Mirai no Monogatari
61 Capítulo 49 – Operação de Resgate.
Notas iniciais

Capítulo 49 – Operação de Resgate.
– Sabe, se eu sair agora talvez chegue antes mesmo dos times que enviou – dizia o grande olho aparecendo na janela do escritório.
– Eu sei, mas o que um bijuu faria numa missão delicada dessas? – perguntou Naruto encarando-o sentado em sua poltrona – mesmo assim eu agradeço, você está preocupado com o Boruto?
– Her! Aquele pirralho barulhento e atrevido? Nem pensar! – respondeu Kurama – eu só queria uma desculpa para sair e fazer uns estragos!
Naruto riu da atitude do bijuu, nunca imaginou que ele fosse um tsundere colossal, mas apesar de grato pela iniciativa ele não podia deixar Kurama ir, além do fato da falta de sutileza Naruto não queria que os bijuus voltassem a ser armas de guerra.
Quando o Naruto ia dizer mais alguma coisa a porta do seu escritório se abriu sem qualquer anuncio, sabendo que só existia uma pessoa em Konoha que faria isso ele girou a poltrona para cumprimenta-lo.
– Oi Sasuke, que tal bater antes de entrar? – disse Naruto.
– Que tal tranca-la quando estiver sozinho? – sugeriu ele.
– Veio saber como andam as coisas no país das aves? O Sorata enviou um relatório 4 horas atrás – adiantou-se Naruto – e todos estão bem e se preparando para proteger o país.
– Voando eu posso chegar lá em um dia sabia? – disse Sasuke.
– Kurama também estava querendo ir, acho que eu devia mandar vocês dois juntos – disse Naruto.
– Nem pensar! Eu quero distancia desse Uchiha sem vergonha! – reclamou Kurama saindo de perto do prédio Hokage.
– Se você está fazendo piadas deve estar bem tranquilo, eu imaginei que você estaria subindo pelas paredes – disse Sasuke – ou que já estivesse correndo para lá.
– Acha que eu não queria ir pra lá ajuda-los? É do meu filho, minha afilhada e o amigo deles que estamos falando – respondeu Naruto – mas eu não posso sair correndo daqui pra proteger o meu filho, isso seria favorecimento que eu jamais poderia justificar.
– E me enviar daria a mesma coisa não é? Quando foi que você se tornou responsável? – perguntou Sasuke em deboche.
– Quando pus aquele chapéu na cabeça – respondeu Naruto olhando o chapéu e a capa no cabide – e ele parecia pesar uma tonelada...
Separar os sentimentos pessoais do dever profissional, Naruto teve que aprender a se controlar e suprimir suas emoções quando tomava decisões, se não fizesse isso ele acabaria chorando sempre que enviasse um ANBU para uma missão de assassinato, hesitaria em mandar crianças para missões perigosas e ficaria puto sempre que um gennin aprontasse alguma com ele, os primeiros anos como Hokage foram bem sofridos.
– A missão no país das ondas, nós sobrevivemos por muito pouco – disse Sasuke lembrando do passado – quando eu senti a aura assassina do Zabuza eu tremi, mesmo achando que estava pronto para encarar qualquer coisa.
– Aquele dia foi bem louco, foi a primeira vez que trabalhamos juntos! – disse Naruto quase rindo – vamos torcer para que eles também lutem juntos.
– Não vai rolar, seu filho vai estragar tudo como sempre – disse Sasuke se virando e indo embora – aí a minha filha vai precisar salvar a bunda dele.
– Como é!? Pois pode apostar que será o meu filho que vai acabar com todos eles!! – gritou Naruto se levantando exaltado – e no final a Sarada-chan vai abraça-lo e agradecer por tudo!
– Nem pense nisso! – disse Sasuke mostrando o rinengan e a aura terrível do susanoo.
– Eu agradeceria se vocês não destruíssem o escritório – dizia Shizune que voltava agora – e Naruto-kun, amanhã vai ter que mandar concertar o muro que o Kurama quebrou.
Naruto voltou a sentar em sua poltrona e já foi logo preparando a papelada pro concerto, apesar da cara de exaustão ele tinha um sorriso no rosto, ele acreditava em seu filho.
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Os ninjas da folha não acreditavam na cena que viram, o jounin esposo de Toki fora derrotado facilmente pelo Noroimusha vermelho, chamas queimavam em todos os lugares e vários corpos estavam caídos no chão, diante daquela visão as crianças travaram.
O Noroimusha apontou sua espada larga em direção a eles, Sorata ordenou que todos se espalhassem mas as crianças não reagiram, vendo que elas estavam em choque Sorata só teve uma escolha, ele avançou para a luta mesmo estando despreparado.
O Noroimusha ergueu sua espada e atacou Sorata, este invocou um bastão de metal e segurou o ataque, mas no momento que parou a lâmina as chamas saltaram sobre ele, rapidamente Sorata saltou para trás antes que ele se incendiasse e acabasse como os outros.
– “Eu poderia invocar o escudo, mas esse cara é muito habilidoso para eu ficar só na defensiva” – pensava ele – “que arma no meu arsenal é mais indicada para ele?”
O Noroimusha não lhe deu tempo para pensar, batendo a lâmina da espada no chão uma onda de fogo seguiu em sua direção, para prevenir mais danos Sorata invocou o mesmo escudo que usou contra Sarada e bloqueou as chamas que rasgaram o chão.
– Incrível, é o esperado de um jounin da folha – dizia o homem com uma voz metálica.
– E você seria de onde? Duvido que seja de uma das 5 nações – perguntava Sorata – você e seus amigos estão por aqui por uma missão ou isso é assunto pessoal?
– Não espere obter uma resposta diferente disto – disse ele criando varias bolas de fogo.
Sorata guardou o escudo de volta no pergaminho para ter mais mobilidade, evitando as bolas de fogo ele corria e saltava, mas seu inimigo parecia ter um domínio total da situação, enquanto isso os gennins assistiam a luta sobre o muro, Boruto sentia que suas pernas pesavam como chumbo, Sarada tinha vários pensamentos na cabeça para preocupa-la e Basara simplesmente não sabia o que fazer.
– Esse inimigo, ele provavelmente é tão forte quanto nossos jounins – analisava Sarada – se entrarmos na luta vamos atrapalhar o sensei.
– Mas que merda! Só podemos ficar aqui olhando? – perguntou Boruto frustrado e irritado – pior que isso, eu nem sei se quero entrar nessa luta!
Novos relâmpagos caíam na sede dos ninjas da pena, isso mostrava que eles estavam lutando contra um inimigo igualmente poderoso, os três gennins da folha se lembraram dos gennins da pena que correram para lá, eles estavam indo para salvar suas casas e suas famílias, e tinham confiado a eles o dever de proteger a daimyo.
– Se não fizermos nada vamos ser covardes pro resto da vida – dizia Boruto apertando o punho – se é pra ser covarde eu prefiro jogar minha bandana fora!
– Sim, além disso ainda tem o sensei, precisamos protege-lo também – dizia Basara se animando um pouco.
– Se vocês forem sem mim vão apenas se atrapalhar e ferrar com o sensei – dizia Sarada com um sorriso cínico – não tem jeito, eu tenho que ir com vocês, e já tenho um plano.
Sarada começou a explicar seu plano para os companheiros, enquanto isso Sorata lutava como podia, um inimigo que dominava com ninjutsus todas as posições de combate era o pior adversário para ele, seja em combate próximo, em media ou longa distância Sorata estava em desvantagem contra o Noroimusha.
Quando Sorata desviou de uma bola de fogo escorregou perdendo o equilíbrio, vendo uma outra bola de fogo vindo ele sabia que seria atingido, em uma fração de segundo ele pensava em como amenizar o dano que sofreria, mas ele ficou surpreso por uma outra bola de fogo se chocar com a primeira neutralizando o ataque, foi Sarada que interferiu.
– Então os gennins decidiram interferir? Só são alvos a mais para queimar – dizia o Noroimusha.
– Pois pode tentar! O único que vai sair queimado daqui é você! – dizia Boruto batendo os punhos empolgados.
– Eu deveria dizer que não era para vocês virem, mas por um momento eu realmente fui salvo – disse Sorata.
– Desculpe lhe dar ordens sensei, mas precisamos que seja nosso apoio – dizia Sarada indo para o lado dele – estamos prestes a usar a manobra do bosque, só que meio invertida.
Sorata entendeu o que Sarada estava planejando, assim que ela deu um sinal Boruto fez 3 kage bunshins que se espalharam pelo campo de batalha, isso chamou a atenção do Noroimusha.
– Cabelo loiro, marcas faciais e usuário de kage bunshin, seria você o filho do Hokage? – perguntou o homem de armadura.
– E daí se eu for? – perguntou Boruto irritado.
– hun... seria um problema mata-lo, eu não gostaria de ter o Hokage me perseguindo – dizia ele – acho que terei que apenas queima-lo um pouco.
Boruto odiou ouvir isso, era como se as pessoas tivessem medo de toca-lo por causa do seu pai, com essa declaração Boruto e os bunshins avançaram pra cima do inimigo, Sarada tentou para-lo mas era impossível conter a fúria dele.
O inimigo girou o corpo liberando fogo pela espada, com isso ele destruiu os bunshins e jogou Boruto para trás que caiu com a jaqueta chamuscada, rapidamente Basara se posicionou entre ele e o inimigo.
– Garota, esse símbolo em suas costas é do clã Uchiha não é? Quer dizer que é filha do Uchiha Sasuke? – perguntava ele – no mercado negro se oferece mais de um milhão de ryous por um único sharingan, se eu levar sua cabeça vamos ficar ricos!
– Pois venha buscar a minha cabeça – disse ela irritada mas controlada.
Ele realmente avançou na direção dela, Sarada então sacou varias kunais e começou a atira-las precisamente, seu adversário no entanto usava a espada para rebater cada uma delas.
– Você caiu nessa – disse Sarada sorrindo confiante.
O Noroimusha sentiu sua espada enroscada em algo, ele viu que finos fios de aço estavam enrolados na lâmina, antes que ele pudesse se livrar deles Boruto e Basara atacaram com uma voadora de cada lado, em seguida foi a vez de Sorata atacar por trás com uma lança.
– Não chegaram nem perto! – disse o Noroimusha.
Largando a espada ele girou o corpo desferindo um golpe em cada um, a lança que antes almejava suas costas acertou seu ombro mas foi impedida pela ombreira da armadura, com um chute ele jogou Sorata pra trás que caiu no chão, os gennins rapidamente correram para o lado dele.
– Dane-se todos vocês! Eu vou terminar com isso agora! – gritou ele fazendo uma sequência de selos.
O fogo se acumulou na abertura da boca do elmo, em seguida uma rajada de fogo foi disparada na direção do time 9 que rapidamente se abrigou atrás do Sorata, o jounin então mais uma vez invocou o escudo e o carregou com chakra criando uma pequena barreira.
– “Essa merda de escudo eu vou incinerar num instante” – pensou o Noroimusha.
– agora Basara-kun! – gritou Sarada atrás de Sorata.
Basara que estava escondido no telhado do castelo ouviu o sinal, ele já tinha terminado de carregar o chakra natural e ativar o juuin no nível um, como da outra vez ele apoiou os pés num ponto solido e usou todo o seu chakra nas pernas, como um míssil ele voou na direção do inimigo acertando-o nas costas.
O Noroimusha nem viu o que o atingiu, com o impacto nas costas ele saiu voando na direção dos outros que por pouco conseguiram sair da frente, o Noroimusha saiu se arrebentando pelo chão até se chocar contra uma estatua, o impacto foi forte o bastante para derrubar a estatua sobre ele.
– Uau, foi bem pior do que comigo – avaliava Sorata – bom trabalho pra vocês!
– Da outra vez eu atingi o sensei com a cabeça, dessa vez usei o cotovelo – disse Basara alisando o cotovelo dolorido – e também a distância maior gerou mais força.
– hehehehe esse truque sempre funciona! – disse Boruto desfazendo o bunshin disfarçado de Basara.
– Só funciona em circunstancias especificas, não fique achando que isso é uma arma secreta eficiente – avisou Sarada – temos que pensar em novas combinações para nós.
– Está pensando que somos o Ino-shika-cho? Da próxima vez EU derrotarei o inimigo! – dizia Boruto apontando pra si mesmo.
Sorata via os três brigando (na verdade Basara só ficava olhando) e se divertiu com isso, ele imaginou como seria se ele tivesse feito parte de um time regular, essa foi a única coisa que ele sentiu falta quando era gennin, foi então que ele botou a mão na cabeça dos dois fazendo-os pararem de brigar.
– Muito bem para vocês três, trabalharam como um verdadeiro time – elogiou Sorata – pensaram num plano, puseram em pratica e cumpriram o objetivo, só falta controlarem esse temperamento.
Nesse momento os destroços da estatua se mexeram revelando o ninja ainda vivo, sua armadura estava em pedaços e finalmente o seu rosto podia ser visto, seus olhos demonstravam uma sede de sangue ainda maior que antes.
– Suas pestes, eu juro que vocês vão pagar por isso! – gritou ele furioso – acharam que tinham acabado comigo? Vão se arrepender por não terem conseguido.
– Na verdade eu já esperava por isso – disse Sarada estalando os dedos.
O homem ouviu um chiado e sentiu cheiro de fumaça, ao mesmo tempo em que ele percebeu a tarja explosiva em suas costas esta mesma explodiu, pedaços de seu corpo e sangue voaram para varias direções deixando todos os gennins de olhos arregalados.
– Foi mais forte do que eu esperava... – dizia Sarada chocada.
– Acho que você pegou uma de alto nível – disse Sorata engolindo em seco – mas não é como se ele não merecesse.
Após a cena chocante da explosão eles respiraram aliviados, Sarada explicou que previu a possibilidade do inimigo não ser derrotado com um golpe, por isso instruiu à Basara que colocasse a tarja junto com o golpe, Sorata disse que teria sido mais conveniente captura-lo vivo, mas que os gennins não estavam errados em se precaver até o fim.
– Taketo-sama! – gritou um dos ninjas da pena que chegava.
Com a adrenalina da batalha os ninjas da folha até tinham esquecido dele, rapidamente todos correram para o lugar onde Taketo havia caído, o esposo de Toki estava com queimaduras horríveis no corpo todo, respirava com extrema dificuldade mas ainda estava vivo.
– Precisamos leva-lo ao hospital imediatamente! – disse o ninja da pena.
– Meu querido! – gritou Toki correndo pra fora com o seu filho do lado.
– Por favor Toki-sama, é perigoso aqui fora – avisou Sorata – não sabemos quantos inimigos há por aí.
– Há pelo menos mais um – disse uma voz que vinha de cima.
Tudo aconteceu muito rápido, um novo Noroimusha surgiu atrás de Toki trajando uma armadura verde emplumada, quando todos ensaiaram o primeiro passo em direção a ela o Noroimusha a agarrou pela cintura e o seu filho Masaki pelo colarinho.
– Largue-a! – ordenou Sorata atacando com sua lança com grande precisão.
Sorata e Boruto eram os que estavam mais próximos e por isso foram os primeiros a reagirem, mas o que ninguém esperava é que os dois sofressem cortes em pleno ar e fossem arremessados para trás, ninguém conseguiu ver o que os tinha atingido, mas todos viram os dois cheios de cortes como se navalhas invisíveis tivessem atacado os dois.
– Já peguei o que vim buscar, adeus – disse o homem trajando a armadura – vocês fizeram bem em derrotar os Bouji-san, mas isso é o mais longe que chegarão.
Um redemoinho envolveu os três e num instante sumiram, todos os presentes ficaram simplesmente pasmos com a situação, a daimyo do país das aves e seu filho foram levados bem debaixo dos seus narizes.
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– Como eu disse, vocês não podem prosseguir ainda – informou uma mulher segurando um guarda-chuva.
– O quê!? Mas já estamos esperando aqui há três horas! – gritou um dos chuunins da folha.
– Como eu já falei, a tempestade está atrapalhando as comunicações – respondeu a jounin da chuva – até que possamos contatar a vila não podemos permitir que cruzem a nossa fronteira.
Os ninjas da folha estavam furiosos com isso, eles deram tudo de si para chegar o mais rápido possível no país das aves, mas ao atravessarem o país da chuva foram parados em um dos postos da fronteira, mesmo com a documentação em ordem eles foram impedidos de prosseguir.
– Tem algum motivo para isso? Nossos documentos estão em ordem e nós viemos ao posto conforme ditam as regras – disse o jounin líder – estamos indo resgatar companheiros em perigo, cada minuto é precioso.
– Nossa líder Kamiki-sama informou que deveríamos ficar atentos, pois um grupo de foragidos está tentando deixar nosso país – explicou a mulher tranquilamente – até que possamos checar as identidades de vocês não podemos permitir que passem.
– Tá de brincadeira!? Quer que a gente passe por cima de vocês!? – gritou o mais nervoso – não temos tempo a perder com essa idiotice!
– Pode tentar se quiser, mas garanto que na volta vocês terão uma boa recepção – disse a mulher sorrindo tranquila.
No posto além dela havia outros 6 ninjas da chuva, não seria difícil os três times da folha elimina-los, mas isso poderia provocar um incidente na frágil relação entre eles, o jounin líder ordenou que todos ficassem calmos para evitar uma desgraça.
– Já que estamos parados aqui vamos aproveitar e descansar o máximo possível – instruía ele – quando formos liberados não vamos parar até chegar ao país das aves.
– Sábia decisão, já que são nossos convidados vamos providenciar alojamento e comida – elogiou a jounin da chuva – faremos o possível para entrar em contato com a vila, assim que a tempestade passar.
Ela deixou os ninjas da folha nas acomodações e botou alguém para vigia-los, em seguida a jounin foi para outra sala e sentou-se sobre um fuuinjutsu desenhado no chão, realmente havia uma tempestade bloqueando as comunicações, mas não havia como impedir a comunicação por transmissão de chakra, um recurso que a vila da chuva adquiriu recentemente.
– Kamiki-sama, os ninjas da folha estão bem impacientes – dizia a jounin – por quanto tempo devemos segura-los aqui?
– Ah sim, se conseguir segura-los por mais 6 horas já teremos cumprindo o pedido do cliente – respondeu a líder da chuva – mas se eles causarem problemas demais pode libera-los, após dar uma boa desculpa é claro.
– Kamiki-sama, eu temo que após isso nossas relações com a folha serão mais afetadas ainda – dizia ela – aceitar esse trabalho pode nos prejudicar demais.
– Não se preocupe, só estamos cumprindo uma missão dada a nós por um cliente – especificou ela – Konoha não pode nos punir por isso, ainda mais se ninguém se machucou no processo.
Kamiki deu mais algumas instruções para a jounin responsável pelo posto, depois ela desfez as comunicações, em seguida chamou seus assistentes e pediu por informações sobre quem fez o pedido, mesmo agindo dentro das regras Kamiki queria ter um trunfo caso as coisas saíssem do controle.
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– Clã Sawasaki – foi o que Shikamaru disse ao por um documento sobre a mesa do Hokage.
– Eu deveria saber quem são eles? – perguntou Naruto abrindo a pasta selada com um jutsu.
– Deveria saber sobre clãs que fundam suas vilas ocultas, mas tudo bem, eu mesmo não lembrava deles até ontem – respondeu Shikamaru – eles são os vizinhos do país das aves, e não se dão muito bem com eles.
Naruto abriu a pasta selada e a primeira coisa que viu foi um mapa, no mapa estava indicada a localização do tal clã e a qual país ele pertencia, era um pequeno país que ficava entre o país da chuva e o país das aves.
Na pasta tinha toda a informação já coletada sobre eles, o clã Sawasaki fundou sua vila oculta à cerca de 8 anos, apesar de minúsculos eles são bem habilidosos e contam com poucos membros, a força de seus jounins não devia em nada para os jounins das grandes nações, mas o tamanho do seu país limitava o poder do clã como um todo.
– Mas por que você acha que eles são culpados? – perguntou Naruto.
– 6 meses atrás o daimyo do país tentou comprar terras nas fronteiras entre os dois países – respondeu Shikamaru – isso aconteceu um mês após um tempo ser descoberto naquela região.
– Um templo? E o que tem demais nisso? – perguntava Naruto sem entender.
– O templo foi desenterrado em uma colina, foi restaurado e estudado, havia inscrições bem antigas nele – explicava Shikamaru – inscrições iguais àquelas que encontramos na lua.
Por algum motivo Naruto sentiu calafrios na barriga, ele pediu para Shizune esquentar um chá para ele enquanto ouvia o relatório, mas saber que de alguma forma o clã Otsuki estava envolvido nisso significava muitos problemas.
– Toki-sama recusou a oferta, até porque seu país já é pequeno para ficar vendendo terras – dizia Shikamaru – mas ela não associou a intenção de compra com a descoberta do templo, e nem deve fazer ideia do que pode ter em mãos.
– Então a descoberta desse templo, a tentativa de compra e esse incidente estão interligados? – perguntava Naruto – precisaríamos saber mais antes de sair acusando.
– Se Toki-sama morrer o país ficará a mercê de qualquer um, seria perfeito para obter o país inteiro – justificava Shikamaru – e se houver algo nesse templo que possa dar uma vantagem ao clã Sawasaki eles se sentiriam motivados a arriscar.
– Entendo, vou falar para o Sorata informar a Toki-san – dizia Naruto se levantando – e eu quero que você mande uma equipe da ANBU investigar o clã Sawasaki.
Naruto foi para a sala de comunicação e esperou a conexão ser feita, ele estranhou o fato de que demorou mais de 20 minutos para alguém atender à ligação, quando a imagem apareceu na tela Naruto viu um oficial do governo todo suado e nervoso.
– O que foi que aconteceu aí? – perguntou logo o Hokage.
– Hokage-sama, sinto muito fazê-lo esperar! – dizia o homem todo envergonhado – sofremos um ataque e tudo está um caos aqui.
O sangue do Naruto gelou nas veias, se a situação estava tão ruim assim quem sabe o que poderia ter acontecido com seus amigos, o time 9 poderia estar em perigo ou até pior.
O oficial contou como o ataque ocorreu, falou sobre a sede dos ninjas que está em pedaços, como o castelo foi invadido e como Toki e seu filho foram levados, Naruto ouvia tudo pasmo com os acontecimentos.
– O time que o Hokage-sama enviou conseguiu eliminar um dos inimigos, mas infelizmente eles não puderam conter o segundo atacante que surgiu subitamente – explicava ele – dois deles ficaram bem feridos e estão recebendo tratamento.
– Quem está no comando? Taketo ou Fujita? – perguntava Naruto.
– Infelizmente Taketo-sama e Fujita-dono não estão em condições, estamos sem governo agora – respondeu ele – os outros oficiais estão se virando como podem, mas a população quer fugir da capital.
– Então quando for possível eu gostaria de falar com o jounin do time 9 – disse Naruto – me chamem a qualquer hora.
Naruto desfez a conexão e criou um bunshin, este ficaria de plantão na sala esperando o retorno da ligação, Naruto depois ligou para Kamiki na vila da chuva e aguardou um bom tempo até que ela viesse falar com ele.
– Ah Hokage-dono, em que posso ajuda-lo? – perguntou ela tranquila.
– Ontem eu enviei três times que cruzaria o país da chuva, a essa hora eles com certeza já atravessaram para o país seguinte – começou ele – você pode me dizer se recebeu alguma noticia deles cruzando a sua fronteira?
– Eu gostaria de ajuda-lo, mas estamos sem comunicação com a fronteira norte, uma tempestade está interferindo no sinal – explicou ela – mas se eles cruzaram a minha fronteira eu certamente serei informada depois.
– Entendo, desculpe por incomoda-la – disse Naruto estranhando o cinismo na voz dela.
– Eu soube do que está acontecendo no país das aves, espero que o pessoal que mandou antes esteja bem – comentou ela – se você quiser eu posso mandar o meu pessoal checar as coisas por lá.
– Não há necessidade, já estamos resolvendo isso – agora Naruto tinha a certeza que ela o estava provocando – por favor me avise sobre o meu pessoal.
– Ela está aprontando alguma coisa – disse Shizune quando Naruto desligou.
– Ela não iria muito longe, mas ela sabe de alguma coisa ou está fazendo algo sobre isso – disse Naruto – Kamiki deve saber do envolvimento do clã Sawasaki, ou o próprio clã pediu ajuda a ela.
Naruto só pôde rezar para que todos ficassem bem e que a ajuda pudesse chegar a tempo.
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– Você pode não conseguir usar iryouninjutsu, mas é uma excelente enfermeira – elogiou Sorata.
– Minha segunda casa foi o hospital de Konoha, eu via enfermeiras fazendo isso o dia todo – respondeu Sarada enrolando o resto das ataduras – mas isso é tratamento básico, o correto era o senhor receber ajuda de médicos de verdade.
– Não podemos usar os poucos recursos deles, há outros que precisam mais – disse ele olhando ao redor.
O saguão do hospital estava lotado, entre soldados, ninjas e civis mais de uma centena se feriram, os médicos e enfermeiros corriam de um lado para o outro e o único jounin médico lutava para salvar a vida de Taketo, Sarada mesmo sem muita experiência ajudava como podia cuidando de crianças que se machucaram levemente, além disso ela tratou dos ferimentos do seu time.
– Sobre o seu ferimento, é como se uma serra o tivesse atingido sensei – dizia Sarada – mas eu não vi nada ao redor daquele homem.
– Considerando que ele parece um usuário de fuuton não é surpresa – explicou Sorata – fuuton é usado principalmente para ataques cortantes, ele com certeza usou uma técnica de alto nível.
– Sensei, eu já patrulhei os arredores – dizia Basara que chegava – como o senhor está?
– Eu vou ficar bem, e você? – perguntou ele.
– Só alguns arranhões, eu estarei novo até do meio-dia – respondeu ele – o Boruto também se recupera rápido, as feridas dele já pararam de sangrar.
– Aquela pomada que ele trouxe do clã Hyuuga é muito boa, depois eu vou pedir a receita para a tia Hinata – disse Sarada.
Sorata desceu da maca para libera-la para outro paciente, sentado no chão Basara pôs as mãos em seus ombros e começou a bombear energia natural para seu corpo, graças a isso seus ferimentos se recuperariam mais rápido.
Boruto que estava dormindo por causa dos remédios acordou pouco tempo depois, assim que ele acordou juntou-se aos outros enquanto Sarada descansava, Boruto estava tão enfaixado quanto Sorata e se sentia muito incomodado com isso.
– Sensei, nós falhamos em nossa missão? – perguntou Boruto chateado.
– Não teremos falhado se pudermos encontrar Toki-sama e seu filho – respondeu Sorata – se não desistirmos algo ainda pode ser feito.
– Mas o inimigo queria matar a família real – dizia Basara – então...
– Se esse era seu objetivo porque levaram Toki-sama e Masaki vivos? – indagava Sorata – antes eles usavam o disfarce de fantasmas em busca de vingança, quando interferimos eles atacaram abertamente, mas seu objetivo continuava sendo por as mãos na família real.
Nesse momento um oficial da corte chegou até eles, o oficial avisou que o Hokage aguardava um relatório deles, Sorata agradeceu e com um pouco de dificuldade se deslocou até o castelo, lá junto com os gennins eles esperaram os técnicos fazerem a ligação e a imagem de Naruto aparecer na tela.
– Graças a deus vocês estão bem, mais ou menos – disse Naruto suspirando aliviados.
– Vamos ficar bem, mas perdemos Toki-sama e seu filho – explicou Sorata.
– Eu fiquei sabendo, eu quero ouvir de vocês a situação geral – pediu Naruto.
– É um grupo de pelo menos 5 inimigos, já eliminamos um deles – explicava Sorata – dos restantes só conhecemos um usuário de fuuton, outros tem habilidades que não compreendemos.
– Temos evidências que o clã Sawasaki está por trás disso, eles são os fundadores da vila ninja do país Tojo – dizia Naruto – não sabemos realmente o que eles querem, mas achamos que está conectado com o templo antigo descoberto recentemente.
Naruto explicou o que soube sobre o templo, os gennins atrás de Sorata ouviam tudo atentamente tentando encaixar as peças desse enigma, mas para os três a maior parte das coisas ditas eram incompreensíveis, apenas Sarada tinha alguma noção do que estava sendo dito.
– Hei Sarada-san, o Rikudou sennin foi o fundador do mundo ninja não é? – perguntava Basara discretamente.
– Mais precisamente os filhos dele, mas o Rikudou sennin foi aquele que desvendou os segredos do chakra e o compartilhou com todos – respondeu a Uchiha.
– Então se houver mesmo algo relacionado a ele naquele templo o que isso significa?
– Significa muitos problemas, qualquer coisa criada pelo Rikudou é incrivelmente poderosa – explicava ela – relíquias deixadas por ele começaram a aparecer depois da guerra, um ninja em posse de uma delas se torna extremamente poderoso.
– Vocês três aí, mantenham o foco – pediu Sorata – e eu estou aqui falando com o Hokage-sama.
– Hei velho maldito, você sabe onde podemos encontra-los!? – perguntou Boruto jogando o respeito no lixo – eu tenho que dar o troco nos imbecis que me ferraram!
– Se a tua mãe te ouvisse agora você tava lascado – respondeu Naruto – ou eles ainda estão por aí ou voltarem para Tojo, mas eu não quero vocês agindo imprudentemente.
– Eu não quero nem saber! Os desgraçados ferraram com a gente, e mataram um monte de pessoas! – gritava Boruto revoltado – não tem como deixar passar isso, eu vou encontra-los e lhes dar uma surra!!
Naruto podia ver pela tela toda a revolta nos olhos do filho, eram olhos de quem não aceitava a crueldade e a impunidade, olhos de quem lutaria por uma causa maior que ele mesmo, ao ver estes olhos Naruto sorriu um pouco.
– Hokage-sama, todos nós nos sentimos do mesmo jeito – disse Sarada – não podemos aceitar o que aconteceu aqui, queremos faze-los pagar por isso.
– Não gosto da ideia de sair em busca de vingança, mas nesse caso se trata de corrigir injustiças – dizia Naruto – suspeitamos que eles podem ter ido para o templo, eu quero que vocês vão até lá e investiguem, depois esperem por reforços, os times que enviei podem chegar até ao anoitecer.
– Faremos o possível Hokage-sama – disse Sorata se curvando.
– Tomem cuidado, não vão além dos limites – pedia Naruto.
Naruto desligou quando Sorata agradeceu pelo voto de confiança, o jounin então pediu para os três se prepararem, eles iriam atrás dos inimigos, avisando que essa batalha seria pra valer ele explicou o plano que tinha em mente para esse ataque.
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– Não achei que íamos perder o Bouji-san – dizia uma mulher ainda vestindo uma armadura cinza.
– Também não imaginei que perderíamos um dos nossos – respondeu um homem tirando sua armadura negra – mas pelo menos não foi para os patéticos ninjas da pena e sim para um time de Konoha.
– Parece que foi coincidência eles aparecerem no mesmo dia que colocamos o plano em pratica – dizia outro removendo sua armadura azul – ou chamamos isso de azar?
– A proposito, já pode tirar sua armadura Nigata-san – disse o outro.
– Ah sim, eu já estava me acostumando com ela – respondeu a mulher tirando a armadura – foi desconfortável no inicio, mas agora vou sentir falta do meu personagem.
Os 4 ninjas do clã Sawasaki estavam se livrando de suas armaduras, agora que eles não precisavam encenar elas eram apenas um fardo.
Depois de se livrarem das peças metálicas os ninjas revisaram seus planos, a intromissão dos ninjas da folha e a perda de um companheiro foi dolorosa, mas até agora tudo estava indo bem para eles, os reféns em um canto do local observavam a estatua de uma divindade sobre um altar.
– Seus desgraçados, vocês não vão se dar bem com isso! – gritou Toki amarrada firmemente.
– Ao contrario, em poucas horas tudo terá terminado – respondeu o líder do grupo – e não nos culpe pelo que aconteceu, foi você que recusou nossas ofertas.
– Vocês são do clã Sawasaki não é? Vocês trabalham para o país de Tojo – disse ela – eu jamais venderia as terras dos meus ancestrais para vocês!
– Comprar suas terras era só uma camuflagem para obter este templo, assim que o obtivéssemos poderíamos por as mãos em seu tesouro – respondeu ele – quando recusou tentamos rouba-lo certa noite, mas o tesouro está protegido por um selo poderoso.
– Essa coisa aqui não pode ser aberta por qualquer um – dizia a mulher – apenas pessoas com o sangue do Rikudou podem fazer isso.
– O sangue do Rikudou? O que é isso? – perguntava Toki sem entender.
– Ah sim, você não sabe sobre essas coisas, o nome do Rikudou só é conhecido no mundo ninja – dizia o líder – muito bem, enquanto os outros fazem os preparativos podemos matar o tempo conversando.
O ninja chamado Jokuto explicou para Toki que o Rikudou sennin foi o fundador do mundo ninja, um deus entre mortais capaz de criar milagres e coisas fantásticas, ele então revelou à Toki que uma de suas criações estava selada dentro daquela estatua e aquele que a obtivesse ganharia uma enorme vantagem, mas o selo somente poderia ser desfeito por alguém que tivesse herdado o sangue do Rikudou, mesmo que minimamente.
– Pretendíamos aterrorizar seu país até que os próprios habitantes nos entregassem vocês como sacrifício, assim ninguém suspeitaria do nosso plano – revelou Jokuto – mas a intromissão dos ninjas da folha nos obrigou a abandonar a sutileza.
– Sutileza? Vocês pretendiam levar caos e desespero ao meu povo por isso!? – dizia ela revoltada.
– Se quiséssemos podíamos tomar seu país à força em um único dia, o clã Kaze que você acolheu é o mais patético do mundo! – disse Jokuto irritado – um único jounin do nosso clã conseguiu destruir sua sede e acabar com seus ninjas, foi necessário um jounin da folha pra lutar de igual pra igual com ele!
– É ridículo que seu país tenha o dobro das terras que o nosso e seja tão fraco – disse o ninja chamado Rakui – se não fosse a proteção das 5 nações já teríamos tomado seu país e anexado ao nosso!
– Mas isso vai mudar em breve, a relíquia do Rikudou sennin que aqui repousa contém um enorme poder – disse o ninja chamado Fuutei – com o poder dela poderíamos nos opor a qualquer nação que reclame de nossas ações.
Toki sentiu um enorme aperto no coração, quando ela acolheu o clã Kaze há 10 anos ela o fez para garantir uma proteção ao seu país, com o tempo eles se tornaram uma parte fundamental do país que os ajudava a crescer aos poucos, eram a esperança de que o país das aves se tornasse conhecido e prospero.
Mas agora o clã estava destruído e seu marido às portas da morte, se o clã Sawasaki realmente por as mãos num tesouro tão importante certamente seu país seria destruído.
– Eu jamais vou deixar que vocês façam isso! – disse ela – não importa o que vocês façam, eu não vou lhes entregar esse tesouro!
– E quem disse que é você quem vai nos dar? – continuava Jokuto.
– Jokuto-san, já terminamos os preparativos – dizia Fuutei – pode trazê-lo agora.
Jokuto agarrou o braço de Masaki e o arrastou até a estatua, Toki gritava para que largassem seu filho mas eles estavam determinados a usa-lo como fosse possível.
– Nunca dissemos que era você quem tinha o sangue do Rikudou, sempre foi este menino – dizia Rakui – apenas uma pessoa a cada 300 mil despertam esse sangue, se ele tiver descendentes ninjas aumentam as chances.
– Eu jamais vou cooperar com vocês! – respondeu o menino de 10 anos.
– Também não dissemos que você tinha escolha – disse Nigata.
A mulher pôs a mão na testa dele e assim um selo em forma de rosa surgiu, a partir do selamento marcas em forma de vinhas espinhosas se espalharam pela cabeça como se estivessem se enrolando nele, assim que pararam de crescer Masaki ficou sem expressões e seus olhos estavam como os de um sonâmbulo, Toki gritava seu nome mas ele não respondia.
– Eu já programei o jutsu na mente dele, mas com esse volume de chakra vai levar uma eternidade – explicava Nigata.
– Tudo bem, comece agora e vamos indo – dizia Jokuto – e se alguém aparecer para interferir vamos eliminar rapidamente.
– Desgraçados, o que fizeram com o meu filho!? – gritou Toki.
– Só o colocamos sob efeito de um genjutsu, ele vai ficar bem – explicava Fuutei – isso se o esforço para quebrar o selamento não acabe com ele.
O menino fez uma sequência de selos com as mãos e uma aura brilhou sobre seu corpo, ao mesmo tempo marcas antigas começaram a brilhar na estatua revelando o jutsu que selava o tesouro, enquanto Nigata mantinha tudo sob controle os outros saíram para proteger o templo, não se sabia quanto tempo levaria para o selo ser quebrado.
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– Cadê o Basara? – perguntou Boruto.
– Ele foi ajudar o jounin médico a se recuperar – respondeu Sarada afiando sua adaga especial – ele usou todo o seu chakra para salvar Taketo-sama, com a ajuda do Basara-kun ele deve se recuperar em três horas.
– Pois em 4 horas estaremos partindo – avisou Sorata que chegava agora – descansem o máximo que puderem, se preparem e ponham a cabeça em ordem.
O time 9 estava na sede dos ninjas da pena, após o ataque da ultima noite o lugar estava caindo aos pedaços, o numero de baixas também foi grande: dos 24 chuunins 4 morreram e 12 ficaram feridos, dos 6 jounins um morreu e outros dois estão fora de ação, também houve baixa entre os civis.
Os gennins que estiveram ao lado deles estavam agora num canto largados e desolados, Kanami chorava a morte de sua irmã mais velha, os outros não tiveram perdas em sua família mas perderam suas casas.
– Oi vocês, só queria dizer que...
– Cai fora – disse Suhei com uma voz chorosa – volta pra sua gloriosa vila ninja e me deixa em paz!
– Qual é a sua? Eu estava tentando ser legal com vocês – reclamou Boruto.
– Quer ser legal? A nossa vila já era!! – gritou Suhei se levantando – falhamos em proteger Toki-sama, nossas casas foram destruídas e nossos ninjas mortos!
– Já chega Suhei-kun, não é culpa deles – pediu Hayate – se não fosse por eles poderia ter sido bem pior!
– Pior!? A Kanami perdeu a irmã!! – gritou ele furioso.
– Já chega com isso todos vocês!! Não viemos aqui pra ter pena de vocês!! – gritou Sarada chamando a atenção de todos – estamos tentando ajuda-los com o problema de vocês por que somos amigos! Acha que é o único que já passou por isso? Você não sabe ainda o que é uma guerra!
Suhei sentou-se ao lado dos seus amigos, ele mantinha a cabeça baixa enquanto Sarada dava um sermão em todos, de longe Sorata observava esperando pro uma chance de intervir mas sem ver real necessidade.
– Não são só as nações pequenas que sofrem, todas as 5 nações já passaram por isso, Konoha também já foi atacada – dizia ela – da ultima vez eu vi os danos que minha vila sofreu, eu vi o sofrimento de quem perdeu alguém querido!
– O que você quer que eu faça? Nós somos fracos! – respondeu Suhei derrotado – um único inimigo acabou com todos nós, não merecemos os títulos que temos!
– Cadê aquele moleque irritante que disse que ia fazer de sua vila uma super potência? – dizia ela com os braços apoiados na cintura – se sua determinação é tão fraca assim então era só papo furado!
– Nós estamos indo resgatar sua daimyo, se vocês quiserem podem vir conosco – dizia Boruto – assim vocês podem dar o troco nos caras que fizeram isso.
– Hei crianças, podem dizer se algum gennin da pena morreu? – perguntou Sorata que se juntava a eles.
– Não, todos ficaram bem – respondeu Hayate – os adultos nos protegeram.
– Que bom, isso porque eles acreditavam que vocês são o futuro desta vila – explicava Sorata – mesmo que hoje vocês sejam fracos amanhã serão melhores, a cada geração vocês se tornarão melhores e mais fortes orgulhando as gerações anteriores.
– Minha irmã me disse algo assim – disse Kanami ainda chorosa – que ela já era chuunin e por isso seria difícil ficar forte, mas eu iria supera-la logo logo.
– Sua irmã não morreu em vão, ela morreu protegendo você, então não deixe que tenha sido por nada – pedia Sarada – vamos juntas buscar sua daimyo de volta, aí vocês podem reconstruir sua vila.
– Além disso se você quiser se tornar um jounin vai ter que me enfrentar um dia – dizia Boruto – aí vamos ver que é o melhor de todos!
Suhei quase riu, em que momento eles se tornaram rivais? Ele se perguntava isso enquanto dava a mão para Boruto ajuda-los a levantar, Kanami enxugou as lagrimas e sorriu lembrando de sua irmã, Hayate ficou feliz por seus amigos terem se recuperado.
– Muito bem, vamos nos dividir como fizemos antes, Sarada e Kanami partirão da capital para o templo daqui a três horas – explicava Sorata – vocês duas tomarão um caminho diferente de nós que partiremos uma hora depois, agora vou explicar o que vamos fazer.
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Fuutei estava sentado na escadaria que levava ao templo, já passava de meio-dia e nenhum sinal de progresso, desde que iniciaram o processo para quebrar o selo se passaram 6 horas.
Ele não estava preocupado com os ninjas da pena, mesmo que viessem todos os sobreviventes ele com certeza poderia cuidar deles, mas a sua preocupação eram os ninjas da folha, os que derrotaram seu companheiro não eram os únicos, a líder de amegakure informou ao seu líder que ninjas da folha já atravessaram sua fronteira, pelas estimativas eles chegariam ao anoitecer.
– Se não quebramos o selo até o anoitecer terá sido tudo em vão – dizia ele pra si mesmo – que desgraça depender de um moleque com tão pouco chakra!
Então Fuutei sentiu algo com sua habilidade de detectar chakra, forçando a vista ele viu um grupo de ninjas se aproximando correndo a toda velocidade, ele rapidamente se levantou e ativou um dispositivo que enviou um sinal para os outros, os que permaneceram ao redor do templo logo receberam o sinal de que estavam sob ataque.
– Então aquele é o tão cobiçado templo? – perguntava Boruto.
– Sim, ano passado ele foi descoberto em uma escavação, então usamos ninjutsus para tira-lo da terra – explicava Hayate – desde então viemos desencavando a escadaria e tudo mais.
O grupo se aproximava rapidamente da colina cercada por um bosque, na parte de cima dela dava pra avistar o telhado do templo que vinha sendo restaurado, ao avistarem um dos inimigos na escadaria Sorata tomou a frente do grupo.
– Vamos seguir com o plano, o objetivo de vocês separar os inimigos e atrasa-los o máximo possível – explicava Sorata – isso significa que vocês gennins terão a luta mais difícil de todas.
– Significa então que teremos que dar nossas vidas para que você chegue ao topo não é? – perguntava Suhei com uma estranha determinação.
Sorata nada respondeu sobre essa pergunta, mas os gennins sabiam o que estava por vir, os inimigos eram jounins de verdade de uma outra vila, mesmo que dessem tudo de si eles provavelmente não teriam chance alguma, por isso Sorata não queria recorrer a esse método, se possível ele gostaria de ter trazido os chuunins da pena, mas nenhum deles estava em condição de lutar, e também havia a questão de manter o mínimo de segurança na capital.
– Hei sensei, eu entendi que nossa missão é dividi-los e atrasa-los – dizia Boruto sorrindo confiante – mas tá tudo bem se a gente der uma surra neles não é?
– heheheh se for possível fiquem a vontade – respondeu Sorata se divertindo com a empolgação deles.
Continua.
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