Mirai no Monogatari

85 Capítulo 71 – Tsuki no Kuni.


Notas iniciais
Finalmente acabei, era pra ter saído domingo, mas imprevistos sempre ferram com os planos. É hora de começar uma temporada filler dentro da fic, vocês acharam que estavam livres disso? Soquenão! Mas como de costume os meus fillers são melhores que do anime, por isso podem aproveitar a vontade! Este filler se inicia um mês após os sobreviventes daquele ataque se mudarem pra lua, portanto ele se passa antes dos eventos da saga anterior.

Capítulo 71 – Tsuki no Kuni.

— Com licença Hokage-sama, chegou a hora – disse Shizune.

— Tudo bem, deixa-a entrar – respondeu Naruto pondo os documentos de lado.

Ele recostou-se na sua poltrona e esperou Shizune abrir a porta, a pessoa que esperava do outro lado logo entrou e o cumprimentou, Naruto respondeu educadamente mas logo começou a rir.

— Do que está rindo? – perguntou Hinata sem entender.

— Eu não consigo ficar sério falando com você assim – respondeu ele.

— Mas você precisa ser profissional, eu vim como líder do clã Hyuuga e não como sua esposa – disse Hinata com os braços na cintura.

Hinata sentou-se na cadeira em frente a mesa, ela pôs uma pasta cheia de papeis para Naruto analisar, eram todos os negócios do clã Hyuuga que precisavam de aprovação do Hokage, relatórios dos ninjas do clã e outras informações, Naruto só ia passando a vista nos papeis e assinando sem dar muita importância.

— Sabe, você deveria ler isso, senão como vai saber se não há nada suspeito? – disse ela.

— Até parece que você seria capaz disso – zombou ele.

— O quê? Eu posso ser má se eu quiser – disse ela – não é como se eu fosse 100% inocente não é?

— É mesmo? Quando foi a ultima vez que você fez algo desonesto? – perguntou Naruto.

Dava pra ver que ela estava revirando toda a sua vida para lembrar de algo, quando ela fez uma cara de contrariedade Naruto e Shizune riram, Hinata nunca fizera algo de errado na vida, pelo menos nada que não fosse comum a qualquer ser humano.

— Ah sim, esse aí você deveria ler – disse Hinata – é um projeto que envolve um outro clã.

— “Restauração da herança cultural Otsuki”? – perguntou Naruto – o que isso significa exatamente?

— O que sabemos sobre a historia do mundo ninja é apenas 1% do que realmente aconteceu no passado – dizia ela – são mil anos de historia perdida, então eu gostaria de incentivar a busca por esse conhecimento.

— É verdade, o clã Hyuuga é oficialmente o clã mais antigo do mundo ninja – comentava Shizune – atrás apenas do clã Otsuki original.

— Esse projeto visa restaurar nossos laços com o clã Otsuki, trocar conhecimento com eles – explicava Hinata – também tem como objetivo ajudar o clã Otsuki a descobrir o conhecimento que eles perderam, é um projeto de cooperação.

— Eu não vejo nenhum problema com isso, exceto que estamos num momento delicado – dizia Naruto – temos que evitar o máximo possível o contato com a lua, por causa daquelas pessoas.

A animação da Hinata se desfez, não é que ela tivesse esquecido disso, ela simplesmente deixou esse problema numa parte separada da mente, por causa do que aconteceu a pouco tempo o contato com a lua estava restrito, as pessoas que foram mandadas pra lá odiavam o mundo ninja e por isso foi decidido deixa-las em paz, fora isso existia uma facção que temia o perigo que eles representavam e por isso exigiam o extermínio deles.

— Vamos fazer o seguinte, continue com sua ideia, vá juntando o que precisa – sugeria Naruto – e assim que possível eu darei um jeito de botar seu projeto pra frente ok?

— Tudo bem, eu vou fazer a minha parte! – disse ela com os olhos brilhando – eu conto com você!

Hinata saiu do escritório quase cantarolando, vendo isso Shizune começou a rir deixando Naruto constrangido, definitivamente ele não conseguia agir como Hokage com ela.

— Mas sabe, eu acho incrível o quanto você é despreocupado em relação a Hinata-san – disse Shizune – ela fala de estreitar os laços com o clã Otsuki e você nem liga!

— O quê? Era pra eu ter ciúmes disso? A Hinata não é desse tipo – respondeu ele – o que passou não importa, e não é como se ela sentisse algo por “ele”

— Mas não acha que “ele” tem sentimentos pela Hinata? – perguntou Shizune.

— Acho que sim, mas depois do que aconteceu eu não acho que ele tentaria algo – respondeu Naruto – do meu ponto de vista ele quer ao menos ser um amigo para Hinata.

— Sabe, essa relação me faz pensar que ele é o “ex” da Hinata e você o atual marido – brincou Shizune – essa relação é muito engraçada.

— Se continuar com gracinhas eu vou arranjar mais trabalho pra você – disse Naruto olhando torto para ela.

Shizune riu disso, mas todos que sabiam da historia achavam a mesma coisa, mesmo que Hinata não chegasse a completar a cerimonia ela quase casou com Toneri, ele e Naruto lutaram por ela e no final Naruto venceu, era uma historia de amor digna de ser contada em livros, e também um relacionamento digno de muitas fofocas.

— Sabe, acho que a ideia da Hinata é bem vinda – disse Naruto – o clã Otsuki da lua está renascendo, mas com pessoas que não sabem nada do passado, provavelmente eles vão ter muitos problemas por causa disso.

— E o que você pretende fazer? – perguntou Shizune interessada.

— Acho que vou abusar um pouquinho da minha influencia – respondeu ele satisfeito.

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— E assim o nosso fundador Hamura-sama decretou – dizia Toneri de frente para uma sala cheia – nossos ancestrais então passaram a guardar a lua e também o gedou mazou, tudo para proteger a terra que deixaram para trás.

20 crianças estavam sentadas em almofadas no chão, elas olhavam para Toneri mas seus olhares eram distantes, também havia uma grande diferença entre elas e o homem diante delas, Toneri era uma figura misteriosa e assustadora no ponto de vista delas, enquanto que Toneri simplesmente não sabia lidar com crianças.

— Vocês... podem sair agora – disse ele.

As crianças deixaram a sala rapidamente, ao saírem se espalharam pela nova vila, a comunidade dentro da lua ocupava uma pequena área, o território da vila tinha exatamente 1km de diâmetro, havia uma grande construção no centro que servia como sede da vila, ao redor dela os prédios como escola e hospital, um deposito para mantimentos e ferramentas, e claro também tinha as casas, dezenas de casas padronizadas e com espaço entre elas, tudo cercado por uma muralha de 5m.

Já fazia um mês desde que eles foram trazidos, os adultos entenderam sua condição e tentavam ao menos viver em paz, eles cuidavam dos campos e dos pomares, ajeitavam as casas como podiam e desenvolviam suas ocupações, algumas mulheres estavam trabalhando para costurar roupas novas, os homens erguiam casas novas, tudo com ajuda das marionetes do clã Otsuki.

O problema era as crianças, a tragédia que se abateu sobre elas era muito recente, muitas ainda choravam as perdas que tiveram, algumas estavam revoltadas, principalmente os adolescentes, estes queriam sair do que acreditavam ser uma prisão e causavam problemas, cabia as sacerdotisas acalmarem os ânimos da forma como achavam possível.

Toneri deixara seu castelo para morar na sede da vila, ele achava importante acompanhar de perto essa vila, ele também atuava como professor para ensinar os costumes do clã Otsuki, mas era nisso que estava encontrando problemas.

— Eles te deixaram falando sozinho de novo? – perguntou a chefe das sacerdotisas.

— Tae-san, você estava vendo? – perguntou ele ao se virar.

— Desculpe, eu gosto de observar – disse ela – mas parece que as crianças não estão muito interessadas nas aulas.

— Tae-san, como se faz para ensinar crianças? – perguntou ele confuso e meio desanimado.

— Vejamos, como lhe ensinaram tudo o que sabe? – perguntou ela.

Era difícil de explicar, o clã Otsuki da lua surgiu a mil anos quando Hamura e sua família se mudaram para cá, junto com eles alguns poucos servos e outros membros do clã Otsuki original, ao longo dos anos as famílias foram crescendo até se tornarem um povoado, com poucos séculos eles já eram uma civilização completa.

Mas a guerra entre as duas facções destruiu tudo, a facção da família principal foi completamente aniquilada, e os sobreviventes da família secundaria continuaram vivendo ao longo das décadas e séculos, aos poucos eles iam diminuindo de numero, por isso os sobreviventes adormeciam em casulos por varias décadas para continuar existindo.

A família do Toneri foi a ultima, ele passou sua juventude aprendendo tudo com o seu pai, mas o que ele aprendia era a historia distorcida da família secundaria, aprendia jutsus para quando chegasse o dia de cumprir o legado de destruir os humanos da terra, nada mais importava para ele até mesmo quando ficou sozinho na lua.

— Eu definitivamente não sirvo para ensinar – disse ele desistindo.

— Por favor não diga isso Toneri-sama, todos nós temos falhas que precisamos corrigir – disse ela – tenho certeza que existe um modo de ensina-las a linda historia do clã Otsuki.

— “Linda historia” você diz? – ele quase riu disso.

— É o que eu penso, quando ouvi a historia do clã Otsuki eu não pude deixar de me emocionar – disse ela empolgada – um clã que veio viver na lua para proteger nosso povo, guardando a maior ameaça que já existiu, vivendo por mil anos com esse dever.

— Nem tudo é tão belo, os meus ancestrais cometeram um pecado sem perdão – disse ele – e por causa disso eu quase matei toda a humanidade, ainda tirei muitas vidas com a queda dos meteoros.

— É verdade que muitas vidas se perderam, mas para nós sacerdotisas uma tragédia pode dar a luz à esperança – disse ela – talvez tudo isso traga algo de muito bom para o futuro.

— Você é bem positiva não é? – ele achava isso interessante.

Ela riu sem jeito coçando a cabeça, ela era jovem pra uma sacerdotisa, mas seu talento para usar o omyouton era único, por isso mesmo sendo tão jovem foi designada para tal tarefa, ela tinha a missão de dar continuidade a um legado na lua.

— Temos importantes missões aqui, então vamos nos esforçar para fazer o nosso melhor – dizia ela tentando anima-lo – talvez possamos educar bem essas crianças se descobrirmos um jeito de atrair a atenção delas.

Toneri concordou e disse pensar num jeito, ele retornaria para seu castelo para procurar um meio de transmitir esse conhecimento, ele não sabia dizer o porquê, mas a animação da Tae era contagiosa.

No castelo Toneri foi até a biblioteca, ele começou a procurar por algo que pudesse ajuda-lo com a ideia de ensinar as crianças, uma coisa que ele notou é que as marionetes do clã não estavam presentes, mas logo uma delas chegou.

— Toneri-sama, estaremos nos retirando por hoje – disse uma delas que tinha forma feminina.

— Ah sim, hoje é lua nova – disse ele – então tudo bem, podem se retirar.

Na lua nova a luminosidade que a lua recebia era mínima, por isso medidas eram tomadas para economizar energia, uma delas era o desligamento de todas as marionetes lunares e outras funções especiais, toda a energia era direcionada para a barreira que sustentava a vida.

— Precisa de alguma coisa Toneri-sama? – perguntou a marionete.

Toneri olhou para aquela marionete, ela era uma das três únicas que tinha consciência própria, a alma de um ancestral estava dentro dela, mas antes do incidente lunar ele não dava valor a nenhuma delas, simplesmente as via como ferramentas para usar a seu bel prazer.

— Não é nada que eu não consiga fazer sozinho, você pode se retirar – disse ele – aproveite o seu repouso.

— Sendo assim irei com os outros – disse ela se curvando.

— Ah sim, mantenha alguns acordados, faça com eles revisem todos que estiverem com defeito ou danos – pediu ele – vocês quase nunca cuidam de si mesmos.

— Como quiser Toneri-sama – respondeu ela.

A marionete saiu e assim Toneri voltou aos seus afazeres, enquanto ele procurava um livro sentiu uma presença atrás de si, ativando o byakugan ele viu a pessoa sem precisar se virar.

— Eu não sei quem é você, mas esse cajado tem uma cor especial – disse ele finalmente se virando – sendo assim acho que tenho uma ideia de quem seja.

— Não precisa adivinhar, eu me apresentarei – disse o invasor – eu sou Sakamori, com certeza já ouviu falar de mim.

— Já ouvi sim, e o que veio fazer aqui? – perguntou Toneri – veio pegar de volta o seu povo?

— De forma alguma, eles estão muito melhor aqui, sob seus cuidados – respondeu Sakamori – se eu os levasse embora faria a aliança shinobi se mobilizar de novo contra nós.

Sakamori sentou-se num poltrona da biblioteca, Toneri achou essa atitude extremamente insultante, mas aparentemente essa era a forma dele mostrar que estava a vontade e confiante, portanto Toneri sentou-se também, ainda que numa poltrona há 4m de distância.

— Eu vou tentar ser o mais breve possível, eu vim pedir sua força emprestada – disse Sakamori – a força que uma vez pôs o mundo de joelhos.

— Lamento por você ter feito uma viagem perdida, mas eu não tenho mais esse poder – explicava Toneri – atualmente a lua só tem energia suficiente para se manter, e eu perdi tanto o tenseigan artificial como o natural, não posso mais mobilizar o poder Otsuki.

— Isso é trágico, mas com minha ajuda...

— Esse é só o motivo técnico do porque rejeitarei sua oferta, existe um outro motivo mais pessoal – cortou Toneri – eu não tenho absolutamente nenhuma intenção de me voltar contra a terra de novo.

— Entendo, você se sente culpado por todas as vidas que tirou, é realmente admirável – disse Sakamori – mas aqueles com poder devem usar esse poder, a sua causa não estava errada, mas os métodos sim.

— Então o meu único erro foi tentar exterminar a humanidade? – perguntou Toneri de forma irônica.

— Não há duvidas que o mundo criado pelo rikudou sennin falhou, mas as pessoas que vivem nele não são culpadas, precisamos mudar o mundo e não destruí-lo – explicava Sakamori – ainda que a força seja necessária para isso, pois aqueles que defendem este mundo precisam ser derrotados.

Sakamori explicou qual seria o papel de Toneri neste plano, a lua seria uma nova base da juugetsu e os segredos do clã Otsuki usados em prol da organização, me troca a juugetsu daria autonomia para o clã Otsuki e daria a eles o governo do mundo.

— Sob seu comando o clã Otsuki pode fazer a terra ser como deveria ser – terminava Sakamori – os descendentes do rikudou sennin podem ter falhado, mas os descendentes de Hamura vão restaurar o mundo pacifico que os irmãos almejavam.

— Eu confesso que estou surpreso, eu não esperava que você dissesse que iria fazer de mim o governante do mundo – disse Toneri – geralmente os lideres dessas organizações é que almejam tal posição.

— Ora, depois que eu completar o meu proposito vou me aposentar – disse Sakamori rindo – por isso você é mais indicado para manter a paz que conquistaremos.

— Então mais uma vez eu nego sua proposta, até porque eu sou só um tolo – respondeu Toneri – agora poderia se retirar do meu castelo.

— O que você realmente deseja? Eu posso conseguir para você – insistiu Sakamori – talvez seja o amor daquela mulher?

A expressão que Toneri fez foi de alguém apertando uma ferida, mas foi bem rápido, Sakamori notou isso e decidiu que esse era o caminho certo, se Toneri não tinha grandes ambições bastava procurar em outro lugar.

— Você desejava Hyuuga Hinata, mas Uzumaki Naruto a conquistou primeiro – continuava Sakamori – se concordar em me emprestar sua força eu posso mudar isso, posso trazê-la até você.

— Você fala em me dar Hyuuga Hinata de presente por essa aliança? – perguntou Toneri com uma voz mais pesada.

— Eu entendo que você não a quer como uma refém, mas eu posso encontrar um meio dela retribuir seus sentimentos – explicou Sakamori – o que acha disso? Eu elimino o Naruto enquanto a mantenho comigo, e você como um bom herói a resgata.

Toneri imediatamente lembrou de todo o incidente daquela vez, de como Naruto arriscara tudo para salvar Hinata, de como ele a libertou de seu controle, Naruto foi tão honrado que até mesmo o perdoou e permite que ele as vezes fale com Hinata, diante disso uma encenação como essa seria o nível mais baixo que ele poderia descer, um lixo que precisa enganar a mulher que ama para faze-la ama-lo, e ele próprio sentia inveja de um sentimento que ele jamais viria a receber de alguém.

— Então é assim que você trabalha? Pega os pontos fracos das pessoas e os usa contra elas? – perguntou Toneri ativando o byakugan – agora entendo como conseguiu reunir tantas pessoas naquela vila, você manipula os outros e os coloca em seu controle.

— Eu sou uma pessoa destina a concertar os erros do mundo, e realizar o desejo das pessoas – respondeu Sakamori – eu prefiro fazer isso de forma correta, mas eu também posso sujar as mãos.

— Pois saiba que não tenho a intenção de me juntar ao seu jogo, e muito menos permitir que ponha suas mãos naquelas pessoas novamente – respondeu Toneri – saía daqui agora ou prepare-se para ser expulso.

— Não acredito que você possa me derrotar, mas eu odeio entrar em conflitos desnecessários – respondeu Sakamori levantando-se – eu estou decepcionado, achei que você seria mais inteligente, você sabe que a aliança shinobi não vai ouvir o Naruto para sempre, e que um dia a lua se tornará alvo da cobiça dos outros.

— Quando chegar a hora defenderei a herança dos meus ancestrais, mas farei isso pela razão correta – respondeu Toneri – senão eu jamais seria digno de algum sentimento da Hinata.

— Então terminamos por aqui – disse Sakamori abrindo um portal.

O homem se foi, e depois que ele desapareceu Toneri bateu na poltrona, por um segundo ele se sentiu tentado pela oferta.

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— Papai... – disse um menino chorando diante de um monumento.

O menino de 11 anos chamado Noki perdera sua família na destruição, agora ele chorava diante do monumento erguido, tal monumento trazia os nomes de todos os falecidos naquele incidente terrível, para que seus nomes fossem lembrados através das gerações.

Atrás de Noki havia outras 4 crianças, todos eram órfãos, alguns deles foram adotados por outras famílias, mas Noki se recusava a aceitar uma nova família, ele não queria esquecer seus pais.

— Crianças, o que estão fazendo aqui? – perguntou uma sacerdotisa – venham ajudar nos preparativos, precisamos terminar logo para o festival.

— Quem iria querer participar desse festival!? – gritou Noki – nós tínhamos o nosso próprio festival lá na vila, mas por causa das nações ninjas não existe mais!!

Ele saiu correndo para a casa onde estava morando, as outras crianças olharam para a sacerdotisa, ela não entendia essa reprovação no olhar deles, logo depois as crianças foram atrás do outro.

— Acho que preciso falar com Tae-san... – dizia a outra vendo as crianças indo.

As crianças chegaram a casa de Noki, ele morava sozinho já que não aceitara ser adotado, outras pessoas ajudavam a cuidar dele mas era só, para as crianças a casa dele era quase um clube para se reunirem.

— Ki-kun... – dizia uma menina de 8 anos chamada Momune.

— Você devia parar de provocar as sacerdotisas, elas são assustadoras – disse o irmão mais velho de Momune chamado Nozume.

— Eu ainda vou embora dessa vila! – disse Noki – o meu pai era um orgulhoso ninja da juugetsu, eu vou ser como ele!

— Mas como vamos embora? Estamos na lua agora – dizia o menino chamado Nonui.

— É isso mesmo, além das sacerdotisas tem aqueles bonecos assustadores – disse um outro menino chamado Emuro.

Noki levantou-se do canto e foi até um alçapão, normalmente ele era usado para guardar lenha e outras coisas, mas Noki estava usando para guardar um saco grande, ele tirou o saco com dificuldade e mostrou o conteúdo: uma corda grande, duas lanternas, pacotes de biscoitos, cantis e uma espada curta.

— O que é tudo isso? – perguntou Emuro.

— Eu vou ser um grande ninja como meu pai, e eu vou provar isso fugindo dessa prisão – disse ele – isso aqui é o que precisamos pra fugir, mas ainda falta algumas coisas.

— Você quer que te ajudemos a fugir? – perguntou Nonui surpreso.

— Mas é claro! Quando sairmos daqui Sakamori-sama nos salvará – explicava ele – vamos nos tornar ninjas da juugetsu e vingar nossas famílias.

As crianças pensavam se isso era possível, mas Noki os convenceu bem, assim eles combinaram de arranjar as coisas que faltavam, durante toda a tarde eles sorrateiramente iam pegando comida, equipamentos e mochilas, tudo para a grande fuga que fariam durante a madrugada, afinal seria mais fácil fugir depois que todos fossem dormir.

O anoitecer veio rápido dentro da lua, a barreira em volta do castelo brilhava como o sol durante o dia, e com o passar das horas a luminosidade diminuía até o sol virar uma lua, mas hoje isso não aconteceu, sendo lua nova a luminosidade era mínima, sendo assim todos foram se recolher mais cedo.

— Isso é ótimo, todo mundo já foi deitar – disse Noki olhando pela janela.

Noki pegou sua mochila assim como as outras, ele saiu discretamente de casa e foi para um canto entre as árvores, lá ele acendeu uma vela para servir de orientação aos outros, aos poucos os seus amigos apareceram cada um com uma vela e se reuniram entre as árvores.

— Beleza pessoal, ninguém percebeu ainda – dizia Noki – aqui estão suas mochilas, vamos chegar naquela caverna antes de amanhecer.

— Você tem certeza disso Noki-kun? – perguntou Nozume – tá escuro demais hoje...

— Não se preocupe, eu peguei mais uma lanterna, agora temos três – respondeu ele – além disso tem a estrada que usamos para chegar aqui, basta segui-la que vamos alcançar a caverna.

— E depois, pra onde iremos? – perguntou outro menino.

— Depois vamos para uma cidade próxima, lá a gente da um jeito – respondeu ele – vamos achar um ninja da juugetsu e pedir para ele nos levar até Sakamori-sama.

Todos acharam que isso não daria muito certo, mesmo Noki achava que seria uma difícil jornada, mas eles estavam ligados pela tragédia e pela raiva, todos eles odiavam os ninjas das 5 nações, Noki sempre falando em ser ninja fazia com que acreditassem numa revanche.

E assim todos eles saíram da vila, usando a corda eles subiram o muro em volta da vila, uma vez do lado de fora foram andando até ganharem distância, assim Noki acendeu uma tocha e iluminou o caminho pra fora dali.

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— Quem está aí? – perguntou Tae ouvindo um barulho.

— Sou eu, desculpe por acorda-la – disse Toneri.

— Ah Toneri-sama, seja bem vindo – cumprimentou ela – conseguiu o que queria?

Toneri tinha voltado para a casa principal do vilarejo, ele tomou cuidado para não acordar as outras pessoas, mas o chão rangendo acabou por denuncia-lo, o que ele não esperava era ver Tae de camisola na porta do quarto dela, ela notou que o deixou constrangido e um pouco vermelha foi colocar um roupão, agora ela estava a vontade para ficar perto dele.

— Me desculpe por isso, mas parece que você está tenso – disse ela – posso fazer algo para ajuda-lo? Se quiser podemos conversar, eu sou boa em falar e ouvir.

— Tae-san, alguma vez você já ficou dividida sobre o certo e o errado? – perguntou ele.

— Isso depende, certo e errado como comer sorvete escondido, ou certo e errado como fazer algo que vai lhe consumir para sempre? – perguntou ela.

— Hoje um demônio veio me oferecer um excelente negocio – explicou ele – e por mais terrível que fosse eu senti por um momento que poderia ter aceitado.

— Ah isso? Eu não sei que demônio foi esse, mas isso sempre acontece – explicou ela – o ser humano é testado o tempo todo, nossas fraquezas sempre são usadas contra nós.

Tae explicou que já enfrentou espíritos malignos antes, ela mesma já foi possuída por um, mas com seus poderes de sacerdotisa conseguiu derrota-lo.

Mas ela sabia que o que atormentava Toneri não eram poderes demoníacos, era o mal que existe em todas as pessoas, ela ouviu toda a historia sobre ele tentar matar a humanidade, mas também foi salvo e agora vivia para pagar por seus erros.

Do ponto de vista de Tae o maior herói é aquele que se redime dos seus erros, aquele que enfrenta seus demônios todos os dias, nesse quesito ela entendia por que Uzumaki Naruto e Uchiha Sasuke eram os maiores heróis deste mundo.

— Eu posso lhe dizer o seguinte: mesmo que você seja tentado isso não te faz uma pessoa ruim – dizia ela – o importante é o que você faz no final, como você realmente agirá frente a tentação.

— Você é realmente muito sábia – elogiou ele mais tranquilo.

— Ah não, eu só estou repetindo as palavras da minha mestra – disse ela abanando a mão e rindo – eu sou boa apenas em usar o omyouton, mas na turma eu era a mais burrinha.

Toneri olhou para aquela mulher que ria como se isso fosse uma qualidade, quando o clã Otsuki ainda era ativo havia sacerdotisas que serviam em nome de Hamura, mas todas elas eram solenes e devotadas, Tae por outro lado era cheia de vida e animada, ela não parecia uma sacerdotisa, mas cumpria bem suas funções.

— Toneri-sama, eu sei que você tentou destruir a humanidade uma vez, eu mesma vi os danos que a chuva de meteoros causou – dizia Tae – mas eu o admiro por ter escolhido pagar pelos seus crimes, e por ter aceitado essa gente tão prontamente.

— Então você consegue ver as qualidades acima dos defeitos? – perguntou ele – assim como uma certa pessoa.

Ele se lembrava de como Hinata via Naruto, ele soube que Naruto tinha muitos defeitos, mas ela só via o lado bom dele, por isso o amou, pensando dessa forma não tem como um amor ser mais verdadeiro do que esse, era algo que ele ainda precisaria descobrir.

— Espere, o que é aquilo? – perguntou Toneri olhando pela janela – tem uma luz ao longe...

Ele ativou o byakugan e enxergou quilômetros a frente, ele fez uma expressão de medo quando viu um grupo de 5 crianças atravessando a região, quando ele contou para Tae ela quase desmaiou.

— Isso é ruim, antes de iniciar o meu ataque eu reuni animais da terra – dizia ele – para proteger o ecossistema, lá fora há animais perigosos!

Rapidamente Toneri saltou pela janela, ele seguiu em direção ao pequeno grupo, torcendo para que nada de ruim acontecesse.

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— Eu tô com medo – dizia a menina de 8 anos do grupo.

— Seja firme Momune – pedia seu irmão mais velho.

— Não devia pedir por isso com suas pernas tremendo – disse Nozume.

— É o frio! É apenas o frio! – disse ele – tá muito frio aqui.

— Vocês querem calar a boca? Estamos na metade do caminho – disse Noki – eu me lembro daquela árvore enorme, estamos quase chegando.

Mas eles estavam cansados, crianças normalmente não andam longas distâncias sem pausas, principalmente a menina de 8 anos, varias vezes eles faziam pausas de 10 minutos e depois prosseguiam, ainda assim era uma surpresa já terem andado tanto, mais de 5km em duas ou três horas.

— “Pai, eu vou me tornar um ninja forte” – pensava Noki – “e vou vingar todo mundo da vila, vou fazer os ninjas das 5 nações pagarem!”

— Eu acho que deveríamos voltar – sugeria Emuro – não vamos conseguir mesmo...

— Não seja pessimista, eu vou ser um grande ninja como meu pai – dizia Noki – então eu tenho certeza que vamos conseguir.

— Só porque você se acha um ninja não significa que já é um! – reclamou um dos meninos – como vamos achar um ninja da juugetsu? Vamos perguntar por aí?

— Então vamos simplesmente esquecer o que fizeram com nossos pais? – perguntou o menino – se eles não tivessem aparecido nunca teríamos perdido nossa vila!

A dor era mais forte pra uns do que pra outros, mas o sentimento era o mesmo, como crianças eles viram seu lar queimar e muitos conhecidos morrerem, e tudo o que sabiam era que a aliança shinobi era responsável, então mesmo com medo eles continuaram em frente

Quando avançaram mais um pouco todos escutaram barulhos, algo na mata em volta da estrada, Noki ergueu a tocha para ver melhor mas tudo o que ele via eram brilhos vermelhos, rapidamente as crianças pegaram as lanternas e acenderam iluminando o redor.

E o que viram eram assustador, lobos se reunindo na mata e rosnando pra eles, assim que avistaram os lobos Momune começou a gritar de medo, isso atiçou ainda mais os lobos que começaram a dar passos em sua direção.

— f-fu-fujam!! – disse Nonui assustado.

As crianças correram pra mata oposta, os lobos logo começaram a perseguição, vendo que não daria para fugirem Noki teve uma ideia, ele mandou todos subirem numa árvore alta enquanto ele dava cobertura.

— Eu vou afasta-los, vocês subam logo na árvore! – disse o menino balançando a tocha.

Todos viram a árvore e começaram a subir nela, era difícil pra todos e mais ainda para a menina, Noki agitava a tocha afastando qualquer lobo que vinha na direção dele, usando a si mesmo como isca ele garantia tempo para que todos pudessem subir.

— “Fui eu que os arrastou pra cá” – pensava ele chorando – “então eu tenho que protege-los!”

Vários lobos cercaram por todos os lados, então quando o líder da matilha apareceu as coisas complicaram, com a presença do líder (que era duas vezes maior) todos os lobos avançaram ao mesmo tempo, não havia como Noki vence-los, por isso o menino fechou os olhos e os outros gritaram por ele, mas uma rajada de chakra abriu caminho entre ele e os lobos parando o ataque.

— Felizmente eu cheguei a tempo – disse Toneri aparecendo – vocês fiquem calmos, eu já vou resolver isso.

O líder da matilha voltou sua atenção para Toneri, mesmo sendo um animal irracional podia sentir o perigo, ele podia sentir o poder daquela pessoa, sendo assim ele precisava provar sua superioridade perante os seus comandados.

— Sei que você não entende palavras humanas, mas eu vou dar um conselho – disse Toneri liberando chakra – dê o fora daqui com seu bando, agora!

O chakra dele expandiu-se como um vento forte, o byakugan dele adquiriu um circulo brilhante em volta da pupila perolada, isso foi mais que suficiente para transforma-lo num predador invencível ao ponto de vista dos lobos, e toda matilha debandou rapidamente, quando eles se foram as crianças caíram da árvore como frutas maduras.

— Vocês estão bem? – perguntou Toneri.

As crianças que caíram da árvore correram até ele se agarrando em sua roupa, ele ficou meio desconcertado com isso, mas achou bom que eles estivessem a salvos e aliviados agora, Noki por outro lado estava encostado na árvore chorando.

— Você está ferido? – perguntou ele preocupado.

— Eu fiquei com medo... – disse ele chorando.

— E o que há de errado com isso? Todos sentem medo, aqueles lobos sentiram medo de mim não foi? – dizia ele – mas o que eu vi com meu byakugan foi um menino bravamente afastando os lobos para proteger seus amigos.

— Isso mesmo, você foi corajoso Noki-kun – elogiou um deles.

As crianças foram até o amigo, ele ainda estava tremendo pela carga de adrenalina, todos eles estavam super tensos, mas estavam felizes por tudo ter acabado bem.

— Me parece que vocês estavam tentando fugir, mas vamos voltar para a vila agora – disse Toneri – a Tae-san quase passou mal quando soube disso.

Sem resistência as crianças voltaram com ele, andavam devagar pela exaustão, mas seguiam juntas usando as lanternas para iluminar o caminho, vendo como elas estavam tristes Toneri pensou no que dizer.

— Por que vocês queriam ir embora? – perguntou ele – aqui não é bom para vocês?

— Por que nossos pais foram mortos pelos shinobis da aliança – explicou Noki – queríamos voltar para Sakamori-sama.

Toneri achou que isso era uma coincidência absurda, no dia que este homem fora visita-lo as crianças tiveram essa ideia, felizmente elas não o viram, ou teriam ido com ele de qualquer jeito.

— Crianças, por que acham que estão aqui hoje? – perguntou Toneri.

— Porque os ninjas disseram que somos refugiados – respondeu Emuro.

— Eu soube do que aconteceu, mas não foram os ninjas da aliança que destruíram a vila, foi o próprio líder da juugetsu tentando destruí-los – disse Toneri – o Naruto protegeu vocês até o fim, e se preocupou com o futuro de vocês, por isso estão aqui.

As crianças lembraram daquela noite, elas lembraram que um ninja brilhante envolveu o galpão e protegeu a todos, Noki em especial lembrou que esse ninja era o Hokage, e ele parecia triste quando viu os sobreviventes chorando.

— Mas se eles não tivessem aparecido!...

— Se eles não tivessem aparecido a juugetsu continuaria fazendo coisas ruins – disse Toneri – e eles fariam mal à pessoas como vocês, tudo o que eles faziam trazia consequências.

Noki parecia com raiva e confuso, ele apertava o punho e baixava a cabeça enquanto chorava, Toneri achou que suas palavras foram duras, que crianças não estavam preparadas para tal realidade.

— Eu segui um caminho parecido, eu acreditava cegamente no que meus ancestrais me ensinaram – explicava ele – no final eu fiz coisas horríveis, e foi preciso que alguém e detivesse, e essa mesma pessoa salvou a minha vida.

As crianças passaram a ouvi-lo, Toneri explicou sobre o incidente lunar e sobre sua luta contra Naruto, ele explicou como Naruto o salvou no final e depois ele escolheu o exilio para pagar seus pecados.

— Eu acredito que cuidar de vocês é uma boa forma de me redimir pelos meus erros – dizia Toneri – mas se vocês quiserem ir embora eu mesmo os levarei amanhã.

— Vai mesmo? – perguntou Noki.

— Contudo, vocês não tem um futuro lá na terra, tudo o que aguarda vocês é a perseguição ou o sofrimento – dizia ele – vocês querem mesmo isso? Não acho que seus pais iriam querer que passassem por isso.

— Mas o que vamos fazer então? – perguntou um dos meninos.

— Vocês podem ficar aqui e aprenderem ninjutsu comigo – sugeriu ele – e então quando puderem se cuidar sozinhos podem escolher o que fazer depois.

A ideia parecia ótima para as crianças, elas ficaram interessadas nisso mas Toneri propôs condições, ele disse que elas precisariam se esforçar para merecer o conhecimento dos Otsuki, isso significa que se esforçar nas aulas e seguir as regras do clã, para as crianças isso não parecia um problema.

Depois de algumas horas andando eles voltaram para a vila, Tae aguardava por eles junto com as outras sacerdotisas, assim que passaram pelo portão todos foram bem recebidos.

— Noki, você não pode mais viver sozinho, arranjaremos uma família para cuidar de você – disse Toneri – e amanhã começaremos as aulas, vocês serão ninjas do clã Otsuki.

As crianças agradeceram, e assim a tensão na vila começou a desaparecer, Toneri olhou para Tae e agradeceu por todos os conselhos, ela sentiu que ele tinha encontrado seu caminho afinal.

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(meses depois)

— Então ele esteve mesmo aqui? – perguntava Naruto – aquele desgraçado...

— Felizmente nada de ruim aconteceu – disse Toneri – e agora ele está morto não é?

— Sim, conseguimos acabar com ele – disse Naruto – ainda que a um certo custo...

Naruto contara a Toneri tudo o que aconteceu na terra, quando ele mencionou sobre o fim de Sakamori Toneri lembrou-se daquela visita meses atrás, agora o mundo parecia andar por um bom caminho.

— Mas você não veio apenas para contar as novidades não é? – perguntou Toneri.

— Claro que não, eu vim apresentar um projeto meu e da Hinata – disse ele pondo uma pasta enorme sobre a mesa – ainda está no começo, mas queremos tornar esse projeto realidade!

— “Tsuki no Kuni”? – perguntou ele lendo o titulo da pasta.

— Estamos buscando o apoio de todos os lordes feudais, para que a lua seja tratada como um país independente – explicou ele – se a lua for um país os seus habitantes serão cidadãos legítimos e estarão protegidos.

— Você as vezes parece querer cuidar do mundo inteiro – disse Toneri – tome cuidado pra não morrer de exaustão.

— Eu tenho energia de sobra pra isso, além disso as vezes eu tenho mais trabalho com a vila do que com o resto do mundo – brincou ele – e caso o projeto dê certo prepare-se para ter o mesmo trabalho!

— Sim, eu farei o meu melhor – respondeu ele – meus ancestrais talvez possam descansar em paz agora.

— E como vão as coisas aqui? Os relatórios das sacerdotisas diziam que tudo ia bem – perguntou Naruto.

— Está melhorando, todos os habitantes estão aceitando suas novas vidas – respondeu Toneri – inclusive algumas crianças problemáticas.

Naruto sentiu uma presença atrás dele, ao se virar ele recebeu uma voadora na cara, foi Noki que chegou com uma grande entrada derrubando o Hokage no chão.

— Ai meu deus! Eu sinto muito Hokage-sama! – disse Tae indo até ele – eu não sabia que ele ia fazer algo assim!

— Escute aqui Hokage de merda! Eu serei o primeiro ninja criado no novo clã Otsuki! – gritava Noki em desafio – e quando eu for forte o bastante eu vou te desafiar!!

— Esse menino é estranhamente familiar ao Boruto – disse Naruto se levantando com a mão no rosto.

— Desculpe por isso, ele ainda está aprendendo – disse Toneri.

Mas Naruto não estava zangado e nem nada, ele podia sentir que o ódio no coração dele desaparecera, era agora uma determinação mais pura e inocente condizente com uma criança, ele queria superar o Hokage, não mata-lo por vingança, analisando bem era um grande progresso.

— Muito bem moleque, eu aceito o seu desafio – disse Naruto confiante – me mostre com resultados que você será um grande ninja.

Ele aproximou-se de Noki e pôs a mão em sua cabeça, com esse gesto o menino teve uma ideia do poder dele, pois dava pra sentir uma pressão enorme e inconfundível, esse era o tamanho do obstáculo que ele queria superar.

— A vingança não satisfaz nem os que morreram e nem os que vivem, eu já vi muito isso – disse Naruto – mas seguir pelo caminho que você acredita ser o certo irá satisfazer a ambos.

Naruto sorriu e saiu sendo guiado por uma sacerdotisa, Noki não se sentia bem por encontrar Naruto, mas se sentia bem por ser reconhecido por ele.

Já Toneri estava feliz por ambos, e também pelo futuro que aguardava sua terra natal, a ideia de transformar a lua num país significava o reconhecimento do clã Otsuki para todo mundo.

Continua.

Notas finais
Quem está na capa é nossa querida Tae-san, o que acharam dela? Em breve teremos mais, eu não sei quantos capítulos de filler teremos, mas vamos ter o suficiente para cobrir o que ficou faltando, e para atender o desejo dos leitores!