Notas iniciais
Nossa, vocês vão me fazer escrever todas as Ones que eu propus? kkkkk Cada um disse uma coisa. Então, temos novidade. O trailer saiiiiiiu. Eu amei. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=mVD79404g8Q Então, vamos para o capítulo.

O silêncio de Aliel quase me levou a loucura. Nunca fui dispensado em toda a minha vida, e acontecer pela primeira vez com a mulher que tinha domado meu coração era crueldade. O barulho de meu coração quase me ensurdecia e as inúmeras possibilidades de dispensa educada me faziam beirar a insanidade.

Ela continuou estática, respirando ruidosamente por conta de minhas palavras. Fechei os olhos por um segundo, preparando minha mente para a recusa. Se ferrou, Read. Deus estava te castigando por tanta merda que fez em tão pouco tempo. Engoli a seco e pressionei os lábios, impedindo o lamento de soar. Passei a língua por meus lábios secos, sentindo o piercing roçando neles.

O contato dos dedos quentes e macios de Aliel contra os meus que ainda permaneciam em seu queixo, me despertaram daquele pesadelo temporário. Temeroso, abri os olhos. Meu coração se sobressaltou com o mar de emoções que trasbordava dos orbes negros de minha namorada. Era como se eu tivesse oferecido a lua, apenas pelo prazer de sua presença. Eu o faria se pudesse.

Ela entrelaçou os nossos dedos e se aconchegou em meus braços. Ainda em choque, demorei mais do que o desejado em envolvê-la. Ela pousou a cabeça em meu peito, na direção certeira de meu coração com o bel-prazer de escutá-lo bater descompassado. Aquilo era uma retribuição? Era uma recusa educada? Anjos eram tão complicados.

“Jeremy...”, ela sussurrou se afastando para poder fixar seus olhos nos meus. Ansiedade fazia meu corpo vibrar, mas me contive. “Você sabe que não foi feito para mim...”, ela abaixou os olhos, magoada com suas próprias palavras. Apertou a camisa no exato lugar onde deveria estar seu coração. “Fui egoísta por deixar isso passar dos limites. Mas não consigo me afastar.”, lamentou e levantou os olhos, tímida. “Dói me afastar de você.”

Segurei seus ombros e pousei meus lábios calorosos em sua testa. Escutei-a soltando um suspiro angustiado e a apertei contra mim. Sua dor fazia meu peito latejar. Por outro lado, a avareza me tomou o suficiente para que me sentisse satisfeito por ela sentir o mesmo que eu. Suas mãos acariciaram minhas costas com carinho.

“Então não se afaste, Anjo.”, eu sussurrei por entre os seus cabelos. “Por favor, não se afaste.”

*************************

Voltar para casa foi mais difícil do que eu imaginava. Estava tão acostumada com todas as descobertas que eu e Aliel fazíamos diariamente, que voltar para nossa vida foi quase uma tortura. Assim que o avião pousou em área segura, fomos envolvidos por suspiros melancólicos. Aliel deu um sorriso, apertando os dedos contra os meus.

“Prometo que voltaremos para Los Angeles quando menos esperar.”, ela confidenciou e estalou um beijo em minha bochecha. Então, me estudou de cima a baixo. “Parece uma outra pessoa. Mais madura e mais tensa.”, estreitou os olhos e pegou sua mala. “O que está acontecendo?”

Dei um meio sorriso forçado.

“Você me conhece melhor do que ninguém, Anjo.”, puxei minha bolsa e pus em meu braço livre. Encolhi os ombros, com medo da repercussão de minhas palavras. Ah, foda-se. Já tinha me declarado mesmo. Fixei os olhos em nosso caminho, evitando sua minuciosa inspeção. Minhas bochechas se esquentaram. “Acredita em mau pressentimento?”

Escutei-a estalando a língua e seu punho ficou tenso.

“O que houve?”, repetiu a pergunta, mas com uma intenção mais ampla. Queria saber o que estava me incomodando e o motivo de minha intuição estar tão atiçada. “Você está estranho desde o casamento. É por causa da...”

“Não.”, a interrompi sabendo exatamente o que diria. “Não tem nada haver com Mary.”, minha garganta se apertou ao pronunciar o nome da loira. “Apenas um mau pressentimento. Como se eu estivesse em uma corrida de carros. Pouco tempo para chegar a um lugar, ultrapassando todos e perdendo a vista.”, a encarei vendo uma pequena ruga formando-se por entre suas sobrancelhas. Sorri. “Ignore seu namorado maluco. Devo estar depressivo por ter ficado tão pouco tempo sem supervisão.”

Massageei sua ruga até que ela relaxasse o rosto. Paramos na rua esperando algum táxi aparecer. Meu pai estava no trabalho e minha mãe se recusava em dirigir com Jane tão nova. Adriel só tinha uma moto e Mellany não iria deixá-lo sair sem ela. Caliel e Nicolas já partiram para a lua de mel na Inglaterra. Era um pouco melancólico o fato de eles terem ido para a cidade em que o antigo amor de Caliel morreu.

Adultos eram estranhos.

Sem opções, tínhamos que enfrentar a fila excruciante e longa de pessoas desejando um táxi tanto quanto a gente. Aliel ficou em silêncio, presa em seus pensamentos ocultos. Passei um braço ao redor de seus ombros e a trouxe para mim, fazendo sorrir. Seu braço contornou minha cintura e pôs a cabeça em meu peito.

“Acho que também estou ficando depressiva.”, lamentou.

Sorri gostando do retorno de seu bom humor.

“Posso te levar para tomar um milk shake se me prometer não cair nos braços do primeiro bonitão de olhos azuis que atravessar seu caminho.”, brinquei. Ela riu e abaixou os olhos envergonhada com a lembrança de como nos conhecemos. “Se esse bonitão for eu, está liberada.”

Quase visualizei mentalmente seu revirar de olhos.

“Seu ego infla cada dia mais, Jeremy.”, gracejou. Assenti, convencido. “Criador, onde o Senhor foi me colocar? Onde meu coração me colocou?”, ela riu e levantou os olhos para mim, tocando em meu queixo. “Eu não deveria te dizer isso, Jeremy Read. Muito menos em um lugar tão ausente de romantismo e de um jeito tão insignificante perto de suas palavras.”, engoli a seco, apreensivo com o seu fluxo de pensamentos. Ela deu um pequeno sorriso e ficou na ponta do pé até que seu rosto ficasse á um suspiro do meu. “Somos oposto, mas nos atraímos. E você ganhou meu coração, Jeremy Read. Fazendo-me tão apaixonada por você quanto mentalizo que é por mim.”

Seus lábios tão perto dos meus quase me fizeram surdo á suas palavras. Só que a pausa desavisada de meu coração e a queimação de meus pulmões pela falta de ar, me tornaram consciente do que estava acontecendo. Minha namorada me amava tanto quanto eu a amava. Beijei sua bochecha, ávido por sua boca e não me negando aquele prazer. Fechei os olhos, aproveitando o contato de minha boca e sua pele. Ela acariciou meu rosto com ternura.

“Agora sim meu ego inflamou.”, murmurei em sua pele.

Ela riu.

“Não faça com que me arrependa de minhas palavras.”, ela provocou trombando o ombro levemente em meu peito. Então tocou os cabelos cacheados. “Isso é insano demais.”, seus olhos brilhavam enquanto prendia os longos cachos em um rabo de cavalo desajeitado. “Espero que não seja punida por isso.”

Eu ri.

“Do jeito que seus superiores são, seu castigo seria se casar comigo.”, zombei recebendo um olhar rígido. Encolhi os ombros. “Hey, a culpa não é minha se o Céu tem um jeito bizarro de castigar seus anjos. Ao invés de afastá-los daquilo que os tenta, ele os aproxima cada vez mais.”

“Dê-a o que ela mais quer, mas sem, de fato, deixá-la possuir.”, ela disse com a expressão distante. Mordeu a ponta do lábio inferior e balançou a cabeça com força, como se quisesse expulsar aqueles pensamentos. “Foi o que eles fizeram conosco. Deixaram-me ficar com você, mas sem me deixar ter você.”

“Você me tem, Anjo. Relaxe.”, beijei seus cabelos e ela assentiu. Seu corpo ainda estava tenso. Apontei para frente. “Nossa vez. Finalmente vamos para casa.”, comemorei sarcasticamente. Isso a fez sorrir. “Espero não pegar um motorista tão intrometido quanto aquele último. Por um segundo jurei que ele iria me dar um tiro.”

Ela riu, me empurrando para chegar à ponta da fila. Mesmo que demonstrasse descontração, as palavras de Aliel deixaram minha mente em estado de alerta. O Céu tinha deixado com que ficássemos juntos, só que eles tinham maneiras cruéis de finalizar uma história e aparar as pontas soltas.

E todos sabiam que eu era uma ponta solta.

**********************

“É bom respirar um pouco de testosterona, não é?”, Jason me perguntou.

Ele parou na minha frente com os braços abertos, bloqueando meu caminho até a cesta. Bati com a bola de basquete, tentando planejar alguma tática rapidamente. Jay sorriu ao perceber que tinha me encurralado. O suor pingava por minha testa e já havia encharcado minhas costas, fazendo com que minha camiseta grudasse em meu corpo.

Tentei fintar meu amigo, entretanto ele foi mais rápido. Tomou a bola de mim com habilidade e fez a cesta, parando apenas para comemorar. Revirei os olhos, pegando a bola e pondo-a em baixo do meu braço. Jason me deu um soco no braço livre e ergueu os punhos, em posição de ataque. Os olhos verdes estreitos, numa tentativa de parecer ofensivo. Quase gargalhei. Mas apenas soltei a bola e o imitei.

“Você quer apanhar, Hastein?”, ameacei dando um salto na sua direção.

Jay revirou os olhos.

“Você continua sendo engraçado, Read.”

E diante de inúmeras provocações, fizemos o que qualquer jovem de dezoito anos e pouca coisa para executar, faria. Rolamos no chão com uma luta amistosa. Pelo canto do olho reparei em alguns vizinhos nos assistindo horrorizados. Sujos e totalmente desgastados – além de suados – entramos na casa dos Hastein, nos dando empurrões amigáveis.

“Você é um merda, Jerry”, Jason me jogou uma garrafa de água.

Bebi avidamente.

“Melhor do que ser um pau mandado, Jay.”

Meu melhor amigo bufou, ignorando minha provocação. Sabia que Jason caía de quatro por sua namorada, Sarah Burke. Mal tinha ideia de que o crédito por aquele relacionamento finalmente ter dado certo era de minha Guardiã, ainda em sua época como Cupido. Arfantes e fadigados, sentamos à bancada de granito de sua elegante cozinha.

Jay sempre tinha sido meu amigo, mesmo em meus surtos mais doidos por superioridade e reconhecimento. Eu tinha o transformado no cara mais popular de toda St. Loise, e na época me sentia orgulhoso de meu feito. Só que atualmente conseguia enxergar a distância que tinha imposto entre ele e sua namorada. Ignorava a culpa com eficácia, porém eventualmente ela me alcançava quando estava com a guarda baixa.

“Já decidiu se vai à maldita festa?”, Jason questionou fazendo uma careta e sacudindo os cabelos castanhos claros úmidos de suor. Bebeu a água e começou a gesticular enquanto falava. “As meninas podem ir conosco, como sempre. Sei que elas não são ligadas nessas coisas, mas temos que nos despedir da galera.”

“Eu sei.”, assenti com suas palavras. “Conversei com Aliel em Los Angeles. Ela disse que pode ir. Mas só se Sarah for.”, estreitei os olhos com a expressão rígida. “Não quero que ela fique sozinha. E aqueles desmiolados jogadores de futebol vão querer puxar nosso saco a cada nanosegundo. Realmente não seria uma boa ideia socar alguém.”

“De novo.”, Jay acrescentou sorrindo ao relembrar o incidente com Austin. Meus punhos se fecharam em um movimento automático. Deu um leve tapa em meu ombro, como cumprimento. “Foi um belo soco, Jerry.”

Sorri convencido.

“Queria ter o prazer de repetir esse momento, mas Parker finalmente foi mandado para um reformatório.”, suspirei decepcionado por não poder mais extravazar minha raiva em alguém já odiado. “Pelo menos a diretora teve o bom senso de fazer isso, depois de pegá-lo quase agredindo a Brown.”

“E drogado.”, Jason destacou.

Dei um olhar lateral.

“E drogado.”, concordei. Balancei a cabeça, lembrando-me de como tinha sido burro e entrado na pilha de Parker seis meses atrás. Quase havia perdido Aliel por causa desse otário. Se bem que não poderia jogar toda a culpa para cima dele. As palavras que tinha dito... Qualquer um reagiria exatamente como ela. “Me sinto mais aliviado sabendo que ele está longe.”

Jason relaxou na cadeira, pousando os antebraços na bancada e me encarando. Estava definido, odiava quando as pessoas faziam isso. Não importava quem fosse. Sentia-me exposto e que minhas emoções eram bastante explícitas. Não que muitos os fizessem. Jay me conhecia a tempo suficiente para saber os motivos mais ocultos de meus pensamentos.

E Aliel... Bem, isso era outro assunto.

“Você está me olhando como minha mãe quando está pensando porque passo tanto tempo no banheiro.”, brinquei dando um sorriso nervoso e coçando meus cabelos úmidos. “Se quer perguntar alguma coisa, só faça, Hastein. É sobre as revistas pornográficas? Elas ficam debaixo do meu armário para que Aliel não as encontre quando...”

Ele me cortou.

“Vocês já transaram?”

Engasguei com água, fazendo minha garganta arder e meus olhos lacrimejarem. Meu rosto se tingiu de um vermelho delator, tirando qualquer chance de resposta sarcástica. Tossi por alguns segundos, tentando atrasar o inevitável. Jason e eu sempre conversávamos sobre esses assuntos. Só que isso tinha mudado um pouco desde que minha vida sexual foi reduzida á zero.

“Para que quer saber disso?”, retruquei na defensiva. Reprimi o impulso de encolher os ombros. Ele ergueu uma sobrancelha. Revirei os olhos. “Você é um pé no saco, sabia? Não. Eu e Aliel não demos esse passo. Estou esperando o tempo dela.”

O tempo nulo e inexistente.

Jason pôs uma mão na boca, encenando uma reação assombrada.

“Jeremy Read está há seis meses sem sexo?”, estalou a língua e balançou a cabeça como uma mãe recriminando o filho. “Chamem a impressa. Isso é notícia para primeira página.”

Ergui meu dedo médio.

“Vai se foder, Hastein.”, franzi os lábios com raiva. Ele riu por alguns segundos. Cruzei os braços fazendo minha melhor expressão irônica. “Você e Sarah devem estar transando feitos coelhinhos para achar que tem moral para caçoar de mim.”

Sua risada se extinguiu no segundo em que pronunciei essa frase. E ele me deu um olhar mortal. Dei de ombros, erguendo as mãos em um gesto defensivo. Seu rosto ficou tão vermelho quanto o meu em questão de segundos. Sorri.

“Acho que estamos no mesmo barco.”, concluí.

Jason soltou o ar, desviando os olhos de mim enquanto assentia.

“Não que ela não queira.”, tentou se defender. Pus uma mão no queixo, interessado na justificativa furada de meu amigo. “É que eu quero que ela tenha certeza. Não vou ser o idiota que tirou a virgindade dela e depois a abandonou.”, pousou os olhos em mim, determinados. “E espero que você também não seja.”

Se tinha uma coisa que eu admirava em Jason era seu senso de defensor. Não importava quem fosse, se ele pudesse, defenderia. Foi assim quando Aliel entrou na escola e eu sempre repetia que não era mulher para mim. Conviver com a sensação de certo e errado tornou-a inepta e invisível para mim ao longo dos meses. Então não me sentia a pessoa mais pecadora do mundo por abraçar minha namorada forte.

Mesmo que estivesse doido para beijar seus lábios.

“A última coisa que faria com Aliel, seria feri-la.”, disse com veemência. Jason balançou a cabeça, concordando com as minhas palavras. Massageei a ponte do meu nariz, fingindo estar triste. “O que aconteceu conosco, Jay? Éramos os mais cobiçados da escola. Poderíamos ter a mulher que quiséssemos aos nossos pés.”

Ele riu.

“Nós nos apaixonamos, Jerry.”, deu de ombros como se não importasse. “Apenas isso.”

************************

Cheguei em casa quando anoiteceu. A Senhora Hastein chegou alguns minutos depois de entrarmos e nos pediu para ajudá-la com as compras. Depois me convidaram para jantar com eles. Obviamente tive que tomar banho e vestir algumas roupas minhas que estavam na casa de Jay. Esse era o lado bom de ficar tanto tempo na casa do melhor amigo.

“Aliel está lá em cima?”, perguntei a minha mãe depois de beijar sua têmpora.

Ela franziu o cenho e negou.

“Só se ela entrou pela janela.”, riu de sua própria piada e coçou os olhos azuis. Reparei nas sombras embaixo deles, quase como hematomas se colocasse em contraste com sua pele clara. “Não me olhe desse jeito. Sua irmã tem um horário diferente do nosso, só isso.”, bocejou e se espreguiçou como um gato. “Você era muito mais inquieto.”

“Acho que deveria dormir um pouco, mãe.”

Ela me deu um olhar solidário e um tapinha no dorso de minha mão.

“Não se preocupe comigo, Jerry.”, apertou minhas bochechas. Sentei-me ao seu lado. Seus olhos se iluminaram. Desde que meu relacionamento com Aliel engatou não tinha dado a devida atenção aos meus pais. “E como foi em L.A?”

“Incrível.”, sorri com as lembranças. “Fomos a Hollywood, na calçada da fama...”

********************

Não me preocupei com o fato de Aliel não ter aparecido, apenas pelo comentário irônico de minha mãe. Ela poderia sim ter entrado pela janela. Foi desse jeito que ela entrou no dia em que me contou sobre suas asas. E como sempre fazia depois que minha mãe arrumava um jeito sutil de nos dizer que estava na hora dela ir embora.

Fechei a porta, sendo envolvido pela escuridão de meu quarto. As cortinas continuavam abertas deixando que a luz da lua iluminasse minha cama. Fiquei um tempo parado encostado na porta, hesitando. Aliel não estava ali. Mas tinha alguém ali.

“Olá?”, cumprimentei duvidoso.

A garota levantou os olhos escuros para mim e sorriu. Levantou-se com elegância e andou graciosamente até parar na minha frente. Sua altura era quase vergonhosa, mal chegando ao meu peito. Mas o jeito que me encarou evitou qualquer comentário maldoso. Seus cabelos escuros e ondulados estavam soltos e cortados rente aos ombros, com uma franja reta na testa. Reparei algumas mechas vermelhas e tive que admitir que ela tivesse estilo.

Não sabia quem ela era, mas apenas pelo fato de ter conseguido entrar no meu quarto sem ninguém perceber me fez deduzir que fosse um anjo. Ou uma perseguidora. Cruzei os dedos para que fosse a primeira opção. Sua pele era dourada, como se tivesse passado um tempo se bronzeando. Empurrou os óculos de grau com o aro vermelho pela ponte do nariz e me deu um olhar superior.

“Hum, posso saber quem é você?”, perguntei.

Essa garota estava invadindo meu espaço pessoal, me deixando desconfortável. Quantos anos ela deveria ter? Se a visse na rua em um dia normal, chutaria que tivesse dezesseis. Dezessete no máximo. Ela parecia aquelas nerd de computador que sempre tinha a resposta na ponta da língua. Ou uma criança muito fascinada com o brinquedo novo. Onde estava Aliel para me socorrer?

“Sou Ariel Stars.”, ela me estendeu a minúscula mão. Apertei hesitante. Depois de soltá-la, deu um passo para trás, me fazendo respirar aliviado. “Aliel foi chamada pelos superiores e vai passar um tempo fora. Ela me pediu para tomar conta de você por um tempo.”

Notas finais
Digam o que acharam do Trailer. E o por que será que Aliel foi chamada pelos superiores? Vamos fazer outro momento remember. Ariel é a amiga de Adriel, que ele substituiu em Wings. Dicas, queridos. Adoro deixar essas dicas, kkkkk.