Miracle

10 Capítulo 10- Plan


Notas iniciais
Desculpe o atraso!

Miracle


Capitulo 10- Plan


Caminhou desajeitadamente pelo corredor, até chegar à porta de Izaya. Hesitou. Seria melhor bater na porta ou simplesmente entrar? Apertou o travesseiro debaixo do braço e engoliu saliva, então, abriu a porta.

Surpreendeu-se ao ver que o informante ainda não havia dormido. Izaya estava sentado na beirada da cama olhando para o visor do celular em suas mãos, usava uma blusa de moletom cinza com capuz e um shorts preto. Ao ouvir o barulho da porta, levantou os olhos do aparelho e mirou-os em Mai.


–Que visita inesperada, Mai-chan. ~ — Falou com seu humor distorcido. –Mas acho que seria interessante se da próxima vez batesse à porta, não ia gostar se eu entrasse de repente no seu quarto enquanto estivesse trocando de roupa.


Ela nada respondeu, estava tentando juntar coragem para fazer seu pedido. Porém, havia algo em Izaya naquele momento que estava fazendo-a desconsertada. Seria seu tom de voz que estava diferente? Seu jeito? Postura? Ou seria simplesmente pelo fato de estar assustada e ele ser a única pessoa próxima que pudesse lhe dar algum tipo de conforto? Não sabia dizer o que era. A única coisa que sabia, era que o homem à sua frente estava lhe despertando estranhas sensações; sentia seu coração disparar, o rosto quente e seu estomago doía.


–Veio aqui apenas para me observar? – O outro perguntou, tirando-a de seus pensamentos.


–Não... Na verdade... Eu queria, eu queria te pedir algo...


–Sim? ~


–Posso dormir com você?


O sorriso confiante de Izaya sumiu rapidamente com o pedido da outra. Ergueu uma das sobrancelhas, se perguntando que tipo de pedido era aquele. Será que ela ainda não tinha entendido o que era uma relação entre homem e mulher, mesmo depois daquela “conversa”? Perguntava-se o que passava na cabeça da garota; se ela não tinha algum receio ou medo de dormir na mesma cama que outro homem.


–Por favor... – Insistiu.


E quanto a ele? Será que não se importava em tê-la dormindo em sua cama? E ficou realmente surpreso ao perceber que estava inclinado a atender ao pedido. Pela primeira vez, desde que a mesma chegara ao apartamento, se perguntou se ela não se sentia só. Afinal de contas, por mais estranho ou impróprio que fosse, Izaya era a pessoa mais próxima que ela tinha. E tinha absoluta certeza que não desempenhava um bom papel como companhia ou tutor.

No entanto, seus pensamentos turbulentos foram substituídos por coisas mais interessantes.


–Tudo bem. – Respondeu com um grande e caloroso sorriso.


A garota se conteve por um segundo, mesmo o outro aceitando o pedido. Estranhou o sorriso que lhe foi dado... Ele nunca sorria daquele jeito normalmente, a não ser que...


–O-obrigada... – Disse com receio, caminhando para o lado dele, apoiando os joelhos na cama para engatinhar para o outro lado. Entretanto, assim que colocou a mão no colchão para se apoiar, sentiu a mão quente do informante puxando seu braço, lhe tirando o equilíbrio; quando deu por si, estava sentada no colo do moreno.


–Izaya! – Seu grito foi agudo, uma mistura de susto com vergonha.


–Nossa, assim vai acordar os vizinhos, Mai-chan. ~~


Mai sentiu uma das mãos de Izaya circulando sua cintura e a outra indo de encontro ao lado esquerdo de sua face, acariciando-a, sentindo o sangue subir dos pés até seu rosto velozmente. O que o informante pretendia com aquilo?!


–O-o que você está fazendo? – Sua voz saiu baixa, porém desesperada.


–Bom, já que vamos dormir na mesma cama, achei que poderíamos ter algum tipo de diversão. O que acha? ~ — Tentou manter seu tom de voz baixo e aveludado, falando sempre próximo ao ouvido da garota.


–Por favor, me solta... – sua voz saiu em tom suplicante de sua garganta. Aquilo estava deixando-a desesperada; a posição em que se encontrava, a proximidade do outro, a respiração quente batendo em seu ouvido... Queria desesperadamente sair dali, mas, ao mesmo tempo, tinha uma imensa vontade de relaxar naqueles braços. Confusa, simplesmente fechou os olhos com toda força e apertou os braços em frente aos seios, numa pequena tentativa de se proteger.


Ao contrário da outra, Izaya se divertia loucamente com aquilo. Um simples ato, uma pequena demonstração de masculinidade, foi suficiente para deixar a outra completamente indefesa. Não estava segurando-a tão forte, ela poderia simplesmente se levantar e sair de perto, porém continuava ali, indefesa e inocente em suas mãos. Provavelmente, poderia fazer qualquer coisa com Mai que ela não iria resistir, por conta da própria inexperiência. Era tão divertido vê-la daquela forma, a sua mercê.


Por fim não aguentou, abaixou a cabeça, apoiando-a no obro da garota e começou a rir.


–Izaya...? – Indagou com relutância.


–Você é tão boba que chega a ser fofa, Mai-chan! ~ — Levantou a cabeça, rindo muito alto. –Sua reação foi impagável!


Ainda confusa, Mai continuou na mesma posição, apenas olhando com os olhos arregalados para o homem que a carregava.


–Depois disso, acho que posso dormir satisfeito. – Continuou rindo, porém tirou a mão do rosto da garota e passou atrás de seus joelhos, carregando-a e a colocando deitada no outro lado da cama.


–Você é mais estranho do que eu... – Murmurou, se ajeitando para debaixo dos cobertores, onde Izaya a colocara. Já tinha entendido que o informante havia feito mais um de seus “experimentos”, não sabia dizer por que, mas sentiu um pouco de decepção com tal conclusão.


–Por hoje pode ficar tranquila, Mai-chan, não vou fazer mais nada. – Avisou, voltando a sua posição anterior e pegando novamente o celular.


Ela ainda continuou olhando para Izaya, a espera de alguma outra reação, mas o outro parecia já ter se esquecido da situação anterior e agora se encontrava muito distraído com o celular. Aos poucos, o coração disparado de Mai começou a se acalmar e ao invés de ansiedade pelo que ele fizera, agora se sentia extremamente confortável; seu corpo começou a relaxar aos poucos, como se estivesse afundando do colchão, e seus olhos pesavam. Era estranho, mas a cama, o travesseiro e o cobertor de Izaya pareciam milhões de vezes mais confortáveis do que os de seu quarto. Como se a presença do outro ali fizesse toda a diferença.

Não conseguiu pensar em mais nada, já estava caindo no sono.



Depois de terminar um pequeno trabalho pelo celular, o moreno foi dormir. Ao se aconchegar na cama, notou que Mai havia saído de seu canto da cama e rolado para o meio, quase se encostando a ele por debaixo das cobertas.


–Você é a pessoa mais estranha e confusa que eu já conheci. – Murmurou.


E sem que percebesse, havia se aconchegado perto de Mai e pegado no sono.


Não havia aula, então Mai acordou um pouco mais tarde do que de costume. Olhou para o lado e não viu Izaya; o moreno havia se levantado e levado consigo toda aquela sensação de calor e conforto que sentira na noite anterior. Sentiu uma intensa falta do informante deitado ali do lado e, por alguns momentos, desejou voltar á aquela noite. No entanto, não havia nada que pudesse fazer, então tratou de se levantar e ir para seu quarto trocar de roupa.

Depois da roupa trocada e higiene feita, desceu para o andar de baixo, onde viu Izaya andando de um lado para o outro enquanto falava ao telefone.


–Izaya... – Chamou em um tom mais baixo, não só pelo outro estar ao telefone como, também, por se senti ligeiramente acanhada.


–Tente reunir o máximo de pessoas que conseguir no local combinado até domingo à noite. – Falou para a pessoa do outro lado da linha. –Vou chegar lá às dez. – Acrescentou, antes de desligar o telefone e se virar para Mai. –Ohayoo, Mai-chan. ~


Para a garota, Izaya estava com um estranho bom humor.


–Com quem vai se encontrar amanha às dez? – Perguntou receosa.


–Com que nós vamos nos encontrar. – Corrigiu. –Vamos nos encontrar com o Kyosuke-kun. ~


–Serio? – Demonstrou um pouco mais de animação, Kyosuke era um bom amigo e um dos poucos.


Izaya se dirigiu para o sofá e se sentou de forma largada.


–Você parece gostar muito dele... – Comentou, com o bom humor sumindo aos poucos.


–Claro, somos bons amigos!


–Você é tão inocente. – Comentou rindo.


–O que quer dizer com isso? – Perguntou. Estava em pé, atrás do sofá, sem manter contato visual com o outro.


–O Kyosuke-kun pode até não me achar confiável para ficar perto de você por causa das minhas supostas segundas intenções, porém ele não fica para trás.


–Izaya... – Tentou, já sabendo que o outro tentava provoca-la. Porém, mesmo sabendo disso, não conseguia deixar de se sentir incomodada. –Por que está dizendo isso?


–Andou conversando com a Celty, certo? – Continuou, ignorando a pergunta. -Deve ter aprendido algumas coisas sobre homens. O Kyosuke-kun não é tão bonzinho com você só pela sua amizade. Eu sou homem, e até que dá para entendê-lo; você é bonita e não vê malicia nas coisas, é uma presa fácil.


A menina sentiu o rosto corar, tanto por causa do elogio, quanto pela ofensa.


–Se o compreende, então deve ser mesmo aquilo que o Kyosuke disse sobre você. – Respondeu, se aproximando do sofá por trás.


Izaya olhou por cima do ombro, mirando seus olhos nos de Mai. Pelo olhar, ela podia ver irritação, mesmo com seu sorriso fino e cruel. O informante se levantou do sofá e virou-se para Mai, e antes da garota fazer qualquer coisa, puxou-a pelo braço, deixando-a bem próxima de seu corpo, apenas com o sofá separando-os.


–Se eu agisse mesmo como o Kyosuke diz, com certeza, Mai, já teria perdido muitas coisas. – Falou num tom perigoso, em seguida, soltando-a e voltando para seu lugar. –Mas não se preocupe. – Acrescentou, seu tom não era mais irritado, na verdade, apresentava um pouco de descaso. –Mesmo que me divirta com suas tímidas reações, minhas intenções não vão muito além disso. Decepcionando o Kyosuke-kun, estou aqui apenas para cuidar de você.


Assim que terminou de falar, o rapaz pegou o controle remoto e ligou a T.V, sem se importar com alguma resposta por parte da outra. Mai, por outro lado, ficou encarando-o, esperando algo. Há poucos segundos estava se sentindo irritada com a conversa de Izaya e suas ofensas, mas essa ultima frase fez toda sua irritação sumir. No momento em que disse aquilo, sentiu uma confirmação indireta de que ele se considerava alguém a quem ela pudesse contar.



Izaya continuou passando pelos canais aleatoriamente, estranhando o silencio repentino da outra. Até que sentiu uma mão pousar em seu ombro, fazendo-o virar a cabeça e olhar para Mai.


–Eu nunca concordei com o que ele disse. – Sorriu timidamente. –E obrigada. – Juntou toda a coragem que tinha, lentamente aproximou seu rosto e beijou de leve a face do outro. Rapidamente se afastou e foi para a porta. –Vou dar uma volta pela cidade. – Avisou, saindo apressada.


Mesmo depois da garota ter saído, o moreno continuou a olhar para a porta. Por alguns segundos não fez nada, até que levou a mão até o lugar onde havia sido beijado, massageando. O que tinha sido aquilo? E por que estava se sentindo estranho?

Aquele simples ato despertou todos os sentimentos e duvidas que estava contendo em seu interior. Começou a perguntar por que ainda a mantinha em sua casa, porque tinha permitido que dormisse em sua cama, porque se preocupou em consola-la e porque sempre que ela mencionava o nome de Kyosuke, se sentia irritado.

Não... Tudo aquilo tinha que ter uma explicação logica que coubesse em seus padrões. Izaya nunca teria sentimentos concentrados por alguém. Isso não existia! A não ser que...



Uma longa e sonora risada preencheu o silencio do escritório. Izaya finalmente tinha entendido sua situação!


Ele via Mai como seu bichinho de estimação, nada mais e nada menos. Era tão óbvio, como não havia percebido? Ela era como um cãozinho que lhe fazia companhia, e como todo cão, dava afeto e atenção ao dono. E, em troca, Izaya dava-lhe comida, proteção e, ocasionalmente, algum gracejo.

Sim, com essa perspectiva a situação ficava cabível. Isso explicava perfeitamente porque seus sentimentos por Mai eram diferentes do seu suposto amor pela humanidade, afinal, não a via como pessoa e, sim, como um animalzinho de estimação.



Depois da sutil demonstração de afeto, Mai mais do que depressa se afastou do outro o máximo que pode. Não iria conseguir ficar perto de Izaya depois do que fizera.


Andou até chegar ao centro comercial de Ikebukuro. Não tinha motivos para estar ali, mas suas pernas a levaram automaticamente até o movimentado lugar. Olhou em volta, pessoas indo e voltando; detestava locais abarrotados de gente, ficava confusa e perdida.

Seus olhos viam mais do que o normal, via coisas além da normalidade. E isso, misturado a aquele turbilhão de pessoas, luzes de outdoors, barulhos de carros e vozes, a deixava extremamente tonta e perdida. Tentou caminhar por entre as pessoas, mas continuavam sem o menor senso de direção, sendo, literalmente, levada pela multidão.


Estava sendo empurrada para só Deus sabe onde, quando sentiu alguém segurar a manga de sua blusa cinza e puxa-la para fora da multidão.


–Se não conhece a cidade, não devia sair de casa. – Ouviu seu salvador repreende-la.


–Desculpe, Shizuo. – Mai olhou melhor em volta; Shizuo a tinha arrastado para um beco, fora do alcance da multidão que a pouco quase a engoliu. E, realmente, não conhecia a região.


–O que está fazendo por aqui? – Seu tom continuava rígido.


–Não tenho nem ideia... Estava andando tão distraída que não vi por onde passava.


Shizuo estalou a língua, tirando do bolso um cigarro e isqueiro.


–Essas crianças de hoje, não tem nada para fazer e ficam vagando por aí... – Acendeu o cigarro e levou-o a boca. –Pelo menos você não está naquela droga de gangue amarela. Ai, sim, ia levar uma bronca minha!


Mai soltou uma risada baixa; Shizuo era realmente um homem simples. Mesmo que o loiro estivesse repreendendo-a, sabia que esse era um jeito de demostrar preocupação.


–Vamos, vou te levar para um lugar mais calmo. – Disse, pegando novamente no braço da garota e a levando para fora do beco.


Shizuo andou um pouco com a garota por Ikebukuro, até chagar á uma praça conhecida.


–Vou te deixar aqui, acho que já conhece essa área. – Disse. –Já te vi andando por aqui várias e várias vezes.


–Verdade, muito obrigada, Shizuo. – Sorriu.


O grande homem olhou as horas no celular e depois voltou a olhar para Mai.


–Meu serviço só começa daqui á quarenta minutos, vou ficar aqui até dar a hora. – Sentou num banco de madeira que se virava para uma grande fonte. –Se quiser pode ir embora.


–Farei companhia a você! – Falou, um pouco mais alto do que pretendia. Caminhou até o banco e se sentou ao lado de Shizuo, balançando as pernas no ar.


Por uns bons minutos, nada foi dito, os dois permaneceram em um completo silencio. Tal silêncio não parecia incomodar o loiro, porém, Mai tentava pensar em mil formas de puxar algum assunto.

A garota não sabia muito a respeito de Shizuo, apesar de vê-lo com muita frequência pela cidade, observar suas lutas com Izaya e, até, já tê-lo acompanhado em alguns de seus passeios pela cidade, nunca tinha trocado muitas palavras com o mesmo. Apesar de ter a ligeira impressão de que Shizuo apreciava uma boa conversa.


–Eu... Eu soube que você estudou no Raira, é verdade? – Arriscou.


–Sim.


–E foram bons anos? – Insistiu.


–Teriam sido melhores se aquela pulga maldita não tivesse estudado lá também. – Colocou uma das mãos no bolso e olhou para o céu da manhã. –Mas não dá pra reclamar, fiz alguns amigos.


–Serio? Será que eu conheço algum? Sei de algumas pessoas aqui que já estudaram lá. – Estava realmente feliz que a conversa parecia ter algum futuro.


–Hm... O estranho do Shinra e o Kadota. Apesar da Celty não ter estudado lá, também a conheci na época do Raira.


–E o Tom?


–O Tom eu o conheci no ginasial. Ah, e o Shinra, na verdade, eu o conheci muito antes do Raira, quando ainda éramos pequenos.


–Ahh~~ Que divertido, você manteve todas as amizades que teve. – Comentou com empolgação. –Deve ser muito legal ter amigos.


–Por que “deve ser”? – Questionou realmente curioso.


–Pra falar a verdade, não tenho quase nenhum amigo... Principalmente na escola, as pessoas parecem me evitar.


O rapaz ficou olhando para frente, sem se focar em algum ponto. Aquele discurso lhe era conhecido.


–Mas vou ser sincera, nunca me senti como as outras pessoas, não que eu me ache especial. Apenas...


–Sente que não pertence a esse lugar? – Completou.


–Isso. Também se sente assim, Shizuo?


O loiro soltou uma risada:


–Constantemente.



Depois do dialogo, nenhum dos dois deu sinal de que iam continuar a conversa. Ao contrario, se sentiam confortáveis com o silencio, talvez por compartilharem esse mesmo sentimento de isolamento.


–Bom, Mai, já deu minha hora. – Falou depois de algum tempo. –Tente não se perder de novo. – Brincou bem humorado.


Com uma troca de acenos os dois se despediram. Shizuo seguiu para seu trabalho, enquanto Mai se levantou do banco e começou a andar novamente, dessa vez com mais atenção.

Estava indo virar a esquina quando ouviu a voz de Izaya, parou de andar no mesmo segundo. Encostou as costas na parede; ouvia a voz de Izaya e Celty, acompanhada pelo barulho de seus dedos batendo no pequeno teclado do aparelho eletrônico. Teria ido embora, se a conversa dos dois não lhe tivesse despertado interesse.


–Então, posso contar com você para um certo trabalho, excelente entregadora? – Ouviu Izaya.


–“E o que seria?” – Ouviu Celty.


–Precioso de você esse domingo, às dez, neste endereço.


–“É um pouco afastado de Ikebukuro.”


–Verdade, mas é um trabalho muito importante. – Podia ouviu certo tom irônico na fala de Izaya.


–“Certo, estarei lá.”


Com essa última fala, ouviu o relinchar da moto de Celty, indicando que a mesma foi embora, porém não ouviu os sons dos passos de Izaya.


–Será uma noite realmente interessante. – O ouviu murmurar, e depois seus passos se afastando.


Por vários minutos Mai ficou na mesma posição, tentando colocar em ordem todas aquelas informações. Tinha certeza, algo ia acontecer domingo às dez. Algo que estava relacionado com Celty, Kyosuke e ela própria. Tudo arquitetado por Izaya.

Por um segundo sentiu uma estranha vontade de olhar para cima e, ao fazer, entendeu o motivo; No alto de um dos prédios de Ikebukuro, a menina pode ver a distinta silhueta do Lobo das Montanhas.


Não havia duvidas, Izaya planejava algo muito perigoso. Algo que Mai não podia ignorar.


Fim do capitulo 10.

Notas finais
Bom, eu nunca sei o que colocar aqui... Então vou ficar enchendo linguiça.
O que vocês acharam da Mai? Tem algum comentário em particular?
Ah, já vou avisar de antemão que o próximo capítulo vai ser sobre o lobo e o caso do Kyosuke, então não terá muito "romance", mas ele que dará partida para os acontecimentos principais da história.
Espero que tenham gostado!