Mirai no Monogatari

69 Capítulo 57 – Momento Decisivo.


Notas iniciais
Olá pessoal! Desculpe a demora pra postar o capítulo, acontece que eu fiquei alguns dias de cama e não pude fazer nada durante esses dias. Esse capítulo também está curto por esse motivo, mas pelo menos eu prometo que o próximo é o clímax de toda essa saga, por enquanto aproveitem até o próximo.

Capítulo 57 – Momento Decisivo.

— Definitivamente eles pararam aqui – disse o Inuzuka farejando o chão – mas não estão sozinhos.

— Hã? Há mais alguém com eles? – perguntou Temari – consegue dizer quem é?

— São dois cheiros distintos, mas tem algo errado – dizia o outro – o cheiro dessas pessoas está misturado com o cheiro de cinzas, eu não consigo entender.

Temari também não entendia, após deixarem a vila eles seguiram o cheiro que os gennins deixaram, alcançaram o acampamento que eles fizeram no meio da floresta e encontraram os rastros, mas Temari não sabia dizer por que seu filho insistia tanto em cuidar disso, era como se um grande segredo estivesse envolvido.

— Quando eu encontrar esse menino vou fazê-lo cuspir cada detalhe – disse Temari batendo seu leque no chão – vamos andando! Não quero mais esperar por nada!

O time liderado por Temari avançou meio quilometro antes do rastreador sentir algo, ele avisou Temari que ordenou que todos parassem, o rastreador então sentou-se no chão e recebeu a mensagem de Konoha.

— Capitã Temari, o Shikamaru-san está pedindo um relatório – avisou ele.

— Logo agora!? Diga a ele que não tenho nada para relatar! – reclamou ela – estamos no rastro das crianças, quando a encontramos eu terei algo para informar!

— Não é assim que funciona, estamos preocupados também – avisou Naruto entrando na conversa – além disso nós temos um plano, vamos testar algo que víamos planejando a algum tempo.

Em Konoha Naruto já tinha coletado toda a energia natural necessária e entrado no modo Rikudou, colocando a mão na testa da Ino ele transferiu o máximo possível de chakra que ela podia aguentar, com isso o corpo todo dela brilhou envolto com o manto dourado.

— Mais uma vez eu me pergunto como você aguentar isso – disse Ino que parecia sentir dificuldades – parece que estou vestindo uma armadura de chumbo!

— Eu carreguei um bijuu na barriga a minha vida toda, isso pra mim é moleza – respondeu Naruto – agora faça como testamos.

Ino fez uma sequência de selos e usou uma versão diferente do shintenshin no jutsu, o chakra dourado que a envolvia subiu aos céus e voou seguindo a conexão entre ela e o ninja rastreador, levou 5 minutos para chegar até ele e envolve-lo num manto de chakra mais brando.

— Mas o que é isso? O Naruto enviou o chakra dele de Konoha até aqui!? – perguntou Temari surpresa.

— Por enquanto só funciona com uma conexão entre dois ninjas da divisão de comunicação – explicava Ino – eu recebo o chakra do Naruto e o envio através da conexão como faria com minha mente através do shintenshin, se bem que cerca de metade do chakra se dissipou pelo caminho.

Mas Temari estava muito impressionada com isso, enviar chakra para outro país usando essa conexão era um absurdo, ela se perguntava o que seria do mundo se Konoha fosse uma vila conquistadora como as outras nações eram no passado.

— Muito bem! Com todo esse poder eu sinto que posso achar uma agulha num palheiro a milhas de distância! – dizia o rastreador empolgado – e já estou sentindo algo, 28km naquela direção!

Guiando o time ele seguiu o rastro de chakra que estava sentindo, em Konoha Ino com o resto do chakra que ganhou seguia os passos deles, se fosse possível descobrir onde eles estavam dava pra ter uma ideia do que estava acontecendo.

— Com licença Hokage-sama, desculpe incomodar mas...

— Não precisa dessas formalidades comigo Kurenai-sensei – dizia Naruto ao vê-la – você quer saber o que está acontecendo não é?

— Eu fiquei sabendo que algo aconteceu com o time 7, queria esperar em casa mas não consegui aguentar – disse ela – eu preciso saber a verdade, preciso saber o que aconteceu com minha filha e as crianças.

— Kurenai-san, deixe que eu explique tudo – pediu Shikamaru indo até ela – desde o inicio dessa noite a vila onde Akane-chan estava foi atacada, no momento ela está desaparecida, aparentemente as crianças estão atrás dela.

Kurenai agradeceu por Shikamaru ser tão direto, outros ali não saberiam o que dizer para ela, mas o fato de Shikamaru estar tranquilo indicava que a situação não era tão ruim quanto parecia, ou que pelo menos ele confiava que tudo daria certo.

— Eu posso esperar aqui por mais informações? – pediu ela olhando para Naruto.

— Não vejo porque não – respondeu ele – você também faz parte da divisão não é?

— Não se preocupe Kurenai-sensei, já temos uma ideia de onde eles estão – disse Ino – é só uma questão de tempo até acha-los!

Kurenai agradeceu ao incentivo de todos, pedindo licença ela foi ajudar onde pudesse para diminuir a carga nas costas dos outros, mas em seu interior ela rezava, rezava intensamente para que mais ninguém lhe fosse tirado.

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— Kuchiyose no Jutsu!! – disse Butsuga batendo a mão no chão.

Uma nuvem de fumaça explodiu entre ele e seus adversários, Hidan e Asuma permaneceram em guarda contra o que poderia surgir, subitamente um movimento brusco veio da fumaça e ambos foram atingidos, ao receberem dano recuarem automaticamente vendo o que os atingiu.

— Um louva-deus gigante? – perguntou Asuma vendo o inseto de 6m na frente dele – e ele tem foices de verdade para atacar.

O inseto era negro como piche e suas foices eram vermelhas, enquanto o dano que ambos sofreram regenerava o louva-deus atacou de novo, dessa vez ambos revidaram em uma batalha veloz.

— Eu ainda não entendo, por que você tá do lado deles? – perguntou Butsuga olhando pra Hidan – você era um dos mais fervorosos seguidores de jashin-sama.

— Eu já disse que não tô fazendo isso por querer! – respondeu Hidan muito irritado – e mesmo que eu pudesse escolher eu não tô nem aí pro jashin agora!

— Oh? Que mudança de atitude é essa? – perguntou Asuma enquanto lutava ao lado dele.

— Cale a boca você também, se eu pudesse escolher eu ia atrás do pirralho com cara de idiota e do pai dele! – respondeu Hidan – mas que saco, eu dediquei minha vida inteira ao jashin-sama e no final eu fiquei mofando num buraco por um mês!!

— Um mês? Deve ter sido um saco mesmo – disse Asuma bloqueando a foice do monstro – mas o que você ganhava com essa seita de malucos? Além de imortalidade é claro.

— Tá brincando? Não é qualquer um que é imortal nessa porra, eu era especial, o escolhido! – respondeu Hidan avançando – o único que recebeu a maldição da retribuição e a bênção da imortalidade ao mesmo tempo, o antigo líder me disse que eu seria o arauto do jashin-sama!

— Você perdeu a fé por causa de algo insignificante como morrer no meio do caminho – criticou Butsuga – um verdadeiro devoto de jashin não teme a morte, e nem a deixa impedi-lo de concretizar suas ambições.

Nesse momento vários dos devotos saltaram por trás dos dois, ambos se viraram e revidaram cortando-os com suas respectivas armas, mas o ato de dar as costas para o louva-deus permitiu ao animal atacar com força total, os dois foram cortados violentamente, Asuma foi cortado ao meio pela cintura e caiu no chão, já Hidan foi cortado do ombro esquerdo até a cintura.

— então esse é o famoso edo-tensei, uma verdadeira imortalidade – disse Butsuga vendo os dois se movendo e regenerando lentamente – mas ainda que sejam imortais podem ser selados, foi isso o que a 4º guerra nos ensinou.

Butsuga liberou uma nevoa densa e negra, era tão densa que parecia mais um liquido, ela foi se espalhando e crescendo na direção dos dois que ainda estavam incapazes de se moverem, quando ela se expandiu mais Butsuga ouviu rugidos atrás dele, eram três leões de tinta criados por Inojin, imediatamente Butsuga recolheu a nevoa e a usou para envolver os leões, as três feras criadas dissolveram como se o chakra dentro deles tivesse exaurido.

— Shitose, por que ainda não derrotou esses pirralhos? – perguntou Butsuga irritado.

— Perdão senhor, eles são mais habilidosos do que parecem – respondeu ela atacando e desviando – mas eu já vou cuidar disso.

A atual formação do time 7 visava manter a oponente longe, Chochou estava na linha de frente mas atacava com uma bola de ferro presa a uma corrente longa, Shikadai estava um pouco atrás dela e dava cobertura com sua sombra, Inojin estava mais um pouco atrás e criava feras de tinta para auxiliar os dois colegas, tudo isso com uma excelente sincronia.

— Valeu pela ajuda Inojin – disse Asuma assim que as metades do seu corpo se conectaram – aquele jutsu de antes parecia perigoso.

— hunf! Esse maldito trio sempre foi um problema – reclamou Hidan quando se levantou – seu nome é Shitose não é? Tome cuidado com esses pirralhos, principalmente o moleque das sombras.

— Obrigado senpai – agradeceu ela saltando para trás.

— Hei!! De que lado você está!? – reclamou Chochou furiosa.

— Cale a boca baleia! Eu quero mais que ela mate vocês! – respondeu ele – e depois eu mato ela também!

Enquanto ela reclamava com Hidan a foice de Shitose veio mirando seu pescoço, sem que ela percebesse Shikadai usou sua sombra para manipula-la e faze-la se esquivar do ataque, o jovem Nara estava prestando atenção em ambas as batalhas e ao que acontecia ao seu redor.

— “Meu pai me contou tudo sobre sua luta contra Hidan, e as palavras de agora dele sugerem que existem outros tipos de poderes além da retribuição” – pensava Shikadai – “eu não sei como o poder dela funciona, mas temos que assumir que um ferimento pode ser fatal, contra ela um imortal seria muito melhor”

— Fique alerta na luta Chochou, o Shikadai não pode ficar lhe protegendo pra sempre – gritou Inojin – e temos que ajudar o senhor Asuma também, sem falar de salvar a sensei e todos os outros!

— Concentrem-se na luta de vocês, não poderemos ajuda-los já que estamos programados para enfrentar esse cara – avisou Asuma – também não há garantias que após vence-lo nós poderemos ajuda-los, considerem que estão sozinhos!

O louva-deus gigante avançou e começou a atacar os dois, Hidan ignorou o dano que tomou no ombro e avançou na direção de Butsuga, outros seguidores da ordem se interpuseram entre eles e com um pouco de taijutsu revidaram.

— Vocês são um saco! Saíam da frente! – ordenou ele atacando.

A nevoa de Butsuga envolveu as pernas de Hidan, a medida que ela apertava as pernas também exauria o chakra delas, enquanto a nevoa negra subia pelas pernas Asuma conseguiu derrotar o louva-deus com um katon poderoso, a bola de fogo explodiu levando não só o inseto como os servos de Butsuga e o próprio Hidan.

— Desgraçado, você fez de proposito! – reclamou Hidan caído no chão e queimado.

— Eu só imaginei o jeito mais fácil de eliminar os obstáculos, e meu corpo reagiu sozinho – respondeu Asuma sorrindo com o canto da boca – não reclame tanto, você nem precisa do seu parceiro para se recuperar.

— Quando isso acabar eu vou matar você, os moleques e os pais deles – rosnou Hidan – que se foda, eu vou matar todo mundo!!

Quando ele conseguiu se levantar partiu pra cima do Butsuga novamente, o líder da Meiosei estava tendo enorme dificuldade em lidar com os dois, Shitose vendo isso pensou em ir ajuda-lo, mas a bola de ferro da Chochou bloqueou o seu caminho.

— Opa, não pode sair daqui enquanto eu estiver de pé – desafiou a jovem Akimichi.

— Sua pirralha obesa, eu não tenho tempo a perder com vocês! – gritou ela fazendo selos.

Varias laminas d’água surgiram ao redor dela, as laminas giravam como serras e avançaram na direção dos jovens, Chochou recolheu a corrente e começou a gira-la na frente deles para bloquear algumas, mas um das laminas a cortou na cintura fazendo-a sangrar muito.

— Que merda! Chochou recue agora! – ordenou Shikadai.

— Eu não posso, eu sou o escudo de vocês – disse ela com as mãos segurando o ferimento – esse é o orgulho do clã Akimichi!

— Desde quando você é ligada nessas coisas? Recue agora sua idiota! – reclamou Inojin.

Shitose refez o mesmo jutsu produzindo muito mais laminas d’água agora, todas elas bem distribuídas de modo a alvejar todos os alvos, ela tinha em seu rosto um sorriso bem sádico.

— Quer mesmo protege-los? Pois fique a vontade para receber todas elas! – desafiou a mulher.

— p-po-pode vir! Eu vou aguentar! – os olhos dela estavam quase girando.

— “Vai aguentar nada!” – pensaram os outros dois ao mesmo tempo.

Shitose viu Chochou pegando algo de sua bolsa ninja e pondo na boca, ela então decidiu atacar antes que a menina pudesse fazer alguma coisa, quando Chochou engoliu o que pôs na boca ela bateu as mãos e seu tamanho aumentou, ficando três vezes maior que Shitose ela girou a corrente bloqueando todas as laminas d’água.

— Essa gorducha! – Shitose não acreditava no que tinha visto.

Chochou bateu a bola de ferro no chão criando uma cratera, infelizmente a inimiga tinha saltado para trás antes, um dos fragmentos de rocha voou e acertou um dos sarcófagos rachando uma parte especifica, a aura cinza que saía da boca daquela pessoa parou na mesma hora.

— “Poderia ser que...” – Shikadai viu nisso uma chance de salvar a todos – Inojin! Quebre todos os selos desenhados nos sarcófagos, isso faz parar a perda de chakra, deixa que eu e a Chochou damos conta dessa aqui!

— Ok, já estou indo! – disse ele vendo qual era seu alvo – vou começar pela sensei!

— Não se atreva seu pirralho! Fique longe disso...

— Opa! Você precisa passar por nós primeiro! – disse Shikadai reutilizando seu kagemane.

Shitose quase foi capturada e por isso recuou, ela assistiu Inojin indo de sarcófago em sarcófago quebrando o selo que ficava no centro, com isso a pessoa presa nele parava de perder energia espiritual, Butsuga que percebera isso ficou furioso, mas ele não tinha tempo para lidar com isso enfrentando dois imortais.

— Shitose! Acabe logo com essas crianças! – gritou Butsuga.

— Eu tô tentando! – disse ela saltando na direção de Inojin.

Ela tentou corta-lo com a kusarigana mas Chochou a segurou pela perna, com um sorriso bem malvado a Akimichi socou Shitose no chão com toda a sua força ao ponto de afunda-la na pedra, a mulher não se mexeu mais depois disso.

— tsc! Que mulher inútil! – disse Hidan enquanto lutava – não conseguiu acabar com nenhum dos pirralhos!

O time 7 conseguiu vencer sua luta, mas Shikadai e Chochou estavam esgotados, Inojin ainda tinha chakra mas estava poupando para uma emergência, ele continuou quebrando os selos e logo metade das pessoas estavam a salvo, Butsuga via seu sonho escorrendo pelas suas mãos aos poucos.

— Como ousam? Como ousam impedir a purificação desse mundo? – dizia Butsuga tremendo de raiva – somente jashin-sama pode trazer a paz verdadeira!

— De que paz esse idiota está falando? – perguntou Asuma – a paz da sepultura por acaso? Eu já morri uma vez e por causa disso sei que somente os vivos podem mudar o mundo!

Asuma olhou para o lado por um breve momento, ele viu o trio de gennins removendo Akane de dentro do sarcófago dela, ele se emocionou ao ver sua filha por inteira e constatou que ela realmente se parecia com sua amada Kurenai.

— Aquela é sua filha? Ela é uma belezinha! – provocou Hidan.

— Nem pense nisso seu filho da puta – rosnou ele – e vocês aí, tratem logo de cobri-la!

— Dá um tempo, eu não sabia que ela tava quase pelada – respondeu Shikadai – você cuida disso Chochou.

Chochou começou a vestir o uniforme de jounin nela, os dois garotos para não ficar olhando voltaram sua atenção para a outra luta, eles queriam libertar mais pessoas, mas pra fazer isso precisariam passar para o outro lado da sala, só que entrar no meio dessa luta seria bem perigoso.

— Acho que conseguimos atrasar ou até impedir o ritual – pensou Inojin.

— Você não sabe que quando tudo parece bem na verdade vai piorar? – disse Shikadai frustrado – a coisa só acaba de verdade quando o ultimo vilão cai.

Shikadai olhava para Butsuga que parecia ferver de raiva, aquele sacerdote estranho estava envolto numa nevoa negra em forma de barreira que impedia que qualquer um se aproximasse, esse era o único motivo para os dois imortais não o terem eliminado ainda.

— Foram anos de planejamento e pequenos passos, reunindo nossos seguidores e juntando tudo que era necessário – dizia ele com a cabeça baixa – tudo para trazer a gloria de jashin-sama para esta terra!

— Um incompetente como você que não pode lidar nem com um bando de crianças? Você é uma vergonha para jashin-sama! – disse Hidan apontando o dedo para ele – você seria mais útil como um sacrifício do que como sacerdote!

— Se esse é o caminho para cumprir nossa ambição... eu darei minha vida com orgulho! – disse ele pondo a mão no grande sarcófago.

O grande sarcófago no centro da sala se abriu um pouco e liberou fumaça, quando ele se abriu completamente uma gosma cinza translucida escorreu pelo chão, essa era a materialização de toda a energia espiritual coletada até agora.

— O que ele pretende fazer!? – perguntou Asuma para Hidan.

— Existe uma maldição que só o sacerdote pode executar, uma que lhe concede os mesmos poderes do jashin-sama temporariamente – dizia Hidan observando tudo – e combinada com todo esse poder espiritual pode fazer um milagre.

Butsuga fez uma sequência de selos e toda aquela massa cinza o envolveu, ela começou a pulsar e se moldar enquanto a barreira era removida, em instantes uma bola cinza estava pulsando no centro da sala.

— Vocês três tirem a Akane daqui, nós vamos segurar seja lá o que sair daí – disse Asuma.

A massa cinza pulsou uma ultima vez e começou a encolher, nesse momento ela ia assumindo uma forma humanoide com cerca de 3m de altura, era um ser de feições demoníacas com dois longos chifres, ele vestia o que parecia ser um kimono para funerais e sua pele parecia podre, uma longa língua balançava em sua bocarra.

— Não é possível, isso não é nenhum deus, isso é... – Asuma parecia não acreditar – não, talvez um deus seja isso mesmo.

— O que você está dizendo Asuma-san? – perguntou Inojin preocupado.

— Esse é o monstro invocado quando você usa o Shiki Fuuji, o meu pai me falou sobre ele – explicou Asuma – por se tratar de uma criatura espiritual é impossível vê-lo, então aqui...

— Ele está materializado de verdade – disse Shikadai – mas o que esse tal Shiki Fuuji faz?

Quando Asuma ia explicar o monstro diante deles riu, a sua risada então se transformou em uma gargalhada alta que ecoou por todo o salão, todos os presentes sentiram um instintivo medo da morte ao ouvir essa gargalhada maligna.

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— É aqui, sem o chakra do Hokage-sama levaríamos uma eternidade para achar este lugar – disse o ninja rastreador do time.

— O que foi que aconteceu aqui? – perguntou o Inuzuka tapando o nariz – o que há com todos esses cadáveres retalhados?

O grupo tinha chegado até a entrada do esconderijo, o castelo feudal dentro da rachadura não chocava tanto quanto o que tinha na entrada, pilhas de corpos já em decomposição e todos desmembrados, havia também um corpo sem cabeça pregado na parede por uma lança, o típico sinal de sadismo.

— Já achamos o esconderijo inimigo, precisamos informar ao QG – disse Temari – entre em contato com...

— Já tentei, alguma coisa muito estranha está causando interferência – explicou o rastreador – seja o que for está vindo do subterrâneo, e me dá calafrios toda vez que tento rastrear a fonte.

— O que significa que estamos por conta própria, então eu tomo as decisões – respondeu Temari.

— Era isso que me preocupava – sussurrou o ninja médico para o Inuzuka.

Temari olhou feio para eles e todos ficaram em posição de sentido, com ela na frente o grupo avançou seguindo qualquer rastro possível, o Inuzuka não conseguia farejar nada por causa do fedor de carniça, o rastreador só conseguia sentir o estranho chakra vindo do subterrâneo, então Temari decidiu que todos deveriam ir para lá.

— Parece que alguém fez um atalho – disse Temari observando o buraco – essas marcas... provavelmente foi um fuuton, eu não me lembro do Shikadai já ter dominado o fuuton.

O Inuzuka e seu cão farejaram o interior do buraco, o ar lá estava menos podre e por isso ele conseguiu sentir o cheiro das crianças, com a confirmação Temari pulou seguida dos outros, eles foram descendo os 4 andares subterrâneos até chegarem ao fim do atalho.

Depois de descerem eles foram seguindo o sinal de chakra até sua fonte, chegaram à grande porta de ferro que dava para o salão do ritual, dois corpos na entrada e o som de batalha no interior mostrava que a coisa estava séria do outro lado.

— Sinto o cheiro das crianças e de dezenas de outras pessoas – explicava o Inuzuka – sinto o cheiro de sangue e um fedor de enxofre!

Temari se mostrava firme por fora, mas por dentro ela estava aflita, as crianças que ela tanto gostava estavam tendo uma luta mortal, rapidamente ela começou a empurrar a porta, os outros foram ajuda-la e logo o cenário interior se mostrou para eles.

— O que é isso? – perguntou o médico nervoso.

Para eles aquele salão era muito estranho, tinha o formato de um cilindro e sua parede circular estava cheia de sarcófagos de cima a baixo, mas o formato do salão era o de menos, o que realmente importava era o que estava acontecendo dentro dele.

— O que é aquela coisa ali? Tem um cheiro muito estranho – disse o Inuzuka – hei, lá estão os pirralhos!

Temari olhou para seu filho que estava no meio do salão, Shikadai olhou para ela e acenou como se estivesse tudo bem, ela então deu um grito que finalmente quebrou aquele clima sombrio, ao ouvir sua mãe gritar seu nome Shikadai se encolheu de medo.

— Oi mãe, que bom que chegou – disse ele todo tímido – meio que precisamos de sua ajuda agora.

— Ah é? E quem foi que disse pra gente ficar de fora disso!? – perguntou ela irada – alias você precisa da minha ajuda para o quê mesmo?

— Para derrotar aquele deus maligno da morte ali – disse ele apontando para o monstro de pé do outro lado do salão.

— Ah sim, isso aí, tudo bem – disse ela mudando de expressão – eu nunca lutei contra um deus antes... e quem é esse aí do seu lado mesmo?

— Olá Temari-san, faz um bom tempo não é? – cumprimentou Asuma sem tirar os olhos do inimigo.

Os olhos de Temari quase saltaram da cara, diante dela estava Asuma, e olhando bem ao lado dele estava um homem que batia com a descrição que Shikamaru lhe fez uma vez, ela já ia perguntar o que estava acontecendo quando se lembrou da 4º guerra ninja.

— Diabos, você foi revivido outra vez? – perguntou ela.

— O Orochimaru parece não querer me deixar em paz – respondeu ele – eu adoraria explicar tudo, mas eu realmente preciso lidar com esse monstrão na nossa frente!

O shinigami diante deles moveu-se pela primeira vez, ele estendeu seus braços que esticaram na direção dos dois à sua frente, Hidan e Asuma saltaram evitando o ataque, em pleno ar Asuma arremessou shurikens contra ele, as armas atravessaram seu corpo como se estivessem atravessando uma comporta de gelatina.

— Parece que ataques físicos não vão funcionar nessa coisa – disse Asuma caindo do outro lado – e quanto a ninjutsus?

Ele olhou para Temari que entendeu a intenção dela, rapidamente ela abriu seu leque e com um movimento de abano fez uma lâmina de vento, a lâmina velozmente atingiu o alvo decepando seu braço esquerdo, quando isso parecia ser a solução todos viram o braço crescendo de novo enquanto o antigo se esvaía em fumaça.

— Ninjutsus o afetam, mas nem sabemos se chegou a lhe causar algum dano – disse Asuma.

— O que vocês ainda estão fazendo aí? Venham logo para cá! – gritou o rastreador para as crianças.

O time 7 que estava perdido no meio da batalha acordaram agora, rapidamente eles pegaram Akane e recuaram de onde estavam, o shinigami vendo a movimentação deles decidiu apelar, de suas costas vários braços emergiram e se agitaram, antes que pudessem deixar o salão as crianças viram os braços avançando na direção delas.

Continua.

Notas finais
É isso aí galera, talvez o capítulo não tenha ficado tão bom quando merecia, é o que acontece quando se digita após se recuperar de problemas intestinais, amanhã mesmo eu já começarei a digitar o próximo capítulo, então devo postar um pouco mais rápido, até a próxima!