— Acende logo esse negócio! – Exclamou Marinette em desespero

— Estou pegando os fósforos... – Iasmin abriu a caixinha de fósforos – Que achei na cozinha... – Completou, riscando o fósforo e acendendo uma vela

— Marinette... Por favor, solta meu braço? – Pediu o loiro, que tinha seu braço sendo abraçado, ou melhor, apertado, pela namorada.

— Mas eu estou com medo! – Se justificou ela, soltando-se de Adrien, mas se mantendo perto do mesmo

— Ai, Jesus! – Nino fazia um “em nome do pai”, repetindo a ação várias vezes

— Certo, eu vou acalmar geral – Iasmin estralou os dedos

— Acha que consegue a atenção deles? – Ironizou Marco, observando os outros falarem sem parar

— Ah, Diaz, Diaz, Diaz... Pequeno Diaz... Olha só, eu já fui escoteira e bandeirante... Se tem alguém capaz de botar ordem no barraco, esse alguém sou eu – Apontou para si mesma, sorrindo, confiante

— Duvido... Aposto cinco pratas

— Olhe e aprenda, jovem padawan... – Ela limpou a garganta – TODO MUNDO CALA A BOCA! CARALHO! – Berrou, chamando a atenção de todos – Eu disse... – Estendeu a mão para o garoto, que lhe entregou uma nota – Valeeeeeu – Cantarolou

— O que a gente vai fazer no escuro? – Alya indagou, jogando-se no sofá. Bem, pelo menos ela pensou que era o sofá...

— Ah, quem se jogou em cima de mim? – Reclamou Nino, mortalmente

— E eu ia saber que você já estava estirado no sofá? – Ela ironizou, se levantando e sentando-se no chão

— Vamos contar histórias de terror, ué – Sugeriu Pâmela

— Beleza! – Iasmin concordou – Eu vou buscar uma lanterna! Vem comigo, menino prodígio – Pegou uma das velas

— Cuidado para não tropeça na escada e cair – Marco a seguiu, observando com cautela os degraus – Você pode se machucar e causar um incêndio com essa vela

— Ata, garoto prudência.

— Não era “menino prodígio”?

— Os dois servem – Deu de ombros – Aliás, você é o garoto cauteloso da escola.

— Isso não é verdade! Uso capacete no chuveiro do vestiário uma vez e me rotulam pelo resto da vida! – Se irritou, cruzando os braços

— Ai, ai... – Revirou os olhos – Vamos procurar uma lanterna...

— Acha logo esse negócio! – Murmurou, bufando

— Está com medo? – Ela provocou, arqueando uma das sobrancelhas

— Não! – Marco respondeu, rapidamente

— Está sim! Só porque nos filmes e nas HQs o menino prodígio sempre morre! – Exclamou, rindo

— Já falei que não estou com medo e... Como é que é?

— Isso aí! O primeiro, Jason Todd, foi o Coringa que matou! Com um pé de cabra, e uma explosão! E com a famosa frase “isso vai doer mais em mim, do que em você”

— Mas eu não quero morrer! – Choramingou, se agarrando ao braço da garota

— Sossega! Você não vai morrer, porra! – Soltou-se das mãos de Marco, irritada – E eu vou achar a lanterna BEM mais rápido se você me ajudar!

— Ata!

— Eu acho que tenho uma no meu quarto e... – Ela puxou a maçaneta e se escutou um barulho – Opa...

— O que você fez?! – Indagou, em desespero

— Vamos dizer que... Sem querer, eu acabei arrancando a porta...

— Você o que?! Como arrancou a porta?!

— Eu meio que esqueci que a porta abre para dentro... E como eu estava irritada...

— Meu Deus... – Ele bateu a mão na testa

— É só pôr no lugar... – Ela tenta colocar a ponta no seu lugar novamente, mas a mesma acaba caindo – Depois eu arrumo isso!

E, mais uma vez, o garoto bate a mão na testa

[...]

— Vocês escutaram esse barulho? – Marinette olhou para o teto, confusa

— Parece que uma porta caiu, mano – Nino coçou a cabeça, especulando o que aconteceu

— Só falta a Iasmin ter arrancado a porta... – Resmungou Pâmela

— Acho que não deve ter sido isso – Adrien arqueou uma das sobrancelhas

— Aposta seu vídeo game? – Sugeriu

— Apostado! – Concordou o loiro

— O que aconteceu aí?! – Alya gritou, curiosa para saber qual dos dois amigos ganhou a aposta

— Nada! – Ouviram Marco – Só a Iasmin que tirou a porta do lugar e, depois, derrubou no chão!

— Espero você segunda feira com seu vídeo game – Pâmela deu uma piscadinha

— Poxa... – Adrien choramingou

[...]

— Achei a lanterna, cambada! – Iasmin gritou, descendo as escadas – Marco, por favor, larga meu braço... Você não vai morrer...

— Eu não vou soltar! – Ele se encolheu, olhando ao redor

— Me solta – Ela coloca a luz da lanterna sobe seu rosto, jogando um olhar mortal em direção ao moreno, que engoliu a seco e soltou-a

— Você me fez perder meu vídeo game! – Adrien cruzou os baços, fazendo um beicinho estanho

— O que? – Iasmin arqueou uma das sobrancelhas, confusa

— Eu vou começar as histórias de terror – Pâmela retirou a lanternas das mãos da amiga, colocando a luz sobre sua face – Um dia... Estavam sozinhos em casa... Quando o telefone tocou – Logo, eles ouviram um celular tocar, fazendo com que todos gritassem

— Alô? – Alya atendera, receosa e com a voz trêmula

— Você tem sete dias... – Disse uma voz fina, do outro lado da linha

— SAI, DEMÔNIO! – Gritou a morena, jogando o celular longe

— Eu vou continuar... – Pâmela limpou a garganta – As luzes piscavam, incessantes... E, quando perceberam, um deles já havia sumido...

Como se fosse macumba, as luzes piscavam, sem parar e, quando Marco olhou para o lado, pronto para se agarrar ao braço de Iasmin, ele percebeu a falta da amiga

— MEU DEUS, CADÊ A IASMIN?! – Entrou em desespero – ELA ERA JOVEM DEMAIS PARA MORRER! O QUE EU VOU FAZER AGORA, SEM ELA?!

— Calma, Marco... Ela deve... Estar por aí... – Alya olhou para os lados, séria

— Assombração! – Exclamou Marinette, desesperada, levando uma das mãos à cabeça

— Vamos ser possuídos por espíritos! – Nino também entrou no meio do afobamento, correndo em círculos – A Iasmin foi só a primeira, daqui a pouco a gente vai também!

— Você não está ajudando o Marco! – Alya pisou no pé do moreno, repreendendo-o

— GENTE? – Eles ouviram uma voz, vinda do andar de cima – Onde você estão?

— Iasmin? – Marco olhou para os lados, sorrindo – Onde você está?

— Estou na sala, ué...

— Mas... Nós que estamos na sala – Nino começou a roer as unhas

— Espera, eu estou vendo vocês! – Ela gritou, animada

— Mas, nós não te vemos – Akira arqueou uma das sobrancelhas – Você não deve estar vendo a gente...

— Claro que sim, eu estou bem na sua frente, garoto-do-capuz! Quer que eu ligue a lanterna na sua cara e te cegue?!

— Não! Espera! Iasmin, não somos nós! – Alya gritou, balançando os braços, como se Iasmin pudesse ver.

— Como assim, não são voc... – Ela não completou a frase, deixando-os em um longo silêncio

— Iasmin? – Perguntou Pâmela, em um sussurro

— Ela deve estar lá em cima... É de onde a voz veio – Pensou Adrien – Vamos para lá?

— Você quer morrer, garoto? – Ironizou Pâmela

— Mas a Iasmin pode estar em algum perigo, certo? – Nino murmurou, ainda com receio

— Vamos para lá! – Marco determinou, com uma voz, talvez, amedrontadora

— Mas...

— Eu não me importo o que tenha lá em cima! Fantasma, monstro, assombração, demônio ou o que seja! O que me importa é como minha melhor amiga está! E, se ninguém quiser vir comigo, tudo bem! Mas eu vou me arriscar! – Ele parou frente as escadas, respirando fundo. Mas, antes que pudesse dar o primeiro passo, sentiu algumas mãos em seus ombros, ao se virar, deparou-se com todos eles, sorrindo.

— Estamos com você, Marco Diaz – Disseram em uníssono

[...]

Eles pararam em frente ao corredor, Marco, que estará na frente, ligara a lanterna. A mesma, piscou sem parar, até se apagar totalmente.

— Ótimo! Estamos sem luz agora! – Reclamou Nino, levantando os braços

— Shh... Cala a boca! – Ordenou Marco – Estou escutando algo... Parece...

— Riso de criança? – Akira o interrompeu

— Ainda dá tempo de dar meia volta? – Choramingou Adrien, encolhendo-se atrás de Marinette, que tremia de medo

A risada se dissipou, e as luzes do corredor se acenderam, dando a visão da garota no final do corredor. Os olhos fechados, a cabeça tombada...

— Iasmin! – Marco já iria correr até ela, mas foi impedido pela mão de Alya em seu ombro

— Não é a Iasmin... – Ela sussurrou, observando a jovem abrir os olhos e, lentamente, levitar do chão.

— Eu vim te buscar... – Ela disse, com uma voz de criança – Se prepara... Eu não vou esquecer... Se lembra...

— AAAAAH! – Eles gritaram, em uníssono

— Pff... – Iasmin tapou a boca, mas não conseguiu segurar a risada – Há, há, há! Pelos deuses!

— O... Que? – Marinette tombou a cabeça, confusa

— Sério, vocês caíram igual patinhos! – Ela deitou no ar, segurando a barriga, que doera de rir

— Espera. Um. Pouco. – Nino disse, pausadamente – Você nos enganou?!

— An... Dã! – Voltou para o chão, abraçando o pescoço de Marco – Mas eu A-M-A-D-O-R-E-I essa sua preocupação, garoto prudência!

— Você queria me matar, menina?! Eu sou sensível! – Marco cruzou os braços

— ‘Tá bravinho? ‘Cê ‘tá bravinho? ‘Tá? – Ela fez uma voz melosa, enquanto cutucava as bochechas dele

— Tô! – Ele bufou, emburrando a cara

— Coitado dele, gente... – Iasmin segurou em suas bochechas, puxando-as para os lados e formando um sorriso no rosto de Marco

— Para... – Ele murmurou, tentando não rir

— Vamos botar um sorriso nesse rosto, Diaz!

— Não! – Começou a rir, sendo seguido nas gargalhadas pela garota

— Quer dizer que... Você estava... Trollando... Desde o telefonema até... – Nino reuniu os fatos e, então, fechou a cara, em indignação – AH, SUA DEMÔNIAAAAA!

Ele começou a correr atrás de Iasmin, que quase tropeçava de rir

— Me ajuda, Marco!

— Eu não, você merece isso, por quase me matar do coração.

— Nino, sério, foi mal, cara! – Ela gritou, enquanto descia as escadas pelo corrimão.

— Você vai pedir desculpas mesmo quando eu jogar esse granulado em você!

— NÃO EXPLODE MINHA CASA!

[...]

— Sério, porque o Hawk Moth não nos dá uma folga? – Chat murmurou, após se encontrar com os parceiros, na praça

— Eu concordo... – Carapace bocejou – Eu estava feliz, dormindo... Atacar às duas da madrugada é covardia! Tenho aula de manhã e não estou nem um pouco a fim de ir para lá igual um morto!

— É só seguir os gritos... E acabamos rapidinho com o trabalho – Wolf bateu as mãos, como se retirasse poeira e começou a correr ao contrário da multidão

— Wolf se achando a ninja! – Ironizou Spider, seguindo-a

[...]

— Olá, heróis... – A akumatizada acabara de jogar alguém dentro de um portal, o mesmo fora aberto por uma espécie de tesoura, e agora dava atenção às oito figuras que surgiram.

— Quem é você e o que deseja? – Ladybug arqueou uma das sobrancelhas

— Ora, eu vim testar vocês... Para saber se são mesmo dignos desses Miraculous! – Com a mesma tesoura de antes, ela abriu quatro portais – E, só mais uma coisa... – Logo, vários outros clones de si mesma apareceram, jogando-os dois em cada portal – Meu nome é Heckapoo.