Mirai no Monogatari

41 Capítulo 30 – Batalha Final.


Notas iniciais
Olá pessoal, foi mal pela demora, mas aqui está o capítulo com as lutas sendo encerradas. Deixando pra vocês agora e em breve estarei postando outras fics.

Capítulo 30 – Batalha Final.

– O quê? Que som é esse? – perguntou Kagerou confuso.

Por toda a floresta do país do fogo se ouvia um som agudo de apito, eram os ninjas da chuva sinalizando para todos a última ordem dada por Kamiki.

– Kagerou-sama, esse é o sinal de retirada – explicou um dos seus subordinados – todas as nossas tropas estão se retirando daqui!

– O quê!? Mas eu não dei ordem alguma de retirada! – protestou o líder da chuva.

– Bom, você nunca esteve no comando pra começar – zombou Kakashi – ou melhor dizendo, ela só deixava você comandar por conveniência.

– “Ela deixava”? O que diabos você quer dizer com isso? – perguntou Kagerou furioso.

– Você ainda não entendeu? Seu braço direito na verdade sempre esteve te usando – disse ele – aquela que você pensava controlar é quem puxava os fios pelos bastidores, todos sabiam disso, menos você.

Ele finalmente entendeu o que estava se passando, por todos esses anos Kagerou usava a popularidade da Kamiki para controlar a vila mais facilmente, mas agora ele entendeu que ela o estava usando, e aparentemente já tinha muito poder para ordenar a retirada total.

– Aquela desgraçada! Eu vou arrancar a pele dela! – gritou ele revoltado – mas antes eu vou acabar com você Kakashi!

Kakashi suspirou vendo que ainda perderia tempo, mas quando Kagerou avançou um raio caiu entre eles, no meio do raio havia uma jovem mulher com uma estranha espada, apenas Kakashi a reconhecia.

– Ora vejam só, Hanako-san decidiu aparecer – comentou Kakashi.

– Ah Kakashi-san, desculpe o atraso – disse ela sorrindo – eu estava ocupada numa missão rank S, mas assim que voltei o Kazekage-sama me mandou para cá.

– Hei garota, quem você pensa que é? – perguntou Kagerou irritado com a intromissão.

– Hã? Quem é esse aí Kakashi-san? – perguntou ela com total desinteresse.

– É o líder da vila da chuva – respondeu ele – pelo menos era, já que a liderança vai mudar em breve.

– Pare de besteira! Eu sou o único líder de Amegakure! Kamiki é só uma ferramenta! – gritou ele concentrando o chakra nas mãos.

Hanako reconheceu aquele jutsu como sendo o ranton, na vila da nuvem ela treinou muito contra este tipo de jutsus, sabendo como enfrenta-lo ela carregou seu chakra na sua espada.

Quando Kagerou disparou os múltiplos raios teleguiados Hanako contra-atacou, ela liberou uma onda de impacto sônica que rebateu todos os raios e ainda jogou Kagerou para longe, os subordinados dele correram para ajuda-lo e viram seu líder completamente atordoado.

– Esse é o ranton mais fraco e lento que já vi – disse Hanako suspirando – eu ouvi que Amegakure é a mais forte vila secundaria, mas com um líder desses...

Kagerou praguejou de toda forma que podia, seus subordinados o ajudavam a se levantar quando um dos bunshins do Naruto chegou, vendo a desvantagem em que se encontravam eles decidiram recuar, Kagerou amaldiçoava o dia em que concordou com esse plano.

– Quer que eu vá atrás deles? – perguntou Hanako.

– Não precisa, o que acontece de agora em diante é problema interno de Amegakure – respondeu o bunshin – tenho certeza que Kamiki vai dar um jeito nele assim que se encontrarem.

– Sua ordem de lutar defensivamente era baseada nisso? Que Amegakure iria recuar? – perguntou Kakashi.

– Kamiki nunca ligou para essa guerra, ela só queria uma desculpa para me confrontar – explicou ele – agora que Amegakure se foi os membros restantes da Rasetsu devem recuar ou se render.

E como ele havia previsto isso aconteceu, ao longo de uma hora os reforços vindos dos outros países forçaram a Rasetsu a se render ou fugir, os ninjas dos pequenos países que se aliaram à organização também fugiram, com isso praticamente não sobrara ninguém lutando.

Tendo ordenado uma batalha defensiva Naruto conseguiu evitar mais mortes nesse estagio final da guerra, com Amegakure se retirando ficou mais fácil enfrentar a resistência inimiga, podia-se dizer que a vitória foi para Konoha.

– Meus parabéns Naruto, você venceu sua primeira guerra como líder da folha – elogiou Kakashi.

– Ainda não acabou, ainda falta cortar a cabeça desse monstro – disse Naruto sério – mas o meu eu verdadeiro já está indo cuidar dele, e vai faze-lo pagar por tentar destruir a paz que nós conquistamos.

O bunshin convidou Hanako para acompanha-lo até Konoha, ele também pediu a Kakashi para supervisionar as batalhas restantes na área, de acordo com as previsões todas as batalhas acabariam na próxima hora.

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O som dos punhos se chocando foi ouvido e sentido longe, Chouji já estava lutando com tudo que tinha contra Toku a algum tempo, tanto que seu corpo já perdera gordura e seu chakra se materializava.

Mesmo assim ele não estava dando conta, o seu chakra azul na forma de asas de borboleta não era páreo para o chakra vermelho horrendo de Toku, derivado de um kinjutsu a força dele era descomunal.

– Droga, se estivermos falando só de força ele é mais forte que um bijuu – dizia Chouji no chão – contra esse cara tem que ser combate à distância!

– O que foi? Já ficou cansadinho? – perguntou Toku caminhando em sua direção – depois de amaciar sua carne com porrada eu vou come-lo.

A simples ideia de ser devorado já era grotesca, mas Chouji não deixaria que ele lhe matasse, não quando tudo estava dando certo na sua vida, por isso ele reuniu suas forças e contra-atacou.

Crescendo até ter 10m de altura ele rapidamente girou o corpo e tentou golpear Toku de cima para baixo, mas o outro explodiu seu chakra fervente e cresceu mais que Chouji, com um golpe no queixo ele mandou Chouji de volta para o chão, depois o agarrou pelo pescoço e o ergueu.

– Vamos tirar um pedacinho ok? – dizia Toku mostrando os dentes afiados.

Ele tentou abocanhar Chouji que no desespero desfez o baika no jutsu, o súbito encolhimento dele permitiu que escapasse das mãos de Toku, mas desfazer o jutsu assim só fez desperdiçar seu chakra.

– Droga, não me sobrou muita coisa pra lutar – disse Chouji frustrado.

– hahahahahah eu queria uma grande refeição, mas vou me contentar com um lanchinho – brincou Toku – voltamos pra onde paramos daquela vez, mas agora não vai ter cobra bijuu pra te salvar!

Toku ergueu o pé e tentou esmagar Chouji, mas este saiu rolando com o nikudan sensha e escapou, ele ficou correndo em volta de Toku tentando escapar dos seus pés, mas um chute o mandou longe derrubando-o de vez.

Depois de deixar Chouji no chão Toku caminhou calmamente até ele, mas fez uma cara estranha quando notou alguém do lado dele, uma mulher de pele escura e cabelos vermelhos.

– Querido, o que você está fazendo aí no chão? – perguntou Karui abaixada ao lado dele.

– Só descansando um pouco, eu não como nada a varias horas – dizia Chouji lamentando.

– Eu trouxe o seu lanche – disse ela mostrando uma cesta cheia de comida – e também o que o pessoal do seu clã estava desenvolvendo.

Chouji sorriu e se sentou rapidamente, abrindo a cesta ele começou a devorar tudo rapidamente, Karui o observava comendo e se divertia com a empolgação dele.

– Hei! Você acha que estamos num piquenique!? – gritou Toku.

– Dá um tempo! É a comida caseira da minha esposa!! – gritou Chouji de volta – se você é um Akimichi sabe como isso é importante!

– Essa aí é sua esposa!? – perguntou Toku impressionado – o que aconteceu com o clã enquanto estive fora?

Toku ficou perplexo com a ousadia dele, enquanto comia a comida feita por Karui Chouji engoliu uma pílula verde, ao engoli-la os ferimentos dele começaram a se curar rapidamente liberando vapor pelos cortes, uma vez que ficou curado ele engoliu uma pílula branca.

– O que você pensa que tá fazendo!? – gritou Toku aplicando um bicudo na direção deles.

O braço do Chouji cresceu e segurou o pé de Toku, faíscas corriam pelo seu corpo e o chakra azul fervia novamente, seu olhar era determinado e Karui sorria confiante.

– Eu disse que tava comendo a comida da minha esposa não disse? – perguntou Chouji irritado.

Chouji cresceu e aplicou um soco no estômago do outro, Toku surpreendeu-se com a nova velocidade do seu adversário, pois a pílula branca lhe deu chakra raiton, os raios corriam pelo corpo dele dobrando sua velocidade e reação.

– Não fique se achando demais seu porquinho! – gritou Toku atacando.

Chouji golpeou o braço dele desviando o soco, e depois socou a cara de Toku, em seguida foi a vez de uma joelhada no estômago dele fazendo o inimigo cair de joelhos no chão.

– Então você pretendia me comer não é? – perguntava Chouji estralando os dedos – e quase chutou a minha esposa não foi?

– Como ousa? VOCÊ ESTÁ MORTO CARA! – gritou Toku em plena fúria.

Toku cresceu até ficar com quase o dobro do tamanho de Chouji, era um monstro tão grande que podia ser visto lá de Konoha, seu corpo estava coberto pelo chakra vermelho como se seu sangue estivesse fervendo.

Mesmo com o aumento de poder Chouji sentiu medo, Toku uniu as mãos e tentou golpeá-lo por cima obrigando o outro a se defender, Chouji apoiou um dos joelhos no chão enquanto segurava os braços de Toku que queria lhe esmagar.

– Depois dessa só você não vai bastar – dizia Toku – eu vou acabar devorando Konoha inteira!!

Ele começou a gargalhar enquanto botava mais força nos braços, foi quando ele notou algo estranho, Karui estava de pé no ombro de Chouji e o encarava seriamente, foi quando Chouji sorriu e mudou a posição das mãos para prender os braços de Toku.

– Isso querido, segura ele só mais um pouquinho – pediu Karui com a mão em sua katana.

A antiga jounin da nuvem correu velozmente pelo braço de Chouji indo em direção ao braço de Toku, ele tentou se afastar mas com as mãos presas era impossível, quando Karui alcançou o ombro de Toku ela saltou em direção ao outro ombro com sua katana repleta de chakra.

– Kenjutsu Ougi! Raikiri (técnica secreta da espada lâmina relâmpago) – disse ela fazendo o movimento de saque.

Saltando de um ombro ao outro e sacando a lâmina, Karui deixou apenas um brilho para trás e depois pulou para a mão do Chouji, em seguida o sangue jorrou fartamente do pescoço de Toku que agora tinha um rasgo.

– Sabe, você deveria ter encolhido como o meu querido fez – comentou Karui – assim não seria tão fácil abrir sua garganta.

Toku engasgou com o próprio sangue e encolheu subitamente, Chouji também o fez e viu o outro no chão, ele estava com a mão no pescoço tentando em vão estancar o sangue.

Toku morreu e Chouji sentou no chão exausto, a nova pílula convertia chakra em impulso elétrico, e isso colocava muita pressão sobre ele, toda a energia que ele obteve com a comida da Karui foi gasta nesse instante.

– Já estou com fome de novo... – resmungou Chouji.

– Depois querido, temos que ir ajudar seus amigos – disse Karui.

Karui ajudou Chouji a se levantar, felizmente para ela o seu marido estava bem leve agora.

– Sabe, você fica bem sexy quando está assim – disse ela com um sorriso.

– huhuhuh acho que posso fazer um pequeno sacrifício hoje – disse ele passando a mão na barriga.

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Ino raramente se sentia encurralada como estava agora, dentro de uma nevoa cercada por inimigos e sem nenhum aliado, os homens da Rasetsu numeravam em torno de uma dúzia, e pra piorar sua inimiga Inori estava por perto, aquela Yamanaka desertora era terrível e dominava muitos jutsus que Ino não conhecia.

– Para trás, ou vocês vão se arrepender! – dizia Ino sacando duas kunais.

Os ninjas da Rasetsu riram dela e todos sacaram suas armas, alguns se preparavam para usar jutsus, mas todos tinham a clara intenção de mata-la, foi quando a explosão da batalha ao lado afastou a nevoa dando finalmente a Ino uma boa visão.

– Parece que o Shurano está acabando com o seu amigo – comentou Inori sentada no galho de uma árvore – e quanto a mim não vou precisar mover um dedo para mata-la.

– Talvez sim, mas não vai ser tão fácil quanto você pensa – disse Ino pegando algo em sua bolsa de armas.

Com um rápido movimento Ino explodiu uma bomba de luz, a surpresa e a potência da bomba faziam os olhos dos seus oponentes arderem e com isso perderem o foco, Inori que também foi cegada pela explosão apenas viu um vulto vindo em sua direção, rapidamente ela girou o corpo pra trás deixando-se cair da árvore.

– Droga! – praguejou Ino apoiando-se no galho.

– hahahaha essa foi quase! Mas que pena pra você – zombou Inori caída no chão – acabem com ela!

Mesmo com a visão embaçada todos eles atiraram kunais na direção de Ino e acertaram, mas quando ela se desfez em fumaça Inori entendeu que era um kage bunshin, uma técnica que ninguém no clã Yamanaka pensava em usar devido ao consumo de chakra.

– Mas onde está a verdadei... – ela ativou a habilidade sensorial e a localizou.

Ela reconheceu o chakra da Ino no corpo de um dos seus subordinados, justo um deles que tinha um alto poder de fogo, quando ela gritou todos olharam pra ele e o viram preparando um grande jutsu.

– Maldita! Ela acabou me imitando! – disse Inori furiosa.

O ninja sob controle da Ino utilizou um enorme katon explosivo, o jutsu conseguiu derrubar 5 inimigos de uma vez só, os outros acabaram sendo dispersados e perdendo a formação, já Inori se escondeu atrás da árvore.

– heheheh normalmente quem possui enorme quantidade de chakra investe em ninjutsus violentos – dizia Ino dentro do corpo dele – eu escolhi bem quem usar dessa vez.

– Acabem com essa desgraçada! – gritou Inori atrás da árvore.

Os ninjas restantes dispararam jutsus e armas ninjas contra Ino, mas ela simplesmente deixou o corpo antes de ser atingida, seu corpo verdadeiro estava atrás de uma pedra a salvo dos ataques, mas agora sem o elemento surpresa ela não podia mais usar o shintenshin.

– Peguei metade deles sozinha, nada mal – sorriu Ino – mas agora é que complica.

Os inimigos restantes se espalharam ao redor dela, Ino olhava procurando abrigos que pudesse usar mas já estava cercada, considerando sua situação ela esperava poder pelo menos levar mais um inimigo com ela.

– Acabou para você sua desgraçada – dizia Inori satisfeita – vai me pagar em dobro o dano que causou.

Os homens de Inori se prepararam para atacar quando uma sombra circulou sobre eles, ao olhar para o alto eles viram uma espécie de dragão serpente voando ao redor, Ino suspirou aliviada.

– Ufa, bem na hora – disse ela sorrindo.

O dragão serpente deu um rasante levando um inimigo em sua boca, depois ele voltou e continuou atacando furiosamente, Ino saltou para o alto de uma pedra e sai apareceu do lado dela.

– Desculpe por demorar tanto, seguir o plano do Shikamaru deu trabalho – disse ele.

– Eu fiquei numa pior mantendo a atenção dela em mim – disse Ino – mas graças a isso ela não percebeu o reforço chegando.

– Então... tudo isso era um plano? – perguntou Inori chocada – vocês na verdade eram...

– Uma isca? Ah sim – respondeu Ino satisfeita – a primeira força de ataque era uma distração para a segunda, uma força que só deixou a vila depois que nossa batalha começou.

Inori percebeu a terrível situação em que estava, ela tentou usar seu jutsu em Sai, mas o dragão se pôs na frente, como o shindaishi no jutsu não pode manipular uma criatura de tinta ela estava indefesa contra ele.

– Deixe-me apenas perguntar isso, mas você é a vadia que estava querendo matar minha esposa? – perguntou Sai com seu típico sorriso.

– É essa mesma meu amor – disse Ino abraçando a cintura dele.

– E não precisamos necessariamente leva-la viva de volta conosco não é? – perguntou ele.

Diante disso Inori tentou fugir, mas ela foi pega pelo dragão e mastigada por ele, somente seu cadáver caiu em seguida coberta de tinta preta.

– Vamos nos juntar ao Shikamaru? – perguntou Sai.

– Não agora, aquele cara está atento ao redor dele – explicou Ino – se ele perceber que seus aliados já eram vai tentar fugir ou coisa pior.

Por enquanto Ino e Sai iriam cobrir a área onde estavam, eliminar inimigos restantes e se preparar para ajudar Shikamaru, por enquanto o sincronismo era a coisa mais importante.

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A última explosão dissipou a nevoa cobrindo a área, do telhado da mansão Shurano observava o resultado da sua armadilha, o chão que antes estava forrado de tarjas explosivas agora estava cheio de buracos causados pela explosão.

– hun... nenhum corpo – analisava ele ao olhar tudo – então isso significa que...

Ele olhou na direção de onde seus oponentes estavam, no meio das estacas de pedra uma cúpula de rocha, e dentro dela Shikamaru e o outro chuunin da folha escondidos.

– Arf! Fazer kage bunshin é muito cansativo – reclamou Shikamaru – só mesmo o Naruto para usar centenas deles de uma vez.

– Mas não tem problema ficar aqui dentro? – perguntou seu companheiro – a sombra daquele homem...

– O kage mane não penetra lugares fechados – explicou Shikamaru – estamos seguros por enquanto, mas só por um tempo.

Como ele havia previsto Shurano ordenou ataques externos, os subordinados dele começaram a jogar kunais explosivas, e logo o abrigo não aguentaria, o chuunin ao lado de Shikamaru usou outro jutsu doton e criou paredes em volta da cúpula.

– Isso só vai nos ganhar tempo, para vencer o Shurano eu preciso fazê-lo gastar tudo que tem – disse Shikamaru – mas pra isso é necessário um grande poder de fogo ou uma enorme resistência.

Por todo o caminho Shikamaru vinha pensando nisso, Shurano tinha a vantagem de ser mais experiente, de estar em seu território e de estar preparado, contra tudo isso apenas uma estratégia fenomenal poderia supera-lo, mas na atual situação só existia uma coisa que ele podia fazer.

Ao seu sinal Mazaki abriu a cúpula e os dois saltaram pra fora dela, agora ambos estavam em campo aberto diante de Shurano e seus subordinados, isso fez os ataques cessarem como se eles esperassem que algo fosse acontecer.

– Por essa eu não esperava, você pulou da frigideira pro fogo – comentou o outro – eu pensei que você fosse mais esperto.

– Você tem a experiência de ter vivido na era de guerras, e conhece todos os métodos do clã Nara ou de Konoha inteira – dizia Shikamaru – eu pensei bem e percebi que não tem como supera-lo em estratégias.

– Oh? Então você decidiu desistir e se entregar? Isso é bem chato de se imaginar – respondeu Shurano – mas se vai fazer isso pode pegar uma kunai e cortar sua garganta, assim me poupa o trabalho.

– Não foi nisso que eu pensei, eu vejo uma luta como uma partida de shogi entende? – dizia Shikamaru – mas no momento eu estou sem minhas melhores peças e seu tabuleiro já está armado.

– E o que você vai fazer a respeito disso? – perguntou Shurano curioso.

– Eu decidi que vou fazer igual ao Naruto – respondeu Shikamaru com um certo sorriso – vou simplesmente destruir o tabuleiro e jogar as peças pro alto!

Shurano ficou tentando entender o que isso significava, foi quando Shikamaru tirou um pergaminho do colete, ao abrir o pergaminho ele liberou uma enorme bola de fogo na direção do Shurano.

– Mas que porra! – gritou o outro saltando do telhado.

A bola de fogo explodiu o telhado da mansão e dispersou os capangas do outro, a noção de Shikamaru de destruir o tabuleiro é fazer coisas absurdas para quebrar qualquer estratégia.

– Se não posso vencê-lo pela força ou pela estratégia vou vencer com idiotice mesmo – disse Shikamaru quase rindo – isso funcionou muito bem pro nosso Hokage até agora.

– Você tá brincando!? Que tipo de conselheiro oficial é você!? – perguntou Shurano irado – o seu dever é usar as peças para vencer o jogo, não virar a mesa e ser o próprio peão!

– Você é um gênio com 20 anos de serviço na guerra, com experiência em batalha até – dizia Shikamaru – mas você via a guerra como um jogo e sacrificava os outros pela vitória, você jamais se pôs em perigo por conta própria.

– Está me chamando de covarde? Saiba que eu já travei minhas lutas pessoalmente – disse Shurano irado.

– Apenas quando tinha certeza da vitória, eu por outro lado já perdi as contas de quantas vezes me vi encurralado – respondeu Shikamaru.

– Bem, se você se orgulha disso eu não posso fazer nada – disse Shurano se levantando – ao vir aqui você fracassou como estrategista, pelo menos se não conseguir levar a vitória.

Shikamaru viu os homens se Shurano se organizando e cercando a área, era só Shikamaru e seu companheiro contra mais de uma dúzia deles, já o estrategista da Rasetsu sorria orgulhoso.

– Então eu acho que não tem problema nenhum – disse Shikamaru olhando pra cima e dando uns passos pra trás.

Shurano sentiu um calafrio e olhou pra cima também, a primeira coisa que ele viu foi um pássaro branco voando em círculos, depois ele viu alguém saltando da ave.

Em pleno ar Temari abriu seu leque e o agitou liberando seu chakra, o que se seguiu depois foi um tornado descendo em linha reta direto nos inimigos, o impacto foi tão forte que abriu uma cratera onde ele caiu e todos saíram voando, exceto Shikamaru e Mazaki que se abrigaram atrás de uma pequena parede.

– Meu deus! Aconteceu uma catástrofe aqui? – perguntou Mazaki ao ver o terreno todo destruído.

– Pior, aconteceu a Temari aqui – disse Shikamaru – e tudo por que ela está naqueles dias.

– Como você sobrevive a isso todo os meses? – perguntou o outro assustado.

– O que vocês estão falando aí? – perguntou Temari que vinha planando em seu leque.

– Só comentando como você chegou na hora certa – disse Shikamaru forçando um sorriso – bom trabalho meu amor!

Com o elogio Temari sorriu e fechou seu leque, já Shikamaru suspirou aliviado, além de ter sido salvo a Temari descarregou sua TPM nos inimigos e não nele.

– Mas você é precipitado mesmo não é? Quantas vezes eu terei que salvar sua bunda do perigo? – perguntou ela – você poderia ter esperado e reunido uma força bem maior para lutar.

– Eu precisava fazer isso, se eu viesse pessoalmente o Shurano iria pensar que isso é um acerto de contas – explicou ele – assim ele ia focar toda sua atenção em nós e esquecer a vila.

– cof cof cof... então você se usou como isca? – perguntou Shurano saindo de uma pilha de terra – o “rei” não deve ser o primeiro a atacar, esse é o movimento mais idiota de todos, se você morresse aqui Konoha perderia seu maior estrategista.

– Ainda está vivo? Idiota persistente, da última vez você me pegou porque eu pensei em agir só como estrategista – disse Shikamaru – mas eu não sou só isso, eu também sou um shinobi que luta no campo de batalha.

– Caso você não saiba esse idiota aqui é especialista em fazer jogadas imprevisíveis – disse Temari – ele brilha mais quando está nessas situações criticas enquanto você só sabe planejar e jogar.

– Isso porque quando bolo meus planos eu sempre imagino que vão dar errado e por isso tento concerta-los – dizia Shikamaru – mas eu acho que você é do tipo que nunca se imagina perdendo, e sacrifica os outros para melhorar seus planos.

– Me sinto patético por perder para alguém que dá mais valor a vida de peões do que para a vitória – disse Shurano suspirando.

Temari deu uma bela pancada na cabeça de Shurano com o leque, uma vez que ele ficou inconsciente foi amarrado e amordaçado, nesse momento os seus outros companheiros se reuniam a ele.

– Oh, vejo que estão bem – disse ele aliviado.

– Defina isso direito, eu estou só o bagaço – disse Chouji apoiado nos ombros de Karui.

– Não foi pior que “aquela” missão não foi? – dizia Temari – parem de reclamar que a equipe médica já está vindo.

O grupo se dividiu para cumprir funções, Shikamaru tentou obter informações, Ino informou Konoha sobre a situação e os outros capturavam os inimigos.

– Hey pessoal! Kurenai-san acabou de me dizer, os ninjas de Amegakure se retiraram da batalha! – gritou Ino empolgada – e o Naruto já está indo enfrentar o líder da Rasetsu!

A noticia era animadora, sem os ninjas de Amegakure a Rasetsu perdia metade do seu poder, e com a coalizão deles se desfazendo era certo que outros aliados fugiriam, com o Naruto na batalha não só o poder de luta aumentava como a moral também.

– Agora só falta isso, vamos torcer para que o inimigo não tenha mais nenhuma surpresa – dizia Shikamaru – por que qualquer um que compra briga com Konoha ou é muito idiota ou muito esperto.

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– O que foi Sasuke? Você parece distraído? – perguntou Okojo enquanto desferia um ataque – desse jeito você vai se queimar.

Okojo atacava com sua naginata coberta de fogo, além disso esferas flamejantes voavam em volta do Sasuke o tempo todo, ele precisava desviar dos ataques do outro pela frente enquanto mantinha a atenção ao redor.

– Acho que para um aquecimento isso já foi suficiente – disse Okojo – está na hora de uma luta de verdade.

Uma figura humanoide surgiu ao redor de Okojo crescendo e tomando forma, logo ele estava no centro do corpo de um enorme samurai, um samurai de 10m vestindo um kimono flamejante e portando duas espadas.

– Este é o meu kagutsuchi, quero ver o seu susanoo – dizia ele desferindo um ataque.

Quando ele atacou com as duas espadas Sasuke manifestou o susanoo, o gigante demoníaco surgiu com seu escudo bloqueando o ataque, mas logo o escudo começou a queimar e ele precisou se afastar.

– Ele queima tudo o que toca – disse Sasuke vendo o chão sob seus pés queimando – isso vai ser um pouco complicado.

Enquanto Sasuke lutava contra Okojo outras coisas aconteciam, dentro do templo usando uma cobra invocada ele tentava libertar sua esposa Sakura.

– Isso é muito nojento – disse Sakura vendo a cobra vomitar um pergaminho.

– Eu sei, mas não posso fazer muita coisa – respondeu Sasuke através da cobra – seu uniforme e seu equipamento estão nele.

– Então vamos acabar logo com isso – disse ela – não vejo a hora de me soltar, eu... preciso ir ao banheiro.

– Se eu pudesse escolheria não fazer isso, queria acabar com esse cara primeiro e te libertar facilmente em seguida – dizia Sasuke – isso vai doer mais do que você pensa.

– Eu já aguentei muita coisa na vida, e não vai ser isso que vai me fazer recuar – respondeu ela séria – é claro que você pode vencer o Okojo, mas eu não suporto a ideia de ser uma refém impotente!

Sasuke entendia bem a determinação dela, a solução que encontraram para liberta-la era usar o amaterasu nas correntes, com isso tanto as correntes como os selos seriam desintegrados sem explodir.

Mas isso significava expor Sakura às chamas negras, e pela velocidade que queimariam ela sofreria enormes danos e uma dor avassaladora.

– Muito bem, feche os olhos e não respire, se você inalar as chamas será um problema – avisou Sasuke – no momento em que as correntes desintegrarem eu apagarei as chamas.

– Pode ir, eu estou preparada – disse Sakura seguindo as instruções dele.

Assim que Sakura fechou os olhos a cobra soltou o amaterasu moldando-o nas correntes, as chamas negras começaram a consumir as correntes rapidamente, mas como já esperavam elas se espalharam pelo corpo da Sakura.

Ser queimada viva era uma realmente uma dor insuportável, ela lutava contra a vontade de gritar e se debater enquanto Sasuke se mantinha atento através da cobra, no momento que as correntes se desfizeram em cinzas Sakura se libertou e a cobra então focou seu rinengan nela, as chamas negras então abrandaram e sumira.

– Sakura! Responda por favor! – disse Sasuke através da cobra – oh droga, ela ficou inconsciente?

A preocupação do Sasuke afetou seu desempenho na luta contra Okojo, deixando-o numa situação complicada, ainda assim ele usava a serpente para examinar Sakura, o corpo dela estava coberto de queimaduras horríveis e ela não se mexia, ainda assim com o rinengan ele via que ela estava viva.

– Me dê um tempo, não consigo me mexer ainda – respondeu ela ainda no chão.

O corpo dela começou a liberar o vapor característico de quando se regenera, as queimaduras profundas diminuíam enquanto carne nova crescia em seu lugar, o cabelo dela que quase não existia voltou a crescer e um minuto depois ela estava sentada no chão, as marcas do byakugou estavam por todo o corpo mostrando que o kinjutsu dela estava fazendo seu trabalho.

– Foi pior do que imaginei – disse ela ofegante – nunca mais quero passar por isso de novo.

– Por todos os deuses, não me assuste assim – disse Sasuke.

Sakura arrancou os farrapos da sua roupa e pegou o pergaminho, enquanto ela conjurava seu uniforme e equipamento notou a cobra lhe observando.

– O que foi? Eu sou seu marido lembra? – perguntou Sasuke vendo a cara dela.

– Mas você tá lá fora e aqui só tem uma cobra que me lembra... apenas vire pra lá ok? – pediu ela enquanto se vestia.

Sakura colocava seu uniforme shinobi de Konoha, já fazia um bom tempo que ela não se vestia assim, exceto em cerimonias a última vez foi justamente na guerra contra Madara.

– Já chega de Uchiha saindo da tumba pra atormentar a gente – disse ela enquanto colocava suas luvas – essa vai ser a última vez!

Ao mesmo tempo em que ela terminava de se vestir seu corpo terminava de se curar, o selo espalhado pelo corpo regredia até a testa e Sakura ajeitava sua bolsa de equipamentos, ela estava pronta para lutar.

– Muito bem Uchiha Okojo, aqui vou eu! – disse ela arrebentando a porta do templo.

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– Bom trabalho Hinata – disse Naruto.

Naruto tinha pousado bem em frente a sua esposa, ao vê-lo bem Hinata sorriu aliviada.

Já Naruto olhava para ela com certa preocupação, manchas de sangue mal lavadas, expressão de cansaço e sinais de uma batalha feroz, mesmo assim ele também estava feliz.

– Você já está indo? – perguntou ela com uma voz cansada.

– Sim, estou indo acabar com isso – respondeu ele – volte pra Konoha e para nossos filhos, descanse.

– Farei isso, mas você também tome cuidado – pediu ela se levantando.

Hinata aproximou-se dele e pousou a cabeça em seu peito, logo Naruto tocando o queixo dela a puxou para um beijo, ao mesmo tempo em que transmitia seus sentimentos ele também dava a ela uma boa carga de chakra, revitalizada Hinata corou um pouco com isso, e corou mais ainda quando os outros ninjas no chão assobiavam e batiam palmas.

– Hei Hokage-sama, guarde o melhor pra depois da guerra! – gritou Kiba deitado numa árvore.

– hahaha muito engraçado seu vira-lata – disse Naruto – pegue todo mundo e volte pra vila.

– Sim sim, já estamos indo, então acabe logo com isso – dizia Kiba despreocupado.

Todos eles recolheram suas coisas para irem embora, um dos ninjas foi ao porão buscar a prisioneira que continuava abatida, depois que todos se prepararam se reuniram em frente a mansão.

– Obrigado a todos vocês que lutaram até aqui – disse Naruto – principalmente aos que perderam suas vidas, graças a vocês Konoha continua a salva.

Todos ali sentiram o peso daquelas palavras, pois poucos foram os que já lutaram por Konoha antes, receber agradecimentos do próprio Hokage era a recompensa de que precisavam.

Quando Naruto se foi os ninjas sob comando de Hinata também se foram, enquanto corriam de volta para a vila Hinata fazia uma prece silenciosa, mesmo indo em direções contrarias suas mentes estavam focadas no mesmo objetivo.

Já no campo de batalha as duas feras lutavam, de um lado o dragão invocado por Genkyo, do outro lado a serpente de chakra chamada kinja, ambos os colossos se digladiavam destruindo tudo ao seu redor.

– Eu já mandei sair de cima de mim! – gritou o dragão finalmente se libertando.

Kinja que tentava sufocar o dragão foi estraçalhado, seu corpo de chakra dourado se desfez e em seu lugar só o seu jinchuuriki, Kenta caiu no chão ofegante e sem forças para continuar lutando.

– Droga! Apenas... mais um pouco! – dizia ele tentando reunir seu chakra.

– Você lutou bem garoto, mesmo sendo uma imitação – elogiou o dragão – mas eu ainda tenho uma tarefa a cumprir.

O dragão apontou sua boca para Kenta e disparou um raio, atingindo em cheio o jovem uma grande explosão apagou tudo na área, vendo aquilo Yamato e sua esposa perderam o foco da luta contra Genkyo.

– Droga, agora que o garoto caiu eu...

– Onde você pensa que vai? Não deixarei que use seu mokuton contra o Ryuugatamaru – disse Genkyo sobre uma pedra.

– Eu vou segura-lo o máximo possível – dizia sua esposa Hijiri – então você cuida do dragão.

– Infelizmente para vocês dois eu não vou mais ser contido – disse Ryuugata atrás deles – primeiro acabo com vocês e depois com a vila.

Yamato ia fazer um selo com as mãos quando algo caiu próximo a eles, todos olharam na direção da fumaça que se erguia e do brilho que saía, logo todos viram que era Naruto que chegava ao campo de batalha.

– Finalmente você apareceu – disse Genkyo.

– Hijiri-san, o Kenta ainda está vivo, mas muito mal – dizia o Naruto – se você se apressar pode salvar a vida dele.

– Agora mesmo Hokage-sama – disse ela correndo na direção onde ele estava.

Yamato e Hijiri correram para onde Kenta estava e o encontraram num estado deplorável, já Naruto conseguiu chamar a atenção dos dois adversários, essa era a batalha final que estava para começar.

Continua.

Notas finais
A luta final começou, o próximo capítulo é o último desta guerra, ou pelo menos antes da conclusão, espero que tenham gostado até agora e que me desculpem pela enrolação!