Mirai no Monogatari

92 Capitulo 79 – O Labirinto.


Notas iniciais
E continua o exame chuunin, vamos acompanhar o progresso dos nossos gennins, além de outras coisas que vão acontecendo pelo mundo. Finalmente conheceremos o interior do templo Engakujin, como serão os desafios que todos enfrentarão lá dentro?

Capitulo 79 – O Labirinto.

— Mizukage-sama, temos um relatório parcial da situação – informou a jovem moça – dois times nossos já chegaram ao templo Engakujin, outros 5 parecem já ter iniciado a jornada.

— Excelente, quantos conseguiremos enviar para a 2º fase do exame chuunin? – se perguntava Choujuro.

— Curiosamente eles parecem estar se ajudando, compartilhavam informações e dividiam tarefas – continuou a secretaria – não existe nenhuma regra que proíba isso, mas teoricamente cada time teria que se esforçar sozinho.

— Ah tudo bem, isso mostra que eles preferem colaborar do que vencer sozinhos – disse Choujuro satisfeito – já fomos conhecidos como a nevoa sangrenta, onde matávamos uns aos outros para beneficio próprio.

A mulher chamada Keido assumiu como secretaria a poucos meses, era competente e inteligente, mas nunca testemunhou o terror que já existiu na vila da nevoa, por isso Choujuro sabia o quanto era importante este exame chuunin, seus gennins nascidos após a 4º guerra ninja aprenderam o valor do trabalho em equipe, do companheirismo e principalmente a não serem assassinos.

— Agora sobre aquela outra missão, como está à situação do Hyuto? – perguntou Choujuro mais sério.

— Os dois times da ANBU que o vigiam não relataram nada incomum, Hyuto e seu time foram os terceiro time a chegar no local – explicou Keido – como devemos prosseguir de agora em diante?

— Mantenha-o lá no acampamento por um dia, depois faça-o voltar para a vila – explicou ele – atenção redobrada no caminho de volta, acontecendo algo ou não vamos checar qualquer atividade suspeita.

— Já temos gente monitorando a entrada e saída da vila, bem como as comunicações – avisou ela – mas...

Ela foi interrompida pela porta do escritório que se abriu, por ela entrou um rapaz que usava o uniforme da divisão de inteligência, seu cabelo era acinzentado e as marcas em volta dos olhos lhe davam um constante ar de cansaço.

— Você já ouviu falar em “bater na porta”? – perguntou Keido.

— Nunca gostei de burocracia – respondeu o outro.

— Acho que isso é o que chamam de educação – repreendeu Choujuro – mas o que veio fazer aqui Hishi?

Hishi era o líder dos jounins de Kirigakure, uma posição que só está abaixo do kage da vila, apesar de sua aparência ele era muito trabalhador e bem disposto, mas tinha dificuldades em usar o bom senso do cotidiano.

— Estou organizando uma expedição para a ilha fantasma, preciso de 4 times pra isso – dizia ele – vou colocar um dos espadachins como capitão da missão.

— Qual é o proposito? – perguntou Choujuro.

— Além de investigar a ilha? Quero ver se encontro um candidato à jinchuuriki para o Saiken – respondeu ele – a menos que algo ruim aconteça não vamos perder nada com isso.

A ilha fantasma tinha esse nome porque nunca podia ser encontrada, muitas vezes os navios desapareceram no local onde ela supostamente deveria estar, mas sempre que se mandavam equipes de busca nenhum sinal era encontrado, só que havia um boato de que a localização da ilha só era conhecida pelo Mizukage e passada para o sucessor sempre que alguém assumia o cargo.

— Então é verdade que o Mizukage-sama sabe a localização da ilha? – perguntou Keido intrigada.

— Sim e não, é verdade que a localização da ilha era transmitida a todos os Mizukage – respondeu Choujuro – mas o Yondaime Mizukage desapareceu antes mesmo de escolher um sucessor, de modo que o segredo morreu com ele.

— A ilha é protegida por uma barreira que gera um genjutsu sensorial, ela fica invisível e afeta o senso de direção – explicava Hishi – mas com nossa nova adição podemos encontra-la.

Ele olhou para trás e uma garota entrou, usando um uniforme igual ao dele ficava clara a sua posição dentro da vila, mas o curioso era o tapa-olho que ela usava, Choujuro a conhecia e não lembrava dela ter algum problema de vista.

— Finalmente encontramos alguém compatível e com as habilidades certas – dizia Hishi – agora o sharingan que obtivemos vai ser bem usado.

— Espere, esse é o sharingan que obtivemos daquela vila? – perguntou Choujuro surpreso – quando foi que você o implantou na Kanba-san? E por que não fui informado?

Hishi ficou sério por uns segundos, mas logo virou a cara como se quisesse mudar de assunto, Keido bateu na própria cara e Choujuro rangia os dentes, novamente Hishi esqueceu de usar o bom senso e pedir autorização para essa operação.

— Esqueça, ao menos a operação foi um sucesso? – perguntou Choujuro após suspirar muito

— Foi sim, a Kanba é usuária de Yinton e por isso os efeitos colaterais do sharingan são menores nela – explicava Hishi o tapa-olho possui um jutsu de selamento que ajuda na recuperação após o uso.

— Pelo bem da vila eu sacrificaria um olho sem hesitar – disse a garota com determinação.

Quando ela disse isso Choujuro se sentiu nostálgico, seu companheiro Ao também sacrificou um olho para ganhar o raríssimo byakugan, ele era severo e rude, mas deu tudo de si pela vila e durante a ultima guerra morreu como um herói.

— Muito bem, eu autorizo a expedição à ilha fantasma – dizia Choujuro – Kanba-san, por favor encontre este ilha.

— Sim senhor! – disse ela em posição de sentido – então estarei me preparando agora, com sua licença.

— Viu só? É assim que você deveria agir – repreendeu Keido.

— Ok, eu vou tentar lembrar disso – disse ele – então com sua licença Mizukage-sama, eu tenho que escolher os outros membros da equipe.

Ele saiu deixando a porta aberta, Keido suspirou e foi até ela fecha-la, depois disso ela se voltou para o Mizukage que parecia meio sem jeito.

— Eu não sei se fico mais impressionada por ele ser o líder dos jounins ou pelo Mizukage-sama tolerar tanto sua falta de bom senso – dizia ela balançando a cabeça.

— Eu meio que sei como é, antes de ser Mizukage eu também tinha meus problemas – respondeu ele rindo sem jeito – meu senpai vivia me repreendendo, foi um milagre ter sido nomeado pela Godaime.

Choujuro pegou a pasta com os times participantes, olhando para aquelas crianças ele lembrou de sua época como gennin, naquele tempo o exame chuunin ainda era uma guerra velada entre as vilas, ele passou por todas as fases e no final lutou contra um companheiro de time, naquela época ele precisou mata-lo pra passar.

— Essa era nunca mais vai voltar, eu juro pelo titulo que possuo – disse Choujuro determinado.

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Era apenas um passo, mas parecia que toda a vida e o futuro deles dependiam desse disso, um passo em direção a um futuro incerto.

Os dois times da folha estavam diante da entrada do templo, parados bem diante da entrada eles notaram uma estranha escuridão, Inojin pegou uma lanterna de sua mochila e tentou iluminar a entrada, mas o facho de luz não ia além do batente da porta, era como se não existisse nada além daquilo.

— Ok, isso é muito estranho – disse ele – é um genjutsu?

— Se é um genjutsu então é de um tipo que supera até meu sharingan – disse Sarada com seu doujutsu ativado – com meus olhos eu deveria ser capaz de enxergar razoavelmente bem no escuro.

— Você sente alguma coisa Basara? – perguntou Boruto.

— Nada, só uma estranha presença, como a que sinto vinda do meu pai – comentou ele – tem algo perigoso morando aí dentro.

— Seja o que for é algo que chuunins podem enfrentar, esse é o proposito do exame – dizia Shikadai – em teoria qualquer um com nível de chuunin pode completar esta missão.

— Sei não, essa coisa que o Basara tá sentindo pode ser o final boss da dungeon – disse Boruto coçando o queixo.

— Final boss? Mas que porra você tá falando aí? – perguntou Shikadai.

— Você não percebe? Os heróis viajam em busca de uma dungeon misteriosa, após uma longa jornada encontram o seu destino – dizia Boruto empolgado – após encarar os desafios da dungeon eles chegam ao ultimo nível e enfrentam o boss lá.

Sarada deu um cascudo poderoso nele fazendo Boruto cair no chão em agonia, mas até ela via uma certa semelhança com os jogos, esse era o tipo de enredo de um jogo padrão de RPG.

— Muito bem, se é assim que vai ser então que seja – disse Shikadai – até porque é mais interessante se for um grande jogo.

Os outros riram, Shikadai era preguiçoso como o pai, mas se empolgava com desafios como esse, ele puxara o lado da mãe que diante de um desafio a altura sentia o sangue ferver.

— Já que a construção está incrustrada na montanha deve ter um bom tamanho – dizia Sarada – vamos investigar e procurar os tais desafios, podemos até ajudar uns aos outros nisso.

Os dois times concordaram com isso, juntos eles deram o passo para dentro do templo Engakujin, todos eles atravessaram a escuridão da entrada sentindo um frio na espinha.

E quando atravessaram a escuridão o time 9 surpreendeu-se, eles estavam em um corredor sem teto que mostrava o interior de uma torre, inúmeros outros corredores se espalhavam em todas as direções, uma escada em espiral subia pelas paredes dando acesso a outros níveis.

— t-tu-tudo isso dentro deste templo? Que absurdo – disse Sarada – a montanha inteira é o templo!?

— A sensação que eu tinha antes, parece que está vindo de todo lugar agora – dizia Basara assustado.

— Hei, pra onde foram os outros? – perguntou Boruto olhando ao redor – e cadê a porta!?

Sarada se assustou e olhou em volta rapidamente, não havia nenhum sinal do time 7 mesmo que tenham entrado juntos, além disso a porta por onde vieram não estava lá, simplesmente havia um corredor tortuoso e misterioso.

— Isso não é um genjutsu é? – perguntou Basara preocupado.

— Meu sharingan não identifica como genjutsu – respondeu Sarada usando o doujutsu – a menos que seja um que afeta o cérebro sem passar pelos sentidos, nesse caso podemos estar inconscientes no chão logo após entrar.

Todos eles ficaram preocupados com essa possibilidade, estar inconscientes em algum lugar significava estarem indefesos para qualquer coisa, o maior perigo de genjutsus é que eles podiam tornar o mais forte dos ninjas em um ser completamente indefeso.

— Também há uma outra possibilidade: um jikuukan ninjutsu (ninjutsu de espaço/tempo) – disse Sarada ajeitando o óculos – quando passamos pela porta fomos teletransportado para outro lugar, talvez até mesmo uma outra dimensão.

Jikuukan ninjutsu era o jutsu de mais alta classe, mesmo o mais fraco deles (Kuchiyose no jutsu) era rank B, em toda a historia das 5 nações shinobis não houve mais que uma dúzia de usuários desse tipo de jutsu, o mais famoso deles foi o Yondaime Hokage com seu Hiraishin no Jutsu.

Mas após a ultima guerra novos usuários deste tipo de jutsu apareceram, Kakashi e Obito com o Kamui, e a própria Kaguya assim como o Sasuke com o rinengan, graças a isso novas informações foram encontradas e novos jutsus estão sendo criados aos poucos.

— Se pensarmos racionalmente é mais fácil ser um jikuukan ninjutsu do que um genjutsu – explicava Sarada – já que estamos interagindo um com os outros, e eles querem testar nossas habilidades.

— Eu não sei bem o que está acontecendo, mas o objetivo continua o mesmo não é? – dizia Boruto – vamos achar os pergaminhos, completar os desafios e achar uma saída para passarmos nessa droga de exame.

— Como é bom ter uma mente tão simplista não é? – dizia Sarada quase lamentando – muito bem, apenas vamos tomar algumas precauções.

Sarada procurou em sua bolsa e achou algo, ela foi até a parede do corredor e colocou algo bem na base da parede, era um sinalizador eletrônico que estava conectado a um aparelho que ela trazia dentro da mochila.

— Muito bem, por via das duvidas eu deixei o sinalizador aqui – explicou ela – caso precisemos voltar para cá podemos seguir o sinal.

— Nossa, isso é bem conveniente – disse Basara.

— Sim, mas a bateria só dura 12 horas, então só temos esse tempo para achar o caminho de volta pra cá – explicou ela – tomara que não precisemos mesmo.

Eles combinaram de não se separar por motivo algum já que não sabiam como esse lugar funcionava, fariam o possível para procurar o time 7, mas eles dariam prioridade ao seu objetivo, e assim iniciaram a busca.

Depois de deixarem o corredor eles foram para a área aberta, havia um labirinto formando por estantes de livros, paredes com quadros incompreensíveis e esculturas antigas enfileiradas, todos estavam atentos à sua maneira, Basara procurava a presença de outros seres vivos, Sarada estava atenta à perigos e Boruto olhava tudo procurando os pergaminhos.

— Assim vai demorar demais, se precisamos procurar eu sei de um jeito mais fácil – disse Boruto fazendo o selo – assim também é fácil de descobrir se há armadilhas.

Boruto fez 8 clones e os enviou por todos os caminhos visíveis, Sarada não aprovava esse método inconsequente mas concordava que ele poupava tempo, quando um bunshins encontrava um caminho sem saída ele se desfazia trazendo a informação para o original, os outros continuavam indo o mais longe que podiam, logo um deles encontrou algo e se desfez para informar o verdadeiro.

— O nº3 achou outro time, parece que eram da vila da cachoeira – reportou Boruto.

— Deixa pra lá, vamos na direção oposta à deles – disse Sarada – se eles já investigaram aquele lado não temos por que ir lá.

— Estranho, não estão muito longe mas não sinto a presença deles – dizia Basara – será que é por causa deste lugar?

— O seu poder fica mais fraco aqui, não há muita energia natural neste lugar – disse Sarada – talvez você não possa usar metade da sua força.

— O nível 1 é mais que suficiente – disse Basara batendo no próprio punho.

Nesse momento o ultimo bunshins voltou correndo, de acordo com a programação que Boruto fez nele isso significava apenas uma coisa, ele tinha encontrado um pergaminho e agora trazia de volta, o pergaminho que ele trazia era verde em seu interior com bordas douradas, havia um selo feito de argila que mantinha o pergaminho fechado.

— Que sorte! Conseguimos um tão rápido! – disse Basara.

— Vamos abrir logo e...

— Você é idiota!? Não ouviu a explicação sobre os ranks dos pergaminhos!? – gritou Sarada dando outro cascudo nele – e se esse pergaminho for de um rank muito alto? Só temos três chances, não podemos desperdiçar nenhuma!

Sarada pegou o pergaminho das mãos do bunshin, olhando-o atentamente ela procurava pistas de qual era o seu nível de dificuldades, como ele era muito antigo não estava catalogado pelo sistema de rank das nações ninjas, mas algo lhe chamou a atenção.

— Neste selo aqui, há um caractere shinobi para um dos níveis de consciência que os sábios podiam alcançar – explicava ela – o sistema de rank das missões foi inspirado nisso.

— Você sabe que não fazemos a menor ideia do que você está falando não é? – disse Boruto.

— Basta entender que este símbolo aqui está relacionado aos ranks ninjas – disse ela frustrada – este em especial seria correspondente ao rank B, significa que este pergaminho tem uma dificuldade mediana para ser vencido.

— Pelo que me lembro um pergaminho rank B rende 3 pontos – dizia Basara – a metade do que precisamos pra passar no teste, poderíamos guardar este e procurar um de rank C, para testar a dificuldade deles.

— Isso não serve, se ficarmos procurando o caminho mais fácil nunca vamos superar quem somos agora – dizia Boruto determinado – missões rank B podem ser cumpridas por chuunins experientes não é? Então vamos pegar esta missão!

— Isso não é sábio, mas eu concordo com sua opinião – disse Sarada – temos três chances, deveríamos testar logo o perigo de um pergaminho mediano, se for demais pra nós aí sim procuraremos os de rank menores.

Sarada devolveu o pergaminho para o bunshin abrir, este se afastou um pouco e rompeu o selo de argila que lacrava o pergaminho, com um pouco de hesitação ele abriu o pergaminho e uma luz vermelha brilhou iluminando todo o local.

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— Muito bem Tsuchikage-sama, eu tenho o resultado do exame – disse a iryounin com o papel em mãos.

Kurotsuchi não vinha se sentindo bem nos últimos dias, quando os sintomas ficaram piores ela procurou sua médica, após um rápido exame o resultado saiu e a surpreendeu.

— Com 97% de certeza eu anuncio que a senhora está gravida – a médica não sabia dizer se isso era ou não uma boa noticia.

— Gravida!? Isso é impossível! – disse Kurotsuchi assustada.

— Me desculpe a pergunta, mas a senhora esteve com algum homem nos últimos dois meses? – perguntou a médica meio sem jeito.

A expressão da Tsuchikage mudou rapidamente, ela fez uma cara de decepção como se estivesse terrivelmente arrependida, a médica logo entendeu que isso era um sim para a sua pergunta.

— Não precisa me dar detalhes, mas parece que isso confirma a sua situação – disse a outra – para ter certeza absoluta podemos refazer os testes daqui a uma semana, mas eu já estarei preparando um guia para sua gravidez.

Kurotsuchi agradeceu e saiu do consultório, logo na porta o seu velho companheiro de time esperava por ela, ela seguiu andando e Akatsuchi seguia ao seu lado.

— E então? É alguma virose ou algo assim? – perguntou ele.

— Virose? Que tipo de virose faria minhas tripas darem nos e minha barriga pesar igual a chumbo? – dizia ela irônica – eu até desejaria ser uma virose agora.

Kurotsuchi seguiu com seu companheiro até a sala de reuniões, lá o seu pai esperava por ela, ele que era o líder dos jounins da vila dava um relatório diário pra filha.

Kurotsuchi olhou para seu pai e ficou pensativa, quando seu avô anunciou a aposentadoria todos imaginaram que ele escolheria seu filho Kitsuchi como próximo Tsuchikage, mas surpreendentemente ele anunciou sua neta como sua sucessora, e já que não houve oposição hoje ela ocupava o cargo, quando ela questionou o avô sobre essa decisão ele disse apenas que a vila precisava de sangue novo.

— Temos o relatório do acampamento, 4 times da nossa vila já chegaram, e temos informações que outros dois estão a caminho – informou Kitsuchi.

— Legal não é? Teremos pelo menos 6 times participando da próxima fase até agora – disse Akatsuchi.

Os dois olharam para Kurotsuchi, ela parecia estar com a cabeça nas nuvens, estranhando o comportamento da filha Kitsuchi aproximou-se dela e lhe deu um leve cascudo chamando sua atenção.

— aai! Por que fez isso!? – perguntou ela coçando a cabeça.

— O que deu em você? Não disse nada sobre o relatório, acho que nem ouviu o que estávamos falando! – reclamou seu pai – se vai ficar assim incompetente é melhor passar o chapéu logo, acho que tem um cara que...

— Eu estou dando tudo de mim nisso sabia? Não é fácil ser kage! – reclamou ela – eu passo o dia todo nessa vila, mal saio em missões, o dia todo cuidando de papelada e ouvindo relatórios, eu não queria isso!!

— “Desde quando ela é tão emotiva assim?” – se perguntaram os dois estranhando o comportamento dela.

— Todos esperam tanto de mim, e ao mesmo tempo todos tem medo de mim – dizia ela com lagrimas nos olhos – eu nem mesmo tenho um namorado, se as pessoas da vila descobrirem eu... eu...

Ela começou a chorar, os outros dois completamente perdidos não sabiam o que fazer e gesticulavam nervosamente, mas uma coisa que Kitsuchi notou era o comportamento da filha, ele só viu esse comportamento uma vez e foi com sua esposa.

— Se não fosse toda essa pressão não precisava fazer aquilo – dizia ela limpando as lagrimas – que droga, ficar me encontrando às escondidas...

— Encontro às escondidas? Do que você tá falando? – perguntou Kitsuchi sem entender.

— Eu tô gravida ok? Eu engravidei do meu amante lá da capital!! – gritou ela – eu não queria que descobrissem!

O choque foi tão grande que Kitsuchi e Akatsuchi travaram, eles olhavam para Kurotsuchi e viam uma mulher que em alguns meses teria um filho, mas o mais impressionante foi o que ela disse.

Sem escolha ela contou toda a historia, 6 meses atrás ela conheceu o filho de um dos conselheiros do daimyo, um jovem rapaz escultor cheio de talento e muito amável, logo os dois tiveram um relacionamento secreto, e agora todos os meses quando ela visita a capital ela o vê e mantem o romance.

— Eu sempre digo que vou me hospedar em um hotel, mas na verdade eu fico na casa dele – dizia ela – eu até faço os agentes da ANBU que me acompanham fazerem vista grossa.

— Hã? E por que você precisa esconder de todo mundo? – perguntou Akatsuchi.

— Não é obvio? Sabem quantos problemas eu vou ter se descobrirem que a Tsuchikage tá de namoro com um cara da capital? – dizia ela – sem falar de políticos tentando se aproveitar disso, seria um escândalo!!

— Era com isso que você tava preocupada? Isso é o de menos – dizia seu pai dando tapinhas no ombro dela – o importante é que você vai me dar um neto, e olha só, seu avô vai ser bisavô!!

Kurotsuchi suspirou e baixou os ombros, desde o fim da guerra seu pai ficara muito relaxado, provavelmente ele sempre quis um neto e agora sabia que ia ter um, no final Kurotsuchi sabia que eram preocupações demais e problemas de menos.

— Você deve conseguir trabalhar normalmente até os 4 meses, depois disso pode tirar licença – dizia seu pai – pode deixar que eu e os outros do conselho seguraremos as pontas até você voltar!

— Fazer o que né? Acho que vou começar a montar o enxoval – dizia ela se rendendo – e olha só, além de ser a primeira Tsuchikage mulher eu também sou a única kage feminina a ter filhos!

— hahahahaha não deixe a Mei e Tsunade ouvirem isso! – brincou Akatsuchi.

— O que está dizendo? Eu farei questão de mandar fotos do bebê pra elas – provocou ela com um sorriso maldoso – vai ser divertido!

— Pronto, ela voltou ao normal – dizia seu pai chorando orgulhoso.

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— Sai da frente, sai da frente, sai da frente!! – gritava Chochou se segurando firme.

— Gorda idiota!! Guia essa coisa pro outro lado!! – gritou Inojin desviando da massa que vinha.

— Como se eu pudesse controlar essa coisa! – gritou ela.

Chochou estava cavalgando um enorme javali, tão grande quanto um touro, o animal também era estranho porque parte do seu corpo estava vestido em uma armadura especial, em uma enorme sala ela tentava conter o javali enquanto seus amigos desviavam das investidas.

— Chochou, quando eu disser use o seu Baika no Jutsu – gritou Inojin – manobra bigorna.

— Entendido!! – respondeu ela já concentrando o chakra.

— Agora!! – gritou Shikadai fazendo o selo para o Kagemane no Jutsu.

Ao mesmo tempo em que Shikadai deu a ordem Chochou saltou alto, enquanto ela estava no ar Shikadai estendeu a sua sombra e imobilizou o javali gigante, uma criatura com tamanha força poderia se libertar em uns 20 segundos, mas Chochou não lhe daria essa chance.

Ainda no ar ela usou o jutsu do clã Akimichi, seu corpo inchou até ficar com o dobro do tamanho do javali, despencando sobre ele Chochou o esmagou ao ponto de ouvir o som característico de porcos agoniados, com a certeza de que ele não mais se levantaria Chochou voltou ao normal e Shikadai recolheu sua sombra.

— Parece que vencemos, será que vai ser como da ultima vez? – perguntou-se Inojin.

Como se respondendo a sua pergunta algo aconteceu, o javali transformou-se em chakra e voou direto para o pergaminho aberto no chão, após suga-lo completamente o pergaminho enrolou-se de novo e um novo selo surgiu para lacra-lo.

— Pergaminho rank C recuperado – dizia Chochou pegando o pergaminho no chão – com isso já temos dois pergaminhos e 4 pontos!

Enquanto comemorava ela sentiu algo estranho, seu braço esquerdo começou a formigar e uma luz estranha parecia desenhar algo, ela assustada largou o pergaminho e reparou que algo estava tatuado no braço, parecia um tipo de selamento.

— O que!? Minha mãe vai me matar! – dizia ela tentando apagar o selo tatuado.

— Sua besta, isso não é uma tatuagem, é um fuuinjutsu – explicou Shikadai – significa que há um jutsu selado em seu braço, e eu aposto que sei qual é.

Shikadai explicou como o jutsu funcionava e Chochou se maravilhou com isso, ela soube agora que ganhou o contrato e o jutsu de invocação para a espécie que acabou de derrotar, com o selamento no braço Chochou só precisava enviar chakra para ele pra ativar o jutsu.

— Que legal! Então vamos testar! – disse ela concentrando chakra no braço – Kuchiyose no Jutsu!!

Ela bateu a palma da mão no chão e uma nuvem de fumaça explodiu, todos esperavam pra ver o terrível javali que enfrentaram agora a pouco, mas o que apareceu foi um porquinho da índia só um pouco maior que o padrão.

— O que é isso? Eu como mais bacon no café da manhã do que isso – disse Chochou decepcionada.

— Vou ignorar seu comentário sobre bacon, acho que não é tão simples assim afinal – disse Shikadai – primeiro você precisa dominar o jutsu antes de usar o selamento, quando tudo isso acabar é melhor você praticar.

— Mas afinal de contas que lugar é esse? Já foi estranho o suficiente nos separarmos do time 9, e agora isso – dizia Inojin vendo a sala onde estavam se desfazendo.

A sala onde enfrentaram o javali se desfazia como se fosse um genjutsu, mas antes era tão real quanto eles, assim que quebraram o lacre do pergaminho este fenômeno aconteceu.

A mesma coisa acontecera no pergaminho anterior, após quebrar o lacre e lerem o desafio o time se viu numa sala misteriosa, era alta como uma torre de castelo, cheia de correntes que pediam do topo até o chão, o desafio era vencer um ágil macaco (do tamanho de um humano) em uma corrida até o topo onde os três membros do time precisavam chegar antes dele, felizmente com o jutsu do Inojin não foi difícil supera-lo, eles só precisaram voar num pássaro até o topo, mas provavelmente outros times teriam dificuldades.

— Que lugar de merda o meu pai foi escolher, por isso disseram que este poderia ser o exame mais difícil – dizia Shikadai – esse lugar tem mais de 800 anos, mas ele parece perfeito para testar ninjas, cada desafio aqui dentro não é algo que uma pessoa normal pode enfrentar.

— Como será que a Sarada e os outros estão se saindo? – perguntou Chochou preocupada.

— Não se preocupe, eles devem resolver esses problemas assim como nós – disse Shikadai – na verdade a minha maior preocupação é achar a saída daqui.

— Vamos completar logo esse teste, só precisamos de mais um pergaminho não é? – dizia Inojin – poderíamos já ter terminado se tivéssemos procurado pergaminhos mais difíceis.

— Que besteira, encontramos vários de rank D, mas até agora só dois de rank C em 5 horas aqui dentro – explicava o Nara – eu suponho que pergaminhos de rank mais elevados sejam ainda mais raros.

— Isso significa que as chances de falhar são bem maiores, e ainda temos que lidar com a concorrência – dizia Inojin – pensando bem é melhor mesmo ficar neste rank.

— Isso também não serve, qualquer time precavido como o nosso vai procurar os pergaminhos rank C também – continuava Shikadai – precisamos de mais 2 pontos e só temos mais uma chance, qualquer pergaminho com exceção do rank D serve.

— Oh? Você assumindo riscos? Não parece normal – zombou Chochou – será que o sangue de sua mãe está despertando nesse exame?

— Um desafio como esse não acontece todo dia, não é entediante – respondeu Shikadai com um sorriso audaz – meu lema é não me envolver com coisas chatas, mas isso é surpreendentemente divertido.

Os dois riram disso e se levantaram, seguindo Shikadai eles estavam ansiosos para encontrar o ultimo pergaminho, no caminho eles se perguntavam que tipo de desafio estaria contido nele, como ambos os desafios foram semelhantes era de se esperar que o próximo o fosse também.

O problema era encontrar os pergaminhos, os dois últimos de rank C estavam escondidos, Inojin precisou usar sua técnica e invocar dezenas de ratos para encontra-los, já os de rank D estavam em prateleiras os suportes espalhados por todo o canto, o time 7 já tinha encontrado 8 destes na ultima hora em que venceram o ultimo desafio.

— Acho que tem alguém ali – disse Inojin um pouco atento.

O time 7 andou cautelosamente e virou uma esquina no labirinto, ao final daquele corredor eles viram três gennins praticando tiro ao alvo usando kunais, três alvos posicionados a 50m de distância era alvejado rapidamente, assim que cada um deles cravou 10 kunais em seu respectivo alvo eles sumiram e um pergaminho apareceu.

— Isso foi muito fácil! – disse um deles.

— Claro que foi, isso era um pergaminho rank D – disse outro – isso aqui é praticamente o que treinamos na academia.

— Então o próximo é um pergaminho rank C, ele deve ter o nível esperado de gennins experientes – disse o terceiro – depois basta achar um pergaminho rank B que deve ter o nível de um chuunin.

— E com isso teremos os 6 pontos que precisamos – disse o segundo – vamos terminar este teste em menos de um dia e sem dificuldades!

Os três pegaram o pergaminho no chão e se viraram para deixar o corredor, nesse momento o time 7 se escondeu e deixaram-nos passar livremente, de qualquer forma não havia qualquer beneficio em ataca-los, quando o outro time passou Inojin viu a bandana de um deles e constatou que eram ninjas da areia.

— Eles provavelmente vão falhar se continuarem com essa logica – comentou Shikadai – a diferença entre um pergaminho rank D e C é muito alta, então a diferença entre um rank C e B deve ser alta também, talvez os pergaminhos rank A só possam ser vencidos por aqueles que tenham nível de jounin.

— hahahaha então o que diabo tem no pergaminho rank S? Um bijuu? – perguntou Inojin rindo – acho que nem o Boruto seria idiota o bastante pra abrir um desses!

— Será?... – perguntou-se Shikadai pensando na possibilidade.

— Hei hei hei, nem o Boruto seria tão idiota, quero dizer, se eles já acharam algum pergaminho já devem ter entendido a dificuldade – disse Inojin preocupado.

— A Sarada está lá, ela não é burra e consegue segurar o Boruto – dizia Chochou – eles vão ficar bem, eu acho...

O time afastou essa preocupação por enquanto, de qualquer jeito se seus amigos fossem imprudentes assim não viveriam muito, seria lamentável mas eles não podiam parar pra cuidar disso.

Assim Inojin mais uma vez usou seu jutsu investigativo, abrindo um pergaminho ele desenhou uma centena de pequenos ratos e os espalhou por todos os cantos, em seguida ele desenhou um falcão em tamanho normal, seu objetivo era usar o jutsu de transferência do clã Yamanaka nele ganhar liberdade para observar tudo.

— Então estou indo – disse Inojin – Shintensin no Jutsu!

Os membros do clã Yamanaka ficaram surpresos com essa combinação, como os animais de tinta não tinham mente própria e eram feitos com o chakra do usuário a habilidade ficava mais forte ainda, Inojin podia possui-los por horas e não sofria o perigo de ter sua mente destruída caso o corpo fosse destruído, apenas uma ocasional dor de cabeça.

Os ratos fizeram a busca em todas as direções num raio de 500m ao redor deles, após uma hora de busca sem pausa um deles encontrou uma caixa no fundo de uma prateleira atrás de alguns livros, achando isso muito suspeito o rato fez sinal para o falcão, e este foi buscar a caixa, acertando em cheio eles descobriram um pergaminho dentro dele.

— É isso aí, achei o pergaminho – disse Inojin ao voltar para seu corpo – o meu falcão já o está trazendo.

Não levou nem um minuto para o falcão voltar, ele trazia em suas garras um pergaminho maior que os outros, sua cor também era diferente mostrando que era especial, quando Shikadai o examinou ele surpreendeu-se com o seu nível.

— É um maldito pergaminho rank A – dizia Shikadai decepcionado – se fosse um rank B ainda dava pra arriscar.

— E aí? O que vamos fazer com ele? – perguntou Chochou encarando o pergaminho.

— Sendo assim por que não o dão para nós? – perguntou alguém chegando naquele corredor.

Os três se viraram e viram gennins da nuvem, um que falava usava um óculos escuro e carregava uma katana nas costas, havia também uma garota de pele escura e cabelos castanhos, aquele que passava a impressão de ser o mais forte era o rapaz loiro com uma capa amarrada na cintura.

— Este é um pergaminho rank B não é? Estamos atrás deles – dizia a garota – se vocês não vão usa-lo então não é perda alguma pra você não é?

— Isso é verdade, mas dar o pergaminho pra vocês significa ajuda-los a passar – dizia Shikadai – eu não vejo nenhum motivo pra colocar mais rivais na próxima fase.

— Se não derem, em vez de vocês terem rivais a mais seremos nós que teremos a menos – disse o rapaz loiro estreitando os olhos.

— Ora ora, não precisamos começar uma briga assim do nada – disse o rapaz de óculos – que tal negociarmos? Podemos trocar o seu pergaminho rank A por este rank C que nós temos.

O trio surpreendeu-se, isso explicaria o porquê de estar tão difícil achar um desses nesse andar, se um time já o tinha achado diminuía ainda mais as chances de alguém encontrar um sobrando.

— Estávamos guardando para o caso de não achar um rank A – explicava o cara de óculos – mas já que vocês acharam podemos poupar o trabalho um do outro, o que acham?

— É uma boa oferta, mas como podemos saber se é verdadeiro? Afinal vocês sabem que o nosso é – dizia Shikadai.

— Por uma simples razão: trapacear nessa troca só seria vantajoso se nós é que estivéssemos com problemas aqui – respondia ele – são vocês os encrencados não é? Então deveria ser simples de entender.

Shikadai entendeu isso imediatamente, eles não estavam negociando porque precisavam, estavam negociando porque queriam, se a negociação falhasse eles simplesmente lutariam pelo pergaminho, essa negociação é só para evitar aborrecimentos.

— Bom, não parece uma troca justa negociar por um pergaminho mais fraco, mas é melhor do que nada – disse Shikadai – o que vocês acham?

— Por mim de boa, não adiantaria nada lutar pelo pergaminho e depois ainda ter que superar o teste – dizia Inojin.

— Será que não podíamos incluir uns lanchinhos na oferta? – perguntou Chochou – pra equilibrar a troca sabe?

Shikadai deu um tapinha leve na nuca dela e jogou o pergaminho, assim que a garota da nuvem pegou o pergaminho o rapaz de óculos jogou o deles, com a troca concluída os dois times se afastaram como que para dar segurança mutua.

— Você é bem esperto, espero encontra-los na próxima fase do exame – dizia o cara de óculos.

—Jjá eu espero que vocês falhem aqui, vai ser um saco enfrenta-los mais tarde – respondeu Shikadai.

— hahahaha que sujeitos engraçados! – disse a garota rindo – vamos concluir este teste com um único pergaminho, então até a próxima!

O time da nuvem saiu saltando pelas estantes de livro e sumiram num instante, já o time da folha permaneceu onde estavam, se deslocar podia significar topar com outro time por aí.

— De fato é um pergaminho rank C – dizia Shikadai analisando – o ultimo de que precisamos.

Shikadai analisava o pergaminho em sua mão friamente, este teste visava julgar a capacidade de medir riscos, se precipitar e ir atrás de pergaminhos valiosos ou ser prudente e se manter dentro de uma faixa de segurança.

Mas agora eles já tinham superado dois testes e este era o ultimo, se conseguissem eles estariam qualificados pra próxima fase, se falhassem não teriam outra chance e estariam fora, Shikadai não ligava muito pra isso, mas seus dois companheiros contavam com ele, seguiram suas ordens sem questionar porque acreditavam que ele sempre tomava as melhores decisões.

— Não esquente com isso, você tomou a decisão certa com a escolha dos pergaminhos – disse Inojin.

— Além disso já vencemos dois desses, podemos vencer mais um – disse Chochou.

Ambos puseram suas mãos nos ombros do Shikadai, esse era o sinal de que eles não o culpariam em caso de fracasso, e que o apoiavam incondicionalmente, com o apoio dos seus amigos Shikadai sorriu e quebrou o selo do pergaminho, após abri-lo ele começou a ler as instruções do próximo desafio.

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O espaço contorceu-se violentamente, como se tivessem sido cuspidos o time 9 caiu do meio do ar direto no chão de qualquer jeito.

Após o choque com o chão todos eles gritaram de dor, não pela pancada mas pelos ferimentos visíveis em seus corpos, o desafio que enfrentaram foi além de suas expectativas e lhes custou muito chakra e ferimentos.

— Mas que droga de desafio foi esse!? – gritou Boruto – derrotar 5 marionetes capazes de usar ninjutsu!? Isso é uma missão rank B!?

— Pare de reclamar, não foi isso que você quis!? – gritou Sarada – não seria tão difícil se você soubesse fazer algo mais que bunshins e rasenga!

O teste foi bem difícil para os padrões esperados, após ler as instruções do pergaminho o time 9 se viu em um espaço diferente, neste espaço amplo e cheio de obstáculos 5 marionetes humanoides esperavam por eles, cada uma era capaz de usar ninjutsus de um determinado elemento e se moviam exatamente como ninjas.

Os ninjutsus que elas podiam usar não eram muito fortes, e seus movimentos se baseavam em ação e reação, mas custou tempo até descobrir tudo isso, Sarada que era usuária de raiton e katon foi incumbida de cuidar das marionetes de fuuton e doton.

Basara lutou contra a marionete que usava raiton suportando os choques e avançando sem temer nada, Boruto que não usava nenhum elemento ainda contava com a vantagem numérica pra enfrentar as marionetes de katon e suiton, quando seus companheiros derrotaram os adversários se uniram a ele pra terminar o serviço.

— “Eu sei que estou atrasando todo mundo, se não fosse o treinamento com meu pai teria sido o meu fim” – pensava Boruto frustrado – “eu tenho que aprender jutsus novos de qualquer jeito”

— Bem, não é como se tivesse sido muito mais fácil para nós – dizia Sarada.

Após recuperarem o fôlego Basara foi até os dois e pôs as mãos nas costas de ambos, enquanto ele assimilava a energia natural do ambiente transferia para os dois na forma do selo amaldiçoado, com isso pouco a pouco os dois iam recuperando o chakra e também curando os ferimentos.

— Quem diria que justo você seria o médico do time não é? – brincou Boruto.

— Eu queria aprender ninjutsus médicos, assim eu poderia ajuda-los ainda mais – dizia Basara tranquilo – mas isso é tudo o que eu posso fazer.

Sarada observava seus dois companheiros, ambos eram do tipo instintivo que usavam suas poucas habilidades como podiam, em comparação a eles Sarada tinha uma dúzia de ninjutsus diferentes, tinha seu sharingan que lhe dava proficiência com taijutsu e genjutsu, e tinha sua mente analítica e afiada, mesmo assim ela sentia que os outros dois tinham um potencial muito maior que o dela.

— No final sua decisão não estava errada Boruto – dizia Sarada – não podemos encarar só desafios abaixo do nosso nível, precisamos procurar desafios ainda maiores.

Após uma hora descansando Basara conseguiu recuperar os outros dois, Sarada fez curativos em todos e revisaram seus equipamentos ninjas, com plena certeza eles continuaram em frente no labirinto.

O trio subiu por uma escada de madeira e saíram num lugar que parecia um sótão, o cenário atual lembrava uma velha mansão em estilo incomum para eles, com cuidados andaram pelos corredores da mansão sempre procurando pelo pergaminho, foi quando Basara encontrou um pergaminho dentro de um vaso de porcelana.

— É um pergaminho rank B, o nosso segundo! – dizia Sarada empolgada – se o superarmos já vamos ter todos os pontos que precisamos!

— Então não precisamos esperar por nada, pode abri-lo! – disse Boruto já se preparando.

Os três se prepararam para o que viria, Sarada quebrou o selo de argila que lacrava o pergaminho e o abriu, logo o texto em caracteres ninja foi visto enquanto a mesma sensação de antes se acumulava ao seu redor.

— “Um redemoinho aproxima-se de vocês, o vento gelado sopra e fere, quando o assobio passar uma gota de sangue estará no chão” – lia Sarada com uma certa dificuldade – dessa vez é um verso? O que isso significa?

Não houve muito tempo pra pensar nisso, assim que o verso foi lido o espaço ao redor deles distorceu-se, assim como da ultima vez o time 9 surgiu em um lugar diferente, dessa vez parecia um bambuzal com enormes troncos e densa folhagem, quando todos eles ficaram em guarda um assobio foi ouvido ao longe.

— Algo está vindo! – avisou Basara.

Sarada rapidamente ativou seu doujutsu, no ultimo segundo ela se jogou sobre os outros dois e os fez caírem no chão, isso foi bem a tempo de evitar algo que passou raspando e cortou um tronco de bambu facilmente.

— Foi por um fio de cabelo – dizia Boruto passando a mão na cabeça – o que foi isso?

— Depois de ver este lugar e este ataque eu entendi o que estamos enfrentando – disse Sarada – aquele verso fala sobre um mito incomum, mas que faz sentido no mundo ninja.

Olhando o tronco cortado os três viram uma criatura incomum, era uma doninha com uma cauda longa e afiada, era a criatura folclórica conhecida como kamaitachi.

— Não baixem a guarda, há outros dois por aqui – dizia Basara concentrado.

— Se é o kamaitachi das historias eles são um trio mesmo – dizia Sarada – tomem cuidado, um corte pode ser fatal!

As três doninhas começaram a saltar de um lado pro outro sem parar, ocasionalmente uma delas avançava sobre o trio atacando de forma diferente, uma das doninhas tinha uma cauda transformada em foice, outra tinha garras afiadas nas patas dianteiras, e o terceiro tinha uma serra na cabeça, mesmo quando raspavam saía um pouco de sangue.

— Bichos malditos, não param num lugar só! – reclamou Boruto que tinha dificuldades para lidar com esse tipo de inimigo.

— “Isso é muito mal, mesmo eu com meu sharingan mal posso acompanhar!” – pensava Sarada preocupada – “com um golpe de sorte eles podem arrancar nossas cabeças, o que podemos fazer afinal!?”

Continua.

Notas finais
O time 9 está com a navalha no pescoço, eles conseguirão derrotar os irmãos kamaitachi? E que outros times estarão por aí participando do exame chuunin? Não perca o próximo capitulo!!