Miraculous: Civil War III
13 Slow Down
Notas iniciais
— Um passarinho me contou que temos um casamento à caminho. – Mestre Fu disse com um semblante divertido – É verdade? – Marinette sorriu envergonhada.
— Sim é. Inclusive, era exatamente sobre isso que eu vim falar com o senhor. – Fu fez um sinal com as mãos, para que ela prosseguisse com a fala – Nós queríamos nos casar aqui, pois... Não queríamos esperar, estamos num momento tão perfeito! – disse, tentando não revelar o verdadeiro motivo, mas o que falava de fato não era mentira – E depois faremos outro em Paris com nossos familiares. O senhor acha que é possível?
— É claro, Marinette. O vilarejo adora celebrar.
— Na verdade, seria uma cerimônia pequena mesmo. Não precisa ser algo grande.
— Claro que precisa! Vocês foram os portadores dos Miraculous mais importantes e agora estão casando, é uma ótima comemoração para todos! – falou entusiasmado – A não ser que você insista que não precise. Vou entender.
— Não, tudo bem. Eu só imaginei que trouxesse trabalho para vocês.
— Como eu disse, o povo daqui adora celebrar. Não se preocupe com isso! Só preciso de um tempo para acertar os detalhes.
— É, eu sei que não é o melhor momento, por causa da guerra. Mas...
— Eu entendo, não precisa se explicar. Não devemos parar de viver por causa da guerra. É exatamente o oposto disso. – a azulada sorriu para Fu – O casamento vai acontecer. Precisamos de uma alegria no meio desse caos todo!
***
— Basicamente, o Andy mencionou que nós temos o direito de um lugar no Conselho, pois fomos portadores dos Miraculous. – Marinette explicou para a equipe – E eu acho que podemos tirar proveito di...
— Com licença! – Chloé ergueu a mão, chamando a atenção do grupo para si.
— Sim?
— Eu sei que o que você está falando é de extrema importância para nós e eu realmente quero ouvir sobre. Mas, tenho que lembrar que vocês – apontou para Marinette e Adrien –, estão prestes a se casar. Então, eu imagino que a gente tenha uma grande tarefa, que é organizar o casamento.
— Não precisam se preocupar com isso, vai ser uma cerimônia pequena. – disse Adrien. – O casamento de verdade vai ser em Paris.
— Mas vocês não disseram que todo o vilarejo vai participar? – Alya questionou.
— Sim.
— Então! Precisamos planejar o quanto antes!
— E depois voltaremos o quanto antes aos nossos planos. – a loira falou empolgada – Acho que todos aqui estão focados o suficiente para ajudar no casamento e depois retomar as discussões exatamente de onde paramos.
— É.
— Eu acho que sim.
— Concordo.
— Se todos acham isso, o que podemos fazer? – Marinette deu de ombros.
— Ótimo! – a Bourgeois deu um pulinho animada, logo ela, Lila e Alya foram para a volta de Marinette. – Vamos planejar tudo o quanto antes, então você vem com a gente.
— Mas e quanto a nós? – Nino questionou.
— Vocês e Ali vão cuidar do Adrien e nos ajudar nas decorações depois.
— Cuidar de mim?
— É, tipo isso.
— Ok. – o moreno deu ombros enquanto as quatro garotas saíam da biblioteca animada – Vocês querem jogar pôquer ou algo assim? – Adrien encarou o melhor amigo com a sobrancelha erguida. – Sei lá, não é isso que os caras fazem antes de casar? – Ali riu.
— Podemos fazer um rito tradicional do meu país.
— E qual seria?
— Os homens se reúnem com o noivo em volta de uma fogueira, onde ele conta os motivos que o levaram a propor ou aceitar o casamento. E depois falam sobre as expectativas para o futuro.
— É interessante! Gostei mais desse.
— Ei! – Nino protestou – Tá, eu tenho que admitir que a ideia do Ali é mais legal. – os três riram e Adrien colocou a mão sobre o ombro do moreno.
— Eu aprecio a sua tentativa de qualquer maneira. Obrigado.
***
— Quem vai se casar? – Haylin entrou na sala do Conselho, acompanhada de sua kwami.
— Tikki, adivinha! – Plagg foi de encontro a kwami vermelha – A Marinette e o Adrien vão casar!
— Isso é incrível! – os dois se abraçaram e comemoraram.
— As duas crianças? – Jeon questionou.
— Sim. – Fu confirmou – E antes que falem qualquer coisa sobre a guerra, no protocolo do Conselho diz que é preciso fazer uma festividade antes de uma guerra para que os guerreiros que virem a falecer tenham aproveitado a vida.
— E vamos desperdiçar a festividade em um casamento de duas crianças? – Haylin cruzou os braços.
— Primeiramente, eles são maiores de idade. – Quon defendeu – E em segundo lugar, porque não? Eles são como nós e já portaram os Miraculous mais importantes. Tem uma ideia melhor de festividade antes da guerra, Haylin?
— Não, mas...
— Então acho que está decido. – o mais novo cortou, dando um sorriso discreto e recebendo um leve olhar ameaçador da portadora do Miraculous da Ladybug.
— Tá bom, se é o que querem. – Jeon escorou as costas na cadeira e revirou os olhos.
— Quon e Minah, vocês poderiam falar com os moradores do vilarejo.
— É claro, mestre. – a mulher respondeu – Mas e sobre as datas, decorações e tudo mais?
— Pode falar sobre com Marinette ou alguma das garotas, elas estão organizando que eu saiba.
— Antes disso eu tenho uma pergunta. – as atenções se voltaram para Haylin.
— Sim?
— Eu sei que está no protocolo do Conselho, mas devido às proporções dessa guerra, vocês acham que seria apropriado?
— Engraçado, você sempre foi a mulher que seguia as regras à risca! – Andy observou, escorando sua cabeça na mão e encarando Haylin com um discreto sorriso irônico – O que mudou?
— Nada mudou. Eu só não acho que estamos em época de festejar, precisamos nos preparar ao máximo porque o que está prestes à vir não é brincadeira.
— Concordo. – Wong apontou.
— Uma guerra nunca é brincadeira.
— Sejamos sinceros, qualquer um de nós pode morrer nessa guerra. – foi a vez de Eric se manifestar – Acho que todos nós aqui estamos bem cientes disso no momento que decidimos não aceitar o acordo de Zi Hudie. Assim como consta no protocolo, a festividade é uma celebração à vida e talvez a última de alguns de nós. Eu acho mais do que justo que ela aconteça, precisamos dar essa desacelerada.
— Você tem um bom ponto. – Chan admitiu e Fu sorriu.
— Bem, acho que está esclarecido então.
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