Mirai no Monogatari

94 Capitulo 81 – O Segredo Do Templo Engakujin.


Notas iniciais
Finalmente a continuação (e conclusão) desta etapa do exame chuunin, é hora de descobrir o que realmente está acontecendo e saber o tão aguardado resultado!

Capitulo 81 – O Segredo Do Templo Engakujin.

— Sério? Um jogo de tiro ao alvo? – perguntou o jovem com a badana da areia – não parece tão difícil assim.

— Isso porque você não viu como era chato – respondeu Shikadai – uma sala enorme com vários alvos espalhados por todo lugar, quando começavam a piscar tínhamos que acerta-los com kunais, e pra cada um que acertávamos outros dois acendiam.

Foi um teste realmente irritante que custou duas horas ao time 7, quando um alvo acendia eles tinham 5 segundos para atingi-lo ou ele apagava, se errassem ele também apagava, quando acertavam um alvo outros dois aleatórios acendiam em seguida, o objetivo era fazer todos os alvos acenderem e acerta-los, errando uma vez recomeçava tudo mais uma vez.

Já o time da areia teve que perseguir um rato gigante em um labirinto de tuneis, sabendo o quão difícil seria agarra-lo antes que ele chegasse à saída o time optou por se separar e encurrala-lo, com muito custo conseguiram isola-lo numa sala e pega-lo.

Depois que terminaram suas missões os dois times se encontraram, como não havia motivos para lutar eles procuraram uma sala vazia e se reuniram para dialogo, agora eles chegaram a uma trégua.

— Em nome da boa relação entre Suna e Konoha eu proponho um trato – dizia o líder do time da areia – vamos cuidar das costas um do outro.

— O que está dizendo? Nós já completamos o objetivo – avisou Inojin.

— Ah você não soube? Alguns times acham que podem completar os pontos necessários roubando pergaminhos de times que já completaram – explicou um garoto com um falcão em seu ombro – além disso mesmo completando os pontos ainda não podemos sair, talvez tenhamos que achar a saída.

— Eu não tenho muita certeza disso, eu acredito que a saída se mostrará com o tempo – comentou Shikadai.

— O que te faz pensar isso? – perguntou a garota da areia com alguns pergaminhos.

— Quando entramos a porta atrás de nós desapareceu não foi? Além disso não há janelas ou outras portas neste lugar – explicava o Nara – isso significa que esta dimensão é fechada, e não importa o quanto habilidoso seja, nenhum gennin conseguiria sair daqui.

— Então você acha que com o tempo vamos sair de qualquer jeito não é? É uma boa teoria – o líder do outro time analisava – mesmo assim seria uma boa permanecermos juntos, pra evitar o problema dos roubos.

— E o que vamos fazer sobre o time 9? – perguntou Chochou comendo suas batatinhas.

— Time 9? Quem são esses? – perguntou o líder do time da areia.

— É o time do Boruto, viemos juntos pra cá, mas nos separamos quando entramos – respondeu Shikadai – com certeza vamos topar com eles em breve, desde que já estamos aqui há mais de 10 horas.

— Ah! O filho do Hokage! Eu gostaria de enfrenta-lo – dizia o outro garoto – espero que ele passe, quero muito enfrenta-lo nas finais!

— Esqueça essa besteira, por acaso vocês gostariam de experimentar o café que eu trouxe? – perguntou a menina do time empolgada – eu tenho aqui uma grande variedade, qual vocês preferem? Suave ou amargo?

— Koura, quando você vai entender que só você é viciada nessa coisa? – reclamou o líder do time – café é uma bebida nova e nem todo mundo...

— Grãos torrados com katon são os melhores, mas você já experimentou os que foram torrados com raiton? – perguntava Chochou mostrando o estoque dela – como eles não queimam totalmente conservam um sabor diferenciado.

— Oh!! Eu nunca experimentei desse tipo! – dizia a garota Koura empolgada – eu ainda não tive a chance de experimentar as variedades de outras vilas!

Os dois times viam as garotas se dando bem e preparando café, para acompanhamento elas prepararam umas bolachas e serviram xicaras para todos, no final eles deram de ombro e foram beber o café como um lanche da tarde.

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Basara sentiu mais uma costela quebrar, a medida que seu adversário o abraçava por trás e tentava esmaga-lo enquanto Basara usava toda a sua força para resistir, infelizmente ele jamais seria páreo para alguém que possuía o mesmo poder que ele.

Seu adversário urrou furioso e arremessou Basara contra uma parede, o jovem sentiu uma imensa dor nas costas com o impacto e caiu no chão tossindo sangue, três costelas já foram quebradas e ele estava com dificuldades pra respirar.

— Assim eu vou acabar morrendo, seu eu ao menos pudesse me transformar completamente... – ele lamentava sua falta de força.

O outro Basara aproximou-se dele e lhe desferiu um chute na cara, Basara caiu rolando pelo chão com o rosto inchado pelo chute, sem querer desistir de lutar ele reuniu todas as suas forças e se pôs de pé, avançando para o ataque ele desferiu uma grande sequência de socos no outro, que parecia não se importar em apanhar desse jeito.

— Qual é o seu problema!? Você gosta de apanhar por acaso!? – perguntou Basara irritado com a reação do outro – ao menos diga alguma coisa!

O outro não disse nada, em vez disso apenas gritou em fúria e revidou cada golpe que levou, Basara ao ser atingido foi novamente arremessado pra longe caindo no chão, ele já não tinha mais forças para se levantar e lutar, seu corpo não se recuperava e ele ainda sentia a queimação dentro dele ficando mais forte.

O outro Basara veio caminhando até ele, prevendo o que aconteceria Basara se colocou em posição fetal protegendo a cabeça, logo vieram as pisadas como se um monstro tentasse esmagar uma barata, Basara sentia seus ossos rachando pouco a pouco a cada golpe, então as memorias dele começaram a passar em sua cabeça.

Ele lembrou de quando entrou para a academia shinobi, naquela ocasião Sarada era sua única amiga, a única com quem ele conseguia conversar, depois que entrou para o time 9 ele conseguiu fazer amizade com o Boruto o com seu sensei Sorata, mais tarde com os membros do time 7 e outros que foi conhecendo.

Agora esse monstro estava pra tirar tudo isso dele, ao pensar nisso uma fúria incontrolável tomou posse dele, como uma explosão de chakra Basara jogou o outro pra longe enquanto se transformava, sua forma completa onde apenas o desejo de matar preenchia sua mente.

— Acha que eu vou deixar você me tirar tudo? Nunca!! – gritou Basara em fúria – eu vou destroçar você, te fazer em pedaços!!

Ele atacou cegamente e logo os dois começaram a trocar golpes violentos, um levava um soco na cara quase deformando o rosto, o outro recebeu uma joelhada na barriga que podia destruir seus órgãos, eram como duas bestas sem alma tentando matar um ao outro.

Basara agarrou o braço do seu adversário e o mordeu com força, o outro gritou de dor quando seu músculo foi dilacerado pelos dentes crescido do Basara, para revidar ele fez suas garras crescerem e as cravou diretamente na barriga do Basara, os dois se separaram sangrando muito e cada vez mais irados.

Tudo o que Basara via era a cor vermelha, o vermelho do sangue, o vermelho da pele transformada, o vermelho da ira, suas feridas faziam a respiração ser dolorosa, a dor fazia o ódio aumentar ainda mais, o instinto de matar se intensificava, para novamente os dois trocarem golpes violentos.

Olhando para quem estava diante dele Basara sentia um aperto no coração, era como estar diante de um espelho, e por isso ele se perguntava o que seus adversários e amigos viam quando olhavam para ele dessa forma.

— “Eu não sou um monstro, eu não posso ser um monstro” – dizia ele pra si mesmo – “papai me ensinou a controlar, eu não posso deixar essa besta interior me derrotar!”

Apertando o próprio corpo Basara começou a respirar fundo e se controlar, aos poucos ele retornava a forma humana deixando apenas as marcas da maldição espalhadas, com a última transformação ele conseguira se curar, mas ainda estava fraco demais para lutar.

— Ok, eu voltei ao normal – dizia Basara ofegante – mas como eu vou vencer esse cara?

Ele ainda continuava encurralado, e o seu adversário não dizia uma única palavra, como se palavras ou intelecto não fizesse parte da sua existência, Basara sentiu uma pontada de dor ao imaginar que estava diante de uma besta e não um ser humano.

Após urrar furioso o outro Basara avançou para um ataque, se ainda estivesse transformado Basara revidaria com força igual, mas agora ele podia pensar com clareza e decidir o que fazer, sua ação foi simplesmente saltar e evitar ser pego.

— Mas eu não posso fazer isso pra sempre, vai ficar cada vez mais difícil – dizia ele pra si mesmo – como eu posso vencer alguém mais forte do que eu? O que o Boruto e a Sarada fariam?

A primeira coisa com certeza seria discutir um com o outro, aí Basara teria ou que separa-los ou ganhar tempo enquanto se decidiam, ao pensar nisso ele acabou se divertindo com a ideia, quantas vezes ele já não se ferrou por protege-los enquanto pediam tempo brigando? Mesmo assim ele não ficava zangado ou triste, simplesmente acreditava que era seu papel ganhar tempo enquanto os dois agiam.

A Sarada certamente usaria sua habilidade superior e inteligência para atacar o ponto fraco do oponente, Boruto com certeza faria algo impensável para derrota-lo, então se Basara queria se igualar a eles precisava fazer um pouco de tudo.

— Vejamos, eu precisaria derrota-lo com um único golpe, mas como fazer isso? – pensou ele após desviar de mais um ataque – pra matar alguém que se cura rápido e é duro na queda, só acertando um órgão vital como o coração por exemplo.

Foi quando uma ideia estalou em sua mente, se ele próprio não tinha força para feri-lo havia outra forma, Basara correu de onde estava fazendo seu inimigo o perseguir, após se posicionar corretamente ele sacou uma kunai e ficou esperando que o outro Basara o alcançasse, Basara abriu um pouco as pernas para conseguir apoio e segurou a kunai com as duas mãos.

— Vamos lá! Você não queria me matar? Não vai ter chance melhor que essa! – provocou ele.

O outro Basara avançou com tudo pra cima dele, sem temer a morte Basara esperou ele chegar o mais perto possível, foi quando ele viu através dos seus sentidos aguçados, a abertura que ele tanto queria.

Na posição em que estava Basara avançou também e desferiu um golpe direto no outro, a kunai que estava em linha reta penetrou o peito do outro Basara enquanto o verdadeiro Basara levava um soco na cara, após se arremessado pra trás quase inconsciente ele viu o outro Basara cuspir sangue sem parar.

— hehehehe mirar num ponto vital era algo que Sarada faria – dizia Basara no chão – e usar sua força contra você mesmo é o que Boruto faria.

O outro Basara estava em estado de choque, olhando pro peito ele via que a kunai entrou tanto que só o pequeno anel do cabo ficou de fora, ele tentou puxar mas ao fazer isso o sangue jorrou, já sem forças ele começou a regredir para a forma humana enquanto caía de joelhos.

— Você como um monstro só tem poder para destruir – dizia Basara observando-o – eu quero o poder para proteger o que me é importante, eu jamais me deixarei consumir por você de novo!

— Não pense que pode fugir de sua besta interior pra sempre – disse o outro falando pela primeira vez – um dia eu vou te devorar.

O outro Basara tossiu sangue mais uma vez e caiu morto no chão, já o Basara estava fraco demais pra fazer qualquer coisa, sem nenhuma opção ele despencou no chão e apagou, mesmo assim ele se sentia leve por dentro, como se um peso enorme tivesse sido tirado do seu peito.

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Faíscas voaram quando o raiton foi usado, Sarada atingida foi arremessada contra uma porta derrubando-a, ainda com os músculos tensos pelo choque ela tomou impulso e saltou para o que parecia ser a cozinha daquela casa, rapidamente ela se escondeu atrás da bancada que separava a cozinha da sala.

Sarada sabia que uma simples bancada de madeira não poderia protege-la de coisa alguma, mesmo assim se ela ficasse fora da vista do sharingan poderia ter uma chance, se este pesadelo a estava forçando numa luta real então vencer a imagem do seu pai resolveria tudo, pelo menos era nisso que ela queria acreditar.

— Você está mesmo confiante de que isto é um genjutsu ou algo parecido não é? – dizia Sasuke entrando naquela área.

— Bom, com certeza você não é meu pai – respondeu Sarada se preparando.

— Errou de novo, eu sou o seu pai sim – respondeu ele com um sorriso maldoso – quero dizer, ainda não sou pai de ninguém, mas eu sou aquele que se tornará seu pai um dia.

Sarada apoiou o pé na bancada e tomou impulso saltando pra trás, ao mesmo tempo ela pegou várias shurikens e arremessou na direção do Sasuke, este não teve dificuldade alguma para rebate-las com sua Kusanagi, e quando ele avançou para ataca-la Sarada fez os selos do seu jutsu.

— Katon! Goukakyuu no Jutsu! – ela aspirou e depois soprou a grande bola de fogo.

Naquele espaço apertado não havia pra onde fugir e o jutsu atingiu em cheio o seu alvo, mas Sasuke a atravessou ileso uma vez que estava protegido pelas costelas do susanoo, mesmo que Sarada conhecesse o jutsu ele nunca foi usado de forma hostil contra ela e hesitou por um segundo, tempo mais que suficiente pra Sasuke manifestar o braço do susanoo e agarra-la.

Uma vez pega pelo braço esquelético Sarada foi prensada contra a parede que arrebentou, já do lado de fora da casa Sasuke a mantinha presa exercendo pressão o suficiente para enche-la de dor.

— Eu tenho que corrigir o que disse antes, eu jamais me tornarei o seu pai – dizia Sasuke encarando-a com ódio no olhar – o caminho que eu almejo é a escuridão, e nesse caminho não há nada como amor ou família.

— Está errado! Esse não é o caminho que escolheu! – gritou Sarada sentindo suas costelas doerem – o caminho que Uchiha Sasuke escolheu foi o de pagar por seus pecados e redimir o nome Uchiha!

— Pecados? O que você sabe de pecados!? – disse ele aumentando o poder do susanoo – o único pecado foi o de terem negado o nosso clã, o de forçarem o meu irmão a matar todos da sua família!

Sarada sentiu um medo terrível quando o demônio susanoo se manifestou completamente, aquela figura terrível a segurava em sua mão e poderia esmaga-la a qualquer segundo, mas o que mais assustava Sarada era o olhar do Sasuke, era o olhar de alguém que só almejava a morte de todos em seu caminho.

— O que você sabe sobre pecados? Você vive na luz, jamais conheceu a escuridão do mundo shinobi – dizia Sasuke com uma voz rancorosa – este mundo que vez após vez repete os mesmos erros, mas dessa vez será diferente, eu vou extinguir essa pequena luz e recriar o clã Uchiha, o verdadeiro clã Uchiha que governará este mundo!

— Você tem razão quando diz que vivo na luz, mas eu tenho essa sorte porque você e o tio Naruto se sacrificaram até o fim por isso – dizia ela irritada com tudo isso – o meu pai escolheu acreditar na esperança e no futuro, e é graças a isso que eu existo aqui hoje, por isso eu jamais irei te aceitar!

Sasuke viu que o sharingan da Sarada mudou de duas tomoes para três tomoes, ela havia alcançado o nível máximo do sharingan com essas emoções.

E essa não foi a única coisa a acontecer, Sarada manifestou o chidori que espalhava seus raios em todas as direções, além disso o chidori não estava com a cor azulada de sempre, estava brilhando branco como se fosse a mais pura luz, o chidori branco estraçalhou a mão do susanoo e assim Sarada se libertou, uma vez livre ela avançou para atacar de frente.

— Eu sou o resultado das escolhas que meu pai fez, e eu escolho ser a próxima Hokage! – gritou ela atacando – eu vou fazer o clã Uchiha renascer conseguindo aquilo que nunca puderam fazer, proteger a paz desse mundo!

Sarada atacou o susanoo de frente com seu chidori branco, a lamina de eletricidade foi cavando fundo através da “carne” do susanoo e penetrando seus ossos quase sem resistência, o Sasuke dentro dele ficou pasmado com isso pois via sua defesa suprema sendo dizimada facilmente, logo o chidori branco penetrou seu peito e não havia dor alguma.

— Graças a última guerra o nome Uchiha foi manchado e destruído – dizia Sasuke segurando a mão dela – Uchiha Madara, Uchiha Obito e eu mesmo, somos todos criminosos que trouxeram desgraça a esse mundo, acha que alguém vai aceita-la como Hokage?

— Você mesmo me disse não foi? “somente aquele que é reconhecido por todos pode se tornar Hokage” – dizia ela repetindo as palavras que ouviu certa vez – eu vou trabalhar duro, suportar qualquer desafio e fazer com que me reconheçam, somente assim eu poderei orgulhar o clã Uchiha e a mim mesma.

Sarada liberou um chidori mais forte que destruiu o peito do Sasuke, este começou a se desfazer em uma fumaça negra enquanto o cenário ao redor dela derretia, tudo estava se transformando em escuridão.

— Não pense que acabou, eu sou aquilo que você pode se tornar um dia – dizia a voz do Sasuke na escuridão – estes olhos que herdou são a prova disso.

Sarada jamais esqueceria essas palavras, pois ela sabia exatamente o peso que carregava nos ombros, e enquanto tudo ao seu redor se desfazia ela sentia o seu corpo ficar leve, em seguida ela apagou.

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Boruto voou mais uma vez após receber três golpes seguidos, seus bunshins restantes se desfizeram quando ele bateu no chão após rolar bastante.

Não que houvessem muitos pra início de conversa, Boruto só conseguia fazer 12 bunshins por vez e mesmo assim era cansativo, já o seu oponente podia fazer quantos quisesse sem esforço, e para humilha-lo ainda mais sempre fazia o dobro do que Boruto conseguia.

— Você não sabe quando desistir não é? – perguntou Naruto – você realmente pegou essa teimosia de mim.

Boruto levantou-se ainda tonto, juntou as mãos no selo e fez o kage bunshin mais uma vez, os 12 clones apareceram ao seu redor como um anel de defesa, todos eles começaram a fazer o rasenga assim como o verdadeiro Boruto.

— Você quer me superar num jutsu que mal consegue manter? – perguntou Naruto em zombaria – olhe só pra você, usando as duas mãos para segura-lo, e ainda por cima tão instável!

Boruto odiava esse Naruto diante dele, não lhe lembrava nem um pouco o seu verdadeiro pai, mas por que para Boruto esse Naruto ainda parecia verdadeiro? A resposta estava em algum lugar na sua cabeça mas se perdia em frustração e raiva, ele parou de pensar quando os bunshins do Naruto avançaram para atacar, os bunshins do Boruto fizeram uma linha defensiva e revidaram os ataques, inesperadamente eles conseguiam acabar com um bunshin cada um, mas a superioridade numérica vencia no final, o verdadeiro Boruto confiou nos seus instintos e passou por entre os clones, chegando até um deles Boruto atacou e ficou surpreso por ter achado o verdadeiro, seu rasenga foi bloqueado pela mão revestida de chakra do Naruto, mas o impacto fez os clones desaparecerem.

— Parabéns moleque, mas isso é tudo o que você pode fazer – disse Naruto fazendo um rasenga com a outra mão – eu nunca te acertei com um desses antes né? Que tal você provar um pouco?

Boruto nem teve tempo pra reagir, ele foi atingido em cheio pelo rasenga na barriga, a primeira coisa que ele sentiu foi como se todos os músculos do seu corpo fossem esticados em direções diferentes, depois veio uma dor alucinante crescendo da barriga para cada centímetro do corpo, por último veio a onda de choque que o arremessou bem longe.

Quando Boruto chocou-se contra algo duro o seu corpo parecia ter sido arrebentado por dentro e por fora, ele não conseguia mexer um único dedo, seu corpo doía tanto que chegou ao ponto de nem mais sentir algo, ele quase achou engraçado que os lugares onde ainda sentia dor eram seus pés e mãos além de sua cabeça.

— “Então é assim que é morrer?” – se perguntava – “eu vou morrer aqui pelas mãos do meu próprio pai?”

Naruto aproximou-se dele e ficou encarando-o, seu olhar tinha um misto de desprezo e revolta, Boruto ficou se perguntando por que esse olhar doía mais do que os danos físicos.

— Você é uma vergonha, eu tenho vergonha de ter você como filho – dizia Naruto de braços cruzados – eu sou o herói que salvou este mundo, ter um filho que nem você é uma vergonha!

— c-ca-cala a boca! Acha que eu gosto de ser seu filho!? – gritou Boruto reunindo o resto de sua força – acha que eu gosto de todos me comparando a você? Eu odeio isso!!

De repente uma sequência de imagens passou pela mente do Boruto, ele realmente odiava ser comparado ao seu pai, mas quando seu pai estava com ele era sempre divertido, ele se divertia muito treinando com ele e ouvindo aquelas historias ridículas do passado.

O que ele realmente odiava era a figura de herói e Hokage do seu pai, as figuras que faziam ele ficar tão distante e arrogante (aos seus olhos) as figuras que sempre o colocavam pra baixo, o seu pai como Hokage exigia sempre demais dele, mas o seu pai apenas como pai ficava orgulhoso a cada passo que ele dava, Boruto finalmente entendeu isso.

— Um moleque inútil como você não precisa existir! – dizia Naruto apertando o punho – é melhor que desapareça aqui de uma vez!

Naruto direcionou o punho carregado de chakra pra Boruto, o objetivo era esmaga-lo ali mesmo, atacando com toda a sua força Naruto esperava ver o corpo do Boruto virando uma pasta de carne e sangue, mas o inesperado aconteceu.

Boruto segurou o punho do Naruto com uma força relativamente igual, o chakra que revestia o punho foi desfeito como fumaça soprada, e o corpo do Boruto exalava uma aura muito incomum, a aura que se assemelhava a vapor saía com tons dourados, e a pele do Boruto brilhava um pouco.

— Só dessa vez eu vou aceitar que eu sou um idiota – dizia Boruto forçando o punho para trás – você não é o meu pai que eu amo, você é o “velho de merda” que eu detesto, o cara que eu sempre quis mandar pro inferno!

Boruto deu um chute direto no queixo do Naruto mandando-o pra trás, rapidamente ele pulou do buraco onde estava e se posicionou para a batalha, ao fazer isso ele sentiu cada célula do seu corpo doer, mas ainda assim ele ia enfrentar seu maior obstáculo, Naruto que se levantava coçou o queixo e fez uma expressão de ódio.

— Como se atreve a fazer isso comigo seu moleque!? – gritou ele furioso.

Naruto fez 100 clones que circularam Boruto completamente, este ao fazer o jutsu conseguiu criar 20 clones dessa vez, todos posicionados ao seu redor para protege-lo, mas Boruto tinha uma sensação estranha, e por isso ordenou a todos eles.

— Por aqui! – disse Boruto avançando com seus clones.

A velocidade do ataque surpreendeu Naruto e seus clones, os clones do Boruto atacaram todos numa direção como se quisessem forçar caminho naquele lado, já os clones do Naruto que estavam na outra direção correram para atacar.

— “De algum modo eu sei onde o verdadeiro está” – pensava Boruto enquanto seus clones abriam caminho pra ele – “então eu só preciso chegar até ele e atacar!”

Ao alcançar o verdadeiro Boruto fez um rápido rasenga e atacou, Naruto usou os dois braços para bloquear o jutsu do filho, e fez uma cara surpresa quando foi empurrado pra trás, mas o que realmente surpreendeu é que uma onda de chakra se expandiu a partir do rasenga do Boruto, e todos os clones do Naruto tocados por ele foram destruído.

— Seu moleque de merda! – disse Naruto liberando o manto de chakra total e se transformando na forma bijuu – eu vou acabar com essa palhaçada agora!

Ele atacou com a pata visando esmagar o Boruto agora, este junto com outros três bunshins restantes se juntaram e fizeram um rasenga muito maior que o normal, com a ajuda dos clones Boruto atacou a pata do Kurama e conseguiu destruí-la junto com o braço inteiro.

— Eu já cansei de tudo isso, dê o fora daqui agora! – gritou Boruto atacando.

Ele saltou pra dentro do Kurama que se desfazia após o ultimo ataque, reunindo todo o seu chakra no punho Boruto desferiu um poderoso soco, o chakra dourado no punho chocou-se contra o chakra dourado do Naruto e ambos se destruíram, Naruto tinha o olhar de quem não conseguia acreditar, todo o seu poder foi simplesmente destruído pelo punho do Boruto.

— Isso... não deveria acontecer – resmungava o Naruto incrédulo – como... quem é você?

Naruto caiu no chão e se desfez numa gosma preta borbulhante, Boruto caiu próximo e sentiu um fedor de enxofre enjoativo, ele sorriu orgulhoso por ter superado esse obstáculo, mas logo em seguida ele caiu inconsciente, ainda assim ele estava sorrindo.

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— Boa noite Sasuke-san, como vão as coisas por aqui? – perguntou Sai após pousar.

— Eu envio um relatório para a vila a cada 6 horas – respondeu Sasuke com um tom que poderia ser confundido com indiferença – não acho que tenha algo para mencionar.

— Não é bem assim, as vezes algum detalhe incomum escapa a nossa atenção no inicio – dizia o outro – então quando o tempo passa podemos assimilar melhor a informação.

Sasuke suspirou meio frustrado com Sai, ele era um excelente shinobi e foi reconhecido pela vila, atualmente era o líder da ANBU da folha e contrariando o que se espera ele se envolvia pessoalmente em muitos casos, normalmente o líder da ANBU era desconhecido por todos, mas Sai era conhecido até mesmo fora da vila, e inesperadamente ele conseguia cumprir suas funções muito bem.

— Quantas horas já faz que eles entraram? – perguntou Sai.

— Eles entraram bem cedo pela manhã, como entraram juntos vão sair juntos – respondeu Sasuke – amanhã saberemos se eles conseguiram.

Embora isso não foi informado ainda assim havia um limite de tempo, 24 horas após entrarem os participantes seriam mandados pra fora, nessa hora eles precisariam ter os pontos mínimos necessários pra passar ou falhariam, para os times 7 e 9 isso significava mais 8 ou 9 horas de prova.

— Você já deu seu terceiro relatório não foi? Que tal dar uma voltinha e pegar um ar? – sugeriu Sai – eu trouxe um pouquinho de sakê pra bebermos.

Sai e Sasuke saíram juntos, não havia muitos lugares pra ir nesta terra, mas eles simplesmente subiram até o topo da montanha para ficarem a sós, sentando-se pra beber Sai espalhou alguns dos seus ratos de tinta ao redor de onde estavam, era uma precaução para o caso de alguém estar ouvindo.

— Um membro da Juugetsu foi avistado – disse Sai tranquilamente.

Sasuke que estava bebendo uma pequena dose sentiu o liquido descer queimando, desde o incidente com a Kuon que a organização criminosa Juugetsu estava inativa, era o que se esperava já que seu líder morrera naquela batalha, o esperado era que os membros restantes se dispersassem e ficassem fora da vista.

— Quem era e o que estava fazendo? – perguntou Sasuke.

— O samurai traidor Tenma, parece que ele estava procurando alguns ronins para se juntar à causa – explicava Sai – que no caso é derrubar seu irmão e reassumir o comando de Gin no Kuni.

Sasuke parou um pouco pra relembrar os detalhes, na Juugetsu havia um samurai que era o herdeiro do antigo país do ferro, devido à várias circunstancias o país do ferro se uniu ao seu vizinho e se transformaram e um único país, mas Tenma não aceitou isso, ele e seus seguidores armaram um golpe e mataram seu pai Mifune bem como tentaram matar a sacerdotisa Shion, graças a ajuda de Konoha o golpe foi evitado.

— Você já contou ao Naruto sobre isso? – perguntou Sasuke.

— Ainda não, eu estava voltando para Konoha quando mudei o percurso pra falar com você – explicou Sai – eu queria uma opinião mais séria antes de relatar a ele.

— O melhor seria ir atrás dos contatos que Tenma fez e seguir seus rastros – respondeu Sasuke – não envolver Gin no kuni nisso ainda, só avisa-los se houver um perigo eminente.

— Foi exatamente o que eu pensei, então eu pensei também que talvez você gostasse de fazer isso – respondeu Sai – você é mais capacitado pra extrair informações e conter esses caras caso os encontre, enquanto isso eu vou pra Konoha e falo com o Naruto.

— Ou seja: você pretende me enviar na frente antes que o Naruto negue isso não é? – dizia Sasuke com um sorriso cínico – não é como se você estivesse errado, mas faz parecer que está agindo pelas costas dele, igual ao Danzo.

— Danzo-sama agia em prol da sua visão de uma Konoha ideal, que era contraria a visão do Sandaime – respondeu Sai – eu ajo em prol da visão do Naruto, mesmo que ele não enxergue certos aspectos importantes.

— Que seja, de qualquer forma ele me deu autonomia para agir como achar melhor – respondeu Sasuke se levantando – eu vou avisar a base, prepare um mapa de onde vou encontrar o alvo.

Sasuke deixou Sai naquele local e desceu a montanha rapidamente, ele logo chegou ao acampamento onde os jounins estavam reunidos para informar a situação.

— Precisarei me retirar agora, eu fui chamado para outra missão – informou ele.

— Hã? Ah sim, tudo bem – disse o jounins da folha que parecia distraído – tudo tem estado tranquilo, podemos dar conta disso.

— O que houve? Você parece preocupado – perguntou Sasuke ao olhar o homem – aconteceu alguma coisa?

— Não é que chega a ser um problema, é que aquele time do som acabou de sair daqui – respondia o jounin – meio desconcertado.

— Eles já saíram? Mas que droga – lamentava Sasuke – eu queria ter dado uma olhada neles.

— Aqueles três tem uma aura assustadora, eu nunca vi esse tal Orochimaru mas sei que ele é comparado a um monstro – dizia o jounin – aquelas crianças tinham uma presença que me deu calafrios, não pareciam normais.

Sasuke já esperava por isso, se eram gennins do som então eles provavelmente eram parte de alguma experiência sinistra do Orochimaru, a própria jounin que comandava o time já era uma aberração.

— Além disso a força deles não é normal, olha só o que eles conseguiram – dizia o jounin pegando uma caixa – esqueça o exame chuunin, eles podem se tornar jounins se quiserem.

Sasuke olhou dentro da caixa que ainda estava para ser selada, ao olhar o conteúdo ele mesmo ficou assustado, dentro da caixa havia três pergaminhos rank A, algo que mesmo um jounin não conseguiria fazer dentro de 24 horas.

— Com isso eles conseguiram 18 pontos, nenhum time vai conseguir bater essa marca – dizia Sasuke – a menos que consiga um pergaminho rank S, mas um desses nem um jounin consegue vencer sem arriscar a vida.

— Na verdade eles saíram daqui reclamando que não acharam um pergaminho rank S – o jounin da folha ria pra não chorar – e perguntaram se tinha mesmo um, pois gastaram metade do dia procurando.

Até Sasuke riu disso, significava que a força desse time superava a força de um jounin comum, provavelmente juntos eles tinham a força de um jounin de elite, Sasuke ficou se perguntando que tipo de monstro estava participando desse exame.

— Enquanto cumprirem as regras eles são bem vindos – dizia Sasuke se retirando – de certa forma isso me faz ficar mais ansioso pela próxima fase.

Sasuke se despediu da Karin que reclamou por não poder ir com ele, do lado de fora ele encontrou-se com Sai que lhe deu o mapa, após afastar-se do acampamento ele subiu numa colina e lá manifestou as asas do susanoo em suas costas, uma habilidade que ele vinha treinando em segredo.

— Gennins de Otogakure, agora sim eu fiquei preocupado – dizia Sasuke pensando na próxima fase – se alguém quiser enfrenta-los vai precisar no mínimo igualar a pontuação.

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Sarada abriu os olhos devagar, e foi tudo o que conseguiu fazer, pois seu corpo estava dormente e pesado.

Olhando até onde seus olhos podiam se virar ela percebeu que estava numa sala estranha, havia tochas espalhadas por todo lado fornecendo luz normal, paredes de pedra antiga e uma estátua de divindade desconhecida num canto.

Três minutos depois ela conseguia mexer o pescoço, com isso ela olhou pro lado e viu Boruto e Basara deitados em mesas de pedra com lençóis sobre seus corpos, a primeira impressão é que eles tinham sido preparados para uma autopsia, mas já que ela estava viva (ou assim acreditava) eles deveriam estar também, então ela concluiu que alguém estava cuidando deles.

— “Ou nos preparando para um sacrifício” – pensou ela lembrando dos livros que leu – “espero que não tenha nenhum cultista aqui”

Ela virou o rosto pro lado oposto e viu algo no mínimo estranho, um homem em trajes antigos budistas, com pequenas asas nas costas, ele estava sentado em uma mesa mexendo em algo, e não sua cintura uma espada de lamina larga, Sarada estreitou os olhos vendo o que ele fazia e reparou num crânio sobre a mesa.

— “Oh merda, tem um cultista aqui” – ela olhou pro teto em seguida – “que tipo de história ridícula é essa? Eu vou ser sacrificada aqui?”

— Parece que você acordou, não se mexa para seu próprio bem – disse o sujeito misterioso que se levantava – eu vou acabar logo.

— Se você acha que vou deixar que me sacrifiquem eu vou mostrar do que um Uchiha é capaz! – disse Sarada encarando-o.

— Sacrifício? Que besteira está dizendo? – perguntou o ser após chegar perto – eu estou curando vocês, se quisesse sacrifica-los teria feito isso horas atrás.

Sarada olhou bem para seu salvador, ele tinha a pele vermelha e brilhante como sangue, seu rosto tinha feições meio distorcidas, e seu nariz era longo e fino, as asas em suas costas eram pretas e seu cabelo branco, por tudo o que via ela só podia pensar em uma coisa.

— Você é um tengu? – perguntou Sarada.

— De fato eu sou um tengu, e não há muitos como eu por aí – explicou ele – meu nome é Hijirimaru, um nome que adotei após minha transformação é claro.

Um tengu era uma criatura sobrenatural do folclore, seria um corvo humanoide com grande sabedoria e habilidades, muitos deles se tornavam monges eremitas, reverenciados como sábios pelos humanos.

— E você não parece nem um pouco assustada em me ver – disse Hijirimaru – será que é o esperado de uma Uchiha?

— Realmente, o meu clã venerava os tengus muito tempo atrás – explicou Sarada – não que eu tenha essa reverencia, mas sua presença não me assusta.

— Ótimo, então eu posso terminar o tratamento – disse ele segurando um pote – este unguento vai ajudar seu corpo a recuperar sua energia.

O tengu baixou o lençol que cobria Sarada, e para surpresa e desespero da garota ela estava nua, como seu corpo estava dormente ela não tinha percebido ainda, mas agora com a adrenalina do susto ela se ativou completamente, e antes que o tengu percebesse já tinha recebido um socão na cara jogando-o contra a parede.

— POR QUE EU ESTOU PELADA!? O QUE VOCÊ FEZ COM AS MINHAS ROUPAS!? – gritou Sarada desesperada – EU VOU TE MATAR SEU URUBU DESGRAÇADO!!

— Pra começar eu sou um corvo, não confunda as coisas – disse ele atordoado cambaleado – e em segundo lugar eu só tirei as roupas de vocês porque elas estavam contaminadas.

— Eu não quero nem saber! Como você ousa fazer isso com uma garota pura como eu!? – ela estava chorando enquanto enrolava o lençol no corpo como um vestido – eu nunca pensei que encontraria um maldito pedófilo aqui!!

— Eu não sou um pedófilo, eu sou um monge!! – gritou ele em resposta – pra começar eu nem sou mais humano, eu não tenho qualquer interesse em mulheres humanas agora, principalmente uma mini tábua como você!

O sharingan com três tomoes da Sarada se ativou e Hijirimaru logo se assustou, em seguida a menina estava sobre ele espancando-o impiedosamente, o som da surra fez Boruto acordar ainda tonto.

— Hei vocês, dá pra fazer silêncio? – pedia o menino bocejando – eu tô pregado aqui, hei, por que eu tô pelado?

— A culpa é desse corvo pedófilo aqui! – dizia Sarada apontando pro tengu – venha aqui e me ajude a mata-lo.

— Hei, eu estou vendo a sua bunda – disse Boruto ainda tonto de sono olhando pra abertura no lençol.

Foi inevitável que ele fosse espancado também, enquanto Sarada o massacrava Basara acordou também, ele viu aquela cena típica e achou perfeitamente normal, ainda tonto ele levantou e viu que estava pelado, Sarada ao vê-lo ficou toda vermelha e gritou.

10 minutos depois (após os três apanharem) a situação finalmente se acalmou, as roupas dos três estavam num varal secando e por isso eles continuaram usando o lençol, já o tengu estava enfaixando a cabeça do Boruto enquanto ele próprio estava com curativos pelo corpo todo.

— Essa menina é quase tão terrível quanto o Indra – dizia Hijirimaru suspirando.

— Indra é o progenitor do clã Uchiha não é? – perguntou Sarada – o meu pai me falou sobre ele.

— O clã Uchiha que você conhece nasceu 500 anos após Indra, mas é verdade que ele é seu progenitor – respondeu o tengu – na verdade ele era o meu bisavô, eu não cheguei a conhece-lo pessoalmente mas sei tudo sobre ele e o clã Uchiha que nasceu depois.

— Então tio tengu, como foi que você ficou assim? – perguntou Sarada.

— Ele é usuário de senjutsu, dá pra sentir a energia natural ao redor dele – respondeu Basara.

— Correto, eu por algum motivo nasci sem o sharingan, o que era uma blasfêmia para o bisneto do Indra – explicou ele – banido do clã eu vaguei pelo mundo, até encontrar a tribo dos corvos sábios, o ancião do clã me ensinou o senjutsu.

— ahh... então ele é como o meu pai? – perguntou Boruto – ele aprendeu o senjutsu com os sapos, mas não ficou com essa cara.

— Isso porque eu usei demais o senjutsu, pouco a pouco ficava mais difícil voltar ao normal – disse ele quase lamentando – um dia após usar eu não consegui mais reverter, fiquei assim desde então.

Mas graças a isso ele envelhecia um ano a cada 20 anos, e ganhou uma enorme compreensão do mundo e as coisas ao seu redor, um dia o espirito do Rikudou Sennin falou com ele sobre este lugar, e assim ele se tornou o guardião do templo Engakujin.

— O Rikudou-sama criou este lugar para selar criaturas problemáticas, por isso um Jikuukan ninjutsu (jutsu de espaço/tempo) foi usado – explicava ele – além disso somente aqui eu tenho o jutsu de criação que o Rikudou usava, embora eu só possa criar objetos inanimados.

Ele mostrou como era o jutsu do qual falava, era basicamente criar uma ilusão com o poder Yin e depois conceder matéria a essa ilusão com o poder Yan, Hijirimaru explicou que o Rikudou Sennin conseguia criar até mesmo a vida, os 9 bijuus espalhados pelo mundo foram criados através deste jutsu.

— Quanto mais chakra se usa maior e mais complexa será a criação – disse ele após criar um vaso – quando o Rokudaime Hokage me procurou em logo comecei a modelar o espaço para atender ao pedido dele.

— O meu pai te procurou? – disse Boruto surpreso.

— Exato, ele até me emprestou muito chakra pra concluir as mudanças – respondeu o outro – ele dizia que estava satisfeito, pois poderia dar um desafio ao seu filho.

Boruto até tentou mas não conseguiu disfarçar o sorriso, os atos do seu pai confirmavam o sentimento que ele aprendeu a reconhecer em si mesmo, Naruto ao planejar esse exame chuunin estava pensando no filho o tempo todo, confiava que ele conseguiria superar todos os desafios.

— Você disse que este lugar foi criado pra selar criaturas problemáticas – dizia Sarada – aquilo que nos atacou é uma dessas criaturas?

— Você está certa, aquilo nunca teve um nome, mas foi chamado de devorador de almas – explicou Hijirimaru – é uma massa viva de energia Yin, ela absorve a energia Yin das suas vítimas deixando apenas uma casca vazia.

Os três lembraram dos gennins que encontraram, seus corpos estavam vivos mas não havia nenhuma atividade, era como se fossem corpos em estado vegetativo, isso porque o tal devorador havia sugado toda a energia Yin deles.

— O devorador projeta os piores medos, os sentimentos mais profundos ou o seu maior inimigo – explicava o tengu – a vítima que falhar em vencer essa projeção é consumida completamente, é um inimigo assustador mas vocês conseguiram vencê-lo.

O tengu pegou algo de uma gaveta e colocou na frente dos gennins, ao olhar bem Sarada tomou um susto ao ponto de engasgar, pois diante deles estava um pergaminho rank S.

— Rank S!? Nós conseguimos um pergaminho rank S!? – perguntou Boruto quase tendo um ataque.

— Exatamente, o devorador é um monstro que não pode ser vencido com jutsus ou força bruta, o que quer dizer que ele pode matar praticamente qualquer um – explicava o tengu – se ele saísse daqui quem sabe quantas vidas ele ceifaria antes de alguém conseguir detê-lo!

— Por que diabos você colocou um monstro assim pra um teste de gennins!? – perguntou Sarada dando um cascudo nele.

— Existem 5 pergaminhos rank S aqui, e você foram advertidos dos perigos – explicou ele – se um gennin arbitrariamente abre um deles está implorando pra morrer, gennins assim não serviriam pra se tornar chuunins não é?

A explicação dele fazia sentido e estava de acordo com o teste, se um gennin não tinha noção dos seus próprios limites ele não servia pra liderar missões, e se seus atos inconsequentes pusessem os outros em perigo a responsabilidade seria inteiramente da sua vila, o teste servia pra medir não só a capacidade do time mas também o seu bom senso e a capacidade de avaliar riscos.

— Eu perguntei ao Hokage o que deveria fazer se algum time abrisse um desses – continuou Hijirimaru – ele disse que independente dos resultados o time deveria ser desqualificado, mas vocês foram pegos pelo devorador ao tentar ajudar outro time, então eu vou desconsiderar isso.

E com isso o time tinha 16 pontos, vibrando de felicidades eles comemoraram o feito que acreditavam ser único, com certeza ao voltarem todos falariam disso, uma história pra se gabar pelo resto da vida.

— Aquele monstro não tá dentro do pergaminho não é? – perguntou Basara preocupado.

— Não, eu o selei em outro lugar após resgata-los – respondeu o tengu – podem leva-lo pra fora sem problemas.

— Espere só até acharmos o time 7 – dizia Boruto – eu aposto que eles só fizeram 6 pontos, o necessário pra passar.

— Falando nisso, como devemos sair daqui? – perguntou Basara – temos que achar a saída? Ou vamos ser levados pra fora?

— Quando se passar 24 horas você surgirão na saída – explicou Hijirimaru – o que deve acontecer daqui a duas horas, é melhor se prepararem.

Os três agradeceram os cuidados dados por Hijirimaru e passaram as duas horas conversando com ele, falando sobre seus clãs, suas histórias de vida e perspectiva de futuro, quando as roupas deles ficaram limpas se vestiram pra depois comerem uma sopa, quando o tempo acabou os três gennins viram o espaço se distorcer ao redor deles.

O que viram em seguida foi uma sala não muito grande, os membros do time 7 estavam lá também, fazia sentido já que entraram ao mesmo tempo, os dois times se cumprimentaram e falaram sobre sua experiência no templo.

— hehehe eu sabia que vocês só iam fazer 6 pontos – disse Boruto ao ver os pergaminhos deles.

— Pelo seu jeito de falar vocês conseguiram mais não foi? – disse Inojin meio contrariado – deixa eu adivinhar, vocês fizeram 9 pontos?

Os três estranharam a cara que Sarada e Boruto fizeram, eles se recusaram a revelar os seus pergaminhos e foram para a base do acampamento, lá o jounin os cumprimentou e parabenizou pelo sucesso, primeiro ele viu os pergaminhos do time 7, após confirma-los colocou numa caixa e a selou junto com um documento, depois foi a vez de ver os pergaminhos do time 9, e foi aí que os queixos foram ao chão.

— Isso... isso só pode ser brincadeira – disse o jounin da folha – um pergaminho rank S!?

— COMO É QUE É!!? – gritaram tanto os jounins como o time 7.

Os jounins correram pra olhar aquilo, o especialista examinou duas vezes para confirmar que era verdadeiro, na terceira vez ele teve que se conformar que era de fato um pergaminho rank S, algo que só um jounin de elite poderia enfrentar, Karin correu pra abraçar Sarada enquanto os membros do time 7 olhavam incrédulos.

— Vocês são mesmo humanos? – perguntou Inojin.

— Não foi fácil ok? Foi um verdadeiro inferno – disse Boruto – eu tomei um rasenga, quase morri!

— Pode explicar isso? – perguntou Shikadai – ou melhor, talvez eu não queira saber.

— Eu não quero nem saber dessas aberrações, é melhor dispensa-los de uma vez! – dizia o jounin da folha jogando a toalha – eu declaro que os times 7 e 9 da folha completaram com satisfação a primeira etapa do exame chuunin!

Demorou um pouco para cair a ficha, mas logo os dois times comemoraram alegremente, eles haviam superado a primeira prova do exame chuunin, com isso estavam um passo mais perto da tão aguardada promoção.

Continua.

Notas finais
O time na capa é o time da areia que o ino-shika-cho encontraram. As coisas pegaram fogo nesta etapa do exame chuunin, e dois times conseguiram superar todas as expectativas. Agora é o retorno pra casa, e os preparativos para a 2º fase do exame, o que aguardar disso não é? Sem falar das outras coisas que estão acontecendo ao mesmo tempo!