Mirai no Monogatari
68 Capítulo 56 – O Ritual.
Notas iniciais

Capítulo 56 – O Ritual.
— Parece que está dando tudo certo para vocês – comentou Sakamori folheando um livro.
— Como você entrou aqui? – perguntou Butsuga surpreso.
Revelar isso revelaria os poderes e fraquezas do artefato que Sakamori usava, ele podia abrir portais para qualquer lugar, desde que ele soubesse exatamente onde ficava, ao emprestar uma cria do juubi para Butsuga ele seguiu o chakra da criatura até este lugar.
— Ah não ligue para esses detalhes, eu apenas dei uma passadinha aqui para conferir o seu progresso – respondeu o líder da Juugetsu – o meu bichinho serviu ao seu proposito?
— Serviu sim, usar a forma de um Oni tinha como objetivo camuflar nossos objetivos – respondeu Butsuga – além disso eu esperava atrair ninjas que viessem caça-lo, assim o ritual teria uma qualidade maior.
— Parece que você precisava de sacrifícios, se tivesse me dito eu teria encontrado e trazido quantos precisasse.
— Eu agradeço a boa vontade, mas Jashin-sama não ficaria satisfeito se não nos esforçássemos – respondeu o outro – você colhe o que planta, nós semeamos e agora estamos colhendo os frutos do nosso trabalho.
— Eu admiro pessoas que tem tamanha convicção, embora eu não acredite em deuses – respondeu Sakamori – ah me desculpe, não em todos, só existe um deus no qual eu acredito.
— Ainda dá tempo de se converter à nossa religião – avisou o outro – Jashin-sama acolhe a todos.
— hahahahah a morte chega para todos não é? Mas eu não sou religioso – respondeu Sakamori – eu vim lhe dar um aviso, Konoha está agindo, se você não se apressar terá problemas.
— Ninguém pode nos impedir agora, seja quem for – respondeu Butsuga – nenhum mortal pode se opor a um deus.
— Kaguya também pensava assim antes de ser derrotada duas vezes por mortais – respondeu Sakamori – não subestime os ninjas da folha, eles têm o péssimo habito de fazer o impossível.
— Muito bem, obrigado pelo aviso, quer mais alguma coisa? – perguntou Butsuga.
— Quando o seu plano der certo influenciará nos meus planos – respondeu Sakamori – então eu só preciso esperar, boa sorte então.
Sakamori girou o cajado e abriu a fenda dimensional, assim que ele a atravessou desapareceu completamente para seus domínios, Butsuga achava que ele era muito perigoso mas também um aliado conveniente.
— Butsuga-sama, Houjo não voltou ainda – avisou Obumi.
— Não voltou? O que ele ficou fazendo afinal? – perguntou o líder da seita.
— Eu estava lutando contra uns gennins da folha, ele veio e ficou em meu lugar – explicou o outro – depois disso eu achei que ele viria logo mas agora é certeza que ele não vem mais.
— Você disse gennins da folha não é? Provavelmente subordinados da garota que Shitose trouxe – dizia o outro pensando – acho que não posso mesmo ignorar o aviso do Sakamori, vamos andar logo com essa cerimonia.
Todos os membros da seita foram avisados e assim se iniciaram os preparativos, todas as pessoas que estavam aprisionadas seriam preparadas para o sacrifício, se o ritual fosse concluído o deus da morte viria a este mundo.
Todos os membros da seita, assim como os lideres e os zumbis criados por Obumi foram buscar os sacrifícios, a maioria deles estava desacordado, os que permaneciam conscientes foram arrastados e apanhavam quando lutavam, todos foram levados para um grande salão cilíndrico com uma escada em espiral, no centro do salão um grande sarcófago de pedra.
— Meus companheiros, seguidores do benevolente Jashin – dizia Butsuga em discurso – hoje o momento com o qual temos sonhado se aproxima, hoje o nosso lorde Jashin descerá a este mundo e o purificará!
Os presentes comemoraram de forma discreta, com cânticos de origem desconhecida eles reverenciavam o deus Jashin, uma ordem religiosa secular estava prestes a trazer seu deus de volta a este mundo.
— Agora meus irmãos e irmãs, para que nosso deus retorne os últimos sacrifícios serão necessários – continuava Butsuga – foram longos anos coletando mil almas, tudo para que ninguém interferisse, mas hoje as ultimas 50 almas afortunadas foram reunidas.
As pessoas sequestradas foram trazidas e colocadas dentro de estranhos sarcófagos pregados nas paredes, os sarcófagos eram metálicos e a única abertura visível permitia apenas ver o rosto de quem era colocado dentro, os sarcófagos cobriam toda a parede daquele salão.
— O que está acontecendo? – perguntou Akane acordando aos poucos – o que estão fazendo conosco?
— Ora, já acordou minha jovem? – perguntava Shitose – vocês foram escolhidos como os últimos sacrifícios, uma grande honra sabia?
— Sendo assim não deveria ser vocês aqui? – perguntou ela.
— Alguém precisa herdar este mundo quando Jashin-sama concluir seu trabalho – explicou ela – caberá a nós restaurar tudo como deveria ser.
Shitose terminou de prender Akane dentro do sarcófago, assim que ela fechou a trava Akane tentou se libertar, mas além de ainda estar amarrada o sarcófago era pequeno demais, ela precisaria de muito tempo para conseguir algo.
— Que se inicie o ritual – disse Butsuga fazendo uma sequência de selos.
Todos os seguidores começaram a entoar um cântico especifico, as pessoas presas em seus sarcófagos sentiram um arrepio e um dor no peito, Akane sentiu sua barriga apertar e algo subir pela sua garganta como se fosse vomitar, mas em vez do conteúdo do seu estomago ela vomitou uma energia branca que parecia fumaça.
Todas as pessoas presas nos sarcófagos passaram pela mesma coisa, vomitavam continuamente essa energia branca que seguia direto para o sarcófago no centro do salão, era como se suas almas estivessem sendo extraídas dos seus corpos e consumidas pelo sarcófago central.
— Obumi, Shitose, por precaução fiquem de prontidão, não permitam que nada interfira no nosso ritual – ordenava Butsuga – antes do sol nascer o nosso grandioso Jashin-sama estará entre nós.
— Entendido! – responderam os dois antes de desaparecerem.
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(algumas horas antes)
— Sério que ela fez isso? Essa garota é demais! – dizia Asuma rindo – mas ela se parece com a mãe não é? Por favor diga que sim!
— Her, ela tem os olhos da Kurenai-san sim – respondeu Shikadai.
Enquanto faziam os preparativos Shikadai falava sobre Akane para o pai dela, nesse meio tempo Chochou acordou e tomou um susto ao ver o que ela pensou ser um fantasma, depois que tudo foi explicado ela ficou bem mais calma e faminta também, no momento ela tava devorando uma caixa de rosquinhas que arranjaram no caminho, tudo para repor a gordura que queimou.
— O papai fala muito de você, principalmente o que lhe ensinou – comentou Chochou – ele vai pirar quando souber que eu te conheci.
— E você é uma gracinha, eu imagino que você se parece mais com sua mãe não é? Eu adoraria conhece-la – dizia Asuma – mas você deveria comer menos, você estava muito mais bonita agora a pouco.
— Sério!? Então eu vou começar a fazer uma dieta! – disse ela empolgada – quero dizer... semana que vem eu faço.
— hahahahah você é muito espirituosa, igual ao Chouji.
Nesse momento Inojin chegou voando em seu pássaro de tinta, assim que ele foi visto os outros foram até ele, Chochou para pegar os cachorros-quentes que ele foi buscar, e Shikadai para pegar as mochilas de todos.
— Muito bem, nossas coisas assim como da sensei estão aqui – disse Shikadai – agora já podemos agir.
— hunf! Esse pirralho fala como se soubesse onde fica o esconderijo da Meiosei – reclamou Hidan.
— Com a ajuda de um mapa eu verifiquei todos os lugares onde o Oni atacou e a frequência das suas aparições – explicou Shikadai – com base nisso da pra saber de onde ele estava vindo, a sensei bem que poderia ter pensado nisso.
— Cala a boca! Esse seu jeito de falar é extremamente irritante! – ordenou Hidan – sempre que você abre a boca eu me lembro daquele cara!!
— Não posso fazer nada quanto a isso, pra mim é um saco ter que trabalhar com você também – dizia Shikadai – mas se for para salvar a sensei eu uso até mesmo uma peça quebrada como você.
Asuma já tinha notado como Shikadai pensava e agia, ele era preguiçoso como o pai mas tinha uma mente muito afiada, além disso ele tinha um certo brilho no olhar, talvez herdado de Temari, no momento em que ele decidiu agir esse brilho no olhar se ativou e não desapareceu.
Ele não conhecia o Sai mas imaginava que Inojin o tinha puxado na personalidade, pois a aparência era idêntica a da mãe, ele parecia ser bastante responsável e meio tímido, mas ainda assim estava empolgado para agir.
— Já que o Inojin não pode levar a todos nós vamos ter que ir a pé mesmo – dizia Shikadai – termina logo com isso Chochou, nós já vamos sair.
— Como quer que eu coma meia dúzia de cachorros-quentes sem refrigerante!? – perguntou ela como se fosse a coisa mais obvia do mundo – eu estou fazendo o que posso aqui sabia?
Shikadai parecia que queria se enterrar depois dessa, vendo as três crianças Asuma imediatamente lembrou do seu time, vendo-os brigando mas unidos mostrava que tudo valeu a pena, e ele ainda teria a chance de conhecer sua filha, por essa oportunidade qualquer problema em ser revivido era insignificante agora.
— Se vamos fazer isso vamos logo, isso está me dando nojo – reclamou Hidan mais uma vez.
— A proposito, qual é a missão de vocês? – perguntou Shikadai – se soubermos o que vocês querem pode ser mais fácil de ajudar.
— Eu não sei bem, Orochimaru não nos contou nada – respondeu Asuma – nossas ordens atuais são para encontrar a base da Meiosei e eliminar o líder, talvez as ordens mudem com o tempo.
— Então vocês não podem fazer nada que não seja relacionado com isso – dizia Inojin – ainda bem que nossos objetivos são parecidos.
— Mas eu não sei quanto tempo isso vai durar, e se algo mudar pode ser perigoso – avisou Asuma – se por acaso nos voltarmos contra vocês fujam imediatamente.
Após as explicações o ex-akatsuki pegou sua foice e seguiu na frente, assim que Chochou terminou de comer todos se equiparam, Shikadai deu para Asuma as laminas que antes ele tinha deixado para seu discípulo e depois sua filha.
— Usarei até pegarmos a Akane de volta – disse ele – pois ela é a verdadeira dona agora.
Com a possível localização do esconderijo o grupo seguiu por entre vales e montanhas, após duas horas de buscas Inojin usando uma revoada de pássaros de tinta conseguiu achar uma fenda numa montanha, achando aquilo muito suspeito ele chamou a todos que se dirigiram para o local, Inojin desenhou em seu pergaminho uma multidão de ratos que investigaram o local, com mais meia-hora eles voltaram até o seu criador, quando derreteram até virarem tinta eles se moldaram na forma de um desenho do interior da fenda.
— Isso é um castelo? – perguntou Shikadai sem entender – tem um castelo feudal dentro da montanha?
— Isso é ruim, só tem uma entrada e ela certamente é vigiada – dizia Asuma – eu e o Hidan somos imortais mas as crianças teriam problemas.
— É tática comum usar reféns para impedir o avanço dos invasores – dizia Shikadai – o que significa que precisamos entrar discretamente.
O grupo aproximou-se furtivamente da rachadura na montanha, ela dava entrada para um espaço oco onde um castelo feudal foi construído, fora a luz da lua não havia qualquer iluminação no interior.
Com muito cuidados eles olharam o interior, além do castelo dava pra ver uma escadaria, na base do castelo um monte de zumbis vagueavam aleatoriamente, sentado na escadaria estava Obumi montando guarda.
— É o cara que acabou comigo – disse Chochou irritada – eu vou dar o troco!
— Espere aí gorducha, se ele te pegar de novo já era – disse Shikadai segurando-a – a habilidade dele suga energia vital e transforma em energia espiritual para mover os cadáveres, e dessa vez você não tá com a sua carga toda, ele vai te matar.
— Já chega, eu não aguento mais seguir com vocês – disse Hidan indo em direção a entrada.
Asuma ia detê-lo mas já era tarde, assim que Hidan foi visto os zumbis voltaram sua atenção para ele, Obumi estranhou uma pessoa carregando uma foice indo direto para eles.
— Que palhaçada é essa? Quem é você? – perguntou Obumi.
— Eu sou o seu senpai, e foda-se todo o resto – respondeu Hidan.
Quando a primeira leva de zumbis o cercou todos saltaram sobre ele, Hidan foi atingido por varias laminas, lanças e machados, mas ignorando todo o dano que sofreu ele girou o corpo, sua foice carregada com chakra cortou ao meio todos os zumbis que lhe atacaram.
— Mas como... como você está vivo depois disso? – perguntou Obumi que levantou-se assustado.
— Foi como eu pensei, não há alegria, não há dor – dizia Hidan vendo seus ferimentos fechando rapidamente – que bosta de vida é essa? Por que Jashin-sama me deixou na mão?
— Você... você é um de nós? Mas o que está fazendo se voltando contra nós justo hoje? – perguntou o outro nervoso.
— Cale-se, eu não escolhi isso ok? Estou sendo usado por um desgraçado que gosta de cobras – respondeu Hidan – eu nem sequer posso aproveitar o êxtase da morte, sabe o vazio que estou sentindo aqui?
Outros zumbis atacaram Hidan cravando lanças em suas costas, mais uma vez ele girou o corpo e retalhou todos eles, Hidan não lutava por vontade própria, ele simplesmente estava lutando no automático graças ao edo-tensei.
— Esse idiota, pelo menos ele está abrindo caminho – disse Asuma – vocês venham comigo, se tivermos sorte o inimigo pensará que é apenas um atacante.
Aproveitando-se da confusão na entrada o outro time avançou sorrateiramente, enquanto Obumi estava concentrado em Hidan eles conseguiram entrar escondidos, mas agora eles tinham todo um castelo para vasculhar.
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— Eu vou perguntar de novo, para onde eles foram? – perguntou Temari erguendo o homem do chão.
— Como é que vou saber? Eles desapareceram no meio da confusão! – respondeu o prefeito – o meu filho morreu! Eu quero pegar os responsáveis tanto quanto vocês!
— Temari-san, o Hokage-sama está nos chamando – avisou o ninja responsável pela comunicação e rastreamento.
Temari largou o prefeito e seguiu o time para o telhado, de lá o ninja pôs a mão na testa dela, imediatamente ambos se conectaram ao Hokage em Konoha, tendo um ninja da divisão de comunicação na área ficava mais fácil para ambos os lados entrarem em contato.
— Espero que não tenha batido em ninguém – dizia Naruto.
— “Droga, como ele sabe o que eu estou fazendo” – pensou ela.
— Eu posso ouvir seus pensamentos agora, esqueceu? – perguntou ele fazendo uma cara estranha.
— b-be-bem, de qualquer forma você tem alguma informação pra dar? – perguntou ela.
— Há algumas horas atrás entramos em contato com o Shikadai e os outros – disse Naruto – aparentemente eles estão bem, mas provavelmente estão perseguindo quem atacou a vila.
— O quê!? No que diabos aquele pirralho está pensando!? – perguntou ela furiosa – pois entre em contato com ele agora mesmo e mande-o voltar pra cá!
— Bem que gostaríamos, mas o Shikamaru me proibiu de procura-lo até o amanhecer – avisou Ino se metendo na conversa.
— Como é que é?... – Temari parecia prestes a explodir.
Shikamaru pediu para falar com Temari, dando lugar a ele Naruto saiu da transmissão e assim Shikamaru falou com sua esposa.
— O nosso filho pediu para deixar esse assunto em suas mãos por um tempo – disse Shikamaru – sabendo como ele é você deve imaginar que é coisa séria.
— Ele pediu? Mas ele nunca quer se meter em situações problemáticas! – disse ela incrédula.
— Eu não sei o que está acontecendo, mas ele não quer que entremos em contato e nem que o encontremos, talvez ele esteja numa situação onde não pode nos contar o que está fazendo – continuava o outro – sendo assim ir atrás dele pode atrapalha-lo ou até coloca-lo em perigo, vamos confiar nele dessa vez.
— Você quer que eu fique sentada aqui sem fazer nada? – perguntou Temari frustrada.
— Claro que não, cuidem dos feridos, verifiquem a situação da área e façam tudo ao seu alcance – disse o Nara – quando tivermos mais informações vocês poderão agir.
Temari decidiu confiar em seu filho e seu marido, sendo assim ela repassou as ordens para seus subordinados, o ninja médico foi cuidar dos feridos no hospital, o Inuzuka foi procurar os rastros dos inimigos enquanto o membro da divisão de rastreamento vigiava os arredores, ela própria decidiu por ordem na bagunça assumindo temporariamente a liderança dos guardas da vila.
— Ele por iniciativa própria decidiu agir, está ficando mais parecido com o pai – pensou ela com um certo orgulho.
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— Poder entrar foi bom, mas se não soubemos pra onde ir vamos andar em círculos – dizia Asuma – Inojin-kun, você consegue rastrear chakra?
— Mais ou menos, eu preciso de muita concentração – respondeu o jovem Yamanaka – e quando faço isso não posso fazer mais nada.
— Não tem problema, use o tempo que precisar – disse Shikadai – vamos protegê-lo se alguma coisa acontecer.
Com isso em mente Inojin ajoelhou-se e juntando as mãos ele se concentrou, Shikadai olhava os arredores enquanto Chochou permanecia ao lado do amigo, olhando para eles Asuma lembrou-se do seu time, essa nova geração era idêntica a anterior, mas tinha um enorme potencial.
— Encontrei, tem uma enorme concentração de chakra lá embaixo – dizia Inojin apontando para o chão.
— Então eles estão no porão do castelo, muito bem Inojin-kun – elogiou Asuma.
— Hei vocês, o que estão fazendo aqui? – perguntou um homem grandão surgindo.
Era o tipo de homem que se podia chamar de armário, mais de 2m de altura e um corpo musculoso, se ele era um ninja provavelmente era do tipo que usava todo o chakra para ataques físicos, mas provavelmente não cairia com pouca coisa.
— Muito bem, eu vou...
— Ah tio Asuma, pode deixar que a gente derruba ele – disse Shikadai – só vai levar um instante.
— Tem certeza? Ele parece ser durão – disse Asuma.
Eles nem se importaram, quando o grandão avançou para atacar foi pego facilmente pela sombra do Shikadai, uma vez imobilizado foi a vez da Chochou atacar com um braço gigante, com um soco direto na cara o inimigo saiu voando se arrebentando contra uma parede, era uma dispensa cheia de comida na qual Chochou não perdeu tempo.
— Hei Chochou, não temos tempo pra isso – disse Inojin puxando-a pela gola da roupa.
— Só um pouquinho! Olha só aquele presunto! – dizia ela apontando para a comida presa num gancho.
— Não se preocupem, deixa a Chochou-chan comer, eu vou providenciar um atalho – disse Asuma rindo.
— Valeu tio, você é o melhor! – disse ela fazendo o sinal de ok.
— Como ela consegue ser tão rápido assim? – perguntou Shikadai vendo-a fazer um sanduba em incrível velocidade.
Inojin e Shikadai viram Asuma pegando uma das laminas, carregando o fuuton nela ele a fez ficar tão grande quanto uma katana, com três movimentos rápidos ele fez um buraco triangular no chão abrindo caminho.
— Entendo, esse é o seu atalho – analisou Shikadai – de fato um caminho direto é o mais curto.
Asuma pulou na abertura e foi repetindo o procedimento, após fazer isso 5 vezes eles chegaram um terreno de rocha solida, ele logo percebeu que não dava pra descer mais, um minuto depois os três gennins vieram atrás, Chochou já terminava de comer seu sanduba.
— De agora em diante eu enfrentarei os inimigos, vocês irão procurar por minha filha – disse Asuma sério – se vocês encontrarem algum obstáculo...
— Não se preocupe, a sua filha nos treinou bem – disse Inojin – além disso nossos pais também nos treinavam.
— Como a estrela desse time eu não vou ficar pra trás – disse Chochou – além disso a Akane-sensei sempre nos compra sorvete após as missões.
— Eu estou feliz de ter conhecido vocês – disse Asuma.
— E nós de tê-lo conhecido – respondeu Shikadai.
Asuma agradeceu por tudo e tomou a dianteira do time, havia poucos corredores para vasculhar mas isso poderia levar horas, felizmente a experiência do jounin foi decisiva, ele sabia dizer qual era o caminho certo através de pequenas pistas.
— Eu consigo ouvir sons daquela porta – sussurrou Asuma na esquina do corredor – provavelmente é lá que estão realizando o ritual.
— Então talvez a sensei esteja lá – disse Shikadai – se estão realizando um ritual o líder deve estar lá.
— E minha ordem é cuidar dele, então vocês terão que ajudar as pessoas – instruía Asuma – eu vou atacar primeiro, vocês virão logo depois.
— E quanto a mim? – perguntou Hidan que vinha logo atrás.
— Hã? Já nos alcançou? – perguntou Asuma – e quanto ao outro cara?
Hidan jogou a cabeça de Obumi para eles, Chochou ia dar um grito mas rapidamente Inojin tapou a boca dela, Asuma encarava Hidan que parecia estar se divertindo com a reação de todos.
— Você faça o que quiser, de qualquer jeito você só sabe fazer uma coisa – respondeu Asuma – mas tente ficar fora do meu caminho, e nem pense em tocar na minha filha.
— Ui que medo, será que por acaso você vai me matar? – zombou Hidan ignorando-o completamente.
Asuma assumiu a frente do grupo e virou o corredor rapidamente, os dois homens que montavam guarda na porta foram surpreendidos pela aparição dele, Asuma rapidamente arremessou suas armas que carregadas com chakra fuuton atravessaram os dois, assim que se livrou dos guardas ele chamou os outros.
— A partir de agora vai ser combate direto – avisou Asuma.
— Então chega de perder tempo! – disse Hidan chutando a porta.
Ele chutou a grande porta que dava para o salão do ritual, assim que ele e os outros entraram chamaram a atenção de todos, uma centena de seguidores trajando mantos negros se levantaram assustados, Butsuga ficou perplexo com a entrada deles, Shitose imediatamente entrou em posição de combate.
— Profanadores! Por que estão aqui!? – gritou Butsuga quase espumando de ódio.
— Ah! Eu me lembro desse cara! – disse Hidan quase rindo – era o braço direito do antigo mestre!
— Você é o Hidan!? O que está fazendo no mundo dos vivos? – perguntou Butsuga surpreso – você deveria estar morto!
As reações se espalharam para todos os seguidores, alguns sacavam armas para lutar, outros pareciam querer fugir, mas tudo parecia se encaminhar para uma bagunça geral, enquanto isso os três gennins olhavam os arredores.
A primeira coisa que chamou a atenção foram os sarcófagos espalhados pela parede, logo também notaram a estranha energia cinza que saía das bocas das pessoas presas neles, toda essa energia estava convergindo para o grande sarcófago no centro do salão.
— Ah! Achei a sensei! – gritou Chochou apontando na direção dela.
Assim que ela disse isso todos olharam na mesma direção, pela primeira vez desde que foi revivido Asuma sentiu seu coração bater, ele finalmente pôde ver o rosto da sua filha, e se não fosse a restrição do edo-tensei já teria ido até ela.
— Butsuga-sama, aqueles três são os gennins subordinados daquela garota – disse Shitose ao pular pro lado dele – o outro cara eu não faço ideia de quem seja.
— Não importa quem sejam, qualquer um que ouse profanar nosso momento sagrado morrerá – respondeu ele – deixem que seu sangue escorra por este salão!
— Não fale assim Butsu-kun, você não pode ser frio com o senpai aqui! – disse Hidan girando sua foice.
— Crianças, resgatem a Akane e todos os outros – pediu Asuma – eu vou enfrenta-los!
Asuma e Hidan pularam no meio daquela gente toda, alguns fanáticos tentaram ataca-los mas Hidan logo os retalhou, Asuma avançou para o centro onde os inimigos estavam, já o trio de gennins se dirigiu para libertar sua sensei, ao aproximar-se dela viam que ela estava ficando cada vez mais pálida a medida que aquela energia saía da boca dela.
— Afinal o que estão fazendo com ela? – perguntou Inojin.
— Como se eu soubesse, mas se tivesse que chutar diria que estão extraindo o chakra dela, ou algo assim – respondeu Shikadai – o problema desses jutsus bizarros é que não sabemos como lidar com eles.
Rapidamente Inojin ouviu algo e sacando sua espada curta atacou, ele rebateu a kusarigana que visava o pescoço de Shikadai, ao se virarem eles viram Shitose saltando na direção deles.
— Que coisa linda, vieram resgatar a sensei de vocês! – dizia ela – é uma pena que já começamos o ritual, senão vocês poderiam juntar-se a ela.
— Aiai, esse tipo de mulher é o mais problemático possível – disse Shikadai suspirando.
Continua.
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