Notas iniciais
Boa Leitura!!!

Marinette passou horas refletindo sobre a oferta tentadora de Adrien do futuro. Era uma extrema vantagem saber o que aconteceria e como impedir o suposto ocorrido. Porém, as consequências eram muito grandes.

— Acredita que tem uma Terra aonde o Nino é o Chat Noir? – Adrien indagou de maneira divertida, ao ler a mensagem do melhor amigo, que havia ido com a equipe verificar a fenda, enquanto eles conversavam com os três heróis do futuro. – Tem também a Alix com o Miraculous do coelho, mas com outro nome.

— Interessante! – suspirou, fazendo Adrien a fitar. Só agora percebeu que ela refletia.

— Você está pensando na proposta dele, não é? Quero dizer, na minha proposta. – deu de ombros e a azulada assentiu. – Confesso que é tentadora, ainda mais pra você que ficou babando por mim. – Marinette jogou uma almofada nele.

— O que você acha, Tikki?

— Eu acho que você sabe a resposta. – a kwami a encarou. – Mexer com o tempo é perigoso, Marinette.

— É, eu sei. Mas... Da última vez, a gente só venceu porque a Bunnix voltou no tempo.

— Sim, mas nós não sabíamos as nossas identidades, a descoberta do Hawk Moth me abalou um monte, e acredito que à você também. – Adrien se aproximou dela – Nós não estávamos cem por cento lá na batalha.

— Você tem razão.

— Eu sempre tenho. – Marinette revirou os olhos – Estou brincando, princess. – beijou a bochecha dela e segurou levemente os ombros da amada – O que eu quero dizer, é que se você não quiser me escutar, o Adrien do futuro no caso, tudo bem. Eu particularmente acho que estamos preparados o suficiente para o que der e vier.

— Se você acha isso agora e, futuramente, mudou de ideia o suficiente para vir me alertar, não acha que realmente seja sério? – o loiro parou para refletir. De certa forma era um ponto de vista a ser considerado.

— É, mas se fosse mesmo sério, por que você não concordou em vir?

— Ok, agora estamos discordando das nossas versões futuras. – eles riram. Adrien então a abraçou e passou a encarar a vista da janela, ao seu lado.

— Não posso decidir nada por você, my lady. Mas eu sei que no final, você vai tomar a decisão certa. – Marinette encarou o namorado com um sorriso e inclinou-se para conseguir beijá-lo.

— Espero que você tenha razão.

— Eu disse que eu sempre tenho. – ela riu e escorou a cabeça no peito dele, respirando fundo e fechando os olhos. Aproveitando o calor dos braços daquele que amava.

***

Marinette deu algumas batidas na porta do quarto de Luka e não demorou muito para que ele a abrisse.

— Oi.

— Oi. – o garoto abraçou a amiga e deu passagem para que ela entrasse – Aconteceu alguma coisa? – Marinette negou.

— Não, mas eu queria falar com você sobre dois assuntos. Você é um dos meus melhores amigos e também é bem imparcial, queria saber a sua opinião sobre... Você sabe.

— Eu, Adrien e Alix termos voltado?

— Sim. – Luka sentou na cama e Marinette sentou ao lado dele – Eu falei com o Adrien e estranhamente ele foi contrário ao saber o que vai acontecer. – ela riu – E isso me deixou em dúvida, porque a opinião dele conta muito para o meu julgamento. – virou na de frente para o de cabelos azuis – A sua também. Então eu queria saber o que acha.

— Olha... Se eu concordei em vir, acho que deve ser algo importante. Mas por outro lado, você não concordou com isso.

— É o que eu e Adrien estávamos discutindo.

— Na minha opinião, se eu fosse o líder da equipe, eu tentaria saber um pouco, mas não muito. – Marinette o encarou, completamente atenta – Assim você fica preparada, mas não trapaceia. – deu de ombros – Essa é a minha opinião.

— Entendi. Obrigada. – sorriu sincera – Agora sobre o outro assunto. – levantou, ficando de costas para ele e tentando achar as palavras certas – O quanto você gosta de mim? Quero dizer, da Marinette da Terra-17? – a pergunta pegou ele de surpresa.

— Hã... Eu... Muito? – saiu em tom de dúvida – Acho que muito. – consertou rapidamente – Mas por que a pergunta? Não é como se eu pudesse fazer algo à respeito. – suspirou derrotado. Marinette sentou ao seu lado novamente.

— É que eu estava pensando, se você quisesse visitar ela com mais frequência, a pulseira nova que a Lady Noire me deu, tem a tecnologia para abrir fendas. – explicou calmamente – Se você quiser, eu posso levar você lá algumas vezes. Ou te emprestar ela. – Luka sorriu e a azulada pôde notar que seus olhos pareciam cheios de esperança. – Isso, é claro, se você quiser.

— Isso... Seria incrível, Marinette. De verdade.

— Mesmo?

— Sim, claro. – a abraçou apertado, fazendo com que ela sorrisse. – Obrigado.

— Eu que agradeço por estar ao meu lado sempre que precisei.

— E eu sempre vou estar. – Marinette depositou um beijo na bochecha de Luka e o abraçou novamente.

***

Já era tarde da noite, quando Ladybug pousou no mesmo prédio que tinha conversado com os heróis do futuro mais cedo.

— Eu já disse, ela não vem e... – Viperion foi interrompido por um pigarro da joaninha. Os três viraram na direção dela e Chat Noir sorriu automaticamente.

— Fico feliz que tenha tomado a decisão certa. – ela balançou a cabeça levemente para os lados e o sorriso dele foi sumindo aos poucos – Está aqui por que escolheu saber, não é?

— Mais ou menos. Será que podemos conversar... A sós. – Chat Noir olhou para Viperion e Bunnix, que assentiram e se afastaram. Ladybug então caminhou até ele e se escorou no parapeito, encarando a vista da cidade. – Eu ainda não decidi se quero saber.

— Então você veio porque...

— Porque quero que me convença. – o loiro virou na direção da cidade, parando ao lado dela. – Sem entrar em detalhes. De qualquer forma, você já mudou o passado, então...

— Entendi. Quer dizer que de qualquer forma vou apanhar de você quando chegar em casa. – deu de ombros, fazendo ela rir.

— É muito estranho conversar com a versão mais velha do meu namorado.

— E futuro marido. – Marinette olhou para o loiro, não sabendo se ele falava sério ou não. – Ah, droga! Você vai me matar por eu ter contado isso também, não é? – então era mesmo sério.

— Acho que é melhor você parar de falar. – ele sorriu. – Vamos focar no assunto.

— Certo. Então eu preciso te convencer? – Marinette assentiu – Vai ser difícil, porque você é teimosa.

— Eu sou alguns anos mais nova, mas posso tranquilamente te jogar daqui de cima. – Adrien levantou as mãos em sinal de rendição.

— Não está mais aqui quem falou. – riram – Enfim, o grande motivo pra eu ter vindo é que aconteceram muitas coisas nesses nove anos. Nós conseguimos contornar de alguma maneira, mas vai chegar um ponto que... Sabe, não vai dar mais.

— Ninguém morre, não é? Sei que já perguntei isso, mas quero reforçar.

— Não, ninguém morre. Só que as coisas vão ficar muito caóticas. – Marinette fitou Adrien, buscando qualquer tipo de indício em sua expressão, porém era impossível decifra-la. – E eu não sei até quando vamos aguentar, por isso precisamos acabar com isso logo.

— E se eu esperasse mais alguns anos pra saber? Faria diferença? Por que você escolheu esse ponto exato pra voltar? – o loiro parou e organizou as palavras na sua mente antes de falar. Não podia revelar muitos detalhes, ao menos até o momento.

— Daqui a alguns dias, vai acontecer algo. E eu precisava te alertar antes que isso aconteça. – a heroína franziu o cenho – Você não vai entender agora, mas caso deseje seguir a sua vida e não saber o que tenho pra te contar, você vai entender sobre o que eu estou falando.

— Entendi, mas qual é o seu objetivo? O que eu poderia fazer pra impedir o que quer que vá acontecer daqui a nove anos? – Adrien notou que aos poucos ela estava cedendo e imaginou que, em breve, Marinette iria querer saber de tudo.

— O meu objetivo principal é fechar as fendas.

— Daqui a nove anos elas ainda não fecharam? – questionou sem acreditar e o loiro assentiu. – Nossa!

— Pois é. Eu e mais alguns amigos nossos estamos estudando inúmeras possibilidades há anos, mas nunca chegamos em nada. – ela escutava com atenção – A única coisa que descobrimos é que existem pontos-chave na linha do tempo.

— Pontos-chave?

— Sim. Por exemplo, eu ter vindo aqui já foi uma interferência. Só que como foi pequena, muitas coisas vão continuar do mesmo jeito e as fendas vão continuar abertas. Mexendo com o tempo, se mexe com o espaço. – explicou calmamente e de maneira resumida. Tudo bem que um pequeno feito, poderia resultar em algo enorme. Contudo, não imaginava que fosse o caso – E é claro, também é assim porque aqui não é um ponto-chave. Pelo menos, não do tipo que a gente precisa.

— Tá, mas o que é isso, afinal? – indagou direta. Estava curiosa.

— São momentos exatos na linha do tempo do nosso passado antes das fendas, que se modificados, mesmo que minimamente, podem fechar os portais para o multiverso de vez. – Marinette piscou, assimilando as informações. – Eu e a equipe que está estudando comigo, descobrimos alguns desses pontos-chave. Mas você descartou a ideia logo de cara.

— Por motivos óbvios.

— E eu confesso que não achei uma boa de primeira. Mas com o passar do tempo...

— E quais são esses pontos-chave? – Chat Noir abriu o bolso do traje, puxou um papel dobrado e entregou na mão de Ladybug.

— Nesse papel estão os momentos que se você voltar, vai conseguir dar um fim nessas fendas. Se quiser, olhe. Se não quiser, pode colocar fora e fingir que nunca conversamos sobre isso. – deu de ombros – Mas escute o que eu digo, se você visse o futuro de onde eu venho, iria querer fechar essas fendas assim que tivesse a oportunidade.

Notas finais
AAAAAAAAAAAAA MEU DEUS!!! A fanfic vai ser finalizada essa semana ainda e também teremos mais um capítulo de To All The Boys I've Loved Before logo, logo. Sobre o especial das outras Terras, houve uma pequena mudança de planos e eu irei explicar no último capítulo de Miraculous: Secret Wars II. Guardem dia 06/10 no calendário, que é o dia do meu aniversário e eu lançarei algo legal pra vocês ^^ Muito obrigada por terem lido, nos vemos no próximo capítulo! Espero que tenham gostado ♥ xoxo