Miraculous: Secret Wars TERRA-35
5 Learning and Training
Notas iniciais

Marinette aproveitou o intervalo do almoço para ir até uma loja de penhores.
A garota estava parada no prédio à frente, olhando em volta. Quando o movimento na rua pareceu ter ficado fraco, Lady Paon desceu de aonde estava e adentrou a loja.
— Boa tarde, como eu posso aj... – o homem parou de falar assim que viu quem estava adentrando a loja.
— Vim buscar uma coisa. – Lady Paon andou até o local aonde avistou o Miraculous da borboleta. Ela notou pelo canto do olho que o homem estava discretamente com a mão no telefone. Então, rapidamente transformou uma pena em amok e colocou em uma joia qualquer, criando um sentimonstro formado por várias pérolas.
— Por favor não me machuque! – o homem recuou, vendo o sentimonstro em sua frente.
— É só não tentar me impedir. – Lady Paon socou o vidro e pegou o que veio buscar. Em seguida deu as costas e saiu caminhando para fora da loja – Ah claro! – balançou a cabeça, lembrando do sentimonstro e estalou os dedos, retirando o amok. – Tenha um bom dia.
***
Marinette cumprimentou Adrien com um beijo rápido nos lábios. O loiro então deu passagem para ela adentrar a lanchonete e trancou a porta.
Já era noite e o estabelecimento tinha fechado. Adrien, Luka e Nino convenceram Sr. Jacque de que iriam fazer uma limpeza extra depois do expediente para o final de semana, sem cobrar nenhum adicional – assim os três teriam um local livre de suspeitas para conversar com Marinette. O homem não pensou duas vezes em aceitar a proposta.
— Oi. – Marinette cumprimentou timidamente os amigos de Adrien. Luka assentiu com a cabeça e Nino acenou com um sorriso.
— Ótimo, todos aqui. Vamos sentar? – os quatro foram para a mesa dos fundos. Adrien sentou ao lado da namorada, de frente para os seus dois amigos – Quando quiser, my lady.
Marinette respirou fundo. Não contaria toda a história para eles, afinal, tinha sido muito difícil conta-la para Adrien. Porém, precisa dizer o suficiente para que acreditassem nela.
— Existe uma Ordem. Que é responsável pelas caixas de Miraculous. – olhou para Adrien, que assentiu, a incentivando a continuar – A caixa a qual os nossos Miraculous pertencem, era protegida por um Mestre chamado Wang Fu. Minha mãe era aprendiz dele.
— E os Miraculous, são feitos para serem usados para um bem maior. – o loiro continuou, sabendo que a sua namorada ficou um pouco sensível ao falar rapidamente da mãe – E esse cara não queria isso. Ele tinha planos bem ruins.
— Minha mãe fugiu com os Miraculous. Ele não gostou de ter os planos frustrados, obviamente. Então ele veio atrás dela e... – ela parou, não conseguindo continuar.
— Basicamente, ele está usando a Marinette para fazer o trabalho sujo e encontrar os Miraculous. Foi assim que ela conseguiu o do pavão, ele entregou pra ela usar e " facilitar a busca".
— Então você está ajudando o cara mau? – Luka questionou.
— Não. – negou rapidamente – Ele acha que sim, mas não estou. Eu estou recuperando os Miraculous como ele pediu, mas não pretendo entregá-los.
— Por que não?
— Porque a minha mãe me pediu. – há essa altura os olhos dela já estavam marejados – Ela implorou que eu não ajudasse ele. Foi a última coisa que ela me pediu.
— E como podemos acreditar em você?
— Luka... – Nino tocou o braço do amigo.
— Não, é sério. Não quero ser o babaca da história, só quero saber porque eu devo acreditar nisso. É a mesma coisa que o Coringa querer conversar com o Batman. Não é estranho?
— Entendo o seu ponto, mas ela não é o Coringa. – Adrien disse rapidamente.
— O Charada então?
— Olha, eu não vou implorar para que acreditem em mim. Eu nem mesmo queria ter vindo, eu só fiz isso pelo Adrien. Porque ele se importa de verdade em deixar vocês a par da situação, mas por mim eu não diria nada. – engoliu em seco. Ela sabia que podia ter parecido um pouco rude, contudo, era a verdade – Mas de maneira resumida, isso não se trata só de mim. Fu quer os Miraculous e não vai parar até consegui-los. E se ele conseguir, já era. Pra todo mundo.
Luka e Nino trocaram olhares, enquanto refletiam. O de cabelos azuis então se inclinou para a frente.
— Tá. E o que faremos sobre isso? – Adrien sorriu de leve ao ver que seus amigos pareciam ter se convencido.
— Temos um plano. Escutem bem.
***
Marinette e Adrien deram boa noite para Emilie e foram direto deitar na cama dele.
— Obrigada por deixar eu dormir aqui hoje. – não sabia quando conseguiria dormir sozinha novamente.
— Como se você precisasse pedir. – sorriram um para o outro – E eu estava pensando, com tudo o que aconteceu... Quem sabe você não se muda pra cá? – Marinette encarou o namorado – Eu sei que você gosta de ter o seu próprio espaço e que tem a minha mãe, mas não queria que você ficasse sozinha lá. – ela suspirou.
— Eu adoraria, mas Fu pode suspeitar.
— Entendo. – Marinette se inclinou, ficando com o rosto próximo do de Adrien.
— Mas quando isso tudo acabar, podemos morar juntos e quem sabe... Construir uma família. – o loiro sorriu, porém logo lembrou da conversa que teve com os seus amigos mais cedo.
— Espera! Você não tá grávida, não é?
— Não estou. – ela riu, enquanto ele suspirava aliviado – Só estou falando de planos para o futuro.
— Tudo bem. E não é que eu não queira um filho, só que agora...
— Eu sei. Também penso o mesmo. Enquanto Fu estiver por aí, não seria seguro. – ele assentiu, acariciando o rosto dela.
Marinette nunca pensou em construir uma vida ao lado de outra pessoa, até se envolver com Adrien. O começo do namoro dos dois foi um ponto de virada na vida da azulada, que mudou completamente a partir disso. E com certeza tinha sido uma mudança boa.
Quando Marinette estava com Adrien, as coisas pareciam muito mais fáceis e belas.
Adrien tinha sido a melhor coisa que aconteceu com Marinette e por isso ela faria de tudo para parar Fu, assim, ao menos Adrien poderia viver sem preocupações.
— Mas eu gostei de saber que você tem planos futuros. – Marinette o beijou e voltou a deitar sobre o seu peito – Eu te amo, my lady.
— Também te amo, honeyboy.
***
Marinette acendeu as luzes, deixando visível o cômodo vazio. Adrien deu uma rápida olhada em volta. Era o lugar perfeito para tornarem parte do plano.
— Essa é a casa que eu cresci com os meus pais. – a garota explicou. – Eu me mudei depois de... Você sabe. Pretendia vender e por isso esvaziei a casa. Mas na última hora eu não consegui. Fu nem imagina que ainda venho aqui de vez em quando.
— Nossa! – exclamou a abraçando de lado. Duusu e Pollen estavam logo atrás, encarando o casal em silêncio. – Deve ter boas lembranças daqui. – beijou o topo da cabeça dela.
— Tenho sim. – Marinette sorriu. – Mas vamos ao que interessa. – trancou a porta e caminhou para o meio do cômodo que antes era a grande sala de estar. Em seguida, colocou o brincos. Uma luz avermelhada surgiu e a kwami vermelha apareceu na frente dela.
— Saudações! Eu me chamo Tikki e serei a sua kwami.
— Tikki! – Duusu e Pollen foram até ela e a abraçaram.
— O que vocês... Ah! – Tikki percebeu o broche no peito de Marinette – Você deve ser portadora do Miraculous do pavão.
— E eu sou o da abelha. – Adrien se aproximou. – Você é a kwami da criação, certo? – ela assentiu – Qual é o seu poder especial exatamente?
— É o Lucky Charm. Ele cria um objeto útil para a situação que o portador deseja resolver. O Miraculous da joaninha também permite que você conserte danos e cure o que foi ferido.
— Wow! – Adrien exclamou maravilhado, fazendo Marinette rir. – Ok, minha vez. – respirou fundo e colocou o anel, liberando o kwami negro.
— Ah! Você de novo! – a pequena criatura cruzou os bracinhos e revirou os olhos assim que deu de cara com o loiro – Por acaso agora você tem queijo?
— Plagg! – a kwami vermelha chamou a atenção dele.
— Tikki? – olhou em volta – Duusu? Pollen?
— Ok, hã... Plagg? – o loiro começou – Qual é o poder especial do seu Miraculous?
— Destruição. – deu de ombros.
— Eu sei, mas...
— Ele tem o Cataclysm. – Tikki explicou – Pode destruir qualquer coisa que tocar.
— Gostei!
— Vocês estão com fome? O que costumam comer? – Marinette questionou, abrindo a cesta de alimentos que trouxe consigo.
— Doces.
— Queijo.
— Certo, eu tenho cookies e queijo provolone.
— Não é camembert, mas serve. – Plagg deu de ombros e seguiu Tikki até Marinette.
— Também trouxe comida pra vocês. – disse olhando para os outros dois kwamis – É só pegar na cesta. – Pollen e Duusu sorriam e foram para dentro da cesta. – Tikki e Plagg, vocês conhecem Wang Fu? – os dois kwamis se entreolharam com a boca cheia. – Pelo visto sim. Precisamos da ajuda de vocês pra impedir ele e sua sede de poder. – os dois pareceram relaxar.
— Espera... Você me parece familiar. – Tikki chegou mais perto de Marinette e logo pareceu se lembrar – Sabine?
— Não. – engoliu em seco – Sou a filha dela.
— Ah!
— Enfim, temos um plano mas precisamos que nos expliquem como os Miraculous de vocês funcionam. – Adrien se aproximou. – Fu sabe a identidade da Marinette e conhece tudo sobre ela. Precisamos de alguém que ele tema e não conheça.
— Por isso eu preciso usar o seu Miraculous temporariamente. É parte do plano.
— E eu vou usar o do Plagg, para ajudá-la. Assim não tem perigo de ele nos descobrir e ferir nossos amigos e família.
— Entendi. Eu e Plagg vamos explicar tudo.
***
— Marinette informou que conseguiu o Miraculous da borboleta. – Chan mostrou a mensagem ao Mestre, que sorriu satisfeito.
— Agora ela voltou a nos reportar seus movimentos. Pelo visto a visita dos ninjas a deixou assustada.
— Ela deve ter percebido que não pode fugir do senhor.
— É. Espero que ela continue assim e aprenda. – coçou a barba – Eu sempre consigo o que quero e ninguém pode fugir de mim.
***
— Eu me sinto muito estranha. – Marinette se olhou no pequeno espelho, segurando as marias-chiquinhas que faziam parte do seu visual como Ladybug.
— Ah é? Eu me sinto ótimo! – virou na direção de Adrien, que flexionava os braços, exibindo seus músculos. – Você está ótima também. Não se preocupe.
— Esse traje é meio colorido e apertado. E esse ioiô... – pegou o objeto, jogando com ele como se fosse um ioiô normal.
— Não deve ser tão ruim. É tipo o meu pião. – o loiro pegou o bastão que ficava preso nas costas – E isso é... – Adrien apertou o botão, fazendo o bastão aumentar e bater na lâmpada. – Meu Deus! – exclamou depois de levar um susto. – Por sorte não quebrou a lâmpada. – riu nervoso.
— Será que é mesmo uma boa ideia? Não sei se posso me acostumar com esse Miraculous.
— Vai ser só temporário. – Adrien parou atrás da namorada, que ainda estava de frente para o espelho. – E tem mais, podemos fazer qualquer coisa juntos. – ela sorriu, virando de frente pra ele.
— Eu te amo.
— Também te amo. – Marinette se inclinou para beijar o loiro, que fechou os olhos se preparando. Porém antes que os lábios se tocassem, a azulada roubou o bastão da mão dele e o estendeu, acertando a parte de baixo do queixo de Adrien – Ei!
— Hora de treinar. – se afastou e jogou o bastão de volta pra ele.
— Podia ter avisado. – Adrien esfregou o queixo.
— Desculpa. Vou recompensar você mais tarde, prometo. – ele sorriu.
— Bom saber. – guardou o bastão, avançando em Marinette.
Os dois iniciaram uma rápida luta corpo a corpo, não muito diferente de como lutavam quando eram Lady Paon e Bumblebee – só que dessa vez era apenas um treinamento.
— Pronta pra ir para as ruas? – Adrien questionou, encurralado a amada na parede. Marinette sorriu e chutou a perna dele, fazendo-o cair.
— Eu estou sempre pronta. – estendeu a mão e o ajudou a levantar. – Duusu, Pollen. – chamou e os kwamis surgiram – Vamos dar uma saída. Fiquem aqui e já voltamos.
— Certo. – Marinette abraçou Duusu, enquanto Adrien fazia um carinho na cabeça de Pollen, que sorriu com o ato.
— Vamos... Hã... Como era o nome?
— Chat Noir. – Adrien lembrou – Quer saber, eu vou ser só o Chat. Sem o Noir.
— Por quê?
— Porque sim. – deu de ombros.
— Tá que seja. Eu vou ser a Ladybug mesmo. – não tinha criatividade para inventar um nome, então resolver adotar o mesmo da sua versão de outra Terra. Que também não era tão criativo assim.
Marinette e Adrien saíram pela janela do terceiro andar, subiram no telhado da casa e ficaram parados olhando para a cidade.
— Agora você joga o seu ioiô. – o garoto sussurrou, enquanto Marinette encarava o objeto.
— Eu sei, só que... Acha que a minha mãe foi portadora do Miraculous da Ladybug? A Tikki conhecia ela. – o loiro segurou as mãos dela.
— Talvez, quem sabe. Você pode perguntar pra Tikki.
— Ela disse que os kwamis são instruídos a não falarem do passado e eu tenho um pouco de receio de perguntar. – ela respirou fundo – Ok, depois a gente fala disso. Agora... – virou de frente para a cidade. – Como eu faço isso?
— Só joga em alguma coisa.
— Você fala como se fosse fácil. – Adrien riu e girou o bastão em sua mão.
— E é. Quer ver? – sorriu convencido e correu, se jogando dali de cima.
— Chat! – a garota correu até o parapeito e viu Adrien passar por ela, pendurado no bastão esticado. Em seguida, o loiro saltou para cima do prédio à frente.
— Viu? Super fácil! – gritou.
— Não é não! E você me assustou! – suspirou, fazendo Adrien rir.
— Vem logo!
— Tá! – Marinette se preparou e lançou o ioiô. – Acho que prendeu em alguma coisa! – comemorou dando um puxão antes de ser puxada de volta e sair voando – AH! – gritou enquanto voava.
— My lady! – o loiro saiu correndo e saltando por cima dos prédios, tentando acompanhá-la. No entanto, era mais difícil sem o seu pião usual. Não estava acostumado com o bastão.
Marinette se assustou pensando que bateria de frente com um prédio, quando alguém a segura. Mas não era Adrien.
— Essa é uma situação inusitada. – Luka disse assim que pousou no telhado à frente. Não imaginava que um dia estaria salvando aquela que era a sua inimiga.
— Obrigada. – a azulada riu e desceu do colo dele.
— Não há de quê.
— Ah, você tá bem. Graças a Deus! – Adrien abraçou a namorada. – Eu tentei te alcançar, mas usar esse bastão não é tão fácil quanto eu esperava. E valeu Viper.
— Wow! Adorei o novo traje. – fez um toque com o amigo.
— Cheguei. – Tortue pousou ao lado deles – O que você tá usando? – olhou de cara para Adrien.
— Eu sei, é meio diferente do que eu estou acostumado e...
— Isso funciona? – o moreno tocou na orelha de gato e Chat bateu na mão dele, a afastando.
— Não se chega tocando na orelha de um gato assim. – fez careta. – Enfim, agora somos Ladybug e Chat temporariamente. Vamos para a nossa primeira missão heroica. Preparada? – Marinette deu um passo à frente e assentiu.
— É claro.
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