Minotauro

1 Capítulo 1 - Jéssica


Notas iniciais
hm, não sei se essa fic vai pra frente... mas espero que gostem

Para Jéssica o tempo passava tão rápido quanto a tartaruga passou pela lebre adormecida. Enquanto seu professor de biologia tagarelava algo sobre vermes ela só encarava o relógio analógico que ficava acima do quadro negro. Os ponteiros se moviam lentamente e os “tics” e “tacs” a atormentavam cada vez mais.

Ela olhou pela janela. Era final de primavera e as flores já começavam a cair das cerejeiras do pátio da escola. As crianças do jardim de infância se arrumavam em fileiras para que suas ‘tias’ as levassem de volta para a sala de aula depois de um recreio cansativo e o Sol começava a se esconder por trás de nuvens cinzentas.

- Vai chover. – Ela murmurou.

- Hm, Jéssica? – O professor, ao vê-la perdida em seus devaneios, chamou sua atenção. – Gostaria de dividir suas previsões meteorológicas com a classe?

- N-não, senhor.

- Então poderia, ao menos, citar o nome de um dos filos dos vermes?

- Hm... Tem os... Aqueles...

- Certo... – O professor voltou-se para o resto da turma. – Como eu ia dizendo, os vermes que pertencem ao filo gastrotricha são característicos da água salgada ou doce...

Então um alarme tocou anunciando que era hora do intervalo. Imediatamente, todos os alunos se levantaram e começaram a tagarelar entre si, interrompendo o discurso do professor. Enquanto isso, Jéssica já estava do lado de fora da sala, respirando um pouco de ar fresco e aproveitando a sua liberdade de trinta minutos.

Jessie era alta, magra, de cabelos negros e levemente ondulados e olhos tão azuis quanto o mar do Caribe. Sua pele era branca como algodão e, durante sua infância enquanto os colegas a chamavam de Olivia Palito, sua mãe a chamava de Branca de Neve.

Depois de sair de sua prisão com capacidade de 36 alunos, Jéssica foi diretamente a um gramado que ficava nos fundos da escola onde os alunos gostavam de passar o tempo namorando ou conversando. Sentou-se na grama, fechou os olhos e passou alguns segundos aproveitando o Sol que batia no seu rosto e ouvindo a própria respiração.

Até que um barulho suspeito interrompeu o som do ar entrando e saindo de seus pulmões. Eram passos... Provavelmente quatro ou cinco pessoas se aproximando. Jéssica não estranhou já que aquilo era uma escola e as pessoas, naturalmente, circulavam por ela.

No entanto, o som dos passos cessou e no lugar dele, uma risada levemente psicopata foi ouvida. Ela abriu os olhos, virou-se de costas e o seu coração começou a bater no mesmo ritmo de uma britadeira quando viu quatro homens grandes, fortes e feios. Um deles – o mais alto e assustador de todos – Sorria maliciosamente enquanto segurava um bastão de beisebol. Um deles tinha as mãos vazias. Dois deles seguravam um saco de pano enorme, tão grande que Jéssica caberia ali dentro.

E isso a assustava demais.

Então o maior deles ergueu o bastão enquanto o que estava de mãos vazias tapou a boca de Jéssica. O homem, então, bateu com o taco de beisebol da cabeça de Jessie e tudo virou escuridão.

[...]

Sua visão ainda estava turva, mas assim que despertou ela já percebeu que não estava mais no gramado da escola. Estava em um lugar frio, vazio e tão silencioso que chegava a incomodar. Reunindo as forças que ainda lhe sobravam depois daquela interrupção um tanto peculiar, Jéssica esfregou seus olhos e os abriu, percebendo que estava deitada – ou mesmo jogada – em uma espécie de corredor completamente branco. Ergueu a mão até a sua cabeça e sentiu o galo que já havia se formado.

O que estava acontecendo?

Com medo, com fome e confusa, a pobre coitada ameaçou chorar. O que pretendiam fazer com ela? Onde ela estava? Será que ela sairia daquele lugar... viva?

- Tem alguém aí? – Ela conseguiu gritar mesmo que o medo a deixasse quase sem voz.

Ninguém respondeu.

Então Jéssica, tremendo, levantou-se, andou até o fim do corredor, virou-se à esquerda e deparou-se com outro corredor. Então entrou nele e espantou-se ao ver que aquele não tinha uma saída.

Ela estava dentro de um labirinto.

Tentou botar a mão no bolso da calça do uniforme da escola para pegar seu celular, mas percebeu que já não o vestia mais. Ao invés dele, usava um macacão cinza com um enorme número “7” amarelo estampado no tórax.

- TEM ALGUÉM AÍ? – Ela berrou. – ONDE EU ESTOU?

Jéssica estava desesperada.

Notas finais
flw, deixem reviews falando se eu devia continuar ou não
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.