Mirai no Monogatari

59 Capítulo 47 – A Primeira Missão.


Notas iniciais
Fim de semana com capítulo novo é sempre uma maravilha não é? Então vamos ao inicio de uma nova saga! Quero lembrar que esta saga está diretamente ligada a uma saga filler que teve no Naruto clássico, se você não assistiu essa saga eu recomendo ler o link que vou por nas notas finais. No mais aqui está o inicio das aventuras dessa turminha (hhahahaha falei igual ao narrador da globo)

Capítulo 47 – A Primeira Missão.

– Hinata-sama, estamos de volta – disse uma jovem do clã Hyuuga.

– Bom trabalho, já pode ir se quiser Juhina-san – agradeceu Hinata – obrigada por buscar a minha filha na academia.

A jovem Hyuuga curvou-se e depois saiu, quando ela se foi Himawari entrou no escritório da mãe e colocou a mochila em uma cadeira, depois sentou-se de frente para a mãe que estava ocupada com os documentos do clã.

– Quer alguma coisa? – perguntou Hinata ainda lendo os papeis.

– Cadê o onii-chan? – perguntou ela.

– Seu irmão está fora em missão – respondeu Hinata – mas ele deve voltar ao fim da tarde.

– Ele está na vila? Posso ir até ele? – perguntava Himawari empolgada.

– Claro que não, você não pode atrapalhar uma missão oficial de um time! – dizia Hinata – seja paciente e espere por ele.

– Mas eu não tenho nada para fazer agora a tarde – dizia a menina com cara de frustração.

– Bem, você tem o seu dever de casa, e depois o treino de taijutsu – dizia Hinata – e também as suas lições sobre o clã Hyuuga.

Hinata viu que sua filha estava muito chateada, desde que Boruto se tornou gennin a duas semanas que os dois não tinham mais tempo juntos, Boruto saía pra cumprir as missões e embora fossem simples ele ficava fora o dia todo, quando os dois ficavam juntos era já no finalzinho da noite.

– Eu sei que você está solitária, mas no clã nós temos outras crianças sabia? Você pode brincar com elas – dizia Hinata.

– Eu sei, mas não é a mesma coisa, todos me tratam diferente – respondeu a mais nova.

Não era um tratamento negativo, era um tratamento distinto que as outras crianças davam a ela, Himawari era a herdeira do clã e todos sabiam disso, então eles sempre a tratavam como alguém nobre e superior.

– Muito bem, que tal você chamar suas amigas da academia? – sugeriu Hinata – você pode trazê-las para cá e fazer uma festinha.

– Eu posso mesmo!? Que legal! – disse ela pulando de alegria – e podemos usar a piscina?

Hinata concordou e liberou Himawari para chamar as amigas, ela sabia que acabaria recebendo bronca do conselho Hyuuga, mas uma vez ou outra não faria mal algum, ela então abriu uma gaveta em sua mesa e pegou o aparelho de telefone para ligar pro seu marido, ela sabia que Naruto ainda não se acostumara a essa tecnologia e certamente tomaria um susto quando o aparelho tocasse.

– Alô? Quem fala? – perguntou Naruto ao atender.

– Alô querido, sou eu – disse Hinata sorrindo – eu só liguei para avisar que a Hima-chan vai trazer as amigas da academia para cá hoje, não tem problema não é?

– Claro que não, desde que elas não entre em casa e baguncem tudo – dizia Naruto – mas por que assim de repente?

– Ela está chateada pelo irmão não estar em casa, sem ele por perto ela não consegue brincar direito – respondeu Hinata – achei que uma festa só de garotas a animaria.

– Duas semanas como gennin, o Boruto está indo muito bem – dizia Naruto do outro lado da linha – mesmo que até agora sejam missões rank D.

– Quando ele receberá missões maiores? – perguntou Hinata curiosa.

– Eu não sei ainda, eles já têm capacidade e o Sorata é mais que competente – respondia Naruto – mas eu sinto que aquele time ainda precisa de mais experiência, teve aquele incidente com o urso e tal né?

– Quanto tempo levou para você pegar aquela missão? – perguntou Hinata se referindo à primeira missão importante do Naruto.

– Não lembro direito, acho que foram uns 10 dias – respondeu Naruto pensando – e muitas missões chatas antes disso.

– Eu confio em seu julgamento, mas acho que já está na hora de dar a ele algo mais importante para fazer – dizia ela.

– Que surpresa você falar isso! – disse Naruto espantado.

– O quê? Você também acha que eu mimo ele? – perguntou Hinata quase indignada.

Naruto riu sem graça e deu uma desculpa para desligar, despedindo-se da esposa Naruto desligou o telefone deixando Hinata sem resposta, ela calmamente pôs o telefone de volta no lugar e planejou sua vingança contra ele, mas antes disso ela chamou um rapaz do clã e deu a ele uma lista de compras.

– É um bocado de doces... – comentou ele sem perceber que tinha falado em voz alta.

– Não são para mim, são para as crianças – respondeu ela – uma mulher não pode comer tudo isso não é?

– c-cl-cla-ro que não! Eu jamais imaginei isso! – disse ele todo nervoso – Hinata-sama tem uma forma perfeita!

– Espere, o que você quer dizer com isso? – perguntou ela desconfiada.

O rapaz se curvou e rapidamente saiu para fazer as compras, antes que Hinata pudesse pedir por explicações ele já tinha sumido, desconfiada ela foi até o espelho e se examinou para saber se estava ficando gorda.

– Acho que eu também preciso de umas missões – dizia ela chateada – para não perder a forma eu quero dizer...

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– A missão de hoje é bem simples: ajudaremos na fazendo – dizia Sorata diante do trio – o Basara-kun irá concertar as cercas, e a Sarada-chan vai ajudar a neta do dono a recolher ervas medicinais.

– Sim sensei! – respondeu os dois rapidamente.

– E eu? – perguntou Boruto.

– Bem, você vai retirar aquelas ervas daninhas do terreno das cenouras – explicou Sorata – aqui estão suas luvas.

Boruto pegou as luvas e ficou olhando para seu sensei, o olhar do menino era quase assassino diante da missão recebida, Sarada e Basara saíram para cumprir suas partes enquanto Sorata suava frio.

– Chama isso de missão? Recolher mato? – perguntava Boruto indignado – e o que o senhor vai fazer?

– Eu tenho uma missão rank C aqui perto: capturar três assaltantes locais – respondeu Sorata – de modo que só nos veremos no fim da tarde.

Sorata sumiu num shunshin no jutsu deixando os três gennins, Boruto revolta pôs as luvas e saiu para catar as ervas daninhas, com uma hora de trabalho ele ficou terrivelmente irritado e fez 4 bunshins para ajuda-lo.

Basara concertava a cerca rapidamente, com sua força e vigor ele não tinha problemas para continuar com o trabalho sem parar, Boruto lutava contra as ervas e mesmo fazendo o trabalho 5 vezes mais rápido ainda demoraria, já Sarada parecia estar gostando da sua parte.

– A minha mãe é médica, por isso ela me ensinou sobre ervas medicinais – dizia Sarada ao lado da menina da mesma idade.

– Que legal, aqui aprendemos na pratica – explicava a menina – temos que colher cada tipo na época certa, sabia que a hora que você colhe influencia na eficácia do tratamento?

Sarada estava curtindo sua missão e o que estava aprendendo, ela não tinha a capacidade de usar ninjutsus médicos, por isso Sakura se empenhou em treina-la naquilo que ela podia fazer, Sarada tinha um grande conhecimento e habilidade para prestar primeiros socorros.

Após varias horas dentro do bosque Sarada e a sua cliente voltaram para a fazendo, as duas trazias cestas e sacos cheios de ervas, e Sarada até ganhou algumas, ao retornarem para onde os outros estavam ela viu Boruto com cara feia.

– O que foi agora? – perguntou Sarada desanimada.

– Olha o que essas ervas malditas fizeram com minha mão! – disse Boruto mostrando as mãos inflamadas.

– Acho que a seiva das ervas penetrou nas luvas – dizia a menina fazendeira – eu vou buscar um remédio.

– Não precisa, eu tenho algumas coisas que minha mãe me deu – respondeu Sarada puxando um pergaminho da bolsa.

Sarada abriu o pergaminho e liberou seu conteúdo, vários potes, seringas e outros materiais de laboratório, na verdade como presente de “formatura” Sakura deu à filha um kit avançado de tratamento, ela dizia que quando fosse mais velha Sarada poderia até fazer cirurgia com esse kit.

– Incrível, ninjutsu é mesmo incrível! – dizia a menina impressionada.

– Primeiro passamos a pomada para remover o agente inflamatório – dizia Sarada esfregando a pomada nas mãos de Boruto – e depois cobrimos com ataduras.

Boruto via Sarada cuidando de suas mãos e ficou um pouco vermelho, depois que Sarada terminou de fazer luvas com ataduras Boruto viu que não sentia mais aquela coceira irritante.

– A pomada contra irritação da minha mãe é a melhor do mundo – dizia Sarada guardando seu equipamento.

– E essa daqui que tem no frasco preto? – perguntou Basara.

– Isso... é veneno, mas não é mortal – disse Sarada – minha mãe diz que devemos estar preparados pra tudo.

Sarada guardou tudo de volta no pergaminho, uma hora depois já no final da tarde Sorata retornava para eles, ele explicou que já tinha pego os três assaltantes e deixado aos cuidados dos moradores, em breve uma equipe viria para busca-los e leva-los para a prisão.

– Droga! Eu queria ter ido – reclamava Boruto – seria muito mais legal que ferrar minhas mãos no mato!

– Ora não diga isso, todo trabalho é importante – dizia Sorata.

– “Você nunca teve que realizar missões rank D” – pensaram os três com cara feia.

Com o fim da missão a menina chamou seu avô que era o dono da fazenda, o senhor assinou o papel entregue por Sorata e depois deu a ele um envelope, Sorata se curvou e depois chamou os gennins para voltarem à vila.

O retorno para a vila foi tranquilo, após uma hora de caminhada o time 9 passou pelos portões da vila, eles seguiram direto para a torre próxima ao prédio Hokage, era lá que iriam relatar a missão.

– Time 9 liderado por Sorata, estamos de volta – disse o jounin ao responsável – missão concluída sem incidentes, as duas.

Sorata entregou os papeis que comprovavam o cumprimento das missões, depois deu o envelope entregue pelo dono da fazenda, lá dentro estava o pagamento pela missão rank D que consistia de 100 ryou*, o responsável tirou metade do valor guardando no caixa e a outra metade entregou a Sorata, o jounin ficou com 20 ryous e o resto dividiu entre os gennins.

– Todo aquele trabalho por tão pouco, nem vale a pena – reclamava Boruto inconformado.

– hahahaha todo gennin reclama disso, mas vocês não podem esperar mais por algo tão simples – disse o responsável – sabiam que com todos os times de gennins trabalhando a vila só lucra 2 mil ryous por dia?

– Então nos dê logo alguma missão que vale a pena! – reclamou Boruto batendo a mão na mesa – o sensei foi capturar assaltantes não foi? Podemos fazer isso facilmente!

– Primeiro você precisa de autorização do Hokage, depois você volta aqui e pega uma missão – explicou o responsável – a menos que recebam uma missão especifica podem escolher qualquer uma daquela lista.

Os três gennins olharam para seu sensei ao mesmo tempo, mesmo Sarada e Basara que eram mais controlados imploravam por uma missão melhor, diante daqueles olhares de cachorros pidões Sorata não teve escolha.

– Está bem, vamos falar com o Hokage-sama – disse ele se rendendo – mas nada de reclamações caso ele recuse!

Os três pularam de alegria e juntos seguiram para o escritório do Hokage, normalmente assuntos sobre missões eram resolvidos pela manhã em uma sala especifica, mas como já era fim de tarde encontrariam o Hokage no seu escritório.

– Sorata? Pessoal? Aconteceu alguma coisa? – perguntou Naruto ao vê-los.

– Desculpe por incomoda-lo Hokage-sama, mas é que...

– Queremos uma missão melhor! – disseram os três juntos.

– aiai, eu sabia que isso ia acontecer – dizia Naruto suspirando – vocês não poderiam esperar até amanhã de manhã? É quando assuntos de missões são discutidos sabiam?

– Não podemos esperar mais, já estamos trabalhando nessas missões escrotas há duas semanas! – reclamou Boruto – não aguentamos mais missões rank D!!

– Eu reprovo o linguajar dele, mas concordo com sua opinião – disse Sarada – já estamos prontos para missões maiores.

Naruto olhou para Sorata que o respondeu com um olhar de “por favor me deixe fora dessa”, depois olhou para os três gennins diante dele, Naruto sabia que os três estavam prontos, eles eram até muito melhores do que o seu próprio time era naquele tempo, então Naruto decidiu que não poderia mais adiar isso.

– Muito bem, eu tenho uma missão rank C para vocês cumprirem amanhã – disse Naruto abrindo uma gaveta – na verdade ela é bem simples, mas como vocês precisarão viajar...

Naruto entregou os papeis da missão para Sorata, os três gennins então comemoraram a sorte que tiveram enquanto o Hokage os mandava calar a boca.

– Escutem bem, essa missão é simples mas é importante, não é como as missões rank D – explicava Naruto – se falharem haverá consequências, vocês já serão responsáveis pelos resultados.

– Sabemos disso, aprendemos sobre missões na academia – disse Boruto.

– Não vamos decepciona-lo Hokage-sama – dizia Sarada empolgada.

Naruto liberou os três que saíram correndo, depois ele chamou Sorata para explicar sobre a missão.

– A missão consiste de entregar uns livros em um país aliado não é? – perguntava Sorata – só é classificada como rank C por que temos que viajar.

– A missão não é o problema, eu estava procurando um bom time para fazer a entrega – dizia Naruto – é que o cliente é um bom amigo meu, na verdade esse cliente tem uma boa historia.

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– Uma missão rank C? que legal! – dizia Sakura empolgada – e já sabe o que vai fazer?

– Ainda não, o sensei vai nos dizer amanhã bem cedo – dizia Sarada comendo animada – ele disse pra prepararmos a mochila para uns três dias de viagem.

Sakura ficou bem nostálgica sobre isso, no passado a sua primeira missão importante como gennin foi escoltar o construtor de pontes, a missão tornara-se algo muito maior do que o esperado mas foi extremamente importante para o crescimento deles, agora era a vez da sua filha.

– Será que vai dar tempo de seu pai chegar? – perguntava-se Sakura – o Sasuke-kun disse que já estava voltando...

– Está tudo bem, o importante é que ele está vindo – disse Sarada – ah sim mãe, o seu kit médico foi bem útil hoje.

Sarada contou o que aconteceu e como usou o kit médico, Sakura então explicou formas de tratar irritação mesmo sem ele, Sakura adorava ensinar sua filha sobre o oficio dos iryounin.

– E como o Boruto e o Basara estão se saindo nas missões? – perguntou Sakura.

– O Basara-kun é obediente e esforçado, mas o Boruto é teimoso e reclamão – respondeu a Uchiha – acho que sei por que o Hokage-sama não queria nos dar missões importantes agora.

– hahahahaha e você é centrada é séria como o seu pai, vocês são muito parecidos conosco – dizia Sakura – vocês ainda estão começando, é bom aproveitar enquanto podem.

Sarada não sabia o que isso significava, para ela as missões eram o dever de um ninja, não uma brincadeira para se aproveitar, sua mãe disse para ela não ficar preocupada com isso e assim que terminaram de jantar Sarada foi arrumar sua mochila, era a primeira vez que a usaria e ainda estava com cheiro de nova.

Já em casa Basara contou aos seus pais sobre o dia que teve, também falou da missão que recebera e que partiria pela manhã bem cedo, Juugo e Injo ficaram muito emocionados.

– Se você vai sair em missão significa que vai ficar vários dias fora – dizia Juugo – não esqueça de praticar a meditação como viemos fazendo.

– Sim pai, eu não esquecerei – disse Basara.

– E também não se esqueça de comer os vegetais, você ainda está crescendo! – disse Injo.

– Querida, ele já é bem grande pra idade dele – disse Juugo.

Basara ria da forma como eles lhe tratavam, as vezes como um garoto maduro, outras como uma criança, mas no final sempre lhe davam amor e carinho, algo que eles não tiveram em suas infâncias, por isso ele sempre retribuía como podia.

– Sendo uma missão de rank C é provável que nada aconteça – dizia Juugo – mas se algo acontecer proteja os seus amigos, eles são a coisa mais importante para nós.

– Eu sei, a Sarada sempre cuidou de mim e o Boruto é um bom amigo – respondeu ele tranquilo – eu juro que os protegerei com minha vida.

– Mas você também precisa se cuidar, seus amigos ficarão tristes se algo acontecer com você – avisava Injo.

Basara prometeu que se cuidaria assim como cuidaria deles, e mais tarde ele teve treino de autocontrole, o objetivo era estabilizar o seu poder até que o nível 1 da transformação fosse natural para ele.

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– Precisamos comprar uma mochila nova para você – dizia Hinata – alias precisamos comprar todo o necessário pra viagem.

– Eu posso escolher a mochila? – perguntou Boruto – se a mamãe comprar vai me dar uma ridícula.

– Ora, eu iria comprar uma bem pratica e funcional – dizia Hinata – quanta desconfiança!

– Onii-chan vai sair numa missão, isso é tão legal! – dizia Himawari – vai derrotar algum vilão?

– Quem sabe? Talvez eu vá derrotar alguém do nível da akatsuki – sonhava Boruto empolgado.

A irmã riu acreditando que isso era verdade, Hinata riu imaginando se ele realmente acreditava nisso, mas o importante era a empolgação sobre isso, era uma simples missão rank C, mas o fato de Boruto viajar para outro país tornava tudo mais emocionante.

Enquanto conversavam Naruto voltou para casa, rapidamente os dois filhos largaram a mesa e foram correndo para recebê-lo, até Naruto ficou surpreso com a empolgação do Boruto.

– Calma calma, eu já cheguei não foi? – dizia Naruto tirando os dois de cima dele – o que temos para o jantar?

– Que bom que chegou cedo, assim você pode ir comprar a mochila nova do Boruto – dizia Hinata.

– Sério mesmo!? Você vai comigo comprar!? – perguntou Boruto surpreso.

– Claro que sim, mas depois que eu comer – respondeu Naruto – hoje o dia foi bem puxado.

Naruto juntou-se à família no jantar, na verdade ele estava tão cansado por que se esforçou em dobro para terminar o trabalho cedo, usando os bunshins e toda ajuda que dispunha Naruto conseguiu e agora poria em pratica o que ele desejava, ter uma boa conversa com Boruto.

Depois do jantar Naruto trocou de roupa e saiu com o filho para comprar a mochila nova, no caminho muitas pessoas tentavam falar com ele, mas Naruto evitava desperdiçar tempo, e Boruto ficava bem emburrado quando alguém conseguia parar seu pai.

– Boa noite, viemos comprar uma mochila de viagem – disse Naruto assim que conseguiu chegar na loja.

– Ah Hokage-sama! Seja bem vindo! – disse o vendedor.

– Por agora é só Uzumaki Naruto mesmo – disse ele – o Hokage ficou lá no escritório.

Boruto riu e o vendedor não entendeu o que isso significava, em todo caso ele mostrou a seção da loja onde as mochilas ficavam, Boruto via vários modelos de diferentes tamanhos, desde a mais básica e até a mais incrementada, a melhor de todas era uma que já vinha com um ninjutsu que a transformava em uma barraca pequena.

– Não sabia que já vendia-se coisas com ninjutsus – disse Naruto surpreso.

– É um modelo experimental feito com um ninjutsu genérico – explicava o vendedor – assim não se corre o risco de revelar algum segredo local.

Naruto deixou seu filho escolher e levar o que quisesse, dentro da loja não tinha só mochilas mas tudo o que era necessário, Boruto pegou um par novo de sandálias ninjas, uma nova bolsa e um conjunto novo de kunais, na hora de pagar ele já foi aproveitando e botando tudo dentro da mochila para depois andar com ela nas costas.

Boruto estava muito feliz com a presença do seu pai, os dois saíram pela vila e pararam pra comprar sorvete, depois foram para uma área mais tranquila onde Naruto decidiu começar a conversa.

– Sabe filho, a missão de amanhã vai leva-lo a um lugar da minha infância – dizia Naruto – um lugar onde já estive com seu tio Neji e também a Tenten.

– Hã? Você já esteve lá? – perguntava Boruto – e como é que foi?

– Foi uma missão meio maluca, por que a pessoa que a pediu não explicou direito a situação – dizia Naruto – mas basicamente foi lutar contra um fantasma.

– Um fantasma!? – perguntou Boruto ficando branco de medo.

– Eu também fiquei com essa cara, mas mudando de assunto a missão de amanhã é entregar algo para uma princesa local – explicava Naruto – então vê se não estraga tudo, seja legal com ela e aproveite para perguntar por mim como vão as coisas.

– Só fazer uma entrega? Então não vai ter luta? – perguntou Boruto decepcionado – então para quê eu tô me preparando desse jeito?

– Não tenha tanta pressa de se meter em problemas! Quando eu tinha a sua idade eu quase morri na minha primeira missão importante – dizia Naruto – você precisa entender que eu não posso mais protegê-lo, que agora é com você, seu sensei e seus companheiros!

Boruto conhecia bem a historia dessa missão, o time 7 tinha a missão de escoltar um homem até seu país de origem, mas no caminho ninjas da nevoa o atacaram, após o primeiro ataque eles sobreviveram por pouco, e depois disso houve uma feroz batalha sobre a ponte que leva o nome do seu pai.

Mas Boruto não se considerava inferior ao seu pai, na verdade ele realmente era superior ao que Naruto foi quando gennin, mas Boruto jamais experimentou o medo, a ansiedade e a desesperança, a atual geração era bem relaxada em relação ao futuro.

– Eu não posso culpa-lo afinal, quando eu tinha a sua idade acreditava que ser ninja era ser um herói, que o mundo era um palco para eu brilhar – dizia Naruto – eu fazia muita besteira, gostava de aparecer e chamar atenção, eu fui mesmo um grande idiota.

– Eu não sou como você pai, eu não vou gritar na frente de um oponente fazendo pose – dizia Boruto lembrando uma historia que Sasuke havia lhe contado.

– hahahah aposto que foi o desgraçado do Sasuke que lhe contou isso não é? Mas você está certo, você é mais esperto do que eu – disse Naruto – então mostre isso amanhã quando sair em missão.

Naruto estendeu o punho para Boruto, o menino reconhecia esse gesto como uma prova de confiança do seu pai, batendo os punhos ele sorriu meio envergonhado.

Boruto pediu para seu pai levar as coisas pra casa e depois ele correu para a casa da Sarada, queria contar a ela sobre a missão e depois irem atrás do Basara, o Uzumaki estava muito empolgado e talvez não conseguisse dormir essa noite.

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– Você está com uma cara péssima – disse Sarada ao ver Boruto.

– Eu não dormi noite passada – resmungou Boruto com olheiras – além disso tá muito cedo...

– Se acostume, essa é a hora padrão para se deixar a vila – disse Sorata – é bom que você dê um jeito nessa cara de zumbi.

O sol ainda estava nascendo quando o time se reuniu diante do portão, Sorata estava esperando o homem que traria os livros para serem entregues ao seu destino, pelo que soube eram três caixas cheias de livros.

– Lá vem eles sensei – avisou Basara avistando um homem sobrecarregado.

O ninja trouxe as três caixas com muita dificuldade, os gennins ficaram se perguntando se teriam que carrega-las o caminho todo, Sorata logo os tranquilizou mostrando um grande pergaminho, ao abri-lo o jounin guardou as caixas dentro dele.

– hehehe o jutsu do sensei é bem conveniente – disse Boruto.

– Eu senti uma certa ironia em suas palavras – disse Sorata – agora que já temos a encomenda podemos partir, estão preparados?

Os três afirmaram e se juntaram para dar o primeiro passo, mas logo na saída Sarada viu seu pai chegando, ela vibrou de alegria e correu para abraça-lo.

– Que bom que cheguei a tempo – disse Sasuke – eu queria ter vindo mais cedo.

– Está tudo bem papai, você ao menos me viu partindo – disse ela – quando eu voltar podemos conversar.

– Bom dia Sasuke-sama – disse Basara curvando-se para ele.

– Ah Basara, por favor tome conta da minha filha – pediu Sasuke.

– Sim, eu farei isso – respondeu ele com os olhos brilhando.

– E eu? – perguntou Boruto.

– Ah sim, você também tá aqui né? – Sasuke disse isso com certa indiferença – tente não morrer.

Boruto rosnou de raiva e Sarada riu disso, Sasuke então entregou uma faca especial para sua filha recomendando que a usasse quando precisasse, depois ele pediu para Sorata tomar conta deles, Sasuke gostaria de acompanha-los pelo menos até a fronteira, mas ele queria deixar sua filha dar os primeiros passos sozinha.

Depois de se despedirem do Sasuke o time começou a correr em direção ao noroeste, eles levariam um dia inteiro para chegar à fronteira com o país da chuva, seu objetivo era ainda mais longe do que isso, em seu escritório Naruto usando o senjutsu sentiu o chakra deles se afastando cada vez mais e sorriu.

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Ninjas eram capazes de feitos sobre-humanos, eles podiam correr tão rápido quanto cavalos por varias horas seguidas, podiam saltar dezenas de metros num único impulso, passar vários dias acordados... coisas que pessoas comuns nem sonhavam em fazer.

O segredo disso era o controle do chakra, quanto mais controle mais coisas eles podiam fazer, desviando chakra para os pés ele podiam correr em alta velocidade ou saltar grandes distâncias, reduzindo a circulação de chakra eles podiam economizar energia para se manter mais tempo ativo, e aumentando o fluxo eles podiam realizar feitos de grande força num instante.

Mas havia um limite mesmo para eles, e esse limite variava com a força e a experiência, se para Sorata era possível correr por uns dois dias para os gennins algumas horas eram demais, ao longo do dia eles fizeram algumas pausas mas agora eles já chegavam ao limite, felizmente eles alcançaram o posto da fronteira.

– Vamos passar a noite aqui – avisou Sorata – também preciso informar à vila que chegamos na fronteira.

O time 9 chegou ao posto de fronteira que existia entre o país do fogo e o país da chuva, já estava quase anoitecendo e por isso o time passaria a noite ali, o posto antes era uma simples torre de vigilância, mas agora era um prédio de três andares com toda uma infraestrutura, inclusive quartos para times que estão indo e vindo.

– Então... o lugar para onde estamos indo... – Boruto tentava lembrar o que seu pai lhe dissera.

– País das aves, fica entre o país da terra e o país do ferro – ensinava Sarada – é um país pequeno que fica numa região cheia de países igualmente pequenos.

Sarada pegou um mapa do continente e mostrou ao Boruto onde ficava o tal país, ele ficava depois do país da chuva e era pequeno o bastante para se atravessa-lo em umas 6 horas, tirando sua capital todo o povo do país habitava vilarejos espalhados por suas terras.

– Tão pequeno assim? – perguntou Boruto assustado – que porcaria de lugar!

– Não fale assim, é impressionante um país pequeno como esse sobreviver tanto tempo – disse Sorata – normalmente ele seria conquistado por um dos vizinhos, se bem que os seus vizinhos são tão pequenos quanto ele.

– Estamos indo tão longe para entregar livros, e só vão nos pagar... quanto mesmo que vão nos pagar?

– O preço médio de uma missão rank C é 600 ryous, como de costume a vila fica com a metade e o resto é dividido entre a gente – mais uma vez Sarada explicou os detalhes.

– Que droga, o que vou ganhar não da pra pagar a minha mochila nova! – reclamou Boruto deitando na cama.

– Vão dormir, amanhã é outro dia de correria – avisou Sorata – ainda faltam dois dias para chegarmos ao nosso destino.

Sorata deixou os três gennins no quarto e foi para o topo do posto, lá ele encontrou o jounin responsável, além dele outros dois times tomavam conta do lugar, seriam a primeira linha de defesa caso um ataque começasse.

– Como estão as coisas por lá? – perguntou Sorata.

– Na mesma, desde a guerra contra a rasetsu que a fronteira está quieta – respondeu o jounin – mas não podemos vacilar, a líder de Amegakure é do tipo que não perde oportunidades.

– Desde que a Juugetsu surgiu que as 5 nações estão de olho neles – dizia Sorata – não queremos que Amegakure nos pegue desprevenidos como antes.

– Vocês vão passar por lá, tenham cuidado se toparem com ninjas da chuva – alertava o jounin – mês passado um time deveria ter passado por lá na volta de uma missão, eles sumiram e Amegakure alegou não saber de nada.

Sorata aceitou o conselho e decidiu mudar a rota um pouco, eles desviariam para andar pela fronteira e assim fugir se tiverem problemas, mas ele acreditava que tudo isso era preocupação demais, Amegakure não seria tola de se juntar ao inimigo novamente.

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Como Sorata havia previsto a viagem até o país das aves levou mais dois dias, no primeiro dia ele atravessaram o país da chuva cuidadosamente e por isso não tiveram problemas, depois passaram por um pequeno país antes de chegarem ao verdadeiro objetivo.

O país das aves tinha um clima agradável, do leste eles recebiam o frio do país do ferro, ao oeste havia o calor das pradarias do país da terra, graças a isso o clima era bom o ano todo, na metade do dia o time 9 chegou à capital.

– É um lugar bastante agradável, e os animais parecem felizes aqui – comentou Basara inspirando fundo.

– É um ótimo lugar para descansar – disse Sarada sentindo o frescor mesmo ao meio-dia.

– O Hokage-sama disse que podíamos ficar um ou dois dias aqui para recuperar as forças – disse Sorata – então vamos cumprir nossa missão e depois estarão liberados.

O time entrou na capital e seguiu por suas ruas, havia vendas de souvenir pelo caminho, barracas de lanches e pequenos santuários onde amuletos da sorte eram vendidos, mesmo sendo a capital de um país a impressão que se passava era de uma cidade do interior.

– Somos o time enviado de Konoha para fazer uma entrega – disse Sorata mostrando os documentos aos guardas do portão.

Ao ver os documentos os guardas liberaram a passagem deles, assim o time 9 ganhou acesso ao interior do castelo do daimyo do país, o terreno era relativamente grande e tinha alguns laguinhos, a arquitetura era extremamente tradicional e isso deu ao Boruto a impressão de ter voltado ao clã Hyuuga.

– Sejam bem vindos ninjas da folha, aguardávamos a sua chegada – disse um senhor de óculos e um sorriso amigável – o meu nome é Chishima e eu sou um dos ministros do país.

O homem olhou para Boruto e ficou intrigado com ele, Boruto achava aquele olhar muito irritante e desviou o olhar fazendo bico, o ministro Chishima riu discretamente disso enquanto Sorata pedia desculpas.

– Você deve ser o filho do Naruto-kun – disse Chishima – seu cabelo é diferente mas vocês são idênticos.

– O quê? Como eu poderia ser igual àquele velho de merda? – protestou o menino.

– Hei baka Boruto! Você está falando com um ministro! – disse Sarada puxando a orelha dele – é uma posição abaixo do daimyo, tenha um pouco de respeito!!

– hahahah até o nome é parecido, sem falar na total falta de noção – dizia Chishima rindo – venham conhecer a nossa senhora Toki-sama, ela está ansiosa para vê-los.

Sorata ficou surpreso de saber que a daimyo queria vê-los, com o resto do time eles entraram no salão amplo usado para esse tipo de reunião, a daimyo era uma mulher por volta dos 40 anos mas com um ar de nobreza.

– Oh? É igualzinho ao Naruto-kun – disse ela sorrindo ao ver Boruto – vê-lo com essa aparência faz eu me sentir mais jovem!

– Outra vez me comparando a ele... – disse Boruto chateado.

– É um prazer conhece-la Toki-sama – disse Sorata se curvando – trouxemos os livros que pediu.

– Bom trabalho, depois acertaremos todos os detalhes – disse ela – então você é o jounin Sorata, como ninja da uma das 5 nações eu gostaria de sua avaliação sobre a nossa vila ninja.

– Hã? Eu não sabia que o seu país tinha uma vila ninja – disse Sorata surpreso.

– Chamar de vila é um pouco exagerado, ela fica aqui mesmo na capital – explicou Chishima – nós a fundamos 12 anos atrás quando um dos seus jounins tornou-se o marido da Toki-sama.

– Bem, eu sou só um jounin, então não sei se posso ajuda-los – dizia Sorata meio sem jeito – mas eu ouvi dizer que Toki-sama é amiga do nosso Hokage, então acho que ele não se importaria.

O time inteiro iria cumprir o pedido da daimyo, mas Toki pediu para conversar com os gennins, Sorata foi guiado até onde os ninjas do país se reuniam enquanto os três ficaram lá com ela.

– Então o seu nome é Boruto não é? E quanto aos outros dois? – perguntou ela.

– Uchiha Sarada, é uma honra estar aqui – apresentou-se a menina.

– Meu nome é Basara – apresentou-se o mais velho do time.

– Uchiha? Eu já ouvi falar desse nome... – Toki tentava se lembrar.

– Provavelmente ouviu sobre a 4º guerra ninja – disse Sarada meio constrangida – um dos ancestrais do meu clã foi responsável por ela.

– Oh querida, eu sinto muito, eu não tive a intenção – Toki agia como se tivesse sem querer pisado numa ferida.

– Está tudo bem, eu irei limpar o nome Uchiha quando me tornar Hokage – disse Sarada com convicção.

– Hokage é? Certa vez conheci um moleque barulhento que dizia que seria o próximo Hokage – disse ela – eu fiquei muito feliz quando li as noticias sobre ele realizar o seu sonho.

– Quer dizer que é verdade que meu pai esteve aqui a muito tempo? – perguntava Boruto – eu pensei que fosse só uma das historias dele.

– Ele esteve aqui sim, e ajudou a salvar nosso país – disse ela – junto com a Tenten, o Neji e o jounin chamado Kakashi.

– Permita-me contar a historia – disse Chishima sentando-se próximo às crianças.

Ele narrou os eventos conhecidos como “caso noroimusha”, ele contou como foi até Konoha buscar ajuda para acabar com o suposto fantasma que aparecia e aterrorizava os moradores da capital, foi o Naruto quem o ajudou a convencer Tsunade a enviar ajuda.

Já no país das aves muitas coisas aconteceram, o time enviado lutou contra o noroimusha, os conspiradores por trás do plano de tomar o país e o grupo ninja no final, os gennins ouviam a historia surpresos pelos feitos do Hokage quando criança.

– Então a daimyo era o verdadeiro noroimusha? Eu nunca imaginaria – disse Basara surpreso.

– Incrível, o tio Naruto é mesmo incrível – dizia Sarada empolgada.

– Bah, ele só teve sorte – disse Boruto.

– Correto, o Naruto-kun não era igual aos outros ninjas – disse Chishima – ele era bem atrapalhado pra um ninja.

– Podemos ver que você puxou a ele – disse Sarada maldosamente.

– Mas não muda o fato que todos eles salvaram o nosso pequeno país – dizia Toki – além disso ele foi capaz de me dar um futuro, sem as palavras dele talvez eu não estivesse aqui hoje.

Ela olhava para o relógio que voltou a funcionar desde aquele dia, o relógio que tinha parado quando seu irmão morreu voltou a funcionar quando ela decidiu seguir em frente, esse relógio era o símbolo que ela carregava do futuro que Naruto lhe ajudou a recuperar.

– Hoje vocês são meus convidados, por favor passem na noite aqui – pedia Toki – também teremos um belo jantar para comemorar esse encontro.

– Bem se você insiste... – dizia Boruto que estava faminto.

Toki e Chishima riram disso, como ainda era meio da tarde eles receberam um lanche e mais tarde seriam chamados, então eles pediram para se juntarem ao sensei deles.

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– Vila oculta da pena não é? É bem simbólico – disse Sorata.

– Nós seremos as penas que carregarão este país das aves – explicou o líder da vila – estamos na ativa há 10 anos, nosso objetivo é chegar ao nível das 5 nações.

Era uma ambição grandiosa para uma vila que ficava dentro da capital, todo o território dos ninjas ocupava um bairro da capital, além de uma sede eles tinham mais ou menos 20 famílias.

– Fora o líder que sou eu temos 6 jounins, 24 chuunins e 12 gennins – dizia o líder – mesmo o nosso país sendo pequeno não somos o suficiente nem pra cobrir todo o nosso território.

– E mesmo assim vocês querem se igualar às 5 nações, eu diria que é um grande sonho – disse Sorata – mas o nosso Hokage diria que aguarda ansioso pelo desafio.

– O clã Kaze aprendeu e desenvolveu ninjutsus na pratica, mas carecemos de aprofundamento – dizia o senhor líder do clã – por isso encomendamos os livros que seu Hokage não usa mais, pode ser conhecimento antigo mas para nós é um tesouro.

Sorata entendeu então o que era essa encomenda, Konoha tinha um acervo de livros incríveis e sempre o renovava, muitos livros antigos acabavam ocupando depósitos, recentemente o Hokage decidiu dar um destino a eles, Sorata imaginou que Naruto decidiu vende-los para vilas pequenas como essa.

Enquanto conversava com o líder da vila Sorata viu os seus gennins chegando, eles falaram sobre o jantar e o convite para dormir na mansão da daimyo, Sorata agradeceu e falou sobre a vila ninja do clã Kaze.

– Vila oculta da pena? – perguntou Basara – eu achei bem legal.

– Apenas por que você tem cérebro de passarinho – disse Boruto.

– Fujita-sama! Cumprimos nossa missão! – disse alguém que chegava.

Eram três gennins da pena, eles deveriam ter a mesma idade dos gennins do time 9 de Konoha, assim que um deles viu a bandana da folha torceu os lábios como se estivesse vendo algo bem desagradável.

– O que os ninjas das 5 nações estão fazendo aqui? – perguntou um deles.

– Sejam respeitosos, eles foram enviados pelo Hokage para trazer os livros – disse o líder Fujita.

– Cumprimos nossa missão e capturamos o ladrão – dizia a menina do grupo – foi bem fácil.

– Oh? Capturar ladrões é uma missão rank C – dizia Sarada – vocês são bons.

– Nós já derrotamos samurais quando nem éramos gennins – gabou-se Boruto.

– Vocês da folha são bem arrogantes não são? – disse o garoto de cabelos negros – hoje podemos estar pegando livros com vocês, mas em breve nós vamos colocar nossa vila entre as grandes.

– Fala sério! Olha o tamanho desse lugar! – disse Boruto irritado – o lugar onde eu moro é maior do que isso!

– Como é!? – o garoto já ia avançar sobre ele.

Basara se interpôs entre os dois para evitar que lutassem, Sarada balançava a cabeça em desaprovação enquanto Sorata suspirava, o jounin então foi até Boruto e deu um belo cascudo nele.

– Não ouse zombar de companheiros de outra vila – repreendeu ele – se você não é capaz de reconhecer os esforços deles então não é digno de ser um ninja da folha!

– Você também Suhei, não saía por aí causando brigas desnecessárias – repreendeu Fujita – se as 5 nações nos subestimam vamos mostrar o erro deles com resultados.

– Eu sinto muito pelo Boruto, ele nunca saiu de Konoha antes e por isso não conhece o mundo aqui fora – disse Sorata curvando-se.

– Bem, não posso culpa-lo por isso, até hoje você nem sabia que existíamos não é? – disse o senhor – talvez daqui a 10 anos sejamos bem conhecidos!

– 10 anos? Vou fazer em 5 anos! – disse o menino chamado Suhei – quando eu for o próximo líder do clã todos conhecerão a vila da pena!

Sorata fez Boruto se desculpar pela ofensa e depois o time 9 foi chamado para conhecer o lugar, os gennins da pena receberam o dia de folga pela missão cumprida, mais tarde todos se reuniram na mansão da daimyo.

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– Então você é o filho do Hokage? Deve ser incrível ter um pai tão famoso! – dizia o menino chamado Hayate.

– Não tem nada de incrível nisso, ele passa o dia todo trabalhando e nem luta mais – dizia Boruto com cara de tedio – nem sei o que essa aí vê de tão legal em ser Hokage.

– Baka Boruto, você não sabe o que é ter um sonho – respondeu Sarada – eu vou ser a primeira Uchiha a ser Hokage, e vou mudar a historia do meu clã!

Os gennins conversavam à mesa enquanto a comida era servida, além do time 9 de Konoha o time de gennins da pena também foi chamado, Toki os chamara por serem os melhores gennins da vila.

– Amanhã podemos promover uma luta amistosa entre eles – sugeriu Chishima – para comparar os níveis entre nossos gennins.

– Perda de tempo, eles começaram agora não foi? Nós já somos gennins a um ano – disse Suhei.

– Não nos ponha no mesmo nível, eu já sei fazer um jutsu rank A! – dizia Boruto fazendo os selos do kage bunshin.

Uma copia do Boruto apareceu ao lado do original surpreendendo o filho de Toki que estava sentado ao lado da mãe, Boruto mostrou um sorriso vitorioso quando Suhei materializou uma kunai feita de fuuton, com um movimento rápido o gennin da pena destruiu o bunshin de Boruto.

– Isso é um jutsu rank A? Então eu posso superar os ninjas da folha facilmente – dizia Suhei – e nem sequer esse foi o meu melhor.

– Talvez isso te ensine uma lição baka Boruto – zombou Sarada.

Boruto sentou-se de volta bem irritado onde estava, Suhei ria dele e Sorata torcia para que isso não gerasse uma briga, os servos da mansão terminaram de por a mesa e assim todos começaram a comer.

– E sobre a luta de amanhã podemos trata-la como uma missão também não é? – sugeria Toki – se eu não me engano é importante para vocês.

– Sim, quanto mais missões um time realiza mais ele sobre de rank – explicou Sorata – principalmente para eles que ainda são gennins.

– Então está combinado, amanhã teremos ninjas da pena vs ninjas da folha – disse o marido de Toki – e você meu filho veja bem como os ninjas lutam, em breve você será um deles!

Os detalhes eram combinados durante o jantar, ambos os lados falavam de suas conquistas mas o gennins da pena saíam na vantagem, com um ano de serviço eles já cumpriram até mesmo uma missão rank B, enquanto isso os gennins da folha só tinham 12 missões rank D e agora uma rank C

– heheheh vocês da folha são muito acomodados, aqui começamos bem cedo – dizia Suhei – aqui nós... espere, está acontecendo alguma coisa lá fora.

Todos olharam para a porta de correr que estava aberta, um clarão vinha da cidade como se muitas casas estivessem em chamas, rapidamente os ninjas deixaram o interior da mansão e subiram no muro mais alto, como eles suspeitavam a cidade estava mesmo em chamas, um bairro pelo menos.

– Isso não pode ter sido um acidente, as chamas cresceram rápido demais! – disse Sorata.

– A cidade está sendo atacada? – perguntou o marido de Toki.

– Temos que ir ajudar, eu sei usar Suiton – disse Hayate – se reunirmos todo mundo...

– Espere, tem algo mais acontecendo! – disse Sarada.

As chamas cresceram e se uniram num redemoinho que se elevava, depois as chamas ficaram azuis como se fossem sobrenaturais.

Assustados tanto os ninjas no castelo como as pessoas na rua viram uma imagem fantasmagórica se formar, Toki que subiu para um andar acima reconheceu a figura que surgia nas chamas.

– Aquele... aquele é o noroimusha... – disse ela ficando pálida.

Continua.

Notas finais
*ryou é o dinheiro utilizado neste mundo, eu não sei de quanto é a cotação, mas aparentemente 1 ryou equivale a 1 dólar. A primeira missão importante foi cumprida, mas agora os gennins da folha estão no meio de uma situação completamente inesperada, será que o fantasma do noroimusha voltou? Para aqueles que não conhecem a saga filler mencionada aqui está um link útil, aqui vocês podem ler um resumo dessa saga e conhecer os personagens envolvidos. http://pt-br.naruto.wikia.com/wiki/Guerreiro_Amaldi%C3%A7oado