Mirai no Monogatari
78 Capítulo 64 – Ameaça do Passado.
Notas iniciais

Capítulo 64 – Ameaça do Passado.
(20 anos atrás)
— Os olhos do Madara-sama? Por que esse interesse agora? – perguntou Zetsu surpreso.
— Para conseguir o fuumetsu mangekyou sharingan o Madara pegou os olhos do seu irmão não é? – explicava Obito – isso significa que os olhos originais do Madara ainda existem não é?
— O que lhe faz pensar que aqueles olhos ainda existem? – perguntou Zetsu – já faz um século que isso aconteceu.
— O Madara é do tipo que sempre pensa em alternativas, eu tenho certeza que ele guardou estes olhos – Obito riu imaginando a cara que Madara faria agora – eu vou precisar deles para uma experiência, uma carta na manga por assim dizer.
Zetsu riu e mergulhou no chão desaparecendo, horas depois ele retornou trazendo um tubo cheio de um fluido verde, dentro do tubo um par de olhos flutuava no liquido, após trazê-lo do esconderijo Zetsu levou os olhos para Obito em um laboratório.
— Aqui estão os olhos, agora pode me dizer para quê vai usa-los? – perguntou ele.
— O Tsuki no Me depende de reunirmos todos os bijuus e transforma-los no juubi, depois revivermos o Madara e transforma-lo no jinchuuriki do juubi – dizia Obito mexendo em alguns instrumentos – a parte de capturar os bijuus a akatsuki dá conta, mas algo pode dar errado com a ressurreição do Madara, o Nagato pode morrer antes do plano ser concluído ou o próprio Madara pode ter outros planos, por isso precisamos de uma alternativa.
Obito pegou os olhos e tirou do tubo, em seguida ele os colocou dentro de uma massa branca em forma de bola, a massa branca então foi colocada dentro de um tubo maior e enchido com o mesmo liquido verde de antes, Obito ficou ajustando as maquinas enquanto Zetsu observava aquilo.
— Você vai clonar o Madara? – perguntou Zetsu surpreso.
— Mais ou menos, o Madara transformou seus olhos em rinengan após assimilar a carne do Hashirama não é? Eu estou fazendo algo parecido – respondeu Obito concentrado na tarefa – eu vou fazer a carne do Hashirama absorver os olhos do Madara, e assim criar um novo par de rinengan.
— Eu não acho que dará certo, Madara tinha o fuumetsu mangekyou quando fez isso, e ele usou a carne original do Hashirama – explicava Zetsu – nesse caso você está usando um mangekyou comum com uma carne cultivada, é muito mais fraco e inferior.
— Talvez, eu diria que tem uns 50% de chance de dar certo – explicou Obito – mesmo que não criemos um novo Madara podemos criar um clone forte o bastante para ser um membro da akatsuki, de qualquer forma será uma adição à nossas forças.
Obito terminou de ajustar as maquinas e as deixou trabalhando, ele sabia que isso levaria tempo, pelo menos alguns anos para ficar estável, enquanto isso a akatsuki reunia membros e poder para iniciar a captura dos bijuus, se tudo desse certo Obito realizaria sua grande ambição e transformaria a terra num mundo de sonhos.
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(algum tempo depois)
— A ideia do Obito é mais útil para nós do que para ele – disse o Zetsu negro rindo maldosamente.
Zetsu sozinho voltou ao laboratório escondido, ele via o grande tubo cheio de liquido e dentro dele a bola de carne branca, no interior daquela bolota os olhos do Madara estavam sendo absorvidos.
— Vamos mesmo fazer isso? A mãe pode não gostar – comentou o Zetsu branco receoso.
— Se conseguirmos reviver nossa mãe com o plano original será ótimo – disse o Zetsu negro – mas se o plano falhar podemos usar a carta na manga do Obito, é tudo pelo bem da nossa mãe Kaguya.
Zetsu tirou uma pequena caixa de seu casaco da akatsuki, abrindo a caixa ele tirou uma mecha de cabelo prateado, a mecha estava bem arrumada e penteada com uma fita cerimonial prendendo-a, era o cabelo de Kaguya que repousava a muito tempo num santuário antigo.
Tal mecha de cabelo foi um presente que Kaguya deu a cada um dos seus filhos, Hagoromo guardou o cabelo como uma relíquia de sua mãe a quem ele tanto amou, ela então foi guardada num templo e após a morte de Hagoromo foi esquecida até Zetsu busca-la agora.
Zetsu pegou a mecha de cabelo e a colocou dentro do tubo, assim que o cabelo tocou a massa branca ele pouco a pouco foi sendo absorvido para seu interior.
— Pronto, com isso a vontade da nossa mãe viverá dentro deste ser – disse Zetsu negro satisfeito – se a experiência do Obito der certo ela poderá reviver através deste corpo!
— E com seu próprio rinengan, mesmo se a akatsuki falhar ela mesma poderá coletar os bijuus pessoalmente – dizia o Zetsu branco – isso pode ser divertido, eu quero ver a cara do Obito quando...
— Isso é apenas para uma emergência, continuaremos com o plano original – avisou o Zetsu negro – de qualquer jeito levará anos para este ser estar pronto, não podemos contar com ele se nem sabemos se dará certo.
Zetsu deixou tudo como havia encontrado e foi embora, após isso Obito voltaria a este laboratório todos os meses, ele checava o andamento do seu projeto e fazia ajuste, aos poucos, para Obito este projeto era uma garantia para não depender do Madara, mas para Zetsu era um substituto para reviver sua mãe.
E assim a experiência seguiu-se, a akatsuki chegou ao ponto de começar a capturar bijuus, nesse tempo Obito deixou de lado a sua experiência quando as coisas começaram a dar certo, mesmo quando a akatsuki começou a ruir ele estava certo de que sua ambição seria realizada, e por isso a sua criação permaneceu escondida e esquecida num local secreto.
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(nos dias atuais)
— Vamos Bee, estamos atrasados – disse Samui pegando a mochila.
— Só um minuto, eu ainda não decidi qual levar – respondeu Bee do seu quarto.
— Não importa qual você escolha pai, vai ser um fiasco de qualquer jeito – avisou o menino jogando minigame.
Samui e seu filho Yurui aguardavam por Bee na porta de casa, em seu quarto Bee passava por um dilema, ele não sabia qual guitarra levar para o show que pretendia fazer em Kumogakure.
Levou um tempão para Bee finalmente escolher uma guitarra, na saída Samui reclamou da demora e puxou a orelha dele, Yurui seguia ao lado do pai checando sua mochila, nela estava a camiseta da sua banda favorita, eles fariam um show em Kumogakure e Bee faria a abertura do evento.
— Pai, da próxima vez vamos sair uma semana antes – disse Yurui – daqui da ilha para a vila são dois dias de dirigível, o show é em três dias.
— O que significa que temos um dia para praticar e preparar tudo – respondeu Bee.
— Você é idiota? Vai levar um dia inteiro só pra comprar os ingressos – disse o menino – a fila pra entrar vai ter uns 5km!
— baaaka! Eu sou o grande Bee-sama, eu tenho lugares vips – respondeu Bee cantando sobre isso.
— Eu não teria tanta certeza, da ultima vez o organizador nem sabia quem era você – comentou Samui – eu não me surpreenderia se não te deixassem entrar.
O filho estava quase entrando em pânico pela possibilidade de perder o show, a família inteira se dirigiu para onde o atracadouro foi construído, nele o dirigível da nuvem aguardava por eles, antes disso no entanto, presenças misteriosas foram sentidas no bosque atrás deles.
— Você é o jinchuuriki do Hachibi? – perguntou uma voz masculina.
— Sim é ele, eu posso ver – disse uma voz feminina.
— Sério, eu já passei por isso uma vez – disse Bee – se vocês têm assuntos comigo voltem outro dia ok?
Eles se voltaram para trás e viram dois vultos no bosque, estes então saíram da escuridão e puderam ser vistos, havia uma mulher de baixa estatura e vestindo um traje cerimonial branco, ao lado dela um homem alto de cabelo bem cortado, ele trajava um kimono próprio para lutas e trazia na cintura um conjunto de katana e wakizashi, mas o que mais chamava atenção eram os olhos deles.
— A mulher tem o byakugan, e o sujeito tem o sharingan – dizia Samui analisando-os – renegados de Konoha?
— Não sei quanto a Hyuuga, mas era pra ter só dois Uchiha no mundo – respondeu Bee – na verdade três com aquele na prisão.
— Eu ficarei grato se você não resistir – pediu o homem andando calmamente na direção dele – temos alguém que não queremos fazer esperar.
— Hei pai, eu vou esperar no dirigível ok? – avisou Yurui sem dar muita importância – acabe logo com isso pra irmos embora.
— Pode deixar filho, vou terminar isso num minuto – disse Bee pegando suas duas espadas curtas na mochila.
— É melhor não subestima-los Bee, você tá enferrujado e esses dois são desconhecidos – avisou o bijuu dentro dele – naquela vez com o Sasuke e o bando dele você quase levou a pior.
Vendo que Bee ia lutar o homem com sharingan avançou num shunshin no jutsu, em um instante ele tava sacando a katana para tentar cortar Bee ao meio, mas o ninja da nuvem já tinha um contra-ataque preparado, do chão um tentáculo dele emergiu tentando capturar seu alvo.
O homem usou o pé para impulsionar o corpo contra o tentáculo, girando no ar ele cortou o tentáculo fora removendo-o da frente, mas esse tempo foi o bastante para Bee ataca-lo com as duas espadas.
Os dois espadachins começaram a trocar golpes em alta velocidade, de longe Yurui observava a luta, ele tinha dado uma desculpa mas sabia que se ficasse perto iria atrapalhar seus pais, já a mulher com o byakugan apenas observava imóvel a luta entre os dois.
— “É verdade que o Bee tá velho e enferrujado, mas esse cara é muito bom” – pensava Samui tentando acompanhar a luta – “para esse nível de destreza ele deve ser um Uchiha legitimo, não uma imitação”
Os dois continuaram trocando golpes com a katana por um tempo, depois disso eles recuaram para suas posições iniciais, Bee voltou para o lado de Samui enquanto o homem misterioso voltou para sua parceira.
— Precisa de ajuda? – perguntou ela.
— Não será necessário, o derrotarei nos próximos três minutos – respondeu o homem com o sharingan – mantenha a vigilância e garanta que ninguém vai interferir.
O homem com o sharingan caminho na direção de Bee com a mesma postura, Bee percebendo que ele estava sério pegou as outras espadas de sua mochila, ele assumiu a posição de luta com as 8 lâminas deixando seu adversário em alerta.
Mais uma vez houve uma troca de golpes violenta, dessa vez Bee estava pressionando o homem que lutava recuando aos poucos, em determinado momento Bee conseguiu cravar 5 de suas lâminas nele empurrando-o longe, o homem caiu no chão com as lâminas atravessando-o.
— Você não deveria deixar seus instintos ditarem suas ações – avisou a mulher com o byakugan – somos os braços “dela”, não podemos nos dar ao luxo de perder.
— Eu compreendo, irei lutar com todo o meu poder agora – dizia o homem se levantando.
— Como é possível? Ele se levantou como se não fosse nada! – Samui nunca viu algo assim antes.
— Não é como se não tivesse efeito, ele simplesmente amenizou o dano – explicou Bee que ainda se mantinha em guarda – eu senti como se tivesse furado algo duro, era como se houvesse uma armadura protegendo-o.
— Eu sou rápido o bastante para três lâminas, por isso as outras me atingiram – dizia ele removendo as lâminas que não penetraram fundo – realmente é a primeira vez que vejo alguém lutar com 8 delas.
— Mesmo assim lutar com furos no corpo não é bom – dizia a Hyuuga concentrando uma esfera verde na mão – e também “ela” não gosta de coisas feias, ajeitarei isso.
Ela atirou a esfera verde que atingiu o corpo do parceiro, num instante as feridas dele começaram a cicatrizar, Samui entendeu aquilo como um iryouninjutsu usando a distância.
— Se ela continuar fazendo isso a luta não vai ter fim – disse Samui conjurando uma katana de um pergaminho – eu vou cuidar dela, você fica com o seu amiguinho mesmo.
Samui partiu para atacar a mulher, mesmo que ela usasse vestes cerimoniais os seus movimentos eram flexíveis, ela apenas se esquivava evitando entrar em combate direto.
Já a outra dupla se encarava, o homem com sharingan ativou o mangekyou e seu corpo foi coberto com um chakra intenso que se solidificava, após estabilizar o chakra ele estava coberto por uma armadura samurai feita de chakra, uma armadura que lembrava uma versão miniatura do susanoo perfeito do Madara.
— Com isso não preciso me preocupar com lâminas que sejam mais rápidas que eu – disse ele – prepare-se.
O homem avançou num impulso na direção de Bee, o jinchuuriki desviou do primeiro ataque e revidou com um golpe na cintura dele, mas como já era esperado a lâmina mal arranhou a armadura de chakra, aproveitando-se daquela posição o homem revidou e conseguiu fazer um corte em Bee que recuou na hora, enquanto recuava ele manifestou mais um tentáculo e apanhou uma grande pedra no chão atirando-a, o homem com o sharingan avançou sem desviar e rebateu a pedra com um soco esfarelando ela.
— Essa armadura não atrapalha em nada seus movimentos, e ainda por cima aumenta sua força e resistência – alertava o bijuu dentro dele – ele é mesmo um susanoo compacto, você não pode lutar contra isso assim Bee!
— Eu sei! Vamos pro próximo nível! – disse Bee gritando empolgado.
Bee liberou todo o seu poder como jinchuuriki e se transformou no próprio bijuu, em instantes os touro monstruoso exibia seus tentáculos (um foi cortado pela metade) que se agitavam furiosamente, tal visão as vezes era o que bastava para acabar com qualquer conflito, mas o homem diante dele não se intimidou e atacou.
— Chega de brincadeira! – disse o Hachibi erguendo seu punho.
Com um golpe de cima o punho do Hachibi esmagou o homem no chão abrindo uma cratera, foi um golpe devastador que fez a ilha-tartaruga sentir vibrações pelo seu casco, ao retirar o punho o Hachibi viu o homem esmagado e sua armadura se desfazendo.
— Isso não foi grande coisa... – dizia o Hachibi – espera, isso...
Ele viu o corpo se desfazer em fumaça mostrando ser algum tipo de bunshin, logo em seguida o verdadeiro inimigo estava de pé em um dos tentáculos, o Hachibi reagiu com uma tempestade de golpes de tentáculo, mas todos eles eram cortados enquanto o inimigo pulava de um para o outro, no momento do golpe a lâmina da katana ficava varias vezes maior.
— Maldito mosquito irritante! – reclamou o Hachibi furioso com apenas dois tentáculos restando.
— Este mosquito irá pica-lo ainda mais – respondeu o homem saltando bem alto.
No ar ele desenhou um circulo com sua katana e depois desferiu um ataque, num instante uma chuva de lâminas caiu sobre o Hachibi, eram lâminas de chakra que reproduziam perfeitamente uma katana, centenas delas despencando do céu e perfurando-o.
— aiaiaiaaiai essas drogas doem mais do que machucam! – reclamou o bijuu – já sei, vamos voltar para o nível 2, nele o chakra é mais compacto e vai funcionar melhor contra esse cara.
Quando ia fazer isso o Hachibi sentiu seu chakra entrar em colapso e desaparecer, o corpo gigante do bijuu foi murchando e voltando para dentro do corpo do seu jinchuuriki, no final restou apenas Bee no chão ofegante e com uma flecha cravada em sua barriga.
— O que é isso? De onde veio essa flecha? – perguntou ele confuso.
Bee então olhou na direção oposta, ele viu Samui no chão com varias agulhas de chakra perfurando seu corpo, a mulher com o byakugan estava de pé ao lado dela e segurando um arco, era obvio que ela tinha disparado a flecha.
— Mas que droga de jutsu é esse? A flecha está selando meu chakra completamente! – dizia o bijuu dentro dele – daqui a pouco eu não vou nem conseguir falar com você.
— E eu não consigo arranca-la ou quebra-la! – dizia Bee fazendo força para se livrar dela.
— É inútil, meu Ryuutatsu no In (Selo de Supressão de Fluxo) não pode ser rompido por uma força comum – disse a mulher tranquila – creio que em um minuto até seu chakra natural vai estar prejudicado.
Bee avançou para ataca-la e se livrar do selo, mas o homem com o sharingan surgiu na frente dele, Bee revidou seus ataques mas com seu chakra selado seus movimentos caíram pela metade, aos poucos ele foi pressionado até ficar muito ferido.
— Finalmente não pode mais se mexer – dizia o homem vendo Bee de joelhos coberto de cortes.
Yurui vendo o seu pai em perigo avançou com um shunshin no jutsu e atacou o homem por trás, mas a mulher que estava atenta usou uma das técnicas do clã Hyuuga e repeliu o garoto com uma onda de chakra, caído no chão Yurui testemunhou o homem sacando a wakizashi e perfurando Bee com ela.
— Não é como se tivéssemos a intenção de mata-lo, então fique quieto – disse o homem olhando para Yurui.
Depois de alguns segundos ele retirou a lâmina do peito de Bee, ela estava vermelha e brilhando, na verdade a lâmina havia absorvido uma boa quantidade de sangue, vendo-a cheia o homem a guardou na bainha e se afastou de Bee.
— Fique a vontade para tentar nos atacar, mas eu recomendo que gaste seus esforços salvando os dois – sugeriu o homem.
Depois disso um enorme pássaro vermelho surgiu por entre a nevoa, quando o pássaro passou dando um rasante os dois misteriosos saltaram em suas costas e subiram aos céus, quando eles se foram Yurui correu para o dirigível para usar o radio, ele pedia ajuda para a vila pra salvarem seus pais.
— Se o matássemos seria mais fácil – comentou a mulher com byakugan.
— Sim, mas aí a força do chakra fica menor – respondeu o homem com sharingan – quanto mais força tiver no chakra mais rápido será.
O pássaro voou para além da área do nevoeiro e alcançou a costa, em meio aos penhascos e as ondas furiosas ele pousou sobre as rochas, os dois então seguiram para o meio das árvores.
Lá eles encontraram outra criatura estranha, tratava-se de uma tartaruga gigante, mas ela tinha patas e cabeça de tigre, em sua carapaça uma formação cristalina tinha o formato de um trono, e neste trono havia alguém acomodado.
Os dois se ajoelharam diante da criatura para saudar a pessoa, tratava-se de uma criança na faixa dos 12 anos, uma menina com cabelos longos e prateados, ela tinha a pele bem clara e trajava um kimono elaborado, quando ela abriu os olhos o rinengan podia ser visto.
— Perdão por fazê-la esperar Kuon-sama – disse o homem humildemente – aqui está o que desejava.
Ele retirou a wakizashi da bainha e apontou a lâmina na direção da menina, quando o rinengan dela brilhou o sangue armazenado na lâmina se desprendeu e cristalizou, ela estendeu sua mão e o cristal voou para ela para então ser absorvido pelo seu corpo.
— Bom trabalho, com isso estou mais perto de estar completa – disse a menina com uma voz angelical.
— Existimos unicamente pra servi-la – disse a mulher com o byakugan.
— Ainda existem outros dois para obter, precisamos encontra-los a todo custo – disse ela – tragam para mim o sangue dos jinchuurikis da kyuubi e do ichibi.
— Como desejar Kuon-sama, faremos isso o mais rápido possível – disse o homem se levantando.
— Por favor volte para o esconderijo, não há necessidade de sujar suas mãos – pediu a mulher – traremos o sangue dos jinchuurikis sem falha.
— Apressem-se, aquele lugar não é digno o bastante – disse ela.
A tartaruga-tigre saltou por entre as rochas indo embora com sua mestra, o pássaro também desapareceu como todas as invocações, já os dois que restaram tomaram outro caminho, eles precisavam encontrar informações sobre seus alvos restantes.
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(3 dias depois)
— Não é o Darui, mas sim o velho? – perguntou Naruto estranhando – o que ele quer assim?
— Não sei, mas ele estava furioso como sempre – respondeu o chuunin – em todo caso ele quer falar com o senhor.
Naruto acompanhou o chuunin até a sala de comunicação, assim que ele entrou encontrou logo a cara do ex-raikage no monitor, o homem parecia prestes a espumar de raiva.
— E aí velho? O que você...
— Um Uchiha e uma Hyuuga atacaram o meu irmão! – disse o outro com uma voz furiosa – eles quase acabaram com o Bee!!
Se o Naruto fosse um boneco ele teria se desmontado agora, ele ficou olhando para a tela do monitor com os olhos vidrados, o ex-raikage vendo que Naruto estava travado pediu para alguém dar um tapa nele, coube a um jounin presente fazer isso despertando o Hokage.
— O quê? Mas que historia é essa? – perguntou Naruto desnorteado.
— Bee estava de férias na ilha-tartaruga, quando ele estava voltando pra vila uma dupla apareceu e o atacou – explicou o outro – mesmo Samui e Bee tendo revidado ambos foram derrotados, tivemos que esperar Samui acordar para nos contar direito isso, já que o Yurui não dizia nada muito bem.
— Espere um pouco, é verdade que o Sasuke está em missão agora, mas ele...
— Não foi o Sasuke, Samui descreveu alguém completamente diferente – cortou o outro – as habilidades de luta da Hyuuga também não eram comuns.
Tudo isso estava virando uma bagunça, Naruto mandou toda a divisão de inteligência trabalhar nisso, ele continuou pedindo por mais detalhes para o ex-raikage e ouvia coisas que o deixavam mais confuso, principalmente sobre a armadura de chakra que o tal Uchiha usava.
— É bom você não ter deixado mais Uchiha soltos por aí Hokage, já temos problemas demais com a juugetsu – reclamava o outro – e fique de olho nos seus Hyuuga também, você já tiveram uma traidora antes.
— Eu vou descobrir o que está acontecendo, eu volto a falar com você assim que puder – dizia Naruto.
As informações enviadas pelo ex-raikage chegavam aos poucos, incluindo um retrato falado do Uchiha e da Hyuuga suspeita, o Naruto não lembrava da cara de nenhum dos dois, mas reconheceu o padrão de mangekyou nos olhos do Uchiha, eram iguais ao mangekyou do Madara.
Naruto mandou um bunshin para casa pra falar com Hinata, ele levou uma copia do desenho da Hyuuga suspeita e pediu por explicações, mas Hinata ficou tão surpresa quanto ele.
— Não temos essa pessoa no clã, eu me lembro do rosto de todos – dizia Hinata – além disso nenhum membro do clã está faltando.
— Talvez um que foi dado como morto em missão? – perguntou Naruto – um que não pudermos confirmar a morte?
— Nos últimos 10 anos apenas dois desapareceram, e nenhum é mulher – respondeu Hinata – esta pessoa não é um de nós, talvez seja um sobrevivente do clã Otsuki.
— Eu espero que não, isso poderia refletir negativamente nos refugiados da lua – dizia Naruto preocupado – a ultima coisa que queremos é criar suspeitas sobre eles.
Naruto agradeceu à Hinata e se desfez para levar as informações para o original, Naruto na divisão de inteligência recebia as palavras de Hinata e ficava cada vez mais preocupado.
— Hokage-sama! Temos uma nova chamada! – anunciou o chuunin de antes – dessa vez é a Shion-dono de Gin no Kuni!
— Era só o que faltava, espero que ela não esteja ligando pra dizer que vou morrer do coração – disse Naruto indo para a sala de vídeo.
A tela foi ligada e Naruto viu Shion do outro lado, ela parecia bem preocupada e isso deixou Naruto ainda mais nervoso.
— Desculpe por incomoda-lo Naruto, mas alguma coisa está acontecendo? – perguntou ela.
— Muita coisa tá acontecendo ultimamente, mas de imediato temos um problema no país do relâmpago – respondeu Naruto – o jinchuuriki do Hachibi foi atacado, e tudo indica que é algo grande.
— Eu temia isso, acontece que minha filha teve uma visão – disse Shion.
— Sua filha? Mas ela só tem dois anos! – disse Naruto surpreso – ela já pode ter visões nessa idade?
— Quem nos informou foi Kokuo-sama, ela nos contou o que minha filha viu – explicou Shion – na visão dela um mal antigo que já assolou este mundo estava voltando, Kokuo-sama não tem certeza, mas é uma presença maligna do mesmo nível da Kaguya.
Naruto sentiu que iria precisar de férias depois disso, já não bastava os problemas com a juugetsu e agora aparece isso, há apenas dois meses que ele liderou a aliança shinobi contra a juugetsu e nem conseguiu descansar depois, era como se alguma força conspirasse para causar problemas.
— Mas afinal o que está acontecendo aqui!? – perguntou Naruto quase se descabelando – ah droga! É uma coisa atrás da outra, o que falta acontecer agora!?
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— Kage Bunshin no Jutsu! – disse Boruto fazendo o selo do seu jutsu.
6 clones seus apareceram e começaram a correr, em pouco tempo eles cercaram o alvo, um homem que muito nervoso fez os selos de um jutsu, varias estacadas de pedra brotaram do chão e alguns bunshins foram destruídos, já os restantes avançaram para o ataque.
— Esse jutsu, você é o filho do Hokage? – perguntou o homem meio temeroso.
— Que droga, isso sempre acontece! – reclamou Boruto – eu sou Uzumaki Boruto! Não esqueça disso!
Três clones atacaram ao mesmo tempo e fizeram o homem subir com seus chutes, o verdadeiro Boruto pulou nas costas de um dos clones e saltou alto alcançando o homem, no ar ele aplicou um chute que fez o homem cair violentamente no chão.
— É isso aí! – comemorou Boruto ao tocar no chão.
— Pode reclamar o quanto quiser, mas você faz tudo o que seu pai faz – disse Sarada ao lado dele.
— Hei!! Eu sou mais original que ele! – reclamou Boruto.
— Droga, isso não é justo, eu estava quase conseguindo! – reclamou o homem – eu não vou desistir agora!
Ele fez um jutsu katon que criava uma rajada de fogo, Sarada tomou a frente e fez um jutsu semelhante mas com o dobro do tamanho, os dois jutsus colidiram e ficaram medindo forças, mas obviamente o jutsu da Sarada empurrava o do homem até explodir perto dele, o homem voou pelo ar e foi pego por Basara que surgiu rapidamente e o agarrou, derrubando-o no chão e o imobilizando a batalha foi vencida.
— Missão rank B: capturar o ninja criminoso foi completada – disse Sarada.
— hehehehe esse cara é mesmo um jounin? Foi muito fácil! – disse Boruto orgulhoso.
— Pare de menosprezar os seus oponentes – disse Sarada dando um tapa na nuca dele.
— Então eles já são capazes de derrotar um jounin sem ajuda não é? – dizia Sorata vendo de longe – acho que não tenho mais nada a ensinar a eles.
Sorata foi até o time e ajudou a amarrar o homem capturado, ele usava a bandana da vila da grama como foi notificado, depois de prendê-lo o grupo seguiu levando-o para a vila próxima que havia contratado os serviços de Konoha.
— Hei sensei, eu pensei que a vila da grama não mais existia – comentou Basara – então por que ele tem a bandana de lá.
— Eu sou um verdadeiro ninja da grama! Jamais aceitarei o que aconteceu com minha vila! – gritou o homem revoltado.
— Você diz isso mas virou nukenin e começou a roubar os ricos da região – dizia Sorata – não importa quanto orgulho tenha, se você decai assim você joga fora o seu orgulho.
— É fácil para você dizer isso, sua vila não foi derrotada e engolida por um monstro – dizia o homem quase chorando.
— Do que ele tá falando? – perguntou Boruto confuso.
— Você é burro mesmo, ele se refere ao dia que Orochimaru assumiu o comando da vila – explicou Sarada – som e grama lutaram, o som foi vitorioso e Orochimaru fundiu as duas vilas, a vila do som é agora a 2º vila secundaria mais forte.
O que colocava a vila do som nessa posição era apenas um detalhe técnico, a vila da chuva que é considerada a mais forte tem mais terras e ninjas, por isso está na frente em posição, mas a vila do som é conhecida por guardar segredos bizarros e monstros poderosos, seus ninjas são temidos e por isso pouco requisitados para missões.
— Com o dinheiro que roubava eu ia formar uma organização, quando fossemos poderosos o bastante atacaríamos o Orochimaru e recuperaríamos a vila – dizia o homem decepcionado – eu iria libertar a minha vila daquele monstro, mesmo que levasse um bom tempo.
— Eu não gosto de ser pessimista, mas isso não daria certo – dizia Sorata – sua organização precisaria ser do mesmo nível da akatsuki para bater de frente com ele, além disso você só iria causar danos ao seu próprio povo.
— Seu antigo líder atacou a vila do som sem pensar nas consequências e foi derrotado – dizia Sarada – por isso a aliança shinobi não interviu, ele colheu o que plantou e deu ao Orochimaru uma vila inteira de bandeja.
— O meu pai me conta essa historia, foi nesse dia que ele abandonou a vila do som – disse Basara – minha mãe já estava gravida e nasci poucos meses depois.
— Então você está me dizendo para aceitar passivamente? – dizia o homem – que o Orochimaru está certo e eu estou errado!?
— Certo e errado muda conforme o ponto de vista, talvez para o seu povo você esteja errado – explicou Sorata – se seu plano fosse em frente você criaria uma pequena guerra, traria instabilidade para a vila e os próximos anos seriam duros, deveria pensar mais nas consequências.
A conversa acabou quando alcançaram a vila que os contratou, eles entregaram o prisioneiro às autoridades e receberam o pagamento pela missão, como ainda estava cedo eles decidiram partir logo de volta para Konoha, seria um dia de viagem.
— 10 mil ryous por aquele cara? Acho que isso é o mínimo de uma missão rank B – reclamou Boruto.
— Você mesmo estava dizendo que foi fácil demais – comentou Basara – então o pagamento é justo.
— Mas o pior é que metade vai para a vila, e da outra metade o sensei fica com 2 mil – Boruto olhava torto pra Sorata.
— Hei, eu tenho contas para pagar, não sou um moleque sustentado pelos pais – disse Sorata – falando nisso, o que você vai fazer com a sua parte? Esse é um bom dinheiro para um pirralho sem preocupações!
— É o que você pensa, eu tenho que repor meu equipamento e pagar por qualquer taxa extra das missões – reclamava Boruto – sem falas das refeições durante a viagem.
— Se você comprasse rações de viagem economizaria muito mais – aconselhou Sarada enquanto comia uma barra de cereais.
— Essas porcarias? Não dão pra nada – disse ele – só você que é feliz comendo isso, deve ser porque a tia Sakura cozinha muito mal.
O time 9 avançou pelas terras que um dia foram do país da grama, eles já estavam na fronteira entre os três países (grama, cachoeira e folha) quando já era o meio da tarde, eles decidiram então fazer uma pausa.
— Aqui é um bom lugar para descansar – disse Sorata – eu vou procurar alguma coisa para a gente comer no caminho, a Sarada deve procurar lenha para fazer fogueira a noite, e o Boruto deve encher nossos cantis.
— Por que ele fica com a tarefa mais fácil? – perguntou Sarada intrigada.
— porque a gente combinou de revezar, por isso não reclame – disse o menino rindo.
Boruto pegou todos os cantis e todo o equipamento que precisava ser limpo, depois ele foi para a pequena cachoeira próxima de onde estavam, ele limpou todo o equipamento e encheu os cantis como mandaram, depois ele foi relaxar.
— Essa água é muito boa! – dizia ele lavando o rosto na cachoeira – esse país tem os melhores rios e cachoeiras.
Ele tirou sua jaqueta e limpou umas manchas que havia nela, depois sentou-se na beira do lago formado pela cachoeira, ele pensava na ultima missão enquanto via sua imagem refletida, ele também lembrava do que ouviu sobre uma batalha que seu pai teve há dois meses, ele soube que uma vila inteira foi destruída no processo.
— Que tipo de inimigo é esse? – perguntava-se Boruto – o que é essa juugetsu?
Boruto se achou um pouco parecido com Shikadai agora, porque todo esse assunto complicado o irritava bastante, ele deixou de pensar nisso por hora, ele apenas decidiu pensar no que fazer com o seu dinheiro da missão.
— O aniversario da Hima tá chegando, talvez eu compre alguma coisa pra ela – pensava ele meio sem jeito – eu tenho que fazer a Sarada perguntar o que ela quer de aniversario.
Enquanto pensava nisso Boruto mais uma vez lavou o rosto no lago, depois ele se abaixou um pouco para beber água, foi quando ele viu algo estranho na água, pouco depois uma forma emergiu bem diante dele.
Boruto ficou sem reação quando viu uma menina diante dele, ela estava de pé na frente dele (a água chegava pouco acima da cintura) encarando-o curiosa, tinha um rosto lindo e delicado, um cabelo longo todo negro, mas quando ele reparou bem percebeu que ela estava nua, seu queixo foi ao chão e seus olhos quase saltaram da cara, ele tentava falar algo mas ele só gaguejava.
— SEU PERVERTIDO DESGRAÇADO!! – gritou alguém dando uma voadora nele.
A voadora mandou Boruto voando longe, em seguida Sarada pegou sua mochila e tirou uma capa de viagem dela, Sarada cobriu a menina com a capa e olhava para Boruto que tinha se arrebentado contra uma arvore.
— No quê você está pensando? Não pode ficar pelada na frente desse idiota! – reclamou Sarada ajudando-a a sair da água – onde estão suas roupas?
A menina apontou para a cachoeira e Sarada imaginou que havia alguma caverna atrás dela, Sarada tentava entender o que essa menina estava fazendo aqui enquanto ia buscar as roupas dela.
— E você nem pense em encostar nela! – advertiu Sarada quando passou por Boruto.
Boruto não respondeu já que estava atordoado pelo que viu e pela voadora, Sarada achou a caverna atrás da cachoeira e se surpreendeu com o que viu, ela tinha ativado o sharingan para enxergar melhor no escuro, mas poucos metros depois da entrada da caverna ela viu uma barreira ninja.
— O que isso está fazendo aqui? É uma barreira de alto nível – analisou ela – é melhor chamar o sensei.
Ela viu as roupas da menina dobradas no chão, Sarada pegou as roupas e voltou até a menina, só agora ela percebia que a menina tinha uma aura estranha ao redor dela, mesmo assim ela parecia totalmente sem noção da situação.
— Hã? Quem é essa aí? – perguntou Sorata que voltava com Basara – o que está acontecendo aqui?
— Que bom que voltou sensei, fica de olho no baka-Boruto um momento – pediu ela – eu vou ajuda-la a se vestir e já voltamos.
Sarada levou a menina para detrás da cachoeira para ajuda-la, o kimono da menina era do mais alto grau de nobreza e por isso normalmente ela teria uma serva para ajuda-la, levou uns 10 minutos para terminar de vesti-la e amarrar o laço em suas costas, ambas então voltaram para onde os outros estavam.
— Parece que o nome dela é Kuon, e é só isso que ela lembra – disse Sarada ao juntar-se a eles.
— Como você chegou aqui? – perguntou Sorata.
— Duas pessoas me trouxeram – respondeu a menina com uma voz angelical e tranquila.
— Ela parece ser uma princesa, será que foi sequestrada? – perguntou-se Sorata – nesse caso por que ela não se lembra de mais nada?
— Talvez os sequestradores sejam ninjas, eu encontrei uma barreira dentro da cachoeira – explicou Sarada – quem fez a barreira é de alto nível, talvez ele também tenha feito algo com ela.
— Faz sentido, a melhor forma de controlar um refém é fazê-lo ficar dócil – explicava Sorata – e não ter noção da sua situação é uma ótima maneira.
— O que vamos fazer com ela? Não podemos deixa-la aqui – disse Basara.
— E sem saber quem ela é não podemos deixa-la em qualquer lugar também – disse Sorata.
— Vamos leva-la pra Konoha então, a gente já tava indo pra lá mesmo – sugeriu Boruto.
— É uma boa alternativa, se ela é uma nobre o Hokage-sama pode descobrir – disse Sorata – vamos indo então.
— Mas sensei, daqui da fronteira para a vila é meio dia de viagem – dizia Sarada – eu não acho que ela aguenta andar tanto, e também já vai escurecer.
— Vamos fazer uma pausa na vila próxima daqui – sugeriu Sorata – vamos demorar mais, mas é melhor para ela.
— Não se preocupe, o meu pai vai fazer você voltar pra casa logo – disse Boruto com um sorriso confiante.
— Boruto, é melhor que você não esteja pensando em fazer algo estranho com ela – avisou Sarada – eu vou estar de olho em você!
— Por que só eu!? – perguntou ele frustrado.
Eles se puseram a andar e no caminho iam fazendo perguntas a Kuon, ela realmente não lembrava nada sobre ela ou sua família, só sabia que estava andando com duas pessoas e que estes a deixaram ali, enquanto ela estava distraída conversando com Boruto Sarada explicou que com seu sharingan podia ver uma aura estranha em volta dela.
— Na verdade eu sinto um chakra natural nela, não é grande coisa mas é muito para uma pessoa comum – comentou Basara.
— Depois da 4º
guerra ninja muitas pessoas despertaram chakra incomum ou nasceram com ele – explicava Sorata – um civil que nasce assim atrairia muita atenção.
— Será que ela foi sequestrada por isso? – perguntava-se Sarada.
— É uma possibilidade, o filho da Toki-sama foi sequestrado pelo mesmo motivo – dizia Sorata lembrando daquela missão – o estranho foi terem deixando-a sozinha na caverna.
— Talvez eles acharam que a barreira a seguraria, mas por algum motivo ela passou – imaginou o Basara – talvez o poder dela seja algo que permita isso.
Eram muitas coisas para se pensar agora, ainda assim perguntas viam à cabeça do jounin o tempo todo, ainda levaria algumas horas para chegarem na vila mais próxima, a menina surpreendentemente não mostrava o cansaço que se esperaria de uma filha rica, ela conversava com Boruto como se ele fosse seu amigo e ele ficava todo sem jeito perto dela, Sarada seguia logo atrás deles vigiando o Uzumaki, Boruto achava o olhar atrás dele extremamente desconfortável.
— Hoje vamos dormir numa vila, e amanhã bem cedo vamos para Konoha – explicava Boruto pra ela – e então meu pai vai descobrir de onde você veio.
— E quem é o seu pai? – perguntava ela.
— O meu pai é o Hokage da vila, ele é um idiota mas é legal – respondia ele rindo – aquele velho de merda se acha o máximo, mas eu ainda vou dar uma surra nele!
— Então você é mais forte que o seu pai? – perguntou ela.
— Ainda não, mas logo eu vou ser – disse ele – e aí eu vou fazer todos me reconhecerem!
— Se continuar um idiota vai levar um século – disse Sarada atrás deles.
Kuon riu disso e começou a andar mais próxima do Boruto, ele ficou todo vermelho com isso e Sarada atrás parecia bem irritada, a menina já estava agarrada no braço dele como se fosse muito intima.
— É bom ver vocês se dando bem, mas há uma linha que você não pode ultrapassar Boruto – avisou Sorata indo na frente – lembre-se que ela pode ser uma princesa, e você é só um plebeu.
— Plebeu? Eu sou filho de uma família nobre também! – reclamou ele.
— Agora você lembra disso? Mas não gosta de ser comparado aos Hyuuga – dizia Sarada.
— Além disso é a sua irmã que vai herdar o clã – comentou Basara.
— Vocês tiraram o dia para me zuar!? – reclamou ele.
— Você tem uma irmã? Eu também tinha uma irmãzinha! – disse Kuon se animando.
— Oh? Lembrou de alguma coisa? – perguntou Sorata – consegue se lembrar de mais alguma coisa?
— hun... eu acho que não – disse ela pensando – eu lembro que minha irmã era um bebezinho, mas também havia outras pessoas...
— Não precisa se forçar a lembrar, quando chegar a hora vai lembrar de tudo – dizia Boruto.
— Você jura? – perguntou ela.
— Claro, eu vou garantir isso! – disse ele batendo no peito – Uzumaki Boruto sempre cumpre as suas promessas!
O grupo chegou à vila de médio porte, Sorata levou todos para uma pousada e alugou dois quartos, um deles seria para Sarada e Kuon, mas a menina protestou.
— Eu quero ficar com o Boruto – disse ela segurando o braço dele.
— O quê!? Mas um menino e uma menina não podem dividir o mesmo quarto! – disse Sarada assustada com isso.
— Ela tem razão – dizia Boruto todo nervoso.
— Mas vocês não dormem juntos? – perguntou a menina inocente.
Os dois ficaram vermelhos e tentavam dar uma resposta para Kuon, como membros do mesmo time era normal dormirem juntos, muitas vezes dividiram a mesma barraca, mas não era exatamente a mesma coisa, e Sarada nunca dormiu só com Boruto.
— Parece que ela não vai mudar de ideia – dizia Sorata – nesse caso vocês três ficam no mesmo quarto – disse Sorata – eu e Basara ficamos com o outro.
— Hunf! Você vai dormir no chão baka-Boruto – ordenou Sarada.
— Isso vai ser muito engraçado – disse Basara rindo.
— Hei Sarada, ela não pode dormir com essas roupas, vá com ela comprar algo mais leve – avisou Sorata – e você via com elas Boruto, não pode deixar as duas damas sozinhas.
— Você tá se divertindo com isso não é? – perguntou Boruto fazendo cara feia.
Sorata entregou o dinheiro da missão à Sarada, os três então saíram pela vila para procurar uma loja de roupas, Sarada imaginava se tinha algo que servisse para Kuon nessa vila, aparentemente ela não era exigente, o que era bom pois dificilmente haveria trajes nobres na vila.
— Eu... estou com fome – disse Kuon sentindo sua barriga roncar.
— Vá comprar algo pra nós, estaremos naquela loja – disse ela apontando pro lugar.
— Por acaso eu virei o seu servo? – perguntou Boruto irritado.
Ele não teve muita chance de reclamar, com o dinheiro dado por Sarada ele foi procurar alguma loja de conveniências, enquanto isso as duas iam para uma loja de roupas, era uma loja voltada para o publico infantil e adolescente, mas felizmente tinha o que elas precisavam, depois de experimentar elas compraram um pijama e um vestido leve para ela.
— Está bom para você? Parece ser do seu tamanho – dizia Sarada.
— Sim, eu nunca vesti isso antes – disse ela – mas é muito bom!
— “Pelo menos ela não é fresca como todas as princesas” – pensava Sarada – “ou ela só não tem noção do que é ser uma princesa?”
Elas deixaram a loja e encontraram Boruto na porta esperando, ele mostrou uma sacola com três caixas, ao abrir Sarada ficou espantada com o que viu.
— Hambúrguer? Você comprou isso!? – perguntou ela.
— O que você queria? Da pra comer andando e é gostoso! – disse ele – ela vai gostar, pode ter certeza.
Boruto deu a ela o hambúrguer e Kuon ficou olhando para aquilo em suas mãos, vendo que ela estava completamente perdida Boruto mostrou como comer usando o dele como exemplo, ela então deu uma mordida no dela e mostrou um enorme sorriso.
— Viu só? Todo mundo gosta de hambúrguer – disse ele.
— Ela é uma princesa mesmo, nem sabe como comer um hambúrguer – dizia Sarada balançando a cabeça.
— Ora, isso aqui é muito melhor que comida chique, não é Kuon-chan? – perguntou Boruto rindo.
A menina concordou e os dois saíram rindo, Boruto elogiou o vestido que ela estava usando e ela quis mostrar o pijama pra ele, o problema começou quando ela ia mostrar a calcinha que Sarada comprou, imediatamente a Uchiha agarrou a bolsa e deu um soco involuntário no Boruto.
— Ops, esse foi sem querer – disse ela vendo Boruto no chão – ah bom, fica de alerta caso faça algo enquanto não estou olhando.
— pr-pre-precisamos chegar logo em Konoha – dizia Boruto se levantando – não vou sobreviver a isso por muito tempo...
Depois disso voltaram para a pousada, já era hora do jantar e assim todos comeram juntos, mais tarde foi a vez de tomar banho para ir dormir, Sarada e Kuon acabaram tomando banho juntas para que a Uchiha ajudasse a menina.
— Por favor tenha mais cuidado com o Boruto, não aja dessa forma perto dele – pedia Sarada lavando o cabelo dela.
— O Boruto é uma pessoa ruim? – perguntou a menina.
— Não, claro que não, é só que... – Sarada tinha dificuldades para explicar – apenas evite fazer coisas indecentes perto dele.
Sarada terminou de lavar o cabelo da outra e ambas se banharam, depois ela ajudou Kuon a prender o cabelo e assim elas vestiram pijamas pra dormir, Boruto já tinha colocado um saco de dormir no chão próximo a cama.
— Você já sabe não é? – perguntou Sarada.
— Que droga, eu não vou fazer nada – disse o outro.
Kuon e Sarada foram pra cama e dormiram, Boruto deitou-se logo depois enrolado em seu saco de dormir, pra ele era ridículo dormir no chão quando estava num quarto de hospedagem.
E pela manhã quando Sarada acordou estranhou que Kuon não estava do seu lado, ela imaginou que a menina tinha ido ao banheiro, mas ao olhar pro chão viu ela dormindo abraçado ao Boruto (ainda dentro do saco), uma veia quase estourou na testa da Uchiha.
— Isso definitivamente vai ser um problema! – disse ela liberando uma fúria assassina.
Continua.
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