Miracle

9 Capítulo 9 - Questions


Notas iniciais
Tenham uma boa leitura!

Miracle


Capitulo 9 — Questions


–Ah, que maravilha, minha pequena Mai está aprendendo a ter uma boa educação. Estou tão orgulhoso. ~ — Falou, ao ver a garota entrando no escritório.


–Então, se está orgulhoso, me responda. – Mai pediu, se recuperando do sobressalto, aproximando-se do outro com um sorriso no rosto.


–O que? – Perguntou rindo.


–Agora é sua vez. Diga: Okaeri, minha pequena Mai.


Izaya ficou encarando-a por alguns segundos em duvida, mas logo deu um sorriso confiante.


–Okaeri, minha pequena e irritante Mai. – Respondeu, seguindo para dentro do escritório.


–Assim não vale... – Reclamou, ainda que divertida, seguindo-o.


O informante caminhou para o escritório, deixando a xícara em cima da mesa e sentando em frente ao computador, enquanto ela se sentava no sofá.


–Como está indo na escola? — perguntou um pouco distraído, mexendo no computador.


–Bem! – respondeu rapidamente, feliz pelo outro ter perguntado; era a primeira vez que se interessava pelo que ela fazia. Podia até não estar indo tão bem como respondera, mas não queria demonstrar isso. –Eu fiz amizade com uma menina chamada Sonohara Anri... Quer dizer, eu sempre tento conversar com ela...


–Sonohara Anri... – Repetiu pensativo.


–Você a conhece?


Izaya deu um sorriso fino.


–Você fez uma amizade bem interessante, Mai-chan. ~


–E também tem o Kyosuke.


Assim que Mai disse o nome do outro, Izaya parou de digitar.


–Kaho Kyosuke... – Proferiu, mas seu tom era amargo.


O tom foi perceptível para a menina, apesar de não entender o motivo. Resolveu ignorar e se concentrar em suas próprias dúvidas.


–Eu tenho uma pergunta, Izaya.


–Faça. – Seu humor de momentos antes sumira.


–Por que é estranho uma garota como eu, morar com um homem como você? Quer dizer, por que pode ser perigoso? Eu não entendi, o Kyosuke disse que é estranho.


Izaya desviou sua atenção do computador e a focou totalmente em Mai. Seu sorriso era fino e seu olhar malicioso, dando calafrios na garota.


–Acho que você não entende essa relação de “homem-mulher”. Pobre Kyosuke-kun... – Falou, balançando a cabeça de um lado para o outro.


–Eu não entendi...


Izaya se levantou de sua cadeira e começou a caminhar na direção de Mai lentamente.


–Sabe, Mai-chan, quando um homem está com uma mulher, podem acontecer varias coisas entre eles. – O rapaz foi falando enquanto se aproximava da garota. E, a cada passo do informante, Mai ficava cada vez mais desconfortável.


–Que... Que tipo de coisas? – Perguntou insegura.


Izaya se aproximou do sofá e apoiou o joelho no acento próximo à Mai e a mão no encosto das costas, enquanto a outra levou ao obro da garota, empurrando-a e fazendo-a cair deitada.


–I-Izaya! – Sentou o rosto esquentar.


–O que foi, Mai-chan? Está com medo de mim? ~


O informante apoiou as duas mãos ao lado da cabeça da garota e se suspendeu acima da mesma. Ficou encarando-a por alguns segundos, admirando como ela reagia à aquilo, até que começou a se aproximar dela, deixando seus corpos bem próximos. Mai podia sentir a respiração quente do outro bater em seu rosto, sentia até seu perfume, mas estava completamente perdida, apenas fechou os olhos, assustada com o que estivesse por vir.

Porém o contado não foi completo, pois os dois ouviram Namie chamar Izaya, avisando que um novo cliente o esperava.


Com a voz inesperada de Namie, Mai abriu os olhos, dando de cara com o intenso olhar do outro, que havia parado de se aproximar, ficando apenas observando-a. Porém da mesma forma rápida que tudo aquilo aconteceu, terminou. Izaya saiu rapidamente de cima dela e lhe deu as costas.


–Comece a observar melhor seus colegas de classe, que vai entender o que o Kyosuke quis dizer. – Disse, depois saindo de perto, para ir ao encontro do cliente que o esperava do lado de fora.


Mai ainda ficou alguns segundos naquela mesma posição, tentando entender o que acontecera, ou ia acontecer, quando se lembrou de que não devia ficar no escritório enquanto Izaya recebia um cliente. Levantou-se rapidamente e seguiu para as escadas. Porém antes que as subisse totalmente, o cliente tinha entrado antes de Izaya.

A garota olhou para trás. No meio do escritório estava uma mulher adulta, usava um jaleco como o de Namie, tinha tanto os olhos como os cabelos castanhos, que eram meio ondulados e desciam até o meio das costas. Não podia negar, era uma mulher bonita.

A mulher de jaleco ficou encarando Mai, como se a analisasse. Até que, de repente, deu um sorriso. Mas era um sorriso diferente, era um sorriso quase cruel.

Entretanto, Mai não teve tempo de definir melhor aquele sorriso, pois Izaya estava voltando para sala, então tratou de subir rapidamente as escadas.



–Que empolgante. ~ Estou tão feliz em receber a diretora da Nébula, Mizawa Atsuki. – Fingiu empolgação exagerada. –O que trás uma pessoa tão importante a esse miserável lugar? – Perguntou, apoiando as costas na mesa em que ficava o computador.


De inicio a mulher nada respondeu, ficou apenas andando pelo escritório, observando o lugar. Só depois de analisar bem o local onde estava, se pronunciou.


–Como sabe, a Nébula é uma corporação nova em Ikebukuro, e carecemos de boas informações para progredir. – Explicou, ainda caminhando pelo cômodo. –E me disseram que Orihara Izaya seria a melhor pessoa para me ajudar.


–Que te disse isso não estava mentindo. ~ E sobre o que quer saber, Mizawa-san?


O sorriso da mulher se alargou.


–Quero um relatório completo sobre a Motoqueira Sem Cabeça, Saika e O Lobo das Montanhas.


Izaya estreitou os olhos para a mulher à sua frente; Seus instintos e experiências lhe diziam que aquela não era uma mulher qualquer. Não, ela era perigosa. Arriscava-se dizer que eram até parecidos. Sorriu, percebendo que aquilo seria bem interessante.


–Um pedido um tanto exigente, não? Mas não se preocupe, posso lhe dar um retorno. Apesar de custar caro.


–A Nébula está disposta a pagar.


–E por que motivo a Nébula quer tais informações? Por acaso estão tentando dar continuidade ao trabalho da Farmácia Yagiri, com relação às pesquisas sobre Durahans?


–Muito perspicaz, informante. O esperado de você. – Sorriu maliciosa.


–Não tenho essa fama à toa.


–Vamos dizer que a Nébula quer ir além do que a Farmácia Yagiri pretendia. – Contou. –Espero que não demore, Orihara Izaya, preciso logo de um parecer. – Disse por fim, caminhando para fora do escritório.


Izaya ficou observando Atsuki ir embora com olhos cuidadosos. Seja lá o que ela pretendia, teria que ser bem cuidadoso. Saiu de perto da mesa e foi se sentar no sofá, a fim de pensar melhor sobre a situação. Porém não conseguiu fazer isso, pois assim que se sentou, lembrou-se do que acontecera ali há pouco.

Aquele acontecimento estava incomodando-o profundamente. Mesmo enquanto conversava com a mulher, aquilo ficou rondando sua mente. O problema não era a ação em si, já fizera coisas piores para conseguir reações das pessoas. O que o incomodava realmente era a motivação de ter feito aquilo. Depois de ouvir a garota pronunciar o nome de Kyosuke e de que o mesmo estava se intrometendo na convivência de Mai com Izaya, colocando duvidas idiotas na mente da garota, sentiu uma súbita onda de raiva. Então acabou agindo por impulso, dominado por um ciúme infantil.


Tal pensamento era ridículo. Orihara Izaya não sentia ciúmes por ninguém em especial. Orihara Izaya não tinha sentimentos por ninguém em especial. Orihara Izaya não deveria ter sentimentos por ninguém em especial.



Assim como Izaya, que se confrontava com o acontecimento, Mai estava da mesma forma.

Depois da troca de olhares com a cliente, ela correu para seu quarto, se trancando ali. Foi para o centro da cama e se sentou com os joelhos flexionados e a cabeça apoiada neles.

Ainda sentia o coração acelerado e o rosto quente. O que Izaya pretendia com aquilo? E se o cliente não tivesse chegado, o que teria acontecido? A cabeça da garota girava, milhares de pensamentos iam e vinham. Tentava raciocinar sobre o que tinha acontecido e sobre o que estava sentindo, mas não conseguiu chegar a nada.


Sabia que aquilo tinha lhe significado algo, porém nada que conseguisse classificar. E essa incerteza estava deixando-a desesperada.



Mai estava sentada num banco da praça central de Ikebukuro. Tinha combinado com Celty de se encontrarem assim que a garota saísse da aula. Precisava realmente saciar suas dúvidas quanto ao informante. Desde aquele acontecimento, não conseguia mais manter uma boa comunicação com o mesmo.


–Aqui, Celty! – Mai exclamou, ao ver a moto negra passando.


Ao ver a garota acenando, Celty desceu de sua moto e foi até onde estava.


–“Boa tarde, Mai-chan” – Digitou, sentando ao lado da garota. –“Como vai?”


–Não muito bem... – Respondeu, apertando a barra da saia. –É por isso que te chamei... Queria conversar com você sobre algumas coisas.


Celty, percebendo que a outra estava séria e apreensiva, focou toda sua atenção na garota, à espera das próximas palavras.

Vendo que a Durahan lhe deu a liberdade para que se abrisse, Mai soltou tudo que estava rodando sua mente. Perguntou sobre a tal relação de “homem-mulher”, perguntou sobre sentimentos, como era a convivência das pessoas, questionou até o que era uma pessoa sexy e sedutora. Mai expôs para Celty todas as suas duvidas e inseguranças.

A Motoqueira, por sua vez, tentou responder a todas as perguntas da melhor forma que pode. Mas, apesar de ter uma resposta para todas, não conseguiu transmitir tudo o que sabia para a confusa garota. Muitas coisas ela mesma tinha aprendido por experiência de vida, não sendo possível transmiti-las por palavras. Por fim, acabou convidando Mai para passar o resto do dia em sua casa, afim de que a mesma observasse com os próprios olhos uma relação entre um homem e uma mulher.


–Tem certeza que não há problema? – Mai perguntou, subindo desajeitadamente na moto.


–“Claro que não. Shinra vai adorar você.” – Digitou, e depois de pensar um pouco, acrescentou. – “Ele é um pouco estranho, então não se assuste, ok?”.


Mai assentiu e, em seguida, Celty criou um capacete para a garota. A menina se ajeitou melhor na moto, colocando as mãos no acento. Era realmente quente ali, claro, aquilo na verdade não era uma moto e, sim, um cavalo. Chegava até a sentir a sutil respiração do animal.


–Seu cavalo é realmente bonito. – Comentou.


–“Como sabe que é um cavalo?”


–Ah... – Ficou um pouco sem jeito, pois sabia que tinha cometido um deslize. –Bom, eu conheço sua lenda.


Celty ainda ficou encarando-a por algum tempo, mas logo deu a partida na moto e seguiu para o apartamento.

Ao chegarem, como sempre, Shinra veio receber Celty com um grande sorriso, porém ao ver uma garota de olhos azuis escondida atrás da mulher, ajeitou os óculos e perguntou quem era. Depois de uma pequena explicação sobre quem era Mai e o porquê dela estar ali, finalmente puderam ter uma conversa mais direta.


–Então a Mai-chan quer entender melhor as relações das pessoas entre si? – Shinra confirmou. –Será um prazer lhe mostrar como eu e Celty nos amamos!


–“Não ligue para ele, Mai-chan” – Celty digitou, enquanto apertava a bochecha do outro.


Mai soltou uma pequena risada, a relação dos dois era realmente agradável. Eles pareciam se gostar muito, e deviam compartilhar vários sentimentos.


–“Fique á vontade, Mai-chan, pode jogar videogame ou assistir T.V”


–Obrigada.



Era bem tarde quando Mai foi embora da casa do casal. Celty insistiu que passasse a noite lá ou, pelo menos, a levasse para casa. Porém rejeitou, não queria atrapalha-los, fora que Izaya não ia gostar nem um pouco disso.


A garota tinha apreciado muito das horas que passara naquela casa. Não só pelas observações que pôde fazer, mas, também, pelo sentimento agradável que os dois lhe proporcionaram. Todo o tempo em que ficou lá, sentiu companheirismo e afeto por parte dos dois. Sempre estavam dispostos a conversar com ela ou lhe fazerem companhia. Tinha gostado muito dos dois; Shinra era muito divertido e Celty adorável, quase não quis ir embora.



Estava andando totalmente distraída pelas ruas escuras, quando sentiu que alguém a seguia, olhou para trás subitamente.


–Ah, são vocês... – Mai comentou aliviada ao ver Yukina, Naomi e Yoko.


–Tsk, por que está sorrindo, garota? – Yoko perguntou carrancuda. –Não gostamos nem um pouco de você.


Mai olhou em duvida para as três.


–Acho que ela ainda não se tocou, Yoko. – Observou Naomi. –Nenhuma das meninas da escola gosta de você.


–Mas eu não fiz nada de errado. – Mai respondeu. –E por que estavam me seguindo?


–Ela ainda faz essa cara de inocente. – Yukina riu. –Todo mundo já sabe que você é uma oferecida. Fica chamado os garotos pelo primeiro nome, deu em cima do Kaho e, ainda, fica pelos cantos com o Nasujima-sensei. Que nojo!


–E ainda está tendo se enturmar com a Sonohara, que é do mesmo tipinho que você.


Mai já estava se preparando para responder, quando pressentiu algo. Algo muito ruim estava se aproximando. Ruim e perigoso. Seus olhos estavam começando a tomar mais cor, procurando de onde vinha aquilo.


–Hey! – Naomi chamou, empurrando Mai contra o muro, fazendo-a cair sentada no chão.


–Nossa, como ela é fraquinha... – Yoko riu.


–Espera... – Mai murmurou.


–O que foi, novata? Vai começar a chorar?


–Cuidado! – Mai exclamou, mas já era tarde. O “Retalhador” já tinha se aproximado do grupo e atingido uma das garotas. A garota caída no chão não pode fazer nada, além de observar a terrível cena que se desenrolava à sua frente.



Izaya caminhava impacientemente pelo escritório. Onde aquela garota se enfiou para ficar até tão tarde na rua? Estava quase cedendo e indo ligar para Mai. Com certeza, se o fizesse, iria lhe dar uma grande bronca. Já estava indo pegar o celular quando ouviu o barulho da porta.


–Tadaima. – Mai disse, entrando no escritório.


–Onde estava, Mai-chan? ~ — Apesar da irritação, manteve o mesmo tom de sempre. Observou a garota e viu que a mesmo não usava o blazer, estava segurando-o no braço.


–E-eu fui na casa da Celty e do Shinra...


–Que bom que se divertiu. ~ — Comentou. –É uma pena você ter feito essa visita justo no dia em que eu precisava de você. – Balançou a cabeça de um lado para o outro. –Sabe, isso me faz questionar a sua estadia aqui, será que vale mesmo a pena te manter aqui?


–Desculpe... – Respondeu de cabeça baixa.


Izaya ainda continuou com os comentários sarcásticos, só depois que foi notar que Mai estava chorando. Ela tinha deixado a pasta e o blazer caírem no chão, foi quando o outro notou que o uniforme estava sujo de sangue.


–O que houve?


Mas ela nada respondeu, apenas chorou mais, colocando a mão na frente dos olhos. Izaya ficou observando-a, ouvindo seus soluços. Soltou um suspiro e foi se sentar no sofá.


–Mai. – Chamou, seu tom era serio e autoritário. –Venha aqui e me conte o que aconteceu. –Porém ela não se mexeu. –Vamos, Mai, rápido. – Bateu a mão no acento ao seu lado.


Ela olhou por entre os dedos na direção de Izaya e foi se sentar no mesmo sofá que o outro, porém mantendo certa distancia. Vendo que a outra ainda estava retraída, Izaya simplesmente a pegou pelo braço e puxou a garota para perto, colando seus corpos.


–Sem fazer pirraça, conte-me o que houve.


Depois de varias fungadas e tentativas de parar de chorar, Mai finalmente começou a falar.


–Eu estava voltando do apartamento do Shinra, quando três meninas da minha sala me pararam. Elas ficaram falando várias coisas ruins sobre mim, porém, enquanto elas faziam isso, um quase Retalhador se aproximou de nós e as atacou. Foi terrível! Tinha muito sangue e elas gritavam. Eu não consegui fazer nada... – As lagrimas começaram a descer novamente. –Eu disse que estava disposta a ajudar as pessoas, mas quando tive a oportunidade, fui tão covarde...!


Izaya soltou outro suspiro.


–Você fugiu quando tudo aconteceu?


–Nã-não... Fiquei até a ambulância chegar.


–Então está tudo bem! ~ — Disse, se levantando do sofá, tentando por um fim naquela choradeira. –Você foi corajosa por ficar lá esperando o socorro. Não se preocupe, a maioria das pessoas teria fugido para salvar as próprias vidas e deixado as garotas para morrerem. – Caminhou até onde o blazer e a bolsa caídos e os pegou. –Vou mandar Namie-san lavar isso. Ela vai ficar tão irritada. ~


Mai apenas se encolheu um pouco mais, pensando em tudo que o outro dissera; Não se sentia nem um pouco corajosa pelo que fizera.


–Tome um bom banho e vá logo dormir, ok, Mai-chan? ~


–Ce-certo... – Limpou as ultimas lagrimas dos olhos e se levantou. Porém, antes que chegasse as escadas, Izaya a chamou.


–Por que disse que era um “quase” retalhador? – Perguntou, realmente curioso. Apesar dele próprio já saber disso, queria saber como Mai tinha chegado a essa conclusão.


–Porque a arma que foi usada não era a original. – Respondeu simplesmente, depois seguindo para as escadas.


–Bem esperta... – Izaya murmurou para si mesmo.



Depois de um demorado banho, Mai seguiu para seu quarto. Passou pelo corredor; As luzes do escritório estavam todas apagadas, o que significava que Izaya também já tinha ido dormir. Ao olhar para a porta do quarto do mesmo fechada, um rápido pensamento passou por sua mente, mas tentou ignorar. Seguiu para seu quarto e deitou-se na espaçosa cama.

Os minutos foram se passando e não houve nenhum resquício de sono. Ainda estava apreensiva, pois os terríveis momentos que passou ainda estavam passando pro sua mente como um filme. Deitada ali, cercada pelo silêncio, sentia ainda mais os reflexos do terror que passou.


Não conseguia dormir. Por fim, tomou uma decisão.



Fim do capitulo 9.


Notas finais
Hmm... Esses dias eu estava pensando, como vocês estão pronunciando o nome da Mai?
Não sei porque, mas tive a impressão de que poderia estar pronunciando mEi, mas na verdade se pronuncia My.
Espero que estejam gostando da historia. ^^
Não sei mais o que colocar aqui... ._.