O silêncio da sala deu lugar ao som da lâmina prateada que cortava o ar e os cientistas, Chess agiu na mesma hora, infelizmente dois cientistas já estavam mortos, a mulher pulou sob a mesa de controle e cravou a espada em mais um. A lâmina pesada de Chess foi na direção de Marry, porém sua velocidade foi mais rápida, pulou e a lâmina cortou o ar.

A evacuação da sala era rápida e eficaz, não queria que ocorresse um banho de sangue ali.

– Quem você pensa que é garotinho? – perguntava aquele ser que estava no corpo de Marry.

– Chess e você garotinha? O QUE VOCÊ ACHA QUE ESTÁ FAZENDO? – ele gritava atraindo a atenção de Cloud que retirava sua espada das costas.

– Garotinha? Não seja ridículo, esse corpo em que vocês me enfiaram não é meu, sou Sephiroth – o sorriso alargou-se mais ainda quando os olhos do ruivo se arregalaram.

Na mesma hora Masamune entrou o ombro do ruivo retirando um uivo de dor do mesmo, ela saia do corpo do jovem e descia em direção ao pescoço de Chess, rápida, letal e violenta. Se não fosse pela espada de Cloud, ele teria morrido ali mesmo.

– Saia daqui! – Cloud isso para ele.

– Está louco? Não me dê ordens soldadinho de lixo.

– Essa voz... Cloud Strife! – Sephiroth ria com desdém – Veio me impedir? Vejo que não teve muito sucesso da última vez.

– Cale a boca seu canalha. Marry por favor, sei que está aí dentro, lute contra ele! – Chess retirou o capacete de Cloud e o reconheceu, suas ordens era matar, era um membro da AVALANCHE.

– Marry? Então esse é o nome dela? – ele girava sua espada na mão – Vai me dizer que ela é sua protegida? – ele ria com escárnio – Ela está morta.

– NÃO! NÃO ESTÁ!

Cloud avançava para cima de Sephirtoh empunhando sua espada, um, dois, três cortes, mas todos defendidos, então foi aí que viu, se machucasse Sephiroth machucaria Marry. Na mesma hora abaixou sua espada levando um golpe no estômago pelo renascido. A espada estava ali, cravada e o sangue jorrava.

Chess aproveitou sua distração com Cloud e avançou para Sephiroth com toda sua fúria e raiva, o experimento deu errado, era para Sephiroth ser a arma da Shinra e não para se virar contra ela.

– NÃO – Cloud gritou ao ver Chess pronto para perfurar o coração de Marry.

Com esse grito, Sephiroth sustentou o corpo de Cloud com a espada, que gemia de dor, e jogou contra o rapaz contra Chess. Sephiroth riu quando os dois bateram com força na parede causando sangramentos na cabeça de ambos.

Numa velocidade rápida Chess jogou Cloud para o lado e foi na direção de Sephiroth, dando o golpe certeiro, o golpe final, sua lâmina perfurou o coração de Sephiroth que na verdade era de Marry. Os olhos verdes arregalados demonstravam sofrimento e agonia, parecia batalhar fisicamente para sobreviver e psicologicamente.

Marry tentava acordar, sair daquela escuridão que a cercava, correndo na direção da luz, lembrava-se dos dias de sol quando era pequena, dos abraços do Cloud, de suas mãos tocando suavemente suas costas e seu rosto lhe trazendo conforto e segurança. Lembrava-se do seu sorriso e de cada dia que viveu com ele, cada minuto de sua vida. Os cientistas não fizeram um trabalho muito bem feito ao jogar as memórias dela para o inconsciente. Aos poucos os olhos verdes ficaram lilases e os cabelos voltavam a sua cor normal, avelã. Agora a dor a consumia vendo a espada cravada no seu peito e as lágrimas de Cloud que caiam no fundo da sala, ainda jogado na parede.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.