Miraculous Ladybug: O Passado Obscuro de Marinette
25 Capítulo 25
Era uma bela manhã em Paris, cidadãos ocupados com seus afazeres, crianças e jovens indo para escolas. Tudo parecia estar correndo bem nesse dia, certo??
Errado.
No hotel, Citadines Les Halles Paris, a camareira passava de quarto em quarto para fazer limpeza. Ela aparentava ter uns 29 pros 30 anos de idade. Terminando de limpar o quarto foi para o outro, até chegar naquele.
— Serviço de quarto! – bateu na porta e perceber que a mesma está aberta – Olá? Tem alguém aqui? Não?
Ninguém respondeu. A mulher deu de ombros e entrou no quarto com seus materiais de limpeza. Olhou ao redor e deu um suspiro, a bagunça era enorme e ainda mais com odor que exalava pelo local. Logo começou a limpar, pegando algumas roupas no chão e caminha em direção ao outro cômodo.
Assim que entrou, deu um grito. Um homem. O mesmo homem que a nossa protagonista matou. Teorizada, a mulher saiu correndo indo para gerência. Que pouco depois, foram verificar e imediatamente chamaram a polícia.
...
Na escola, era a hora do intervalo. Todos, os alunos, estavam no refeitório (conversando, mexendo nos celulares, apostando uns aos outros e etc.), Marinette encarava o convite que a filha do prefeito entregou para sua turma sobre a festa. A menina se perguntava sobre isso enquanto esperava os seus amigos, sentada em um banco, voltarem com seus lanches.
Deixando o convite de lado, a azulada abre o seu caderno de desenho. Mas antes, ela resolve da uma olhada em sua pequena amiga. Tikki dormia, tranquilamente, na bolsinha com seu querido cookie, agarrado.
Marinette sorriu para essa cena, que por sinal é muito fofo. Logo um aroma, muito familiar, invadi o seu nariz e a faz morde de leve os lábios rosados.
— Marinette! – ela olhou e viu o jovem Agreste, sentando ao seu lado – Desculpe a demora...
— Tudo bem – disse voltando para o caderno, começando a desenhar – Cadê o casal Alyno?
— Eles estavam na fila comigo, mas deve um momento em que eles resolveram fazer outra coisa – ele deu de ombros.
A mestiça assentiu ainda concentrada em seu desenho. Adrien ficou a observando e a mesma sentia o olhar do loiro em si.
Automaticamente, a mão do jovem Agreste pousa no cabelo azulado e acaricia. Fazendo isso, a menina sorri de leve e tem uma sensação muita boa sobre esse carinho. Um carinho que a mesma sentia falta, que fazia ela lembra-se do afeto carinhoso de seus pais biológicos.
Pais...
A garota começou a ficar pensativa. Quem eram os seus pais? Como eram? O que realmente aconteceu naquele momento? Será que ela é culpada? Balançou a cabeça, frustrada. O sinal toca e todos vão para sala.
As horas se passando, professores passando os assuntos, alunos quase caindo no sono até que finalmente chega a hora de ir embora. A mestiça pega sua bolsa, sem pressa, sai da sala junto com os amigos e despede-se dos mesmos. Exceto a Alya que ia para casa da azulada.
....
Sabine estava tomando café, dando uma pausa no serviço. Sentada no sofá, a senhora Cheng segurava a xícara enquanto mudava para algum canal qualquer em sua TV. Um noticiário chama sua atenção. A mesma assistia e a cada imagem que passava pela tela, a chinesa arregalava os olhos e sua mão tremia.
— Mãe... cheguei! – disse Marientte, entrando na casa junto com Alya.
A chinesa deu um pulo, olhou para meninas com a mão no peito, completamente assustada.
— Meninas...
— Senhora Cheng está tudo bem? – pergunta Alya.
Aos poucos, a mulher se acalmava.
— Tô bem, vocês me assustaram...
— Desculpe, mãe – a menina abraçou-a – Mas, por que a senhora se assustou?
Novamente a mulher olhou para TV e as meninas acompanham o olhar. Ambas arregalam os olhos, principalmente a Marinette. Ela prestava atenção em cada palavra da repórter e ao mesmo tempo nas imagens.
— De acordo com os funcionários do hotel, o jovem veio acompanhado de uma moça desconhecida. Eles fizeram a reserva e foram para o quarto. Ninguém sabe o que aconteceu, mas tudo indica que isso posar a ter ligação com o desparecimento das pessoas— disse a repórter.
— Que horror! Como pode isso?! Que tipo de pessoa faz algo tão... nem tenho palavras pra isso – fala Sabine triste.
— Pessoa? Tá mais para um monstro, isso sim! – diz Alya enquanto limpava os ósculos.
— É... um monstro – sussurrou a azulada, ainda abraçada com a mãe e sem tirar o olhar do televisor.
....
Adrien assistia a reportagem em seu carro, com muita atenção. Seu kwami, que estava escondido em sua jaqueta, também prestava atenção. O jovem Agreste via algumas imagens que a repórter conseguiu do local. Lençol manchado de sangue, pedaços que pareciam ser de carne ou de algum órgão. O louro fez careta com tudo isso.
— Segundo a perícia, as marcas no corpo do rapaz são feitas de mordidas e aranhões! E parece que são mordidas de humanos, mas não temos certeza – fala Nadja após da reportagem.
— Isso é loucura! Será que isso tem a ver com as pessoas desaparecidas?! – perguntou para si enquanto o carro chegava à mansão.
Assim que chega, o louro abre a porta de casa e surpreende-se ao olhar, no topo da escada, ninguém mais nem menos que...
— Tio?
O homem de cabelos castanhos e olhos azuis encarou o menino, sorrindo.
— Adrien?! Que maravilha! – ele aproximou-se do sobrinho e o abraça – Há quanto tempo?! Você está um rapaz!
— Mas, por que o senhor está aqui?
— Bem, eu vim conversar com seu pai. Sabe... coisas de empresários – disse o tio, revirando os olhos, ainda sorrindo – Então, como você está? Seu pai ainda continua pegando no seu pé?
Adrien suspirou.
— Ahn...
— Ainda estar aqui?! Vá embora! – Gabriel interrompe a conversar – O que está esperando? Anda, sai de minha casa!
— Pai! – o menino fica surpreso. Mesmo sabendo o jeito do seu pai, continua se surpreendendo.
— Gabriel, Gabriel... não precisa disso tudo, por favor acalma-se – pede o homem, calmamente e ainda mantendo o sorriso.
— Não me venha pede calma! Saia da minha casa! Você não é bem-vindo aqui! FORA!!!
Gabriel encarava o homem com muita fúria, enquanto Adrien estava assustado com a cena. O de cabelo castanho fechou os olhos, suspirou pesadamente e então disse:
— Tudo bem, vou fazer o que pede – ele se afasta, mas antes – Só que... não esqueça da nossa conversa, senhor Agreste. Espero que tenha feito a escolha certa.
O senhor Agreste mantinha a expressão enquanto o mesmo se despede do sobrinho.
— Pai, o que foi tudo isso?! – pergunta o jovem ao ver seu tio saindo – Por que você gritou com ele?! E que conversa é essa?! Pai!
— Vai para o seu quarto Adrien – fala senhor Agreste com a expressão normal, que é sem humor.
— Mas... – ele é interrompido.
— Vai! Preciso voltar ao trabalho, tenho muita coisa para fazer!
O jovem vai, rapidamente, para o quarto. Gabriel volta para escritório, entra e senta na cadeira, pensando no que aconteceu nesse dia e na sua decisão. Será que foi a decisão certa?
Ele balançou a cabeça e olhou para quadro da sua esposa.
— Não, eu fiz a escolha certa. Não vou cometer o mesmo erro... duas vezes.
...
Irritado, o louro entra no quarto e joga a sua bolsa em qualquer lugar. Plagg sai do casaco do mesmo, tentando acalma-lo.
— Adrien, por favor, acalma-se.
— Por quê? O que aconteceu? Não estou entendendo, Plagg – o menino senta na cadeira – Sei que meu pai não é uma pessoa gentil e tal, mas precisava daquilo tudo?!
— Garoto, eu não sei o que dizer...
— E que papo foi aquele sobre a tal conversa?! Estou cansado! Cansado desses segredos! – disse bagunçando os cabelos – Primeiro: Marinette...
— O que tem a Marinette? – interrompe Plagg.
— Sinto que a mesma esconde algo, uma coisa que com certeza a Alya não sabe – fala ele com a mão no queixo, pensando – E também tinham uns caras que estavam a perseguindo naquela noite. Sei que ela guarda algum segredo e isso me deixa triste, pois, eu confio muito nela – Adrien olha para o seu kwami, totalmente triste – Mas, será que a Marinette confia em mim?
Plagg não disse nada, apenas ficou calado e observou o menino.
*De Noite...*
Alya já tinha indo para casa. Tom e Sabine estavam limpando a padaria, que já estava fechada. Marinette estava saindo do banheiro, de toalha, enxugando o cabelo. Tikki comia seus cookies, tranquilamente, enquanto assistia alguma coisa passando no computador.
Marinette pega a sua roupa e veste, em seguida, pega o celular e ver as horas. Ela solta um suspiro e olha para sua pequena amiga.
— Tikki, precisamos ir! – a kwami assentiu – Tikki, transformar!!
Depois de transformar, Ladybug vai até a torre e encontra o seu parceiro. Chat Noir.
— Oi, gatinho! – ele olhou para mesma.
— My lady! – levantou-se, aproximou da mestiça e a cumprimentou – Como você está?
— Bem... e você?
— Mais ou menos, o dia de hoje foi meio difícil... – diz Chat, lembrando-se da conversa do seu pai com seu tio – Você viu a reportagem?
A mestiça arregalou os olhos e assentiu.
— Precisamos acabar com isso.
— Como assim? – pergunta a joaninha.
— Não podemos deixar isso acontecer. Temos que acabar com isso e logo!
— Melhor não... – ela se afasta e Chat ficou confuso.
— Por quê?
— Er... porque... porque isso não é nosso trabalho.
Adrien olhou para sua parceira, totalmente confuso.
— Mas?
— Preciso ir, até Chat Noir! – ela lança o ioiô e vai embora.
— Espera! My lady... – ele deu suspiro pesado – Chega!!! Para mim já chega! Estou cansado!
Chat Noir vai para casa e quando chega, desfaz a transformação. Plagg olha para o Adrien, que tinha uma feição irritada.
— Adrien...
— Vou descobrir...
Plagg ficou confuso.
— Descobrir, o que?
— Vou descobrir o que está acontecendo? Vou descobrir tudo e ninguém vai me impede! – Adrien fechou o punho, determinado.
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