Miracle

4 Capítulo Quatro — Unexpected Meeting


Notas iniciais
Tenham uma boa leitura. REVISADA [14/06/2015]

Miracle

Capítulo Quatro — Unexpected Meeting

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Uma semana havia se passado desde que Izaya aceitara Mai em sua casa e, para a surpresa do informante, sua estadia não estava sendo como ele esperava. Considerando as primeiras impressões que teve da jovem, acreditou que seus dias iriam se resumir em seguir Izaya para todo canto e lhe fazer perguntas irritantes. Todavia, não foi bem isso que aconteceu. Traindo suas suposições, Mai quase não permanecia no escritório e muito mesmo ficava seguindo-o por ai. Todas as manhãs, um pouco depois do próprio acordar, ele a via deixar seu apartamento, para voltar só depois de há muito escurecer. Mesmo que se lembrasse vagamente de tê-la ouvido dizer que tinha algo importante que precisava fazer, Izaya não sabia ao certo o que era esse “algo” e menos ainda o que ela fazia pelas ruas da cidade para alcançar seu misterioso objetivo. Porém, mesmo esse comportamento despertando minimamente seu interesse, Izaya rejeitava — ao menos por ora — a ideia de descobrir mais coisas sobre a garota e entendê-la mais a fundo. Além de estar ocupado com seus próprios objetivos, algo nele parecia repudiar qualquer possível aproximação ou atreitamento de laços com aquela estranha.

Dando um suspiro preguiçoso, Izaya remexeu-se em sua cadeira, empurrando para o lado alguns envelopes pardos que a pouco estava manuseando. Erguendo os braços para cima, ele espreguiçou-se, dando um sorriso satisfeito.

— Vou sair para dar uma volta, Namie-san — avisou, erguendo-se de sua cadeira. — Em minha ausência, quero que entregue esses envelopes ao Shiki-san. Ele passará aqui para pegá-los daqui uma hora e deixará meu pagamento.

Perto das estantes laterais, organizando alguns livros sobre sociologia, a secretária fingiu não escutá-lo, fixando seu olhar no título do exemplar que tinha em mãos.

Com um sorriso zombeteiro nos lábios, ele revirou os olhos, rindo internamente da atitude infantil da mulher. Ignorando a frieza amarga de Namie, ele foi até o sofá de couro, onde pegou seu casaco escuro de mangas e capuz felpudos.

Já com seu destino em mente, Izaya deixou o escritório e saiu em direção a Ikebukuro. Pelas ruas movimentadas e abarrotadas de transeuntes, o informante caminhava com certa cautela, não só para evitar esbarrar em Shizuo por acidente, mas também não ser alvo de mais um ataque daquele lobo. O plano que havia maquinado só iria se iniciar ao anoitecer, por isso, até lá precisava evitar embates desnecessários e que causasse muita confusão a ponto de desviá-lo de seu objetivo.

Decidido a não ficar por ai andando as cegas enquanto esperava o momento certo chegar, Izaya entrou em um cafeteria e pediu uma xícara de café forte para si. Escolhendo uma das mesas mais próximas aos janelões da fachada, o informante ocupou-se em observar as pessoas que passavam em frente ao estabelecimento, divertindo-se com a alienação que dominava os habitantes do distrito. Preocupados demais em manter a paz de suas vidinhas, ninguém ali era capaz — ou até mesmo desejava — ver além da próxima zona de conforto e compreender os perigos e adversidades que haviam no mundo que os rodeava.

Seus olhos, tingidos de um intenso tom carmesim, estudavam minunciosamente cada pessoa que aparecia em seu campo de visão, até que uma figura em particular chamou sua atenção. Do outro lado da rua, sentada em um banco do ponto de ônibus, Mai observava, assim como ele, as pessoas que passavam pela rua. Entretanto, ao contrário de Izaya, seus olhos pareciam muito mais procurar por algo do que realmente analisar.

Impelido por uma mera curiosidade divertida, Izaya se distraiu dos pedestres e se focou em Mai. Por um bom tempo ela ficou apenas olhando as pessoas, até que repentinamente se levantou e correu até um homem na multidão trajando terno e carregando uma maleta de couro. A jovem tentou trocar algumas palavras com o desconhecido, que estranhou sua aproximação e reagiu com desconforto perante suas palavras, negando com a cabeça várias vezes. Ela pareceu insistir, mas ele fez uma careta e se afastou dela. Já Mai continuou parada no mesmo lugar, olhando para o chão com uma expressão desanimada.

Essa garota é realmente muito esquisita, pensou ele, rindo internamente.

Voltando sua atenção para dentro da cafeteria, Izaya pegou sua xícara de café e a levou até os lábios, dando alguns goles. Quando terminou, tornou a depositá-la sobre a mesa, no mesmo instante em que duas batidas leves no vidro ecoaram ao seu redor.

Franzindo o cenho, Izaya olhou para o lado novamente, deparando-se com Mai parada ao lado de fora. Minimamente sobressaltado com a aproximação repentina, ele fez uma careta, pouco satisfeito com sua presença. Porém, tal sutileza pareceu passar batido por Mai, que sorriu em resposta e acenou para ele.

Com um suspiro cansado, o rapaz abandonou sua bebida e deixou a mesa. Após pagar pelo seu pedido, ele abandonou a cafeteria e foi encontrá-la do lado de fora.

— Sabe, Mai, não é lá muito recomendável sair por ai abordando estranhos na rua — comentou Izaya. — Vão acabar achando que você é louca. O que talvez não esteja lá muito longe da verdade.

— Eu não ligo para isso — respondeu ela. — Se for para realizar minha tarefa, não me importo com o que venham a pensar de mim. Mas, sendo sincera, sair por ai atrás de pessoas na rua não está me ajudando como pensei que iria.

— Já tentou com pessoas da sua idade? — Perguntou ao acaso, olhando para os lados, alerta a qualquer aproximação perigosa.

— Minha idade? — Ela inclinou a cabeça para o lado, sem entender.

Izaya a encarou, olhando-a com curiosidade.

— Pessoas que se pareçam com você — explicou, pegando seu celular no bolso do casaco e checando as horas. — Jovens, despreocupados e com excesso de energia.

— Acho que não… — Mai respondeu pensativa. — Mas imagino que o resultado seria o mesmo.

— Bem, você não pode culpar as pessoas por repelirem suas aproximações repentinas. Afinal, é uma completa entranha — disse Izaya, começando a andar pela rua. — Tem que ser, necessariamente, um desconhecido?

— Não, mas… — Mai levou a mão a cabeça, um pouco confusa e se sentindo estranha. — É que…

Porém, o que quer que ela fosse dizer, acabou ficando preso em seus lábios, pois Izaya abruptamente levantou o braço a sua frente, interrompendo sua fala e impedindo sua passagem.

Sem entender o gesto, Mai olhou para o rapaz, percebendo que em seu rosto havia um estranho e maldoso sorriso. Incapaz de compreender a situação, ela voltou a olhar para frente, notando uma loja de conveniências situada na primeira esquina a sua direta, cuja lateral dava para um beco. Erguendo a sobrancelha, tentou ver se havia algo de interessante ali que houvesse chamado a atenção do informante, porém, ele próprio a parou, colocando a mão em seu ombro e impedindo o movimento.

— Espere — falou em tom baixo.

Alguns instantes se passaram sem que nada acontecesse, até que vozes ecoaram de dentro do beco. Ao ouvi-las, o informante alargou seu sorriso, satisfeito com o rumo que os acontecimentos que ele mesmo havia premeditado estava tomando.

Lá dentro daquela beco sujo e longe da vista dos pedestres, estava Kaho Kyosuke, aquele que o lobo procurava. O garoto, segundo as informações que juntara, trabalhava naquela loja de conveniências e seu turno se encerrada ao anoitecer. Por acaso, a porta dos fundos da loja, que os funcionários usavam para abandonar o serviço ao termino do expediente, desembocava no final daquele beco, local que poderia se tornar um tanto perigoso devido a sua má iluminação e localização escondida. Por isso, não seria nenhuma surpresa se uma dupla de arruaceiros, que se autointitulava Dollars, se escondessem entre as latas de lixo e tentassem caçar briga com um desavisado ou tentarem um assalto.

Ou talvez fosse, se Izaya não tivesse usado de sua lábia e influência para manipular os dois delinquentes e fazer com que tentassem machucar o garoto.

Após alguns gritos irritados, xingamentos e outros sons, dois homens com os rostos cobertos saíram correndo do beco, rapidamente sumindo no meio da multidão.

— Agora podemos ir — falou o informante com tranquilidade.

Ainda confusa, Mai o seguiu pela rua, até pararem de frente para o beco. Ao olhar lá pra dentro, a jovem se assustou com a visão que teve. Bem lá no fundo, no meio de sacolas e pedaços de lixo espalhados pelo chão, estava um rapaz caído, com o rosto manchado pelo sangue que escorria de algumas feridas e roupas sujas.

— O que aconteceu com você?! — Ela exclamou sem pensar, correndo até o jovem e se abaixando.

Chegando perto, a garota pode ver melhor o rapaz. Ele parecia tão jovem quanto ela, era magro, tinha pele clara, cabelos castanhos e olhos amendoados.

— O-o… O que houve? — Balbuciou o garoto, atordoado. — Aquelas caras… Eles apareceram e simplesmente me bateram, sem o menor motivo!

— Foram os Dollars — interveio Izaya, se aproximando com as mãos nos bolsos do casaco e lhe dando seu melhor olhar sério. — Sabe quem são?

— Sei, sim — respondeu Kyosuke, limpando o sangue que escorria de um machucado em sua testa e alcançava seu olho esquerdo.

— Deixa que eu te ajudo — disse Mai, tirando um lencinho do bolso de sua saia e passando-o delicadamente no rosto do garoto.

— Obrigado — respondeu ele com um sorriso.

Revirando os olhos para o gesto irritante e desnecessário de Mai, Izaya continuou:

— Essa é uma área dos Cachecóis Amarelos. Acho que deve conhecê-los também — explicou. — Devem ter pensado que você era um deles e aproveitaram o momento e localização oportunos para atacá-lo. Algum acerto de contas estúpido, provavelmente.

— Mas eu não pertenço a essa gangue! — Exclamou injuriado. — E quem é você para vir aqui e ficar me falando essas coisas? Por acaso também estava me seguindo?

Izaya abriu um sutil sorriso.

— Sou Orihara Izaya, o informante — apresentou-se com seriedade. — Soube por fontes seguras que vários integrantes dos Dollars estavam planejando uma retaliação a vários grupos rivais nessas redondezas, por isso decidi averiguar a situação e ver o quão grave era.

O jovem soltou um suspiro exausto e aflito.

— Isso quer dizer então que corro o risco de ser ataco de novo?

— É bem provável. São todos um bando de arruaceiros que só querem causar confusão. Talvez nem se importem em saber se você é ou não dos Dollars, só querem uma boa desculpa para sair espancando as pessoas — ele deu de ombros. — Mas fique tranquilo, eu posso ajudar.

Ao ouvir aquelas palavras, Kyosuke ergueu os olhos para Izaya, encarando-o com desconfiança.

— Como? — Perguntou. — E porque me faria esse favor?

— Ora, gosto de ajudar as pessoas de vez em quando — disse com humor. — A Mai-chan aqui é prova disso, não é?

Ao notar a forma como o informante a olhava, Mai engoliu em seco, apertando o pano entre seus dedos e acenando com a cabeça um pouco relutante.

— Sem falar que os Dollars também já me causaram problemas antes. Atrapalhá-los no que quer que estejam planejando me traz imenso prazer — acrescentou.

O garoto caído no chão olhou para Mai e depois se voltou para o mais velho. Apesar de ainda um pouco desconfiado, o ataque violento e repentino havia criado nele um medo que o impedia de recurar qualquer ajuda que pudesse evitar mais um acontecimento como aquele.

— Tome meu número — Izaya lhe estendeu seu cartão de visitas. — Nele tem meu endereço também. Pense um pouco antes de agir e, caso esteja certo da atitude que pretende tomar, venha me ver. Conversaremos sobre sua situação e logo teremos uma solução para o se problema.

Dando as costas para ele, o informante voltou a esconder as mãos nos bolsos do casaco.

— Vamos embora, Mai — falou em tom mais ríspido, começando a se afastar.

Deixando o beco junto dela, que havia se levantando e corrido até ele para não ficar para trás, Izaya certificou-se de tomar uma boa distância do local da briga. Certo de que já não podia ser mais visto ou ouvido, ele se virou para Mai.

— Já lhe dei um teto, agora é hora de retribuir o favor — disse ele com firmeza.

— O-o que você quer que eu faça? — Perguntou insegura.

— Naquele dia em que me ajudou, você conseguiu afastar o lobo facilmente — começou, muito sério e compenetrado. — Isso quer dizer que consegue se comunicar com entidades sobrenaturais, não estou certo?

— Sim… Quer dizer, mais ou menos… — respondeu Mai, hesitante.

— Então eu te aconselho a ter certeza, pois quero que convença aquele lobo a aparecer em certo lugar para mim — Izaya exigiu. — A data e local eu logo estipularei, mas é bom que esteja avisada e comece a se preparar.

Sem respondê-lo, Mai o encarou por vários instantes, até que a conclusão iluminou seus olhos.

— Você planeja fazer coisas ruins, não é? — Questionou desconfiada. — Você planeja machucar pessoas…

Suas palavras fizeram o rapaz rir.

— Machucar? Claro que não — negou em tom divertido. — Não seja boba, Mai-chan. Tudo isso que estou fazendo não passa de um experimento, só isso. Quero apenas ter certeza de algo e, como não posso descobrir isso sozinho, preciso usar algumas pessoas para me ajudar.

Aquilo não convenceu Mai, que continuou a olhá-lo com suspeita. Perante sua reação, Izaya endureceu sua expressão, encarando-a com insatisfação.

— Sua função aqui é a de executar minhas ordens, não questioná-las — repreendeu-a. — Então, se não quiser acabar na rua de novo, é melhor abrir mão dessa sua bondade medíocre e obedecer ao que eu digo.

Ao terminar de falar, Izaya lhe deu as costas, deixando Mai para trás. Sabia que havia sido mais ríspido que o necessário, mas aquilo tinha que ser feito. Não podia correr o risco de ter seus planos arruinados por um peão desobediente ou perder tempo ouvindo lições de moral de uma criança estranha. Se ela já estava demonstrando resistência, era melhor reprimir logo tal comportamento para evitar se arrepender depois.

Enquanto isso, Mai, sentindo-se ferida pelas palavras do informante, resolveu não segui-lo. Esperando ele se afastar o suficiente, a jovem também lhe deu as costas e, decidida a andar pela cidade e deixar que sua tristeza se dissipasse um pouco, tomou seu próprio caminho.

Um pouco sem rumo, Mai acabou indo parar no centro comercial de Ikebukuro, onde havia uma quantidade expressiva de pessoas indo e vindo pelas ruas. Todavia, ela não prestou muito atenção nas pessoas por quem cruzava. Não estava ali para realizar sua tarefa, queria apenas um pouco de distância de Izaya.

Ali, sozinha com sua própria consciência, começou a se perguntar se realmente havia sido uma boa ideia ir morar com o rapaz. Além de seu comportamento insensível, suas ações eram um tanto ambíguas, repletas de segundas intenções escondidas em meio as suas palavras. Interagir com ele era difícil e exaustivo, sem falar que muitas vezes ele a fazia se sentir mal. O melhor seria procurar outro lugar para viver e se afastar dele, porém suas chances de conseguir um novo abrigo eram extremamente baixas, se não nulas. Caso o deixasse, era bem possível que seu único destino fosse viver nas ruas, o que seria um grande inconveniente para sua missão.

Sem opções, Mai suspirou, cansada de tudo aquilo. Já não mais sentido vontade de andar pela cidade, ela se preparava para dar meia volta e retornar para o escritório. Todavia, a meio passo de descer do passeio e atravessar a rua, uma sensação estranha a acometeu.

Não era algo desagradável ou incomodo, estava mais para um pressentimento sutil em sua cabeça, avisando-a que algo estava próximo. Olhando em volta, ela tentou procurar a causa daquela sensação em meio aos pedestres. Passou os olhos por cada rosto na rua, até pousá-los em uma praça arborizada, onde viu uma figura curiosa e, também, o motivo de sua ansiedade.

Sentada em um banco de madeira, estava a tão falada Motoqueira Sem Cabeça. Em suas roupas escuras e usando um capacete amarelo com orelhas de gatinho, a Dullahan conversava tranquilamente com um homem loiro, que usava óculos escuros e vestia roupas de barman.

Sentindo-se curiosa e atraída por aquele ser sobrenatural, Mai abandonou a ideia de voltar ao escritório e começou a caminhar em direção ao casal.

— Já pensou na possibilidade dela estar fora de Tóquio? — Ouviu o homem perguntar.

A mulher digitou algo em um aparelho escuro que segurava e o mostrou a ele, que balançou a cabeça em resposta. O ato pareceu estranho aos olhos de Mai, que havia ouvido perfeitamente ao que a moça falara antes mesmo dela terminar de digitar.

— Com… Com licença — chamou timidamente, atrás do banco deles.

Sua voz assustou aos dois, que se viraram rapidamente para ela no mesmo instante.

— Ei, não saia aparecendo assim do nada para as pessoas — repreendeu o rapaz.

— D-desculpe… — respondeu ela, recuando.

Ao perceber sua insegurança, a motoqueira colocou a mão no ombro do homem, logo em seguida digitando algo em seu aparelho e mostrando para Mai.

“Está tudo bem?” — Perguntou.

Mai hesitou, ainda um pouco perdida e intimidada pelo olhar sério do rapaz. Por fim, após juntar um pouco de coragem, ela deu um passo a frente.

— Você é uma Dullahan, certo?

A motoqueira pareceu um pouco surpresa com sua afirmação.

“Sim, eu sou” — Digitou. “Por acaso já nos vimos antes?”

— Não… Quero dizer, eu já vi você algumas vezes pela cidade — respondeu muito rápido e um tanto desajeitada. — E é exatamente por isso que estou aqui. Eu te observei um pouco e achei seus hábitos um tanto curiosos, considerando suas origens… Mas, ao mesmo tempo, eu te achei admirável! Quer dizer, mesmo sendo uma entidade sobrenatural, você consegue formar laços com outras pessoas sem problema algum e…

— Ei, espere um pouco! — Interrompeu o homem loiro. — Você está falando rápido demais, não estamos conseguindo te entender. Antes de qualquer coisa, qual o seu nome?

— Eu me chamo Mai… — respondeu envergonhada.

“Certo, Mai-chan” — começou a moça. “Por que não se senta e conversa um pouco com a gente? Tenho certeza que assim seremos capazes de compreendê-la melhor”

Ao ser acolhida daquela forma, mesmo com sua tentava frustrada de estabelecer uma conversa, Mai sorriu verdadeiramente. Era a primeva vez que alguém era gentil com ela e a recebia bem, o que a fez sentir um pouco menos sozinha e mais cofiante.

Acenando animada, ela rapidamente deu a volta no banco e se sentou entre eles.

Talvez, ela pensou, sua situação não fosse tão ruim quanto imaginava.

Notas finais
O que acharam? Ah, daqui em diante terei uma beta. kimmichan, muito obrigada. =) Estava pensando, se alguem se interessar, posso colocar uma foto da Mai para quem estiver lendo.