Notas iniciais
Voltei Diamonds, tá na hora de Percabeth Hate! YEY! Vamos ler o capitulo que é fab.

A única vantagem de morar na mesma casa que Annabeth se fazia presente quando as amigas dela viam ficar na piscina, maravilhosamente lindas de biquínis e essas coisas, porque o resto do tempo era o inferno. Para começar não podíamos ficar sozinhos na sala. Não dá certo quando a TV é uma só e duas pessoas querem assistir a duas coisas diferentes.

– SOLTA O CONTROLE, JACKSON! – ordenou ela.

Estávamos sentados no sofá, os dois com as mãos no controle remoto da TV, um puxando para um lado e o outro para o outro.

– SOLTA VOCÊ, CHASE! EU CHEGUEI PRIMEIRO AQUI NA SALA! – retruquei puxando o controle para o meu lado.

– EU SOU MAIS VELHA! AGORA ME DÁ ESSE CONTROLE!

– UM MÊS E ALGUNS DIAS QUE GRANDE COISA! EU SOU MAIS FORTE ENTÃO ME DÁ O CONTROLE.

– MAIS FORTE ONDE, PERNINHAS DE PASSARINHO?

– ESCUTA AQUI! EU NÃO QUERO ASSISTIR AO DISCOVERY CHANEL E VER ANIMAIS FAZENDO SEXO!

– NÃO SÃO ANIMAIS FAZENDO SEXO QUE EU QUERO VER, VAI PASSAR UM ÓTIMO DOCUMENTÁRIO…

– SOBRE A REPRODUÇÃO ANIMAL?

– NÃO, SOBRE SEREIAS AGORA CALA BOCA E ME DEIXA ASSISTIR!

Cada um puxava o controle para o seu próprio lado enquanto gritava.

– ESCUTA AQUI, NERD MACUMBADA, ESTÁ PASSANDO REPRISE DE PRISON BREAK E EU QUERO ASSISTIR DE NOVO.

Por um segundo, ela parou de puxar o controle e eu acabei parando também, mas nenhum de nós dois soltou-o. Ela me olhou confusa e um pouco alegre.

– Você assistiu Prison Break? – perguntou ela, em um tom calmo e um pouco arfante.

– Assisti sim. – respondi.

– Eu amo esse seriado, é ótimo.

– Eu também acho.

Ela sorriu maldosamente e puxou o controle para ela quando eu estava distraindo, roubando-o de mim. Annabeth colocou no Discovery Chanel, e se atirou para a direita quando eu avancei nela. Agarrei a cintura dela, Annabeth era forte (- Senhor Percy, você meio que sabe já disso porque ela já te bateu várias vezes.) (- Não me lembra disso, senhor Percy.), ela se debateu como um imenso peixe loiro fora d’água e acabou jogando nós dois para o chão, nós dois ficamos ajoelhados ali.

– ME DÁ ESSE CONTROLE. – ordenei tentando pegá-lo dela, Annabeth se debatia sob mim abatendo nas minhas mãos quando elas alcançavam o controle.

Em determinado momento, eu consegui virá-la para deixá-la de frente para mim, deitei-a no chão e fiquei sobre ela. Annabeth parou de se mexer, espantada com a posição. Ela arfava com força, tentei não notar no busto dela subindo e descendo rapidamente, mas foi um pouco difícil por causa da blusinha sem mangas roxa que ela usava, a alça do ombro direito havia caído e dava para ver que sutiã, ela não estava usando. Sossega, Percy, pensei.

– É, a gazela fica quietinha quando o leão está por cima. – afirmei sorrindo vitorioso roubando o controle dela e colocando no FX.

Na hora certinha, o terceiro episódio da primeira temporada havia acabado de começar. Eu fiquei olhando um pouco para a TV e acabei esquecendo de que Annabeth estava sob o meu corpo. A desgraçada roubou o controle de volta enquanto eu me distraia com a Doutora Tancredi e colocou no Discovery Chanel de novo, antes que eu pudesse reclamar, Annabeth nos girou e ficou sobre mim, ajeitou a alcinha da sua blusa e, segurando o cabelo, ela se inclinou para frente e ficou com seu rosto bonito perto do meu.

– Realmente, a gazela fica quietinha quando a leoa está por cima. – murmurou ela vitoriosa. Eu tive que controlar as minhas mãos para não agarrar a cintura dela, a blusinha dela estava um pouquinho levantava mostrando parte do seu quadril.

Ela se levantou sorrindo vitoriosa e se virou para sentar no sofá, sentei-me depressa e agarrei o pé dela o puxando, fazendo-a cair no chão, e a gritaria continuou. Bom, eu perdi o terceiro episódio e ela perdeu uma hora do início do documentário e não quis mais assistir.

Outro exemplo de inferno entre nós é a porcaria do banheiro. Um dia, eu fui alegremente tomar um banho, e a porta do banheiro que eu divido com a Annabeth está quebrada, nossos pais mandaram concertar, mas o cara que tinha que fazer isso não apareceu. Então eu e Annabeth combinamos, para não termos problemas, de colocarmos uma blusa na porta do banheiro para que ninguém entrasse no banheiro enquanto o outro ocupasse e um incidente acontecesse. Annabeth poderia desmaiar ao ver o tamanho do meu potencial, e não queremos desmaios aqui, não é?

Enfim, eu fui tomar banho e na porta não havia nada, baseado no que havíamos combinados, eu meti a mão na porta e entrei. Uma névoa quente me rodeou e quando olhei para o Box e Annabeth estava fora dele secando os braços, quando ela me viu…

– O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – perguntou ela escondendo-se atrás da toalha laranja.

Eu juro que não tinha visto nada, a toalha e o um pedaço do seu braço tampou as partes boas, se bem que aquela cintura curvada dela era uma ótima parte. (- Era uma curva tão definida, não concorda, senhor Percy?) (- Concordo, senhor Percy.). Ela se enrolou na toalha e avançou em mim, gritando e me batendo, empurrando-me para fora do banheiro e quando foi o suficiente, ela bateu a porta com força e deu um grito frustrado.

No outro dia, quando eu entrei mais cautelosamente, bati na porta e entrei devagarzinho colocando a cabeça primeiro, não tinha ninguém, eu entrei feliz da vida e comecei a me despir. Ao terminar de fazer caretas e poses diante do espelho ainda vestindo a minha cueca, fui ligar o chuveiro. Foi aí que o inferno começou.

Pendurado no suporte de xampu e condicionador estava uma calcinha cor-de-rosa, ainda estava úmida. Tentei me controlar para não mandar Annabeth tirar aquilo dali e só abri o chuveiro deixando a água cair um pouquinho para não ficar gelada em mim. Tirei minha cueca e me aproximei do Box de novo olhando para baixo. A água que saia do chuveiro estava acumulando no chão, deixando uma poça, eu não sabia o que estava acontecendo até que encarei o ralo.

Bufei frustrado e puxei a minha toalha a colocando na minha cintura.

– ANNABETH! VEM CÁ, SUA SABE-TUDO. – gritei.

Annabeth abriu a porta do banheiro dizendo aquele famoso “Quê?” que dissemos aos pais quando eles nos chamam e não estamos a fim de saber o que eles querem. Os olhos dela se focaram em mim e eles primeiro pareciam surpreso por causa do estado que ela me encontrou, porém depois eles começaram a comer-me de cima a baixo, não posso dizer que aquilo não foi excitante porque foi sim.

Ela balançou a cabeça acordando do transe que ela teve pelo meu peito nu e me olhou com descaso.

– O que você quer? – perguntou ela cruzando os braços.

– Vem cá. – pedi a chamando com o dedo.

Ela se aproximou arrastando os pés e ficou ao meu lado. Ela cheira bem. Enfim… Apontei para o Box e ela me olhou esperando que eu dissesse algo.

– O que há? – perguntou ela.

– De quem é aquela peruca loira no ralo? – perguntei apontando para o ralo.

– Não é sua? – perguntou ela, eu fiz cara feia – Aquela que você usa pra sair na night com os boy magia. Você sabe… A peruca do “Hoje tem”.

Ela se controlava para não rir da minha cara de raiva, eu tinha certeza que estava fazendo biquinho emburrado.

– Muito engraçado, sabe-tudo. Agora, tira essa aranha cabeluda do ralo!

Ela me olhou com os olhos um pouco assustados, não sei bem por que. Então revirou os olhos e entrou no bom e esticou a mão para desligar o chuveiro e tirar aquele emaranhado de cabelo do ralo. Meu mundo parou um segundo para observar como ela estava. Usava uma blusa larguíssima cinza com uns dizeres na frente e um short preto curto estava por baixo o cabelo estava soltando do coque que ela estava usando quando entrou, devia estar muito frouxo.

Quando eu parei com aquilo, entrei no Box antes que ela desligasse o chuveiro e a empurrei para debaixo dele. Ela estagnou por um segundo, virou-se para mim com uma cara de ódio morta. Dava para ver a fumaça que saia dela por causa da raiva que devia estar sentindo de mim. Eu ri de Annabeth por causa da mecha de cabelo que caiu no seu rosto.

Annabeth rosnou frustrada enquanto eu ria e acabou com a minha graça me puxando para ficar sob a água. Segurei a minha toalha com uma mão. Olhei-a nada alegre e ela riu toda molhada. Segurei a cintura dela com a mão e a puxei para debaixo do chuveiro comigo. O peito dela bateu contra o meu, ela abriu a boca nada contente. Seus olhos levantaram-se lentamente como o de uma leoa, deu até medo.

– Você vai se arrepender de ter começado isso. – disse ela.

Ela estava tão perto, a água caia pelos nossos corpos.

– Você é só uma garotinha fraca, não tem nada que possa fazer contra mim. – perguntei desafiando-a – Porque você tem tanta certeza?

– Porque sua toalha acabou de cair e você está totalmente nu segurando minha cintura e seu pai está lá embaixo, se de repente EU COMEÇAR A GRITAR E CHAMAR A ATENÇÃO DELE, você está fudido de toalha no chão. PERCY, PARA! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?! – ela começou a berrar.

Primeiro eu pensei em calá-la com um beijo como eu faço com outras garotas, mas aí pensei: É a boca da Chase, apesar da boca dela ser bonitinha, não vale a pena. Então só tampei a boca dela, rezando para ser um blefe ou para meu pai não ouvi-la.

– Para, para! – pedi sussurrando desesperado.

Ela sorriu do meu desespero, mesmo com a boca tampada, deu para ver a maldade que tinha contida no sorriso dela. A água ainda molhava nossos corpos, nossos corpos ainda estavam unidos e a minha toalha ainda estava no chão, se os meus amigos souberem de uma coisa dessas, me zuarão pelo resto da minha vida.

– Retire o que disse. – pediu ela com a voz abafada pela minha mão – Retire o que disse, pare de reclamar e me solte.

– Tudo bem, eu retiro o que disse e desculpe por ter te chamado aqui. Agora, quietinha tá bom?

Ela assentiu e eu a soltei devagar. Primeiro a boca depois a cintura. Ela deu um passo para trás e tirou o cabelo da cara, colocando para um lado do corpo e apertou-o para tirar o excesso de água. Depois ela me olhou de cima a baixo e deu um sorrisinho debochado.

– Grandes coisas, hein, Percy? Bem avantajadas. Estou impressionada. – sendo sarcasmo ou não, não consegui notar sarcasmo na voz dela, eu sorri como um besta, todo orgulhoso de mim mesmo e da minha masculinidade avolumada. Rapidamente, ela parou de sorrir, me olhando mandona – Agora tire a sua peruca da night do ralo e tome logo seu banho.

– Como quiser, mona.

Eu disse zuando, só que Annabeth começou a gargalhar porque eu também dei uma “pomposeada”. E rindo me deixou nu no banheiro e sem toalha. Ela agarrou a última que tinha guardada sob a pia. Eu gritei pela ajuda dela e sabem o que ela fez? Nada. Me deixou sozinho e molhado. E nenhum dos nossos pais estava em casa, então eu tive que esperar, esperei até meu pai aparecer, demorou muito.

E tudo isso nos dois dias que passamos na mesma casa. De qualquer forma, a festa que eu conversei com meus amigos sobre naquele dia que ficamos babando pelas meninas, finalmente chegou. Eu estava todo alegrinho. (- O senhor Percy planeja arrasar na night com as girl magia?) (- Até que sim… Mas… ãh… é melhor você não usar esse palavreado que a Annabeth te ensinou, senhor Percy. É um pouco estranho.) (- Perdão, senhor Percy.) (- Que isso, cara, sem problema, você gostoso desse jeito qualquer coisa é perdoável.) (- Senhor Percy, eu não sou homossexual.) (- Nem eu, demente!) (- Mas o que você disse foi meio gay.) (- Você sou eu, senhor Percy, você é o meu subconsciente com quem eu estranhamente converso então se você não é gay, eu também não sou, e se eu te chamei de gostoso é porque eu me chamei de gostoso! Você é meio lerdinho as vezes, senhor Percy.) (- É, eu sei, senhor Percy, perdão novamente.) (- Sem problema, agora chega de conversar com você que eu devo estar parado nesse instante segurando a minha camisa olhando para o nada porque pensar e andar parece não ser coisa para mim.) (- Tudo bem, eu irei agora.) (- Tá, tchau, gostosão! Te bolino mais tarde!). É essa conversa comigo mesmo nem foi estranha.

Eu acordei da minha estagnação e coloquei a camisa finalmente. Olhei no espelho e eu estou muito gostosão. Cuidado, garotas, o Percy tá chegando. Estava pronto e lindo com uma calça preta, uma blusa branca de botões e minha aparência naturalmente linda. Saí do meu quarto e… falando em linda… Annabeth estava saindo do quarto dela. eu já a havia visto em festas, mas usando jeans e blusas largas, só que desta vez ela estava surpreendentemente usando uma saia e uma blusa apertada preta. Um colar prata estava terminando um pouco antes do final do decote da sua blusa era em formato de chave, e ela também estava usando um pouco de maquiagem e seu cabelo estava liso, eu não gostei muito de vê-la de cabelo liso, parecia muito falso, seu cabelo natural (encaracolado e volumoso) era muito melhor.

Annabeth ficou me encarando de cima a baixo do mesmo jeito que eu estava fazendo. Nós não nos movemos, apenas ficamos nos olhando. Ficamos alguns minutinhos apenas fazendo isso, sem dizer nada até que Silena e Thalia saíram do quarto de Annabeth nos fazendo acordar. Silene e Thalia estavam como sempre estavam nas festas, de rosa e roxo, respectivamente.

– Nossa, Percy, que lindo que você está. – disse Silena sorrindo.

Sorri de volta.

– Muito obrigado, Silena, eu sei. Você também está linda. E você também, Thalia.

Thalia deu um sorrisinho e agarrou a cintura de Annabeth, espantando-a.

– E a Annabeth? Ela não está linda linda? – perguntou Thalia. Annabeth olhou para ela espantada e começou a corar, Thalia sorriu para Annabeth de forma maldosa e Annabeth fez cara feia, porém suas bochechas rosadas a deixavam muito fofa e não assustadora como é quando ela faz cara de brava.

– É, está. – respondi fingindo descaso e desci as escadas sem nem olhá-las.

... ALGUNS MINUTOS (QUE EU NÃO CONTEI) DEPOIS ...

Estávamos na festa já, eu tive que buscar Grover, um outro amigo meu, Nico e Luke com meu carro porque eles não tem um próprio, a falta de carro de Nico e Luke eu até entendo, os pais deles não querem comprar, mas o Grover não tem um porque “Um carro machuca a natureza” essas coisas de hippies. A festa estava até que legal, tinha muitas meninas lindas e muita bebida então acho que isso se enquadra como uma boa festa na casa de alguém que só o Frank conhece de nós oito. De qualquer jeito, estávamos lá.

Eu já tinha bebido um pouco. E acabei parado sozinho na frente da pista de dança porque todos os outros palermas sumiram com alguma garota e me deixaram lá com um copo de vodka na mão. Tão deprimente. Pelo canto do olho vi alguém se aproximar. Quando virei meu rosto para identificar a criatura, era Annabeth, estava bebendo também e parecia que estava se divertindo tanto quanto eu.

– Também foi deixada pelas amigas? – perguntei aproximando meu rosto do dela e aumentando o tom de voz o suficiente para ela poder me ouvir. Ela cheira tão bem.

– Fui. – respondeu ela com cara brava falando do mesmo jeito que eu – Aquelas cobras, me deixaram sozinha para ficar com os paresinhos delas. A última que foi embora foi a Thalia, o Luke passou por nós, piscou para ela e ela foi correndo. – ela bufou.

– O que fazemos agora? – perguntei.

– Quer brigar pelo controle da TV? – perguntou ela levantando um controle remoto de televisão preto que devia ser da TV que tinha na sala à esquerda, olhando para frente, totalmente casual. Nós dois rimos.

– Essa foi ótima, Chase. – aprovei.

– Eu faço meu melhor para ser ótima. – disse fingindo modéstia – Façamos o seguinte – agora ela estava falando sério –, vamos pegar uma garrafa de alguma coisa forte e dividir para nos ocuparmos enquanto somos esquecidos e depois que estivermos meio zonzos vamos procurar alguém para nos fazer companhia, e ficamos um longe do outro.

– Ou poderíamos transar bêbados. – sugeri, nem sei da onde eu surgi com isso, só sei que quando notei, já tinha dito.

Ela riu.

– Mesmo bêbada eu não faria isso com você, Jackson, e você sabe disso. – afirmou ela.

– Eu só estava zuando, sua chata. Agora deixa esse controle aí e vai buscar a garrafa de bebida. – disse.

Ela foi. Voltou pouco tempo depois com uma garrafa de vodka recém-aberta para nós dois. Ela tomou um grande gole e depois passou a bebida para mim. Ficamos trocando a garrafa até acabar. Numa hora dessas já estávamos rindo como se fossemos melhores amigos desde a infância. Estava tudo meio nublado e a gente ria mais do que falava. O negocio fugiu do controle quando Maroon 5 começou a tocar. Annabeth berrou na minha orelha, eu quase fiquei surdo.

– EU AMO ESSA MÚSICA! – gritou ela.

É, eu sei, de manhã essa menina coloca música para tocar e sempre tem uma música do Maroon 5 tocando, se não estiver tocando então não é a Annabeth.

Just shoot for the stars if it feels right
Then aim for my heart if you feel like
Take me away and make it okay
I swear I'll behave

You wanted control, so we waited
I put on a show, now I make it
You say I'm a kid, my ego is big
I don't give a shit

Annabeth começou a cantar também, rebolando levemente os quadris no ritmo da música, eu fiquei meio hipnotizado confesso, mas era um rebolado muito bom. Ela agarrou a minha mão deixando a garrafa de bebida no chão e me puxou para a pista de dança.

– Vamos dançar! – exclamou ela animada.

And it goes like this
Take me by the tongue and I'll know you
Kiss me 'til you're drunk and I'll show you
All the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger

I don't need to try to control you
Look into my eyes and I'll own you
With them moves like Jagger
I've got the moves like Jagger
I've got the moves like Jagger

Logo eu estava cantando também e dançando junto dela. Annabeth estava apenas se divertindo enquanto dançava, não estava fazendo nada demais, porém aqueles quadris se mexendo era demais para qualquer um. Um dos garotos da festa até olhou para eles de um jeito carnívoro, eu nem o conhecia, quando ele me encarou tentei fazer uma cara de intimidador e agarrei a cintura de Annabeth e ele deixou de lado.

You wanna know how to make me smile
Take control, own me just for the night
And if I share my secret
You're gonna have to keep it
Nobody else can see this

Annabeth não ligou que eu estava com a mão na sua cintura, ela estava de boa quanto a isso. Estávamos só dançando até que a parte da Christina Aguileira tomou conta da música e Annabeth começou a rebolar o corpo contra o meu. E aquela letra também não era nada inocente.

Ela me olhou e deu um sorrisinho safado rebolando com mais força. Me controlar não foi uma opção, além de eu estar bêbado, e isso já tira o seu controle, com uma garota como Annabeth vestida daquele jeito rebolando contra você, fica pior ainda.

Peguei a mão de Annabeth e a arrastei até o corredor, indo até o banheiro me enfiando lá dentro com ela. Eu ia levantá-la pelas coxas para sentá-la na pia, mas não consegui.

– Merda de saia apertada. – resmunguei afoito.

Passei as mãos pelas coxas dela indo de baixo para cima, puxando aquela saia preta apertadíssima até a altura do topo das suas coxas, mostrando a calcinha vermelha linda que ela usava. Sorri para ela, agarrei as coxas de Annabeth com força as apertando e a puxei para sentar-se na pia enquanto meus lábios beijavam e davam leves mordidas em seu pescoço.

Meu lábios foram subindo em direção aos dela, beijando a mandíbula e o queixo, quando finalmente eu ia beijar a boca dela meu celular tocou assustando a nós dois.

– Pode atender. – afirmou Annabeth, ela não parecia nada alegre, mas deixou.

Eu fiz o que ela disse, atendendo ao desgraçado do Leo.

– Que é? – perguntei nervoso.

– Percy, cara, é melhor a gente ir embora, o Grover tá passando muito mal, desafiaram ele a beber um monte de coisa e acho que ele precisa ir para o hospital. – disse Leo.

Revirei os olhos.

– Não dá para esperar nem um segun… dinho? – Annabeth me deu um beijo no pescoço surpreendendo-me no meio da palavra.

– Acho que não. Ele vai vomitar no seu carro.

Desliguei o celular, ele sabia como me fazer obedecer, o carro é meu, então só eu posso vomitar lá dentro e isso vale também para beber, fazer sexo e essas coisinhas. Annabeth ia me beijar, e fazer finalmente o que estávamos querendo fazer antes de sermos brutamente interrompidos. Mas olha que legal, desta vez foi a vez do celular dela tocar.

– Fala, Juníper. – fez-se uma pausa – Tudo bem, tudo bem, se acalme, estou indo. Tchau. – ela desligou o celular e colocou de volta na bolsa pequena de mão que ela tinha consigo – É melhor nós irmos.

Concordei com a cabeça e dei espaço para ela descer da pia e ajeitar a saia.

– Isso não aconteceu. – murmurou ela para mim quando saímos do banheiro.

– Concordo.

Nós fomos juntos para fora da casa e achamos os nossos amigos reunidos em volta do meu carro. Ao chegarmos mais perto, vimos Grover caído no chão, parecia muito tonto, nem conseguia me olhar direito. É, um hospital cairia bem. Espalhamo-nos com intuito de todos irmos ao hospital para levar o Grover, depois de quase beijar a Annabeth no banheiro e quase fazer… melhor nem comentar, eu acordei, nem estava tão bêbado mais, bêbado ainda estava, mas nem tanto.

Grupos diferentes foram entrando em carros diferentes e nós dirigimos até o hospital, Grover ficou no meu carro, deitado no banco de trás do carro com a cabeça deitada no colo de Juníper.

– Comida. – ele murmurava as vezes, como também balia, vai saber o que ele bebeu.

Chegando no hospital, conseguimos ser atendidos bem rápido porque éramos muitos e estava meio tarde para ter movimento no hospital e logo levaram o Grover para tomar um pouco de glicose ou sei lá. Nós nos sentamos na sala de espera e ficamos, havia poucas cadeiras para nós todos, então os casais ficaram dispostos a dividirem os lugares. Hazel sentou no colo de Frank, Calipso ficou no colo de Leo e Ella no colo de Tyson, só Annabeth ficou sem lugar, Nico até chamou-a para sentar-se no colo dele, porém ela preferiu sentar-se no chão. Estranho Piper não estar ali, eu a vi chegando com a Hazel.

– Hazel, cadê a Piper? – perguntei.

– Ela foi embora da festa com o Jason. – respondeu ela.

É claro, o Jason aquele desgraçado líder do time de basquete da escola que era um ano mais velho que nós, ele e Annabeth já tiverem algo que eu sei, só não perguntei por que não é da minha conta. Um médico surgiu do nada, uns dez minutos depois que chegamos.

– Vocês são os amigos do Grover? – perguntou o médico, nós afirmamos – Então, o amigo de vocês sumiu.

Era só o que me faltava, o hippie sumir.

Notas finais
Diamonds o capitulo ficou grande, porque eu não ia ter como dividir, mas eu achei que ficou legal porque eu gostei de escrever. Então o que acharam? Digam-me, comentem, me amem. Beijinhos Diamonds, até semana que vem. Amo vocês.