Miraculous: Civil War II
8 I'm Ladybug
Notas iniciais

— Tá tudo bem com você? — Chat Noir riu sem humor.
— Apanhei da minha nam... Ex-namorada e tive uma briga bem feia com meu melhor amigo. "Bem" é uma palavra que eu não utilizaria neste momento.
— Se não for muita intromissão da minha parte, porque você terminaram? Pareciam tão bem antes. — Batwing sentou ao lado do felino.
— Brigas de ideais. Ela é tão teimosa e não enxerga que cada um pode se defender...
— Da maneira que pode. — complementou — Acho que você está certo. Se trata do bem da população.
— É bom saber que concorda comigo, mas eu não o que fazer pra mostrar a ela que ela está errada. Como chamar a atenção dela para os meus argumentos, já que ela é cabeça-dura.
— Atitudes radicais quase sempre são uma saída.
— Atitudes radicais?
— É, chame a atenção dela com algo grande. — o loiro olhou para a paisagem e assentiu, pensando sobre a ideia.
— Algo grande. — repetiu — Não é uma má ideia.
*
Marinette só foi para a escola porque sua mãe disse que não devia faltar a aula só por ter brigado com Adrien. Infelizmente Sabine não saberia que a briga foi bem feia e ainda por cima, ela havia brigado com a Alya também.
A azulada foi calmamente de cabeça baixa para evitar olhar para quem quer que a fizesse sentir mal, no entanto quando chegou perto da escola viu um aglomerado de alunos na porta. Marinette correu e se enfiou no meio das pessoas, quando chegou na frente deu de cara com a faixada da escola pichada. Coisas como "Diga não aos Novos Registros!" e alguns insultos a Ladybug, podiam ser lidos na parede.
Seu olhar encontrou o de Adrien que também estava na frente das pessoas, porém do lado oposto o dela. O loiro não parecia surpreso com o que via, o que fez com que Marinette concluísse uma coisa: Foi ele.
A garota ia falar com ele, mas uma mão puxa a dela e a interrompe de sair dali.
— Acredite, é melhor não. — Chloé colocou a mão no ombro da amiga. — Pelo menos não aqui.
— Tem razão. — Marinette virou para olhar o garoto que ainda e encarava e apontou com o polegar para trás de si. Adrien entendeu o recado e passou entre as pessoas a seguindo.
A azulada abriu a boca para falar, porém foi interrompida pelo Damocles que pediu a atenção de todos para informar que as aulas seriam suspensas até segunda ordem. Mesmo que os alunos estivessem contentes por ficar em casa, não comemoraram, visto que sabiam o que viria a seguir por parte dos heróis caso não concordasse novamente — e não concordavam.
— Inacreditável! — Marinette começou, assim que os dois pararam na frente da casa dela — Quando eu pensei que você pudesse talvez criar juízo na cabeça e lutar da maneira correta, você vem e faz isso!
— Mas eu...
— Quer saber? Pra mim já chega. — a azulada entrou em casa e bateu a porta com força, deixando Adrien parado do lado de fora.
Assim que estava sozinha, deixou as lágrimas que segurava caírem.
— Mari? — Tikki saiu da bolsinha e parou na frente de Marinette.
— Por favor, Tikki. Não me peça pra falar disso. — a garota correu para o quarto e se trancou lá.
*
— Nino! — o moreno se virou, dando de cara com Alya vindo em sua direção. — Eu só quero que saiba que...
— Desculpe, mas não quero ouvir o que você tem a dizer. — a garota se surpreendeu com a resposta.
— Como é?
— Eu é que pergunto. Como é que teve coragem de fazer isso? — apontou para a escola — Sei que estamos de lados diferentes, e que já brigamos feio, mas isso já é demais!
— Mas eu...
— Sabe, eu respeitava você e o Adrien por lutarem pelo que acreditam, mesmo que isso me magoasse. Mas o pouco respeito que eu tinha foi embora. — o moreno ajeitou alça da mochila no ombro — Passar bem, Alya.
*
— Atrasada de novo. — a garota encarou Chloé e riu.
— Foi mal. Mas enfim, acho que sei porque me chamou aqui. Isso meio que ferrou tudo, não é? — apontou com o polegar para atrás de si, onde fica a escola.
— Exatamente. E o que vamos fazer agora?
— Precisamos dar um jeito de contornar essa situação e seguir com o plano.
— Certo. — Chloé assentiu pronta para ir embora mas a garota chamou sua atenção — Espera!
— O que foi?
— Ninguém desconfia de você, não é? — a loira negou a cabeça.
— Fica tranquila, ninguém sabe.
*
— Marinette, o almoç... — Sabine parou de falar assim que entrou no quarto e deu de cara com a filha chorando enquanto escrevia algo no diário.
— Ah, eu já estou indo. — secou as lágrimas rapidamente e fechou o pequeno caderno.
— Filha, o que aconteceu? Você está bem?
— Estou sim mãe, eu só... — a mulher a encarou com uma careta de descrença e sentou ao lado dela na cama.
— Eu sou sua mãe, minha querida. Pode me falar o que aconteceu. Acredite, é bem melhor do que guardar tudo dentro de si.
— Obrigada, mãe. — Marinette sorriu e a abraçou.
— Está assim por causa o Adrien? — ela assentiu — Tenho certeza que vocês vão se acertar, ele é um menino tão bom e...
— Mãe, nós brigamos muito feio e eu não sei se algum dia vamos voltar até a nos falar.
— Mas porque?
— Ah, é complicado. Só que o pior de tudo é que eu também tive uma briga feia com a Alya e se um dia voltarmos a nos falar vai ser muito.
— Com tudo que aprendi nessa vida o melhor conselho que posso te dar é que vai passar. Você acha que está sozinha, que ninguém te entende e que o universo conspira contra você. Mas na verdade é só uma fase ruim, que acredite ou não, vai passar.
— Obrigada pelo conselho. — Marinette escorou a cabeça no ombro de Sabine — Você é a melhor mãe do mundo. — ela riu.
— E você é a melhor filha. — as duas ficaram em silêncio durante alguns segundos, até que a garota o quebrou.
— Mãe, você acha... Acha que a Ladybug está certa sobre apoiar os Novos Registros? — perguntou receosa.
— É complicado. — suspirou deixando Marinette apreensiva. A ideia de não ter a aprovação de sua mãe, a deixada entristecida. — Quando a Ladybug e o Chat Noir apareceram, todos agradeceram por Paris finalmente ter seus heróis. Lembro-me de quando ela prometeu à todos no topo da Torre Eiffel que os dois protegeriam a cidade do mal. Aquilo foi inspirador e trouxe esperança para todos nós. Desde então, dia após dia ela vem salvando Paris e isso é admirável, porque imagine, por trás da máscara ela é alguém comum, com responsabilidades comuns e problemas como os nossos. Dever ser complicado fazer tudo. — Você não faz ideia, pensou Marinette — Então não sei se ela está fazendo a escolha certa, mas eu confio nela. Afinal, ela é uma heroína.
— Mas heróis erram também. E se ela meio que tirar a esperança das pessoas por fazer algo errado?
— Sim, todo mundo erra. Só que tudo que vimos sobre a Ladybug até agora, se ela estiver errada no final, ela vai saber como consertar. Ela sempre conserta.
— E se ela por um acaso não conseguir dessa vez?
— Como assim, Mari. Onde está querendo chegar? — Marinette respirou fundo.
— Mãe, preciso te contar uma coisa. — chegou a hora da verdade.
— O que é?
— Eu sou a Ladybug.
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