Minhas Irmãs e Eu.
8 Capítulo 8.
Notas iniciais
Prova de matemática.
Era isso, agora era tudo ou nada, por em pratica o que eu “aprendi” com Katty ou passar as férias de fim de ano em casa estudando para a recuperação, isso, eu vou conseguir! .
Não vou conseguir, eu simplesmente não conseguia me concentrar na prova, não por causa de que eu não entendia ou coisa parecida, o problema, na realidade, e ironicamente, era a minha professora, Ashley não parava de olhar para mim, ela estava com um sorriso malicioso no canto dos lábios me olhando de lado enquanto segurava a caneta, apenas fingindo que escrevia alguma coisa, ela piscou e eu corei.
Ah Deus, eu só quero passar de ano, eu quero ir para a viajem de fim de ano com meus amiguinhos e me divertir, eu quero uma família normal, quero amigos normais, quero que as garotas que gostem de mim sejam normais, isso é pedir de mais? .
Bom, talvez seja, eu não posso reclamar, se eu quisesse que isso realmente parasse eu já teria tomado as devidas providencias a muito tempo, então acho que isso significava que eu gostava do que elas faziam comigo, eu me sentia encurralada, meu corpo vibrava em apenas pensar em alguma delas me tocando, a verdade era que eu queria, queria muito aquilo, mas nunca poderia admitir, eu não posso escolher entre uma delas, seria errado, não seria? , então... Eu seria muito egoísta ficando com todas? . Mas o que é que eu estou pensando!? .
–Passem as provas para frente, agora. — a professora levantou e cruzou os braços olhando para todos os alunos, parando para pensar agora, Ashley até que era muito bonita, eu nunca havia reparado nela desse jeito, e acho que nem deveria.
Eu não terminei a prova! .
–Professora, eu... Não terminei a prova. –falei fazendo a melhor cara de merecimento de pena.
Ela olhou para mim e entortou a boca, ela fechou os olhos e suspirou, ela estava pensando novamente, ela fez exatamente isso quando...
–Tudo bem, irei deixar você terminar a prova. –ela falou e todos gemeram em reprovação.
Ela ignorou a todos e voltou a se sentar, eu não sei se era porque ela gostava de mim ou se era porque ela era uma boa professora, mas eu realmente fiquei aliviada ao ouvi-la dizer isso, eu não sei, me senti especial.
Enquanto todos saiam da sala eu tentava me forçar ao máximo nas perguntas, eu já as havia estudado antes, seria fácil se eu realmente me concentrasse, então eu comecei, respondi com uma certa rapidez, o medo de não ir para a viajem era tão grande que eu nem conseguia pensar direito, embora eu soubesse o que iria acontecer assim que a viajem chegasse.
Olhei para Ashley assim que cheguei a ultima pergunta, ela estava olhando para alguns papeis sobre a mesa, eu me perguntei se ela já havia feito isso com outros alunos antes, quer dizer, isso era muito ruim para o currículo de um professor certo? , ser pega beijando uma aluna, eu nem posso imaginar em como foi difícil para ela tomar essa decisão de se “confessar” pra mim.
Levantei-me e fiquei ao lado da carteira por uns segundos apenas para conferir a prova, eu tinha fé de que eu realmente iria conseguir passar na prova, andei em direção a mesa da professora e coloquei a prova sobre a mesa, ela olhou para a prova e depois olhou para mim, eu dei um leve sorriso e olhei para o outro lado, eu não tinha tempo para essas coisas, eu tinha que me concentrar para a próxima prova, então aí sim eu poderia relaxar, em um sentido bom, é claro.
Voltei para a minha carteira e guardei o meu material, seja lá qual for minha nota, deve ser bem melhor do que as do bimestre passado, mas eu estava rezando para que eu passasse, eu queria que meus pais se orgulhassem de mim por alguma coisa que não fosse minhas irmãs ao menos.
Quando eu estava prestes a sair da sala, Ashley me pegou pelo pulso, me virei para olhá-la, ela não tentou nada, apenas ficou me olhando sem expressão alguma, eu olhei para o pulso que ela segurava depois para ela.
–E-eu tenho que ir agora professora... .-falei tentando me livrar de sua mão, mas ela não me soltou, quando eu estava prestes a falar outra coisa, ela sorriu.
–Não tem não. – ela puxou meu pulso fazendo-me cambalear contra seu corpo, ela passou a mão ao redor da minha cintura e me colocou contra o seu corpo, ela soltou meu pulso e ergueu meu queixo para que eu a olhasse, e... Deus, que olhar era esse? , era tentador e ao mesmo tempo perigoso, era errado e ao mesmo tempo certo, era como pular de um avião mesmo sabendo que você provavelmente ira desmaiar por causa do medo que tem. — Tudo o que você precisa é de mim e de mais nada. –ela sussurrou e colou nossos lábios, era como se uma rajada de vento muito forte e gélida me atingisse em cheio, eu sentia mil agulhas me perfurando enquanto ela me beijava com mais e mais vontade, eu apertei meus olhos e a empurrei para trás, eu olhei para ela com raiva e sem que eu me dessa conta, eu já havia batido em seu rosto, a vermelhidão na sua bochecha esquerda era visível por causa da pele alva, ela não mudou de expressão, ela apenas virou o rosto para mim de novo e sorriu. –Não esperava que fosse uma garota fatal. – em um movimento rápido ela me jogou contra a mesa e segurou meus pulsos com uma certa força, os matérias caíram no chão mas ela pareceu não ligar, o olhar e o sorriso que Ashley tinha chegava a ser sádico, ela virou meu pescoço de lado e passou a língua por um linha invisível, ela parou e o chupou com força, apertei meus olhos com força e mordi meu lábio inferior, não podia acreditar no que estava acontecendo, meu corpo parecia que iria entrar em combustão, cada molécula, cada célula, borbulhava dentro de mim intensamente, contorci minhas pernas tentando me afastar mas não consegui, Ashley se afastou e me olhou. –Seja apenas minha, Jenny, irei fazer você ter as melhores experiências que já teve em toda a sua vida, você nunca vai precisar de mais nada além de mim. –ela passou a mão pelo meu rosto e virou há cabeça um pouco para o lado. — Seu olhar e seu sorriso são tão cativantes, eu não posso acreditar que esperei todo esse tempo para te possuir. –ela segurou meu rosto com uma mão e o ergueu fazendo-me beija-la, sua língua percorria minha boca com uma necessidade, eu não podia acreditar que ela estava fazendo essas coisas comigo e eu não estava fazendo nada para impedir, mas a verdade, é que eu não queria que ela parasse, ela se afastou mas continuou segurando meu queixo, minhas bochechas estavam coradas e meus olhos lacrimejando. – Eu irei até mesmo proteger seu presente e futuro, quero continuar até apreciar e que seja só para mim. –ela suspirou e de repente suas bochechas coraram também, ela soltou meu pulso e se levantou ,eu me apoiei nos cotovelos e olhei para ela,ela tirou do jaleco uma maço de cigarro e o acendeu, ela deu uma tragada e eu vi os círculos de fumaça se desfazerem no ar.- Eu te amo e apenas eu irei realizar os seus sonhos. –ela falou sem olhar para mim, ela se sentou na cadeira em frente à mesa que eu estava sentada, eu me ajeitei e coloquei as mãos sobre a minha perna, toquei meus lábios disfarçadamente e suspirei, o que tinha acabado de acontecer? .
–Eu posso ir pra casa? .-perguntei timidamente.
–Você quer ir pra casa? .-ela falou.
Eu não respondi, o que eu poderia dizer? , “Não, eu quero ficar aqui com você, quero que você continue a me beijar e dizer mais coisas legais pra mim.”, é, eu poderia dizer isso, mas ao invés disso eu apenas assenti, ela suspirou novamente e se levantou, quando percebi ela já estava a minha frente, ela passou a mão pelo meu braço fazendo-me arrepiar, ela parou na minha mão e se curvou, ela beijou minha mão levemente.
–Como queira. –ela murmurou ficando ereta novamente, eu afastei a minha mão e coloquei-a sobre meu peito, desci da mesa e peguei minha mochila que havia caído no chão e andei em direção a porta, mas antes que eu vira-se a maçaneta, Ashley falou. — E Jenny, mesmo você pensando que isso é uma coisa errada, sua expressão me diz algo totalmente ao contrario.
–O–o que ?. –gaguejei olhando-a, ela lançou um olhar para mim e sorriu com o canto dos lábios.
–Deseja mais, né? .
Eu não respondi, abri aporta rapidamente e sai correndo o mais rápido que pude, meu coração estava acelerado como nunca antes, quem ela pensa que é para dizer esse tipo de coisa para mim? , eu podia muito bem falar para o diretor o que ela anda fazendo comigo, então eu tenho certeza que... Eu nunca teria coragem de fazer isso.
Suspirei assim que comecei a andar em direção a minha casa, porque elas sempre fazem esse tipo de coisa comigo? , a sete bilhões de pessoa no mundo inteiro, então porque justamente eu? , mas eu não podia negar, eu me sentia feliz só de pensar que elas gostavam realmente de mim, mas isso, em breve, se tornaria um problema, porque, quando alguma delas me perguntar com quem eu quero ficar, eu não acho que serei capaz de responder.
Quando comecei a pegar as chaves do portão de casa vi Ivy encostada na parede do lado do meu portão, essa não.
–Oi Ivy. -sorri ao me aproximar, ela me olhou e também sorriu, comecei a abrir o portão de casa e a olhei. — Porque você faz isso sempre? .
–Eu não sei, acho que eu vou estar sempre te esperando Jenny. –ela falou, eu engoli a seco e me concentrei em abrir o portão.
–V-você deveria ir embora, talvez seus pais estejam preocupados com você, não é melhor você ir pra casa? . –falei enquanto as chaves em minha mão tremiam, ela mordeu o lábio inferior e olhou para o lado.
–Talvez... Você seja minha casa. –ela falou ainda olhando para o outro lado.
As chaves tiniram assim que caíram no chão, algumas sakuras voaram contra o vento assim que olhei para ela, meu rosto começou a ficar quente, Ivy coçou a cabeça e sorriu.
–Me desculpe, acho que te deixei sem jeito. –ela falou olhando para o chão. — Mas é que eu realmente sinto isso, então, se você quiser ficar comigo... , bom, eu sei que eu não sou mais bonita ou melhor que a Alice ou a suas irmãs, mas... Eu vou fazer de tudo para te fazer feliz Jenny, eu... Eu te amo.
Meu corpo inteiro começou a se arrepiar e a esquentar, eu ao podia acreditar no que estava ouvindo, meu coração parecia que iria explodir a qualquer momento se eu continuasse a ouvir essas coisas, coisas tão frágeis como essas, eu me sinto tão.. Eu não sei, só de pensar que algum dia alguma delas ira se magoar por minha causa, talvez... Eu realmente não as mereço.
–Ivy...
–Você não precisa responder agora. – ela se aproximou e beijou minha bochecha. –Apenas, pense nisso, okay? .-ela sorriu e se afastou.
Eu coloquei a mão sobre a minha bochecha enquanto via se afastar de perto da minha casa, eu simplesmente não podia mais suportar essa sensação, quando é que tudo começou a ficar tão complicado? , quando é que as coisas começaram a sair do controle? , porque é que eu me sentia tão hesitante em relação a elas? , isso era uma coisa fácil de se decidir,mas eu apenas... apenas queria todas elas para mim.
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