Mirai no Monogatari
36 Capítulo 25 – Contra-ataque.
Notas iniciais

Capítulo 25 – Contra-ataque.
– Sasuke-sama, se me permite a pergunta, o que a Sakura-san significa para você? – perguntou Injo atrás do Sasuke.
– Como assim Injo? Ela é a esposa do Sasuke – disse Juugo sem entender a pergunta da sua mulher.
– Isso é o que ela é, eu gostaria de saber o que ela significa para o Sasuke-sama – continuou ela – para mim o Juugo é o homem que me salvou, que me aceitou e me deu uma família.
– A Sakura é tudo isso para mim, mas ela é algo mais – respondeu Sasuke – para mim ela é minha própria alma, e não deixarei que nenhum maluco do passado ouse tira-la de mim.
Injo fez essa pergunta para quebrar aquele silêncio mórbido entre eles, e também para lembrar ao Sasuke pelo quê ele estava lutando, a medida que eles voavam para o norte o clima esfriava e nuvens negras se formava, Sasuke agradecera internamente por esses dois virem com ele.
Sobrevoando uma floresta estranhos sons vieram de baixo, olhando na direção do chão entre as arvores vários foguetes subiam aos céus na direção deles, pareciam foguetes como aqueles usados para iluminar o céu, mas certamente não era algo tão inofensivo assim.
– Estão tentando nos alvejar! – disse Juugo.
– Não tem como seu pássaro desviar de tudo isso – disse Injo preocupada.
– Se não podemos desviar vamos receber tudo de frente – disse Sasuke ativando seu doujutsu.
Sasuke liberou seu chakra escuro em volta do pássaro, e tal como fez com a kyuubi no passado lhe conferiu uma armadura, coberto pelo susanoo do Sasuke o pássaro não teve nenhum problema em bloquear os foguetes, já que eram simples artefatos não conseguiam penetrar a poderosa armadura.
Mas as explosões eram um incomodo mesmo assim, enquanto sobrevoava o pássaro abriu mais suas asas, e uma chuva de penas revestidas de chakra caiu na área de onde vinham os foguetes, consecutivas explosões limparam a área deixando um rastro de destruição.
– Eu já imaginava que o tal Okojo não estava sozinho – disse Sasuke – mas acho que essa emboscada não é coisa dele.
– Sendo assim foi bom você ter trazido reforços também – disse Juugo – eu e Injo vamos lhe dar cobertura.
– Não precisam fazer isso – disse Sasuke sério.
– É o que queremos fazer – respondeu Injo.
Sasuke suspirou e mandou o pássaro diminuir a altitude, ele removeu a armadura de susanoo e em certo momento o casal pulou do pássaro, não demorou para que uma batalha se iniciasse na floresta, enquanto isso Sasuke alcançava o local determinado.
O falcão do Sasuke desapareceu e ele saltou sobre a enorme ponte, aquele lugar lhe trouxe varias lembranças, pois era o lugar onde ele enfrentou Danzo após este fugir da reunião entre os 5 kages.
Não só a sua luta contra Danzo, foi neste local onde a escuridão o consumiu por completo e ele tentou matar não só a Karin como a Sakura, foi onde ele fez um juramento ao Naruto de mata-lo a todo custo enquanto este receberia seu ódio de frente, esta ponte era uma verdadeira conexão entre o seu passado sombrio e seu atual presente.
– Finalmente você chegou, Uchiha Sasuke! – disse alguém na outra extremidade da ponte.
Sasuke olhou aquele homem, mesmo a distância Sasuke enxergava a aura do chakra dele, e definitivamente não era a aura de um Uchiha, ele também não via Sakura em lugar nenhum.
– Quem é você? – perguntou Sasuke caminhando em sua direção – não é o homem que sequestrou a minha esposa.
– Eu sou Shimura Enzo, o filho do homem que você matou aqui nesta ponte – disse o outro caminhando também.
– Ah sim, eu me lembro de ter visto seu nome na lista de fugitivos – disse Sasuke olhando em volta – e então? Veio se vingar pela morte do seu pai? Não achei que vocês fossem desse tipo.
– Isso é meia verdade, eu realmente não amava meu pai ao ponto de querer vinga-lo, mas há a questão do orgulho – respondeu o outro – para mim é frustrante que outra pessoa tenha matado o meu pai, destruído todo o trabalho que tivemos ao longo de décadas.
– Por favor, aquele homem orquestrou o genocídio de um clã inteiro, não é como se ele não merecesse o que teve – disse Sasuke meio irritado – e se estamos falando de erros você agora está tentando destruir Konoha, a vila que ele queria proteger.
– Destruirei Konoha para reerguê-la das cinzas, como ela sempre deveria ter sido – explicou Enzo.
Mas Sasuke não ligava para os objetivos daquele homem, tudo o que ele queria saber no momento era o paradeiro de Sakura, vendo isso Enzo sorriu confiante.
– A sua mulher está um pouco mais a frente, em troca de ajuda-lo o Okojo prometeu que eu o enfrentaria primeiro – respondeu Enzo.
– Ok, então você é o aquecimento? – zombou Sasuke.
– Você está muito convencido, acha que só porque derrotou Uchiha Madara que ninguém mais pode enfrenta-lo – disse Enzo irritado – eu vou lhe provar que está errado!
Subitamente vários homens apareceram ao redor de Sasuke, eles saltaram das laterais da ponte e o cercaram por todos os lados, Sasuke observou cada um deles e viu que no máximo eram chuunins de vilas quaisquer, se Enzo era burro o suficiente pra achar que venceria com números isso acabaria em 10 segundos.
– O chefe de vocês é um idiota, e vocês são mais ainda por segui-lo – avisou Sasuke – quem não quiser morrer que saia agora.
Os 12 homens que o cercavam atacaram juntos saltando sobre ele, Sasuke só precisou manifestar o esqueleto do susanoo e com um movimento do braço joga-los pra longe, a maioria deles caiu fora da ponte direto no rio, alguns poucos foram parar onde Enzo estava.
– Então este é o susanoo que derrotou o meu pai? Parece mesmo poderoso – disse Enzo – mas não significa que seja invencível.
– Talvez não seja, mas é o bastante para retardados como você – disse Sasuke – agora saía do meu caminho!
Sasuke avançou para atacar Enzo, mas este fez uma sequência de selos que Sasuke desconhecia, instintivamente o Uchiha parou o seu avanço, e os corpos dos homens que caíram próximos a Enzo começaram a brilhar, um selo tatuado no peito deles estava se ativando.
– Enzo-sama! O que é isso!? – perguntou um deles sentindo muita dor – você disse que esse selo ampliaria nossos poderes!
– Não é totalmente errado, usando vocês eu criarei um novo poder – respondeu Enzo fazendo o último selo.
Os homens praticamente explodiram em fumaça e Sasuke saltou alguns metros para trás, quando a fumaça se dissipou 5 monstros surgiram em seu lugar, pareciam Onis de cores e aparências diferentes um do outro, mas o que Sasuke via era um enorme poder emanando de cada um.
– Normalmente se usa um pouco de sangue para ativar o Kuchiyose – comentou Enzo – mas para invocar estes caras se usa uma pessoa viva, esse é o tanto de poder que eles têm.
Sasuke não duvidava que eles fossem poderosos, afinal nenhum jutsu que consome vidas é pouca coisa, quando os 5 monstros avançaram para ataca-lo Sasuke sentiu que ia ter um pouco de trabalho.
– Isso meio que me lembra aquela vez com o Gaara – comentou ele suspirando profundamente.
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– Capitão Kakashi, o que devemos fazer? – perguntou um chuunin nervoso.
– Como estão nossos rastreadores? – perguntou Kakashi.
– Quanto maior a habilidade deles maiores os efeitos – respondeu o médico do batalhão – mas é só uma questão de tempo até se recuperarem.
– Perdemos comunicação com Konoha e com todos os outros batalhões – dizia Kakashi – temos que assumir que algo aconteceu com a vila, e que isso faz parte dos planos do inimigo.
– Então deveríamos voltar pra Konoha e proteger a vila – disse um jounin preocupado.
– Isso é a coisa mais obvia que poderíamos fazer, e certamente o inimigo conta com isso – respondeu Kakashi – se não temos comunicação não sabemos o que está acontecendo no país, mesmo que a vila esteja sendo atacada outros lugares podem estar bem piores.
Kakashi estava avaliando bem o que deveria fazer, o ataque ao daimyo foi para forçar o Naruto a ir para a capital, o sequestro de Sakura foi para tirar o Sasuke da vila, e agora isso.
Do ponto de vista do Kakashi o inimigo pretende isolar cada batalhão e aniquila-los aos poucos, se isso estiver certo então a linha de frente é onde ocorrerá o maior problema.
– Dos 500 homens aqui mande 100 de volta para Konoha, depois mande 300 homens para a linha de frente – instruía Kakashi – e finalmente mande o resto para a capital, eu tenho o palpite de que lá ocorrerá a maior batalha.
– A capital? Mas o Hokage-sama está lá! Ele não...
– Qualquer inimigo que nos desafia desse jeito deve estar preparado para enfrenta-lo – disse Kakashi – o fato dos bunshins do Naruto sumirem prova isso.
Kakashi tomou sua decisão de forma independente, e agora ele entendia por que Shikamaru deu a todos os lideres liberdade para agirem, se eles ficassem dependentes do cérebro da vila agora todo o corpo estaria paralisado, mas ele torcia para que tudo ficasse bem em Konoha, pois as noticias que vieram antes não eram nada boas.
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– Não adianta, estamos sem comunicação com a vila – alertou um chuunin.
– Nesse caso é você quem manda aqui Hinata – disse Kiba com uma certa empolgação – o que vamos fazer?
– Só há uma coisa a fazer: derrotar os inimigos a nossa frente – disse ela séria – Kiba-kun, pegue um time e vá enfrentar aquele Inuzuka, os outros vão formar times para enfrentarem os subordinados dela.
Os 20 homens sob comando de Hinata se dividiram em times de 3 homens para enfrentar os adversários, aqueles que eram de apoio recuaram para dentro da mansão enquanto os outros foram atrás dos seus alvos, enquanto isso Tomoyo encarava Hinata com um sorriso de quem iria se divertir muito.
– O que vocês estão fazendo aqui? Se não tem adversário pra enfrentarem fiquem com a equipe de apoio – disse Hinata.
– Sinto muito Hinata-sama, mas não vamos deixa-la sozinha com essa maníaca – disse um dos ninjas que ficaram – o Hokage-sama nunca nos perdoaria se algo lhe acontecesse.
– Nossa, parece que você é muito querida em Konoha, até é casada com o Hokage! – zombava Tomoyo – aposto que o clã Hyuuga tem muito orgulho de você!
Os outros ninjas não aguentaram ouvir essa mulher zombar de Hinata e atacaram, mesmo com sua líder dizendo para ficarem longe de Tomoyo, enquanto eles avançavam a outra Hyuuga entrava na posição de batalha do clã e revidou cada golpe direcionado a ela.
Mesmo com três a atacando Tomoyo não teve dificuldade nenhuma em bloquear todos os ataques, além disso assim que teve vontade ela revidou atingindo um deles no peito, o chuunin vomitou uma quantidade enorme de sangue grosso e caiu no chão em convulsão, os outros se assustaram com o estado dele e recuaram instintivamente.
– O q-qu-que é isso? O jyuuken não mata ninguém assim! – disse um deles.
– Foi por isso que eu disse para recuarem! – reclamou Hinata saltando pro lado deles – o jyuuken da Tomoyo destrói completamente os órgãos internos.
Tomoyo se divertiu em ver isso, combinando seu jyuuken com os iryouninjutsus ela criou um ataque capaz de destruir um órgão na mesma hora, um simples golpe direto era o suficiente pra matar qualquer um.
– Por favor recuem, protejam a equipe de apoio – pediu Hinata tomando a frente – eu lutarei com ela.
Pedindo desculpas pela burrada que fizeram eles se retiraram, com seu byakugan Hinata via que as outras lutas começaram, até mesmo os outros três que vieram com Tomoyo se mostravam fortes, e aparentemente Kiba estava tendo dificuldades para lutar contra o outro Inuzuka.
– Você parece bem forte, diferente do que me disseram – comentou Tomoyo com um jeito meio sapeca – me disseram que você era fraca e hesitante, que mesmo dentro do clã todos sentiam vergonha de você.
– Isso é coisa do passado, assim como você – respondeu Hinata – mas você é uma mancha no orgulho do clã Hyuuga, e eu vou limpa-la pessoalmente.
– Nossa, você fala bem pra quem só conseguiu a sua posição por coincidência – disse a outra – eu deveria ser a líder, mas meu pai não quis encobrir o que fiz, se o tivesse feito eu teria criado uma nova era pros Hyuuga!
– Se você tivesse se tornado a líder teria trazido desgraça para o clã, uma mulher que tortura e mata pessoas só pelo prazer! – gritou Hinata assumindo a posição de luta – o meu pai foi o responsável por toda a prosperidade que temos agora!
– Essa discussão inútil não vai nos levar a lugar algum – disse Tomoyo entrando na mesma postura – tudo o que eu tenho que fazer é derrota-la e mostrar quem é a melhor Hyuuga aqui.
Elas ficaram imóveis por alguns segundos, estudando uma a outra e analisando cada detalhe, somente quem possuía o byakugan podia estudar cada detalhe do seu oponente antes de qualquer movimento.
– “A circulação de chakra dela é perfeita, pode mudar de ataque para defesa num piscar de olhos” – pensou Hinata concentrada – “ela faz jus a fama que tem”
– “Realmente, ela não é uma amadora, sua postura mostra que treinou até a exaustão” – pensou Tomoyo empolgada – “mas não existe um só Hyuuga neste mundo que possa me derrotar”
Quando perceberam que nenhuma das duas cometeria um erro ambas avançaram ao mesmo tempo, em apenas 5 segundos 20 golpes foram desferidos de ambos os lados, e incrivelmente ao mesmo tempo que atacavam defendiam os golpes da rival, no final da troca de golpes Hinata levou um golpe de leve na coxa enquanto que Tomoyo sentiu a mão dela raspar sua barriga, foi então que num salto se afastaram uma da outra.
– Incrível, eu mal consegui ver – disse um dos ninjas que assistia da janela da mansão.
– Essa é a nossa Hinata-sama! – disse outro – ela não vai perder!
– Não é bem assim, observe a Hinata-sama, ela não parece confiante da vitória – o jounin mais experiente dizia observando também – sua expressão parece com alguém que sentiu a força do adversário, e talvez essa força seja maior.
O jounin tinha adivinhado exatamente o que Hinata estava pensando agora, com essa troca de golpes Hinata sabia que Tomoyo era mais forte, mesmo tendo passado décadas numa prisão com seu chakra selado e sem poder treinar, ela imaginava o quão forte Tomoyo seria se ela tivesse na ativa desde sempre.
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Dizer que a situação em Konoha era caótica chegava a ser uma piada, depois que um enorme buraco se abriu milhares de vespas gigantes saíram dele, o céu da vila ficou lotado dos insetos.
Assim que se acostumaram ao ar livre as vespas atacaram, e todos que estavam nas ruas eram seus alvos, centenas de pessoas que tinham saído nas ruas assustadas com a explosão se viram sendo perseguidas pelas vespas.
Passado o terror inicial os ninjas na vila reagiram, atacavam com shurikens, kunais e jutsus de longo alcance, mas o enorme enxame se espalhou rápido, quando alcançavam uma vitima caíam sobre ela rapidamente, e com uma ferroada imobilizavam a presa para depois carrega-las pra longe, pessoas desesperadas procuravam abrigo, mas as vespas já arrombavam janelas e entravam nas casas, isso fez com que todos fugissem sem controle algum.
– Depressa! Precisamos organizar a evacuação! – gritou Tsunade no telhado da divisão de inteligência – não! Antes disso precisamos tirar essas pragas do céu!!
Tsunade era protegida por 4 agentes da ANBU, e alguns outros já se deslocavam pro prédio, se a divisão de inteligência caísse todo o comando de Konoha cairia com ela, sem o poder telepático do clã Yamanaka as ordens tiveram que ser passadas por radio ou até verbalmente, e isso custaria uma eternidade.
Vendo centenas de vespas reunidas num ponto Tsunade preocupou-se, na verdade as vespas estavam encurralando as pessoas que fugiram para uma praça, quando elas iam atacar uma enorme chama subiu aos céus incinerando varias delas e dispensando varias outras.
– Quem fez aquele jutsu? Quem está lutando lá? – perguntou Tsunade.
– É o Kenta, ele saiu de sua posição e foi ajudar lá – respondeu um ANBU recebendo noticias pelo radio.
– Ótimo, ao menos uma vez na vida a impulsividade dele ajudou – disse Tsunade – diga a ele para continuar o que está fazendo, mas que evite usar sua forma bijuu, ele deve guarda-la para uma emergência!
O ANBU repassou a ordem para o companheiro que estava lá, e este foi avisar ao Kenta sobre a ordem, o jovem jinchuuriki então continuou jogando fogo para cima dispersando as vespas, enquanto isso a praça tornou-se o local para onde as pessoas deveriam fugir.
– Essa é a ordem, quem estiver em casa se esconda como puder, não saía na rua se não for necessário – dizia Tsunade – quem estiver na rua deve ir para a praça central, os ninjas devem abrir caminho para eles e proteger aquela área, reforcem a segurança do hospital agora!
As ordens foram transmitidas por radio, os ninjas que protegiam o hospital receberam reforços e ergueram uma barreira em volta do prédio, nas ruas as sacerdotisas de Onikuni ajudavam na evacuação, os ninjas que vieram do país da primavera usavam ataques baseados em gelo para afastar as vespas, foi aí que todos viram como a ajuda enviada foi perfeita.
– Tudo graças as amizades que o Naruto fez por aí – dizia Tsunade satisfeita.
– Tsunade-sama! Viemos para ajudar! – disse o líder de um grupo de 20 chuunins.
– O que estão fazendo aqui? Eu disse que todo mundo disponível deveria ajudar na evacuação! – reclamou Tsunade – por enquanto está área está segura, então vão logo!
– Mas é que recebemos ordens para vir aqui – explicou o líder do grupo.
– Ordens de quem? Eu disse claramente que...
Uma nuvem de insetos caiu sobre o grupo em frente a Tsunade assustando-a, a ex-Hokage olhou pro lado e viu um grupo de membros do clã Aburame, entre eles Shino e seu pai.
– Eles não são companheiros nossos, isso porque eles carregam feromônios para afastar as vespas – explicou Shino – se estão preparados assim só podem ser inimigos.
– O quê!? Esses desgraçados já se infiltraram na vila!? – perguntou Tsunade.
– Qual é a surpresa? Eles já se infiltraram antes quando sequestraram a Sakura – disse Shikamaru que vinha acompanhado de Chouji e Ino – e esse ataque comprova que eles estavam bem debaixo dos nossos pés.
Shikamaru se reuniu com Tsunade e explicou a situação, ele explicou que a Yamanaka que trabalha pra Rasetsu está bloqueando as comunicações, mas que Ino consegue rastreá-la através dessa interferência, enquanto não acabarem com ela tudo continuará igual.
– Por isso estamos deixando Konoha e indo atrás dela – disse Shikamaru – de quebra pegamos o desgraçado do Shurano.
– Isso é muito arriscado, digam a localização dela e mandaremos a ANBU captura-la – disse Tsunade.
– Infelizmente não é tão simples, eu consigo seguir o sinal dela, mas não sei dizer onde ela está – respondeu Ino – seguindo o sinal eventualmente acharemos seu esconderijo.
Mas Tsunade não queria mandar Shikamaru e os outros atrás deles, era arriscado demais, e se algo acontecesse ao estrategista chefe Konoha nunca se recuperaria dessa situação.
– Eu sei o que está pensando Tsunade-sama, mas é necessário – disse Shikamaru – se continuarmos a agir com cautela faremos tudo o que aquele homem quer, essa é a hora de fazer coisas insanas para confundi-lo.
– Entendo, você quer fazer o impensável, de fato ninguém esperaria que o cérebro deixasse o corpo – disse Tsunade – mas supondo que vocês acabem com a interferência, ainda ficaremos incomunicáveis.
– Nesse caso deixe essa tarefa para mim Tsunade-sama – disse Kurenai que chegava agora.
Tsunade ficou surpresa de ver Kurenai, desde que Akane nasceu que ela se aposentara das funções de ninja, mas agora lá estava ela se oferecendo para o trabalho e já de uniforme.
– Em termos de força mental Ino e eu temos o mesmo nível, eu posso ser o elo central da comunicação – explicou Kurenai – agora que Konoha está em perigo cada ninja é vital não é?
– Sim, isso mesmo, fico feliz que tenha vindo – disse Tsunade – então assim que eles derrotarem Inori você reativa a comunicação.
Foi tudo decidido, Shikamaru junto com Ino e Chouji seguiram para fora da vila, no caminho eles reuniram alguns ninjas para ajuda-los, Kurenai foi para dentro da divisão de inteligência enquanto Tsunade permanecia no telhado, por toda a vila os ninjas da folha e seus aliados lutavam contra o enxame de vespas gigantes.
– Estamos indo resgatar os que foram levados – disse Aburame shibi – as vespas não matam suas presas, em vez disso as usam para encubar novas larvas.
– arrgghh nem quero imaginar isso – disse Tsunade com nojo – por favor tragam nosso povo de volta, vou mandar reforços assim que possível!
Os 5 membros do clã Aburame saíram ao resgate, no caminho se houvesse alguém que pudesse ajudar eles convocavam, mas até chegarem ao buraco de onde as vespas saíam eles formaram apenas um grupo de 8 membros, e após usarem explosões para limpar o caminho entraram naquela passagem perigosa.
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– Raikage-sama, por favor recue! – pediu um dos ninjas da nuvem.
– Besteira, até parece que vou recuar pra esse cara! – disse o Raikage irritado.
– É isso aí velhote, mostre como todo Raikage luta – provocava Ken.
O ex-ANBU da nuvem desafiava o Raikage em pessoa, e apesar de enorme diferença de poder os outros que assistiam não sabiam dizer quem iria vencer, pois o motivo disso era que o Raikage estava sangrando.
– Como esse sujeito consegue cortar o corpo do Raikage-sama assim tão facilmente? – perguntava-se um dos jounins com ele – são só lâminas carregadas com raiton, se for só isso...
– hunf! É obvio que tem um truque nisso, mas me cortar não é o mais assustador – disse o Raikage sério – o mais assustador é ele estar acompanhando a minha velocidade!
O Raikage investiu mais uma vez para ataca-lo, aos olhos dos outros ninjas a velocidade era assustadora, só que mais uma vez Ken conseguiu esquivar por pouca e contra-atacar, ainda que o corte fosse bem leve o fato é que ele conseguia ferir o Raikage.
Em outro local os ninjas da nuvem lutavam contra os inimigos da Rasetsu, Darui e Shee estavam cercados por vários oponentes, os outros ninjas estavam dispersos pela floresta em suas próprias batalhas.
– Shee, você saber o que fazer na hora certa – disse Darui juntando as mãos.
– Ok, estou pronto – respondeu o outro.
– Ranton! Hadouryoko (onda poderosa) – disse Darui batendo os punhos no chão.
Imediatamente Shee saltou para evitar o jutsu que se espalhou pelo chão, como uma onda a massa de energia se espalhou em todas as direções, e os ninjas inimigos atingidos voaram longe.
– O Raikage-sama parece estar com dificuldades – comentou Shee – ele ainda não derrotou o seu oponente.
– Um único homem está atrasando o chefe? Ele deve ser muito bom – disse Darui – ops, foi mal chefe, eu não queria elogiar o inimigo.
Mas Shee achava algo muito estranho, pouco a pouco o chakra do inimigo ficava mais forte, mas o normal é que numa luta de alto nível a quantidade de chakra caía, como era possível o oponente ficar mais forte?
– Com certeza é esse truque que está fazendo a luta demorar – disse Shee preocupado – deveríamos ir ajudar o Raikage-sama agora.
– Não se preocupe com o chefe, ele pode se virar – disse Darui – e nós já o estamos ajudando mantendo esses caras longe.
Darui se referia aos novos inimigos que estavam aparecendo, aparentemente a vila do vale aproveitou a confusão para se infiltrar, com isso dezenas de ninjas do vale tentavam atravessar a área em direção ao país do relâmpago.
– Se ao menos o Bee-san estivesse aqui... – lamentava Shee – que hora pra ele fazer uma viagem sem data de voltar!
– Ora não diga isso, perdoe o Bee-san por querer conhecer o mundo – dizia Darui rindo meio sem graça – depois de passar a vida toda preso na vila é a hora dele curtir um pouquinho.
Os dois jounins voltaram a lutar, enquanto isso o Raikage sofria uma perfuração no seu peito direito, foi uma perfuração mais leve do que aquela que sofreu enfrentando Sasuke, ainda assim isso assustou os dois jounins que estavam com ele, os dois queriam ajudar, mas se entrassem na luta de forma imprudente acabariam atrapalhando.
– Eu estou começando a entender como isso funciona, você está absorvendo meu raiton não é? – perguntou o Raikage – no inicio você só ficava me evitando, mas na verdade você só estava ganhando tempo até ficar carregado não é?
– Você é mais esperto do que parece, ou será experiência? – disse Ken rindo – isso mesmo, foram algumas melhorias que fiz no projeto original, se bem que só serve para usuários de raiton como você.
Ele ria disso como se fosse uma piada, mas a verdade é que Ken criou um estilo que visa especificamente usuários de raiton, e contra eles suas habilidades eram mortais, as lâminas que saíam do seu corpo absorviam o raiton e acumulavam no corpo, com o tempo o poder dele superaria o do oponente, era assim que ele estava ficando mais poderoso enquanto enfrentava o Raikage em pessoa.
– Isso significa que o Raikage-sama não pode derrota-lo? – perguntou um dos jounins preocupado.
– Não seja idiota, basta não usarmos raiton... – o outro tentou tranquiliza-lo mas viu como isso era idiota.
Era verdade que bastava usar outros tipos de jutsus, mas infelizmente na vila da nuvem 90% dos ninjas são usuários de raiton, e no momento nenhum deles usava qualquer outra técnica, ou pelo menos nenhuma que fosse realmente forte.
– Você aperfeiçoou algo que já considerávamos perfeito, em outros tempos eu elogiaria você – disse o Raikage – mas no momento você é uma escoria que traiu nossa vila, por isso só merece a morte.
– Escoria traidora não é? Pois então diga-me, esse braço esquerdo enfaixado, foi um presente de Konoha não é? – perguntou Ken.
O Raikage olhou para seu braço esquerdo, depois que Konoha desenvolveu a técnica da prótese artificial acabou revolucionando a medicina, e como prova de amizade após o seu herói foi a vez do Raikage receber uma.
– Eu soube que Konoha ofereceu a prótese como compensação pelos problemas que teve com Uchiha Sasuke – continuou Ken – mas você teve que garantir que não tentariam reproduzir o mokuton através dela.
– Isso mesmo, e daí? – perguntou o Raikage entediado.
– E desde quando kumogakure abre mão de uma oportunidade ou novo poder? – perguntou Ken com um olhar mais sério – antes a nossa vila fazia questão de obter todo tipo de poder ou ninjutsu, vocês já tentaram roubar o byakugan da folha, sequestraram bebês que tinham kekkey genkai e os criaram como se fossem nossos, e finalmente fizeram experimentos para criar assassinos perfeitos.
O Raikage entendeu a magoa de Ken com essas palavras, na verdade desde a época do avô de Ken que sua família era usada, os especialistas da nuvem usaram três gerações desta família como cobaias para criar assassinos perfeitos, mas com a recente aliança esses experimentos foram abandonados.
– É verdade, seu treinamento acabou pouco antes da guerra começar, e depois da aliança o projeto foi abandonado – comentou o Raikage – então foi por isso que juntou-se a Rasetsu? Por que se sente uma ferramenta descartada?
– O proposito do meu avô e do meu pai, e que seria o meu em breve, era matar grandes figuras politicas, até mesmo um kage – dizia Ken – mas com a aliança fazer algo assim só traria instabilidade, por isso fomos descartados.
– Eu não vou negar minha culpa nisso, mas eu também não nego que a forma como kumo trabalhava não serve mais para esta era – disse o Raikage – como membro da ANBU você foi condicionado a viver como um assassino, por isso os novos tempos não servem para você, mas não permitirei que ataque seus compatriotas por isso.
– Então você está dizendo pra eu me virar nesse mundo que não aceita mais assassinos? – perguntou Ken.
– Não direi mais nada, não sou com papo longo – respondeu o Raikage estralando os dedos – eu simplesmente vou acabar com isso e pronto.
– Espere um momento Raikage-sama – disse alguém que acabara de chegar.
O Raikage olhou para uma árvore alta ao seu lado, em um dos seus galhos um ninja com a típica pele escura da sua vila, o que ele trazia nas costas é que era mais impressionante, qualquer um podia reconhecer aquela arma embrulhada como sendo a samehada, isso só seria possível se fosse o Bee ou então o seu novo discípulo.
– Desculpe a demora Raikage-sama, eu estava acompanhando o Bee-sama – respondeu o rapaz – demorou um pouco para chegar aqui.
– E quem é esse aí? – perguntou Ken interessado.
– Ah sim, me desculpe, eu ainda não me apresentei – disse o rapaz sorrindo – o meu nome é Takoga Hazoi, eu serei aquele que vai chutar a tua bunda.
– Sendo assim estou indo em frente – disse o Raikage perdendo completamente o interesse.
– Tem certeza disso? Esse cara aí não inspira muita confiança – disse Ken com uma cara duvidosa.
– Se ele é confiável ou não decida depois de lutar com ele – disse o Raikage antes de sumir num flash.
Ken ia persegui-lo, mas Hazoi pulou na sua frente, sacando a samehada ele o desafiou para um duelo, os outros dois jounins foram correndo atrás do seu kage enquanto o outro ficava para trás.
– Então essa aí é a famosa samehada? Como fez para tira-la do Bee? – perguntou Ken se preparando para lutar.
– Eu fiz por merecer, ela já tava ficando chateada pelo Bee-sama não lhe dar atenção – respondeu o outro – e por favor me ajude a alimentar essa coisinha ok?
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– Eles estão se saindo melhor do que eu esperava – comentou Shurano olhando o mapa na parede.
– Estão recuando ou apanhando, como poderia ser pior? – perguntou Inori.
– Estão resistindo bastante, e aos poucos contra-atacando – respondeu o Nara – eu pensei que o caos provocado pela perda de comunicação seria maior, mas parece que tem muita gente competente no campo de batalha.
O estrategista da Rasetsu avaliava a situação, seu plano estava funcionado como ele queria mas não na velocidade que pretendia, a guerra já começara a 8 horas e nesse tempo ele imaginava que Konoha estaria encurralada, o ataque das vespas servia para impedi-los de se organizar e diminuir suas forças, mas o ataque interno que ele planejara falhou antes de começar.
Shurano também admirava a esperteza do seu rival, ele reservou 500 ninjas só para lidar com emergências, mesmo que isso significasse diminuir o poder de combate, tão logo o caos começou essa força reserva liderada por Kakashi entrou em ação, e foi com isso que Konoha conseguiu aguentar até agora.
Mas uma coisa inesperadamente boa aconteceu, seu informante dentro da capital relatou que Naruto estava em coma, o ataque mental da Inori parecia ter surtido um efeito significativo nele, o que era ótimo para diminuir a moral da folha e atrasar a entrada dele na guerra.
– Enquanto o Naruto estiver em coma podemos atacar a capital – dizia Shurano – mande todo mundo pra lá agora, antes que alguma coisa aconteça e estrague essa oportunidade.
– O Genkyo já se antecipou e está indo pra lá – respondeu Inori – mas parece que tem umas pedras no caminho.
– Que tipo de pedras? – perguntou Shurano preocupado.
– Do tipo que chuta forte e bate rápido – respondeu ela quase rindo – e uma com cabelos estilo dangos.
Enquanto Shurano tentava decifrar isso a batalha ocorria perto da capital, o pânico nas ruas já era visível, os soldados faziam o que podiam para conter a situação, e fora da capital os ninjas que estavam lá faziam o que podiam para impedir o avanço dos inimigos.
– Renge Henshou!! (florescer duplo da lótus) – gritou Lee aplicando seu taijutsu.
Um grupo inteiro de ninjas mercenários voou pra longe do Lee, onde ele estava restara apenas a marca do furacão que ele fez com seu golpe, um pouco mais atrás Tenten derrubava dois homens usando um bastão que se dividia em três partes.
– Hei Lee! Vai com calma aí! – gritava ela – se você ficar forçando a abertura dos portões agora não vai ter força mais tarde!
– Desculpe Tenten! Mas eu estou empolgado! – gritou Lee em resposta.
Lee atacou outro grupo dizimando-os só com taijutsu, quando um terceiro grupo atacou com ninjutsus de longo alcance ele foi obrigado a recuar enquanto desviava de tudo, em pouco tempo mais ninjas surgiram e continuaram atacando, com isso Tenten saltou na frente do Lee e abrindo um pergaminho invocou um grande portão de ferro.
– Lee, eu sei que seu estilo de luta é assim, mas não podemos vacilar agora – disse ela com seriedade – atrás de nós está a capital, e nela além do daimyo e todos os outros nobres está o Naruto também.
Lee entendeu bem o que Tenten queria dizer, neste momento com o Naruto em coma eles precisavam proteger toda a capital, além deles só 50 ninjas estavam protegendo a cidade, se o exército inimigo passasse os 500 soldados da capital não dariam conta de proteger todo mundo.
– Eu entendo, eu lutarei com toda a minha força, mas cuidadosamente – respondeu Lee respirando fundo.
– Além disso precisamos voltar vivos para nosso filho – disse Tenten sorrindo – o Gai-sensei não vai dar conta dele por muito tempo.
O portão de ferro que os protegia começou a ceder ao receber mais ataques, Tenten então sacou dois pergaminhos especiais, do primeiro pergaminho ela tirou dois nunchakus feitos de ferro com entalhes de dragões em sua extensão, Tenten criara estas armas especialmente para o Lee e as armas geravam chamas azuis quando empunhadas por ele.
– Vamos lutar com cuidado, mas também com ferocidade – disse ela empolgada – se os arrasarmos eles vão sair correndo daqui.
– Muito obrigado Tenten! – disse Lee beijando-a ardentemente – eu estava louco para estreá-los!
Lee saiu correndo detrás do portão para atacar os inimigos, Tenten ficou toda vermelha quando os outros ninjas aliados viram o beijo deles e começaram a sorrir cinicamente, totalmente constrangida Tenten sacou o outro pergaminho e saltou para o alto do portão, de lá ela invocou a arma que estava guardando para essa ocasião.
A arma era outra das espadas da nevoa, era a espada shibuki (ou bakutô), mas modificada por Tenten tornara-se bem diferente da versão original, agora ela parecia um grande machado de cabo longo, um pergaminho estava enrolado atrás da lâmina, e desse pergaminho tarjas especiais começavam a aderir na lâmina.
– Eu já falei pra não fazer essas coisas na frente dos outros! – gritou ela saltando o mais alto possível de cima do portão.
No ar Tenten girava a sua arma e com ela golpeou o chão, assim que a lâmina rasgou o chão uma enorme explosão direcionada seguiu em frente, quando a onda alcançou o alvo uma explosão ainda maior destruiu tudo dentro da área, tanto inimigos como aliados ficaram assustados com o poder da arma.
– q-qu-qual é o problema dessa mulher? – perguntou um ninja inimigo caído aos pés de Lee.
– Bem, ela está um pouco nervosa hoje, mas normalmente é bem amável – disse Lee meio constrangido.
– Você é casado com isso aí? Você é imortal cara? – o inimigo já tinha pena do Lee.
Lee deu um cascudo no sujeito deixando-o desacordado, depois disso ele foi para o lado de Tenten, enquanto girava os nunchakus as chamas azuis saltavam no ar, já a shibuki de Tenten exalava a fumaça da última explosão, só essa visão já intimidava as dezenas de inimigos diante deles.
E enquanto isso no castelo do daimyo Naruto estava deitado na enfermaria, do lado de fora dois soldados montavam guarda enquanto uma enfermeira cuidava dele, mas o que ninguém esperava é que a enfermeira fosse uma ninja da Rasetsu disfarçada, ela aproximava-se do Naruto com um punhal já preparado.
– Esse é o fim do nanadaime Hokage – disse ela erguendo o punhal.
Continua.
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