Miraculous Ladybug: O Passado Obscuro de Marinette
24 Capítulo 24
Notas iniciais
“- Como assim irmos embora?!
— Paris não é mais um lugar seguro! – fala o homem – Precisamos sair daqui, ainda hoje!
— Mas... minha família, eu não posso deixá-los! Eu não quero ir embora de Paris!
— Sinto muito.... mas não tem outro jeito.
— T-Tem que haver um outro jeito! Sempre tem! – disse a mesma – F....
— Desculpe se estou atrapalhando, mas quero falar com você irmão.
— Amélie... se for o que estou pensando, já está decidido! Nós vamos embora de Paris, hoje à noite! Que você queira ou não!
...
— Corre! Rápido! – fala o homem carregando a criança em seu colo enquanto a sua esposa segurava a sua mão.
— Papai, o que está acontecendo? – pergunta a menina que olhava para trás, vendo algo seguindo os mesmos.
— Vamos, rápido! – eles continuaram correndo.
...
— Me soltem! Quero os meus pais! – disse a garota querendo sair daquele lugar.
— Você nunca irá vê-los! NUNCA!
— É MENTIRA!!! EU VOU VÊ-LOS SIM! ELES VÃO ME BUSCA!
A mulher riu.
— Pobrezinha... acha que seus pais estão vivos, esqueceu o que aconteceu com sua mãe?
A pequena arregalou os olhos, que começaram lagrimar.
...
Marinette abriu os olhos, assustada e com a respiração irregulada. Seus olhos ardiam enquanto a mesma tentava controlar os soluços para não chamar atenção de ninguém. Ela pegou o celular, era 3:00 da manhã e percebeu que tinha uma mensagem, abriu e leu.
“Cadê você?! Estamos te esperando no mesmo local de sempre! Venha logo!
Nathanël ”
Assim que leu a mensagem, a mesma se levantou com cuidado para não acorda um certo loiro. Sim, o jovem Agreste tinha ido visitar a sua azulada e acabou dormindo ao seu lado. Mari foi ao banheiro, levando as suas roupas, trocou e saiu de casa.
A mestiça olhou para céu enquanto pulava de prédio em prédio. Paris estava nevando e faltava pouco para acabar o inverno e chegar a primavera. E a mesma estava ansiosa por isso, pois sempre gostou desta época.
Flash Black On.
Uma rota floral se concentrava em lugares famosos que lhe permitem sentir a beleza da primavera em Tóquio. Com sua deslumbrante floração das cerejeiras, com o seu cor-de-rosa característico que enchiam a vista de qualquer um.
Como por exemplo, a garotinha de cabelos azulados que observava, maravilhada, as pétalas das flores de cerejeiras caírem delicadamente no chão. Ela estava encantada como essa estação do ano era incrível, uma flor chamou atenção da pequena que abriu as suas pequenas e delicadas mãos para tentar pega-la antes que caíssem no chão.
Seu pai a observava com um sorriso discreto enquanto a pequena corria na sua direção com as mãos fechadas e juntas.
— Papai, olha! Ela não é bonita? – disse ela ao mostra a flor em suas mãos.
— Oh, é sim princesa – ele pega a flor de sua mão e coloca no canto da orelha de sua filha – Ela muito linda assim como você, meu amor.
A garotinha sorriu enquanto as suas bochechas ganhavam cor.
Flash Black Of.
Marinette chega no local e percebe que não tinha ninguém. A jovem estranhou, porém, deu de ombros e resolve caçar sozinha. Ela pula do prédio, dá cambalhota e para em pé no chão. Caminha calmamente pelas ruas de Paris, pois a cidade estava tranquila e silenciosa. Ela continuou caminhando até para em frente de uma residência que era o bar. Entrou no local sendo recebida por vários olhares, tantos homens quantos mulheres.
Se aproximou do balcão e o barman sorriu malicioso ao ver a jovem azulada.
— Achei que você estaria ocupada hoje, já que você e seus amigos estão de “serviço” – fala ele fazendo aspas com as mãos.
— Ainda estou de “serviço”, só estou procurando umas boas...opções – disse a mesma dando uma olhada para pessoas no local.
— Hum...entendi, então, sugiro aquele cara – indicou com a cabeça para um rapaz loiro alto, bronzeado que estava tomando cerveja enquanto lia um livro.
— Por que uma pessoa estaria lendo em um local como esse? – perguntou e o barman deu de ombros – Bom, pelo menos ele é uma boa opção. Veja-me aquela bebida especial.
O barman deu um sorriso maléfico.
— Com prazer, Evil Angel...
Algumas horas depois, Marinette estava secando os cabelos com secador após de tomar banho. Ela estava em um quarto de hotel, um quarto meio simples. A mesma sai do banheiro enrolada na toalha e caminha na direção da cama, onde as suas roupas se encontravam limpas e junto com elas estava o homem loiro, com os olhos abertos e nu. Lençóis brancos manchados de sangue e alguns pedaços de pele e órgãos espalhados na mesma.
A jovem termina de vestir e aproxima-se do homem morto, chega perto da orelha e fala.
— Obrigada pela noite – sussurrou e beijou sua cabeça antes de ir embora pela janela.
...
Adrien ainda dormia na casa da azulada, em sua cama, o mesmo estica o seu braço pela cama e percebe que a mestiça não estava ao seu lado.
— Mari...? – perguntou ao abrir totalmente os olhos.
Ele se levanta, seus olhos esmeraldinos rodeavam pelo quarto à procura dela. Sai da cama, ainda sonolento, caminha pelo quarto indo em direção ao banheiro.
Nesse momento, a Marinette estava em um beco, perto de sua casa. Ela trocava de roupa e vigiava ao mesmo tempo, azulada termina de vesti e rapidamente sobe para o terraço. Assim que chegar no terraço, vê o loiro indo ao banheiro e deu um sorriso de canto, pois viu uma certa oportunidade. Entrou cautelosamente pelo quarto enquanto o observava.
Adrien estava saindo do banheiro, quando é surpreendido pela mestiça que tinha dado um susto no mesmo.
— MARINETTE!!! – a menina começou a rir.
— Você...tinha que...ter visto...a sua...cara – fala ela a cada risada que dava.
— Não tem graça! – ele resmunga e faz beicinho, o que deixou a Marinette com vontade de mordê-lo, porém, conteve-se.
— Sinto muito, mas tem sim... – riu ela – Agora dá licença, preciso me trocar para ir à escola!
— Mas já?! Não, eu quero ficar com você – diz o mesmo abraçando-a – Afinal, onde você estava? Eu acordei e não te vi ao meu lado.
— Estava na varanda.
— Tem certeza, pois não te vi lá.
Adrien separou-se do abraço e a encarou, desconfiado.
— Er...tá bem, tá bem – ela afastou-se do mesmo, ficando de costas – Eu não estava em casa, e sim andando pela cidade, pois, tive pesadelo.
O louro aproximou-se da mestiça e abraçou. Marinette encostou-se a cabeça no peito dele enquanto o mesmo apoiava a sua em seu ombro.
— Por que você não me chamou? – perguntou ele, sussurrando.
— Não queria te incomoda – fala ela no mesmo tom – Você precisa ir, antes que alguém aparece lá no seu quarto.
Adrien suspirou. Ele não queria ir, no entanto, não tinha outra escolha.
— Tudo bem... – disse dando um sorriso triste.
— A gente se ver na escola, ok?
— Você não pode ir ao colégio, tem que ficar descansando.
— Eu já estou bem, Chaton. Não precisa se preocupar.
— Sempre vou me preocupar com você, pois eu te amo.
Adrien começa a beijar o pescoço da mesma, que suspirava a cada toque dos seus lábios na pele. Ele move uma de suas mãos que estavam na cintura dela para dentro da blusa, onde o mesmo começou acaricia-la, fazendo a azulada sentir um arrepio.
— A-Adrien...mmm...
O jovem Agreste deu um sorriso enquanto continuava os beijos no pescoço e no ombro. Ele continuaria, se não fosse pela mãe de Mari a chamando.
— Marinette! Filha, acorda! – disse Sabine no andar de baixo.
— Já acordei, mãe! – ela olha para o Adrien – Nos vermos na escola, tá bom?
— Tudo bem, até my princess! – ele beija a sua testa.
— Até gatinho! – ela sorrir.
— Plagg? Plagg, vamos temos que ir!
O pequeno gato preto acorda ao ouvir o seu portador lhe chamar.
— Mas já?! Eu ainda quero dormir, garoto! – ele aconchegasse no travesseiro e voltando a fechar os olhos – E estou com fome também.
— Vamos logo, Plagg! Deixar te ser preguiçoso! – reclama, mas o mesmo ignora – Plagg, mostrar as garras!!!
O kwami abriu os olhos rapidamente.
— Nãããããooooooo!!!!! – ele foi sugado para o anel e Adrien se transformar em Chat Noir.
— Te vejo daqui a pouco, My Lady! – deu um selinho nela e sai pela janela, usando o bastão.
Marinette o observa antes de ir “tomar café”.
Pouco tempo depois, a azulada já estava na escola e encontra os seus amigos. Vai até eles e cumprimenta-os.
— Bom dia, gente!
— Bom dia, Mari! – responderam os meninos, exceto Alya e a mesma percebeu.
— Alya... Alya... ALYA!!! – grita.
— Ah, Mari... bom dia – a morena fala, sem olhar para cara da amiga, o que deixou a mesma um pouco irritada.
Alya estava ocupada, mexendo no celular. A mestiça aproximou-se da amiga e pega o celular da mesma, fazendo a assustar-se.
— MARINETTE!!! – grita a morena correndo atrás da outra – ME DÁ O MEU CELULAR!!!
— Tenta me pegar primeiro! – diz ela ainda correndo.
— MARINETTE!
Os meninos estavam observando e rindo da brincadeira da azulada.
— Cara, o que deu na Marinette hoje? – pergunta Adrien enquanto ria.
— Nem sei, ela é estranha...no sentido bom.
— É... a Marinette é totalmente estranha – murmurou o louro.
Logo o sinal bate, todos os alunos vão para salas. Marinette já tinha devolvido o celular para amiga, que quase bate nela, os meninos tinham ido na frente. Ela entra na sala junto com a Alya, as duas sentam em seus lugares e Chloe levanta-se da cadeira, indo para frente e chama atenção dos colegas.
— VOCÊS! Escutem aqui, tenho um comunicado a fazer e quero que todos prestem atenção! Não vou repetir! – disse a mesma enquanto todos a olham.
— O que será que pode ser? – pergunta Mari para Alya, que deu de ombros.
...
Enquanto isso, na Mansão dos Agrestes, Gabriel conversava com um dos funcionários de sua empresa pelo celular.
— Quero isso tudo pronto amanhã, entendeu? Amanhã irei para empresa e não quero nada atrasado! – ele desliga o celular e olha para o quadro de sua esposa – Como sinto sua falta, querida.
Ele toca no quadro antes de afasta-lo da parede e abrir o cofre. Livros e outras coisas que possuíam naquele local. Gabriel olha para cada objeto até o seu olhar para numa pequena caixa, ele sabia o que tinha dentro dela. O mesmo pegou a caixa e abriu, ficou encarando o objeto e muitas lembranças vieram em sua mente. Fechou a caixa e colocou de volta no cofre, depois alguém bate na porta.
— Entre!
— Com licença, senhor Agreste – Nathalie entra no escritório – Alguém o deseja vê-lo.
— Quem? – perguntou. Um homem alto, cabelos castanhos e olhos azuis entra no escritório de Gabriel – Você?! – o mesmo sorrir.

— Como vai Gabriel?
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