Mirai no Monogatari
62 Capítulo 50 – Arriscando a Vida.
Notas iniciais
Capítulo 50 – Arriscando a Vida.
– Eu lamento muito Hokage-dono, seu pessoal ainda não chegou – dizia o líder do clã Kaze – e o time do Sorata-san já partiu.
– Eu entendo, a situação parece muito séria se ele decidiu agir assim – dizia Naruto.
– Estamos reunindo pessoal capacitado, vamos enviar reforços para eles – dizia Fujita – eu juro que não os deixarei morrerem fazendo o trabalho que deveria ser nosso!
– Ah por favor, eles quiseram ajudar por vontade própria! – dizia Naruto meio sem jeito – é da natureza deles ajudar como fosse possível, eu jamais consideraria que é culpa de vocês.
Naruto sabia o que poderia acontecer, mas ele nada poderia fazer a respeito, os times que enviou como reforços ainda estavam atravessando o país de Tojo, além disso por esse ser o país que estava por trás de tudo seria difícil para eles, um passo em falso e todo esse incidente poderia se transformar numa bola de neve.
– Eu confio no meu pessoal, e eu soube que alguns dos seus estão com eles – dizia Naruto – por favor confie neles também.
– Aqueles três são os mais promissores dos nossos gennins – dizia Fujita – eu os vi crescendo com muita determinação, por isso não queria que eles se envolvessem nisso.
– Mas protege-los demais estragaria o seu crescimento, seria tão ruim quanto deixa-los se arriscar demais – dizia Naruto – como pai eu queria que o Boruto voltasse logo, mas não posso impedi-lo de lutar pelo que acredita.
– Hokage-dono, como consegue dormir tranquilo sabendo que seu filho está arriscando a vida? – perguntou o outro ansioso por uma resposta.
– Na verdade ele lembra a mim mesmo quando tinha a idade dele – dizia Naruto rindo envergonhado – então eu fico mais preocupado com as besteiras que ele pode fazer do que com sua segurança.
Naruto deu uma boa gargalhada, mas não era verdade que ele não se preocupava com a segurança do Boruto, ele apenas acreditava que ele estava satisfeito com seu próprio caminho, então o jeito era seguir em frente sem arrependimentos.
– Você vai ver, do nada eles vão aparecer trazendo ato ki-san de volta com seu filho – dizia Naruto – e então eu vou dar uns bons gritos neles por serem tão irresponsáveis.
Naruto desligou a transmissão e Fujita de muletas foi se encontrar com seus ninjas, de todos os sobreviventes do ultimo ataque apenas uma dezena deles conseguia se mover, todos eles aguardavam ordens.
– Os ninjas da folha e nossos gennins foram resgatar Toki-sama e seu filho – dizia Fujita – não podemos deixa-los carregar todo esse fardo, então essa é minha ordem: custe o que custar precisamos trazê-los de volta!
Com um shunshin no jutsu eles partiram rapidamente, precisavam alcançar os seus companheiros e resgatar sua líder.
– E por favor voltem a salvo também – rezava Fujita.
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– Então vocês perceberam nossos planos – dizia Fuutei – mas mesmo que saibam o que queremos não irão nos impedir.
– Esse sotaque... ele deve ser o cara que levou Toki-sama – disse Sorata – o usuário de fuuton.
– Então ele é o nosso alvo não é? – perguntou Hayate.
– Sim, você e Basara irão cuidar dele – dizia Sorata – façam como ensaiamos antes, felizmente ele está em uma área aberta, fica mais fácil para vocês se moverem.
– Pode deixar! – responderam os dois tomando à frente do grupo.
– Hei isso é sério? Vai mandar os moleques para me enfrentar? – perguntou Fuutei – dessa vez eu não vou ser tão gentil quanto antes.
– Lembrem-se do que discutimos antes, a missão de vocês é tira-los do caminho e depois segurá-los – avisava Sorata – se puderem derrota-los façam isso, mas a prioridade vem primeiro.
– Entendido! – responderam os dois correndo em frente.
Os dois avançaram com todos os outros logo atrás, Fuutei fez uma sequência de selos e com isso ele disparou varias esferas de vento comprimidas, o grupo desviava com dificuldade sem parar de avançar, foi quando Basara sentiu algo e gritou para Hayate agir, o jovem então fez seu próprio jutsu disparando uma cortina d’água na direção de Fuutei.
– Desviem! – gritou Sorata enquanto arremessava varias kunais explosivas.
O grupo conseguiu desviar das laminas que antes estavam invisíveis, Fuutei se perguntou quando eles conseguiram vê-las mas parou de questionar quando precisou escapar das explosões, assim que ele escapou viu parte do grupo subindo as escadas enquanto Basara e Hayate ficaram para trás.
– Aquele Suiton que mais parecia uma ducha, foi com aquilo que conseguiram ver minhas laminas escondidas? – perguntou ele – e parece que você foi capaz de senti-las.
– hehehe usar Suiton para revelar as lâminas invisíveis foi uma ideia de gênio – dizia Hayate rindo – parece que elas têm a forma de anéis e ficam paradas no lugar onde ele as colocou.
– Não é só fuuton, tem energia natural nelas – dizia Basara – ele não usa senjutsu, então deve ser um usuário de Yanton.
– Estou surpreso que saiba sobre isso, e mais surpreso por conseguir senti-las – dizia Fuutei realmente surpreso – se você consegue senti-las significa que é usuário de Yanton também?
Os dois não responderam, em vez disso se prepararam para a luta, Basara afirmou que as laminas de vento ainda estavam espalhadas pelo campo de batalha, sendo o único que podia senti-las ele avançou tendo Hayate para lhe dar cobertura, o gennin da folha sacou duas kunais para lutar diretamente enquanto Fuutei carregava sua lâmina com fuuton.
– “Não bloquei os ataques dele, as laminas com fuuton vão cortar minhas kunais” – pensava Basara lembrando das aulas sobre elementos – “fuuton é o elemento mais afiado, em uma batalha corpo a corpo pode ser o elemento mais mortal de todos”
O taijutsu de Basara não era excepcional, mas ele estava dando conta de evitar ser atingido enquanto revidava, do seu ponto de vista o inimigo não estava acostumado a enfrentar um oponente que chegasse tão perto, provavelmente suas laminas invisíveis sempre preveniram que alguém se aproximasse tanto.
Em um dado momento Fuutei estava perto de atingir Basara visando decapitar sua cabeça, mas antes que a arma afiada alcançasse o pescoço dele um jato d’água obrigou Fuutei a saltar, era Hayate que ficou distante dando cobertura, agora Fuutei estava tendo problemas com média e curta distância.
– Isso é ridículo, já derrotei chuunins e jounins em bem menos tempo que isso – dizia ele quase rindo – bom, é a primeira vez que enfrento alguém que pode sentir meu melhor jutsu.
– Ora, então você não é grande coisa, bastou revelar seu truque para ficar sem ação? – perguntou Hayate.
– hahahaha e essa mangueirinha é o seu melhor jutsu não é? Comparado ao que podemos fazer isso é uma piada! – zombava Fuutei – mas é o que se pode esperar de ninjas de 5º categoria!
– 5º categoria? Não fique se achando demais! – gritou Hayate revoltado – você também vem de uma vila miúda como a nossa!
– Você parece não ter noção do quanto é fraco, então eu vou lhe dizer antes de mata-lo – disse Fuutei irritado – o titulo de jounin é dado pela vila para quem eles acham digno de recebê-lo, mas não existe um padrão que determina quem é digno, só o reconhecimento do líder.
– O que você quer dizer com isso? – perguntava Hayate sem entender.
– Que não depende exatamente da força mas do reconhecimento, então em sua vila se alguém se destaca recebe o titulo de jounin – explicava o outro – mas o nosso clã vem de uma antiga linhagem que lutavam como mercenários na 3º guerra ninja, em nossa vila você só é reconhecido como jounin se estiver em igualdade com os melhores ninjas das 5 nações shinobis!
– Então...
– Isso mesmo! Em sua vila um jounin pode ser qualquer um acima da média, mas na nossa vila só alguém realmente forte pode ser um jounin – dizia Fuutei rindo – para nós vocês são como gennins um pouco mais treinados, até esse menino aqui é superior a vocês!
Hayate apertou os punhos e os dentes, ele assim como todos da vila tinham noção disso, mas agora que sua força era testada a realidade doía muito mais, a capital que sofreu tanto com os ataques destes inimigos era a prova de que eles não conseguiam proteger ninguém.
– Não dê ouvidos a ele, mesmo os mais fortes podem ser derrotados pelos mais fracos! – dizia Basara ao lado de Hayate – nós estamos aqui não estamos? Estamos enfrentando este jounin e vamos derrota-lo!!
– Mas o seu sensei disse que...
– Essa luta é pelo nosso orgulho também, não podemos mais sair daqui sem a vitória – disse Basara – vamos provar que ele está errado e cumprir nossa missão ao mesmo tempo.
– Vocês não vão fazer porra alguma! Eu já cansei de perder tempo com vocês – dizia Fuutei – se as laminas invisíveis não servem mais então é hora de usar meu poder total.
As laminas que antes eram invisíveis agora podiam ser vistas, o vento se acumulava e assim enormes shurikens de vento se formaram, dezenas delas surgiram sobre Fuutei prontas para retalhar tudo em seu caminho.
– Eu me inspirei no rasen-shuriken do rokudaime Hokage para criar este jutsu – gritava Fuutei empolgado – testemunhem a força de um verdadeiro jounin!
– Acho que chegou a hora de revelarmos nossos verdadeiros poderes – disse Basara sorrindo confiante – você está pronto Hayate-kun? Eu vou por na força máxima agora.
– Ok, pode vir – disse o outro confiante.
Basara começou a liberar o juuin que cobria todo o seu corpo como chamas se espalhando, ao ver isso Fuutei finalmente compreendeu a habilidade dele, do pouco que sabia sobre o juuin era uma habilidade poderosa que multiplicava em varias vezes a força física e os ninjutsus de quem o dominava.
– Entendo, você tem o juuin, eu pensei que sua vila não usava kinjutsus abertamente – dizia Fuutei – com tal poder talvez você me dê um pouco de trabalho.
– Minha habilidade não se resume somente a isso – disse Basara.
Hayate estendeu o braço para Basara que prontamente o segurou e o mordeu, rapidamente as marcas do juuin começaram a se espalhar pelo corpo de Hayate começando pelo braço, Fuutei viu assustado que Hayate embora gritando de dor parecia suportar o poder do selo amaldiçoado e ficava mais forte com ele.
– Impossível! Somente a fonte original do selo amaldiçoado pode fazer isso! – gritou Fuutei assustado – mas essa fonte...
– É o meu pai, eu sou filho do homem conhecido como Juugo bipolar – respondeu Basara – e com muito orgulho eu herdei dele esta habilidade, para usar pelo bem dos meus companheiros!
– argh! Eu sei que testamos antes para sabermos se sou compatível, mas é muito mais do que imaginei – dizia Hayate sentindo seu corpo queimar por dentro.
– Fique feliz, se eu fizesse isso com você sem ser compatível talvez você entrasse em choque ou morresse – explicou Basara.
– hahahahah eu vou levar o seu cadáver para a vila, depois de dissecarmos seu corpo vamos ter nosso próprio selo! – dizia Fuutei empolgado – imagine só o quanto ficaremos poderosos com isso!
– Se quer o meu corpo vai ter que me matar antes – disse Basara – mas hoje eu tenho permissão pra me soltar.
– O que significa que nós dois vamos botar pra fuder com você! – disse Hayate se levantando.
– Nossa, minha mãe me diz que não devemos falar essas coisas – dizia Basara surpreso – ainda bem que a Sarada-san não tá aqui.
– Filhinho da mamãe... – lamentou Hayate antes de partirem pro ataque.
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– Parece que já começou, vamos lá – dizia Sarada se esgueirando pelos arbustos.
– Invadir discretamente enquanto o grupo principal faz um assalto frontal – dizia Kanami – vocês realmente usam táticas bem arrojadas!
– Não é tão simples, ela só funciona contra um grupo limitado de inimigos – explicou Sarada enquanto avançavam cuidadosamente – eles não possuem gente suficiente para cobrir todos os pontos.
Sarada e Kanami partiram antes que os outros, o motivo disso era pra tomar uma rota diferente e mais longa para se posicionarem, assim que a invasão começou elas receberam o sinal para avançarem, o objetivo era que elas atacassem de surpresa enquanto os outros distraíam os inimigos, se tudo desse certo elas deveriam resgatar Toki e Masaki enquanto seus companheiros enfrentavam os shinobis inimigos.
Kanami seguia alguns passos a frente de Sarada, usando o seu ninjutsu ela ativou a visão capaz de ver detalhes com mais precisão, imitando a visão de certas aves ela seria capaz de ver o deslocar de um rato sob as folhas.
Enquanto o grupo principal invadia pela escadaria as duas seguiam pelo bosque, camufladas pelas árvores elas avançavam lentamente e com cuidado, os sons de luta indicavam que quem ficou para trás ainda ganhava tempo.
– Espere, o ar está ficando mais frio – disse Kanami – e mais úmido também.
Não demorou muito até um nevoeiro se formar, e mesmo que elas não tivessem visto esse nevoeiro antes saberiam que era um jutsu inimigo, entrando em alerta elas sacaram kunais e se puseram de costas uma para a outra.
– Para produzir um nevoeiro longe da água o inimigo precisa ser especialista em Suiton – explicou Sarada – contra esse tipo de gente eu estou em desvantagem.
– Eu mudei para visão de calor, não ajuda muito a enxergar através de nevoeiro – explicava Kanami – mas pelo menos se um inimigo se aproximar eu verei mais facilmente.
Sarada ficou pensando no que fazer, nessa situação um inimigo poderia estar bem próximo e ataca-las antes que pudessem reagir, Sarada então lembrou da historia que se pai lhe contou sobre o ninja chamado zabuza, essa situação era idêntica à que ele enfrentou em seu tempo de gennin.
Foi quando o inesperado aconteceu, o chão sob seus pés tremeu e braços esqueléticos surgiram por toda parte, dezenas de esqueletos emergiram da terra ainda com vermes comendo suas carnes, os mortos então as seguraram prendendo-as firmemente, Kanami e Sarada se debatiam tentando se libertar das garras nojentas que a seguravam, mas quanto mais elas lutavam mais mortos surgiam para cerca-las.
– Duas coelhinhas se embrenhando na mata – disse uma voz que ecoou ao redor delas – eu arrancarei suas peles macias e seus olhinhos brilhantes.
– É uma voz de mulher, e está vindo de cima – avisou Sarada – ela deve estar sobre as árvores.
– O que vamos fazer? Essas coisas nojentas não nos largam! – gritou Kanami.
– Eu só vejo um jeito de sairmos dessa – respondeu Sarada se esforçando para libertar uma mão – ao meu sinal use todo o seu chakra para se proteger.
Quando conseguiu soltar a mão Sarada pegou uma kunai explosiva em sua bolsa ninja, arremessando-a no chão próximo a elas Sarada gritou e Kanami entendeu, liberando o máximo possível de chakra elas receberam a explosão que limpou a nevoa ao redor delas e destruiu os cadáveres, as duas foram arremessadas e tinham queimaduras e arranhões leves, mas fora a dor de cabeça estavam bem.
– Que ideia foi essa? – perguntou Kanami tossindo – quase somos feitas em pedaços!
– Eu me lembrei de uma situação parecida que aconteceu com minha mãe – respondeu Sarada tossindo também – se ficássemos presas morreríamos do mesmo jeito, então achei melhor arriscar.
Sarada olhou na direção onde estavam antes e notou algo estranho, mas o fato do nevoeiro estar se formando de novo fez com que ela voltasse sua atenção para os arredores, Kanami e Sarada mais uma vez ficaram de prontidão, mas ambas saltaram para o galho de uma árvore evitando o chão.
– O manipulador de mortos é o mesmo que produz a nevoa? – perguntou Kanami – mas eu pensei que o manipulador de mortos fosse um homem.
– Tem algo muito errado aqui – disse Sarada – fique atenta para o ataque dela.
– Como se vocês tivessem chance – disse uma voz feminina bem atrás delas.
As duas se viraram e viram o vulto de sua inimiga, Sarada atacou com sua kunai enquanto Kanami tentou chuta-la, mas a inimiga desapareceu na nevoa antes de ser atingida, em seguida uma rajada de shurikens foi disparada contra elas, as duas saltaram para o chão enquanto Sarada atirava um katon na direção de onde vieram as shurikens.
– Agora eu tenho certeza que você é uma Uchiha – disse a mulher na nevoa – é o nosso dia de sorte, teremos uma relíquia do Rikudou e um par de olhos sharingan!
– “Exceto que eu não despertei ainda o meu sharingan” – pensou Sarada meio inconformada – “e por sinal eles seriam bem uteis agora!”
Novamente os mortos emergiram do chão ao redor delas, dessa vez eles estavam prontos para lutar com katanas, lanças e machados, Sarada e Kanami esquivavam como podiam mas o numero de inimigos só aumentava.
– Kanami-san, eu vou tentar outra loucura – avisou Sarada – quando eu executar o meu jutsu você salte bem alto.
– Está bem – respondeu a outra.
– Katon! Housenka no Jutsu! – disse ela fazendo os selos.
Assim que ela fez os selos Kanami saltou como foi instruída, Sarada então girou o corpo liberando pequenas bolas de fogo em todas as direções, os mortos foram atingidos e alguns se transformavam em cinzas, outros se partiam e ficavam no chão se debatendo, mas com este jutsu Sarada conseguiu criar fogueiras que espantavam a nevoa.
– Foi como eu imaginei, tudo isso não passa de um genjutsu! – disse Sarada – os mortos não são reais, são ilusões criadas em nossas mentes!
– Genjutsu!? Mas quando usaram esse genjutsu em nós? – perguntou Kanami grudada numa árvore.
– É essa nevoa, ela é a condutora do genjutsu – explicou Sarada – a usuária deve ter misturado seu chakra à nevoa e assim está nos afetando com o genjutsu, eu notei que toda vez que a nevoa se dissipava os efeitos do genjutsu também sumiam.
Sarada percebeu isso quando dissipou a nevoa pela primeira vez, não havia corpos onde deveriam estar e nem a terra estava revirada, mesmo que os corpos pudessem desaparecer ao menos a terra deveria continuar esburacada, se nada disso estava lá significava que não era real.
– Que menina esperta você é – disse uma voz atrás dela – mal posso esperar para arrancar seus olhos!
– Sarada-san!! – gritou Kanami saltando da árvore.
A garota tomou impulso e atacou a mulher que surgira atrás de Sarada, ela conseguiu proteger Sarada atingindo a inimiga, mas subitamente o corpo da mulher se transformou em água, Sarada reconheceu isso como um mizu-bunshin vendo a verdadeira surgir rapidamente atrás do clone, a mulher então socou o rosto de Kanami que voou pra trás caindo nos braços de Sarada, a pequena Uchiha então saltou para trás carregando a amiga e se distanciando.
– Você está bem Kanami-san? – perguntou Sarada preocupada.
– Estou bem, ela só me deu um soco – disse a outra alisando a bochecha atingida – vamos dar o troco agora.
– Você devia ter ficado fora dessa, eu queria a Uchiha – reclamou Nigata – mas tudo bem, tendo você como marionete eu a pegarei de qualquer jeito.
Nigata estalou os dedos e Kanami sentiu sua bochecha queimar, Sarada reparou em uma maraca em forma de rosa que surgiu no rosto da outra, da marca raízes se espalhavam pelo rosto e desciam pelo corpo enquanto Kanami parecia estará sofrendo.
– Mas que droga é essa!? O que vocês fez com ela!? – perguntou Sarada.
– Bara no Kokuuin (selo cravado da rosa) – respondeu a outra – um genjutsu permanente que me permite transformar qualquer um em minha marionete.
Quando Nigata deu a resposta Sarada sentiu uma dor aguda em sua perna, Kanami havia perfurado sua coxa com a kunai que ela segurava, por reflexo Sarada empurrou a amiga que caiu no chão e se comportava feito um zumbi ou uma sonambula, Sarada ficou nervosa ao ver sua amiga se levantando e empunhando uma kunai para mata-la.
– Podem lutar a vontade agora, tenho certeza que uma ninja do seu calibre pode mata-la – dizia a outra.
Com uma árvore em suas costas Sarada se sentiu completamente encurralada agora, então Kanami avançou com a kunai em mão para mata-la.
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– Precisamos nos apressar, Basara e Hayate contam conosco – avisou Sorata – cada segundo que eles ganham para nós é precioso.
– Mas não teria sido mais fácil nos unirmos contra cada um deles? – perguntou Suhei – eu acho que 7 de nós dava pra acabar com cada um deles rapidamente.
– Tem um sério problema com isso, muita gente numa luta acaba atrapalhando – explicava Sorata – além disso se nos uníssemos contra um deles os outros entrariam na luta, 7 de nós contra 4 deles seria um verdadeiro problema, ainda mais se eles combinarem suas habilidades.
– Então continua sendo melhor dividir e conquistar não é? – dizia Boruto acompanhando-o – aprendemos essas coisas na academia, estratégia básica.
– Não fale como se você soubesse de tudo, no caminho pra cá você tava perguntando a mesma coisa – repreendeu Suhei irritado.
– Eu só estava confirmando que...
De repente varias shurikens foram atiradas da mata que margeava a escadaria, Sorata vendo o ataque atirou a mesma quantidade de shurikens esperando rebate-las, mas subitamente as shurikens inimigas foram envolvidas em raiton, elas então começaram a mudar suas trajetórias de forma aleatória, com um pouco de dificuldade os três conseguiram evita-las.
Segundos depois uma sombra saiu da mata, era o ninja que atacara diretamente a sede dos ninjas na capital, ele vestia uma versão mais leve e funcional da sua armadura de Noroimusha, o sorriso em seu rosto demonstrava grande confiança.
– Aí está ele, o usuário de raiton que detonou a nossa sede! – disse Suhei empolgado com a chance de enfrenta-lo.
– Mantenha a cabeça fria, se for lutar contra ele não pode cometer erros – dizia Sorata – você está com aquilo não é Boruto?
– Estou sim, não se preocupe – respondeu o Uzumaki – pode ir em frente que nós dois vamos cuidar disso.
– Interessante, mandar dois gennins para fazer o que uma dúzia de chuunins não conseguiu? – perguntou Rakui – isso não vai levar mais que um minuto.
– Então por favor se divirta, eu já vou indo – disse Sorata subindo a escadaria.
Um som de explosão foi ouvido vindo da mata que cercava a colina, Boruto imediatamente imaginou que Sarada e Kanami estavam em apuros, agora ele é quem estava com pressa de acabar com isso.
– Então a Nigata estava certa, um outro grupo estava invadindo pelo “quintal” – disse Rakui – eu estava indo com ela mas aí percebemos que alguns tinham passado pelo Fuutei.
– Seu sensei estava certo, é mais fácil dois de nós segurar um deles do que todos nós contra todos eles – analisava Suhei.
– Temos que acabar com ele pra ir ajudar os outros – dizia Boruto – eu vou primeiro!
Boruto fez dois bunshins para testar as habilidades do oponente, Suhei ficaria para trás para dar cobertura com seu jutsu, quando Sorata determinou qual adversário eles enfrentariam levou em conta o quão bem suas habilidades combinavam.
Os dois bunshins se distanciaram e cada um atacou por um lado, com um atacando por cima e outro atacando as pernas parecia que seria fácil derruba-lo, mas um relâmpago atingiu cada bunshin fazendo-os desaparecerem.
– De onde vieram aqueles raios? – perguntou Suhei – eu não o vi fazendo nenhum selo!
– Eu conheci o Raikage anterior, aquele velho podia soltar raios pelo corpo todo – dizia Boruto – mas eu não acho que foi isso.
– Vocês já tiveram a sua chance, é minha vez agora – disse Rakui indo pro ataque.
Ele iniciou com o simples taijutsu, mas manejando uma espada ele conseguia ser mortal, Suhei então sacou duas kunais e adicionou fuuton em cada uma para aumentar o seu poder, assim ele conseguiu rebater todos os golpes desferidos pelo inimigo.
– Que diria, um usuário de fuuton! – disse Rakui surpreso – se você tivesse a chance de sair daqui com vida iria superar os seus superiores!
– Eu vou voltar vivo, e vou voltar com o elmo que você usava de lembrança! – gritou Suhei atacando.
Nesse instante 4 bunshins do Boruto saltaram por trás de Rakui, cada um se agarrando a seus braços e pernas eles conseguiram imobilizar Rakui para que Suhei desferisse um golpe direto, Suhei conseguiu cravar sua kunai brilhante nas entranhas do inimigo, mas este se transformou em eletricidade eletrocutando os bunshins e Suhei, os clones desapareceram e o menino caiu no chão tremendo sem controle dos seus músculos.
– Rai-bunshin no jutsu, eu esperava que ele conseguisse acabar com os dois – dizia o verdadeiro Rakui surgindo sobre uma árvore.
– Então foi você que atirou aqueles raios antes não foi? – disse Boruto indo para o lado do outro – eu imaginei que você podia usar kage bunshins, mas isso é novo pra mim!
– Você é bem esperto né? Sendo filho do Hokage já deve ter visto muita coisa – dizia Rakui – eu estava pensando aqui, se eu o capturasse seria que conseguiria um bom resgate?
– Vai sonhando, aquele velho de merda nem ia se dar ao trabalho – respondeu Boruto com um sorriso cínico.
– Você já pode parar de tagarelar agora – dizia Suhei se levantando com dificuldade.
– Já passou o efeito da eletricidade? Se quiser eu te carrego nas costas – brincou Boruto.
– Nem fudendo que eu iria me rebaixar a isso – respondeu Suhei – mas eu não me importaria de arrasta-lo escadaria a baixo se você não puder andar.
– Isso já tá ficando ridículo, já passou dois minutos e não os matei ainda – reclamou Rakui – eu vou lhes mostrar a diferença entre um ninja de elite e esses caipiras, Raiton! Rairyuudan no Jutsu (dragão violento do relâmpago)
A eletricidade se formou entre as mãos de Rakui aumentando cada vez mais, uma característica do raiton era a demora em carregar jutsu fortes, mas uma vez que estivessem carregados seu poder era devastador, e isso se confirmava pelas faíscas que voavam e queimavam algumas folhas.
Quando o jutsu ficou completamente carregado Rakui disparou contra os dois, um dragão serpente se formou com a eletricidade e seu urro e brilho podiam ser notados de longe, na fração de segundo que levou para alcançar seus alvos Boruto procurou algo em sua bolsa ninja, um segundo depois um clarão precedeu a explosão violenta.
– hahahahah e com este jutsu eu acabei com um monte daquelas penas inúteis! – zombou Rakui gargalhando.
– Já sabíamos disso, os sobreviventes nos contaram – disse a voz do Boruto em meio à fumaça.
Rakui sabia que não tinha errado, por isso ele ficou desacreditado sobre a possibilidade deles terem resistido ao seu mais potente jutsu, quando a fumaça se dissipou ele pôde ver a destruição que causou, e no centro dela estava Boruto segurando um escudo metálico com a forma de casco de tartaruga, aparentemente o escudo tinha dissipado a força do jutsu no centro.
– Impossível, que escudo é esse!? – perguntou Rakui incrédulo.
– O escudo Genbu do sensei, ele o ajustou para resistir melhor ao raiton – disse Boruto sorrindo confiante – e com o meu chakra ele fica ainda mais forte!
– Um escudo capaz de refletir um jutsu rank A? Por que um jounin entregaria um tesouro tão importante para um mero gennin!? – perguntou-se Rakui incrédulo – teria sido mais eficiente ele mesmo...
– Isso por que ele quer que a gente acabe com você! – gritou Boruto saindo da frente.
Atrás dele estava Suhei, ele carregava uma espada curta de lâmina verde, a lâmina tinha agora um pequeno tufão cobrindo toda a sua extensão mostrando uma grande força.
– Vai Fuujin (deus dos ventos)! – gritou Suhei desferindo um ataque.
Uma enorme lâmina de vento se desprendeu da espada curta, com o movimento feito por Suhei o jutsu cortou ao meio todo o tronco da árvore onde Rakui estava, este por sua vez saltou para o lado pra escapar, mas ele não saiu ileso, a sua mão direita foi decepada no processo.
– Seus... SEUS PEQUENOS INSOLENTES!! – gritou ele furioso – eu vou mata-los de tal forma que nem suas mães vão reconhecer seus cadáveres!!
O ar em volta de Rakui começou a estalar como se eletricidade estática estivesse se acumulando, Suhei vendo o inimigo se preparando também deu o próximo passo.
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– Finalmente cheguei ao topo – disse Sorata examinando os arredores – e tudo saiu como eu imaginei.
O seu plano de dividir e conquistar dependia de muitos fatores incertos, ele sabia que os inimigos iriam se separar para proteger a colina já que ela podia ser atacada por qualquer lado, ele sabia que alguns deles dependiam de muito espaço para usar seus jutsus, então Sorata tinha uma ideia básica de onde eles estariam.
Ele também imaginou que o inimigo que controla os mortos estaria no topo, e o exército de esqueletos com armaduras cercando o templo era a prova disso, o inimigo sentado sobre o telhado também confirmava o que ele imaginava.
– Estou impressionado, não imaginei que vocês conseguiriam nos dar tanto trabalho – disse Jokuto – quando os matarmos vou adiciona-los ao meu exército.
– Konoha já sabe o que vocês estão fazendo e o que pretendem – avisou Sorata – mesmo que se deem bem aqui hoje a vila da folha vai cair sobre vocês.
– Isso é um assunto entre dois países menores, as grandes nações não se metem nisso – respondeu Jokuto – no final se um de vocês nos atacar podemos negociar com outra nação.
– Bom, então é melhor eu para-los aqui mesmo – disse Sorata pegando um dos seus pergaminhos.
– Eu não faria isso se fosse você, caso tente nos impedir mataremos a daimyo do país das aves – avisou o outro.
– Parece que você cometeu um engano, eu não recebi ordens para resgata-la, minhas ordens são de extermina-los e obter o que há nesse templo – disse Sorata – o que acontece com a daimyo não é problema nosso.
Sorata estava blefando, em uma situação com reféns se não era possível resgata-los então deveria ser possível impedir que fossem usados, Sorata rezava internamente para que o inimigo acreditasse que Konoha considerava Toki dispensável.
– Entendo, realmente uma relíquia do Rikudou vale mais que um pequeno país – dizia Jokuto suspirando – isso só confirma que no final o poder é o que mais importa.
Os esqueletos avançaram na direção de Sorata que saltou para trás para ganhar espaço, abrindo o seu pergaminho ele tirou de dentro um nunchaku, a arma era diferente do padrão, suas barras de ferro eram brancas com listras negras e a corrente que as interligava era um pouco mais comprida, nas extremidades de cada barra havia três laminas curtas semelhantes à garras.
– Byakko no Souga (garras do deus tigre) – disse Sorata movimentando a arma ao redor do corpo.
Cercado pelos esqueletos Sorata girava o nunchaku velozmente e a cada golpe atingido espedaçava os esqueletos, Jokuto assistiu surpreso uma chuva de ossos e pedaços de armaduras que voavam para o alto, o jounin do país Tojo imaginava quanta força aquele jounin da folha deveria ter para fazer isso.
– Eu já tinha notado que você era habilidoso com armas, mas pelo visto eu subestimei suas habilidades – dizia Jokuto – eu já ouvi falar de uma mestra que existe em Konoha, capaz de forjar as melhores armas do mundo e maneja-las com maestria.
– Você deve estar falando da Tenten-sensei, ela é a melhor do mundo – dizia Sorata confiante – esse nunchaku mesmo é um dos seus trabalhos.
O Byakko no Souga era uma arma incrível, tinha a capacidade de triplicar o poder de impacto de cada golpe desferido, um homem comum manejando-o podia bater com a força de uma marreta pesada, um ninja de alto nível batia com a força de um aríete, mas para funcionar ele exigia acumular velocidade com movimento, o que significava que seu usuário tinha que ter grande maestria.
Sorata foi aos poucos reduzindo o exército de mortos aos pedaços, do alto do templo Jokuto rangia os dentes de raiva e finalmente perdeu a paciência, quando ele se levantou ergueu a mão para o alto e assim todas as katanas e lanças no chão subiram aos céus.
– Vamos ver como você lida com ataques de todas as direções e ângulos – dizia Jokuto irado.
– Vamos ver como você lida com um alvo que não pode ver – disse Sorata apertando algo em sua mão.
Quando a bomba de fumaça explodiu cobriu toda a área com uma nuvem escura, rapidamente Jokuto atirou as armas sobre Sorata, este por sua vez evitou a maioria e rebateu as que não conseguiu evitar.
Nervoso por ter perdido o oponente de vista Jokuto puxou de volta as armas e repetiu o ataque, mas Sorata não estava mais lá, aparecendo ao lado dele Sorata atirou uma grande shuriken almejando corta-lo ao meio, mas Jokuto riu.
A shuriken parou no ar quando Jokuto apontou a mão para ela, o ninja então a fez voltar-se contra o seu dono que foi atingido em cheio, desaparecendo em fumaça Jokuto percebeu que era um kage bunshin do Sorata, o verdadeiro apareceu na direção oposta atirando varias shurikens comuns contra Jokuto, novamente ele apontou a mão para as armas que pararam no ar, mas dentre elas algumas seguiram em frente o acertaram.
– Mas o que?... que porcaria foi essa? – perguntou Jokuto ao ver que não se feriu.
– hehehe minhas suspeitas estavam certas, você não tem o poder de erguer os mortos ou coisa parecida – disse Sorata de pé sobre o telhado com o inimigo – o seu poder é algo bem mais simples, embora não seja pouca coisa.
– Todos esses ataques serviram para descobrir o meu poder? – perguntou Jokuto irritado.
– Todos vocês são fortes mas são desconhecidos, aposto que eram as armas secretas do clã Sawasaki – dizia Sorata – desde os ataques anteriores que juntamos informações, sabendo como seus jutsus funcionam fica mais fácil enfrenta-los.
– Você acha que decifrar o meu jutsu faz com que você tenha alguma chance? – perguntou Jokuto furioso – eu vou mostrar o abismo que existe entre nós!
Todas as armas começaram a flutuar ao redor de Jokuto formando uma parede de laminas, Jokuto então atirou uma parte delas contra Sorata que saltou de volta para o chão pegando um pergaminho especial, quando as armas se aproximaram Sorata invocou uma naginata de lâmina azul brilhante, girando-a acima do corpo ele produziu relâmpagos que fizeram as armas caírem no chão ao serem atingidas.
– Uma arma capaz de usar raiton? – perguntou Jokuto surpreso.
– Seryuu no Kiba (Presa do Deus Dragão) tem o poder de invocar raios – explicou ele – a arma perfeita para lidar com o seu Jiton (elemento magnético)
Jokuto confirmou que Sorata realmente descobrira seu segredo, Jokuto usava o Jiton para manipular as armaduras dos esqueletos e as armas que eles empunhavam, isso significava que nenhuma arma metálica poderia toca-lo, por isso Sorata atirou shurikens de plástico (usadas em treinamento) junto com as verdadeiras.
– Eu vi o selo escondido dentro das armaduras, é um selo usado para maximizar o seu jutsu não é? – perguntava Sorata – sem o selo você só pode criar ondas magnéticas, é o bastante para manipular objetos metálicos como você vem fazendo agora.
– Seu desgraçado, ninguém nunca havia entendido a minha técnica antes – reclamava Jokuto irado – e logo um idiota que não pode usar ninjutsus!
– Vou deixar que você saiba, mesmo sem usar a maioria dos ninjutsus eu estudei bastante – respondeu ele – estas armas que eu empunho são a prova de que minha sensei acredita em mim.
– Eu não ligo para isso! – respondeu o outro.
– Você ainda não percebeu? Já estamos lutando a 10 minutos – comentou Sorata sorrindo.
– E o que isso importa? – perguntou o outro sem entender.
– Fazem 10 minutos que eu cheguei aqui, e até agora nenhum dos seus amigos veio atrás de mim – respondeu Sorata – isso significa que os moleques estão aguentando bem lutar contra eles, mesmo sendo apenas gennins.
Jokuto percebeu o que ele queria dizer, era inconcebível que os melhores ninjas do clã Sawasaki estivessem tendo trabalho com meros gennins, mas os fatos mostravam que esse absurdo estava acontecendo, ele se perguntava se todo o trabalho que tiveram chegaria ao fim de uma forma tão patética.
– A sensei acreditou em mim e me deu estas armas, eu acredito neles e por isso deixei que lutassem – continuou Sorata – eu sei que eles vão conseguir, por que ninjas com um proposito maior sempre ficam mais fortes!
Continua.
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