Minha vida com você
6 Provocação
Notas iniciais
Bem, Annabeth ficava rosada quando eu a provocava somente quando havia outras pessoas por perto, porque na manhã daquela segunda-feira, eu fui provocá-la no banheiro, ela só ficou rindo com aquela cara safada enquanto eu a provocava, na verdade ela estava mais provocando do que eu. Annabeth usava um dos seus curtos e soltos pijamas, dessa vez ela não estava de sutiã. Eu a olhava pelo espelho, ela estava de costas para mim, às vezes esfregava a bunda em mim (- Até eu estou gostando disso, senhor Percy.) (- Sei que está, senhor Percy, seu pervertido, seu pervertido gostosão.). Ela mordia os lábios quando eu tocava suas coxas ou beijava seu pescoço.
– Então, nerdzinha, vai me enxotar do banheiro de novo? – perguntei.
– Não, peixinho. – murmurou ela sensualmente virando o rosto para mim, ficando com ele próximo ao meu, estávamos naquele clima de filme faltava só tocar um saxofone de fundo e ela me beijar, mas do nada ela se afastou rapidinho de mim e sorriu dando de ombros – Acontece que eu já tomei banho, acho que não preciso mais ficar aqui, o banheiro é todo seu.
Ela se afastou fechou a porta e foi para o quarto dela rindo da minha cara de panaca. Ela fez tudo de propósito, essa safada. Eu me olhei no espelho e sorri, eu gosto de ser desafiado. Essa nerd sabe-tudo não sabe com quem está se metendo (Irônico ela ser sabe–tudo e não saber com quem está se metendo).
O café da manhã foi o meu momento de ficar vermelho de vergonha. Sentei-me ao lado de Annabeth, estava tranquilo, comendo as minhas panquecas quando senti a mão dela na minha coxa, apertando e subindo na direção do meu membro, meu pai estava ali, a alguns metros de distancia conversando no celular. Annabeth estava calma, parecia uma anja sentada no lugar dela. Tive que engolir um gemido quando a mão dela massageou sobre a área do meu membro. Quando ela me encarou, sorriu, inclinou-se na minha direção e roçou os lábios no lóbulo da minha orelha, fazendo-me arrepiar.
– Você fica tão bonitinho vermelhinho assim. – sussurrou ela antes de lamber o contorno da minha orelha, desgraça, ela sabia meu ponto fraco na orelha.
E depois ela fingiu que estava tranquila e continuou a tomar seu leite na maior paz, ela fingia que não continuava a me tocar sobre os jeans. Era delicioso, aqueles movimentos lentos e circulares, com pressão perfeita, eram de deixar qualquer um com uma ereção, só que meu pai estava ali, quando ele me olhava e notava que eu estava olhando de volta, sorria e voltada a se concentrar na conversa. E Annabeth estava tranquila, só que eu pude notar que isso também mexia com ela, pois constantemente ela pressionava uma coxa grossa na outra tentando buscar algum atrito sutil.
Se meu pai não estivesse naquela cozinha, acho que já teríamos quebrado a mesa, eu fico doido por essa loira nerd odiosa com esse corpo gostoso. Ela fica agora roupas apertadinha e curtas, e fica se exibindo pela casa, talvez ela sempre usou roupas apertadas e curtas em casa, agora que estamos na mesma casa as coisas não mudaram. Mostrar aquele corpo todo cheio de curvas, ela mostra, me mostrar a tatuagem dela que é bom, nada, todos os meus amigos já viram e eu não, isso é um ultraje!
Eu estava relaxando, completamente fora do universo, jogando meu vídeo game, estava numa boa quando senti uma presença atrás de mim. Olhei ali e era Annabeth, ela se ajeitou no sofá, ficando de um jeito confortável com seu livrinho na mão. Ela nem falou comigo só deitou ali e começou a ler. Ela costuma ler na sala, então não posso reclamar que ela está ali.
Pausei o jogo e ela continuou lendo na dela.
– Para. – ordeno.
Annabeth me olho confusa.
– O que foi que eu fiz? – perguntou ela – Eu sempre leio aqui, não estou fazendo nada demais, nem pedi para você abaixar o volume do jogo. Eu to quieta.
– Mas eu consigo sentir o seu cheiro e ele me confunde. – disse avançando nela.
Annabeth sorri maliciosa e depois faz carinha de inocente.
– Mas eu só vim ler, eu juro que não queria te confundir.
– Claro que queria. Você vem fazendo isso todos os dias desde aquele nosso primeiro beijo, principalmente quando nossos pais estão por perto, você faz de tudo para me deixar envergonhado.
– Eu só estou nos deixando quites. Você gosta de fazer isso comigo também.
– É pra te deixar vermelha, quando você fica vermelha… eu tenho vontade de te morder inteira, você nem faz ideia da vontade que eu tenho de te deixar andando torto depois de sair do um quarto comigo, de te fazer suas pernas tremerem enquanto eu te dou o melhor orgasmo da sua vida quando você faz essa sua carinha de envergonhada… – rosnei – E você fica aqui me provocando, eu tento me controlar, mas não dá!
– Não se controle.
Tá, eu nunca pensei que obedeceria Annabeth, mas ao dizer isso, o meu controle desapareceu, eu me joguei nela e, ajoelhado no chão, comecei a beijá-la, Annabeth continuou deitada no sofá. O nosso beijo era possessivo, as nossas línguas brigavam de um jeito tão gostoso. Era hoje, nossos pais estavam no trabalho e só nós estávamos em casa, era hoje que eu acabava com essa minha fixação por ela. Acho que depois de dormir com ela e tirar todas as provas da minha imaginação eu finalmente vou poder ter paz e poder voltar a só brigar com Annabeth e não brigar e receber uma lambida na orelha e um sussurro sensual no pé do ouvido.
Não tínhamos trocados caricias mais intimas só nos beijávamos de um jeito sensual. Lembra que eu achei que finalmente eu e Annabeth poderíamos transar? Então, estávamos naquele calor beijando um ao outro quando a mãe da Annabeth resolveu aparecer! Que legal!
– Meninos? – chamou ela.
– Oi! – eu e Annabeth respondemos ao mesmo tempo e logo voltamos a nos beijar.
Nem sei direito o que Atena falava, mas eu e Annabeth respondíamos, eu sabia que ela estava na cozinha e só. Continuamos a somente nos beijar, achei que se Atena fosse embora logo poderíamos fazer o que tanto queríamos, porém ela ficou muito mais tempo do que o desejado na casa, então o fogo do momento foi se extinguindo, porém isso não quis dizer que pararíamos de nos beijar. Enquanto Atena não notasse, poderíamos continuar. E que beijo, a boca da Annabeth se molda perfeitamente a minha e a língua dela é atrevida e sensual.
A minha mão atrevida acariciou o seio de Annabeth sobre a blusa. Ela suspirou e ficou de lado no sofá, agarrou o meu rosto e deixou eu me divertir um pouco. Ela dava gemidinhos nos meus lábios. Meus dedos entraram por dentro da blusa dela, a pele dela era tão quente e tão macia, fazia meus dedos formigarem. Cheguei aos seios dela e foi minha vez de gemer, ela não estava de sutiã. Acariciei levemente o biquinho rodeando meu dedo delicadamente. Annabeth sorriu safada quando separou seus lábios dos meus, ela se sentou, tirou minhas mãos dela, me deu um último beijo de tirar o fôlego, mordeu meu lábios inferior e lambeu e sorrindo pegou seu livro e foi embora me deixando ajoelhado no chão da sala totalmente desnorteado. Ela era uma provocadora.
Nem sei por quanto tempo ficamos nos beijando antes dela sair, só sei que foi maravilhoso.
… MAIS TARDE, NAQUELA MESMA NOITE …
Eu não conseguia dormir, aparentemente, beijar Annabeth do jeito que beijei na sala, havia me deixado imbecil até demais e me impedia de dormir. Era só o que me faltava. Além dessa nerd loira vir atazanar meus sonhos, ela agora me tira o sono. Saí do quarto para tomar leite quente quem sabe me fazia bem e me ajudava a dormir.
PIOR DECISÃO DA MINHA VIDA!
Escutei a voz de Annabeth me chamar bem baixinho. Nem sei como havia escutado. Fiquei parado no corredor com o ouvido na porta do quarto dela para ver se ouvia de novo. E ouvi. Acho que ela estava sonhando comigo, ou talvez tendo um pesadelo. Achei que talvez eu devesse ajudar, devesse acordá-la, quem sabe poder ver o pijama que ela estava usando e talvez a tatuagem dela se eu tivesse sorte.
Abri a porta devagarzinho, sem querer assustá-la, chamei-a baixinho. Bom, só metade do nome dela saiu dos meus lábios. Eu travei, fechei o resto da porta só deixando uma pequena venda aberta para poder olhar lá dentro. Annabeth estava fazendo uma coisa que eu não sabia que garotas faziam. Ela estava se masturbando, sim, se masturbando. O corpo estava metade escondido pelo edredom branco da cama dela, então não consegui ver muita coisa, porém eu sabia o que estava acontecendo.
– Percy… – gemeu ela baixinho.
O que eu ia fazer sobre isso? Entrar lá e realizar a fantasia dela? Ela ia me bater por ter invadido a sua privacidade, isso sim. Depois que ela me contou que meninas não fazem sexo umas com as outras em festas do pijama estou começando a perceber que a indústria pornográfica vem mentindo para mim a um bom tempo e não vai ser como nos vídeos, eu não vou entrar naquele quarto e me dar bem, eu vou acabar castrado e morto em alguma vala.
Somente fechei a porta lentamente, sorrateiro como um gato e corri de volta para o meu quarto. Deitei na cama e fiquei olhando para o teto. Como eu conseguiria tirar aquela imagem da minha cabeça? O cabelo loiro espalhado pelo travesseiro, os lábios entreabertos, suas mãos suaves se tocando, o corpo levemente arqueado e os olhos fechados? Como eu ia conseguir esquecer isso e dormir em paz? Não ia. Sabia que não.
E quando eu fechei os olhos e dormir, sonhei com Annabeth.
… NO DIA SEGUINTE …
Então, eu acordei com uma ereção, o que já era de se esperar. Eu deixei Annabeth quieta naquela manhã, ela achou estranho, dava para ver em seu rosto, mas não disse nada sobre isso. Nem no meio da aula de biologia eu tive paz, eu achei que poderia relaxar e ver algum animalzinho bonitinho, afinal é biologia, a coisa mais divertida sobre essa matéria são os animais bonitinhos e talvez estudar os corações humanos, é realmente interessante. Só que desta vez a professora resolveu nos ensinar sobre métodos anticoncepcionais. Ou seja, falamos de sexo.
A professora usou o projetor para nos ilustrar sobre o que ela falava. Quando ela começou a falar sobre coito interrompido eu achei que teria uma foto ilustrando, eu esperava por isso. Porém só estava escrito o titulo no slide, isso foi um pouco triste.
Mais triste ainda é aquele momento que a classe toda resolve calar a boca quando você vai fazer um comentário idiota. Eu olhei para Leo que era mais tarado que eu e disse:
– Cadê a foto do coito interrompido?
Então, silêncio mortal, todo mundo ouviu, até a professora, o resto da sala começou a rir e logo minhas bochechas começaram a esquentar.
– Senhor Jackson, fique quietinho. – pediu a professora rindo também.
Porque eu tenho a impressão de que se eu fosse um professor de matemática, eu ia gostar de ser chamado de senhor Jackson por uma aluna loira em particular? Que estranho, é algo tão especifico, deve ser idiotice minha.
Fora essa situação constrangedora, eu recebi uma boa noticia na hora do intervalo.
– Tem uma festa nesse sábado. – disse Nico.
Eu fiquei serelepe rapidinho, finalmente eu acharia uma garota para libertar todas as minhas angustias e esquecer aquela loira sabe-tudo gostosa que tem uma tatuagem.
– Vamos? – perguntou Nico.
Todos nós assentimos.
– Só não me deixem beber muito. – murmurou Grover.
Nós assentimos novamente, deixando claro que não o deixaríamos na mão, a quem eu quero enganar? É bem capaz de nós mesmos embebedá-lo para ver ele querer se casar com plantas e filmar tudo e colocar no YouTube e todo mundo zuar eternamente com o coitado hippie amante de tudo que é vivo. Quando fomos abrir uma rã na aula de biologia, ele quase chorou além de ter desmaiado pelo jeito que o professor de laboratório matou a rã. Ninguém o mandou ficar olhando o professor cortar a nuca da rã. Tivemos que ampará-lo e até abanar para ele voltar a si, depois começou o escândalo. Se você assistiu a “As Branquelas”, vai lembrar no começo quando o Marcus e o Kevin estão vestidos de mexicanos, e o Marcus faz aquele escândalo gritando e tudo mais, foi mais ou menos aquilo, Grover subiu na bancada e começou a gritar:
– JESUS! POR QUÊ?!
Foi um inferno. Depois que tiraram ele da sala junto de Júniper tudo deu certo abrimos a rã e pronto.
Grover não falou comigo nem com o resto dos nossos amigos por uma semana, nos chamou até de assassinos. Só faltava ele juntar o resto dos hippies e fazer uma passeata.
– Então, combinado? Nós todos vamos? – confirmou Luke, nós assentimos – Então… eu não posso levar ninguém comigo…
– Você vai levar a Thalia, não vai? – perguntou Tyson.
Luke sorriu malicioso.
– Talvez.
O resto de nós fez som de repulsa. Se eles dois já se engolem quando estão em publico, é melhor nem saber o que fazem em quatro paredes
– Você me enoja. – murmurou Tyson.
– Você fala isso de mim, mas ninguém fala nada sobre o fato do Percy e da Annie voltarem para a casa juntos e vão se agarrar em cima do balcão da cozinha! – defendeu-se Luke usando-me para parecer mais direito – Além do mais, eu e Thalia não fazemos nada de mais, somos pessoas normais, não nos agarramos no balcão da cozinha!
– E nem eu e Annabeth! Você é demente, Luke, como se um dia eu e Annabeth fossemos fazer algo… assim.
Será que se beijar e rolar uns toques meio íntimos vale? Isso não importava, porque eu acharia uma garota bonita na festa para aliviar as minhas tensões e deixar Annabeth de lado. De uma vez por todas.
– Você quer apostar que você e Annabeth vão se agarrar logo, logo? – desafiou Luke.
Melhor não, porque acho que já perdi. Revirei os olhos fingindo que estava tudo ótimo.
– Sossega, Luke, só sossega.
Eu respirei fundo para não me lembrar de Annabeth se tocando na noite anterior, nem lembrar que ela estava gemendo o meu nome, fingi que estava numa boa.
Quando voltei para casa, resolvi ficar meio afastado de Annabeth, porém parecia que o universo estava contra mim, eu ia entrar no banheiro e acabei vendo Annabeth colocando o short, ela estava de costas para mim e usava uma calcinha branca de renda. Nada aconteceu, nada. Mas pelo menos eu vi um pedaço da tatuagem dela, parecia uma espiral esverdeada que ia do meio das costas e continuava em leves ondulações até o quadril, havia coisas em volta daquela linha, só que eu não distingui porque Annabeth colocou a blusa me impedindo de ver e quando foi se virar para a porta eu fechei a porta e fui para meu quarto.
Eu me prometi que ia sossegar, ia tentar parar de tirar uma casquinha de Annabeth, estava me deixando mais lerdo do que eu já sou. Além do que tem os nossos pais e tudo e não quero decepcionar meu pai. Ele havia me feito prometer que não faria nada com Annabeth, ele sabia que ela era uma menina bonita e que meus hormônios estavam no cio (sim, ele usou essas palavras), mas não com a Annabeth. Eu ri da cara dele, naquela época eu riria se meu eu do futuro viesse me avisar que eu um dia tocaria Annabeth de um jeito mais intimo enquanto a beijava. Mas era bom! O que eu poderia fazer?
– Você consegue, Percy. – murmurei para mim mesmo, respirando fundo – Você vai achar uma garota bonita na festa, vai sair dessa seca e sossegar. É por isso que você está se agarrando com ela, você está na seca e ela é uma menina bonita. Você está unindo a fome com a vontade de comer. – (- Senhor Percy fazendo piadinhas com as palavras, eu gostei.) (- Obrigado, senhor Percy.) – Enfim, Annabeth e eu não faz sentido, apesar da união dos nossos nomes ficar bonitinha. – balancei a cabeça – Esquece isso. Chega de Annabeth. Lembra que vocês se odeiam e leve isso adiante.
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