Notas iniciais
Muito obrigada pelo feedback do capítulo anterior :3 Boa Leitura!!!

Ladybug se atirou para o lado bem a tempo de desviar de um projétil arremessado por Viper.

— Deixa que eu te salvo, Ladybug! — Blueboy gritou, vindo na direção dela.

— Não! Eu salvo ela. — Alpha o empurrou e eles começaram a brigar por quem protegeria Ladybug. Os dois eram irmãos gêmeos, aparentemente diferentes apenas no uniforme, e viviam discutindo por bobagens. No meio da briga, quase foram atingidos se Ladybug não tivesse feito um escudo girando seu ioiô.

— Eu posso salvar a mim mesma.

— Ela é perfeita, não é mesmo? — Chat Noir suspirou enquanto acertava a cabeça de um dos mascarados, o derrubando no chão.

— Vamos logo! — Viper gritou para sua gangue.

— Não deixem eles escaparem! — Queen Bee ajudou Melody a ficar de pé e logo os vigilantes correram atrás dos vilões.

— Não sei por quanto tempo mais o prefeito D'Argencourt vai permitir que as coisas fiquem assim. — a joaninha reclamou.

— Tem razão, precisamos falar com ele. — Tortue concordou.

— Não acho que a situação esteja tão ruim assim. — logo depois de Chat ter dito isso, Alpha é arremessado por cima dele.

— O que dizia? — a azulada usou um tom irônico.

— Pra onde eles estão indo? — Volpina questionou ainda correndo ao lado dos seus amigos. — Não me diga que é...

— Champs-Élysées. — Peacock concluiu.

— Eles vão atacar diretamente as pessoas. — Batwing parou ao lado deles e observou.

— Então não podemos deixar que isso aconteça! — uma expressão de determinação surgiu no rosto de Ladybug.

Os heróis seguiram atrás da gangue de criminosos, porém os mesmos conseguiram chegar até a Champs-Élysées e começaram a atacar algumas pessoas.

— Tortue! Uma ajudinha, por favor. — Chat pediu e o amigo entendeu o recado e segurou na mão do felino.

Slow Time!— os dois viram tudo a sua volta desacelerar.

— Cataclysm! — Chat correu entre os criminosos, passando a mão no chão ao redor deles. Enquanto isso, Tortue derrubava alguns que cercaram Peacock e Queen Bee.

Quando se deram conta de procurar por Viper, o tempo de uso da habilidade especial de Nino acabou.

— Mas o que... — Ladybug piscou confusa. A maioria dos caras estava caído, porém Viper não estava entre eles.

— Onde ele foi? — o loiro passou os olhos pelo local. — Será que fugiu? — Marinette negou e apontou para o meio da avenida onde passavam os carros. — O que ele vai fazer? — um sorriso maligno se formou no rosto do vilão e quando o mesmo abriu o casaco, deixou à mostra explosivos amarrados ao redor de si. A joaninha arregalou os olhos e correu sem pensar duas vezes. — NÃO!

Marinette pulou entre os carros enquanto via em câmera lenta Viper ajustar o interruptor do explosivo. Só faltava um carro para pular, porém a garota se atirou e sentiu algo a puxar segundos antes da grande explosão.

Ladybug olhou para Chat Noir em baixo de si e encarou o local onde estava Viper e que agora só restava destruição. Todos estavam em choque. E obviamente o caos estava espalhado pelo local.
*

Ladybug batia os dedos, impaciente no encosto da cadeira. O telefone do prefeito tocou e logo o mesmo atendeu.

— Sim? — os seis heróis encaravam o homem enquanto ele falava e depois de terminar a chamada, Armand D'Argencourt deu um longo suspiro — Sinto muito, mas houve baixas. — a sala ficou em silêncio enquanto todos absorviam a notícia.

— Marinette. — Adrien colocou a mão no ombro dela, que levantou bruscamente da cadeira e caminhou até a janela. O mesmo fez menção de ir atrás dela, porém Chloé o impediu.

— Ela precisa de um tempo para assimilar o que aconteceu. — o loiro assentiu e encarou sua amada com um olhar triste. Tinha medo do que a culpa poderia fazer com ela. Pois ele sabia bem o que aconteceria caso ela se sentisse como ele se sentiu há algum tempo atrás.
*

— "As brigas de rua têm se intensificado nos últimos meses e os cidadãos de Paris receiam que o nossos heróis não consigam dar conta. Um exemplo que comprova essa afirmação foi a tragédia na Champs-Élysées na noite de ontem".

Adrien havia acabado de passar por uma transmissão do jornal em uma loja qualquer. Ele não aguentava mais ouvir falar sobre o incidente. O ocorrido estava em todos os lugares e pra piorar, os heróis tiveram que fazer outra declaração contando os fatos.

No dia de hoje, Marinette não tinha vindo a escola e não atendia suas ligações. O loiro estava indo para a casa dela agora, já que tinha inventado para o diretor que estava passando mal e precisava sair.

Assim que chegou, cumprimentou Sabine que não questionou o motivo da visita no horário de aula, apenas o disse que a garota estava no quarto. Ainda acrescentou que Marinette não comia desde ontem. Adrien então, pegou uma bandeja com o almoço dela e subiu para o quarto.

— Já disse que quero ficar sozinha, mãe.

— Primeiramente, me respeite que eu tenho idade pra ser sua irmã. — brincou, ouvindo uma risada abafada de Marinette, por conta da mesma estar com o rosto afundado no travesseiro — Trouxe seu almoço.

— Não estou com fome.

— Não é opcional. Sua mãe disse que você não comeu desde ontem.

— Mas não faz muito tempo.

— Não interessa. Daqui a pouco você vai ficar enrolando e vão passar dias e você não vai comer. Vamos, levanta! — a azulada sentou na cama e esfregou os olhos.

— Adrien...

— Sem essa de tentar me convencer fazendo a voz fofa, porque você sabe que funciona. — o loiro colocou a bandeja no colo da namorada, deu um beijo na testa dela e sentou em sua frente. — Como você tá?

— Como você acha? — sorriu sem humor e começou a comer — Me sinto tão culpada.

— Você sabe que não foi culpa sua. O Viper que decidiu virar presunto sozinho. — ela o encarou séria — Péssima hora pra brincadeiras, entendi.

— Eu poderia ter impedido ele. Se eu fosse mais rápida essa tragédia não teria acontecido.

— My lady, você mesma disse que por mais que a gente tente, não pode salvar todo mundo o tempo todo.

— É, tem razão. — ela baixou a cabeça — Se bem que... Eu poderia ter o impedido se você não tivesse me segurado.

— Como assim? — o loiro se surpreendeu com as palavras da azulada — Marinette, você ia explodir junto com ele se eu não tivesse te puxado.

— Talvez não. Talvez eu tivesse chegado a tempo.

— Não acredito que você está me culpando por isso!

— Eu não estou te culpando.

— Não é o que parece. Você quase se jogou na frente de um carro. Se não explodisse, morreria atropelada. Mas graças à mim...

— Argh! Porque você sempre tem que ser tão convencido? — ela revirou os olhos e bateu na bandeja. O copo de suco que havia ali, virou e caiu por cima de Adrien, molhando sua blusa. — Ah, desculpa! Eu não queria...

— Porque você sempre tem que ser tão desastrada?

— Eu já pedi desculpas! Foi sem querer!

— Exatamente! Assim como eu ter salvado a sua vida foi sem querer. — o loiro pegou sua mochila e abriu o alçapão do quarto da garota — Vou ir pra casa. Quando esfriar a cabeça e parar de pensar besteiras, a gente conversa. — Adrien saiu deixando Marinette sozinha com seus pensamentos.

— Mari, o que aconteceu? — Tikki apareceu esfregando os olhos e pousou em cima do guardanapo que estava na bandeja.

— Eu e o Adrien brigamos. — suspirou triste.

— Quer conversar?

— Honestamente, eu quero é apagar os últimos meses da minha cabeça e agir como se nunca tivessem acontecido.

Notas finais
Só digo uma coisa: Não tirem conclusões precipitadas! Se quiserem perguntar algo, fiquem à vontade. No meu instagram (@ladycatw) fiz um post sobre as novidades da segunda temporada de ML com e sem spoilers, confiram lá ;) Eu não consegui finalizar o último capítulo de The Amazing Spiderbug ontem porque passei mal e hoje porque tive visita o dia todo e ainda tive que fazer trabalho, então vai ficar pra amanhã. Espero que tenham gostado ♥ Kittykisses xx