Mirai no Monogatari
13 Capítulo 06 – Um Dia Difícil.
Notas iniciais

Capítulo 06 – Um Dia Difícil.
– Vocês estão indo bem, continuem assim – disse Hinata juntando as mãos em satisfação.
– Hai! Hinata-sama! – responderam as crianças a sua frente.
Todos estavam no dojo do clã Hyuuga para uma sessão de treinamento especial, Hinata juntara todas as crianças do clã que já frequentavam a academia, ao todo 7 meninos e 3 meninas do clã estavam no caminho shinobi e isso a deixava orgulhosa, havia épocas em que apenas um ou dois frequentavam a academia.
Lutando em pares eles demonstravam o taijutsu Hyuuga para a futura líder, o objetivo era aplicar um golpe que derrubasse o oponente no chão, tudo ia bem até um dos meninos cair de bunda no chão.
– O que pensa que está fazendo seu paspalho!? – reclamou o menino de 10 anos que caíra.
Seus adversário era um menino de 9 anos da bouken, ele havia conseguido superar o outro e lhe aplicado um golpe que o derrubara no chão, o outro estava revoltado com isso e todos pararam a luta observando a situação.
– Não faça cena Isamu-kun, o Michi-kun o acertou devidamente – disse Hinata suspirando.
– Um membro da bouken não deve encostar num membro da souken – continuou o menino – por que me colocou com ele!?
– Eu sorteei os nomes aleatoriamente sem levar em conta divisões da família – respondeu Hinata se levantando – não deveria usar sua posição social pra esconder sua inaptidão.
– Hunf! Uma líder fraca falando de inaptidão – resmungou o menino.
– Hinata-sama não é fraca! Ela é uma heroína! – defendeu o outro irritado.
– Só se for para vocês da bouken! – o outro respondia irado – e ela ainda fica querendo nos misturar.
A situação estava indo de mal a pior num instante, as outras crianças da bouken não sabiam o que fazer e recuavam dali, as crianças da souken pareciam querer se juntar ao primeiro, perdendo a paciência Hinata foi até eles e os separou segurando cada um pelo ombro.
– Isamu-kun, se sua força é inferior a do Michi-kun você deveria treinar mais em vez de reclamar – disse ela com um olhar bem sério – Michi-kun, não deve responder à provocativas desse jeito.
Os dois baixaram a cabeça e Hinata deu o treino por encerrado, mais tarde falaria com o pai do Isamu sobre seu comportamento, por enquanto seu projeto de aproximar as crianças das divisões do clã não estava indo muito bem.
– Não pode apagar um século de tradições e preconceito em apenas uma geração – disse seu pai na porta do dojo.
– Eu sei pai, mas não posso desistir por ser difícil e esperar que um milagre uma as nossas famílias – respondeu ela – eu não posso deixar que os sacrifícios do tio Hizashi e do Neji nii-san se percam.
A história do seu tio Hizashi e mais recentemente seu primo Neji tocou um pouco os membros da família principal, além disso seu próprio crescimento ajudou a mudar opiniões, para Hinata essa era a melhor chance de conseguir unir as famílias principais e secundarias, mas ela sabia que uma única geração não seria o bastante pra mudar tudo.
– Esse foi o caminho que você escolheu, se acredita que ele é o correto vá em frente – disse seu pai saindo.
Hinata sabia disso e por isso se empenhava muito, mas no último mês sua rotina estava sendo infernal, mesmo sem assumir o clã oficialmente ela já resolvia os problemas internos como uma líder.
Além disso ela trabalhava na criação de um novo selo para proteger o byakugan, estabelecia negócios com clãs dentro e fora de Konoha e acompanhava de perto o crescimento dos ninjas do clã, estava tão ocupada que mal conseguia ver o Naruto uma vez por semana.
– Com licença Hinata-sama – disse um rapaz atrás dela.
– Ah sim, já está na hora marcada? – perguntou Hinata ao reconhecer o rapaz.
– Sim, mas se estiver muito ocupada eu posso voltar outra hora – disse ele um pouco sem jeito.
– Isso não é um problema, você solicitou uma reunião e eu concordei lembra? – disse ela com um sorriso gentil – mas se não for um incômodo para você podemos conversar aqui fora?
Ele concordou e juntos passeavam pelo clã, em breve precisariam expandir e por isso Hinata já estava negociando a compra de terras próximas, enquanto andavam ela perguntou sobre o quê ele queria falar.
– É um pouco chato tocar nesse assunto, mas eu queria falar sobre o casamento da minha irmã – disse ele.
Hinata suspirou pensando nisso, uma forma de unir as famílias era arranjar casamentos entre eles, se uma filha de uma família secundaria casasse com o herdeiro de uma família principal em breve todas as famílias estariam unidas, infelizmente para Hinata isso significava fazer casamentos arranjados entre eles.
– A sua irmã foi a primeira escolhida para casar com um membro da família principal – disse ela lembrando dela.
– Eu sei, meus pais ficaram orgulhosos dela e tal, mas tem um problema – continuou ele – minha irmã está namorando um rapaz de fora do clã, mais especificamente um companheiro do meu time.
Hinata ficou chocada, a ideia que ela propôs para unir as famílias estava prestes a destruir um relacionamento.
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– Estou começando a sentir falta do Madara... – disse o Naruto quase se arrastando pelos corredores.
Naruto preferia lutar uma guerra do que cuidar de tantos problemas, desde o dia anterior ele recebia e respondia relatórios, ia de um lado a outro em Konoha resolvendo problemas, participava de reuniões... Tsunade passava pra ele qualquer trabalho que não fosse extremamente importante e cobrava muito a cada erro dele, Naruto sempre soube que ser Hokage não era moleza, mas não imaginava que sua vida ia ser mais burocrática do que aventureira.
Agora Naruto chegava a central de inteligência da vila, uma divisão que era comandada por seu companheiro Shikamaru, entre todos os seus amigos eles foi o primeiro a ganhar um papel de liderança dentro da vila, a divisão de inteligência era responsável por coletar e organizar informações além de usar essas informações, basicamente era o cérebro da vila.
– Foi você quem escreveu isso? – perguntou Shikamaru recebendo a papelada.
– Passei a noite e a madrugada fazendo isso, eu simplesmente não dormi! – disse o Naruto com olheiras visíveis – juntar todas as informações que os times coletaram durantes as missões e colocar tudo num relatório!
– Eu recebo 5 desses todos os dias, preciso avaliar o que é digno de atenção e mandar especialistas investigarem mais – disse Shikamaru com sua cara monótona – mais tarde preciso organizar as informações conforme sua importância, sabia que informações rank S precisam de um ano de trabalho?
Naruto quase jogou tudo pro alto reclinando-se na cadeira, seu cérebro já estava fazendo hora extra e até a kyuubi dentro dele estava dando uma de secretario lembrando-o dos seus compromissos, Tsunade zombava disso dizendo que já tava na hora da kyuubi fazer um cursinho com a Shizune.
– Sabe, ainda dá tempo de pular fora sabia? – perguntou Shikamaru – eu sei como você leva a sério suas crenças, mas talvez trabalho burocrático não seja pra você.
– Se eu pulasse fora por causa disso ia ser pior que lixo – respondeu Naruto olhando pro teto – eu jamais iria conseguir me olhar no espelho depois disso.
Shikamaru imaginou essa resposta, Naruto não desistiria não importando o quão difícil fosse o trabalho, e era por isso que ele se empenharia em ajudar o amigo, assumir a divisão de inteligência era o primeiro passo para se tornar conselheiro do próximo Hokage, mas ele próprio também estava penando com isso, de uns tempos pra cá as noticias que chegavam indicavam que conflitos poderiam estourar em breve, ainda tinha o problema dos espiões que Konoha mantinha em outras vilas e o ressurgimento da vila do som, tudo isso fazia a divisão de inteligência ficar ocupada pela próxima década.
– Bom, foi legal dar uma paradinha aqui Shikamaru, mas eu ainda tenho muita coisa pra fazer – disse Naruto se levantando – ainda tenho que ir organizar as patrulhas da tarde.
– Lembre de botar um time perto do canal – avisou Shikamaru – e não precisa botar uma patrulha na rua do ichiraku.
– Ah cara, eu tenho que proteger o meu refugio! – brincou Naruto – até mais tarde!
Naruto foi até a sede dos jounins em Konoha, seu trabalho era distribuir os ninjas pela vila para fazer a segurança interna, como parte do seu teste ele tinha que tomar sozinho as decisões de para onde mandar cada time da patrulha, levou duas horas olhando um mapa e um catálogo para tomar as decisões, e mais meia-hora repassando as ordens.
O que ele não esperava é que ao chegar no prédio Hokage um chuunin correndo apressado o parasse, instante depois Naruto estava correndo atrás de Tsunade, pelo que ouvira do chuunin Konoha estava sendo atacada.
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– Então você vai deixar a divisão médica? – perguntou Sakura em seu escritório.
– Não entenda mal, se houver uma emergência pode me chamar – respondeu Ino – é que agora eu vou trabalhar na divisão de inteligência, não ou ter tempo pros plantões médicos.
Sakura entendia o lado da sua amiga, seu pai que morrera na guerra era da divisão de inteligência da folha, e a atual divisão estava precisando de gente talentosa pra repor o que foi perdido, e embora Ino tivesse melhorando muito como iryounin ela ainda não se sentia capaz de suprir a necessidade da vila nisso.
– Parece que as responsabilidades estão batendo nas portas de todos – comentou Sakura reclinando-se em sua poltrona – até o Naruto está dando duro com os problemas da vila, Hinata vai assumir seu clã em breve, o Shikamaru virou um líder de divisão, Shino e Kiba foram pro grupo de caça e captura, Chouji é guarda-costas de figurões...
– A Tenten-san está viajando pelo mundo aprendendo técnicas secretas de forjas, o Lee virou professor de taijutsu na academia e o Sai-kun virou capitão da ANBU – continuou Ino – aiai, eu nunca pensei que todo mundo da nossa geração ia ficar assim!
– Mas parece que você acabou pegando o trabalho de babá – comentou Sakura olhando pra trás e rindo.
Ino suspirou derrotada, quando Kurenai precisou ir em uma missão de emergência ela tentou deixar sua filha com Shikamaru, mas pelo Nara estar tão ocupado Ino se ofereceu pra cuidar da menina por um dia, agora ela cuidava da pequena Akane* que ainda ia completar três anos, só não recusou o favor por ela também ser filha do seu sensei Asuma.
– Akane-chan! Não é pra por o giz de cera na boca! – disse a Yamanaka nervosa – é pra usa-los no livro!
– Hai, tia Ino – respondeu a menina colorindo o livro.
– E não me chame de tia... – Ino quase chorava com isso.
Nesse momento Chiyo pediu para entrar trazendo alguns livros, Sakura então lembrou que daqui a pouco começaria outro trabalho dentro do hospital, Ino então pegou a pequena Akane e voltou para casa deixando sua amiga com seus afazeres.
Sakura seguiu com Chiyo para uma sala de aula especial, pouco a pouco os 20 lugares disponíveis foram sendo ocupados por gennins de varias idades, alguns tão jovens como Chiyo e outros já entre os 15 ou 16 anos, hoje em dia é considerado um atraso ser gennin depois dos 15 anos.
– Muito bem, agora que todos estão aqui eu posso explicar a razão da prova – começou Sakura um pouco insegura – esse teste é para determinar quem possui as habilidades mínimas para ser um iryounin, quero lembra-los que embora a prova seja obrigatória seguir a carreira de médico ninja não é.
– Se não é obrigatório então por que estão nos empurrando essa prova? – reclamou um dos mais velhos – eu não tenho a mínima vontade de ser ninja médico!
Sakura sentia vontade de bater nesse rapaz, quando Tsunade falou dessa prova ela sabia que não ia dar certo obrigar garotos a fazerem-na, mas ela sabia que muitos tinham o talento pra profissão e não se davam conta disso, alguns não tomavam a iniciativa ou não sabiam como começar, por isso a prova era obrigatória, se alguém mostrasse os talentos de um iryounin através da prova poderia acabar descobrindo sua própria vocação.
– Ninjas médicos são importantes, eles podem salvar vidas – disse Chiyo em defesa da sua sensei.
– Como eu disse, você não é obrigado a se tornar um iryounin se passar na prova, mas você não pode deixar de fazer a prova – continuou Sakura – respondam as questões como achar melhor, mesmo que não passem na prova não vão ter qualquer tipo de problema.
Chiyo pegou a pasta com as provas e foi passando para os gennins, a prova tinha ao todo 50 questões e levaria no mínimo 2 horas para responder todas, a maioria dos presentes achava isso um saco, outros até se empenhavam como dois que respondiam a prova como se fosse vital.
Alguns entregaram as provas antes de se passar uma hora, Sakura sabia que isso significava que não deram a mínima para as questões ou responderam tudo errado, mas ainda assim ela esperava que alguém entre eles fosse um gênio.
Quando as duas horas se passaram quase todos já tinham entregue a prova, mas Sakura notou que meia dúzia deles ainda estava por responder, ela então depositou suas esperanças neles.
– Se ainda estão tentando responder significa que se interessam não é? – perguntou Chiyo falando baixo.
– Eu só torço para que seus conhecimentos correspondam ao seu entusiasmo – respondeu Sakura no mesmo tom.
Ao passar de um total de 3 horas todas as provas foram entregues, na última pagina dizia que os resultados seriam entregues em dois dias, se alguém fosse aprovado seria chamado para receber a chance de fazer um curso.
– E cabe a mim corrigir tudo – Sakura parecia derrotada – como se não bastasse eu é que darei as aulas!
– Você consegue sensei – disse a outra para tentar anima-la.
– Eu só espero que todos que passem sejam como você – disse ela olhando pra sua discípula.
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– Tudo bem, vamos tentar de novo – disse Sasuke – faça como da outra vez.
– Hai! Sensei! – respondeu ele.
Kenta então parou e se concentrou fechando os olhos, aos poucos uma aura avermelhada começava a surgir sobre ele, Sasuke então preparou-se para o que viria depois.
Quando Kenta abriu seus olhos as pupilas estavam iguais as de uma fera, com uma expressão furiosa ele começou a atacar Sasuke rapidamente, o Uchiha colocava chakra em sua katana para segurar seus ataques e revidava quando podia, quando Kenta manifestava esse poder ele ficava mais perigoso que um jounin mediano.
O problema vinha quando Kenta lutava demais dessa forma, pouco a pouco sua consciência desaparecia e ele ficava mais animalesco, com apenas 5 minutos de luta ele já nem andava sobre duas pernas e atacava com as garras em vez de uma kunai, o chakra também já estava num ponto que pessoas comuns não poderiam toca-lo.
– Kenta-kun, tente se controlar! – gritava Sasuke – você consegue me ouvir!?
O menino não ouvia nada, em vez disso ele rosnava e avançou pra cima do Sasuke, o Uchiha então manifestou um braço esquelético do susanoo no lugar do seu braço perdido, com ele agarrou Kenta segurando-o firmemente diante dele, um segundo depois com seu sharingan ele aplicou um genjutsu no menino fazendo-o desmaiar.
– É a quinta vez que isso acontece, e é tão fácil ele ativar esse poder... – Sasuke suspirava enquanto o menino estava dormido no chão.
Desde o incidente no vilarejo onde Kenta perdeu o controle pela primeira vez isso não parava de acontecer, sempre que Kenta elevava seu próprio chakra fazia o chakra residual do juubi despertar também, e a cada vez ficava mais fácil dele perder o controle e ainda ficava mais forte, em breve Sasuke teria que usar muita força pra para-lo.
– deve haver algum modo – pensava ele encostado a uma árvore.
Sasuke pensava e relembrava tudo o que sabia, mas nenhuma de suas técnicas podia salvar essa criança, então rindo da ironia ele percebeu que só tinha o poder de destruir, diferente do Naruto que conseguia fazer verdadeiros milagres.
Aos poucos Kenta recobrava a consciência, quando ele acordava ficava cansado, mas graças ao seu vigor ele se recuperava rápido, o menino lamentava ter falhado mais uma vez na tentativa de controlar o poder dentro dele.
– Não é sua culpa, mesmo grandes ninjas já falharam em fazer algo mais fácil – disse Sasuke para consola-lo – vamos voltar, sua irmã está nos esperando.
– Aquele cara de quem você falou, o tal Naruto – começou o menino – ele também teve que passar por isso?
– Acho que ele passou por algo muito pior, o Naruto tinha um verdadeiro demônio dentro dele – respondeu o Sasuke – um demônio que ameaçava devora-lo a qualquer momento.
Enquanto seguiam para a casa do garoto Sasuke pensava na vida do Naruto, talvez algo no que Naruto passou pudesse ajudar Kenta a dominar essa força bruta dentro dele.
– Falharam de novo? – perguntou Mika triste.
– Eu vou chegar lá! – respondeu Kenta enchendo seu prato.
– Eu não entendo muito disso, mas o seu amigo tinha um poder parecido não é? – perguntou ela.
– Sim, o Naruto tem esse mesmo tipo de poder – respondeu Sasuke comendo calmamente.
– Então não seria o caso de perguntar a ele como se faz? – perguntou ela simplesmente.
– Não é tão... simples assim – disse Sasuke pensando como seria ir atrás dele.
Parte disso era o orgulho do Sasuke falando, correr até Konoha pra perguntar ao Naruto como se doma um bijuu seria ridículo, além disso ele queria fazer algo pelo Kenta com seus próprios poderes, ou acabaria sendo verdade que ele não tem o poder de salvar pessoas, ainda assim mentalmente Sasuke revisava tudo, Kenta era exatamente igual ao Naruto em tudo, exceto na idiotice pois ele aprendia rápido, o que faltava a ele para dominar esse poder?
Foi então que Sasuke se tocou da extrema idiotice de si mesmo, faltava algo tão fundamental que diferenciava os dois, Sasuke se sentiu tão idiota que esfregou a mão na própria cara.
– Algum problema Sasuke-san? – perguntou Mika preocupada.
– Não é nada, apenas lembrei o que está errado – disse ele.
– É mesmo!? Então eu vou poder dominar esse poder? – perguntou Kenta empolgado.
– Tecnicamente sim, mas o que vou fazer é mais perigoso do que aquilo que estávamos fazendo até agora – respondeu Sasuke – se você estiver preparado pra isso amanhã bem cedo começaremos.
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– VOVÓ TSUNADE!!!! – gritou Naruto invadindo o escritório da Hokage.
No escritório Naruto encontrou apenas Shizune e Kakashi, além deles alguns poucos jounins e uma mesa com um grande mapa da vila.
– Cadê a vovó Tsunade!? – perguntou Naruto – a vila está sendo atacada!!
– Tsunade-sama saiu para resolver uns assuntos fora da vila – respondeu Shizune – e nós já sabemos o que está acontecendo.
– Quem está nos atacando!? – perguntou Naruto completamente nervoso.
– Ainda não sabemos, mas começaram pelo lado leste da vila – respondeu Kakashi.
Naruto parou pra pensar e olhou o grande mapa sobre a mesa, o lado leste da vila era a área rural, além disso lá ficavam quase todas as áreas de treinamento.
– Eu estou indo lá agora mesmo! – gritou o Naruto já saindo.
– Espere Naruto! Você não pode ir lá! – gritou Kakashi impedindo-o – ninguém seria tolo de atacar Konoha sabendo que você está aqui, se estão fazendo isso pode ser uma armadilha.
– Então o que você quer que eu faça? – perguntou Naruto furioso – eu não posso ficar aqui parado enquanto atacam a vila.
– O que você acha que um Hokage deve fazer nessas horas? – perguntou Kakashi segurando-o pelo ombro.
– O que deve fazer? Eu não faço a mínima ideia do que fazer! – respondeu ele.
– Essa situação é igual a quando Pain invadiu Konoha Naruto – explicou Shizune – se você não souber tomar decisões Konoha pode ser destruída.
Foi então que o Naruto observou algo que estava lhe preocupando, ninguém ali parecia estar lidando com um ataque surpresa, todos olhavam pra ele como se esperassem que ele decidisse o que fazer.
– Isso aqui é um teste não é? – perguntou ele cabisbaixo – e eu estou falhando nele miseravelmente.
– Ora, ele acabou descobrindo mais rápido do que imaginei – comentou Shizune suspirando.
– Saber como lidar com uma situação de emergência é o que um Hokage aprende logo – disse Kakashi – você sempre tenta resolver as coisas do seu jeito, mas como líder deve confiar nos outros.
Naruto quase sentou no chão derrotado, quando soube do ataque ele foi correndo saber o que estava acontecendo e nem se deu ao trabalho de tentar detectar os inimigos, se fosse um ataque verdadeiro ele poderia realmente ter caído numa armadilha.
– Então Naruto, imagine que inimigos desconhecidos estão atacando a vila – começou Kakashi – o que um Hokage deve fazer numa situação assim?
Naruto bateu na própria cara e ergueu-se, em seguida ele foi até o grande mapa sobre a mesa mas não sabia por onde começar, havia apenas um prego colorido marcando no mapa onde começou o ataque e mais nada.
– Kakashi-sensei, eu realmente não faço a mínima ideia de por onde começar – disse o Naruto após suspirar – será que pode ao menos me dar uma dica?
– Quando um inimigo desconhecido está atacando existem 3 coisas para se fazer – explicou o veterano – localiza-lo, identifica-lo, descobrir seu objetivo.
Naruto parou para pensar, ele próprio poderia descobrir rapidamente onde os inimigos estavam, mas se isso não era uma opção só restava uma coisa a se fazer, Naruto lembrou que Konoha sempre se deu bem contra ataques inimigos por que tinha os melhores clãs para rastreamento.
– Já sei, temos que enviar times pra investigar não é? – perguntou Naruto meio inseguro – acho que times parecidos com o time 8...
– Você quer dizer enviar batedores não é? – instruiu Kakashi – exatamente, em caso de ataque primeiro se envia times de batedores para os locais, eles tratarão de descobrir a localização do inimigo.
– E enquanto eles procuram os inimigos o que devemos fazer Naruto-kun? – perguntou Shizune.
– Eu acho que... avisar todo mundo? – perguntou ele – deixar todo mundo preparado não é?
Aos poucos Naruto aprendia como lidar com uma emergência, a cada decisão que ele tomava os outros o instruíam corretamente, mesmo assim levou a tarde inteira com essa simulação e no final Naruto estava exausto com a cara enfiada na mesa.
– É oficial, se eu fosse o Hokage Konoha tinha sido destruída – disse Naruto se entregando.
– Você foi bem para sua primeira simulação – elogiou Kakashi – 40% da vila conseguiu resistir ao ataque, da próxima vez talvez você salve uns 60% da vila.
Naruto quase riu disso mas seu único consolo é que em todas as vezes que Konoha esteve perto da destruição foi necessário um milagre para salvar a vila, então seu desempenho não foi tão ruim afinal.
– Eu vou estudar muito mais, eu preciso estar pronto pra algo assim se vier a acontecer – disse Naruto sério
– Pode descansar hoje Naruto, você já está a 48 horas trabalhando – sugeriu Kakashi – um Hokage exausto também é improdutivo.
– Falando nisso cadê a vovó Tsunade? – perguntou Naruto – ela não saiu mesmo para resolver assuntos não é?
– Ela deveria ter voltado quando a simulação começou – respondeu Shizune – mas aposto que ela aproveitou para dar uma escapulida.
Naruto cerrou os olhos e pouco depois já estava no modo sennin, ele localizou Tsunade foi caça-la no bar onde ela se divertia em plena luz do dia, durante a noite Naruto até quis ir ver Hinata, mas ele sabia que ela não podia recebê-lo por enquanto, derrotado ele voltou pra casa e dormiu até o dia seguinte.
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– Pode entrar – respondeu Hinata ao ouvir as batidas na porta.
A porta de correr se abriu com uma jovem moça sentada de joelhos no chão com a cabeça baixa, Hinata lhe deu permissão para entrar e pediu que sentasse na almoçada a sua frente, a garota com todo o respeito sentou-se e aceitou a xicara de chá oferecida por sua líder.
Hinata observava a garota a sua frente, ela tinha 16 anos e sua aparência lembrava a si mesma quando criança, até a timidez era parecida, por isso ela suspirou criando coragem pra falar com ela sobre o que ouviu mais cedo.
– Aimi-san, nós já conversamos sobre a ideia do casamento antes não foi? – começou Hinata.
– Sim Hinata-sama, eu também concordei com a proposta – respondeu ela.
– Mas você não me contou que já estava em um relacionamento – disse Hinata.
A garota em primeiro momento surpreendeu-se por Hinata saber, depois ela baixou a cabeça como se estivesse envergonhada.
– Saiba que eu não estou aqui para brigar ou puni-la – informou Hinata – eu só quero saber por que não me disse nada quando a escolhi para o casamento.
– Não havia outra garota na família secundaria disponível, se eu contasse seria recusada na hora – respondeu ela envergonhada – isso estragaria seus planos Hinata-sama.
– Mas assim você casaria contra sua vontade com uma pessoa que não ama! – Hinata parecia aborrecida com isso.
– Realmente eu não amo o homem que escolheu para mim – confessou ela – mas eu não vou casar contra minha vontade.
Hinata não conseguia entender essa garota, se ela não o amava e já tinha outra pessoa em seu coração como ela não estaria casando contra a vontade?
– Quando me escolheu para o casamento nem meus pais sabiam que eu namorava um rapaz fora do clã, eu realmente fiquei triste no inicio, mas eles ficaram orgulhosos – começou ela – estavam felizes por eu poder me juntar a família principal e ajudar Hinata-sama a mudar o clã.
– Mas eu não quero mudar o clã sacrificando sua felicidade – disse ela quase implorando – eu sei o que é amar alguém de fora, eu jamais poderia culpa-la por isso!
– Mas se eu não concordasse o seu plano não iria pra frente, eu não quero prejudicar as gerações futuras com meu egoísmo – disse ela justificando tudo – quando penso que no futuro nossas famílias não vão mais brigar, que seremos unidos e felizes... isso é um sacrifício muito pequeno!
Hinata se esforçou para não chorar, quando ela teve a ideia dos casamentos sabia que eventualmente alguém poderia não gostar, mas ela tinha esperanças de controlar a situação e não prejudicar ninguém, mas agora ela estava vendo uma garota parecida com ela sacrificando seu amor pelo bem do clã, era mais um sacrifício sem sentido.
– Aimi-san, eu sinto muito por fazer isso com você – disse Hinata segurando a mão dela delicadamente.
– Eu também sinto muito por coloca-la nesse dilema – disse a outra – mas eu jamais pensaria em prejudicar a líder que ama a família secundaria, você é nossa esperança.
– Você... já contou a ele? – perguntou Hinata derrotada.
Aimi revelou que não, Hinata então mais uma vez pediu perdão a ela e disse que tomaria providências sobre isso, Aimi não queria causar problemas para Hinata mas ela insistiu que resolveria isso pessoalmente.
Ainda naquela noite Hinata procurou o rapaz escoltada pelo irmão de Aimi, na casa dele o rapaz de 18 anos ficou sem jeito por receber uma visita tão ilustre em um apartamento tão pequeno, Hinata disse que não se importava com isso e pediu para ter uma conversa séria com ele.
A conversa começou com o relacionamento dos dois, ele confessou que pressionou um pouco Aimi para que ocultasse isso o máximo possível, mas que a amava de verdade, no meio da conversa Hinata tentava ver o quanto esse romance era sério, do seu ponto de vista eram jovens apaixonados mas que não tinham um amor tão intenso assim.
– Riku-san, eu tenho que lhe informar que Aimi-san foi escolhida para um casamento – disse Hinata com um tom solene – até o final desse ano ela se casará com um herdeiro da souken.
A cara de perplexidade dele foi horrível, Hinata não queria de forma nenhuma destruir esse romance, mas pelo bem do clã ela precisava passar por cima de suas emoções e respeitar o sacrifício que Aimi escolheu fazer, em sua cabeça ela repetia que isso era o melhor pra todos.
– Ela não pode fazer isso comigo! Eu sei que comparado a um herdeiro eu não sou grande coisa... mas eu estou apaixonado por ela! – respondeu ele nervoso.
– Ela não fez nada, fui eu, eu tomei essa decisão e eu a escolhi para o casamento – disse Hinata sem encara-lo diretamente – não a odeie por isso, se quiser odiar alguém pode me odiar.
O rapaz bateu a mão na mesa e imediatamente o irmão da Aimi abriu a porta, ele não deixaria que seu companheiro tocasse em Hinata por mais revoltado que estivesse, Hinata pediu desculpas mais uma vez e saiu acompanhada do outro de volta para o clã.
– Eu me sinto horrível – disse ela.
– Eu falarei com ele mais tarde, explicarei pra ele toda a situação do clã Hyuuga – disse Shou – ele é muito teimoso e cabeça quente, mas não é idiota.
Hinata ativou seu byakugan e olhou na direção da casa do Naruto, viu que ele já estava em casa e dormia profundamente, sentiu vontade de ir até ele, mas agora se sentiria ainda pior se fosse vê-lo após desfazer um casal que poderia dar certo, sem mais o que fazer ela voltou para casa.
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(já no dia seguinte)
– Eu pensei que alguém viria – disse Sakura debruçada sobre a mesa.
Sakura olhava o relógio na parede, faltavam 5 minutos para acabar o prazo, depois de passar a noite toda corrigindo provas ela enviou os resultados pros gennins, dos 20 que fizeram a prova 6 deles fizeram a pontuação mínima para tentar o curso de iryounin, entre eles um fez uma excelente pontuação, mas agora sendo quase 9:00 ninguém aparecera.
– Eu sinto muito que ninguém valoriza o caminho do iryounin – disse Chiyo triste por sua mestra – acho que todo mundo quer ser um ninja mais ao estilo do Naruto-senpai.
– Quando eu comecei só queria proteger meus amigos – comentou Sakura – eu não era forte, não sabia grandes ninjutsus... meu único talento era o controle de chakra, por isso procurei a Tsunade-sama.
Sakura ainda lembrava de quando tomou essa decisão, antes ela havia pesquisado um pouco sobre a sannin e vira seus feitos na 3º guerra ninja, uma ninja especializada em cura teve papeis decisivos na guerra e ainda por cima recebeu um honrável titulo, mais tarde ela se tornara a Hokage de Konoha, ainda por cima havia a coincidência (ou talvez destino) de que Naruto fora treinar com um dos sannins, Sasuke com o outro, então parecia a coisa mais certa a se fazer escolher Tsunade como sua mestra.
– Sabe, lutar na linha de frente e derrotar os inimigos é importante, e também muito empolgante – dizia Sakura – mas a satisfação de salvar uma vida é inigualável, sempre que um paciente meu abre os olhos eu me sinto tão bem que não tem comparação!
– Eu fiquei muito feliz quando você me escolheu como sua discípula, você disse que eu tinha talento – respondeu Chiyo – eu não sabia o quão importante era o trabalho de um iryounin, mas ver a sensei curando os outros me fez ver como isso era importante!
– É muito bom ter você como minha discípula, acho que foi assim que a Tsunade-sama se sentiu – disse Sakura – muito bem, já que ninguém mais se interessa vamos continuar o seu treinamento.
Sakura juntou seus livros e papeis levantando-se de sua mesa, quando Chiyo estava fazendo o mesmo alguém bateu na porta, Sakura autorizou a entrada e surpreendeu-se em ver três dos jovens que fizeram a prova.
– Eu pensei que vocês não viriam... – disse ela incrédula.
– Foi mal sensei, na carta dizia um horário diferente – justificou um deles.
Sakura pegou a carta que eles receberam e lá estava o horário como se o curso começasse as 9:00, provavelmente na hora digita-la alguém cometeu um erro, mas Sakura ficou muito feliz de que pelo menos três vieram.
– Muito bem, já que vieram vamos dar o nosso melhor não é? – Sakura parecia bem mais animada – então eu pergunto, vocês querem seguir o caminho do iryounin?
Os gennins responderam que sim, Sakura via uma garota de 14 anos e dois meninos de 13 anos que eram do mesmo time, satisfeita com a resposta deles Sakura entregou os formulários do curso e também alguns livros que eles usariam durante as aulas, a primeira coisa que Sakura faria era dar uma demonstração.
– Este coelho quebrou o osso da pata quando tentou escapar de uma gaiola – explicou Sakura mostrando a pata enfaixada – a Chiyo agora vai fazer as duas pontas do osso se juntarem e colarem.
Sakura tirou o coelho da caixa onde estava e colocou sobre a mesa, logo em seguida Chiyo colocou as mãos sobre a pata e o brilho verde começou a pulsar, mesmo que não fosse visível aos olhos o osso quebrado era colado por dentro, a menina com sucesso conseguiu restaurar o ossos mesmo que não fosse perfeito.
– O osso foi restaurado e este coelho já pode andar – explicou Sakura – mas ele ainda está frágil, a recuperação normal vai dar conta do resto.
Os jovens exclamaram surpresos, não que nunca tivessem visto os jutsus médicos, mas agora parecia algo muito mais impressionante, Sakura vendo isso percebeu que encontrou o grupo certo, não precisavam ser muitos, bastava que tivessem a vontade.
– Vocês podem me chamar de Chiyo-senpai – disse a menina com o nariz empinado.
Sakura se divertiu com isso, ela só tinha 3 meses de treinamento e só fazia o básico, mas já se achava uma veterana, colocando todos sem seus lugares Sakura deu a primeira aula.
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Sasuke terminava de desenhar um circulo no chão, dentro do circulo vários selamentos e símbolos que raras vezes o mundo shinobi viu, assim que o último símbolo ficou pronto Sasuke carregou o grande selamento com chakra.
Quando terminou os preparativos Sasuke sentou-se na árvore de sempre observando tudo ao redor, se seu plano desse errado Kenta morreria consumido por uma besta, se desse certo uma nova força poderia estar nascendo nesse mundo, era uma enorme responsabilidade.
– O meu irmão pode mesmo morrer? – perguntou Mika preocupada.
– Há uma chance, se eu cometer algum erro – respondeu Sasuke – mesmo que o ritual dê certo se ele não for forte o bastante também corre risco.
– Mas isso é mesmo necessário? Ele não pode continuar como está? – ela estava assustada com a ideia.
– Desde que o Kenta absorveu aquele mineral não há mais volta – respondeu Sasuke – eventualmente esse poder ia despertar e sem ajuda ele seria consumido.
Pouco depois Kenta apareceu no quintal de casa, ele tinha a cara de quem não dormiu a noite toda, ele estava pensando no que faria de agora em diante, Sasuke percebia a hesitação dele, afinal as coisas podiam dar errado de vez.
– Você não precisa fazer isso se não quiser – avisou Sasuke – pode ser que no futuro surja outra opção.
– Eu não quero esperar por um milagre! E se você não estiver aqui e eu pirar de novo? – perguntou o menino – eu quero poder me controlar, eu não quero ser uma ameaça para minha nee-chan.
A determinação dele era visível, mas ainda era uma criança que não sabia o que poderia acontecer, mesmo assim Sasuke determinou-se a ajuda-lo, se fosse possível salvar pelo menos uma pessoa com seus poderes toda essa jornada teria valido a pena.
– Escute Kenta, o que torna você diferente dos outros jinchuurikis é que o poder dentro de você não tem forma física – explicou Sasuke – é apenas chakra vivo e agressivo, para poder controla-lo precisamos lhe dar uma forma.
– É pra isso que serve essa coisa? – perguntou o menino olhando o selamento no chão.
– Eu vou usar o meu poder Yin para dar forma ao seu poder Yang, então esse chakra vivo vai se transformar num bijuu de verdade – explicou Sasuke – esse selo então vai prendê-lo dentro do seu corpo até ele estar maduro.
– Eu não entendo essas coisas malucas, mas significa que eu vou ter um bicho dentro de mim agora? – perguntou o menino.
– Ainda hoje 9 seres de imenso poder existem no mundo, um deles ainda está selado dentro de uma pessoa – respondeu o Sasuke – assim como o Naruto um dia você vai precisar domar essa fera, se você falhar morrerá.
Era uma aposta arriscada, Sasuke conhecia o jutsu que poderia dar vida a um bijuu, mas jamais o testou (por motivos óbvios), além disso o Rikudou sennin o usou para dar vida a bijuus dentro dele mesmo, não havia como saber se funcionaria com algo dentro de outra pessoa.
Após ter explicado o máximo possível para o menino Sasuke o posicionou no centro do circulo, então Sasuke ativou o seu rinengan e liberou um chakra escuro em sua mão direita, e com ela tocou a barriga de Kenta liberando esse chakra.
– Banbutsu Sōzō (criação de todas as coisas) – disse Sasuke começando o jutsu.
O chakra negro envolveu o corpo de Kenta que por sua vez liberou o chakra vermelho, as duas forças pareciam lutar pelo corpo dele se misturando irregularmente e violentamente, Sasuke se esforçava para manter a técnica enquanto um turbilhão vermelho e negro envolvia Kenta.
– Isso vai mata-lo! – disse Mika vendo seu irmão gritar.
– Se eu parar agora ele morre com certeza! – respondeu Sasuke.
Para Sasuke também estava sendo difícil, dar forma a algo era como usar a imaginação pra controlar todo aquele poder, pelo que estudou do jutsu ele precisaria dar uma forma familiar para ter mais controle, Sasuke então pensou em qual forma lhe era familiar e investiu nela, Kenta também lutava pra suportar tudo aquilo, aquele chakra louco parecia crescer dentro dele e ferve-lo de dentro pra fora, ele apertava os punhos e cerrava os dentes enquanto o turbilhão o envolvia.
– Aguente firme Kenta, você está para mudar a história! – disse Sasuke.
Foi uma briga que durou vários minutos e o turbilhão de chakra chamava a atenção de todos do vilarejo, Sasuke antes havia colocado uma barreira em volta da casa, mesmo assim se aquele bijuu ganhasse vida fora do corpo de Kenta nada o seguraria, não era uma única vida em sua mão mas todas as vidas deles.
Finalmente o turbilhão começou a diminuir e se recolher dentro do corpo do Kenta, a medida que o chakra voltava para dentro dele o selo no chão subia e encolhia, no final do processo o selo gravou-se em sua barriga e Kenta caiu exausto no chão.
– e-ele vai ficar bem? – perguntou Mika preocupada.
– Provavelmente vai ficar, eu acho que deu tudo certo – respondeu Sasuke – se ele não tivesse o sangue Uzumaki não teria sobrevivido.
– Meu corpo todo está doendo – choramingou Kenta.
– Você nem deveria estar vivo, não reclame de uma dorzinha – respondeu Sasuke – manhã começamos uma nova fase do seu treinamento.
O menino fez um enorme esforço só pra levantar a mão e fazer o sinal de ok, depois disso ele desmaiou de vez completamente exausto, Sasuke ao menos tinha a certeza que conseguira salva-lo.
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