Minha única paixão
29 Distração
Notas iniciais
POV Lucy
Hoje era o grande dia. Agora já é de tarde e eu estava em função da festa de Natsu desde hoje de manhã. Erza, Juvia e Levy estão juntas com Jellal, Gray e Gajeel para arrumar a casa para a festa. Irá comparecer bastante gente, alguns que eu nem sabia na existência.
Por que não estou ajudando os outros com a organização? Porque meu trabalho é manter Natsu longe da casa dele e de qualquer pessoa que ele conheça até a hora da festa, e para isso eu inventei um programa bem legal.
Paintball.
Nem ele nem eu fazíamos a mínima ideia de como se jogava, já que passamos nossa vida inteira praticamente só no basquete.
O lugar onde iremos jogar Paintball é um pouco afastado da cidade, ou seja, é o lugar perfeito.
–Lucy, tem certeza que quer fazer isso? -ele perguntava um pouco receoso.
Ele não havia mencionado em momento algum do dia que estava de aniversario.
–Certeza absoluta. -falo animadamente- Vamos Natsu, as bolas e tinta não doem... eu acho.
Nunca fui acertada por uma bola de tinta, mas tenho certeza que não deve doer tanto quanto uma bola de basquete no meio da cara.
*
Eu estava usando uma calça jeans, tênis preto e uma mascara de proteção.
Entregam para nós uma arma de Paintball.
–Escutem -falava um homem, provavelmente o líder do nosso time-não sejam atingidos, caso isso aconteça vocês serão eliminados da partida. Se todos vocês forem atingidos o time vermelho perde e se abatermos todos os azuis nós vencemos! Vamos!
O local tem lama, obstáculos e o time azul se encontra do outro lado de um riacho. Foram nos entregue também uma faixa vermelha para colocar no braço e assim nos distinguir do time adversário.
Começo a correr e, com um rapido reflexo, me desvio dum tiro que acertaria meu ombro direito.
–Espero que as aulas de artes marciais sirvam para jogar paintball. -murmuro para mim mesma antes de me atirar no chão e sentar atrás de uma arvore.
–Lucy! -Natsu grita e se atira do meu lado.
Antes de ele dizer mais alguma coisa eu faço um sinal com a mão para ele calar a boca.
–Você está maluco? -falo baixinho- Se você gritar os outros vão descobrir onde estamos.
Ele assente com a cabeça e fica calado.
Me levanto um pouco e olho para frente ver se alguém esta vindo.
Ninguém.
Me ergo por inteiro e, sem esperar por Natsu, começo a correr o mais rápido possível. Dois do meu time também estão avançando atrás de mim, até que aparecem dois do time azul — os adversários — e começam a atirar. Me jogo no chão antes que me atinja, o que faz com que acertem um dos caras que estavam atrás de mim. Miro com minha arma nos dois e aperto o gatilho.
Acertei!
–Os dois do time azul e um do time vermelho foram atingidos! -avisa num tom alto um dos juízes- Aguardem a próxima partida.
Os que foram atingidos tiram as mascaras de proteção e saem do local. O cara do meu time que estava atrás de mim já tinha corrido e se escondido, enquanto eu ainda estava atirada no chão.
Me levanto e corro, sempre parando e observando se algum adversário estava a caminho. Um grupo de 4 começa a avançar e a única coisa que posso fazer é enfiar os pés na lama e ficar atrás de um arbusto. Eles passam e nem percebem minha presença.
–Tirei dois, acabaram de passar mais quatro, ou seja, ainda restam quatro do outro lado do riacho. -falo comigo mesma.
Espero os outros passarem e começo a correr para o riacho com os tênis cheios de lama.
Escuto um tiro e uma bola de tinta passa diante de meus olhos, quase me acertando. Me atiro atrás de uma arvore e olho aos arredores pra ver de onde veio o tiro.
Tem um dos azuis em cima duma arvore.
–Droga...
Pego uma pedra no chão e a jogo nuns arbustos do outro lado e isso faz com que ele desvia a atenção dele para lá. Atiro nele e o tiro pega em sua perna esquerda.
–Jogador do time azul eliminado! -grita o juiz. Meu Deus, esse cara quase me mata de susto.
Penso em Natsu. Começo a rir só de pensar nele todo baleado com bolas de tinta.
–Agora restam apenas três.
Atravesso o riacho e corro por uma pequena trilha.
Escuto vozes. Eles estavam perto. Avanço um pouco mais e vejo os três parados conversando como se não estivessem no meio de uma partida de paintball.
Acerto uma bola de tinta em cada um.
–Time vermelho vence! -novamente o juiz aparece de sei la aonde, me dando um leve susto.
*
Tiro a mascara de proteção assim que encontro os outros do meu time. Todos estavam com marcas de tinta, até Natsu.
–Garota, -um deles se aproxima de mim- a quanto tempo você joga paintball?
–Essa é minha primeira vez.
Todos me olham, duvidando de mim.
–Caso queira entrar no time oficial, é só dizer.
–Não, não. Por mais que paintball seja interessante, vou ficar só com basquete.
Ele assente com a cabeça e vai descansar junto com os outros, antes de começar a próxima partida.
–Paintball não é tão difícil, é até divertido. -falo para Natsu, que estava coberto de marcas de tinta.
Ele ri.
–Só se for pra você. Quando eu estava tentando ir até você, quatro deles chegaram e me bombardearam de tinta!
Começo a rir. Eu podia ter impedido que isso acontece acontecesse se eh não tivesse me escondido, mas não me arrependo de nada.
–Mas em compensação, -ele me olha de cima para baixo- você esta cheia de lama.
*
O paintball terminou as 18:30 e eu estava exausta, e ainda teria que ir a festa surpresa do Natsu.
Jellal me disse para mandar uma mensagem pra ele quando o paintball terminasse, que ai ele poderia avisar Zeref para ligar para Natsu e dizer a ele para ir a casa de seus pais.
*
O plano funcionou perfeitamente. Natsu entrou todo sujo de tinta no carro e eu também, já que havia sido acertada algumas vezes em outras partidas.
–Lucy, vou ter que dar uma passada na casa dos meus pais antes de te levar pra casa.
–Sim. -falo ansiosamente.
Ele olha duvidosamente.
–Tem alguma coisa errada?
Droga. Eu devia ter feito algum curso de teatro, porque seria realmente essencial no momento.
–Não, nada não. -falo negando com a cabeça.
Ele não fala nada, mas continua com um olhar de duvida sobre mim.
*
Quando chegamos a casa, que estava mais para mansão, estava com as luzes todas apagadas e tinham vários carros ao redor.
–Deve ter mais uma reunião de negócios do meu pai. -Natsu diz com a maior naturalidade, só estranhando um pouco a falta de iluminação.
Como Zeref disse. Natsu não estranharia nada o fato de ter carros ali.
–Se quiser pode ficar no carro, eu já volto.
Tento fazer a voz mais normal possível.
–Não, vou aproveitar a oportunidade e conhecer os seus pais.
–Então tá.
Descemos do carro e fomos até a porta. Eu não sabia o que o pessoal planejou de fazer para quando entrássemos.
Natsu abre a porta e tudo está silencioso e as luzes apagadas.
–Que merda aconteceu?
Assim que ele termina de falar as luzes se acendem e mostram varias pessoas e uma decoração. Tinham alguns globos, caixas de som, mesinhas espalhadas com comida e bebida e alguns balões com frases motivadoras como "Com 18 já pode ser preso".
–Surpresa! -todos gritam no mesmo tempo.
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