Mirai no Monogatari

49 Capitulo 38 – Sunagakure.


Notas iniciais
Chegamos ao filler sobre sunagakure, é hora de vermos como Gaara e seus seguidores estão se saindo por enquanto. Teremos também um pouco de shikatema (na verdade eu quase ia focando o cap nisso...)

Capitulo 38 – Sunagakure.

– Eu vou querer um sabor laranja – disse Shikamaru sentado olhando pela janela.

– Eu prefiro de maçã – disse Shikadai jogando seu jogo favorito.

– Não tem maçã, vai ter que se conformar com laranja – disse Temari olhando a maquina de refrigerantes.

– Tanto faz – respondeu o menino desinteressado.

A família Nara estava em um dos vários postos de parada montados pelo país do vento, após a 4º guerra ninja o comercio com os outros países se intensificou, para permitir que as pessoas transitassem pelo deserto os postos foram criados, além de ponto de parada eles eram abrigos contra as tempestades ou a noite gelada do deserto, sem falar de ótimas lojas de conveniência.

– Quantos postos já foram construídos? – perguntou Shikamaru quando Temari se juntou a eles.

– Cerca de 200 postos, os maiores ficam nas rotas de comercio entre as cidades e vilarejos – respondeu ela.

– Me lembro de como era difícil atravessar esse deserto, sem um ninja da areia nos guiando podíamos nos perder facilmente – disse Shikamaru – agora estes postos cumprem a função de guias.

– Não da pra construir estradas no deserto, até para construir cidades precisa fazer em locais propícios – disse Temari – mas graças ao Gaara as coisas estão mudando.

– Eu li que o tio Gaara vai construir pistas para os tais dirigíveis que estão inventando – comentou Shikadai sem parar de jogar.

– Isso mesmo, em breve aqueles balões estarão sobrevoando os céus de todos os países – dizia Temari empolgada – eu mal posso esperar pra subir em um.

– Eu prefiro ficar no chão mesmo, voar é pros pássaros e pro Naruto – dizia Shikamaru bocejando.

Temari estava rosnando de raiva, quando o primeiro protótipo voou pelo céu todos ficaram empolgados, ainda que muitas questões fossem levantadas sobre esse meio de transporte, mas o Shikamaru só via problemas em pessoas começarem a voar pelos céus, ainda mais depois que o primeiro protótipo foi usado para terrorismo.

– Parece que a ventania passou – disse Shikamaru antes que começasse a discutir com Temari.

– Ótimo, estamos muito perto da vila para perdermos tempo aqui – disse Temari levantando e pegando sua bolsa.

– Temari-san? Eu entrei em contato com a vila como pediu – disse um chuunin da areia chegando – eu avisei que estão chegando e onde estavam.

– Muito obrigado, por acaso o meu irmão deixou algum recado? – perguntou ela.

– Na verdade... o Kazekage-sama não está na vila – disse ele receoso – parece que ele saiu para visitar alguém.

– Como é que é? – perguntou Temari soltando uma aura assustadora.

– xiii é hoje que a vila vai sumir – disse Shikadai prevendo a explosão de raiva da sua mãe.

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– Você não desiste mesmo não é? – perguntou Amara entediada.

– Eu aprendi a nunca desistir de algo que quero – respondeu Gaara sentado de frente para ela.

Os guardas do lado de fora da cela estavam nervosos, Gaara estava dentro da cela junto com a prisioneira, ainda que ela usasse algemas que bloqueassem o chakra não se deveria subestima-la.

Ele aparecia ocasionalmente, verificava pessoalmente as condições de todos os presos após a prisão ser reconstruída, entre os presos estava Amara, ela que era um dos chefões da rasetsu deveria ter sido executada, mas Gaara a manteve sob sua custodia até hoje.

– Já se passou um ano desde a guerra com a rasetsu, as coisas devem estar bem tranquilas se você vem me ver tantas vezes – disse ela.

– As coisas estão como sempre foram, mas eu não tenho muito do que reclamar – disse Gaara – coisas boas aconteceram.

– Eu fiquei sabendo, o herdeiro do Kazekage nasceu – disse ela num tom irônico.

Não tinha como ela não saber, quando a esposa do Gaara anunciou sua gravidez todos em sunagakure ficaram sabendo, levou apenas um mês para todo o país do vento saber, e o nascimento ocorrido há três dias foi festejado pelo país inteiro.

– É um menino, e se parece comigo – dizia ele com certo orgulho – nasceu saudável e sem problemas.

– Como se eu ligasse – disse Amara se virando pro outro lado.

– Você era discípula da Temari, se não tivesse seguido o caminho errado estaria do nosso lado quando ele nasceu – disse Gaara – poderia até mesmo ser a futura Kazekage.

– Se eu fosse a Kazekage a primeira coisa que faria seria acabar com os outros países – disse ela com raiva – mas você apenas baixou a cabeça e abanou o rabo para eles!

– Do nidaime Kazekage até os dias do meu pai, quando quebramos o tratado de paz só desgraça veio para o nosso país – respondeu Gaara – somente quando nos tornamos amigos das outras nações é que pudemos prosperar.

Amara que nunca viveu naqueles tempos não poderia saber, foram décadas de guerra interminável, exaurindo todos os escassos recursos do país e custando milhares de vidas, foi justamente essa era de guerras que obrigou o yondaime Kazekage a transformar seu próprio filho numa arma, Gaara jurou que isso nunca mais aconteceria.

– Você também é uma vitima da era de guerras, seus pais deram suas vidas para lutar na invasão de Konoha – dizia ele – você cresceu com ódio de Konoha, mas esse ódio te cegou.

– Afinal o que você quer de mim? – perguntou ela irritada.

– Eu quero saber o que mais vale para você – disse ele – o seu ódio pelos nossos aliados ou o seu amor pelo nosso país.

Amara ficou calada encarando Gaara, a pergunta dele sugeria que ou ela escolhia o patriotismo ou a submissão à outras vilas.

– Eu vou lhe contar algo que poucos sabem, algo que eu descobri naquela guerra – disse Gaara – o shodaime Hokage baixou a cabeça para as outras nações assinarem um acordo de paz.

– O shodaime Hokage? O ninja lendário que criou o sistema de vilas shinobis? – perguntava ela incrédula – eu soube que ele era mais poderoso que o próprio Madara, um homem assim não baixaria a cabeça pra ninguém.

Vendo a incredulidade dela Gaara decidiu contar a historia que vivenciou naquela guerra, naquela ocasião quando os 5 kages se reuniram pela primeira vez, o shodaime Kazekage estava criando dificuldades para assinar o tratado de paz visando obter mais vantagens para seu país, quando os outros países ameaçaram se unir para destruir o país do vento o shodaime Hokage implorou por piedade e expressou seus reais sentimentos.

– O homem mais poderoso do mundo estava pensando no bem de outras vilas, ele ansiava por um mundo sem guerras – disse Gaara – se ele não baixasse sua cabeça talvez a 1º guerra ninja jamais tivesse acabado.

– Besteira, mesmo naquela época Konoha já era onipotente, por isso Hashirama podia se dar ao luxo de fazer concessões – dizia ela – mas você se submete a qualquer coisa para evitar conflitos, mesmo que isso custe a nossa nação!

– Quando for necessário eu defenderei nossa nação com minha vida, mas prefiro evitar tomar ações que só trazem desgraças – respondeu Gaara – por isso eu vim hoje aqui, eu quero leva-la de volta pra vila, mostra-la o que conseguimos.

– Você ficou louco? Eu sou sua inimiga! – disse ela se levantando surpresa e espantada – eu não o perdoei por sua traição, e nem quero o seu perdão!

– Eu não seria tão ingênuo de tira-la daqui sem garantias – disse Gaara se levantando – no ultimo mês eu estive ocupado criando um selo especial.

Antes que Amara dissesse algo Gaara apontou sua mão para ela, esferas de areia voaram da cabaça em sua cintura e envolveram os pulsos, tornozelos e o pescoço de amara, em seguida se transformaram em braceletes e tornozeleiras bem como algo semelhante a uma coleira.

– Hei!! Eu já disse que não quero sair daqui! – gritava ela tentando arrancar a areia.

– Não é como se eu estivesse lhe dando muita escolha – respondeu ele abrindo a cela.

– Que tipo de resposta é essa!? – esbravejou ela.

Quando Gaara saiu da cela a areia no corpo de Amara começou a arrasta-la, mesmo que ela lutasse acabava seguindo Gaara enquanto ele seguia pelos corredores da prisão, os guardas achavam aquilo absurdamente estranho.

– Ora seu maldito! Pare de me arrastar com você! – reclamou ela – eu juro que vou te matar!

Ela fez os selos para seu ninjutsus, mas antes de conseguir usa-lo a areia em seu corpo adquiriu os mesmos padrões do Shukaku, imediatamente ela começou a apertar seus pés, mãos e pescoço.

– Eu esqueci de dizer que você não pode se afastar mais que 10m de mim – dizia Gaara – e que se tentar manipular seu chakra elas irão suprimi-lo.

– Que porra você tem na cabeça? Se era pra fazer isso comigo que me matasse logo – dizia ela.

– Eu sei que isso é desconfortável, mas eu tenho uma razão para isso – disse Gaara.

Amara viu um olhar diferente no Gaara, um olhar que a fazia querer saber o que o fez tomar essa atitude, então ela bufou irritada e começou a segui-lo com seus próprios pés.

Do lado de fora da prisão Amara viu o sol pela primeira vez em um ano, ela nunca pensou que sentiria tanta falta desse calor sobre a sua pele, enquanto Gaara criava uma plataforma de areia um dos guardas o chamou.

– Desculpe incomoda-lo Kazekage-sama, mas temos um recado da vila – dizia ele – o recado dizia que sua irmã e seu cunhado o esperam na vila.

– Oh nossa, era hoje que eles vinham? – perguntou Gaara preocupado.

– hehehe você se ferrou! – disse Amara rindo.

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– Ele tão fofinho! – disse Temari segurando o bebê nos braços – parabéns Matsuri-san.

– Cabelo vermelho igual ao pai, mas feições suaves como a mãe – analisava Shikamaru – parece que é uma tendência nessa família.

Ele dizia isso olhando pro próprio filho, ele era uma copia sua em tudo, mas as feições e a cor dos olhos era igual da mãe, ele tinha um rosto preguiçoso e suave, exceto quando ria, aí ele parecia o próprio diabo querendo aprontar algo.

– Mas ele nasceu de 8 meses não é? Eu me lembro que o Gaara nasceu com apenas 6 meses... – dizia Temari.

– Eu também fiquei preocupada, mas ele é perfeitamente saudável – respondeu Matsuri – e por precaução a babá que me ajuda é uma iryounin também.

– Essa criança veio em bom tempo, nasceu após as guerras acabarem – dizia Shikamaru – e se tudo correr bem ele provavelmente nunca vai ver uma guerra em sua vida.

– Sim, Gaara-sama me disse que está trabalhando nisso – disse Matsuri empolgada.

– Hun? O que quer dizer com isso? – perguntou Temari sem entender – o meu irmãozinho começou a fazer algo sem me contar?

Nesse momento a porta do quarto abriu-se, Gaara entrou e cumprimentou a todos, mas ao falar com sua irmã ele ganhou um olhar mortal esmagador.

– Muita coragem sua não me esperar! – disse ela encarando-o de braços cruzados.

– haha na verdade ele nem lembrava que vocês vinham – disse alguém atrás dele.

Amara apareceu na porta do quarto, em primeiro momento veio a incredulidade em vê-la, depois veio a reação automática de considera-la uma inimiga, naturalmente a primeira a atacar foi Temari, mas a areia do Gaara bloqueou a voadora que a mulher tinha dirigido para sua ex-discípula.

– O que significa isso Gaara? – perguntou Temari.

– Eu a libertei, Amara foi sua discípula e por isso julguei que ela merecia uma nova chance – respondeu Gaara.

– Você está louco? Ela tentou te matar, e o ataque dela custou a vida de homens da nossa vila! – repreendeu Temari.

– Não é como se eu estivesse gostando disso, olha só o que ele fez comigo – dizia Amara mostrando as restrições – eu estava muito bem em minha cela até ele me arrastar pra fora.

Shikamaru olhou tudo aquilo estranhando muito, mesmo que Gaara gostasse de oferecer chance de redenção isso era demais, Amara era uma nukenin rank A e um verdadeiro perigo para Gaara, pois o jutsu dela foi criado especialmente para mata-lo.

Então para Shikamaru havia mais alguma razão para trazê-la pra fora, ele queria perguntar isso ao seu cunhado, mas essa situação já estava saindo do controle, se Temari continuasse brigando o pior poderia acontecer, foi então que a segunda pior coisa aconteceu.

– Olha só o que vocês fizeram, acordaram o bebê! – reclamou Matsuri – poderiam resolver isso lá fora?

O bebê chorava estridentemente e isso incomodou muito Shikadai, ele deu uma desculpa e pediu para sair pra ver a vila, Shikamaru entendeu que ele percebeu a situação e autorizou o seu passeio, já Temari e Shikamaru acompanharam Gaara e Amara para uma outra sala.

Essa sala mais parecia uma suíte, tinha uma sala interna com divisórias, um pequeno quarto para descanso e uma dependência completa com chuveiro, banheira e tudo mais.

– Cadê a sua sucessora? – perguntou Temari sentando num sofá.

– Saiu em uma missão rank S – respondeu Gaara.

– Escolher uma estrangeira que ainda por cima foi treinada em outras vilas – dizia Amara revoltada – isso me dá vontade de vomitar.

– Quando eu a escolhi como minha discípula nunca imaginei que se voltaria contra nós – dizia Temari decepcionada – em comparação a isso uma estrangeira tem mais amor pela vila que você.

– Não venha me dar sermão, eu amo o país do vento e sunagakure! – rebateu ela – eu só não tolero nossa condição de submissos para outros países!

– Você não hesitou em se unir à rasetsu que é formada por renegados de todos os países – comentou Shikamaru – suas ações são contraditórias com suas crenças.

Amara sabia muito bem disso, se ela odiava a aliança que sunagakure fez ela jamais deveria ter feito sua própria aliança, ainda assim ela acreditava que era o único jeito de libertar sue país da “escravidão”

– Eu só estava usando a força deles ao meu favor – respondeu ela virando a cara – não é como se eu estivesse lutando pela causa deles.

– Eu percebi isso, por isso decidi solta-la – respondeu Gaara – terá sua chance de mostrar que ama este país de verdade.

– Me soltar? Você só fez aumentar o tamanho da minha cela – dizia ela mostrando as restrições – e nem tenho liberdade para ir ao banheiro, na verdade eu... eu... estou apertada.

– Não seja por isso, ali tem um banheiro mais confortável que o seu – dizia Gaara apontando para a porta lateral – Temari, por favor a acompanhe.

Temari ia reclamar algo mas desistiu, seria vergonhoso demais ver uma garota se sujando em publico, além disso existia essa solidariedade entre as mulheres nesse tipo de situação, por isso Gaara diminuiu as restrições e deixou Amara com sua irmã.

– Mesmo que você quisesse mudar a Amara você poderia ter esperado mais um pouco – comentou Shikamaru – por que arrasta-la com você por aí logo agora que seu filho nasceu?

– Parece que você realmente não deixa passar nada – disse Gaara quase sorrindo – muito bem, eu vou te contar.

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– Eis um novo jogo para você – disse Kankurou entregando a pequena caixa.

– Espero que seja mais difícil que o ultimo – respondeu o pequeno Nara recebendo o presente.

O presente era um quebra-cabeça especial feito pelo seu tio, ele tinha partes moveis e engrenagens como uma marionete e seu objetivo era monta-lo corretamente, uma vez montado ele se transformaria num incrível boneco.

– Que bom que você puxou ao seu pai em questão de intelecto – disse Kankurou sorrindo.

– Se a mamãe te ouvir ela arranca seu couro – respondeu Shikadai – valeu tio, quando eu voltar pra casa vou monta-lo.

Kankurou levava Shikadai para dar uma volta pela vila, sunagakure era como um segundo lar para ele e mesmo morando em Konoha ele tinha amigos aqui, na verdade a cada 3 meses ele passava uma semana em Suna para não esquecer suas origens maternas.

– Hei tio, quem é aquela moça que estava com o tio Gaara? – perguntava Shikadai casualmente – parece que a mamãe não gosta dela.

– Ela já foi aluna da sua mãe, mas acabou fugindo da vila e se juntado aos inimigos – respondeu Kankurou – é melhor que você saiba logo antes que ouça uma ou duas coisas por aí.

Kankurou levou seu sobrinho para uma praça arborizada na vila, tal praça era um tesouro bem preservado que trazia um pouco de frescor para as pessoas, não havia um lago pois água era um luxo, mas sentir terra firme e grama tornava o lugar um pequeno paraíso.

Enquanto Shikadai brincava com seus amigos de Suna um agente ANBU apareceu atrás de Kankurou, o irmão mais velho do Kazekage havia assumido o posto de líder dessa divisão e agora um dos seus subordinados aparecia.

– Kankurou-sama, detectamos uma movimentação deles na vila – disse o homem com um véu cobrindo o rosto todo.

– O plano do Gaara está funcionando, vamos prosseguir como o planejado – respondeu ele sem tirar os olhos do sobrinho.

O agente desapareceu numa nuvem de areia e com isso Kankurou foi até o seu sobrinho, ele disse que já era hora de voltar para a residência do Kazekage, Shikadai reclamou dizendo que fazia só 10 minutos que começara a brincar, mas então ele reparou na expressão séria do seu tio.

– Aconteceu alguma coisa não foi? – perguntou o menino – tudo bem, é melhor que me meter em alguma coisa chata.

– Quantos anos você tem mesmo? Só 8 anos? – disse Kankurou passando a mão na cabeça dele – mais um pouco e vou te chamar pra trabalhar na minha ANBU!

Os dois voltaram para a casa do Gaara, assim que chegaram encontraram Amara e Temari brigando ao ponto de se engalfinharem, sentado no sofá Gaara apenas observava a briga que lembrava dois gatos lutando por território.

– O que foi dessa vez? – perguntou Kankurou.

– Dessa vez foi sobre quem é a verdadeira mestra do fuuton – respondeu Shikamaru bocejando.

– Você é uma velha ultrapassada, eu criei um estilo fuuton inteiramente novo! – rebateu Amara.

– Se perdeu para a novata da Hanako seu novo fuuton não é grande coisa – disse Temari maldosamente – você sempre vai ser a minha pequena discípula!

– Ora sua bruxa velha...

– Muito bem vocês duas, eu tenho coisas para fazer agora – disse Gaara se levantando – vamos indo Amara.

– Hei! Eu já disse que não quero ser arrastada por aí com você! – protestou ela sendo arrastada pelas restrições.

Mas ela não teve muita escolha e passou o resto da tarde seguindo Gaara pela vila, a medida que ele resolvia os problemas da vila Amara podia ver o quanto ele era dedicado ao seu trabalho como Kazekage, como ele era amado por todos e indispensável na opinião de todos, o sol já estava se pondo quando Gaara foi receber enviados das outras vilas, em seu escritório ele conversava com um enviado de Kumogakure enquanto Amara ficava num canto frustrada.

– Por enquanto é só isso, o Raikage-sama entrará em contato se precisarmos de mais alguma coisa – disse o jounin da nuvem se levantando.

– Por favor se hospede em nossa vila hoje – pedia Gaara entregando papeis de autorização – já está muito tarde para viajar pelo deserto.

– Muito obrigado Kazekage-dono – agradecia ele.

Depois que ele saiu Gaara voltou para sua mesa para checar os papeis, eram contratos de venda e troca com a vila da nuvem, a vila da areia exportava vários minerais raros para os outros países.

– Você vende rocha lunar para as outras vilas? – perguntou Amara.

– O país da terra é o maior fornecedor de minérios brutos, nós somos o maior fornecedor de minérios refinados – explicava Gaara – as outras vilas preferem comprar de nós que já purificamos o mineral e o vendemos em pó.

– Oh? Então você deu um jeito de tirar a economia do vermelho foi? – dizia ela irônica – você é mesmo um gênio não é?

– E quanto a você? Já tomou a sua decisão? – perguntou Gaara.

– Você deveria desistir, não vai me convencer a aceitar este mundo – dizia Amara – um mundo onde a vila da areia não é soberana.

– Entendo, então eu vou leva-la aos seus aposentos – disse Gaara se levantando.

Amara o seguiu pelos corredores e assim ela chegou ao seu quarto, ao entrar ela viu que era bem confortável, bem melhor que uma cela de prisão ao menos.

– E então? Como vamos fazer? – perguntou ela – vai dormir comigo?

– Isso não será necessário – respondeu Gaara.

Da cabaça saiu uma massa de areia que flutuou para o meio do quarto, lá ela assumiu uma forma esférica que tinha as mesmas marcas do shukaku e ligou-se às restrições de Amara.

– Esse núcleo funcionará como centro da sua restrição – explicou ele – eu deixarei dois guardas lá fora, espero que não faça nenhuma besteira.

– Você me põe num quarto sozinha e espera que eu não faça nenhuma besteira – dizia ela irônica.

– Enquanto está aí por favor pense em algo – pedia Gaara – pense no que realmente significa ser um shinobi de sunagakure.

Gaara saiu deixando-a sozinha em seu quarto, assim que ele se foi Amara procurou algo afiado para usar como arma, ela primeiro tentou tirar as restrições em seu corpo sem sucesso, depois tentou destruir o núcleo que flutuava no meio do quarto, mas também não conseguiu, ela pegou água do banheiro e jogou sobre a esfera de areia, mas ela parecia impermeável.

– Ora, esse Kazekage aprendeu uns truques – dizia ela frustrada – se eu ao menos pudesse usar o meu fuuma (vento demoníaco)...

Ela desistiu e deitou em sua cama, com a luz apagada ela observava o luar entrando por algumas aberturas, desde que se tornara uma nukenin ela não retornava para sua casa, e agora ela via a vila da areia prosperando muito, ela se perguntava o que teria acontecido se a rasetsu tivesse vencido a guerra, ela teria conseguido dar a supremacia para sua vila?

Deixando esse assunto de lado ela foi dormir, e no meio da madrugada sentiu cheiro de queimado, ao abrir os olhos ela viu uma das paredes brilhando como se estivesse em chamas, para em seguida vir uma explosão localizada.

– O que está acontecendo aqui!? – perguntou um dos guardas entrando de vez.

Ainda da fumaça dois raios de luz dourada atravessaram o quarto em direção aos dois guardas, assim que foram atingidos seus corpos carbonizaram na hora, Amara já tinha virado a cama e se abrigado atrás dela quando viu alguém saindo da fumaça.

– Não precisa se preocupar comigo, eu vim ajuda-la – disse um homem usando manto e capuz.

– É mesmo? E quem seria você? – perguntou ela.

– Teremos muito tempo pra conversar no meu esconderijo – disse ele – em breve o Kazekage estará aqui, precisamos sair rápido.

– Bem que eu gostaria, mas aquilo ali não vai me deixar ir muito longe – dizia ela apontando para o núcleo.

O homem misterioso apontou sua mão para o núcleo e mais uma vez um raio dourado foi disparado, assim que atingiu o núcleo este explodiu e virou areia derretida, agora Amara podia ir onde quisesse.

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– Não esperava que acontecesse no mesmo dia – disse Gaara com um certo pesar na voz.

Ele estava na porta do quarto que hospedara Amara, diante dele os corpos carbonizados dos dois ninjas que a vigiavam, ambos não deveriam ter perdido as vidas em seu dever.

– Suas suspeitas estavam corretas, Obujo era mesmo um traidor – dizia Kankurou analisando o buraco na parede – esperávamos que eles mordessem a isca, mas não desse jeito.

O plano do Gaara estava dando frutos azedos, percebendo uma conspiração Gaara armou tudo isso para atrair seus inimigos, tirando Amara da prisão ele sabia que cedo ou tarde alguém apareceria atrás dela, era a chance de expor seus inimigos e acabar com todos os problemas antes de começarem.

– Quem é esse Obujo? – perguntou Shikamaru no corredor.

– Ele é descendente do shodaime Kazekage, e foi rival do Gaara na sucessão do posto de Kazekage – respondia Temari do seu lado – ele sempre foi um extremista que não gostava da politica de aliança que Gaara manteve.

– Então ele e Amara são farinha do mesmo saco, agora entendo por que ele correu para resgata-la – disse Shikamaru – por que deixaram um cara tão perigoso assim a solta?

– A politica de sunagakure é mais complicada que em Konoha, aqui somente os herdeiros dos clãs fundadores podem se tornar Kazekage – respondeu Temari – Obujo é descendente do shodaime, por isso ele era o candidato perfeito para ser o godaime Kazekage.

– Mas em vez dele sua vila escolheu o Gaara, eu ouvi dizer que isso foi uma jogada politica – completou Shikamaru – que fazê-lo Kazekage servia para mantê-lo sob controle.

– Isso mesmo, Obujo nunca gostou do Gaara e sempre complicou sua vida – continuou Temari – mas depois que Gaara nomeou a Hanako como sua sucessora as coisas desandaram.

– heh, se normalmente só os herdeiros dos clãs fundadores podem ser Kazekage, imagino o escanda-lo que foi ao saberem que uma forasteira seria a próxima – disse Shikamaru – seu irmão foi esperto em manter vigilância sobre ele.

– Pra falar a verdade eu também fiquei surpresa com isso, aquela garota tem cabeça de vento – confessou Temari – ela só é boa em lutar, mas de resto ela é igual ao Naruto!

– Bem, se isso deu certo lá em Konoha talvez dê certo aqui também – disse Shikamaru rindo – deve ter sido por isso que Gaara a escolheu.

Os dois deixaram a conversa e foram se juntar ao Gaara, ele explicava a situação para seu cunhado e dizia o seu próximo passo, ele tinha preparado uma equipe de perseguição de antemão e estava pronto para envia-los.

– Eu acho que essa não é uma boa ideia, seu inimigo entrou e saiu da vila sabendo que seria perseguido – explicava Shikamaru – ou ele está confiante de que pode escapar ou não liga para ser perseguido.

– Se o Obujo está envolvido ninguém menos que o Gaara poderá enfrenta-lo – dizia Kankurou – e agora que ele tem a Amara do seu lado nem o Gaara poderá enfrenta-lo.

– Aquela mulher criou um jutsu especifico para inutilizar o Kazekage, por isso ele veio aqui atrás dela – dizia Shikamaru – você sabia disso e a usou como isca, mas o inimigo agiu rápido demais.

– Espera, isso era um plano seu? – perguntou Temari – por que não me disse?

– Porque você não sabe se conter, se soubesse seria a primeira a estragar tudo – explicou Kankurou – nós tínhamos tudo planejado, mas o próprio Obujo aparecer aqui tão rápido estava fora dos planos.

Kankurou e Gaara começaram a passar ordens para todos os ninjas, em primeiro lugar a ANBU seria mobilizada para proteger a vila, a divisão médica deveria ficar em alerta, e todos os jounins se prepararem para o combate, por enquanto os chuunins e outros não seriam informados.

– Quero um time inteiro protegendo a Matsuri e o meu filho – pediu Gaara – talvez Obujo queira se vingar de mim através deles.

– Eu imagino que os objetivos dele são maiores do que isso – disse Shikamaru – você tem que imaginar que o ressentimento dele se estende para toda sunagakure.

– Obujo é poderoso, mas nem ele pode destruir a vila inteira, ainda mais a noite que seu poder é reduzido – explicou Kankurou.

– E por acaso alguém que não teria chances de vitória viria até aqui para buscar a única pessoa que pode matar o Kazekage?

– Ele tem razão, não podemos subestimar Obujo, vamos imaginar que ele tem um grande plano em mente – disse Gaara – ao menor sinal de uma grande ameaça a vila deve ser evacuada.

Gaara saiu com sua escolta, ele torcia para que o seu plano não se voltasse contra ele e trouxesse a desgraça para a vila.

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– É ótimo estar livre daquelas algemas – dizia Amara coçando os pulsos – vou ao menos agradecê-lo por isso.

– Eu estive procurando por você desde que foi presa, em nosso país há três prisões – dizia Obujo – e seu nome constava nas três, eu não podia atacar uma delas sem ter a certeza.

– Então quando o Kazekage me tirou da prisão você não perdeu tempo não é? – disse ela – você é bem ousado.

– Eu sabia que ele estava me vigiando, mas com você aqui eu posso finalmente por meu plano em pratica.

Os dois estavam em um acampamento erguido entre varias dunas gigantes, para outras pessoas esse lugar poderia parecer aberto e desprotegido, mas para o povo do deserto somente aqueles que compreendiam bem a areia sabiam dos perigos.

O acampamento consistia de varias tendas, carroças e provisões, o tesouro mais precioso que era a água estava em uma caixa d’água que normalmente era transportada em um pergaminho gigante, Amara pegou um copo e serviu-se dela até ficar satisfeita.

– Você é o descendente do shodaime, quando foi que você começou a usar a linhagem dele? – perguntou ela curiosa.

– Após a 4º guerra, parece que o meu chakra Yan despertou naquele dia – respondeu ele – na verdade muitos ninjas despertaram o chakra Yan ou Yin depois da guerra.

– E essas pessoas?

– São do clã do shodaime, todos eles concordam que eu deveria ter sido o Kazekage – respondeu Obujo – eles e suas famílias me seguiram na esperança de que eu purifique sunagakure.

Amara observava os arredores, ela podia contar pelo menos 300 pessoas, duas dúzias de crianças e pelo menos algumas dezenas de ninjas, provavelmente eram os ninjas que estavam antes espalhados pelo país do vento.

– E então? Qual é o seu grande plano? – perguntou ela.

– Naturalmente é matar o Gaara e reerguer nossa vila – disse ele – eu tenho um plano que vai trazer de volta a gloria de sunagakure, mas para isso eu preciso que você derrote o Gaara.

– E quanto àquela mulher que me derrotou? – perguntou Amara.

– A Hanako? Nesse momento ela está do outro lado do país em uma missão rank S – respondeu ele – quando ela voltar tudo já terá acabado e nós assumiremos.

Amara concordou em participar do plano, de qualquer jeito trazer sunagakure a sua gloria sempre foi seu plano, ao confirmar que estava dentro ela recebeu seu grande leque metálico de volta assim como seus trajes ninjas, Amara do vento negro estava de volta a ativa.

– Vamos voltar para sunagakure, ao amanhecer tudo será restaurado ao seu devido lugar – disse ele comandando seus subordinados.

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– Parece que eles usaram uma rota subterrânea para escapar, deve ser assim que eles entravam e saíam da vila – disse Kankurou decepcionado – eu não consigo acreditar que um túnel estava escondido literalmente debaixo dos nossos narizes.

– Podemos apontar falhas e culpados depois, a prioridade é garantir a segurança da vila – disse Gaara – algum sinal de ameaça?

– Falta meia-hora para o amanhecer, devemos supor que Obujo vai querer atacar quando seu poder estiver no máximo – dizia o líder da ANBU.

Dezenas de jounins estavam sobre a proteção de rocha que circulava a vila, chuunins estavam espelhados por todas as ruas em alerta e as pessoas instruídas a ficarem em casa, sunagakure não via tamanha mobilização desde que a akatsuki atacara a muitos anos.

Quando o sol começou a surgir no horizonte uma nuvem de poeira foi vista ao longe, imediatamente os ninjas avisaram ao Kazekage e assim a defesa da vila teve inicio, Gaara se posicionou de modo a bloquear ataques vindos de fora, sua areia formava paredes em todas as entradas da vila.

Ao longe o clã comandado por Obujo avançava velozmente, não só eles como ladrões do deserto avançavam cavalgando cavalos, um redemoinho negro se aproximava velozmente indicando quem estava vindo.

– Dessa vez eu vou acabar com ela com certeza! – disse Temari alisando seu leque.

– Eu esperava mais dela, mas se Amara escolheu este caminho novamente nada pode ser feito – disse Gaara decepcionado – sinta-se livre para elimina-la.

Os ninjas de nível jounin estavam sobre o rochedo que protege a vila de ataques externos, Gaara posicionado acima da entrada principal, quando o redemoinho negro parou todos puderam ver Amara e Obujo juntos.

– Bom dia senhor Kazekage, eu vim reivindicar a minha vila da areia – dizia Obujo gritando alto.

– Sunagakure não pertence a uma única pessoa, ela pertence ao país e aos seus cidadãos – respondeu Gaara num tom audível por todos – se você e seu clã recuarem agora eu permitirei que partam sem represálias, vamos evitar sangue derramado dos dois lados.

– Essa sua covardia ainda vai destruir a vila da areia, na verdade eu diria que esse dia chegou – respondeu Obujo – hoje sunagakure vai renascer das cinzas!

Obujo sacou suas duas espadas curvadas, eram espadas típicas do povo do deserto, com um grito de guerra ele ordenou que seus seguidores avançassem, e mesmo que a desvantagem fosse gigantesca eles não hesitaram.

– O que está fazendo? Vai mandar uns 100 homens investirem contra uma vila inteira? – perguntou Amara preocupada.

– Não se preocupe, não teremos que enfrentar toda sunagakure – respondeu ele fazendo uma sequencia de selos.

Após concluir os selos cristais enormes apareceram ao redor da vila, os cristais brilharam emitindo sua luz para cima até que os raios se cruzaram, quando isso aconteceu uma barreira gigantesca apareceu cobrindo toda a vila isolando-a.

– Mas que droga é essa!? – dizia Kankurou dentro da vila – destruam essa barreira agora mesmo!

Os ninjas dentro da vila começaram a usar seus jutsus para atacar a barreira, mas ela era tão poderosa que nem mesmo arranhava, os ninjas que estavam do lado de fora foram surpreendidos com isso e completamente isolados.

– Esse cara, quando ele fez isso? – perguntou-se Gaara atacando a barreira com sua areia.

– Eu venho preparando isso a semanas, não pretendia usa-la agora, só quando Gaara não estivesse na vila – dizia Obujo – mas agora que você está aqui pode cuidar dele.

– Sim, eu farei isso – disse Amara sacando seu leque das costas.

– Meu povo! Chegou a hora de libertamos sunagakure das mãos dos usurpadores – dizia Obujo – que nossa causa seja louvada e que o sangue dos inimigos pinte o chão!

Com seu discurso inflamado de ódio seus seguidores atacaram, os poucos ninjas fora da barreira estavam agora em desvantagem numérica, somente o Kazekage poderia conter tamanho ataque.

Em pouco tempo os jounins da areia lutavam contra os invasores, Gaara e Temari começaram a lutar contra Obujo e Amara, Temari sabendo do risco que ela representava foi enfrentar sua ex-pupila, já Gaara enfrentava Obujo que atacava com tudo.

– Mesmo sem a Amara eu posso derrota-lo afinal – dizia ele atirando raios de luz dourada – a linhagem do shodaime Kazekage é a mais poderosa!

Os disparos acertavam o escudo de areia e atravessavam enquanto o derretiam, Gaara via sua areia cair no chão liquefeita pelo calor, como sua defesa não estava ajudando em nada ele precisava se esquivar dos disparos com as próprias pernas.

Em certo momento ele usou a areia embaixo dos pés de Obujo para ataca-lo, Gaara conseguiu imobiliza-lo mas antes de mata-lo a areia começou a derreter e cair no chão, Gaara parecia bem frustrado sobre isso.

Enquanto Gaara lutava contra Obujo Amara e Temari trocavam ataques, no inicio Amara estava na vantagem com seu vento negro, mas Temari contra-atacou com seu novo leque, este leque feito em Konoha tinha jutsus de selamento que liberavam armas a cada abanada, primeiro ela disparou uma saraivada de agulhas com o vento, algumas destas acertaram Amara cravando-se fundo, depois foi a vez de shurikens maiores que o normal e estas passaram raspando quando a outra se esquivou.

– Acabou para você, desista enquanto posso pensar em te deixar viva – avisou Temari caminhando até ela.

Amara se sentia encurralada, ela nunca imaginou que sua ex-mestra conseguiria supera-la com um truque tão besta, ela olhou para Obujo e Gaara e viu que o Kazekage parecia não desistir, Gaara sacou um pergaminho e o abriu revelando uma grande cabaça igual àquela que ele costumava usar.

– Trazer mais areia para a batalha não vai te salvar – disse Obujo confiante.

Gaara rapidamente pegou a nova cabaça e a colocou em suas costas, quando Obujo disparou um novo raio dourado a areia saltou da cabaça formando um escudo, dessa vez a areia resistiu ao raio brilhando vermelha, mas aos poucos ela voltava ao normal.

– O quê? Como!? – perguntou Obujo surpreso.

– Você absorve energia natural do sol e fortalece o katon com ele, com isso você cria um raio com 2 mil graus célsius – dizia Gaara – mas esta areia especial tem tungstênio em sua base, que pode suportar 2.5 mil graus célsius.

A nova areia do Gaara era de cor acinzentada mas brilhava com os cristais metálicos misturados nela, Gaara ao longo dos anos aprendeu a criar novas misturas para situações diferentes, e assim não ficaria tão vulnerável aos seus pontos fracos.

– Amara, eu te disse antes que a aliança não nos enfraquece – começou Gaara olhando para ela – com o intuito de superar nossos rivais eu estou me aprimorando cada vez mais.

Obujo demonstrou um grande ódio disso e voltou a atacar, a nova areia não era tão rápida e poderosa como a habitual, mas ela resistia aos raios de calor e avançava como uma serpente, em pouco tempo ela capturou Obujo prendendo-o num casulo firme, o outro tentava derreter a areia mas a via esquentar sem mudar sua composição.

– Acabou para você, renda-se de uma vez e ordene aos seus homens para se retirarem – ordenou Gaara.

– Você pensa que acabou? Só estamos começando – avisou Obujo olhando para a barreira – parece que já começou afinal.

Gaara olhou para a barreira e viu que ela brilhava mais forte que antes, também podia sentir um calor vindo dela mais forte que o ar quente do deserto, olhando para o topo da barreira ele viu uma esfera dourada crescendo aos poucos.

– O que você fez!? – perguntou Gaara.

– Essa barreira faz o mesmo que eu, mas em uma escala muito maior – respondeu o outro orgulhoso – ela está acumulando o poder do sol e em breve vai liberar um ataque contra a vila, tudo em seu interior vai ser reduzido à cinzas!

– O quê!? Você pretende destruir toda a vila da areia!? – perguntou Temari horrorizada.

– Hein? Você não me falou nada disso! – disse Amara surpresa – do que me serve a vila transformada em cinzas!?

– Eu lhe disse que iriamos restaura-la à suas origens não disse? Para isso precisamos começar do zero – respondeu ele – depois que sunagakure for destruída você e eu poderemos reerguê-la como marido é mulher, e o meu clã será abençoado com esta terra purificada.

Amara fez uma cara de quem não sabia o que fazer, já Gaara nem mais notava a existência deles, ele reuniu toda a areia restante e fez uma garra gigante com ela, enquanto ele socava a barreira Temari usava seus jutsus para tentar corta-la, mas não obtinha sucesso algum.

– Amara! É chegada a hora de você cumprir seu destino! – gritou Obujo.

Ela agiu por puro instinto, mesmo com seus ferimentos ela agitou seu leque e o vento negro envolveu Gaara, quando ele ficou preso no redemoinho negro sua areia caiu no chão sem movimento, Temari ia ataca-la mas Obujo já liberto disparou um raio contra ela, Temari conseguiu se proteger mas a explosão a jogou no chão e seu leque derreteu completamente.

– Em apenas 10 minutos a barreira já terá acumulado poder suficiente – dizia Obujo já vitorioso – e com isso será o fim da sunagakure corrupta e fraca!

– Amara! O meu filho está lá! O filho do Gaara também, todas as crianças da vila estão lá! – gritava Temari – você vai matar todo mundo!? Vai deixar esse psicopata apagar sunagakure da existência!?

– Eu... eu...

– Cale-se mulher, eu farei de sunagakure uma verdadeira potencia – dizia Obujo – o meu clã irá mostrar sua força conquistando e destruindo todas as outras nações!

– Você só vai conseguir levar nosso povo ao genocídio! As outras nações irão nos destruir se declararmos guerra! – gritou Temari – o que você pensa que pode conseguir depois de matar sua própria gente!?

– Eu já me cansei de você, apagarei de vez essa linhagem corrupta – disse ele apontando a mão para ela.

Ele concentrou o chakra pra disparar um raio nela, mas inesperadamente Amara agitou seu leque na direção dele, o vento negro o fez voar contra a barreira derrubando-o no chão, aproveitando-se disso Temari sacou dois pequenos leques presos em suas pernas e se juntou a ela.

– Vamos mandar esse cara voando daqui! – gritou Temari – Fuuton! Gufuudan no Jutsu (tornado explosivo)

As duas juntas criaram uma onda de vento compactada que atingiu Obujo, ao atingi-lo o vento explodiu e ele saiu voando até sumir da vista, assim que ele se foi Amara desfez o vento que prendia Gaara.

– Eu sou mesmo uma idiota – disse Amara – cheguei a pensar em matar todo o meu povo!

– Esqueça isso por enquanto, precisamos unir forças – pedia Gaara – vamos concentrar nossos ataques e destruir a barreira.

Os ninjas da areia atacavam por dentro com perseverança, Gaara compactou sua areia especial na forma de uma broca gigante e as duas usuárias de fuuton se uniram novamente, elas aumentavam a velocidade de giro da broca enquanto Gaara usava todo o seu poder nela.

Com todos os poderes combinados levou um minuto para destruir a barreira, ela se partiu como uma cúpula de vidro espatifada, enquanto o sol artificial se desfazia os ninjas da areia comemoravam a vitória.

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– A divisão médica informa, muitos tiveram queimaduras de 1º grau, mas ninguém corre perigo – informava um jounin médico.

– Do lado de fora tivemos baixas de 10% – informava um dos jounins que lutaram – o inimigo recuou ao ver seu líder derrotado.

– O que aconteceu com o Obujo? – perguntou Kankurou passando pomada pra queimadura na pele.

– Eu mandei uma equipe para persegui-lo, mas aparentemente essas duas o mandaram pra bem longe – disse Gaara olhando pra elas.

Amara estava sentada numa pedra e ao seu lado Temari de pé, as duas conversavam sobre o que tinha acontecido antes e agora, Gaara achou melhor deixa-las sozinhas por enquanto.

– Eu só queria fazer sunagakure voltar a ser o que era – dizia Amara arrependida.

– Não, você queria vingança contra Konoha que matou seus pais – repreendeu Temari – e por causa desse ódio você fechou os olhos para a realidade, buscava culpados imaginários.

– Quando eu fiquei presa no mugen tsukiyomi, eu vi sunagakure como a vila mais poderosa e respeitada, e meus pais do meu lado saudando o Kazekage – dizia ela – eu queria transformar esse sonho em realidade, por isso me juntei à rasetsu.

– Destruir nossos rivais não nos torna mais fortes, precisamos supera-los – dizia Temari – sunagakure está ficando cada vez mais forte, justamente porque temos rivais para superar.

Nesse momento dezenas de ninjas da areia chegavam pelo portão principal, liderando a comitiva estava Hanako, como parte da estratégia ela foi mandada pra longe para dar uma falsa sensação de segurança ao Obujo.

– Gaara-sama!!! Que bom que você está bem!! – gritou ela pulando no pescoço do Kazekage – eu fiquei tão preocupada! Por que não me chamou mais cedo!?

– Sinto muito, não esperava que tudo saísse do controle – respondeu Gaara se livrando dela.

Amara via aquela mulher chorando como uma retardada, ela se perguntava como Gaara escolheu Hanako como sua sucessora e o que seria da vila quando ela assumisse.

– Se o Naruto conseguiu ser Hokage a Hanako consegue ser Kazekage, pelo menos é isso o que o Gaara pensa – disse Temari percebendo o que ela pensava – Gaara está apostando no amor dela pela vila.

– O amor dela pela vila? Mas ela é uma estrangeira, e foi treinada em outros países – dizia Amara – ela não pode amar mais esta nação do que um cidadão daqui!

– Você não entendeu, Hanako vê as outras nações como rivais que ela quer superar – explicou Temari – quanto mais ela aprendia em outros países mais ela queria derrota-los.

Amara se deu por vencida e disse que podiam fazer o que quisessem com ela, por ter participado do atentado terrorista ela estava pronta para encarar a sentença de morte, o que ela não esperava é que Gaara dissesse que ela podia ir aonde quisesse.

– O que você está dizendo? Se continuar sendo mole assim ninguém vai leva-lo a sério! – reclamou ela.

– Do que me adianta executa-la? Eu prefiro que você trabalhe para nossa vila – dizia ele – faça por sunagakure aquilo que estiver fora do meu alcance, essa é a melhor forma de espiar seus pecados.

– Apenas aceite, vá dar uma volta pelo país e ver do que ele realmente precisa – sugeriu Temari.

– Gaara-sama! Hanako-san! – disse Matsuri chegando com sua escolta.

Assim que viu o bebê Hanako avançou nela para conhecê-lo, ela estava fora da vila quando ele nasceu e desde então queria muito vê-lo, enquanto ela tentava a todo custo roubar o bebê Amara pegava uma capa de viagem e um turbante.

– Não pense que eu aceitei completamente esta sunagakure – dizia ela – eu apenas vou dar mais tempo a vocês para ajeitar tudo.

– Quando você voltar já teremos posto em pratica o nosso maior plano – avisou Gaara.

– Hein? Que plano é esse? – perguntou ela curiosa.

– Saberá em breve, até lá cuide-se.

Pegando um saco com mantimentos e água Amara saiu da vila, ela não tinha destino certo mas agora estava livre, e o mais importante é que agora ela via um futuro brilhante para sua terra natal.

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– Maldição, chegar tão longe para morrer aqui! – reclamou Obujo rastejando.

– Desista, não há mais para onde correr! – disse o líder da equipe de perseguição.

Obujo tinha sobrevivido ao ataque combinado de Temari e Amara, mas ele teve varias costelas quebradas assim como um braço, ferido e enfraquecido ele estava sendo perseguido por dois times quando finalmente foi encurralado.

Foi quando duas lanças brancas perfuraram os lideres dos times, os outros ninjas se viraram para ver de onde veio o ataque e viram uma mulher usando um manto branco que a cobria da cabeça aos pés.

– Quem é você!? Aliada dele? – perguntou um dos ninjas indo para o ataque.

Com movimentos velozes a mulher passou pelo meio deles, o que se viu depois foi o sangue jorrando e os ninjas da areia caindo no chão, a mulher então foi até Obujo que estava ofegante caído no chão.

– Quem é você? – perguntou ele.

– Você teve seus sonhos e objetivos destroçados, eu vim lhe conceder uma nova chance – disse ela – junte-se a nós e todos os seus desejos serão realizados.

Sem hesitação nenhuma e com um grande sorriso Obujo aceitou a mão estendida para ele, e assim os dois desapareceram numa nuvem de areia.

Continua.

Notas finais
Parece que Amara saiu da lista negra de vez, e Gaara teve seu filhotinho heheheheheh Eu ainda não decidi se este é o ultimo filler, mas se não for vamos ver o que posso fazer né?