Mirai no Monogatari
90 Capítulo 77 – Um Novo Desafio.
Notas iniciais
Capítulo 77 – Um Novo Desafio.
— Concluímos então que Jyura tinha conexões com certas organizações criminosas – explicava Hanako – e ao saber que selaríamos o Nanabi ele formulou um plano para se apossar do bijuu.
— Os membros da ANBU deveriam ser as pessoas de maior confiança de um kage, e mesmo assim um deles faz uma coisa dessas – lamentava Darui – por causa disso teremos que rever todos eles e determinar se mais alguém joga em outro time.
— Como um dos 5 kages e atual Kazekage de Sunagakure eu estou profundamente envergonhada – dizia Hanako com a cabeça baixa – eu deixei que levassem um dos bijuus, justo quando eles passaram a confiar em nós, essa desonra...
— Não fique assim, o mesmo aconteceu com o Kurama no dia que eu nasci – consolou Naruto – sempre estamos preparados para inimigos de fora, mas o maior perigo vem de dentro.
— Esse é um problema que afeta todos nós, então vamos dar toda a cooperação – disse Chojuro em seu lugar – mas não podemos permitir que aconteça novamente.
— Já estamos reforçando a segurança em torno dos outros jinchuurikis, mas eu acho difícil que alguém tente algo agora – disse Kurotsuchi – o novo selamento permite ao bijuu ter controle da situação, se ele sentir que é impossível salvar seu jinchuuriki ele o destruirá.
— Não podemos tratar os jinchuurikis como descartáveis, ou vamos voltar ao que era antes – reclamou Naruto – temos que ser capazes de não só educa-los como cuidar bem deles.
— De qualquer jeito, o Nanabi desapareceu há um mês e desde então nenhuma novidade – disse Darui – e o fim do ano já está chegando, temos algum outro assunto para tratar nesta reunião?
Quando perguntaram isso os olhos do Naruto brilharam, ele rapidamente pediu uma sacola para o jounin que o acompanhava, e depois disso pôs uma pasta de documentos na frente de cada um dos outros kages.
— O que é tudo isso? – perguntou Chojuro sem entender.
— São os meus planos para o novo exame chuunin – disse Naruto animado – os detalhes estão todos aí, mas eu posso resumir pra vocês.
— Novo exame chuunin? Mas não pudemos realizar este ano – disse Kurotsuchi – e ainda tá muito cedo pro exame do próximo ano.
— Na verdade podemos fazer isso agora, temos condições de começar antes do ano novo – dizia Naruto – e as fases finais ficariam para o primeiro mês do ano, eu já pensei em tudo e as outras vilas não precisam fazer muita coisa.
— Sei, mas por que isso agora? Não podia esperar até o meio do próximo ano? – perguntou Chojuro.
— Na verdade podia, mas eu sinto seria um desperdício – respondeu Naruto – além disso precisamos mostrar que todos esses problemas não podem nos derrubar, se deixarmos de seguir em frente por cada crise vamos ficar travados.
— Promover gennins para chuunins vai ajudar a fortificar as vilas – dizia Hanako – fora que o exame em si já virou um evento de grande porte.
— Então Konoha vai assumir os preparativos para o exame, o que você planejou dessa vez? – perguntou Darui.
— Algo muito interessante, e que também vai atrair todo tipo de gennin – respondeu Naruto satisfeito – minha intuição diz que vai ser o melhor de todos!
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(uma semana depois)
— Droga! Esse time da folha é muito forte! – reclamou um homem grandalhão.
— Vamos nos separar, vai ser cada um por si agora – disse um deles – vamos nos encontrar no esconderijo, tenham certeza de não serem seguidos.
Os 6 bandidos estavam reunidos numa circulo discutindo o que fazer, um deles baixou a cabeça por um instante chamando a atenção dos outros, e ao levantar a cabeça ele socou um companheiro do seu lado, os outros foram surpreendidos por isso e não entendiam o que estava acontecendo.
— Que porra é essa? Você ficou louco!? – disse um deles ao ver o companheiro sacando uma kunai.
O companheiro deles atacou com toda a força os outros, em um dado momento um deles o atacou por trás, vendo o ataque vindo o bandido juntou as mãos num selo e disse “Kai!” como se estivesse desfazendo uma técnica, após isso ele ficou desnorteado e recebeu um golpe de kunai nas costas.
— O Inojin dominou bem a técnica Yamanaka – comentou Akane aparecendo atrás do atacante confuso – o Shintenshin no Jutsu é ótimo para causar confusão e dispersar inimigos.
O bandido que tinha golpeado o companheiro pelas costas se virou e viu a garota, antes que ele pudesse reagir Akane tocou a ponta do dedo no peito dele, rapidamente o bandido caiu num genjutsu onde raízes o envolviam até sufoca-lo, no mundo real o bandido estava com o corpo tremendo e logo caiu no chão todo duro.
— Mas que droga!! – gritou dois bandidos atacando ela.
Os dois bandidos não chegaram a acerta-la, de uma moita próxima uma sombra se esticou e paralisou os dois, com os bandidos imóveis foi fácil para Akane botar os dois pra dormir como fez com o anterior.
— Já foram 4, ainda faltam 3 – disse Akane olhando para os membros restantes.
Os bandidos viram que não tinham chance alguma e debandaram, dois deles seguiram juntos enquanto o ultimo seguiu sozinho, Akane perseguiu o bandido solitário deixando os outros dois para seu time, e não demorou muito para eles estarem no encalço deles.
— Não tem graça quando eles fazem exatamente tudo que planejamos não é? – comentou Inojin.
— Que seja, eu só quero acabar logo com isso e ir pra casa – respondeu Shikadai.
Os dois perseguiram a outra dupla conduzindo-os ao local da armadilha, e os dois bandidos avançaram surpresos vendo Chochou no caminho deles, a garota comia um saquinho de batatas-fritas despreocupadamente, Inojin e Shikadai até ficaram preocupados achando que ela deixaria os dois fugirem, mas quando eles apontaram kunais para ela Chochou reagiu.
Ela largou o saco de batatinhas e abriu os braços como se fosse abraça-los, e num instante os dois braços ficaram gigantes, com um movimento rápido ela deu um tapa pressionando os dois entre as palmas gigantes, como se fossem mosquitos abatidos eles caíram no chão gemendo de dor.
— Ainda bem, por um instante achei que fosse deixa-los te matar – reclamou Inojin.
— Eu estava terminando o meu lanche – respondeu ela.
— Pelo menos capturamos os bandidos, como será que a sensei está? – perguntou-se Shikadai.
— Eu estou ótima, não tem como um lixo desses me dar trabalho – respondeu Akane chegando.
Ela largou o bandido derrotado e amarrado ao lado dos outros, Inojin desenhou duas serpentes que amarraram os outros dois, com isso a missão estava completa, 10 bandidos capturados em apenas um dia, e assim eles levaram o bando para a cidade mais próxima que encomendou a missão.
— Missão rank B completa, vamos ganhar uma boa grana não é sensei? – perguntou Inojin.
— Ultimamente você tem se preocupado muito com dinheiro – comentou Akane enquanto recebia o pagamento pelo serviço.
— É que ultimamente ele tem saído em muitos encontros – provocou Shikadai – é uma diferente a cada semana.
— Você se tornou um inimigo das mulheres – disse Akane olhando torto pra ele.
— n-na-não é culpa minha, elas é que não me deixam em paz – respondeu o menino nervoso – e o papai disse que eu tenho que ser um cavalheiro com todas as meninas, então...
Os outros membros do time riram, Inojin considerava seu jeito uma maldição, pois ele encantava as meninas facilmente, era sempre cordial e gentil com elas, e quando se dava conta já estava em um encontro, isso até causava inveja nos outros garotos.
— Muito bem garanhão, vamos voltar pra Konoha – disse Akane depois que preencheu a papelada – assim você volta logo pros seus encontros.
— Hã? Já está de noite, podemos ficar por aqui mesmo – disse Shikadai – é um saco viajar durante a noite, vamos encontrar um lugar pra ficar.
— Você não tem jeito mesmo, está bem, vamos procurar uma pousada bem barata pra ficar hoje – disse Akane após suspirar – partiremos amanhã cedo.
O time iniciou a busca por uma pousada barata, enquanto procuravam Akane parou de se mover e ficou ali mesmo, Shikadai já ia perguntar se tinha algo de errado, mas Inojin avisou que ela estava recebendo uma mensagem de Konoha, com as torres de transmissão implantadas pelo país ficou mais fácil estabelecer contato com ninjas em missões.
— Recebemos novas ordens da vila, devemos voltar imediatamente – explicou Akane.
— O que? E o jantar!? – perguntou Chochou horrorizada.
— Fazemos um lanche rápido antes de sair, mas temos que chegar logo – disse a jounin.
— O que será que aconteceu? Não é normal chamarem os times de volta na madrugada – comentou Shikadai.
Mesmo com as reclamações de Chochou o time partiu, de onde estavam eles levariam 8 horas para chegar em Konoha, isso seria bem no inicio do dia, e durante todo o percurso Akane se perguntava o que era tão urgente.
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— Você está escondendo alguma coisa – comentou Boruto olhando pra sua mãe.
— Por que acha isso? – perguntou Hinata comendo tranquilamente.
— O papai chama todos os gennins de volta pra vila, e hoje não mostrou a cara ainda – dizia Boruto – isso é muito suspeito!
— Você não deveria estar preocupado com isso, vocês foram convocados para a academia ao meio-dia não foi? – dizia Hinata – se foram convocados significa que vão saber logo.
— hehehehe eu mal posso esperar para pegar minha bandana – dizia Himawari empolgada.
— Não se preocupe, tudo vai dar certo pra você – dizia Hinata muito orgulhosa – você já pulou um ano, e semana que vem você fará o seu teste final.
Todos estavam empolgados com Himawari, a menina mostrou seu talento pulando um ano na academia, e agora com excelentes notas ela estava perto de se formar, para o clã Hyuuga talvez ela fosse a líder mais promissora que aguardavam.
Já para a sua família o motivo de alegria era mais pessoal, Boruto muitas vezes se gabava de sua irmãzinha para os outros, mas naturalmente na frente dela ele se fazia de durão, Naruto também estava radiante com sua filha assim como sua esposa que investia mais ainda no treinamento dela.
— Já está na hora de irem, aqui está seu lanche – disse Hinata entregando a marmita para Himawari – e você Boruto, não se atrase para a reunião, ao meio-dia em ponto.
— Tá pode deixar – respondeu ele saindo com Himawari – o que aquele velho de merda tá aprontando?
Boruto e Himawari saíram juntos de casa, no caminho iam conversando animadamente, quando os dois chegaram às portas da academia se separaram, ainda era muito cedo para a reunião, depois de ver sua irmã entrar Boruto foi encontrar os seus companheiros de time.
O local da reunião era o telhado de um prédio próximo, muitos gennins estavam se reunindo em locais próximos a academia para esperarem a tal reunião, logo Boruto viu seus companheiros e mais alguns.
— Ah, vocês estão aqui também? – perguntou Boruto ao ver o Ino-shika-chou.
— Por causa do seu pai precisamos voltar correndo pra vila, passamos a madrugada toda correndo – reclamou Shikadai bocejando – o que está acontecendo?
— Não me pergunte, eu não vejo o velho desde ontem – respondeu Boruto.
— Todos os times foram chamados de volta pra vila, inicialmente eu pensei que era uma emergência – dizia Sarada – mas aparentemente o Hokage-sama quer todos os gennins reunidos hoje.
— Será que vamos ser premiados pelo excelente trabalho? – sonhou Chochou – eu quero um mês de churrasco grátis!
— Talvez seja uma missão que precise de todos os gennins – sugeriu Inojin – acontecia muito disso antes né?
— Talvez todos os jounins vão sair em missão, e por isso precisam dos gennins para tomar conta da vila – imaginou Basara.
— Não deve ser algo tão incrível assim, o tio Naruto é meio escandaloso as vezes – dizia Sarada cruzando os braços – ele provavelmente quer anunciar alguma coisa relativa a nós.
— É o tipo de coisa que se espera do Hokage – disseram todos meio decepcionados.
Não havia muito o que fazer, sem missões e nada pra fazer até o meio-dia todos se dispersaram, os times foram procurar algo pra fazer até a hora marcada, o time 7 e o time 9 permaneceram juntos enquanto procuravam pistas do que aconteceria hoje.
— Espionar a sede jounin é mesmo uma boa ideia? – perguntou Inojin enquanto estavam escondidos num telhado.
— Isso é um saco, se vão nos contar de qualquer jeito por que estamos aqui? – reclamavam Shikadai.
— Um bom ninja é aquele que recolhe as melhores informações – justificava Sarada – talvez tenha uma vantagem em ficar na frente dos outros.
— É uma boa atitude, mas não muito inteligente – disse alguém atrás deles – vocês deveriam entender a diferença de habilidade entre vocês e seu alvo.
Todos se viraram e viram Sasuke de pé atrás deles, Sarada riu sem graça por ter sido pega antes mesmo de começar a espionar, os outros se esconderam atrás dela temendo o outro ninja capaz de destruir uma vila inteira sozinho.
— Temos câmeras vigiando os telhados de todos os prédios em volta da sede jounin – explicou Sasuke – nós vimos vocês chegando a quilômetros.
— hahahahah você nos pegou, então vamos indo não é pessoal? – dizia Boruto já dando meia volta.
— Mesmo para gennins espionar a sede jounin é um crime grave – dizia Sasuke cruzando os braços – como o nosso Hokage é meio mole ele provavelmente só vai dar trabalhos forçados pra vocês, por um ano.
Os olhares das crianças ficaram vidrados, Sasuke quase riu deles e mandou que fossem embora, faltava meia-hora pro meio-dia e logo o Hokage apareceria, ao mandar os gennins embora Sasuke aconselhou a manterem em mente a ideia de estarem um passo a frente.
Depois desse fiasco os gennins rapidamente rumaram para a academia, as aulas já estavam acabando e os estudantes indo embora, Boruto chegou a ver Himawari indo embora com suas amigas, e quando o prédio esvaziou os gennins foram chamados.
Os gennins foram reunidos no auditório, o diretor Iruka tentava organizar a bagunça que estava acontecendo junto com alguns professores, quando finalmente impuseram ordem tudo se organizou, Sarada contou 25 times, eram todos os gennins que se formaram neste e no ano passado.
— Muito bem, façam silêncio – pediu Iruka – o Hokage-sama tem um pronunciamento a fazer.
Todos se calaram na mesma hora, quando o silêncio tomou conta Iruka fez um sinal para Naruto, ele apareceu e acenou para as crianças reunidas, chegando ao centro do palanque ele pegou o microfone para falar.
— Ok, aposto que vocês têm muitas duvidas, mas peço que guardem suas perguntas para mais tarde – pediu Naruto.
Ele estava certo, todos os gennins estavam curiosos sobre o motivo de terem sido chamados, vendo que tudo estava no clima certo Naruto continuou.
— Em algum lugar deste continente, existe um templo chamado Engakujin – começou Naruto – vocês tem um mês para encontra-lo e chegar até ele.
Todos ficaram olhando para Naruto, era como se eles esperassem que ele terminasse de falar ou começasse a dar outras informações, mas após uns bons segundos calado Naruto disse que isso é tudo.
— Hã? Mas o que significa isso? – perguntou um dos gennins mais velho – isso é uma missão ou o que?
— Deixa que eu assumo daqui, você é péssimo para dar explicações – disse Shikamaru entrando – isso é uma missão sim, mas é uma missão especial, é a primeira etapa do exame chuunin.
— O exame chuunin!? Mas nos foi dito que este ano não teria exame chuunin! – disse um outro gennin assustado.
— E tá muito cedo para o do próximo ano! – disse uma garota igualmente perplexa – nem nos preparamos nem nada!
— E que tipo de teste é esse? Simplesmente temos que encontrar um templo? – perguntou mais um.
— Maiores detalhes serão dados com o tempo, mas vocês devem se concentrar na tarefa – dizia Shikamaru – isso se quiserem participar é claro, vocês não serão forçados e nem nada do tipo.
Levou um tempo para os gennins se recuperarem do choque, mas assim que eles ficaram mais estáveis pararam pra ouvir, Sarada principalmente estava vibrando por dentro pela chance de participar do exame chuunin.
— As regras dessa primeira fase são simples: vocês têm 30 dias para localizar o templo Engakujin e chegar até ele – continuou Shikamaru – qualquer método para fazer isso é aceitável, exceto perguntar sua localização para algum outro ninja, uma vez que vocês cheguem ao local vão receber novas instruções.
Apenas com essas instruções os gennins mais espertos entenderam a situação, eles precisavam usar todo o seu talento para descobrir a localização de um lugar misterioso, e mais tarde alcançar o objetivo, como eles não podiam perguntar a localização para outro ninja significava que era uma informação que estava ao alcance deles.
— Sobre o motivo de começar o exame agora, eu acho que não podemos atrasar o desenvolvimento de vocês por causa de uma crise – dizia Naruto – muito potencial pode se perder por causa disso, esse pode ser o maior exame chuunin da historia, então queremos ver tudo o que vocês podem fazer.
As palavras do Hokage atingiram em cheio todos os gennins presentes, cada um deles tinha seus próprios motivos para participar, cada um deles tinha um objetivo com isso, e Naruto de onde estava sentia a tensão no ar aumentando enormemente.
— O mesmo desafio que vocês receberam está sendo repassado para as outras vilas – explicava Shikamaru – encontrem o templo Engakujin e cheguem até ele, o limite de tempo é de 30 dias começando agora.
Com a explicação final todos os gennins levantaram e rapidamente saíram, uma verdadeira caça ao tesouro começava, e o tesouro era a informação mais cobiçada pelos gennins.
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— As regras são diferentes para vilas secundarias – dizia Byakko analisando os termos – a informação necessária vem de uma longa tradição shinobi, vilas secundarias ficariam em desvantagem.
— Então que regras são permitidas para nós? – perguntou Shion.
— É opcional, mas se uma vila secundaria quiser inscrever seus gennins deve preencher uma cota de missões – explicava Byakko – 10 missões rank C e 5 missões rank B.
— 5 missões rank B em um mês? Isso é difícil – dizia Shion – mas eu tenho certeza que pelo menos um dos nossos times consegue.
Shion estava confiante em sua vila ninja, mesmo tendo sido recentemente formada ela já tinha um sistema bem ativo e de qualidade, combinando ninjas com samurais e sacerdotisas eles podiam cumprir qualquer missão.
Shion rapidamente correu para a vila ninja, lá ela pediu para reunir todos os gennins e explicar a situação para eles, quando as regras foram explicadas os 20 times presentes se reuniram para decidir o que fazer.
— Se não for um incomodo para Shion-sama, gostaríamos de trabalhar juntos pelo bem da vila – disse o mais velho entre os gennins – somos uma vila com tradições fortes, podemos encontrar o tal templo melhor do que gennins de outras vilas.
Os gennins combinaram que o melhor time entre eles cumpriria as missões, enquanto os outros investigariam a localização do templo Engakujin, se apenas um time se ocupasse com as missões ele conseguiria cumprir a cota.
— Vocês são o orgulho desta nação – dizia Shion emocionada – então que entremos neste exame chuunin!
Não só no país da prata, por todos os outros países com vilas ninjas as coisas se moviam, em especial uma vila prestou bastante atenção neste evento, e alguém sentado em um trono sorria feliz com a oportunidade.
— Mandou me chamar? – disse a mulher aproximando-se.
— Como vai o seu time? – perguntou Orochimaru de forma cínica.
— Você acompanha o progresso deles de perto, deve saber até mais do que eu – respondeu ela sarcástica – precisa de nós para alguma missão?
— Vocês irão participar do exame chuunin, seu time será o único representante do som – disse Orochimaru – para a primeira fase eles precisam descobrir sozinhos a localização do templo Engakujin.
— Isso é moleza, não tem uma informação que você não tenha registrado em algum lugar – disse Majura rindo – é capaz de sermos os primeiros a completar esta tarefa.
— Ah não, não precisam ter pressa, pois eu quero que seu time observe a concorrência – pediu ele – principalmente alguns nomes que sei que estarão participando.
— hehehe eu estou pensando se o Hokage vai nos receber bem em sua vila – comentou a outra – eu estou ansiosa para conhecê-lo.
Orochimaru não ligava para a recepção que teriam, ele só estavam empolgado com as novas possibilidades, um exame chuunin desse porte traria sangue novo ao mercado dos ninjas, novos talentos seriam revelados, novas possibilidades surgiriam, novos jutsus despertariam seu interesse, era como um festival onde ele cobiçaria os maiores prêmios.
— Além disso é a chance de mostrarmos nossas criações – dizia ele – o exame chuunin é o lugar perfeito para mostrar o que temos a oferecer.
— Se tudo der certo a vila do som vai ganhar um enorme status – comentou Majura – e também vai ser odiada pelas outras vilas.
— E desde quando não vivemos rodeados pelo ódio? – perguntou Orochimaru com um sorriso cruel.
Majura entendeu quais eram as expectativas dele, com um aceno ela saiu do salão onde ele estava e foi para seus aposentos, ela mesma estava ansiosa para isso, não só pelas lutas como também pela chance de mostrar a si mesma ao mundo.
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(2 dias depois)
— Por favor Himawari, eu conto com você! – pedia Boruto implorando.
— É mesmo? E o que eu ganho com isso? – perguntou a menina com um olhar superior.
— Vai cobrar do seu próprio irmão?! – perguntou Boruto horrorizado.
— Pesquisar nos documentos do clã Hyuuga leva tempo e é um saco – justificava ela – se você quer que eu faça isso eu preciso de uma compensação.
— E... o que você quer em troca? – perguntou ele suando frio.
— Eu quero uma nova hana-nin, a tulipa que lançaram recentemente – disse ela – pra ser entregue em até um mês.
— O que!? Mas essas coisas custam o olho da cara!! – gritou ele desesperado – o papai até chora quando você pede uma nova pra ele!!
— É pegar ou largar, se aceitar eu vou agora mesmo e passo o dia todo pesquisando – disse ela cruzando os braços.
Boruto agia como se tivesse levado uma facada nas costas, com uma cara de sofrimento ele concordou com os termos dela, Himawari vibrou de alegria e apertou a mão dele em um sinal de pacto, depois disso ela correu para a biblioteca do clã pesquisar o que Boruto queria.
Já Boruto depois do acordo saiu das terras do clã, ele foi se encontrar com seus companheiros de time que estavam na biblioteca da vila, assim como eles todos os gennins da vila buscavam pistas, alguns pesquisavam em livros, outros investigavam de outras fontes, alguns times até faziam acordos de trabalharem juntos e dividir informações.
— E aí pessoal? Aqui continua cheio como ontem – dizia Boruto olhando ao redor.
— Mas é claro, todo mundo está apostando que a informação está aqui – dizia Sarada concentrada lendo o livro – tá até difícil pesquisar com tanta gente bagunçando tudo.
— Teve sorte com o seu clã? – perguntou Basara que trazia uma pilha de livros pra Sarada.
— O clã Hyuuga não é exatamente o meu clã, eles dizem que não posso olhar os documentos da biblioteca – respondeu Boruto irritado – eu tive que pedir pra Hima fazer isso por mim.
— Que legal, mas não é contra as regras perguntar a outro ninja? – perguntou Basara.
— A Himawari ainda não é uma ninja, é uma estudante de academia – respondeu Sarada ainda lendo – não é contra as regras usar um estudante, outros estão fazendo isso também.
— O problema é que ela exigiu uma nova hana-nin como pagamento – dizia Boruto sofrendo – vocês vão me ajudar a pagar viu?
— Uma nova hana-nin? Sua irmã joga pesado – disse Sarada olhando torto pra ele.
As bonecas hana-nin eram bonecas articuladas e com vestidos ninjas de seda, existia uma para cada flor do continente (o que dava cerca de uma centena delas) e eram colecionáveis, o problema é que eram muito caras e difíceis de encontrar, Himawari já tinha três delas e queria ter a coleção completa.
— Eu pesquisei os livros que o papai tem, que pena que não sobrou muita coisa do clã Uchiha – dizia Sarada ao terminar o livro – eu já esperava que não fosse fácil, essa prova testa nossa capacidade de reunir informações.
— Mas eu acho que é uma informação que qualquer um pode descobrir – dizia Basara pensando – afinal o teste é o mesmo para todas as vilas não é? Então não é algo que só se sabe aqui em Konoha.
— O templo está em algum lugar desse continente, tem que ser um lugar que mesmo um gennin possa alcançar – analisava Sarada – supondo que esteja no lugar mais longínquo levaria uns 12 dias para alcança-lo.
— E o que isso tudo quer dizer? – perguntou Boruto.
— Supondo que seja a pior hipótese, levaríamos 12 dias para chegar até ele e mais 12 dias para voltar – respondia Sarada – o que significa que só teríamos 6 dias para achar sua localização.
— Não pode ser tão ruim assim, um teste tão incomum assim não daria um prazo tão apertado – pensou Basara.
— Eu concordo, essa seria a pior hipótese, mas a melhor hipótese é que podemos chegar até o templo em 5 dias – dizia ela – o que quer dizer que acha-lo é a parte mais problemática.
— Eu fico pensando como o meu pai que é tão idiota pensou em tudo isso – dizia Boruto frustrado – ele não tem cabeça pra esse tipo de coisa, de jeito nenhum!
Quando Boruto disse isso alguma coisa chamou a atenção de Sarada, ela levantou-se e olhou em volta como se procurasse algo, depois ela foi até o funcionário que cuidava da biblioteca e perguntou algo voltando logo depois.
— O time 7 não veio na biblioteca nenhuma vez – dizia ela sentando e pensando – e pensando nisso eu também não os vi em nenhum outro lugar.
— E o que isso importa? – perguntou Boruto.
— Você não entende nada mesmo não é? A ideia pro exame pode ter sido do tio Naruto, mas quem pensou em todos os detalhes foi o conselheiro Shikamaru – explicava Sarada – o time 7 nem tá se esforçando pra encontrar uma pista, o que significa que eles provavelmente já sabe como encontrar uma pista.
— Será? Pelo que sei do time 7 eles não fazem nada com pressa – comentou Basara – eles podem estar apenas esperando as coisas se acalmarem aqui.
Essa era uma possibilidade também, Sarada passava a mão no queixo e pensava sobre o assunto, certamente que o conselheiro não daria informações secretas ao seu filho, mas pode ser que Shikadai já saiba como encontrar o templo Engakujin.
— Eu vou dar uma investigada no time 7 – dizia Sarada – e vocês dois olhem por aí se algum time estiver agindo diferente.
Boruto e Basara foram fazer como ela disse, já Sarada foi investigar seus colegas onde eles costumavam se reunir, na lanchonete favorita da Chochou ela encontrou apenas a Akimichi e o seu parceiro Inojin.
— Nada do Shikadai, ele deve estar aproveitando que não temos missões – disse Sarada quase frustrada – mas aqueles dois estão muito de boa, eles devem saber alguma coisa.
Sarada entrou na lanchonete e cumprimentou Chochou e Inojin, após sentar-se na mesma mesa ela pediu um milk-shake para acompanha-los.
— Como vai a busca pelo templo? – perguntou Sarada para começar a conversa.
— Está caótica pra todo mundo não é? A biblioteca nunca esteve tão cheia – comentou Inojin.
— Eu já tinha vários livros na memoria, então não foi tão ruim pra mim pesquisar – disse Sarada – mas vocês não apareceram lá nenhuma vez, estão tão confiantes assim?
— hehehe com o maior gênio da academia do nosso lado é fácil – disse Chochou comendo um hot-dog.
— Oh? Então o Shikadai já tem alguma pista? – perguntou Sarada.
— Você não espera que a gente simplesmente diga não é? – disse Inojin – vamos indo Chochou.
— Eu ainda não acabei, faltam mais três hot-dogs – disse ela.
— Ah droga, que seja – reclamou ele vendo que estava atrasado pra um compromisso – vê se não sai por aí abrindo essa boca.
Inojin saiu deixando sua colega de time, Sarada viu que essa era a chance perfeita para obter a informação, ela perguntou novamente para Chochou mas esta não disse nada relevante, contou apenas que o Shikadai disse para deixar com ele.
— Você não pode me dizer nem se eu pagar um lanche pra você? – perguntou Sarada reunindo o máximo de boa vontade.
— Tá louca? Se eu contar eles acabam comigo – disse ela – mas você ainda pode me pagar um lanche por sermos boas amigas né?
— Ah bem, eu não queria ter que recorrer a isso – disse Sarada chateada.
— Fazer o que? – perguntou Chochou.
Sarada ativou seu sharingan e aplicou um genjutsu em Chochou, um genjutsu para achar uma memoria em específico, não demorou muito para que ela encontrasse a resposta que procurava, e ao terminar ela libertou a amiga que não fazia ideia do truque usado.
— Pode deixar que eu pago a sua conta – disse Sarada pegando o papel dos pedidos – até mais Chochou.
— Ah Sarada! Você é uma amigona!! – disse a outra que não percebeu nada.
— Foi mal Chochou, mas no exame chuunin todos são adversários – dizia Sarada enquanto ia pro caixa.
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— Olha só quantas fichas! – dizia Naruto empolgado olhando a papelada – temos mais de 100 times participando do exame este ano!
— É graças a você, organizar o exame chuunin pessoalmente trouxe muita expectativa – disse Shikamaru.
— É mais que isso, todos estão querendo dar o seu melhor – disse Naruto – precisamos nos reerguer após todos os problemas que tivemos.
Era com isso que o Naruto estava contando, os problemas que começaram logo no inicio do ano trouxe uma sensação horrível, para tirar isso ele queria mostrar que todos podiam seguir em frente, exatamente como sempre faziam após alguma crise eles davam um jeito de levantar a moral de todos.
— Olha só pra isso, todas as vilas estão participando – disse Shizune olhando os papeis – as vilas secundarias mandaram de dois a três times para participar.
— É como eu disse, vai ser o maior exame chuunin da década – disse Naruto satisfeito – e foi na hora certa para alguns gennins participarem.
— Espere um pouco, isso não pode ser... você viu isso aqui Naruto? – disse Shizune assustada – a vila do som inscreveu um time para participar.
— Eu vi sim, eu também fiquei surpreso – respondeu ele ficando sério – mas está tudo bem, se eles querem participar que venham.
— Tem certeza disso? O Orochimaru não é do tipo que se preocupa com essas coisas – disse Sasuke que estava quieto até agora – se ele enviou um time para participar deve ter objetivos próprios sobre isso.
— Eu também já pensei nisso, mas a vila do som aceitou seguir as regras da aliança, e aquele canalha não tem feito nada nos últimos anos – respondeu Naruto – não podemos prejudicar as crianças de lá por causa de nossas rixas.
— Ainda assim isso vai ser problemático – disse Shikamaru – temos ignorado a existência daquela vila, mas se ninjas de lá porem os pés aqui pode trazer de volta lembranças daquele exame chuunin.
Isso era algo que Naruto sabia bem, o ataque organizado pela vila do som causou muitos danos, custou muitas vidas e principalmente a vida do sandaime, naquela ocasião Orochimaru enganou Sunagakure e os fez participarem do ataque, então Naruto considera que se Sunagakure foi perdoada podia-se perdoar também a vila do som, mas a realidade era bem diferente.
— Guardar rancor e acumular ódio, isso só prejudica os dois lados – dizia Naruto – eu não permitirei justiceiros ou vingadores entre nós, se a vila do som seguir as regras serão bem vindos.
— Mole como sempre, ainda bem que eu estou aqui – disse Sasuke levantando-se – se as suas decisões trouxerem problemas para a vila serei eu aquele que resolverá.
Sasuke fazia pelo Naruto o que Danzo fazia pelo sandaime, mas existia uma diferença básica entre eles, Sasuke não era alguém que usava a escuridão do mundo ninja para proveito próprio, ele essencialmente destruía a escuridão que existia nesse mundo, como uma sombra do Hokage ele era quem sujava as mãos pelo bem de todos.
Já o Naruto trabalhava para apagar toda a escuridão que existia no mundo, ele não deixava o Sasuke sujar as mãos, ele mesmo resolvia os problemas, e assim existia um equilíbrio entre eles, o Naruto tornando o mundo cada vez melhor enquanto Sasuke cuidava das sombras que ainda rastejavam por aí.
— Shizune-san, faça uma copia de todas as fichas e envie para a equipe no templo – pediu Naruto – eles precisam saber quem está participando.
— Pode deixar Hokage-sama – respondeu ela pegando os papeis.
— E Sasuke, eu quero que você fique de olho em qualquer problema por lá – pediu Naruto – temos que garantir que nada de ruim aconteça durante este exame, principalmente alguma organização querer se aproveitar.
— Você não precisa me dizer o que fazer, eu já estou indo – disse ele levantando-se e pegando sua katana no canto – quem tentar interferir neste exame vai conhecer o inferno.
— Oh? Você deve estar muito feliz pela Sarada-chan estar participando não é? – zombou Naruto – que pai coruja você é, sua filha vai ficar muito feliz!
Sasuke rosnou e saiu do escritório batendo a porta, Shizune riu um pouco e depois saiu para tirar as copias, ficou apenas Naruto e Shikamaru discutindo o andamento do exame.
— Não é só o Sasuke que está empolgado, afinal os nossos filhos também estão participando – comentou Shikamaru – você pediu por um teste que não pode ser vencido pela força, então eu acho que meu filho tem uma vantagem nisso.
— hehehe você não deveria subestimar os outros participantes, existem muitos jeitos de se conseguir ir em frente neste teste – disse Naruto – não esqueça que eu passei com um teste em branco.
— Não existem tantos anormais como você por aí – disse Shikamaru saindo para um cochilo.
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(dois dias depois)
— Então você usou o seu sharingan na Chochou? Ela vai ficar puta quando souber – disse Boruto.
— Eu paguei o lanche dela, e saiu bem caro – respondeu Sarada seguindo na frente – de qualquer jeito não é como se eu tivesse prejudicado seu time, só tomei a dianteira.
— Mas que informação você conseguiu? – perguntou Basara.
— O Shikadai não contou nada sobre o que sabia, a Chochou apenas lembrava que ele estava lendo um romance – respondeu a Uchiha – acho que ninguém pensou em procurar a informação em uma obra de ficção.
Depois de obter essa pista Sarada foi pesquisar todos os romances que ainda não tinha lido, um deles que era muito antigo falava das aventuras de um certo monge chamado Ogawa Jihei, este monge iniciou uma peregrinação passando por muitos desafios e enfrentando muitos adversários, tudo para supostamente desafiar um Oni no final da jornada e alcançar Buda.
— Depois da 4º guerra muitos sábios teorizaram que Buda na verdade era outra identidade do rikudou sennin – dizia Sarada relembrando alguns artigos – se parar pra pensar isso faz sentido já que...
— Corta o papo furado, como é que essa historia nos ajuda? – reclamou Boruto.
— Arf! É por isso que eu mando você ler mais – reclamou Sarada irritada por ter sido cortada – na historia o monge Jihei vai desafiar o Oni, e o local dessa luta é o templo Engakujin.
Sarada explicou que todo o romance é uma narrativa fantasiosa, cheia de eventos que nunca aconteceram na realidade, mas o fato do templo estar na historia mostra que ele existe de verdade, ou então o Hokage estaria mandando todos os gennins do continente para uma busca sem sentido.
— Podemos concluir que o monge Jihei existiu de verdade assim como o templo Engakujin – explicava Sarada – e quem escreveu o romance se baseou na historia dele para criar seu conto.
— Então é por isso que você me mandou perguntar pela família Ogawa pra Hima? – perguntou Boruto.
— Um clã como os Hyuuga devem ter registros muito antigos, incluindo famílias nobres – dizia a outra – o resumo que você me trouxe prova que a família Ogawa existiu, e onde eles viviam.
— E graças a isso a Hima vai me cobrar aquela boneca – dizia o outro quase chorando.
— Esse teste foi bem difícil mesmo, acho que não é qualquer um que pode encontrar esse templo – comentou Basara.
— Não é bem assim, existem referencias ao conto do Jihei em vários livros, e esse romance é de certa forma popular – explicava Sarada – com uma boa pesquisa você pode descobrir isso, basta ter uma boa fonte de informação.
Mas a cara que Boruto fazia olhando pra ela dizia que ele não ligava, Sarada suspirou irritada e mandou o time parar pra uma pausa, eles buscaram um lugar adequado pra sentarem e descansarem.
— Eles ainda estão nos seguindo? – perguntou Sarada.
— Sim, eles se mantem a pelo menos 500m de nós – respondeu Basara concentrado numa direção – o mesmo time o tempo todo.
Desde que deixaram Konoha que eles vinham sendo seguidos, Sarada deduziu que esse time apostou tudo em seguir o filho do Hokage e a filha do Uchiha Sasuke, apostando tudo na possibilidade desses dois saberem de mais coisas, e assim vinha sendo após um dia de viagem.
Basara os detectou logo e alertou os companheiros, por causa disso Sarada fez um desvio e escondeu seu verdadeiro objetivo, ela esperava despista-los, mas vendo que era uma boa equipe de perseguição desistiu da ideia.
— Por mim damos uma surra neles e seguimos em frente – sugeriu Boruto.
— Não pega bem espancar companheiros de vila – disse Sarada – além disso eles ainda poderiam seguir nossos rastros.
— Agora ela se preocupa com ética de companheiros – disse Boruto falando baixinho para Basara.
— Tem um jeito mais fácil de nos livrarmos deles, e isso é com você Boruto.
Um tempo depois os perseguidores que também tinham parado perceberam a movimentação do time 9, um dos membros era especialista em sentir chakra e por isso conseguiam segui-los de longe, ele deu o sinal e assim voltaram a persegui-los.
O time de Konoha passou pelo local onde o time 9 tinha parado, depois que eles passaram Sarada e os outros saíram do esconderijo, antes Boruto tinha feito três bunshins e disfarçado os três com henge no jutsu, eles seriam as iscas para levar os adversários pra longe.
— Quanto tempo seus bunshins duram? – perguntou Sarada.
— Se não lutarem podem durar até 8 horas, mas nessa velocidade devem durar 6 horas – explicou Boruto.
— Tudo bem, com 6 horas os nossos perseguidores não vão encontrar nossos rastros – disse Sarada – então vamos para o nosso verdadeiro alvo.
Boruto e Basara confiavam no julgamento da Sarada e por isso ela era a líder do time quando Sorata não estava, eles não perguntaram a ela onde eles deveriam ir, apenas a estavam seguindo, e após muitas horas de viagem pela floresta eles chegaram à fronteira do país.
— Onde é que nós estamos? – perguntou Basara.
— Este lugar é considerado sagrado, foi daqui que o monge Jihei partiu em sua jornada – esclareceu – o Shikadai já conhecia esta historia porque o pai dele guarda muitos livros sobre este lugar.
Os três estavam diante de um enorme portão de ferro, em cada lado do portão havia uma estatua de um tengu em posição de batalha guardando o portão, e sobre o próprio portão havia inscrições que simbolizavam sabedoria e disciplina.
— Este é o templo do país do fogo, o lugar onde os monges guerreiros são criados e ensinados desde criança – explicava Sarada – o lar dos antigos doze guardiões ninjas.
Continua.
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