Minha vida com você
17 Nico encanta uma garota com suas dublagens
Notas iniciais
Percy POV
Eu conseguia ouvir os gemidos de Thalia e Luke do quarto ao lado mais cedo. Não era nada legal. Estava sentado no telhado, era só passar pela janela e se sentar ali. Estava com uma lata de refrigerante do meu lado, pelo menos agora acho que o Luke tinha dormido e não dava mais para ouvi-los. Eu fiquei no telhado desde que os sons da cabeceira da cama deles batendo na parede começou a ecoar pelo meu quarto, eu poderia até ir para outro lugar da casa, só que eu estava vendo o sol se pôr e era a visão mais linda da casa, tinha todo o contraste com as árvores e o céu laranja e roxo, era simplesmente perfeito para um desenho e foi o que eu fiz, eu gostava de desenhar as vezes para matar o tempo e desenhar aquilo tudo foi tão relaxante.
Tomei um gole do meu refrigerante e olhei para o céu. Aquele monte de estrelas me deixavam de boca aberta e a lua estava cheia iluminando só o necessário daquela floresta atrás da mansão do milionário do Luke.
Eu quase caí do telhado quando ouvi alguém passando pela janela. Ainda bem que era só a Annabeth, ela me empurraria caso eu começasse a cair tornando minha morte muito mais rápida. Ela sorriu para mim e se sentou do meu lado.
– O que você tá fazendo aqui? – perguntou ela – Assistindo ao Luke e a Thalia destruírem o quarto?
– Não. Eu tava vendo o pôr do sol e agora to vendo isso. – apontei para cima, Annabeth olhou e abriu a boca.
– Nossa. Que lindo. – ela suspirou. Ela colocou a mão para trás para se apoiar e deu uma leve escorregada porque o meu caderno com o desenho tava no caminho, ela pegou-o o ficou olhando – Você quem desenhou?
– Sim.
– Meu Deus, como é lindo. – disse ela sorrindo – Você nunca me disse que desenhava.
– Você quem nunca perguntou. – disse pegando o caderno de volta – E também, só para me divertir um pouco. É só um hobby.
– Mas você desenha tão bem.
Sorri de canto.
– Obrigado.
Ficamos um pouco em silencio, apenas olhando para cima. Annabeth estava linda com o rosto banhado pela luz da lua, o cabelo dela parecia ser feito de fios de prata. E os olhos dela continuavam cinza e brilhavam adoravelmente. Toquei o rosto dela involuntariamente, eu apenas queria tocá-la, as costas da minha mão passaram pela bochecha dela e depois voltaram para seu lugar quando ela me olhou sorrindo tímida, sem entender a atitude.
– Tinha alguma coisa no meu rosto? – perguntou ela.
– Tinha um cílio, mas eu já tirei. – menti horrivelmente, afinal não queria dizer que minha mão apenas se ergueu e acariciou o rosto dela porque meu subconsciente queria tocá-la. (- Não venha jogar a culpa em mim, senhor Percy! Eu até queria tocá-la, porém não tenho tanto poder assim, você quem queria tocá-la e não quer admitir.) (- Eu… eu… eu não…) (- Cale-se antes que eu te bata. Ou melhor, faça você se bater e você vai parecer mais entranho do que já é na frente dela.). Suspirei, o senhor Percy às vezes é tão chato. Resolvi perguntar algo que queria saber desde o momento em que chegamos – Annabeth – ela parou de olhar o céu estrelado e me olhou –, porque você tem tanto medo de aranha? – ela olhou para os próprios pés e se encolheu – Não precisa responder se não quiser.
– Eu… eu quero responder. – ela suspirou – Quando meu pai morreu, eu sonhei que eu estava no velório e estavam levando o caixão dele, e estava nublado e às vezes trovejava, mas não chovia. Os homens que levavam o caixão dele deixaram ele cair e o caixão abriu e meu pai saiu de dentro dele, ele estava todo branco e sem os olhos, os dentes estavam podres… e… e ele pedia a minha ajuda, sua mão cheia de sangue e terra apontava para mim e saíram milhares de aranhas do caixão e subiram em mim. Eu acordei gritando e toda suada. – ela fungou e passou a mão pelo cabelo, olhando para cima, tentando não chorar.
– Sinto muito. – aproximei-me dela e coloquei meu braço no ombro dela.
Annabeth limpou as lágrimas, mas ela não conseguiu, algumas escorreram. Limpei as lágrimas dela e beijei a bochecha dela. Annabeth me encarou um pouco. Sob o céu estrelado, Annabeth me beijou. Um beijo calmo e gostoso. Ficamos apenas naquele beijo delicioso, não houve mão boba nem nada. Estávamos apenas curtindo o momento um pouco.
– ESCUTEM AQUI! JÁ TÁ QUASE NA HORA DE IR, ENTÃO TERMINEM DE SE ARRUMAREM E DESÇAM QUE NÓS TEMOS UMA FESTA PARA IR. – gritou Luke.
Annabeth me olhou e tentou voltar a me beijar, só que ouvimos o gemido de Thalia vindo do quarto ao lado. Annabeth riu e me beijou. Vi um flash pela minha pálpebra fechada e separei-me de Annabeth no mesmo momento em que ela se separou de mim. Leo saiu correndo do quarto rindo feito um maluco.
– EU TENHO UMA FOTO DE PERCABETH! PERCABETH! – gritou ele enquanto corríamos atrás dele pela casa.
Encurralamo-lo num corredor. Ele ria e mandava que nós ficássemos afastados porque se não isso ia parar o grupo do facebook da sala. Eu e Annabeth já tínhamos combinado o que fazer caso algo assim acontecesse de novo. Olhei para ela e ela sorriu para mim assentindo. Ela roubou o celular dele em uma fração de segundo porque ela é mais coordenada e mais mão leve do que eu. Peguei os ombros dela e empurrei contra a parede do corredor e começamos a nos beijar com Leo ali assistindo. Ouvimos um gemido contido dele e quando o olhamos para rir da situação, ele estava jogado no chão puxando a pele do rosto.
– Parte dois. – ela sussurrou no meu ouvido.
Sorri e peguei as coxas dela e a puxei para cima, ela enrolou suas pernas na minha cintura e voltamos a nos beijar, não por muito tempo porque Leo deu outro gemido e acabamos rindo. Coloquei Annabeth no chão e ela devolveu o celular dele. Ele se levantou meio tremulo e arfante.
– Vocês não podem brincar comigo assim. – disse ele.
– Que isso, Leo, pensei que você gostaria de ver algo assim. – comentou Annabeth.
– Sim, mas… não. – disse ele – Isso foi demais para mim. Um shipp tão perto é difícil de controlar, é como se eu tivesse recebido um vídeo pornô de Dramione. Ai, ai.
– Bom, a gente tem que se arrumar, certo, minha bonequinha? – perguntei Leo deu um grito mudo e se contorceu.
– Temos sim, meu Han Solo. – outro gritinho mudo que adquiriu um baixo som quando nos beijamos.
Usamos de propósito os apelidos que Leo disse que ficaríamos fofos se nos chamássemos assim e seguimos pelo corredor de mãos dadas. Ele estava tão aturdido que nem tirou uma foto. Rimos quando chegamos na porta do quarto da Annabeth que ficava de frente para o meu.
– Quase matamos o Leo, Annabeth. – comentei rindo.
– Eu sei. Ele mereceu.
Encarei Annabeth por alguns segundos e a beijei novamente a prensando contra a porta. Dessa vez o beijo ficou mais sensual, mordi o lábio dela e o puxei. Annabeth arfou.
– Até daqui a pouco. – murmurei.
– Até. – sussurrou ela me dando um selinho agarrando meus cabelos.
… MEIA-HORA DEPOIS …
Estávamos a caminho da festa, Leo estava dirigindo e acabaríamos batendo porque ele ficava olhando para mim e Annabeth pelo retrovisor, ficamos trocando cariciar bem sutis pelo caminho e riamos quando o shipper se contorcia.
Na casa da prima do Luke, cada um foi para um lado, até Annabeth sumiu um tempo me deixando sozinho. Fiquei sentado bebendo qualquer merda que tinha naquele copo até que Frank passou pela minha frente arrastando Nico pelo braço. Quando começou a tocar YMCA entendi na hora o que estava acontecendo. Segui-os e fui até a pista de dança com eles e presenciei mais uma vez Nico dominar uma festa, todo sério, ele tomou em um gole a bebida do Frank e do nada sorriu e começou a puxar o pessoal para dançar e fazer o Y-M-C-A com os braços.
Alguém cutucou meu ombro, ao olhar para trás Annabeth estava lá, com uma garrafa de vodka e dois copinhos. Segui-a até o jardim da casa e nos sentamos num balanço que tinha lá. Começamos a beber.
– O Nico é surpreendente. – disse Annabeth – Eu não consigo olhar para ele e imaginar que aquele garoto que começou a dançar YMCA por conta própria.
– Por isso que é legal, é muito inimaginável. – comentei – A primeira vez que ele fez isso, quase que eu, o Luke, o Frank, o Tyson e o Leo tivemos que parar no hospital porque levar um susto tão grandioso assim depois se matar de rir não faz bem.
Annabeth riu.
– Annabeth, você… você…
Ela me encarou em expectativa e eu suspirei, não conseguiria pedir.
– Você sabe falar klingon? – perguntei.
Annabeth fez biquinho.
– Não, mas eu queria.
– Ãh… – eu não conseguiria, não hoje – Sabia que vai ter uma Comic-Con lá em São Francisco?
– Sim! – ela falou animada – A mamãe já me deixou ir e falou que ia comprar o ingresso para mim.
– E para mim? – perguntei exasperado.
– Peça para o seu pai. Ela é minha mãe e vai comprar para a filha dela, que sou eu.
– Extremamente clara foi você.
– Que bom que entendeu, Yoda. – ela sorriu para mim – O Luke falou que ia comprar um ingresso para você.
– Acho bom que ninguém ia me deixar para trás. – fiz biquinho e recebi um beijinho dela.
– O que você acha de brincarmos de “Eu nunca”? – perguntou Annabeth depois de ficarmos um pouco em silêncio, queria me chamar de idiota por uns quinze minutos antes de voltarmos a falar, porque eu sou um frouxo.
– E como se brinca?
– Alguém fala uma coisa que nunca fez e se o outro fez bebe um copo de vodka.
– Tudo bem. Começa você.
Annabeth torceu o nariz.
– Eu nunca viajei para fora do país. – disse ela.
Bebi em copo virando de uma vez.
– Para onde você foi? – perguntou ela.
– Para a Inglaterra. – respondi.
– “The Making of Harry Potter”? – ela sorriu.
– É.
– É bonito?
– É perfeito.
Ela choramingou.
– Calma que a gente um dia vai para lá juntos. – prometi – Agora é minha vez. – pensei um pouco e sorri ao imaginar uma pergunta – Eu nunca beijei alguém do sexo oposto.
Annabeth me encarou, revirou os olhos e aproximou o copo da boca. Eu me levantei na hora e ela abaixou o copo rindo.
– Senta aí, seu tarado.
Fiz biquinho.
– Você me dá esperanças falsas e isso magoa.
Ela riu.
– Cala a boca que é a minha vez agora.
Nico POV
Depois de sair do meio da multidão rindo fechei a cara, não sou muito fã de sorrir, gosto de sorrir quando necessário, se eu por acaso conhecer alguém e gostar, eu irei sorrir, caso não a pessoa já se afasta com medo de mim. Senti alguém cutucar o meu ombro e ao virar, havia uma garota ali, atrás de mim, ela era simplesmente linda, com a pele morena, o cabelo preto estava preso numa trança jogada por cima do ombro, os lábios carnudos dela estavam praticamente me chamando. Ela sorriu e eu acabei sorrindo também involuntariamente.
– Oi, eu sou Reyna. – disse ela – Você se lembra de mim?
– Reyna? Da terceira série? – ela assentiu e meus olhos arregalaram. Como assim? Ela ficou tão linda e maravilhosa. Como assim?
– Eu mesma, Nico. Lembra que você vivia puxando as minhas trancinhas? – perguntou ela rindo.
– Agora só tem uma para puxar. – peguei a trança dela na mão e dei um leve puxão.
– Então, como você anda? – perguntou ela caminhando comigo para a sala, onde era mais silencioso.
– Bem e você? – eu encarei aqueles olhos brilhantes – Você cresceu tanto.
Ela sorriu e colocou a franja atrás da orelha.
– Você também. A propósito, amei a sua dublagem de YMCA na pista.
Sorri tímido.
– O que posso dizer? Sou ótimo nisso.
Ela riu e balançou a cabeça.
Nós conversamos muito quando sentamos no sofá, nem vimos às horas passar. Ficávamos contando coisas e rindo. Em determinado momento, quando estávamos em silêncio eu acabei contando algo que nunca tinha contado a ninguém.
– Eu gostava de você na terceira série. – disse.
Ela me encarou e ficou vermelha.
– Eu também gostava de você.
Eu cocei a nuca, nenhum de nós disse nada. Ficamos nos olhando um pouco até que eu agarrei a nuca dela a puxei para mim. Beijei aqueles lindos e grossos lábios. Ela agarrou meus cabelos e acariciou enquanto nossas línguas começavam a se conhecer. O mundo pareceu mais lento. Separamo-nos depois de um bom tempo nos beijando. Ela se levantou, pegou a minha mãe e me levou para as escadas, indo na direção de um dos quartos. Prensei-a contra a porta e voltei a beijá-la. Ela puxou a minha blusa para cima e sorriu arranhando meu abdômen quando voltou a me beijar.
Peguei as coxas dela a puxei para cima e levando para a cama. Deixei-a no edredom macio e puxei a blusa dela para cima e a saia dela para baixo depois de tirar seus sapatos. Beijei o pescoço dela e sua boca alternando entre dar mordidas nos dois até conseguir abrir seu sutiã. Puxei-o e beijei o vale entre os seios dela e depois chupei os biquinhos enquanto apertava ambos os seios dela.
Reyna gemeu e se esfregou em mim.
– Não enrola! – ordenou ela abrindo minhas calças.
Tirei-a junto da cueca e peguei uma camisinha na minha carteira. Reyna me encarou arfando e levantou os quadris, puxei sua calcinha e toquei seu sexo, estava completamente melado, meus dedos deslizaram com facilidade para dentro dela. Ela gemeu e mordeu os lábios enquanto jogava seus quadris contra a minha mão. A mãozinha dela foi até meu membro e ela o acariciou retribuindo o prazer que eu dava a ela.
– Nico, por favor…
– Por favor o que? – perguntei estocando devagar meus dedos enquanto ela me masturbava ainda.
– Me fode.
Rosnei e ela sorriu, pegou a camisinha da minha mão e colocou-a em mim. Tirei meus dedos de dentro dela, minha mão foi agarrada e meus dedos melados chupados por ela. Estoquei com força a fazendo gozar no meu membro apertando-o deliciosamente. Continuei a estocar, nós nos beijávamos jogando os gemidos um para os lábios do outro. Ela arranhava as minhas costas com força fazendo-me arrepiar, aquelas unhas grandes iam fazer um estrago na minha pele e eu nem estava ligando.
– Nico…
Quando Reyna gemeu meu nome não aguentei, meu membro pulsou com força e acompanhou a pulsação dela. Ela afundou as unhas no meu cabelo e voltou a me beijar. Mordi o lábio dela e nós dois gememos longamente enquanto gozávamos.
Saí de dentro dela e me deitei ao seu lado tirando a camisinha e jogando no chão. Nós dois arfávamos. Reyna ficou sobre mim e começou a me beijar, suas unhas subiram pela minha coxa, arranhando levemente a carne e seguiram caminho até meu membro, ao qual ela começou a acariciar com sua mão quente. Meus olhos reviraram quando ela lambia minha boca.
– Você não tem hora para voltar ou tem? – perguntou ela num sussurro sensual.
Eu nem conseguia pensar direito já que as mãos dela me acariciam tão calmamente assim.
– Não, o carro é meu, eles que arrumem um jeito de voltar para casa.
Ela sorriu e desceu o corpo pelo meu e engoliu meu membro lentamente agora que ele estava duro novamente. Gemi e desfiz a trança dela deixando seus cabelos negros caírem em onda sobre seus ombros e então os agarrei para ditar a velocidade. Reyna gemia e quando me encarava com aquele olhar lascivo fazia-me arrepiar inteiro.
Percy POV
Eu tava locão. Não conseguia nem andar em linha reta, eu e Annabeth levamos aquela brincadeira longe demais porque teve um momento que nem mais pergunta tinha a gente só ficava passando a garrafa de um para o outro. Ela devia estar perto de mim, mas nem fazia ideia mais de nada. Eu acho que uma musica legal estava tocando porque eu dançava loucamente com uma garota qualquer que do nada me beijou e eu acabei deixando. Só esperava que Annabeth não tivesse visto. Ao me separar dessa garota alguém tocou meu ombro e me puxou. Era a Annabeth.
– Achei o Leo – disse ela meio arrastado – vamos para casa, eu preciso de um banho frio.
– Eu posso ir junto. – perguntei sorrindo abertamente enquanto ela me levava para o carro.
– Não.
Eu nem liguei nem enxergava direito. Quando chegamos perto dos carros eu tive que me concentrar para não cair de boca no chão.
– O Grover devia estar aqui. – solucei – Ele teria se dado muito bem com uma samambaia que tinha lá dentro.
– Ele deve estar se dando bem com a Juniper agora. – disse Luke parado na frente do carro do Leo com Thalia quase dormindo abraçada a ele.
– Alguém viu o Nico? – perguntou Hazel.
– To aqui! – exclamou ele sorrindo alegremente.
Todos nós demos um passo para trás, nos afastando dele.
– O que foi? – perguntou ele sorrindo.
– Ãh… porque você tá tão alegre? – perguntou Frank.
– Por nada.
Uma garota morena se aproximou e chamou a atenção dele pondo a mão em seu ombro, ele a olhou e ela deu um beijo nele entregando a chave do carro dele para ele.
– Você esqueceu isso no quarto. – disse ela.
Ele pegou a chave e beijou-a de novo.
– Obrigado por trazer. – agradeceu ele – Te ligo amanhã.
Ela sorriu e deu um selinho nele.
– Tudo bem. Tchau. – ela se afastou e ele voltou a nos olhar sorrindo sem mostrar os dentes.
– Aquela era a Reyna da terceira série? – perguntei falando como um bêbado, o que eu era no momento.
– Exatamente. – respondeu ele – Ela gostou de me ver dançar YMCA.
Isso era algo tão normal de se ouvir. É legal abrir suas asas e soltar as feras. Miau. Assenti e dei um passo para trás tropeçando na minha própria sombra. Comecei a rir e Annabeth azeHazelriu comigo.
– Eu sou tão idiota. – disse rindo.
Ela assentiu e me ofereceu a mão. Ao invés de me segurar acabei a puxando para baixo e ela caiu sobre mim. Continuamos a rir.
– Agora eu sou a idiota. – comentou ela soluçando de tanto rir.
– Tudo bem, gente. – disse Frank tirando Annabeth de cima de mim e Hazel me ajudou a levantar – Vamos para a casa agora.
Leo e Calypso estavam vindo, tinham acabado de sair de trás de uma árvore e estavam ajeitando as roupas. Eles estavam vermelhos e arfando. Ninguém disse nada apenas entramos no carro e voltamos para casa. Cada um foi para um lado, só sei que me joguei na cama do mesmo jeito que cheguei. Pelo menos eu acho.
… NO DIA SEGUINTE …
Eu acordei com uma dor de cabeça desgraçada, e eu estava sem calça. Levantei-me lentamente para minha cabeça não doer tanto. Fui para a cozinha de cueca mesmo, a luz incomodava meus olhos. Cheguei lá, peguei café na mesa e não me importava que todos estavam à mesa me olhando, eu estava de blusa e cueca, não estava pelado.
– Alguém viu as minhas calças? – perguntei bebendo um pouco de café.
– Talvez isso faça você se lembrar. – quando Leo pegou seu celular já vi que ia dar merda.
Ele me entregou o aparelho e dei play.
Eu estava andando torto cantando “I Just Had Sex”, quando cantei o refrão fingi chorar e comecei a dizer:
– É mentira, eu não fiz sexo. Annabeth – gritei e ela estava do meu lado – eu quero sexo agora.
– Não! Sai de mim! – gritou ela me afastando quando tentei agarrá-la – Toma essa cadeira. – disse ela entregando uma cadeira que tinha no meu quarto para mim.
Peguei a cadeira e olhei para Annabeth.
– Amo uma cadeira. Olha essas pernas finas. – afirmei soltando a cadeira e sentei-me sobre ela fingindo que estava dando uns beijos nela e aquilo estava muito sensual – Seu gosto é de mogno… delicioso…
Annabeth riu e negou.
– Já pra cama. – mandou ela.
Dei de ombros e deitei a observando partir. Tirei meu tênis e olhei para câmera, ou seja, para Leo.
– Eu to com vontade de fazer uma strip. – comentei choroso.
– Faça se quiser. – disse Leo.
– Não quero pra você, eu quero a Annabeth. – gritei para que Annabeth ouvisse.
– Eu não quero você. – cantarolou ela.
– Eu não preciso dela. – disse, desabotoei a calça e a tirei deitado mesmo e comecei a girá-la e girá-la e atirei na janela, e como a janela estava aberta ela passou direto – Três pontos! UHUL! – comemorei.
Eu ri depois choraminguei porque minha vida era supostamente terrível e depois de falar com Leo sobre duendes e anões, e sobre como as minhas pernas estavam ficando frias e comecei a me desesperar porque achei que teria de amputá-las, e finalmente dormi. E o vídeo acabou.
Olhei para Leo e ele apontou para a janela ao lado esquerdo. A minha calça estava lá. Sobre os arbustos. Esfreguei a testa e fiz um gesto com a mão mostrando descaso, peguei mais uma xícara de café e voltei para cima. Minha cabeça estava explodindo. Olhei a porta do quarto da Annabeth, torci o nariz e entrei. Ela estava acordada, com a mão na cabeça, mas permanecia deitada. Deitei-me ao lado dela e lhe entreguei café. Ela sorriu e bebeu um pouco.
– Obrigada. – disse ela me olhando – Você também perdeu as calças? – perguntou ela.
Encarei aquelas coxas brancas e deliciosas de apertar.
– Encontrei as minhas num arbusto lá fora, eu as joguei pela janela sabe. Como todos devem fazer. Devemos viver num mundo sem calças! – eu afirmei parecendo um presidente.
Ela riu.
– Não. Imagina as pernas da professora Gaia nuas.
Nós dois fizemos um som de repulsa e trememos. Isso seria nojento. Deitei-me ao lado dela e fiquei ali, deitado com ela. Tomamos um remédio para dor de cabeça e ficamos rindo enquanto eu contava as minhas teorias de bêbado sobre como os anões e os duendes iriam dominar o mundo. Achamos a calça dela estava no chão sob a janela, a dela não estava aberta então não dava para jogá-la por ali, depois de um tempo acabamos dormindo um abraçado ao outro.
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