Mirai no Monogatari

67 Capítulo 55 – Aqueles Que Vieram Do Outro Mundo.


Notas iniciais
Dando continuidade para esta saga, os gennins e Akane lutam desesperadamente por suas vidas e pelas das pessoas ao redor, mas os inimigos se mostram ainda mais terríveis do que ela esperava. Na capa temos o líder do culto da morte.

Capítulo 55 – Aqueles Que Vieram Do Outro Mundo.

— Então esta é a situação – dizia Kakashi terminando a explicação.

Diante de Kakashi os três jounins que ele convocou, um Inuzuka com seu parceiro canino para a busca, um ninja rastreador que também fazia parte da divisão de comunicação, assim como um ninja médico para cuidar do suporte, esse é o time designado para a busca e resgate.

— Então nossa missão é encontrar o covil de um Oni? – perguntava o Inuzuka – é a primeira vez que vamos atrás de uma criatura sobrenatural.

— Ele não é tão sobrenatural já que a Sarutobi o matou – comentou o médico.

— Ah sim, você vê Onis andando por aí o tempo todo – zombou o rastreador.

— Vamos deixar de lado essa questão, o importante é descobrir o que aconteceu com as pessoas que ele levou – disse Kakashi.

— Capitão, eu não quero parecer pessimista, mas o que mais um Oni faria com as pessoas que ele levou? – dizia o Inuzuka – essa missão de resgate vai acabar sendo uma missão de recuperação de ossos.

— Até confirmamos que não há desaparecidos vivos vamos procura-los até o fim – insistia Kakashi – assim como nossos companheiros desaparecidos, mesmo que seja para trazer seus restos de volta.

Essa era a ordem do Hokage e também a politica da vila, mesmo se a morte era certa o resgate seria enviado, se fosse impossível salva-los então trazê-los de volta para um funeral digno, a certeza de que um resgate seria enviado também aumentava a confiança caso um time se perdesse, que não importava a situação pois alguém viria busca-los.

— Mas capitão, e se por acaso encontrarmos outro Oni? – perguntou o rastreador – tipo um ninho deles ou algo assim?

— Não se preocupem, para isso estamos enviando mais uma pessoa – disse Kakashi olhando pro lado.

Os outros olharam para a mesma direção e engoliram em seco quando viram Temari, entre as jounins femininas ela era tida como a mais durona, as vezes mais que muitos homens, a irmã do ex-Kazekage se tornara uma ninja da folha mas ainda agia como se fosse da areia.

— Se outro Oni aparecer ela assumirá a liderança e entrará em combate – dizia Kakashi – e o mesmo vale para qualquer imprevisto que possa surgir.

— Estou torcendo por um monte de imprevistos – disse ela batendo o seu leque no chão.

Kakashi deus ordens para os jounins se prepararem, eles deveriam partir dentro de uma hora em direção ao seu destino, quando eles se foram Temari ficou mais a vontade para falar com Kakashi.

— Sério mesmo que o lerdo do meu filho salvou dois civis? – perguntou ela com um sorriso no canto da boca.

— Por que a surpresa? Ele é igual ao pai não é? – perguntou Kakashi com um sorriso por baixo da mascara.

— Mas sobre essa missão, por que será que eu sinto que tem mais coisa aí? – perguntou Temari.

— Apenas suposições, o Oni que a Akane matou se dissolveu em gosma branca – explicava Kakashi – isso lembra muito aquele Zetsu e também as crias do juubi.

Após a 4º guerra ninja os corpos das crias do juubi foram recolhidos, não sobrara muito deles já que a área onde a batalha ocorreu foi devastada, mas do pouco que se recuperou eles aprenderam muito, umas das coisas que se aprendeu foi que a matéria branca (nome improvisado pelos cientistas) podia assumir as características de quase qualquer coisa viva.

— Até onde sabemos apenas duas organizações mexem com isso hoje em dia – continuava Kakashi – a vila do som com o Orochimaru encabeçando e a Juugetsu.

— E você quer que eu descubra se eles estão envolvidos ou se há um novo jogador não é? – dizia ela – muito bem, essas missões não são o meu forte, mas se houver alguém tramando algo o farei voar até aqui com o meu leque.

Kakashi e Temari andaram juntos até o portão da vila, a essa hora da noite ele já estava fechado e vigiado, mas a passagem lateral estava disponível quando uma missão urgente necessitava, enquanto Kakashi explicava mais detalhes da missão Temari ouviu a voz da Ino em sua cabeça.

— Temari-san, se por acaso cruzar com o meu filhote diga a ele como estou orgulhosa – dizia ela com uma voz empolgada.

— Diga você mesma, não consegue alcança-lo com sua telepatia? – disse Temari respirando fundo.

— Eu não posso usar os amplificadores sem permissão oficial – justificava ela fazendo bico – uma vez eu usei para pedir ao meu marido que me trouxesse um souvenir de onde estava, acabei levando uma bronca.

Temari balançou a cabeça suspirando, ela gostava da Ino como amiga mas as vezes ela era muito sem noção, mas ela não poderia recrimina-la pela alegria, saber que um filho seu salvou um festival inteiro era um grande orgulho.

— Bem, não será um problema se cruzarmos nossos caminhos – disse Temari – agora vamos, temos que chegar lá até amanhã ao meio-dia!

— Meio-dia? Mas leva cerca de 24 horas na velocidade ninja! – reclamou o médico do time.

— E quem não me acompanhar vai carregar todas as mochilas na volta – sentenciou ela firmemente.

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— Isso é brincadeira né? Por que se não for então é sacanagem – reclamou Shikadai – qual é o problema desse festival!?

Shikadai estava revoltado com sua falta de sorte, no dia anterior ele encontrou um Oni que o obrigou a entrar numa luta que não queria, hoje ele encontrou um sujeito que mais parece um cadáver ambulante, como se não bastasse ele está acompanhado de verdadeiros cadáveres.

— Mas que fedor é esse? – perguntou alguém que estava no local.

— Hei caras, pra quê as fantasias? – perguntou outro vendo os cadáveres de pé – esse festival não é festa à fantasia!

— hunf! Acho melhor começar o meu trabalho – disse o sujeito que liderava os mortos.

Com um estalar de dedos os mortos ergueram porretes e começaram a atacar as pessoas em volta, assim que as primeiras pessoas caíram com os golpes as outras começaram a fugir em pânico, a correria desordenada causou um tumulto e pessoas eram esmagadas quando caíam no chão, no meio dessa bagunça alguém esbarrou num tanque de gás e acabou provocando uma pequena explosão.

— Inojin! Use o seu jutsu para conter esses caras! – ordenou Shikadai – Chochou! Tente juntar todos eles num lugar só!

— Eu? Mas eu não quero tocar nesses caras! – disse ela fazendo cara de nojo.

— Anda logo antes que eles matem alguém! – gritou Shikadai.

Com as palavras dele Chochou criou coragem, ela fez o seu braço crescer o máximo que podia e os varreu com um golpe, logo que eles caíram no chão Inojin agiu, ele desenhou vários lobos e liberou a alcateia sobre os mortos, os lobos tratavam de pular sobre eles e mantê-los caídos no chão.

— Foi como eu imaginei, é parecido com a técnica de marionetes – analisava Shikadai – o que significa que quem realmente precisamos vencer é esse cara!

— Me vencer? Você está falando sério? – perguntou o sujeito cadavérico – eu estou sendo insultado por meros gennins, por isso precisarei lhes ensinar uma lição.

— Chochou, Inojin, vamos com a manobra nº3 – disse Shikadai se preparando.

Inojin desenhou rapidamente o que precisava para essa manobra, ele desenhou dois personagens de uma das suas series favoritas, os dois personagens da serie power ninja avançaram para atacar o homem desconhecido.

Enquanto este trocava golpes com os personagens de tinta a sombra de Shikadai aproximou-se sorrateiramente pelo chão, o homem notou isso e saltou para o alto de uma barraca ficando fora de alcance, de dentro do seu manto ele puxou um pergaminho.

— Vocês parecem trabalhar bem em equipe – disse o homem – eu preciso dar um jeito nisso primeiro.

Ele abriu o pergaminho e do selo contido nele uma fumaça explodiu, o urro que se ouviu depois foi bem nojento, dois ursos saltaram do pergaminho e seus corpos estavam bem podres, um deles foi atacar Chochou enquanto o outro se focou em Inojin.

— Mas que droga! – disse Inojin desviando de uma patada.

Ele saltou por cima do urso e sacou a espada curta em suas costas, ele aplicou um golpe nas costas do urso arrancando um sangue podre, mas a fera nem se importou, erguendo-se sobre duas patas ele atacou Inojin que apenas podia se defender.

Chochou estava tendo trabalho com o urso, visando poupar chakra ela não usava seu jutsu, em vez disso lutava com taijutsu comum aplicando o mínimo de chakra para aumentar a potência.

— Agora é a sua vez moleque – disse o homem saltando na direção de Shikadai.

Shikadai sacou duas kunais e começou a trocar golpes com o homem, vendo que seu taijutsu não dava conta ele praguejou sua falta de sorte, com um chute no queixo ele voou pra trás.

— Aguenta aí que eu tô indo! – disse Chochou se voltando para ele.

— Baka! Não dê as costas para um inimigo! – gritou Shikadai limpando o sangue que escorria pelo queixo.

Assim que ele disse isso o urso a acertou por trás, Chochou levou uma patada e caiu no chão, imediatamente o urso pôs a pata por cima dela imobilizando-a, o homem que eles enfrentavam sorriu.

— Ora, essa gorducha vai servir para demonstrar a minha maldição – disse o homem caminhando até ela.

— Fique longe dela! – gritou Shikadai estendendo sua sombra.

A sombra estava quase tocando o inimigo quando este sumiu subitamente, ele reapareceu ao lado de Chochou mostrando que ele usou shunshin no jutsu.

— “Esse cara é bem diferente do que sua aparência sugere” – pensou Shikadai nervoso – “ele claramente está no nível de jounin!”

O homem fez uma sequência de selos e seu corpo ficou totalmente negro, marcas brancas semelhantes a ossos sobrepuseram a escuridão, nesse momento ele parecia muito mais um esqueleto que um ser humano.

Com a mão coberta por uma aura cinza ele tocou Chochou que sentiu seu chakra pulsar, ele foi arrancando uma energia verde do corpo dela enquanto a jovem Akimichi gritava, quando ele terminou Chochou estava inconsciente e sua pele acinzentada, ela poderia ser dada como morta se não fosse o movimento dos lábios dela.

— O meu kinjutsu permite extrair a energia vital das minhas presas – explicou ele transformando aquela energia numa esfera – e depois eu posso usa-la desse jeito.

A energia verde transformou-se num vermelho-sangue, ao erguê-la para cima a energia se dividiu entre todos os mortos-vivos que ele controlava, com essa nova energia eles ficaram mais fortes e se livraram dos lobos que os mantinham no chão.

— Você deve pensar que estou no nível de jounin não é? Não me subestime assim moleque – disse ele – uma técnica capaz de converter energia física em espiritual, e com ela manipular os mortos, isso é algo que você não pode nem imaginar!

Shikadai e Inojin suaram frio, estavam enfrentando uma legião de mortos, e um homem que pode roubar as vidas das pessoas, pela primeira vez o jovem Nara estava com a mente em branco.

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— Yusuke! Aguente firme! – pedia Akane nervosa.

— Esqueça ele e preocupe-se com você mesma! – gritou a mulher atirando sua foice.

A pequena foice atingiu seu alvo cortando o corpo de Akane ao meio, ela riu quando a lâmina se cravou no chão, mas fez uma cara feia quando percebeu que foi enganada, a única coisa que ela cortou foi a yukata que Akane vestia.

— Você usou seu vestido como kawarimi? Você pensa rápido – disse a mulher recolhendo a foice com a corrente – mas agora não tem outra coisa pra usar não é?

Akane odiou sacrificar seu yukata mas não houve escolha, com um vestido que não fora feito para lutar ela mal conseguia se mexer, então ela o descartou, felizmente por baixo dele estava usando um short e um sutiã, ainda que fosse constrangedor lutar assim.

— Vou fazer você pagar por tudo isso, seja lá quem for – disse Akane furiosa.

— Eu ainda não me apresentei? Que falta de educação a minha – disse ela – o meu nome é Shitose, escolhida da escritura da morte, muito prazer.

Shitose girava a corrente com a foice em volta do seu corpo, só por isso Akane sabia que ela era muito experiente, e de todo o seu equipamento a única coisa que ela tinha era uma kunai amarrada na coxa.

— “Eu tenho meus ninjutsus, mas há muitos civis em volta” – analisou Akane vendo as pessoas ao redor – “se eu quiser acabar com isso sem baixas preciso limitar o combate ao taijutsu”

Akane sacou a kunai presa na coxa e avançou em direção à Shitose, logo de cara a mulher usou a foice e corrente para rebater seus ataques, as pessoas ao redor começaram a correr em todas as direções deixando tudo ainda mais confuso.

— Acho que posso usar os jutsus básicos para isso – disse Akane fazendo os selos.

Akane colocou fuuton na kunai dobrando o seu alcance e aumentando seu poder de corte, Shitose percebeu isso e evitou que sua corrente fosse cortada, quando Akane ia corta-la a mulher colocou chakra Suiton na lâmina para aumentar seu poder de defesa.

— O poder de corte do fuuton cai muito na água sabia? – zombou Shitose.

— Obrigada por me ensinar isso – respondeu Akane.

Akane saltou para trás e viu toda a corrente envolvida por Suiton, fazendo selos ela disparou uma rajada de fogo que fez Shitose partir para a defesa girando a corrente à sua frente.

— Você é retardada!? Usou katon mesmo sabendo que sou usuária de Suiton? – zombou Shitose – pensei que você era especial mas no fim é uma idiota!

O que ela não esperava é que Akane combinasse fuuton com katon para criar uma incrível rajada de fogo, Shitose sentiu as chamas aumentando e a pressionando para trás, em dado momento ela foi arremessada contra o templo que explodiu com ela e o fogo.

— Usar um katon básico para distrai-la até todos evacuarem – dizia Akane – ainda bem que ela é idiota.

Akane correu até Yusuke para ajuda-lo, mas ao alcança-lo ela viu que já era tarde demais, ele morrera por hemorragia durante o tempo que ela lutou, Akane bateu o punho no chão revoltada, antes eles estava aproveitando o festival juntos, se divertindo e fazendo um ao outro sorrir, mas agora ele morrera para protegê-la quando deveria ser ela a fazer isso.

— Eu sinto muito... – lamentou ela com lagrimas nos olhos – tudo por que você estava ao meu lado e eu nem pude protege-lo.

Quando ela ouviu o som de uma corrente reagiu por instinto, ela saltou a tempo de evitar ser cortada mortalmente, Akane recebeu um corte no braço mas não era nada preocupante, o que realmente a surpreendeu foi o fato de sua inimiga estar viva e em condições de lutar.

— Aquilo foi perigoso, você me pegou de jeito – disse Shitose – felizmente ao entrar nesse modo o poder do ninjutsu aumenta, então eu pude me proteger melhor.

Akane viu sua adversaria com uma aparência diferente, mas era algo familiar a ela, a aparência de Shitose é exatamente a mesma daquele que lhe tirou o seu pai, e mesmo sem jamais ter visto pessoalmente Akane conhecia através de registros em relatórios.

— Você é daquela religião, uma seguidora de Jashin! – disse Akane furiosa.

— Ora, você nos conhece? Pensei que fossemos uma organização esquecida – comentou Shitose – mas esse ódio no seu olhar... será que um dos nossos levou alguém importante para você?

Akane ia ataca-la quando sentiu o seu braço doendo ainda mais, ao olhar para ele Akane viu que a carne ao redor do corte estava roxa, era como se esse ferimento estivesse a vários dias sem tratamento.

— Veneno? – suspeitou ela.

— Veneno? Eu não uso isso, embora não seja muito diferente – explicou Shitose – seu braço está apodrecendo, em breve você vai apodrecer por inteira com a minha maldição.

Akane já tinha visto essa situação antes, era como se a ferida tivesse infecionado e a carne morrendo, mas geralmente isso levava pelo menos um dia inteiro, não era normal a carne infecionar em um minuto.

— A minha maldição é a necrose, uma vez que eu a corte com ela você apodrecerá em poucos minutos.

Akane já sentia a vista turvar e seu braço queimar de dor, certamente a infecção já estava se espalhando, mas ela jamais se deixaria derrotar por alguém como ela, então com um grito de guerra Akane avançou pra cima de Shitose, a mulher por um instante se surpreendeu com a determinação da sua adversaria.

— Se você quer morrer lutando eu vou realizar o seu desejo! – respondeu Shitose atacando.

Shitose girou a corrente para fazer a foice atacar por cima, Akane rapidamente usou a sua versão de shunshin no jutsu e adicionou fuuton aos pés, com isso sua velocidade superou a da sua adversária e com o golpe da kunai fez um corte fundo na barriga dela.

— Sua pequena vagabunda! – gritou Shitose ao ser cortada.

— “Não foi o bastante para mata-la” – pensou Akane – “mais um golpe e eu venço!”

Ela girou o corpo para apunhalar sua inimiga, mas uma dor na coxa mostrou que ela fez algo, ao olhar para a coxa Akane viu outra kusarigama penetrando sua carne, ela saía da manga do braço esquerdo.

— “Então ela tinha outra lâmina” – pensou Akane inconformada.

Com a foice imobilizando sua perna Akane não pôde desviar do soco que a outra desferiu, a jovem Sarutobi caiu no chão e os efeitos da infecção a superaram, já febril e sem forças ela apagou.

— Desgraçada durona, eu queria mata-la agora – dizia Shitose usando iryouninjutsu em si mesma – mas você dará um belo sacrifício.

Shitose parou o sangramento da barriga e desfez a maldição voltando a sua aparência normal, ela pegou Akane e colocou no ombro carregando-a para algum lugar.

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— Podemos fazer isso a noite toda – disse o homem movendo os mortos com um gesto.

Os dois gennins estavam encurralados, cercados por uma horda de mortos-vivos eles já não tinham mais opções nenhuma.

Shikadai usava sua sombra para imobilizar e controlar um deles, usando-o para bater nos que estavam em volta conseguia ganhar algum tempo para Inojin, este desenhava o mais rápido que podia e finalmente conseguiu animar um pássaro de tinta erguendo os dois dali, o que eles deveriam fazer era fugir, mas com Chochou no chão eles não tinham essa opção.

— Você viu aquilo? – perguntou Inojin apontando para a bola de fogo que explodiu ao longe.

— Sim, a sensei deve estar lutando também – analisou Shikadai – por isso que ela ainda não veio.

Os mortos-vivos começaram a atirar kunais e shurikens neles, dava pra notar a total falta de habilidade deles, mas ainda assim não seria bom ser atingido por eles, manobrando no ar Inojin evitava o perigo enquanto Shikadai pensava no que fazer.

— Primeiro precisamos buscar a Chochou, depois vamos nos reagrupar – explicou Shikadai – não temos poder para lidar com esses defuntos e nem sabemos com o que estamos lidando.

O plano que os dois traçaram era simples mas engenhoso, Inojin faria o pássaro voar em alta velocidade na direção do inimigo, era obvio que ele poderia esquivar ou usar sua legião para defende-lo, mas aí entraria o objetivo do Shikadai, chegando perto assim ele poderia imobiliza-lo com seu kagemane em um segundo, Inojin pegaria Chochou e assim todos poderiam fugir dali.

— Muito bem, vamos lá! – disse Inojin fazendo o mergulho.

O plano foi posto em pratica e eles avançaram contra o inimigo, mas no meio do caminho algo passou por eles, sem nem verem o que foi o pássaro de tinta se desfez e eles caíram no chão, ainda atordoados com a queda eles viram alguém em pé ao lado do primeiro inimigo.

— Obumi, pare de perder tempo com gennins – repreendeu aquele que chegou – use sua legião para levar os sacrifícios, eu cuido desses dois.

— Não venha me dizer o que devo fazer Houjo – respondeu o outro – ou eu te transformo em um dos meus servos!

— A Shitose conseguiu o melhor sacrifício de todos, se você não se apressar o sacerdote dará todos os créditos a ela – insistiu Houjo – eu só preciso de um minuto para levar as cabeças deles.

O outro ainda resmungou um pouquinho mas logo seguiu o plano, comandando os mortos ele pegou todos que estavam inconscientes e levou com ele, já o inimigo chamado Houjo caminhou na direção dos dois gennins quando seus passos travaram.

— O que é isso? – perguntou ele tentando seguir em frente mas sem conseguir.

— Foi mal cara, eu gosto da minha cabeça onde ela está – disse Shikadai deitado no chão fazendo o selo do seu jutsu.

Shikadai olhou para Inojin e o viu quase inconsciente, com a queda ele bateu a cabeça no chão e ficou nocauteado, o seu chakra também não daria conta de segurar esse homem por muito tempo, essa era uma verdadeira situação de vida ou morte.

— Você está me fazendo perder tempo moleque – reclamou o homem – eu tinha dito que só levaria um minuto para cuidar dos dois.

— Bom, sinto muito por avacalhar sua agenda – respondeu Shikadai – “oh merda, meu chakra tá enfraquecendo”

O kagemane se desfez e Shikadai ficou ofegante, foi então que seu adversário ativou a maldição deixando seu corpo perto e branco como um esqueleto, do seu braço uma escuridão surgiu e assumiu a forma de uma lâmina, o braço dele ficou parecendo uma foice.

— Minha maldição permite transformar essa energia em armas – explicava ele – elas podem cortar qualquer coisa, não existe defesa contra minhas kuroigakiris.

Houjo avançou na direção de Shikadai que fechou os olhos esperando a morte, o que nunca aconteceu, estranhando a demora em morrer ele abriu um olho, a primeira coisa que viu foi uma figura sinistra a sua frente, ela usava uma capa preta que lhe cobria por inteiro, e aparentemente se interpôs entre ele e o inimigo.

— Eu espero que você não seja o shinigami e que minha cabeça já caiu no chão – dizia Shikadai.

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— Já está indo pra casa? – perguntou um dos funcionários da central de inteligência.

Shikamaru olhou para o relógio na parede, marcava pouco mais de 22:00, normalmente ele como líder da divisão ficava até meia-noite, mas se não havia nenhum assunto importante para tratar seria bom descansar mais cedo.

— Não precisam mais de mim por hoje, eu por outro lado preciso da minha cama – respondeu ele bocejando – até amanhã.

Shikamaru andou pelos corredores e encontrava muitos funcionários, mesmo sendo tão tarde a atividade do centro de inteligência não diminuía nem um pouco, nesse horário que assumiria o posto de líder seria Morino Ibiki, o turno depois da meia-noite também trocava quase todo mundo.

— Ah chefe, eu preciso...

— Qualquer coisa peça ao Ibiki-san, eu já estou indo pra casa – disse Shikamaru evitando mais trabalho – você é nova aqui não é? Qual é o seu nome?

— Kozuha Ouchi! – apresentou-se a moça meio nervosa – tenho 19 anos, chuunin há 4 anos e...

— Eu só perguntei o seu nome, e não precisa ser tão formal assim – disse ele já ficando estressado.

— Imagina, um dos veteranos e conselheiro do Hokage-sama, eu só posso ter respeito pelo senhor! – dizia ela.

— Está bem, com o tempo você se acostuma – disse ele – agora se você me der licença eu...

— Chamado urgente para o Shikamaru-san! – gritou uma voz em sua mente – temos uma emergência!

Shikamaru praguejou a sua falta de sorte, ele andou apressado pelos corredores para chegar ao centro de comando, ao mesmo tempo ele ouvia o chamado convocando Ino e o Hokage.

— “Chamaram o Naruto e a Ino? É tão sério assim?” – perguntou-se ele.

Ele chegou à central de comando e logo viu a correria, Naruto levaria uns 5 minutos para sair do prédio Hokage e chegar ao prédio ao lado, já Ino que estava em casa levaria uns 15 minutos, nesse tempo Shikamaru pediu por explicações.

— É a vila Danka senhor! O prefeito de lá ligou em pânico – explicava o responsável pela comunicação – ele disse que nesse momento o festival está sendo atacado, varias pessoas já morreram e tá tudo um caos por lá!

Shikamaru travou ao ouvir isso, em sua mente vários cenários se passavam ao mesmo tempo, sem maiores explicações ele não conseguia visualizar nada racional, apenas caos, morte e destruição, mas o que mais lhe aterrorizava era ver Akane e seu time no meio disso.

— Liguem de volta para o prefeito e peçam mais informações, que ao menos descreva o que aconteceu! – gritava Shikamaru – a vila da cachoeira fica mais próxima, entrem em contato com o líder da vila e peça por um time!

Todo mundo começou a seguir suas ordens, logo Naruto chegou e já foi pedindo por detalhes, assim que a situação foi explicada ele ficou igual ao Shikamaru, mas ambos tiveram que esperar a Ino chegar para fazer alguma coisa, ao menos ela já chegou sabendo das coisas pela telepatia.

— O que devemos fazer Shikamaru? – perguntou ela nervosa.

— Você consegue entrar em contato com a Akane? – perguntou ele.

— Se ela ainda estiver na mesma localização consigo sim – respondeu ela – mas vou levar um tempo!

— Não se apresse, faça isso direito mesmo que devagar – respondeu ele – se você precisar de chakra o Naruto lhe dá o quanto quiser!

A aparelhagem do centro de inteligência amplificava o alcance da telepatia dela, normalmente aumentava o alcance para qualquer lugar dentro do país do fogo, para lugares mais longes ela precisava gastar muito chakra e concentração.

— O prefeito respondeu, ele disse que homens misteriosos apareceram e atacaram as pessoas, depois disso tudo fica confuso, ele fala em mortos andando e atacando – respondeu um jounin da comunicação – ele não sabe dizer o que aconteceu com o time 7 ou quem está atacando.

— Não consigo entrar em contato com a Akane! E nem localizar seu chakra! – disse Ino nervosa.

— Maldição! Entre em contato com a Temari, ela está a caminho daquela região – disse Shikamaru – tente a região entre a vila Danka e a vila Esui.

Dessa vez seria bem mais difícil, como Temari estava em movimento Ino teria que procurar seu chakra por toda a região indicada, se ao menos um membro da divisão de comunicação estivesse por lá seria mais fácil.

— Não conseguiu entrar em contato com a Akane, mas consegue entrar em contato com as crianças? – perguntou Naruto preocupado.

— Não é tão simples, tanto a pessoa que envia a mensagem como a que recebe passam por treinamento – explicou Shikamaru – gennins sem pratica nenhuma não seriam capazes de ordenar seus pensamentos.

Mas então Shikamaru lembrou que Inojin passa por esse treinamento quase diariamente, sua mãe tinha o costume de manda-lo fazer coisas o tempo todo através deste jutsu, e só dessa vez ele agradeceu o mau habito da Ino.

— Ino, depois de falar com a Temari fale com o Inojin – explicou Shikamaru – tente obter o máximo de informação dele.

Enquanto o procedimento era seguido Shikamaru não conseguia esconder a preocupação, vendo-o nesse estado Naruto tocou seu ombro, ele queria dizer que tudo ficaria bem mas palavras agora seriam inconvenientes.

— Achei a Temari-san, ela está a 300km da vila Danka – disse Ino suspirando aliviada.

— Tudo isso? Ela vai levar pelo menos 6 horas pra chegar lá – disse Shikamaru – tudo bem, explique pra ela o que aconteceu, de uma forma que ela não pire!

— Como se diz a uma mãe que seu filho está correndo perigo? – perguntou Ino – eu mesma já estou no limite aqui!

Mesmo assim Ino entrou em contato com Temari, ela e o time sob seu comando estavam descansando para continuar ao nascer do sol, assim que ela ouviu a historia deu um grito que fez o cérebro da Ino se revirar.

— Eu falo com você depois, preciso falar com o Inojin agora – disse Ino – por favor siga direto pra lá.

Depois de encerrar o contato com ela Ino procurou o chakra do seu filho, felizmente era um chakra muito familiar para ela e estava em um local conhecido, após uma busca rápida ela localizou seu filho, em seguida ela perguntou a situação para ele.

— Como eles estão Ino? – perguntou Shikamaru preocupado.

— É isso o que estou perguntando agora, e ele.... como é que é!? – ela gritou deixando todos surpresos – nem ouse fazer isso mocinho! Eu sou sua...

— Hein? O que tá acontecendo? – perguntou Naruto sem entender.

— Ele... ele... ele desligou na minha cara!! – disse Ino.

— O quê!? – perguntaram Naruto e Shikamaru.

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(um pouco antes)

— Quem é você? – perguntou Houjo.

— Isso é algo que você não precisa saber – respondeu a figura sob a capa negra.

— Tem razão, você será um homem morto em breve – respondeu Houjo.

Houjo atacou com a lâmina negra que criou ligada ao seu braço, a figura misteriosa se esquivou para o lado evitando o ataque, o que ninguém esperava é que a lâmina mudasse de forma se curvando e penetrando o peito da pessoa misteriosa.

— Então a técnica dele é parecida com o meu kagemane? – perguntou-se Shikadai – se lutar contra ele sem saber disso é morte certa!

— Não há ninguém nesse mundo que possa me vencer numa luta direta – dizia Houjo orgulhoso – uma lâmina que não pode ser bloqueada ou evitada, e que pode ceifar qualquer vida.

— De fato, isso seria um problema se eu estivesse vivo – comentou a pessoa que foi esfaqueada.

Mesmo com uma grande lâmina atravessando seu peito o homem usando a capa preta falava normalmente, ele então segurou o braço do Houjo e começou a empurra-lo, o outro não entendia como seu inimigo podia estar vivo e agindo como se nada tivesse acontecido.

— Sabe, uma lâmina que é impossível de bloquear não é tão difícil de fazer sabia?

A pessoa com capa preta fez um movimento rápido e no instante seguinte o braço de Houjo caiu no chão, Houjo levou alguns segundos para perceber e começou a gritar, em pânico ele atacou novamente a pessoa misteriosa usando o outro braço com uma nova lâmina negra, dessa vez o homem misterioso se esquivou para trás e só a sua capa foi cortada.

— Espere, essa pessoa... – Shikadai estava chocado.

A pessoa sob a capa preta usava o modelo antigo do uniforme de Konoha, mesmo hoje muitos usavam o modelo antigo por acharem mais conveniente, mas o que mais chamava atenção era o fato do corte em seu peito estar se fechando, além disso havia outro detalhe que Shikadai não podia ignorar, era o fato dessa pessoa ter um rosto bem familiar.

— Isso não é possível, eu já vi esse rosto em fotos antigas – dizia Shikadai – é o rosto do pai da Aka-nee!!

Shikadai não conseguia acreditar que o pai da sua sensei estava ali, mas era um rosto que ele não podia confundir de forma alguma, além disso o fato dele não ter morrido com aquele ataque de antes também era muito estranho, então Shikadai lembrou de uma historia contada por seu pai.

— Hei velho, você por acaso é o Sarutobi Asuma? – perguntou Shikadai.

— Velho? Eu não sou tão velho assim – respondeu ele – depois que eu cuidar desse cara podemos conversar.

— Isso não é possível, você deveria ter morrido com meu primeiro ataque – disse Houjo ofegante e usando o chakra para conter o sangramento – como você... espere, eu já ouvi falar disso, se chama Edo-tensei se não me engano.

— Isso mesmo, é um saco ser trazido de volta a este mundo – dizia Asuma – mas pelo menos eu fui capaz de salvar estas crianças.

— Você vai ficar de papo aí ou vai matar esse cara logo? – reclamou outra figura negra surgindo.

— Não me enche o saco agora, eu disse para você ficar lá atrás! – reclamou Asuma – eu sozinho posso cuidar disso.

— hunf! Esses otários da nova geração são uns retardados – dizia a outra figura misteriosa – anda logo com isso que eu já tô de saco cheio!

Asuma suspirou e avançou pra cima de Houjo, decidido a acabar logo com isso ele se deixou acertar pelo contra-ataque do homem, em troca disso ele perfurou o peito de Houjo com uma espada curta carregada com fuuton.

— Esse lance de ser imortal é bem conveniente não é? – disse ele olhando pro outro cara misterioso.

Quando Asuma retirou a lâmina o sangue de Houjo jorrou, juntando com o ferimento de antes ele não aguentou e caiu no chão morto, Asuma então limpou a lâmina enquanto o rasgo em seu corpo regenerava.

— Ai... o que aconteceu? – perguntou Inojin se recuperando agora – hei, esse aí não é o pai da Aka-nee? Nós morremos?

— Não, ele é que tá vivo mesmo, ou mais ou menos isso – respondeu Shikadai – se importa de explicar agora?

— Bom, eu fui revivido pelo Orochimaru para cumprir uma missão, aquele cara também – dizia Asuma apontando pro outro – eu vi que ele ia mata-los e pulei aqui pra ajuda-los, alias, como vocês me conhecem? Eu sei que já se passou muito tempo desde que morri.

— Bom, eu sou o filho do seu discípulo Shikamaru, eles são os filhos dos outros – dizia Shikadai apontando para Inojin e Chochou.

Asuma fez uma cara de choque, ele não imaginou que estaria diante dos filhos dos seus alunos, vê-los assim crescidos não estava em sua expectativa e por isso ficou sem reação, Shikadai achava que era muito mais chocante ver um homem morto de pé na frente dele.

— Que porra você tá fazendo aí? Eu já cansei de esperar sabia? – reclamou o outro – estou indo na frente, esquece os pirralhos ou eu mesmo vou mata-los!

— Quem é o outro cara? – perguntou Shikadai.

— É só o idiota que me matou, Orochimaru achou que seria engraçado nos botar pra trabalhar juntos – respondeu Asuma – mas precisamos sair daqui, venham comigo, tem umas coisas que quero perguntar.

Asuma foi e pegou Chochou carregando-a nos braços, Shikadai notou que sua amiga tinha ficado bem magra mas sua aparência estava melhor que antes, ele supôs que ela consumiu toda a gordura do corpo para se recuperar da perda de chakra antes.

Inojin ia logo ao lado de Shikadai, ele achava toda essa situação muito estranha mas por alguma razão não questionava nada, assim como o amigo ele apenas seguia o homem a sua frente.

Eles deixaram a vila e foram para uma clareira no meio do mato, uma vez lá Hidan tirou a capa que o cobria e sentou-se numa árvore, Asuma pôs Chochou deitada numa grama mais confortável enquanto Inojin e Shikadai sentavam do lado dela.

— Bom... por onde eu começo? – perguntou-se Asuma – que tal nos apresentarmos?

— Eu acho que toda conversa deveria começar assim mesmo – dizia Shikadai – eu sou Nara Shikadai, filho do Shikamaru e da Temari.

— Uau! Ele casou com a Temari? Aquela da vila da areia? – perguntou Asuma espantado – eu sabia que rolava um clima entre eles, mas isso é incrível!

— Her... bem, eu sou Yamanaka Inojin, sou filho da Yamanaka Ino – disse Inojin se curvando um pouco – o meu pai se chama Sai.

— Sai-kun? Aquele que substituiu o Sasuke? – perguntou Asuma – bom, faz sentido a Ino gostar dele, os dois eram parecidos afinal...

— E esta é a Akimichi Chochou, ela é filho do tio Chouji com uma ninja da vila da nuvem, a tia Karui – apresentava Shikadai – como é de se esperar ela é comilona e sem noção, mas é uma boa pessoa.

— Então o Chouji-kun encontrou alguém para ele também, isso me faz muito feliz – dizia Asuma satisfeito – mas uma ninja da nuvem? As coisas mudaram mesmo!

— Mas que porra! Para de perder tempo e pergunta logo o que viemos saber caralho!! – xingava Hidan no canto furioso.

— Ah sim, nós fomos revividos para cumprir uma missão e não temos como nos opor a isso – dizia Asuma – precisamos encontrar o esconderijo desses caras, mas o esconderijo que o idiota ali conhecia estava vazio.

Asuma olhou para Hidan que fez uma cara bem feia, ser revivido já era bem ruim, mas ter que trabalhar com seu maior inimigo era algo insuportável para os dois, Hidan queria ter seguido os inimigos assim que eles acabassem, mas foi Asuma que agiu primeiro driblando as restrições do edo-tensei.

— E você nos salvou por que acha que temos alguma pista do esconderijo deles não é? – perguntava Shikadai.

— Pelo que vejo você é tão esperto quanto o seu pai – respondeu ele – bom, essa foi a desculpa que eu dei para conseguir agir, mas eu realmente acredito que vocês sabem de alguma coisa.

— Eu posso te ajudar se você ajudar a salvar nossa sensei – disse Shikadai – pelo que entendi da conversa dos outros dois eles a levaram com eles.

— Olha garoto, eu realmente gostaria de ajudar, mas eu não posso fazer nada que não esteja ligado a nossa missão – explicou Asuma cabisbaixo.

— Não se preocupe, tem tudo a ver com sua missão seja ela qual for – explicou Shikadai – além de leva-los ao esconderijo deles nós vamos ajuda-los a cumpri-la, e no processo você ajuda a salvar a nossa sensei.

— Entendo, é um bom jeito de usar as regras ao seu favor – comentou Asuma – nossa, vocês devem gostar mesmo dela para se arriscarem tanto.

— Bom, você também vai gostar de conhecê-la – dizia Shikadai – afinal ela é a sua filha.

Asuma levou alguns segundos para assimilas as palavras do Shikadai, assim que o fez o queixo dele quase caiu da cara, ele segurou Shikadai pelo ombro para que ele explicasse melhor, mas nesse momento Inojin sentiu o seu chakra vibrar.

— É a minha mãe, ela quer saber o que está acontecendo – disse Inojin pondo a mão na testa – espera mãe, fala mais baixo, tá fazendo a minha cabeça doer!

— Isso é mal, a tia Ino tá nervosa – disse Shikadai – espere um pouco...

— Estamos bem mãe, fomos atacados e deu merda aqui – respondeu Inojin – mas você nem imagina quem nos salvou, foi...

— Espere Inojin! Não diga nada a ela! – gritou Shikadai – desliga agora essa telepatia.

— O quê? Olha mãe, eu preciso desligar agora – disse Inojin sem entender.

Ele desfez a conexão mental bem quando sua mãe ia exigir explicações, depois ele olhou para Shikadai, era bom que ele tivesse uma grande razão para fazer isso.

— Não pode falar pra ela sobre o Asuma-san, sabe lá que confusão isso vai dar! – dizia o Nara – além disso estamos indo salvar a Akane-sensei, se contarmos sobre isso o Hokage vai ficar maluco!

— É melhor mesmo, por enquanto não podemos envolver mais ninguém nesse assunto – dizia Asuma – mas sobre a minha...

— NÃO OUSE FAZER ISSO DE NOVO MOCHINHO!! – gritou Ino dentro da cabeça do Inojin – ou eu juro que sua bunda vai arder por uma semana!!

— Mãe por favor! Não grite na minha cabeça! – implorava Inojin – e eu já disse que não posso explicar agora, o Shikadai quer falar com você.

— Oi tia Ino, eu sei que a senhora tá nervosa mas nós três estamos bem – disse Shikadai pondo a mão na testa do Inojin – estamos fazendo algo que não podemos explicar agora, mas eu juro que é por uma boa causa.

— Você disse “nós três”, aconteceu algo com a Akane? – perguntou Shikamaru entrando na conexão – a Ino não consegue entrar em contato com ela.

— Isso tem a ver com o que vamos fazer agora, por favor pai não faça perguntas – pedia Shikadai.

— Essa é a sua decisão? – perguntou Shikamaru.

— Sim, estou ciente dos riscos – respondeu Shikadai.

— Muito bem, aja como achar melhor agora – respondeu Shikamaru – mas saiba que sua mãe está indo pra aí, e você sabe como ela é.

— Ferrou... então por favor nos dê tempo até o nascer do sol ok? – pediu Shikadai – até lá não nos procurem.

Shikamaru concordou em deixa-los livres até o nascer do sol, felizmente eles tinham cerca de 8 horas até lá, mas saber que Temari estava indo até eles deixou Shikadai nervoso, muito mais do que os inimigos.

— Muito bem, mostrem o caminho – pediu Asuma – estamos indo seu idiota da boca suja, tente não estragar tudo ok?

— Já estava na hora – reclamou Hidan – trabalhar com vocês é pior do que trabalhar para a akatsuki!

Todos partiram seguindo a pista que Shikadai tinha do tal esconderijo, no caminho Asuma que carregava Chochou pedia para que eles falassem sobre sua filha, Shikadai e Inojin então falaram sobre ela e tudo o que ele queria saber.

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— Oh, você já acordou? – perguntou Shitose – você deveria me agradecer, tive que cuidar dos seus ferimentos e remover a maldição.

— Eu vou te matar – respondeu Akane tranquilamente.

A jovem Sarutobi chegou logo sua situação, suas mãos e pés estavam firmemente amarrados, seus ferimentos só foram tratados ao ponto onde ela não morresse, mas ainda sentia dores e febre, ela também estava deitada sobre uma mesa de pedra que mais parecia ser usada para rituais.

— Por que se dar ao trabalho de me manter viva? – perguntou Akane.

— Você é só um sacrifício, alias você deveria ficar feliz – explicou Shitose – para esse ritual precisaríamos de mil sacrifícios, mas uma jounin do seu calibre vale por dezenas de pessoas.

— Que honra para mim – disse Akane sarcástica.

— Sabe, até a hora do ritual eu poderia brincar muito com você – dizia Shitose subindo sobre ela na mesa de pedra – eu tenho certeza que você pode me providenciar horas de diversão.

Shitose apontou uma kunai para o pescoço de Akane, depois foi descendo até chegar ao sutiã dela, a mulher estava prestes a corta-lo quando alguém apareceu na porta daquela sala.

— Shitose-san, já terminou com a nossa convidada? – perguntou um homem usando uma mascara bizarra.

— Ainda não Butsuga-sama – respondeu ela – eu já ia começar a brincar.

— Nada de brincadeiras, a ultima com a qual brincou acabou morrendo – repreendeu ele – e cada sacrifício é importante, principalmente uma jounin como ela.

Shitose reclamou um pouco mas saiu da sala deixando o seu líder com a prisioneira, este aproximou-se de Akane examinando-a com os olhos, ela fez uma cara de nojo diante do olhar dele.

— Ah me desculpe, não é o que você está pensando – disse ele – eu só estou examinando a qualidade do sacrifício de hoje, você é tão jovem e ainda assim tem esse calibre.

— Quem diabos são vocês? O que estão planejando? – perguntou ela.

— Somos parte de um culto dedicado ao deus da morte, nosso guia Jashin-sama – respondeu ele – e o que planejamos é trazer nosso mestre a este mundo, Jashin-sama irá livrar este mundo de toda a dor, ódio e corrupção, irá purifica-lo de todo o mal.

— Jashin? O deus da morte que exige sacrificios, o que diabos alguém ganha seguindo um deus da morte – perguntou ela fazendo uma cara estranha.

— A vida em si é um caminho de dor e penitencia, nosso deus Jashin pode apagar tudo isso – respondeu ele – quando ele descer a este mundo trará a morte que purificará o mundo, você e todos os outros serão a porta de entrada para o nosso deus.

A expressão de Akane mudou para um ódio violento, ela mostrou cada gota do seu ressentimento num olhar que poderia assustar até um demônio.

— Não me olhe assim, quando Jashin-sama purificar este mundo todas as almas usadas para invoca-lo serão recompensadas – dizia ele – você aparentemente perdeu um ente querido para nossa ordem, mas você irá reencontra-lo quando tudo acabar.

— Eu jamais irei perdoa-los! Vou acabar com todo esse culto e por fim a esse deus Jashin! – gritou ela furiosa – vou fazê-los pagar por terem tirado o meu pai de mim e da mamãe!

— Que forte determinação! Isso é maravilhoso – dizia ele – uma alma tão forte quanto a sua valerá por 100 sacrifícios!

Akane pôs toda a força nos músculos para dobrar o corpo, ela pretendia dar uma cabeçada no seu inimigo para derruba-lo, mas Butsuga simplesmente ergueu a mão e uma aura negra a envolveu, Akane sentiu toda a força do seu corpo indo embora e ficando pesada.

— “Não consigo me mexer, estou perdendo a consciência” – pensou ela derramando lagrimas antes de apagar de vez.

Dois homens vestindo túnicas religiosas entraram na sala, eles pegaram Akane a carregaram para o salão do sacrifício, Butsuga que ia logo atrás estava ansioso pelo momento, a ordem religiosa de Jashin aguardou mais de um século por esse momento.

Continua.

Notas finais
Asuma e Hidan foram revividos por Orochimaru, o que o senhor das serpentes estará tramando com isso? Poderão os gennins resgatarem sua sensei e todas as pessoas sequestradas? O deus da morte realmente reviverá neste mundo? Grandes encontros aguardam a todos no próximo capítulo!!