Mirai Nikki: Quarto Mundo
4 Preocupação
AKISE
Akise havia dormido no sofá, de tão pensativo. Seus cabelos estavam bagunçados e sua camisa amassada. Logo ele acordou, esfregando os olhos e bocejando. Levantou-se do sofá e abriu um pouco a janela.
- Akise! — Disse Ai, que estava chegando e acenou.
Ele abriu a porta para ela, que entrou com uma cara de preocupação.
- Ai...? Mas que diabos aconteceu com você? — Disse Akise, observando seu mau humor, o que não era nada comum para Ai.
Ela olhou para ele, ainda pensativa.
- Algo de ruim acontecerá.
- A-Algo r-ruim? — Ele gaguejou.
- Sim, sim, algo terrível! ... Acho que estou colocando muita pressão. Mas sim, algo ruim irá acontecer. Eu sei disso.
- E como você pode ter tanta certeza disso?
- Deus falou comigo.
Silêncio. Haviam passado 1 segundo, 2, 3... Akise mal sabia, já que estava preocupado e pensativo demais para prestar atenção nesses detalhes.
- Me conte o que ele falou.
Ela sacudiu a cabeça, como de quem queria se lembrar de todos os detalhes.
- Ele me disse que sabe de tudo sobre o meu futuro. O olhar dele me dizia que algo ruim iria acontecer. Porém, ele tentou me alegrar, dizendo que meu futuro ainda podia ser alterado. — Ela explicava, ofegante.
Akise sabia que se ai estivesse falando sobre Deus é porque era verdade. E com o sentimento forte de preocupação dela, que de tão forte atingiu até o Akise. Mas... O que poderia acontecer de tão ruim?
Ele ficou imaginando nas possibilidades, enquanto Ai olhava para ele, esperando que ele dissesse alguma coisa.
- Bom, por enquanto não aconteceu nada de ruim, Ai. O que você pode fazer, é esperar e encarar essa coisa ruim. É meio difícil alterar o futuro quando se trata de Deus falando para você... — Ele deu de ombros — Mas quem saiba você consiga. Bem, érr... O que é meio difícil de acreditar. — ele riu.
- Akise! — ela franziu a testa e o deu um tapa não muito forte e respirou fundo. — Isso é sério. É realmente sério.
Ele não respondeu e ela revirou os olhos.
- Pegue. — ela lhe ofereceu um Kappo de maracujá.
- E-Eu não quero.
Ela o ignorou e colocou o Kappo nas mãos dele, e depois foi embora da casa dele.
Akise respirou fundo. O que seria de tão ruim? Porque ela estaria tão irritada? Porque ela me deu esse maldito Kappo? Perguntas assim começaram a surgir na mente dele.
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