Miracle
12 Capítulo 12- Feelings
Notas iniciais
Miracle
Capitulo 12- Feelings
Havia se passado uma semana desde o acontecimento envolvendo o Lobo das Montanhas. A situação já parecia ter se estabilizado; No dia seguinte Mai havia conversado com Celty e explicado toda a situação. E a Durahan, por sua vez, pareceu bem impressionada com a existência de outros como ela em Ikebukuro. A colegial tentou acalma-la, explicando que não havia com o que se preocupar, pois se eles não fossem influenciados por outras pessoas, os mesmo não atacavam sem um bom motivo. Porém, ao terminar toda a explicação, percebeu que a mulher ainda estava com duvidas em sua mente. Tentou fazer com que as expusesse, mas Celty se mostrou realmente relutante em dizê-las, por fim, Mai acabou desistindo.
Quanto ao Kyosuke, quando o viu na escola no inicio da semana, o garoto aparentou estar bem com tudo o que havia acontecido. Até agradeceu Mai por tê-lo ajudado a sair daquele mundo de gangues, apenas pediu para que ela não comentasse com ninguém os acontecimentos.
Até com Izaya as coisas pareciam relativamente normais – pelo menos, para o padrão dele -. O rapaz tinha perdido completamente o interesse pelo plano mal sucedido e começado a se concentrar em outras coisas.
As coisas pareciam ter voltado aos eixos depois daquele dia, menos para Mai. Depois daquela “declaração” feita por Izaya, a garota se sentia extremamente mal com relação ao rapaz. Era como se, depois daquilo, uma enorme distancia tivesse sido colocada entre os dois. Uma distancia que, por opção de Izaya, Mai nunca poderia cobrir.
Estava tão distraída com seus pensamentos que nem notou uma bola de vôlei vindo em sua direção. Quando deu por si, estava caída sentada no meio da quadra no horário de educação física com um lado de sua cabeça dolorido pela bolada.
–Hey, Orihara, presta atenção! – Uma das garotas do time xingou.
–Coitada, é muito lerda... – Outra zombou.
–É, mas só para algumas coisas. – Outra completou com malicia evidente em seu comentário, arrancando risadas das colegas.
E ainda tinha outra coisa que a deixava mais desanimada: A escola, melhor dizendo, o tratamento que recebia de suas colegas. Depois do incidente com o “quase” Retalhador, sua fama tinha piorado ainda mais. A maioria das garotas da sua sala não tinha o menor interesse em se aproximar de Mai, e sempre aproveitavam para fazer algum comentário infundado sobre a sua fama. Realmente não ligava para os comentários, o único fato que a incomodava era que, por mais que tentasse, nenhuma menina a deixava chegar perto.
Colocou a mão sobre o lado da cabeça que doía e foi para o vestiário. Estava trocando de roupa, quando ouviu o barulho da porta se abrindo, porém não deu atenção.
–De-desculpe... – Ouviu atrás de si, uma voz baixa e relutante, virou-se para trás e viu Anri.
–Sim?
–Acho melhor ir à enfermaria... – Recomendou.
–Está tudo bem. – Sorriu.
–Eu sou a representante feminina da classe, é meu dever ajudar os alunos a se manterem bem e seguros na escola. – Disse. –Deixe-me leva-la até lá.
–... Certo.
Depois que as duas trocaram os uniformes de ginastica pelos normais, dirigiram-se para a enfermaria. Não havia ninguém lá dentro. Mai caminhou para uma das camas e se sentou perto da cabeceira, enquanto Sonohara ficou em pé do outro lado.
–Vo-vou ficar aqui com você até a enfermeira chegar... – Como sempre, se mostrava insegura.
Mai ficou encarando-a, enquanto a outra olhava insistentemente para o chão, e, quando cedia, levantando os olhos e os encontrando com os azuis, dava um pequeno sobressalto e voltava a olhar para o chão.
–Você... – Mai começou. –Você acredita naqueles boatos sobre mim?
–De forma alguma. – Seu tom era baixo. –Na verdade, eu até já passei por isso, então, posso até te compreender...
–Se sabe que os boatos não são verdadeiros e entende minha situação, por que continua me evitando? – Perguntou; seu tom também era calmo, tentando demonstrar que não estava exigindo ou forçando nada, apenas conversando.
–Eu não sei... – Levantou a cabeça, encarando os olhos azuis por conta própria. -Não, na verdade eu sei, mas não sei como explicar. E mesmo que soubesse, você acharia algo absurdo.
Depois da fala da garota de óculos, houve um lampejo na mente de Mai. Agora, conseguia compreender toda a situação.
–Anri... – Começou, mas acabou sendo interrompida pela enfermeira entrando na sala, o que lhe causou uma surpresa ainda maior.
–Desculpe a demora. – A enfermeira se desculpou, ou melhor, Mizawa Atsuki se desculpou.
–Então eu já vou embora. – Anri disse, caminhando para fora da enfermaria, sem perceber a ligação entre Mai e a outra mulher.
Mizawa olhou para a garota sentada na cama e abriu um sorriso, um sorriso cruel, o mesmo que vira no escritório de Izaya.
–O que houve com você? – Atsuki perguntou, ignorando as reações de Mai, quanto a conhecê-la ou não.
–Eu... Eu só preciso de gelo. – Estava um pouco perdida, sem saber o que dizer ou perguntar.
–Se eu não me engano, você mora com o Orihara Izaya, certo? – Perguntou direta, surpreendendo a outra, enquanto ia até um frigobar e pegava uma bolsa de gelo.
Mai manteve-se calada.
–Ah, vamos, não precisa mentir, eu já te vi no escritório dele, já os vi andando juntos pela cidade. – Entregou a bolsa para a outra, que a levou a cabeça.
–É, eu moro com o Izaya...
–Hmm... E qual a relação de vocês dois? Parecem bem íntimos. – Mai sentiu seu rosto começar a esquentar, porém as palavras “bicho de estimação” vieram a sua mente, cortando qualquer sentimento de constrangimento.
–Não, não somos.
–Interessante. – Comentou, enquanto ia até sua mesa e sentava na cadeira.
Sentindo-se derrotada, a colegial simplesmente se deitou na cama com a bolsa de gelo e esperou o sinal do fim do horário tocar, que também significava o termino das aulas. Tinha perdido toda a curiosidade e vontade de perguntar mais sobre Mizawa, como o porquê de ser a enfermeira da escola, ou o motivo de ter ido ao escritório de Izaya.
Os minutos foram se passando, até que Mai ouviu o som do toque do seu celular. Rapidamente enfiou a mão no bolso de seu blazer e tirou o aparelho. Era uma mensagem de Izaya:
Mai-chan~
Hoje você terá a honra de jantar com minha ilustríssima pessoa. Depois que suas aulas acabarem, vai poder perambular pelas ruas de Ikebukuro como você gosta, mas, assim que der sete horas, venha ao Sushi Russo.
Estarei te esperando lá. ~
Izaya-sama ♥
P.S:. Para minha sorte, espero que você saiba olhar as horas.
Mai leu a mensagem e soltou uma pequena risada. Mesmo com toda essa confusão, ainda sentia-se um pouco feliz em estar com Izaya.
–Era seu namorado? – Ouviu Atsuki perguntar, um tanto próxima de si. Tentou fechar o celular rapidamente, mas não suficiente para a mulher não ler a mensagem. -Bem interessante. – Ela repetiu, se afastando.
O horário de aula terminou, junto com o tempo de ficar perambulando pela cidade, como Izaya havia dito, e logo estava na hora de ir para o Sushi Russo. Caminhou até chegar ao estabelecimento, parando na porta. Sentia seu coração palpitando e as pernas tremendo, mesmo não sabendo o motivo daquilo. Passou a mão pelo seu longo cabelo negro, ajeitando-o, respirou longamente e entrou.
O Sushi Russo não era muito grande, haviam varias bancadas com banquinhos, mesas e salinhas privadas com kotatsus. Não viu Izaya nas bancadas ou mesas, então passou em frente às portas de correr das salinhas, procurando o informante lá dentro. Só foi acha-lo na ultima sala. Ele estava sentado, com os cotovelos sobre a mesinha, enquanto mexia no celular; também pôde perceber que não usava o casaco, que estava caído ao seu lado.
–I-Izaya... – Chamou. O informante tirou os olhos do aparelho e virou-se para a dona da voz, sorrindo.
–Muito bom. Pontual. ~ — Elogiou, deixando a garota um pouco sem graça. –Vamos, sente-se. – Tirou a blusa caída ao seu lado, indicando o lugar para ela se sentar.
Meio desajeitada, Mai foi até o lado dele e se sentou.
–Por que me chamou aqui? – Tentou ao máximo não deixar sua voz falhar.
–Queria pedir sua ajuda para uma coisa. – ela não havia percebido, mas em cima da mesa havia algumas folhas; o informante as pegou e começou a folheá-las. –Uma cliente minha pediu que eu reunisse algumas informações, e uma delas é sobre a Motoqueira Negra. Eu sei muita coisa sobre ela, mas como você parece ser especialista em coisas estranhas, gostaria que desse uma olhada. – Entregou as folhas para a menina, que começou a ler.
Enquanto ela lia as folhas, Izaya ficou observando-a de cima. Para ele, era perceptível o nervosismo da garota, conseguia notar que sua voz tremia um pouco e suas mãos também. Gostava de vê-la desse jeito, acanhada. Era divertido, fora que aquilo lhe dava algum tipo de satisfação pessoal.
–Terminei. – Avisou, colocando as folhas em cima da mesa.
–O que achou? ~
–Você é um bom observador. – Elogiou realmente impressionada. –Está tudo muito completo, como se você próprio convivesse com a Celty.
–Ah, não me elogie tanto, Mai-chan~ — Disse num tom exagerado. –Se não vou achar que está tentando flertar comigo!~ — Colocou a mão na cabeça da garota, bagunçando seu cabelo.
–Não estou flertando com ninguém! Nem sei como se faz isso. – Respondeu, constrangida.
Enquanto Izaya ria das respostas de Mai, a porta da pequena salinha se abriu.
–Ôh, Izaya, seu pedido está pronto. – Avisou Simon com seu estranho sotaque. –Ah, e se não é a garotinha que anda sozinha pela cidade, Mai. – Colocou as taboas com sushi em cima da mesinha. –Tenham um bom jantar.
Simon saiu da sala, deixando novamente os dois sozinhos. Izaya olhou para as estranhas combinações, para sua infelicidade, o atum gordo havia acabado, e acabou tendo que pedir algo do estranho cardápio. Olhou para Mai, a garota já havia começado a comer, e não parecia achar estranho as combinações.
–Está gostando? – Perguntou curioso.
–Estou, sim. – Respondeu calmamente.
–Não acha as combinações um pouco... Estranhas? – Olhou para um sushi de coalhada.
–Por que seriam estranhas? – Indagou. –Estão gostosas.
Ele olhou para ela um pouco duvidoso, mas acabou desistindo de entender a estranha lógica da cabeça da Mai e começou a comer o sushi.
–Quem pediu esse relatório? – Mai quebrou o silencio.
–Uma mulher chamada Mizawa Atsuki, ela parece ter algum tipo de interesse com relação a lendas e mitos.
–... Eu já vi essa mulher. – Comentou, sem saber se falava sobre ela ser enfermeira da sua escola ou não.
–Onde?
–Ela é a enfermeira da minha escola. – Respondeu, fazendo Izaya estreitar os olhos.
–E ela te disse alguma coisa?
–Disse que já sabia que vivíamos juntos e perguntou nossa relação.
–Hm... Tome cuidado com aquela mulher.
Depois se seguiu um silêncio, até na hora dos dois irem embora. Estavam passando pela porta, quando encontraram com Simon entregando panfletos.
–Espero que o Izaya não esteja te incomodando muito. – Simon comentou, soltando uma risada.
–Claro que não. – Mai respondeu, começando a caminhar de volta para o escritório.
–Izaya. – Simon chamou em um tom sério, fazendo o outro parar, enquanto Mai continuava a andar. –Cuide bem da garota, ela gosta muito de você, e é a única pessoa que você tem. – Falou, em russo.
–O que disse? Eu não entendo russo. ~ — Fingiu extrema inocência. Simon não respondeu, apenas voltou a entregar panfletos.
–Tsk... – Deu as costas para o homem. –Não preciso que me diga isso. – Murmurou. –Ela é o meu brinquedo, e não vou deixar que ninguém chegue perto, nem mesmo aquela mulher da Nébula. – Depois dos relatos de Mai, Izaya percebeu facilmente as intenções de Atsuki; ela queria informações sobre Durahans, e não havia ninguém melhor do que Mai para dar esses dados. Provavelmente ela pretendia se aproximar da garota de alguma forma.
Durante boa parte do percurso, os dois andaram em completo silêncio.
–Izaya. – A garota chamou.
–O que foi?
–Na sua época de colegial, você estudou no Raira, né? Como foram os anos que passou lá? – Perguntou, inclinando a cabeça de leve.
–Ora, ora, onde conseguiu essa informação?
–... Eu conversei com o Shizuo uns dias atrás, e ele me contou.
–Que triste... Você consegue saber facilmente coisas sobre mim, enquanto eu, não consigo saber nada sobre você. – Riu. –Não está querendo tomar o meu lugar como informante, está? ~
–Prefiro não me envolver com negócios obscuros.
–Que cruel, Mai-chan, assim você me magoa. ~
–Vamos, só me responda.
Izaya suspirou:
–Sim, eu estudei lá. Aprendi muito sobre o comportamento das pessoas, perturbei constantemente o Shizu-chan e entrei em varias brigas com ele.
–Só isso?
–O que mais você queria? – Perguntou rindo.
–Hm... Amigos? Você se divertia muito com seus amigos?
–Amigos... – Murmurou mais baixo. –... Vamos dizer que eu não era do tipo que fazia grandes amizades. No máximo, com o Shinra e o Dotachiin, mesmo assim, não diria que “me diverti” com eles da forma que você está perguntando.
–E sua família? – Continuou, mas ao fazer isso, por um milésimo de segundo, Mai conseguiu perceber que Izaya estava ficando desconfortável com suas perguntas. Mesmo sendo por um momento, ver tal sentimento vindo de alguém como ele lhe foi estranho. Nunca pensou que poderia haver coisas que fizessem o informante se sentir triste ou qualquer coisa do tipo. –Ah, deixa isso pra lá... – Tentou.
–Meus pais sempre estavam viajando, desde minha infância, e minhas irmãs... São duas pestes, nunca gostei muito delas. – Colocou as mãos nos bolsos do casaco. –Eu sempre fui uma pessoa isolada. Acho que era isso que você queria saber, não é?
Mai abaixou a cabeça constrangida. No ínicio, queria apenas saber mais sobre o outro, mas aos poucos, um interesse em saber se Izaya tinha alguém próximo começou a tomar conta de suas perguntas.
–Já falei sobre mim, o que acha de falar um pouco sobre você? – Ele mudou de assunto.
–E-eu?! – Aquela pergunta a havia pegado desprevenida. Não sabia responder aquilo, não havia como dar uma resposta sem dizer toda a verdade, que era algo que ela não desejava revelar. Passou uns bons segundos sem dizer nada, tentando pensar em algo. –Eu... Eu estudo no Colégio Raira, gosto de cores escuras, posso ver, ouvir e falar com Durahans e eu gosto muito de doces. – Respondeu, na esperança que Izaya aceitasse aquelas informações banais.
–Eu tenho a ligeira impressão de que você está tentando esconder algo. – Cerrou os olhos.
–Cla-claro que não! Ah, veja, chegamos ao escritório! – Apontou para o grande prédio em que os dois moravam.
Izaya soltou uma pequena risada da forma pouco sutil no que a garota tentou mudar de assunto e adentrou no escritório. Tinha certeza que ela escondia algo, mas não precisava saber de imediato, pois tinha certeza que conseguiria descobrir o que era.
Assim que adentraram no recinto, Mai foi caminhando na frente.
–Sabe, Izaya... – Começou, virando-se para trás, fazendo seu cabelo balançar. –Eu também não tenho amigos, nem família. Mas eu não me sinto sozinha. Sabe por quê?
–Por que, minha querida, Mai-chan? ~
–Porque eu tenho o Izaya sempre perto de mim. – Respondeu, sentindo o rosto corar completamente, mas queria muito dizer aquilo. Voltou a dar as costas para Izaya e começou a andar calmamente para as escadas, pois se corresse, que o realmente queria fazer, deixaria a situação mais constrangedora ainda.
–Será que foi assim que conseguiu conquistar o Kyosuke-kun? – Comentou, antes que a garota chegasse a subir as escadas.
–Não, não, só tenho vontade de falar isso para você. – Respondeu, parando em pé no primeiro degrau.
–Você não tem a menor noção da metade das coisas que me diz, Mai-chan. ~ — Riu. –É melhor parar de me provocar. ~~
Mai também riu do comentário do outro, achando que Izaya estava fazendo mais uma de suas típicas brincadeiras. Porém começou a mudar de ideia, quando o informante começou a andar em sua direção com uma estranha expressão no rosto. Não conseguiu se mexer, continuou estática no mesmo lugar. O rapaz começou a se aproximar mais, até que começou a estender calmamente a mão até o rosto de Mai, porém o contato não foi completo, pois o celular do mesmo tocou. Afastou-se da garota, lhe dando as costas e atendou ao telefonema.
–Já esperava sua ligação. ~ — Falou, como se nada tivesse ocorrido. Durante alguns segundos ficou escutando a voz do outro lado da linha. –Quer me encontrar fora do escritório? Claro. ~ Será um prazer sair com você, Atsuki-chan. ~~
Ao falar o nome daquela mulher, Mai sentiu uma estranha sensação, não só por ser ela, mas como, também, por saber que Izaya iria sair com Atsuki. Era como se algo se apertasse dentro de si. Não queria mais ouvir aquela conversa, deu as costas para o outro ao telefone e subiu para seu quarto.
Izaya desligou o celular rindo internamente da situação em que Atsuki o colocara. Não sabia o porquê, mas a mulher queria encontra-lo fora do escritório numa espécie de encontro. Não entendia as intenções dela – apesar de ter uma ligeira impressão de que ela queria algo dele -, mas com certeza seria divertido, ainda mais se conseguisse provoca-la.
Voltou-se para Mai novamente, mas surpreendeu-se ao perceber que a garota não estava mais lá. Agora que toda aquela situação tinha acabado; tanto a de Mai, quanto a de Atsuki. Começou a se perguntar o porquê tinha se aproximado daquele jeito da garota. O que pretendia fazer? Nem ele próprio sabia. Mai começara a lhe falar coisas tão estranhas que deixaram sua mente extremamente confusa. Nunca, nunca, ninguém lhe direcionara aquelas palavras, nem tinha esperanças de um dia ouvi-las. Entretanto, a menina acabara de dizê-las, fazendo sua mente entrar em um frenesi atrás de uma resposta para suas dúvidas, tentando entender se merecia tais sentimentos e o que pretendia para mantê-los.
Izaya balançou a cabeça, tentando tirar aqueles sentimentos de sua mente. Não devia ficar desse jeito. Era óbvio, Mai era seu brinquedinho, seu animalzinho de estimação, lógico que deveria ama-lo profundamente. Simplesmente pelo fato dele cuidar dela, nada mais. Quanto à ele, gostava dela, mas não era nada mais que um afeto, como o que as pessoas têm por objetos de valor. Porém ela era seu objeto, mais de ninguém.
Fim do capitulo 12.
Notas finais
Well, esse ficou meio lento, apesar de ter "romance" como eu disse. Mas eu queria dizer que esse capítulo é o que dá inicio aos acontecimentos principais da historia.
Nos próximos vou abordar coisas mais interessantes... Huhu. Bom, eu queria explicar melhor, porém vai virar spoiler.
Outra coisa: Eu, por algum motivo, acho os títulos dos capítulos toscos. Estava pensando em mudar, e colocar coisas mais profundas, sei lá.
Então, leitores, acham que eu devo mudar os títulos?
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