Miracle
18 Capítulo 18- Friendships
Notas iniciais
Porém, não se preocupem, vou postar tudo o que eu pretendo pra essa fic, não vou para-la.
Miracle
Capitulo 18- Amizades
Pesadamente fechou a porta atrás de si. Mai saiu de perto do quarto de Izaya e seguiu para o seu próprio, trancando a porta e se jogando na cama. Não acreditava no que havia dito ao informante, sentia-se péssima, mas não poderia voltar atrás. Por pouco não havia se declarado ao rapaz... Se tivesse feito, estaria tudo acabado. Todas as intensões e tentativas relacionadas à se afastar de Izaya teriam ido por água abaixo.
Enfiou-se para debaixo das cobertas, numa tentativa de se obrigar a dormir e parar de pensar no rapaz do quarto ao lado. Amanhã seria outro dia complicado, visto que ainda havia outras cosias a incomodando.
Mesmo Mai tendo saído de seu quarto, Izaya continuou na mesma posição, olhando para o lugar onde a garota estava sentada há poucos metros. O cômodo estava silencioso, até que uma alta risada preencheu o recinto.
–Eu sou o seu problema, Mai-chan? – Falou entre risos. –Se acha isso, por que não vai embora, ein? Aah, como você me irritada agindo desse jeito! – Levantou-se da cama, indo pegar uma blusa no armário. –Não preciso que você goste de mim. – Suas risadas foram morrendo, e um tom irritado tomou sua voz. –Eu realmente não preciso que você goste de mim, só preciso que me seja útil e me divirta, nada mais.
Mesmo que seus ferimentos ainda estivessem latejando e parte de seu tronco coberto por uma pomada, vestiu a blusa e seguiu para fora do quarto, descendo para o andar de baixo.
Havia desistido de dormir, não queria mais pensar em nada relacionado à Mai, e para isso, iria se concentrar completamente em seu trabalho.
Levantou-se sem muito ânimo, trocou de roupa e foi para escola. Lá, Mai quase não prestou atenção na aula. Até durante o intervalo ficou aérea, mal entrando na conversa dos amigos.
–Mai-chan. ~ — Ouviu Masaomi chama-la, enquanto pegava seu sapato para ir embora. –O que acha de ir com a gente tomar um chá?
–Obrigada pelo convite, mas vou passar. – Tentou sorrir.
–Eu também não vou poder ir. – Anri ajuntou. –Sinto muito.
–É uma pena... – Mikado falou um pouco desanimado.
–Não fique assim, meu caro amigo! ~ — Kida colocou o braço em volta do pescoço do colega. –Faremos hoje, então, a noite dos homens!
–Como?
–Não pergunte, apenas se apresse. – O loiro respondeu, arrastando o de olhos azuis para fora do prédio da escola, deixando Mai e Anri sozinhas.
–Deve ser muito bom ter uma relação assim... – A de cabelo longo comentou, com um olhar distante.
–... Mai-san.
–Bom, eu tenho que ir. – Começou a andar, porém Sonohara segurou seu braço. –Anri?
–Eu... – Começou acanhada como sempre. –Eu estou preocupada com você, Mai-san.
Mesmo tendo insistido várias vezes que estava bem, sua amiga continuou impassível em sua conclusão. Derrotada, Mai deixou Sonoraha Anri guia-la pela cidade, à procura de um bom lugar para conversarem. As duas andaram até chegar a uma praça, diferente da que Mai estava acostumada a visitar. Naquela pracinha havia alguns bancos, com o chão gramado e algumas árvores espalhadas, mas o que predominava no local eram estranhas formas metálicas coloridas de várias cores vivas, onde crianças brincavam.
–O que são essas coisas? – Mai perguntou, muito curiosa, andando a frente de Anri.
–São brinquedos. – Estranhou a pergunta.
–Nossa! ~ — Exclamou surpresa, olhando para uma criança que balançava para frente e para trás, bem alto em um dos tais brinquedos. –Wow. ~
–Você nunca viu um desses? – Inclinou um pouco a cabeça.
–Ah. – Foi a única coisa que saiu. Ficara tão empolgada, que acabou se esquecendo de agir como uma adolescente normal, ou quase.
Sonohara se aproximou, olhando-a com mais curiosidade ainda.
–Bom... – Suspirou, cansada. Não havia por que esconder isso da amiga, afinal, a mesma possuía uma espada dentro do próprio corpo. Duvidava que Anri fosse julga-la ou sair por aí contando seu segredo. –Certo, vamos conversar. – Andou até o brinquedo que havia feito-a empolgar-se tanto – um pequeno retângulo suspenso por duas correntes-, e se sentou, tendo certa dificuldade para se equilibrar.
A de óculos encarou Mai por alguns segundos, e quando deu o primeiro passo para se juntar a amiga, ouviu um relinchar. Tanto a sentada quanto a em pé olharam para o lado e viram Celty estacionar a moto preta perto da pracinha.
–Chegou numa boa hora. – Mai comentou sorrindo, enquanto a mulher toda de preto se aproximava.
“Vocês duas estão bem?”
–Na verdade... – Sonohara começou, mas em seguida olhou para a outra em uma pergunta silenciosa, hesitando se deveria ou não contar para a motoqueira.
–Eu estava para dar algumas explicações à Anri, e acho que você também deveria ouvi-las. – Sorriu.
Celty e Anri acenaram ao mesmo tempo e foram sentar-se perto de Mai; Anri no balanço ao lado e Celty se recostou na grade ao lado do brinquedo.
–Por onde devo começar...?
Mai não hesitou. Aquele era seu momento de desabafar, contou tudo às duas. Contou sobre não ser humana, sobre como era complicado entender as pessoas sem ter, ao menos, o senso comum e cultural, sobre sua habilidade, sua missão e, até, sobre seus sentimentos em relação ao Izaya, o que acabou espantando Anri . Disse sobre sua convivência com o rapaz, de como as coisas estavam ficando complicadas e da intromissão de Atsuki. Contou tudo do que se lembrava e incomodava, chegando a ficar com sede ao terminar.
–Bom, é isso. – abaixou a cabeça, mas ainda espiando as duas pela franja.
Por alguns segundos, nenhuma das ouvintes se manifestou, pois estavam completamente impressionadas com os relatos daquela estranha garota que se revelava não ser humana.
–Você e... O Izaya-san... – O rosto de Anri ganhou um leve tom rosado.
“Mas como você... Quando? Quer dizer...” — Celty não sabia nem o que perguntar.
O clima parecia um tanto tenso, até que uma baixa e leve risada vinda de Anri acabou com aquele sentimento.
–Sabe, Mai-san, até que combina com você o fato de não ser humana. O seu jeito de agir faz jus ao que disse, mas acho que isso tudo também faz parte da sua personalidade. As pessoas parecem ficar mais à vontade perto de você. – A de óculos sorriu com carinho. –Mesmo não sendo humana, a Mai-san é uma pessoa incrível.
“E não se preocupe, estamos aqui para te ajudar” — A outra acrescentou.
–Muito, muito obrigada. – Disse com sinceridade.
“Bom, agora com relação ao Izaya...”
–Não. – Interrompeu, com uma onda de melancolia passando por sua voz. –Não pretendo fazer nada a respeito.
–Por quê? – A detentora de Saika indagou, num tom misto de preocupação e alivio, pois não sabia dizer se gostar de Izaya era algo bom ou ruim.
–Como eu disse, não devo me apaixonar. Porém, como eu o fiz mesmo assim, agora só me resta guardar esse sentimento para mim mesma até o fim.
“Tem realmente certeza de sua decisão?” — A mulher perguntou, recebendo em resposta um aceno de Mai.
–Mas eu tenho uma pergunta... Um pouco estranha. – A de olhos azuis disse, fazendo as outras duas a encararem. –Quando uma pessoa ama a outra e tem seus sentimentos correspondidos, o que elas fazem?
Aquela pergunta pegou tanto a motoqueira quanto a colegial desprevenidas.
“Bo-bom, Mai-chan...”- Celty começou. “Não quer responde-la, Anri-chan?”
–A-ahn?! – A de óculos corou. –E-eu acho que você p-poderia responder isso melhor do que eu.
“Certo... Vejamos, quando o sentimento é reciproco, as duas pessoas tendem a namorar, e com isso, começam a sempre saírem juntos em encontros, andam de mãos dadas, estão sempre perto um do outro e, bom, costumam se beijar” — Terminou, parecendo um pouco sem graça.
–Beijar? – Mai repetiu, colocando a ponta dos dedos nos lábios. –E depois? Tem mais?
“Depois, quando essas duas pessoas se amam tanto, chegando a nunca mais quererem se separar, elas se casam.” — Por um momento pareceu que havia terminado, mas logo voltou a digitar. “Mas amar alguém não é só isso, é quando elas se compreendem e sempre estão lá para o que precisar. Amar alguém significa entender os defeitos do outro e aceita-los, é compartilhar bons e maus momentos e apoiar o outro. E é dessa forma que eu acredito que as coisas caminham para um casamento. Duas pessoas se casando significa o desejo delas de nunca mais se separarem”.
–Celty-san, isso foi... – Anri começou.
–Incrível! – Os olhos azuis da outra pareciam brilhar. –Deve ser maravilhoso achar alguém com quem queira passar o resto da vida!
–Verdade.
–O Shinra... – Mai começou. –É alguém com quem você quer passar o resto de sua vida, Celty?
“Acho que sim.” — Ela digitou, e se tivesse com sua cabeça, Mai poderia dizer que ela teria dado o sorriso mais lindo que já vira.
A conversa seguiu-se de forma agradável por mais algum tempo, até que Celty recebeu uma ligação de Shinra, avisando-a sobre um trabalho. As duas colegiais se levantaram do brinquedo e acompanharam a mulher até sua moto. A Dullahan já estava indo subir em seu veiículo, quando parou o movimento, se lembrando de algo.
“Eu queria te perguntar uma última coisa”
–E o que seria? – A garota de longos cabelos inclinou um pouco a cabeça.
“Você disse que não é humana, certo?” — Por um momento hesitou. “Então, o que você é?”
Mai ficou séria por alguns segundos, mas depois voltou a sorrir, colocando a ponta de indicador na frente dos lábios e piscando um dos olhos.
–Isso... É um segredo.
Fazendo uma desajeitava reverência, se afastou quase que saltitando das duas, que agora pareciam ainda mais confusas.
Aquela havia sido uma conversa maravilhosa, ela concluiu. Não só pôde desabafar, como também descobriu que tinha duas grandes amigas com quem podia contar. O diálogo que haviam tido era só o início dos vários que ainda poderiam ter. Alegrava-se ao pensar nos váriados tipos de conversas que ainda estavam por vir, e o tanto que iria aprender com aquelas duas. Lembrou-se de assunto principal daquela conversa: relacionamentos. Pensou sobre tudo que Celty havia lhe falado e, inconscientemente, colocou a si própria e Izaya nas situações lhe ditas, não deixando de sentir seu coração palpitar e rosto esquentar, mas era uma sensação agradável. Imagina? Poder passar o resto da vida ao lado do informante, compartilhando momentos especiais? Nas noites em que se sentissem sós, teriam um ao outro para estar perto e abraçar. Quando chorasse, teria o moreno para secar suas lágrimas e lhe dizer que tudo ficaria bem. Poderia ajudar o informante, fazê-lo menos solitário, poderia aprender sobre seus medos, angústias, até sonhos e desejos. Era uma pena Izaya ser tão fechado e não lhe pedir nenhum tipo de ajuda que não tivesse alguma relação com seu trabalho.
Ah, como seria maravilhoso se os dois tivessem esse tipo de relação chamada casamento...
Os saltitantes passos de Mai foram diminuindo de ritmo, até pararem.
–Mas tudo isso é apenas um sonho. – Olhou para a palma da própria mão. –Um sonho fantasioso, que nunca poderá se realizar.
Tudo aquilo que imaginou, todos os possíveis momentos felizes que poderia passar com Izaya, seriam apenas isso, sonhos. Desde o inicio sabia disso, sabia que as coisas não iriam durar muito. E, por saber disso, não devia se apegar tanto às pessoas. Infelizmente, já era tarde demais. Os estragos estavam feitos e iria sofrer como consequência.
Ainda que tivesse começado a se sentir tonta, retomou sua caminhada de volta para o escritório. Chegando ao recinto, notou que nem Izaya ou Namie estavam no local. Caminhou pela luxuosa, porém simples, sala, observando cada detalhe. Era onde viveu, onde vivia e onde passava boa parte de seu tempo na companhia de quem amava. Adorava aquele escritório, era sua casa. Virou-se para a mesa principal, mirando a cadeira de rodinhas em que Izaya costumava sentar, segurando uma risada, ao se lembrar do rapaz rodando nela como uma criança. Lentamente caminhou até a mesa, rodeando-a até chegar à cadeira, onde passou a mão, sentindo o couro.
Olhou para a grande janela, que cobria inteiramente a parede atrás da mesa. Estavam quase no último andar, dando aos que ali viviam uma vista privilegiada de Shinjuku e parte de Ikebukuro. Mai adorava aquela vista, particularmente ao entardecer.
Aproximou-se um pouco mais do vidro, olhando para baixo, vendo a portaria do prédio. Foi quando sentiu as pernas fraquejarem, os carros e as pessoas lá em baixo pareciam rodar; sentia a cabeça leve e a respiração falha. Virou-se abruptamente, jogando as costas contra o vidro e escorregando para o chão coberto por carpete. Levantou a cabeça, olhando para o elevado teto, mas nem isso ajudou a melhorar o estado.
–O que está acontecendo? – Levantou a mão acima dos olhos, com a palma virada para o rosto. –Será que eu fiz algo de errado com relação à missão?
Não tinha a menor ideia do porque daquilo tudo estar acontecendo. Afinal, aquilo não devia acontecer, não ainda. Sua missão não estava completa. Era verdade que havia ajudado Kyosuke e Anri, no entanto, seu subconsciente parecia gritar que não era essa a sua missão. Então o que havia de errado? Será que tinha entendido erroneamente sua tarefa? Será que era relacionado à uma pessoa em especial? E se não a tinha ajudado ainda? Seu estado significava que havia falhado?
–Eu sou uma inútil mesmo...
A explicação mais provável para sua situação era essa: havia falhado em sua missão. Provavelmente existia um tempo limite, tempo que se esgotou. E era tudo sua culpa, culpa de seu egoísmo em querer ficar perto das pessoas.
Tentou se levantar, mas suas pernas não obedeciam. Ah, não ligava, ficaria ali no chão mesmo.
–E o que devo fazer agora...? – Suspirou. –Acho que agora só me resta esperar pelo agonizante final. –Fechou os olhos lentamente, na esperança de dormir um pouco e acordar melhor.
Voltou a abrir os olhos com o barulho da porta. Olhou para trás, sem saber se havia dormido ou apenas piscado os olhos. Inclinou um pouco o tronco, olhando por debaixo da mesa e percebendo que era Izaya quem chegara. Lembrou-se que estava sentada bem atrás da cadeira do informante. Droga! Se ele a visse ali, provavelmente iria perguntar o motivo. Infelizmente já era um pouco tarde para isso. Então, que perguntasse, não faria muita diferença.
Um pouco nervosa, esperou Izaya, que ainda não havia notado sua presença, se aproximar. E, ao vê-la, o informante pareceu um pouco surpreso, mas não fez nenhuma pergunta. Agiu como se ela não estivesse ali, sentando em sua cadeira e iniciando seu trabalho.
Os minutos foram passando, talvez meia hora, quando ele parou de mexer no computador e relaxou na cadeira.
–Quanto tempo pretende ficar aí? – Perguntou a ela.
Mai não respondeu, forçou-se a se levantar e caminhou à passos vacilantes até a escada, subindo com grande dificuldade para o segundo andar.
De sua cadeira, Izaya continuava a olhar para a porta do quarto de Mai. Desde que ela se levantara, não havia tirado os olhos de suas costas. E, por causa disso, tinha percebido que andava de forma estranha. Pensou que pudesse ter se ferido, mas era pouco provável, pois se algo a tivesse acontecido para chegar à esse ponto, estaria sabendo. O mais provável era que havia se sentido mal novamente, como no dia em que a buscou na escola. Então, se era isso, por que não pediu ajuda? Ah, é mesmo, ela não iria pedir a ajuda dele, já que ele era o seu problema.
Rodou em sua cadeira, virando-se para seu computador e abrindo uma página de pesquisas. Antes de voltar ao escritório, estava em uma biblioteca de Ikebukuro – mais exatamente na que se encontrara com Mai –, pesquisando sobre lendas, mitos e afins. Leu milhares de coisas, sem ter a menor ideia do que estava procurando. Queria saber mais sobre Mai, entender seu estranho comportamento e saber a verdade. No entanto, não tinha nenhum tipo de referência ou ponto de partida. A garota era um completo mistério! Desde que passou a morar em sua casa, nunca chegou a dividir seu passado ou detalhes mais importantes sobre sua vida. Oras, não sabia nem seu sobrenome! O mais estranho era que tinha a impressão de que essa distância era só com ele. Já a viu milhares de vezes conversando com Sonohara Anri e Celty – como hoje naquela pracinha –, e com Shizu-chan. Até Atsuki parecia saber mais sobre a jovem do que ele próprio.
Atsuki... Talvez conseguisse fazê-la revelar algo. A mulher até podia achar que estava no controle da situação, mas estava enganada. Izaya a tinha na palma de sua mão, era só pressionar no ponto certo, que poderia ter tudo o que quisesse. Até então, estava apenas brincando com Mizawa, mas agora ela seria útil.
Izaya levantou-se sua mesa, desistindo de fazer sua pesquisa, e foi até o pé da escada, olhando novamente para a porta de Mai. Quem lhe dera se a garota fosse tão manipulável quanto Atsuki. No entanto, não podia negar que via isso como atrativo da menina ser desse jeito; não manipulável, misteriosa, insistente, inocente, gentil... Droga! Estava pensando demais nela, sem a menor necessidade. Afinal, só estava fazendo tudo isso para saciar a própria curiosidade.
Fim do capitulo 18.
Notas finais
Ah, agradeço muito ás pessoas que comentaram no capítulo anterior. Devo dizer que fiquei meio desanimada, achando que não receberia reviews. No entanto, os reviews vieram, e eu fiquei saltitante.
Eu só fiquei um pouquinho triste, porque pessoas que comentavam desde o inicio, do nada, pararam. ;o; Onde estão vocês? Será que desgostaram da fic?
Bom, acho que não tenho nada mais á dizer. Ah, já adiantei bastante o próximo capitulo, então, espero que meus leitores não desistam. Ainda mais agora, que as coisas estão esquentando, huhu.
Até o próximo capítulo!
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