Mirai no Monogatari

32 Capítulo 21 – Reerguendo-se.


Notas iniciais
Depois do especial sobre o Kenta voltamos ao capítulo normal, veremos Konoha se preparando aos poucos, assim como os inimigos, os dois lados estão pondo as cartas na mesa!

Capítulo 21 – Reerguendo-se.

– Aqui está o que pediu – disse o velho senhor entregando a pasta – eu pensei que nunca mais ouviria esse nome de novo.

– Muito obrigado vovô – agradeceu Shikamaru – agora que o conhecemos podemos nos preparar.

Shikamaru abriu a pasta que continha a ficha do Nara Shurano, quando soube que alguém do seu clã estava do lado do inimigo tratou de pesquisar, olhando superficialmente já via o calibre do seu inimigo, instintivamente ele deduziu que seu oponente era mais poderoso.

– Seja nas estratégias ou nos ninjutsus ele lhe supera – disse Nara Shikoro – Shurano foi o maior prodígio do nosso clã, dominou todos os nossos ninjutsus e criou alguns próprios, inclusive o kage-ningyo.

– Mas se revoltou por não conseguir a posição de maior prestigio na vila depois do Hokage – completou Shikamaru – e perdeu sua posição de estrategista chefe por usar métodos desumanos para vencer.

– Em seguida foi para Iwagakure e os ajudou a nos ferrar – terminava o ancião – no final foram os esforços dos três sannins que o derrubou de vez.

Shikamaru agradeceu mais uma vez ao líder do clã Nara e saiu, ele deixava o clã lendo a ficha do Shurano, vendo em quais batalhas ele atuou e tentando entender suas estratégias, no final ele viu que era inútil estuda-lo se não sabia o que poderia fazer.

– Conseguiu o que queria? – perguntou Temari encostada numa pilastra.

– Sim, como eu suspeitava era mesmo um dos nossos – disse Shikamaru – e o cara é um monstro.

– Mais do que você? – perguntou ela – mas o cara esteve preso por uns 30 anos.

– Idade não chega a ser um problema para estrategistas, o maior problema é que o cara era o estrategista chefe durante a 3º guerra ninja – explicou Shikamaru – ele não fazia simulações ou jogos de guerra, ele vencia batalhas reais que eu jamais sonharia em vencer.

Temari era só um bebê ao final da 3º guerra ninja, mas os livros de história e o seu pai falavam muito sobre isso, foi a guerra mais longa e naquela época 3 nações shinobis estavam envolvidas, Suna era inimiga de Konoha na época e era comandada pelo sandaime Kazekage, ironicamente foi o seu sumiço que antecipou o fim da guerra, um favor que Sasori prestou inconscientemente.

– Mas eu preciso vencer este monstro, para compensar pela minha falha anterior – disse Shikamaru – se eu perco em experiência preciso vencer em inovações.

– É isso que eu espero de você, não me casei com um fracassado que desiste na primeira derrota – disse Temari altiva.

Shikamaru riu disso e perguntou à Temari sobre a situação do país dos rios, ela respondeu que Gaara enviou ninjas para proteger a nação, quando os ninjas da areia chegaram as forças da chuva se retiraram, aparentemente muitas vilas foram saqueadas, mas a capital foi protegida.

– Parece que o líder de amegakure não quer desperdiçar recursos – disse ele – isso significa que vão se concentrar em nós logo.

Na saída do clã Nara Shikamaru encontrou Ino e Karui, as duas se juntaram a eles em direção à central de inteligência, ambas tinham sido incumbidas de buscar informações sobre outros inimigos.

– Nara Shurano foi quem nos sacaneou – explicou Shikamaru – um maldito que já traiu Konoha uma vez.

– O Chouji confirmou que o cara que o atacou era um Akimichi – disse Karui – um tal de Toku que usava um kinjutsu pra devorar pessoas e absorver o chakra deles.

– Olha só, então só falta um Yamanaka pra completar o trio – zombou Temari.

Ino a olhou torto e deu uma pasta para Shikamaru, nela continha a ficha da Yamanaka Inori e os crimes que ela cometeu, além dos jutsus que ela usava, Shikamaru se impressionou por ver uma Yamanaka tão perigosa.

– A vadia é especialista em manipular e ler mentes, ela negociava informações que roubava de inimigos e aliados – explicou Ino – também é uma ótima usuária de genjutsus.

– Então basicamente estamos enfrentando um Ino-chika-chou do mal? – perguntou Karui – é quase engraçado.

– Você sempre acha que é tudo tão fácil? – perguntou Temari irritada com o jeito da outra.

– Não vamos brigar agora meninas, precisamos...

Um pássaro passou voando sobre o clã Nara, Shikamaru logo entendeu o que era quando o viu indo para a casa do líder, isso significava que as coisas estavam andando mais rápido do que ele previra.

– Vai começar em breve – disse Shikamaru sério.

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– Como está se sentindo? – perguntou Shurano.

– Acho que vou ficar bom em uma semana – disse Toku – mas o que diabos era aquela coisa?

– Eu não faço ideia, era feito de chakra puro – respondeu Inori – e era muito chakra, mais do que um humano teria.

– Eu desconfio que aquilo era um bijuu, era igualzinho ao Naruto quando se transformava na kyuubi durante a guerra – explicou Genkyo – para algo assim passar batido... Konoha fez um bom trabalho escondendo sua existência.

– E você tem sorte que eu estava aqui gordinho – comentou Tomoyo – um veneno que destrói corpo e chakra não é brincadeira, eu tive que removê-lo da sua rede de chakra!

Ainda assim o Akimichi ficou com uma cicatriz horrível que começava no ombro e se alastrava pelo peito e metade do rosto, parecia uma queimadura que ficara roxa, ele jurava que se encontrasse novamente a cobra que o picou a comeria.

– Um novo jinchuuriki é um problema sério, mas não é como se esperássemos que fosse fácil – disse Genkyo – a primeira parte do plano se resume a tirar o Naruto e o Sasuke de Konoha, sem eles podemos atacar a vila com mais segurança.

– Eu já sei como tirar o Naruto de Konoha, mas não sei nada sobre o Sasuke – disse Shurano – vamos ter que confiar no Okojo para isso afinal.

– Mesmo sem esses dois Konoha cairá tão fácil? – perguntou Inori – afinal a godaime Hokage está lá, e eu ouvi falar que sua aprendiz é do mesmo nível que um sannin.

– Konoha sempre possuiu uma fraqueza a ser explorada – respondeu Shurano – quando chegar a hora eles estarão tão confusos que não farão mais nada.

Um dos subordinados do Genkyo veio chama-lo, o líder da rasetsu pediu licença e o acompanhou, os dois chegaram a uma abertura na montanha que dava para um vale, lá outros ninjas os esperavam.

– Ao todo 8 vilas secundarias responderam ao pedido – informou o subordinado – e juntas elas enviaram 200 chuunins.

Genkyo gostou disso, após derrotar Konoha no país dos rios ele mostrou sua força, isso interessou a muitas vilas secundarias, todas interessadas em se livrar de Konoha, elas queriam que as vilas principais caíssem para então ocuparem seu lugar, além disso muitos daimyos de países pequenos estavam interessados nas terras do país do fogo, se o país fosse conquistado as terras seriam divididas entre aqueles que ajudaram.

– Somando com todos os nukenins que libertamos temos mais de mil homens – disse o subordinado empolgado – e ainda temos os ninjas de elite que recrutou!

– Isso prova o meu ponto de vista, o mundo precisa de guerras – disse Genkyo – o mundo shinobi vive disso, é tão necessário quanto respirar.

E era acreditando nisso que ele juntou centenas de seguidores, todos ávidos por uma nova guerra, para provarem seu valor no campo de batalha.

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No dia seguinte ao funeral Konoha estava de prontidão, pouco a pouco todos os ninjas que estavam fora retornavam para a vila, as pessoas tentavam manter uma rotina comum, lojas abriam e pessoas trabalhavam, mas a situação de alerta ainda era total, havia o toque de recolher e nenhuma missão era aceita até a crise passar.

No prédio Hokage acontecia uma reunião de emergência, os três conselheiros e outros lideres se preparavam para a guerra, todos os lideres de clãs também participavam da reunião, os papeis que eles receberiam seriam fundamentais para a guerra.

– Obrigado pela cooperação de todos vocês, já identificamos 90% dos fugitivos da prisão jigoku – dizia Tsunade – é uma desgraça para nós que os mais terríveis sejam justamente ninjas da nossa vila.

– E tudo indica que eles não são mais velhos ninjas sobreviventes das guerras – dizia Kakashi – de alguma forma eles recuperaram a força e juventude de seu auge.

– Também já identificamos os principais ninjas da organização rasetsu – informava Ibiki presente – seu líder é um jounin chamado Genkyo, pensávamos que ele tinha morrido a 6 anos em uma missão, parece que ele forjou a própria morte para desligar-se de Konoha.

Sobre a mesa da sala varias pastas contendo arquivos secretos, eram muitos, mas os principais falavam sobre os nukenins da folha, também continham os jutsus que eles criaram ou mais usavam, foi trabalhoso convencer os lideres dos clãs a cederem tal informação, nenhum deles gostava de ver seus kinjutsus expostos.

– Sobre o plano de guerra...

– Antes de tudo eu tenho uma pergunta – informou Yamanaka Inoki – onde está o nosso Hokage?

O atual líder do clã Yamanaka fez a pergunta que todos queriam fazer, alguns olhares se voltaram para Hinata no canto que permanecia tranquila, Konohamaru que era o líder interino do clã Sarutobi também estava preocupado pois viu o Naruto muito abatido.

– O meu marido não dormiu em casa hoje, mas eu tenho certeza que ele está bem – disse Hinata.

– O Sasuke-kun falou com ele ontem, e disse que o Naruto já estava de volta ao normal – disse Sakura representando a divisão médica.

– Independente dele estar bem ou estar presente nós continuaremos – disse Tsunade – precisamos terminar este conselho de guerra ainda hoje.

Mas ainda que todos estivessem dispostos a lutar a incerteza era um problema, Konoha confiava e acreditava no seu herói, e ele não estar presente afetava a moral da vila inteira, era um pensamento que todos queriam afastar, mas alguns já pensaram se Naruto iria acovardar e abandonar a vila, isso mostrava como a figura do Hokage era importante.

– Ele está aqui – disse Yugao que era a líder da ANBU.

Segundos após as palavras dela Naruto abriu a porta, ele estava com sua capa e seu chapéu de Hokage, seus olhos estavam determinados, ainda que com olheiras por passar dois dias acordados, sem dizer nada ele foi até a cadeira dele que ficava no centro da mesa, quando ele sentou-se Tsunade suspirou e Hinata riu um pouco.

– Foi mal pela demora, e por preocupar todos vocês – disse Naruto – mas eu já estou bem agora.

As pessoas mais influentes de Konoha olharam para Naruto, sabiam dizer que ele estava mesmo determinado, com uma troca de olhares Naruto e Hinata confirmaram isso, Tsunade ao seu lado estava grata por ele não se deixar derrubar.

– Você só dá trabalho, aparece quando quer e do jeito que quer – resmungou Tsunade – muito bem, Shizune vai lhe passar o resumo do que já fizemos até agora.

A secretaria entregou o texto que ela escrevia, era um resumo de tudo que foi discutido até agora, Naruto entendeu que até agora eles estavam discutindo sobre quem era o inimigo.

– Esse cara chamado Genkyo, ele é da nossa vila? – perguntou Naruto.

– Jounin que lutou na guerra conosco, ele foi dado como morto a 6 anos – disse Tsunade – aparentemente ele não gostou das 5 nações se tornarem aliadas permanentes.

Outros detalhes foram explicados ao Naruto, e com isso já era quase meio-dia, o Hokage então pediu para reunir absolutamente todos os ninjas ativos na vila, incluindo os gennins e os ANBU, todos acharam essa ordem estranha, mas Naruto fez questão que fosse cumprida, mas como era muita gente provavelmente levaria algum tempo para serem reunidos.

– Os guardas da muralha e dos postos de vigilância também – ordenou Naruto – eu deixarei meus bunshins no lugar deles, eu quero todo mundo reunido.

– O que você está planejando Naruto? – perguntou Shikamaru.

O Hokage não respondeu, sendo assim eles sabiam que era algo que só ele faria, os lideres então foram informados de suas funções, pouco a pouco o conselho de guerra preparava tudo, mas as verdadeiras decisões só viriam daqui a três dias.

– Por que três dias? – perguntou Tsunade.

– Eu passei a madrugada toda enviando bunshins meus para os países aliados – respondeu ele – eu vou pedir ajuda de todos os nossos amigos.

– Então era isso o que você estava fazendo? – perguntou Kakashi – bem que eu notei uma movimentação estranha do seu chakra.

– Vai convocar a aliança shinobi para lutar? – perguntou o líder do clã Inuzuka.

– Os inimigos pertencem à nossas vilas, precisamos resolver isso – explicou Naruto – mas eu quero convocar até nossos aliados menores, precisamos mostrar que estamos todos unidos.

Naruto dispensou a todos pedindo que dessem o seu melhor, os lideres saíram da sala de reunião, e poucas horas depois começou a mobilização, em três dias todos os ninjas da folha deveriam estar prontos para a convocação.

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(no dia seguinte)

– Sim, eles me procuraram oferecendo um acordo – disse Orochimaru sentado em sua poltrona – eu recusei é claro.

– Recusou uma chance de nos derrubar? Isso não é comum para você – disse Sasuke encarando-o.

Sasuke estava visitando a antiga vila da grama, que assim como o país pertencia ao Orochimaru agora, uma cobra levou a mensagem até o Sasuke que foi encontra-lo após avisar o Hokage, de todos os assuntos que Orochimaru poderia tratar esse foi o mais inesperado.

– Assim como na 4º guerra ninja eu não tive interesse em uma batalha desnecessária – respondeu o antigo sannin – e o Kabuto não quer arriscar a nossa vila nisso.

– E por que me chamou aqui? Você não queria apenas dizer que ficou bonzinho e não vai lutar não é? – perguntou Sasuke.

– Gostaria de saber quando eles vão atacar? – perguntou Orochimaru com um olhar cruel.

Por alguns segundos a tensão naquela sala aumentou consideravelmente, os guardiões do Orochimaru se preparavam para proteger seu mestre, mas o próprio Orochimaru não parecia preocupado com um ataque.

– O que você quer em troca dessa informação? – perguntou Sasuke com o olhar bem sério.

– Em troca de tudo o que eu sei sobre a rasetsu eu quero um pouco do seu sangue – respondeu Orochimaru.

Sasuke sentiu desprezo imediato por aquele homem, Naruto confessou ao Sasuke que dera seu sangue ao Orochimaru em troca do remédio para salvar Hinata, agora estava usando essa guerra para pegar o sangue dele, ele sabia que isso era perigoso, mas não podia recusar uma informação tão vital assim.

– Você já tem o sangue do Naruto e agora quer o meu – começou Sasuke – está pensando em combina-los para criar um novo Rikudou?

– Você sabe o que eu busco, e o poder do Rikudou é o caminho mais fácil – respondeu ele.

– Muito bem, eu lhe darei o meu sangue – respondeu Sasuke – mas se tentar fazer alguma idiotice eu acabo com você de uma vez por todas.

Assim como Naruto o Sasuke foi para o laboratório, lá um iryounin começou a retirada do sangue, o suficiente para encher uma bolsa médica, assim que a “doação” foi concluída Orochimaru apareceu trazendo os arquivos que juntou, uma caixa com varias pastas.

– O que você busca é o poder ou a imortalidade? – perguntou Sasuke antes de sair.

– Os dois são apenas ferramentas, meu verdadeiro objetivo é outro – respondeu ele – eu busco a sabedoria.

Sasuke deixou o assunto de lado, antes de deixar a vila da grama Sasuke decidiu checar a situação, as pessoas pareciam estar tentando voltar a sua rotina diária, ouvindo algumas conversas ele soube que recentemente ninjas revoltados tentaram assassinar Orochimaru, obviamente foi um fracasso, e isso desestimulou novas tentativas, Kabuto que comandava a vila parecia estar cuidando bem deles, uma forma de se redimir de seus erros do passado.

– Parece mesmo que todos podem mudar – comentou ele indo embora.

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(na manhã seguinte)

– O que podemos fazer por você Hinata-sama? – perguntaram os jounins convocados por ela.

– Obrigado por virem, eu chamei vocês aqui por uma única razão – começou ela – preciso recuperar minha força, e ficar mais forte é claro.

Os três jounins não entenderam bem o que ela queria dizer, Hinata havia ficado muito forte a um bom tempo, mas depois que assumiu a liderança do clã ficou mais relaxada, e após se tornar mãe praticamente não lutou mais, para não perder a forma ela treinava uma vez por semana, mas agora ela queria muito mais.

– Quer que a ajudemos no treinamento Hinata-sama? – perguntou um deles.

– Não um treinamento, uma luta real, sem se conter – explicou ela – eu vou lutar contra aquela mulher, e não posso me dar ao luxo de pegar leve.

– Mas seria três de nós contra a senhora Hinata-sama! – argumentou um deles – isso é um pouco demais...

– Pelo que ouvi dos anciões a Tomoyo é mais forte do que isso – respondeu Hinata – se vocês querem mesmo me ajudar farão como mandei, lutem com todas as suas forças!

Os três entenderam a vontade de sua líder, preparando-se para a luta eles a cercaram, todos ativaram o byakugan e assim começaram a atacar Hinata, mesmo que fosse uma luta real a força do jyuuken estava no mínimo, causaria apenas dor interna sem ferimentos, na primeira hora Hinata apenas apanhou e isso preocupou os três, mas pouco a pouco ela foi se defendendo, era como se a força adormecida dela retornasse lentamente.

– Parece que você tem um talento natural afinal, minha filha – disse Hiashi vendo a luta com o byakugan.

– Ah! Aí está você sogrão – disse Naruto aproximando-se.

Uma veia pulsou na testa do patriarca do clã, ele olhou para Naruto fuzilando-o com os olhos, Naruto sentiu um certo medo da expressão séria que ele fazia.

– A Hinata está lá dentro? Eu queria falar com ela.

– Hinata está fazendo algo muito importante agora, não a distraia – pediu Hiashi – e você não deveria estar preparando Konoha para a guerra?

– O pessoal está elaborando planos e estratégias, eu só tenho que tomar decisões – respondeu Naruto – me pergunto se meu pai teve tantos problemas.

– Seu pai foi Hokage só por um ano, e ele assumiu logo após o fim da guerra – explicou Hiashi – o trabalho dele foi reerguer Konoha e o país do fogo.

E Minato fez um ótimo trabalho, Hiashi explicou que sob seu governo a vila se estabilizou rapidamente, mesmo tendo ficado mais de uma década em guerra, se o incidente da kyuubi não tivesse acontecido provavelmente ele teria sido melhor que o nidaime, ouvir isso dele deixou Naruto bem satisfeito.

– Vou proteger a vila que me deixaram, não vou deixar que esta guerra nos derrube – disse Naruto confiante.

Olhando uma última vez para o dojo Naruto sentiu o chakra da sua mulher, ela estava ficando cada vez mais afiada, como uma lâmina tirando a ferrugem.

Depois de verifica-la uma última vez Naruto seguiu para o prédio Hokage, no caminho ele observava os preparativos para a guerra que viria, o povo comum continuava trabalhando duro, as aulas na academia continuavam, apenas as missões estavam suspensas.

– Hokage-sama, vim entregar o relatório – disse Yugao surgindo atrás dele – 60% dos nossos ninjas já retornaram, os outros devem chegar até o prazo.

– Obrigado Yugao-san – agradeceu Naruto – e me desculpe por não ir mais vezes na sede da ANBU.

– Sabemos que o senhor não fica a vontade conosco – respondeu ela.

– hahahahah foi mal, acho que é coisa de quando eu era criança – disse ele rindo envergonhado.

– A ANBU realiza as missões mais sujas para a vila, somos sinônimos de escuridão – disse ela – você é a luz que ilumina a vila, é natural que não fique a vontade conosco.

– Não se menospreze dessa forma, vocês que escolheram usar essas mascaras – dizia ele – vocês escolheram fazer o serviço sujo para manter Konoha limpa.

Yugao curvou-se para Naruto e logo ela sumiu numa sombra, Naruto finalmente chegou ao prédio Hokage, ninjas corriam de um lado para o outro, todos trabalhando duro para protegerem Konoha.

– Hokage-sama, já estamos prontos para a reunião de emergência – dizia Shizune chegando até ele.

– Nossa, quando você fala assim comigo eu fico com medo – disse Naruto – vamos indo então.

Naruto foi para uma sala especial, ela tinha os poucos equipamentos eletrônicos da vila, isso incluía televisões por onde eram transmitidas reuniões de emergência, assim que ele entrou e pisou num selo no chão os aparelhos ligaram, usando seu chakra como energia ele ativava o sistema.

– Olha só, é a primeira vez que te vejo nessa reunião – disse Naruto olhando a nova Tsuchikage.

– Não enche, o vovô se aposentou e me botou no lugar dele – respondeu Kurotsuchi irritada – e eu pensando que meu pai seria o escolhido...

– Mas Kuro-chan, isso só significa que o velho te reconhece – provocou Naruto.

– Podemos deixar as frivolidades de lado? Manter essa comunicação gasta muito chakra – reclamou a Mizukage – e nem todo mundo aqui tem reservas absurdas de chakra.

– É isso mesmo, queremos saber o que você pretende fazer contra a vila da chuva – disse Kurotsuchi.

– Contra a vila da chuva? Não vou fazer nada – respondeu Naruto – eu não vou entrar nessa de genocídio.

– Mas eles se aliaram aos seus inimigos e estão dando abrigo a eles! – reclamou o Raikage – se você for mole demais Konoha vai cair!

– De certa forma eu concordo com o Raikage – disse Gaara – você precisa tomar uma medida drástica contra Amegakure.

– Todos vocês já foram nossos inimigos no passado, e olhe onde estamos hoje – argumentou Naruto – o atual líder de Amegakure é um idiota, mas se alguém com bom senso assumir o controle eles poderão se tornar nossos aliados.

Os outros kages calaram-se diante disso, Gaara realmente entendia isso, pois foi pela piedade de Konoha que Suna não foi atacada após aquela tentativa de traição.

– Então quais são seus planos? – perguntou Gaara.

– Derrotar a Rasetsu, eles são os verdadeiros inimigos – respondeu Naruto – eles é que estão envenenando todos contra nós.

Naruto explicou seu plano básico para os kages, e todos eles concordaram em ajudar, cada vila se comprometeu a enviar 50 dos seus ninjas para ajudar Konoha, quando a batalha começasse eles ajudariam atacando o inimigo por trás.

– É um plano muito básico – disse a Tsuchikage.

– As vezes o mais simples funciona – respondeu Naruto.

– Mas quando o inimigo vai atacar? – perguntou a Mizukage – precisamos mover nossas forças na hora certa, ou eles vão perceber.

– Isso...

– Será daqui a 7 dias – disse Sasuke entrando na sala.

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– Estamos quase chegando, mais rápido! – gritou o chuunin desesperado.

– Onde está o senpai? – gritou outro do lado dele correndo igualmente.

O time que estava retornando para Konoha foi emboscado, um dos chuunins morreu logo no primeiro ataque, o líder jounin ficou para trás pra ganhar tempo, eles precisavam voltar para Konoha e relatar o que aconteceu.

Um rosnado foi ouvido e um vulto passou por eles, imediatamente após isso um deles caiu com um rasgo no peito, era como se uma terrível fera o tivesse retalhado, o chuunin restante saltou para uma árvore mantendo o tronco às suas costas, sacou duas kunais e olhava em volta nervoso.

De repente o chuunin se viu na mais completa escuridão, tudo a sua volta havia sido engolido pelas trevas, olhos e presas começaram a surgir de todos os lados, sombras se moviam querendo pega-lo, pelo medo o chuunin atacava tudo o que se movia, mas logo algo o segurou pelo pescoço, a escuridão se desfez e assim o chuunin viu seu agressor apertando-o firme.

– Por favor segure-o um pouco, Rouga-kun – pedia Yamanaka Inori – eu preciso fazer o meu trabalho.

O Inuzuka apertou mais forte o pescoço do homem quase sufocando-o, a Yamanaka então pôs sua mão sobre a cabeça do prisioneiro, num instante ela se conectou ao seu cérebro, mas diferente dos outros do clã ela não se preocupava em preservar a mente alheia, revirando com violência a mente dele Inori bufou irritada e parou, o chuunin caiu no chão com os olhos virados e babando em coma.

– Mais um que não sabe de nada, e eu pensando que conseguiria descobrir os planos do Hokage – disse Inori irritada.

– Bem, é normal esconder informações vitais dos subordinados – comentou Hazan – esses caras estão voltando pra Konoha justamente para serem informados não é?

– Então deveríamos infiltrar alguém em Konoha – comentou Inori – roubar informações sempre é vital.

– Esqueça isso, é extremamente difícil botar alguém dentro de Konoha, ainda mais agora que o Hokage está atento – explicou o outro – aquele Naruto parece conseguir sentir intenções malignas ao seu redor, e nós não somos exatamente bem intencionados.

– Que droga de sujeito problemático! – reclamou Inori – como foi que aquele pirralho inútil ficou desse jeito!?

Enquanto eles falavam o Inuzuka começou a se mover de novo, era bem complicado de se lidar, agia mais como uma fera e raramente falava.

– Onde está indo? – perguntou Hazan.

– Caçar, sentir outro grupo ao longe – respondeu ele se guiando pelo cheiro.

– Não precisamos mais fazer isso, nenhum deles tem alguma informação útil – explicou Inori.

– Não importa, vou caçar todos que estiverem ao meu alcance – respondeu Rouga – é assim que dita a natureza.

O Inuzuka se foi deixando os outros para trás, Inori apenas continuou resmungando sobre seus parceiros.

– Qual é o problema daquele cara? – perguntou ela.

– Parece que o parceiro canino dele foi morto por engano por ninjas da folha – comentou Hazan – o cara surtou e matou os responsáveis, depois disso ele fugiu de Konoha e começou a agir como um animal, viu o casaco de pele que ele usa? Era do seu parceiro.

– É só isso? Ele surtou e virou bicho? – disse ela decepcionada – pensei que tinha uma grande história por trás disso!

– Olha só quem fala, você foi presa por ser uma vadia que roubava e vendia informações – zombou o outro – pra mim isso parece coisa de criminoso comum!

Ela deu um soco em Hazan e saiu com raiva, o nukenin da rocha riu disso e a seguiu, ele concordava com ela sobre botar alguém dentro de Konoha, e ele sabia também que seu líder já providenciara isso.

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– Uma cauda do nanabi? Isso é verdade? – perguntou Enzo.

– Para ser mais preciso uma cauda do seu jinchuuriki, um homem chamado Akuuo – respondeu Aburame Baju – foi difícil enfrenta-lo, pois ele usava técnicas melhores que as nossas.

Shimura Enzo e Aburame Baju andavam pela montanha atrás de Konoha, no caminho Enzo perguntou a origem dos poderes do seu parceiro e o motivo dele ter sido preso em jigoku, Baju contou que ele e uns poucos seguidores do clã Aburame atacaram o jinchuuriki do nanabi e conseguiram mata-lo, o grupo arrancou uma das caudas do jinchuuriki e Baju e absorveu em si mesmo, foi assim que ele se tornou o mais forte Aburame da história.

– Eu descobri através de documentos antigos que o nanabi se chamava Choumei – continuou Baju – e que ele deu as larvas aos primeiros do meu clã, basicamente ele foi o fundador do clã Aburame.

– História interessante, então você tem poder equivalente a um jinchuuriki? – perguntou Enzo.

– Meu experimento foi um sucesso, mas atacar o jinchuuriki provocou um incidente diplomático – explicou Baju – por causa disso o nidaime Hokage e sua ANBU me caçaram.

– Espere... nidaime Hokage!? Você é daquela época? – perguntou o outro surpreso – quantos anos você tem?!

– Acho que vou fazer algo em torno de 100 anos, perdi a conta na prisão – respondeu o outro.

Os dois chegaram a uma rocha, Enzo fez uma sequência de selos e a rocha se abriu como uma porta, era uma entrada secreta usada pela ANBU-ne para chegar à sua fortaleza, após descerem varias escadas e percorrer longo corredores os dois chegaram ao núcleo de Konoha.

Enzo sentiu-se um pouco nostálgico por estar naquele lugar, seu pai Danzo fundara a ANBU-ne poucos anos após o sandaime assumir, o criou seguindo a filosofia do verdadeiro shinobi, juntou seguidores e aguardou pacientemente, para Enzo era patético que ele tenha morrido sem realizar seu sonho.

– As armadilhas ainda estavam ativas, significa que ninguém mexeu nesse lugar – disse Enzo – é perfeito para nós, e uma grande ironia para Konoha, vamos atacar a árvore pela raiz.

– Esse canto está bom, pode trazer aquilo – disse Baju.

Enzo fez os selos do Kuchiyose e bateu a mão no chão, no local indicado surgiu um grande container lotado de carne bovina, toneladas de carne fresca.

Baju também fez a sua parte, ele retirou a mascara que cobria sua boca e com isso Enzo viu algo assustador, ele tinha uma boca que lembrava uma mandíbula partida, escancarando-a ele começou a vomitar larvas enormes, centenas de larvas saíram.

– Isso foi bem desagradável – comentou Enzo enjoado.

– Essas larvas comerão e se multiplicarão – explicou o outro – em breve um exército fervilhará embaixo de Konoha.

– O Hokage não vai perceber? Dizem que ele é um rastreador sem igual – perguntou Enzo.

– O chakra dos insetos é mínimo, e estamos a 300m de profundidade não é? – dizia Baju – sob essa profundidade o sinal que elas emitem se confunde com a própria natureza.

Os planos da Rasetsu finalmente progrediam, enquanto do lado de fora um exército era montado por dentro outro nascia, nas ruas acima as pessoas não desconfiavam do perigo que crescia sob seus pés.

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(um dia depois)

– Como vai indo a convocação de emergência? – perguntou Naruto.

– 85% completa, os únicos que não chamamos de volta foram os guardas da capital, e os guarda-costas das figuras mais importantes – respondeu Shizune – também faltam os que estão feridos e os iryounin que não podem deixar o hospital.

– Mas também temos um problema, 39 ninjas não voltaram para Konoha e nem deram mais noticias – informou Kakashi – além disso um time retornando relatou ter encontrado um campo de batalha ensanguentado no caminho.

Naruto apertou o punho enfurecido, a medida que os ninjas retornavam para a vila Naruto enviava bunshins pelo país, mas aparentemente o inimigo conseguia se mover rapidamente, perder tantas vidas assim era uma desgraça.

– Naruto, já reunimos todo mundo – avisou Tsunade.

Naruto agradeceu e seguiu com os outros para um campo aberto, era o único lugar de Konoha onde cabia todo mundo, lá Yamato terminava de erguer uma espécie de palanque para o Naruto, assim que ele chegou viu todos os ninjas do país reunidos, e era muita gente.

– Quantos estão aqui reunidos? – perguntou Naruto um pouco intimidado.

– Aproximadamente 600 jounins, 1100 chuunins, 50 ANBU e 90 gennins – respondeu Shizune olhando o relatório – normalmente metade disso sempre está ocupado dentro e fora do país do fogo.

Naruto olhava aquela enorme área lotada de gente, os ninjas estavam organizados conforme sua classificação, os mais distantes eram os ANBU que se mantinham escondidos entre as arvores, os gennins nunca tinham sido reunidos assim antes, por isso morriam de medo daquela aura que o lugar emanava.

Shizune colocou um microfone na frente do Naruto, e uma equipe ligou o sistema de som, todos se silenciaram para ouvir o que o Hokage tinha a dizer.

– Antes de tudo, eu quero pedir desculpas por chamar todos vocês aqui de repente – começou Naruto – sei que alguns de vocês tiveram que voltar correndo de outros países, mas eu preciso de todos vocês aqui.

O silêncio continuava, todos sabiam o motivo de terem sido convocados, a guerra que começou no país dos rios e agora ameaçava chegar ao país do fogo.

– A organização conhecida como Rasetsu ameaça destruir a paz pela qual tantos morreram – continuou Naruto – eles mataram muitos de nós nos últimos dias, e se não fizemos nada continuarão matando.

Muitos ali perderam um amigo ou parente nos últimos dias, a revolta contra a vila da chuva era enorme, queriam marchar para lá e por a vila abaixo, Naruto sentia essa insatisfação emanando deles.

– A vila da chuva é só mais um peão nas mãos deles, assim como outras vilas menores – explicou Naruto – eles estão se aproveitando do rancor que essas vilas guardam de nós.

– O meu pai morreu no país dos rios, nem trouxeram seu corpo de volta ainda! – gritou um jovem chuunin de 15 anos.

– Minha filha também morreu lá! – gritou um pai que perdera a filha recentemente promovida a jounin.

– E nada do que eu disser ou fizer vai trazê-los de volta, foi a minha inexperiência como Hokage que custou isso – disse Naruto – mas por favor, não deixem que as tragédias do passado se repitam, é justamente isso o que a Rasetsu quer, trazer de volta a era onde nos matávamos por ódio!

Já fazia tanto tempo que quase ninguém lembrava, praticamente não havia mais ninjas vivos que lutaram nas guerras do passado, a era de guerras onde a paz era só um sonho e o sangue inundava o campo de batalha, a era onde cada ninja odiava os outros países e só desejava matar seus inimigos, a aliança shinobi trouxe um fim a isso, e com ela trouxe também uma nova era de paz onde ninjas de vilas rivais podiam se amar e até formarem famílias.

– Essa guerra que vai começar não é pra destruir países, matar inimigos ou roubar algo de alguém – dizia Naruto – essa guerra é pra proteger a paz, parece contraditório, mas somente lutando podemos proteger o que nos é importante.

Aos poucos a moral dos ninjas mudava, era como se todo o ódio acumulado estivesse se dissipando, aqueles que lutaram ao lado do Naruto na guerra já conheciam esse poder, era o poder de alcançar as outras pessoas e mudar seu coração pra melhor.

– O Naruto está ficando bom em fazer discurso – comentou Sasuke quase rindo.

– Ele praticou muito durante a guerra – disse Sakura do lado dele.

Naruto pediu que todos lutassem ao seu lado para proteger a paz, e imediatamente todos os ninjas gritaram, era a mesma sensação de quando a 4º guerra ninja começou, o sentimento de união entre eles e uma causa para lutar, se antes os ninjas da folha queriam vingança agora eles queriam proteger sua amada vila.

– Não vamos perder essa guerra – disse Tsunade ao lado do Naruto.

– Eu sei, eu não permitirei que nos tirem algo tão precioso – respondeu Naruto lembrando da família.

Continua.

Notas finais
Na imagem inicial temos Aburame Baju, Hyuuga Tomoyo e Inuzuka Rouga. Um pequeno detalhe: na 4º guerra ninja a aliança tinha 80 mil ninjas, divididos entre 5 vilas shinobis e uma nação samurai da mais ou menos 13 mil ninjas por país, e isso pra mim é muito! O brasil inteiro tem 400 mil policiais com uma população enorme como a nossa, não faz sentido que Konoha tenha mais de 10 mil ninjas. Por isso na minha fic os números não são tão grandes assim, Konoha com quase 2 mil ninjas é um bom numero pra mim, vilas secundarias nem chegam a mil ninjas, as menores nem chegam a 500, por isso na fic um exército nukenin de mil homens é um numero enorme.