explicitando seu desconforto com a situação.
Cruzei os braços e resolvi ficar de pé.
“Você tem que saber que eu não sabia que você era a minha missão.”, ela disse com a voz infantil e chorosa. Fiz uma careta. O tempo estava tão bonito, porém se ela derramasse uma lágrima tudo mudaria. “Contaram-me no dia em que Aliel retornou. Encontrei com ela quando eu estava indo embora e ela me entregou uma cópia do seu histórico. Estude, eu resolverei o restante, foi o que ela disse. Pensei que pediria para trocar de Pupilo. Mas depois de ler tudo o que estava escrito ali e perceber o quanto vocês se envolveram e o quanto cederam...”, suas bochechas coraram.
“Não tem motivos para ficar envergonhada.”, retruquei com a voz dura. Meu corpo estava rígido ao saber que todo o meu relacionamento com Aliel estava em um papel. Todos os nossos planos, sonhos, sentimentos. Futilmente escritos como se eles pudessem compreender o que se passava em meu coração. “Eu e Aliel não tivemos nada demais. Nunca quis prejudicá-la.”
Ariel se levantou, pondo as mãos nas costas e vagando pela sala. Parecia presa em seus próprios pensamentos, procurando uma maneira de expor e ser compreensivo. Meu desconforto foi se amenizando. Ela só estava fazendo o seu trabalho e se não fosse ela, seria outro. Pelo menos a Cupido teve a decência de ir se justificar.
“Não estou falando sobre envolvimento corpóreo.”, ela tentou explicar. “Quero dizer sobre o modo como ultrapassaram seus instintos básicos. Caliel desistiu. Adriel caiu. Porém Aliel se manteve firme em seu dever e conseguiu conciliar com o seu amor por você.”
Pressionei os lábios juntos.
“Por que disse amor nesse tom?”
Ela parou e me encarou.
“Anjos não deveriam amar, Jeremy.”, sua voz estava séria, como uma mãe explicando ao seu filho. “Não deveríamos nem conhecer esse sentimento. Por isso que quando caímos por um humano chamamos de Atração. Não sabemos classificar, como vocês.”, retornou á sua caminhada. “Só que não é sobre isso que vim falar. Já soube sobre você e Mary. Sei que ainda tem algumas barreiras que me impedem de completar a missão e estou disposta a derrubá-la uma por uma.”
Isso fez um alarme soar em minha mente. Uma lembrança longínqua me tomou.
“Jason e Sarah.”, eu sussurrei e a encarei esperando uma confirmação. Assentiu. “É por isso que você estava tão empenhada em descobrir aquelas histórias. Por isso que queria tanto que Jason e Laisa terminassem e que eu aceitasse toda essa loucura.”
Fez uma careta.
“Não é loucura.”, me corrigiu. “Se ele traísse ou o melhor amigo não aceitar o relacionamento, é missão perdida. Precisava que Jason terminasse com Laisa antes de tentar algo com Sarah. Querendo ou não, eles foram destinados a ficarem juntos. Eu estou aqui apenas para garantir que isso se torne realidade.”
“E depois?”
Abaixou os seus olhos e soltou o ar.
“Eu volto para o céu.”
Era por isso que ela tinha terminado comigo. Aos poucos as peças foram se juntando na minha mente. Aliel tinha sido chamado pelos superiores um dia depois que chegamos da viagem, horas posteriores á nossa declaração. Eles viram que estavam perdendo o controle da situação, que iríamos pular daquela corda bamba. Então puseram minha Guardiã em seu devido lugar, mostrando que seu lugar não era comigo.
E a Lista é uma prova disso.
Já que se eu traísse seria missão perdida, Aliel teria que garantir que não acontecesse nenhum tipo de aproximação entre mim e Mary até que reunisse coragem para terminar comigo. Por isso que ela tinha aparecido repentinamente na praça quando quase beijei a loira. Sua fuga tinha sido planejada e ela matou dois coelhos com uma cajadada só.
“Filha da mãe.”, xinguei baixo. Ariel se retraiu. “Desculpe.”
Parte da dor de tê-la perdido foi substituída pela raiva ao saber que tudo havia sido planejado. Respirava com força e passei as mãos pelos cabelos, tentando me focar em um ponto oposto ao que sua presença me alertava. Demorei alguns segundos para recuperar o controle. Minhas mudanças de humor estavam me desestabilizando.
“Jeremy.”, Ariel me chamou pondo uma mão em meu ombro. Uma calmaria deveria me tomar só que era subjugada pelo misto de emoções negativas que me tomavam. “Você é uma barreira. Posso sentir seus sentimentos á um quarteirão. Tanto ressentimento, ainda assim tanto amor.”, ela suspirou triste. “Se você não se deixar ter um relacionamento feliz, nunca serei capaz de completar essa missão.”
“E o que acontecerá comigo?”
Ela balançou a cabeça.
“Não sei.”
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“Acho que estamos indo rápido demais.”
“Desculpe, quer parar?”
“Acho que sim.”, respondi me sentando para pegar a camisa no chão. Fiz uma careta quando ao esticar minha pele, senti minhas costas queimando por conta dos arranhões. “Pensei que você tivesse compromisso hoje.”
Mary ergueu uma sobrancelha, ajeitando seu sutiã no lugar. A visão de seu torso parcialmente nu quase me fez desistir da ideia de ir mais devagar. Ela mordeu o lábio inferior – que já estava levemente inchado – e me lançou um olhar sedutor. Tive que balançar a cabeça com força para sair daquele feitiço.
Faça as coisas da maneira certa, Read. É o mínimo que esperam de você.
“Eu tenho.”, ela concordou dando um sorriso e se amontoando em minhas costas. Ri ao sentir seus lábios em meu pescoço. “Mas posso faltar.”, ela se contorceu até que pusesse seu rosto á vista. “Pensei que você levasse garotas loiras para cama todos os fim de semana.”
Gargalhei.
“Melissa era morena.”, a corrigi, vendo-a assentir com minhas palavras.
“E Aliel também.”, acrescentou. Meu corpo todo se tencionou e Mary percebeu. Sua voz ficou mais suave. “Desculpe.”, abaixou os olhos claros, magoada pelo modo como o nome da minha ex ainda me afetava. “Você ainda vai á festa no sábado?”
Revirei os olhos.
“Se eu não for, é capaz de um grupo de garotos raivosos vir me buscar.”, respondi indiferente. Dei de ombros. “Minha presença tem que ser garantida para ter uma festa. As consequências de ser popular.”
Mary riu de minha ironia.
“Não se preocupe, estarei lá.”, ela garantiu. Ergui uma sobrancelha, surpreso. Suas bochechas coraram. “Minha banda foi chamada para tocar na festa. Era uma boa oportunidade e um bom dinheiro. Enquanto não recebemos nenhuma ligação de um produtor famoso, vamos nos contentar com as coisas pequenas.”, beijou minhas costas até que se concentrou na parte do meu ombro. “Adorei sua tatuagem.”, confessou.
Dei um meio sorriso.
“Também gostei da sua.”
Ela saltou da cama, catando sua blusa e a camisa quadriculada verde e preta que estavam jogadas no chão. No lado direto de seu quadril ficava sua tatuagem. Era o contorno de uma fênix, que subia a partir de seu quadril até a lateral de sua barriga. Sexy. Ela vestiu a roupa de costas para mim e puxou o cabelo, prendendo-o em um coque.
“Quer vir comigo para o ensaio?”, propôs colocando a camisa e a ajeitando. “É na casa de Harper e Mellany vai estar lá.”, deu um tapa na testa. “Óbvio que ela estará. Ela é a vocalista.”
Sorri.
“Está me convidando para um encontro, Bogossian?”
Ela me encarou, provocante.
“Estou te levando para o meu território, Read.”, gesticulou para o meu quarto – que por algum milagre de Dara estava perfeitamente arrumado, incluindo o porta-retratos guardado no fundo da gaveta da mesa do computador. “Mas, se quiser ver como um encontro...”, deu de ombros. “Estou te convidando.”
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“Cinco minutos, pessoal.”, Harper disse botando sua guitarra no chão.
Mary permaneceu sentada na bateria e se abaixou para beber água. Quando nossos olhos se encontraram, ela deu um sorriso constrangido e quase derrubou as baquetas. Se não fosse a poeira, poderia dizer que estava perfeitamente confortável no sofá no porão dos Moore.
Quando cheguei, recebi um olhar especulativo de Harper e um aceno. Nós dois nunca tínhamos sido muito próximos, porém o fato de estar saindo com uma das suas amigas me rendia um pouco de educação. Dexter, o único garoto da banda, parecia intimidado. Não poderia culpá-lo. Sempre fui um babaca com os nerd e esquisitos na escola. Lembrava vagamente de ter derrubado os livros dele no chão uma ou duas vezes.
Mellany parecia a mais surpresa com a minha visita. Ela olhou de Mary para mim, não acreditando na cena que se desenrolava diante de seus olhos. Então, durante todo o ensaio ficou com a cara fechada e isso lhe proporcionava inúmeros erros e desafino. Esse era o motivo para Harper pedir um tempo.
“Não acredito que fez isso.”, Mel disse se jogando ao meu lado no sofá. O impacto do seu corpo fez com que a poeira acumulada se erguesse. Tossimos. “Puta merda, Moore. Quantas vezes sua mãe te mandou limpar esse lugar?”
“E quantas vezes eu ignorei?”, Harper retrucou voltando a conversar com Dexter e apontar algumas coisas nas partituras.
Mellany revirou os olhos cinza.
“Olhe...”, ela disse cruzando os braços e assumindo sua pose de durona. “Estou feliz que você esteja se ajeitando com Mary e todas essas coisas. Você é meu amigo, por isso te darei um conselho: Não a use de estepe para esquecer Aliel.”
Suspirei.
“Brown, ela terminou comigo.”
Ela assentiu e mexeu a mão como se não importasse.
“Um detalhe, apenas.”, debochou. “Aliel foi até lá em casa para conversar com Caliel e meu namorado. Tive que praticamente torturar Adriel para que ele me contasse o que tinha acontecido. Fiquei muito chocada.”
“Por ela ter seguido uma ordem superior?”, bufei. “Não deveria.”
“Não, não foi por isso.”, ela se virou totalmente para mim e manteve os seus olhos sérios. “Surpreendi-me com a rapidez com que você cedeu e se deixou levar. Eu sei que dói perder algo que você ama, Jeremy. Só que ao invés de tentar remendar o que quebrou, você deveria procurar a razão que levou a quebrar.”
“Se está dizendo para falar com Aliel, eu já tentei.”
Mellany me deu um tapa no braço.
“Pare de ser idiota, Read.”, sussurrou urgente e raivosa. Meu Deus, era conversar com um espelho. “Está cercado de amigos de Aliel, pergunte á eles. Além disso, depois da burrada que fez ao ir atrás do primeiro rabo de saia que surgiu, você acha que ela apareceria de bom grado? Nem eu o faria.”, franziu o cenho e meneou a cabeça. “Não, eu apareceria apenas para bater essa sua cabeça dura na parede.”
Estava confuso.
“A não ser sua ameaça, não entendi seu conselho.”
Ela soltou o ar.
“O que você tem de bonito tem de burro, hein.”, provocou e respirou fundo. “Jeremy, existe uma diferença entre amar e amar um Anjo. Você sabe qual é?”
Neguei.
“Nós nos moldamos para amar, então quando somos feridos outro amor nos cura.”, abaixou os olhos, triste. “Com eles é tudo ou nada. Quando amamos um Anjo – e somos retribuídos – a dor ao serem feridos é eterna.”
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Sábado chegou antes que me desse conta e toda aquele animo de reencontrar os velhos amigos vinha e ia. Enquanto vestia minha roupa e punha minha máscara, meus pensamentos recaíram no vazio da ausência de Aliel e como isso desencadearia um efeito dominó. Sarah ficaria sozinha, obrigando Jay á lhe fazer companhia. O que resultaria em mim sozinho com um copo de bebida.
O lado positivo seria que Mary estaria ali. E Ariel também. Desde a nossa conversa, ela tem me feito visitas casuais. Sabia que seu objetivo era observar os avanços e as mudanças no meu relacionamento com Mary. Também sabia que ficava decepcionada ao perceber que não tinham sido muitas. Ariel realmente era inexperiente. Tinha esperança que um amor épico acontecesse em menos de uma semana.
Parei em frente ao espelho e sorri para meu reflexo. Tinha deixado minha barba por fazer propositalmente, me dando um ar mais sedutor e cafajeste. Meu cabelo escuro já havia crescido e estava bagunçado. Passei meus dedos por entre as mechas negras e deixei-as de um modo apresentável. Minha pele pálida entrou em contraste com minhas roupas escuras e o tom de branco envelhecido destacou meus olhos azuis escuros.
Satisfeito saí de casa com a promessa que voltaria mais tarde. Meus pais estavam tão focados na missão de trocar a frauda de minha irmã que praticamente me ignoraram. Se não fosse o olhar cortante – e admirado – de minha mãe, juraria que eles não haviam escutado. Caminhei até o local da festa, já que era perto de casa e eu só ganharia meu carro quando entrasse na faculdade.
O som me atingiu cinco casas e mexi minha cabeça no ritmo da música. Tudo estava uma confusão habitual nessas ocasiões. Casais se agarrando em lugares propícios, pessoas bêbadas dizendo palavras incoerentes e os sóbrios rindo enquanto filmavam/comentavam o andamento da festa. E isso porque nem eram onze da noite.
Fui cumprimentado por alguns velhos amigos e segui até a cozinha. Encontrei Jay encostado na bancada, perdido em pensamentos. Sua máscara era verde, destacando o tom oliva de seus olhos. Estalei meus dedos na frente de seu rosto e ele se sobressaltou.
“Estava pensando em Sarah nua?”, gracejei.
Ele permaneceu sério, me encarando.
“Hey, relaxe.”, eu disse pegando um copo e me servindo. “Não quero brigar com você nem nada do tipo. Se quiser, peço até desculpar para Sarah. Onde ela está?”
Comecei a olhar ao redor, tentando reconhecer o cabelo vermelho e cacheado de Sarah por entre a multidão. Jason soltou o ar e parou na minha frente. Parecia estar em uma batalha interna, e seu bom senso perdeu.
“Promete não surtar?”
Fiquei apreensivo.
“Não posso prometer nada e você sabe, Jay.”
Ele suspirou e balançou a cabeça.
“Eu sabia que você diria isso.”, passou os olhos na mar de pessoas e me encarou. “Aliel está aqui. E com alguém.”
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