Minha vida com você
20 Prefiro vassouras a aviões
Notas iniciais
Namorar é tão gostoso. Eu ficava brigando e beijando Annabeth sem ter que esconder de ninguém, meu pai até shippava, ouvi-o falando com o Leo outro dia sobre o Leo fazer um Whatsapp para ele, para que assim um ficasse mandando foto de Percabeth para o outro. O grupo chamava-se “Percabeth lovers”. Eu só podia esfregar a testa e rir, os deixei aproveitarem do amor que eles têm pelo shipp. Eu mando fotos para eles também, porque eu estou no grupo. E eles deliram horas das fotos com a Annabeth que tiramos quando estamos entediados demais. Ficamos entediados com facilidade, meu cartão de memória tá quase lotado por conta das fotos que tiramos juntos, fazendo careta, só sorrindo, fingindo que estávamos distraídos, era uma vasta coleção e sempre estávamos deitados na cama. Teve uma vez que o Leo me pediu uma foto de nós dois com um olhando para o outro fazendo uma expressão bem sexy como se estivéssemos prestes a começar a transar, nós tiramos e eu mandei só para ele, não queria que meu pai matasse nosso relacionamento assim. Eu gosto de ficar entediado com a Annabeth. Às vezes ficávamos tão entediados que não queríamos fazer nada e tinham as vezes que o tédio nos fazer querer até cozinhar.
– Annabeth, não para de mexer o molho! – ordenei.
– Para de mandar em mim! Eu queria ajudar, caralho! Que merda, não quero mais ajudar! – afirmou ela bicuda, cruzando os braços deixando a colher parada na panela de molho de tomate.
Deixei o macarrão de lado e fui abraçá-la beijando a nuca dela. Nós não iríamos mudar nunca.
– Desculpa, minha nerd. Você sabe melhor do que eu como eu fico na cozinha. – disse desculpando-me.
– Eu sei. Só queria que você se controlasse um pouco. Eu quero ajudar e você fica ordenando coisas e dizendo que eu estou fazendo errado, isso é chato. – murmurou ela acariciando a minha mão que ainda estava na cintura dela, a outra tinha ido até a colher largada na panela de molho e havia começado a mexê-lo.
– Eu vou tentar mudar. – prometi.
– Vai nada. – afirmou ela convicta me fazendo soltá-la.
– Como você sabe que não? – perguntei a olhando sem parar de mexer o molho.
Ela apontou para a panela com a mão.
– Porque você não deixou essa panela nem para só ficar me abraçando. – disse ela.
– Mas, Annabeth, eu quero que nós comamos bem e deixar o molho queimar não é uma opção.
Ela bufou e revirou os olhos agarrando o meu rosto e me dando um selinho.
– Você não existe. – ela sorriu.
Sorri de volta e ela ficou na bancada, sentada, apenas provando as coisas e me dando beijos quando eu pedia enquanto eu fazia tudo.
Tem as vezes que ficamos entediados e vamos assistir à qualquer filme bom que esteja passando. Sempre encontramos um musical e ficamos cantando e cantando o filme todo. E nunca parece enjoar o filme “Mamma Mia” nunca foi tão divertido, o melhor é quando o seu pai surge em “Dancing Queen” e arrasa com as inimigas fazendo você e sua namorada se matarem de rir. Eu gosto disso, de chamar a Annabeth de “minha namorada” ir para a escola e dar beijinhos nela é muito legal, a cara das outras pessoas é muito engraçada. Parece que um ET acabou de dar “oi” a elas. Uns acham que é o sinal do apocalipse e outros já se conformaram porque sempre souberam que o que tínhamos não era ódio e sim um tesão muito grande e enrustido um pelo outro. Mesmo assim era engraçado.
E tinha as vezes que o tédio nos levava a fazer coisinhas legais na bancada da cozinha! SIM, NA BANCADA DA COZINHA! COMO EU AMO AQUELA BANCADA! Eu estava na cozinha porque a Annabeth tinha me chamado. Cheguei lá e ela estava encostada na bancada, sorri para ela e ela para mim. Abracei a cintura da minha nerd e beijei a têmpora dela.
– O que foi, nerd? – perguntei a encarando.
Ela sorriu maliciosa.
– Eu estava conversando com a Hazel e ela comentou sobre essa bancada – respondeu ela passando a mão pelo mármore –, sobre você querer utilizá-la…
Nem a deixei terminar o raciocínio. Peguei sua cintura e coloquei sobre a bancada ficando entre suas pernas. Nossos lábios se encontraram, aqueles lábios são tão gostosos. Beijei-os com calma, tocando o rosto e o cabelo dela, acariciando-os. Afastei meus lábios dos de Annabeth para poder olhá-la um pouco, arfante e com a boca vermelha. Como eu gostava de deixar a boca dela assim. Voltei a beijá-la, perdendo meu ar logo, mas dando pouca importância a isso. Nossas línguas dançavam de maneira ousada fazendo meus pelos se arrepiarem e meu corpo esquentar.
Beijei o pescoço dele depois de finalmente soltar seus lábios e chupei a área, querendo deixar uma marca roxa ali. Annabeth gemeu baixinho e esfregou meus cabelos. Suspirei na pele dela deixando-a arrepiada. Tirei sua blusa e a deixei de lado encarando aqueles seios deliciosos. Beijei os biquinhos e os chupei com vontade. Annabeth gemeu e agarrou meus cabelos. Segurei o quadril dela e fiquei chupando os seios dela. Nós dois gemíamos e suspirávamos enquanto eu mantinha os seios dela todo dentro da boca.
– Percy… – suspirou ela.
Meus dedos foram para dentro do seu short e da calcinha e comecei a acariciar o sexo dela. Annabeth gemeu jogando seus quadris contra minha mão, rebolando em meus dedos. Não larguei os seios dela. Annabeth gemeu mais alto quando eu penetrei um dedo nela e soltei seus seios observando o rostinho dela se contorcendo. Belisquei seu mamilo e o rostinho lindo dela se contorceu mais.
Sorri e tirei minhas mãos dela, Annabeth gemeu desgostosa. Lambi meus dedos e tirei o short e a calcinha dela em seguida. Annabeth me puxou para um beijo e tirou minha blusa. Nossas línguas brigaram um pouco até eu me separar dela, peguei uma camisinha no meu bolso e tirei minha calça e cueca. Annabeth mordeu os lábios e esperou. Abracei os quadris dela e a puxei para mim depois de colocar a camisinha. Annabeth abraçou meu pescoço e gemeu baixinho junto a mim enquanto a penetrava muito lentamente.
– Annabeth… – gemi.
Ela sorriu mordendo os lábios rebolando no meu membro enquanto eu a penetrava com rapidez. Nós arfávamos e a cozinha nunca pareceu tão quente. Estávamos suando. Nossos corpos se chocavam fazendo um barulho harmônico que ecoava lindamente pela cozinha.
– Percy… mais forte…
Fiz o que ela pediu. Estoquei com mais força, com a força que conseguia. Annabeth arranhou minhas costas com força. Gemi mais alto junto dela. Annabeth avisou que gozaria e seu sexo apertou-me com força, apertando deliciosamente. Gemi e agarrei os quadris dela com força gozando junto dela. Ai caralho, que delicia, meu membro se expandia enquanto o sexo dela me apertava. Deitei minha cabeça no meio dos peitos dela e beijei sua pele enquanto Annabeth acariciava meus cabelos.
– Eu te amo, Annabeth. – sussurrei bem baixinho.
– O que? – perguntou ela ainda acariciando meu cabelo.
Olhei para ela, ficando vermelho. Não era a hora ainda de falar algo assim. Isso poderia assustá-la e eu não queria isso, queria continuar com ela desse jeitinho. Não queria que ela se sentisse na obrigação de dizer o mesmo. Pigarreei.
– Falei que é melhor colocar as roupas. Nossos pais podem até aceitar nosso namoro, mas acho que não aceitariam nos ver pelados na cozinha e em cima da bancada. – contornei.
Annabeth riu e assentiu.
– Concordo.
Assim, ela colocou a roupa dela e eu a minha e nós ficamos na cozinha apenas nos beijando até meu pai aparecer e começar a shippar e a nos adorar.
… NO DIA SEGUINTE …
Estávamos sentados na mesa do café, eu e Annabeth brigávamos pelo resto de leite. Como sempre, brigando. O amor é uma coisa linda. Meu pai ficava olhando sorrindo. Como se não acreditasse nessa fofura.
– Dá para soltar esse leite? – perguntei puxando a garrafa para mim.
– Não! É meu. – afirmou ela puxando a garrafa para ela.
– Mas o meu cereal precisa de leite!
– Eu preciso de leite! Para meus ossos.
– Annabeth, querida, você não vai ficar mais alta que isso. – contei sarcástico – Agora me dá esse leite, baixinha.
A boca dela se abriu em descrença. E deu de ombros.
– Então tá. – e soltou a garrafa, que estava aberta então o leite veio voando todo na minha cara pela força que eu fazia para arrancar o leite da mão dela.
Annabeth e meu pai começaram a rir. E eu lá com o leite gelado pingando do meu cabelo. Atena chegou com um sorrisinho no rosto, mas ao me ver, fez uma careta de preocupação e se aproximou.
– O que foi que aconteceu, Percy? – perguntou ela.
– A sua filha usou a física contra mim. – respondi.
– Usei sua idiotice mesmo, não culpe a física. – disse Annabeth sorrindo vitoriosa.
Atena foi buscar uma toalha na área de serviço e entregou-a a mim. Agradeci e comecei a secar meus cabelos. Atena sentou-se à mesa e olhou meu pai e os dois ficaram sérios nos olhando, espero que eles não tenham visto o que fizemos na bancada, que seja apenas uma impressão que eles nos darão uma bronca em nós. Quando Atena sorriu eu relaxei. Ela sabe que eu sou um partidão responsável que usa proteção e que nunca tocaria na Annabeth se ela não quisesse.
– Então, crianças, essa semana vocês ficarão de férias, então nós dois e os pais dos amigos de vocês conversamos e decidimos fazer uma viagem de família com uniões de famílias. – disse Atena.
Olhei para ela arqueando as sobrancelhas, ergui a mão e Atena olhou para mim e riu pedindo que eu perguntasse.
– Eu não entendi. – disse.
– Mas é lento, hein, filho? – disse meu pai revirando os olhos.
– Poseidon, silencie-se, porque se você não estivesse junto na reunião dos outros pais discutindo o assunto você não saberia do que se trata também. – disse Atena me defendendo. Meu pai se encolheu e assentiu pedindo desculpas – O que eu quis dizer, Percy, foi que: nós, os pais do Grover, da Hazel, do Frank, da Thalia, do Luke, do Tyson, da Ella, da Juniper e etc vamos todos curtir uma viagem em família, todos nós juntos.
– E para onde vamos? – perguntou Annabeth.
– Para a Europa, fazer um passeio por ela toda. – respondeu meu pai.
– Isso significa…? – perguntou Annabeth, Atena sorriu e assentiu – É mesmo?!
– É.
– Significa o que? – perguntei.
– Não! Sério?! – Annabeth estava muito feliz, sorria abertamente e batia palmas.
– Não o que? – perguntou meu pai.
– HARRY POTTER! – gritou Annabeth quase me deixando surdo.
Atena sorriu mais ainda, se isso era possível. Annabeth pulou da cadeira e começou a fazer um escândalo por causa de Harry Potter, eu ainda sem entender, meu pai estava na mesma. Annabeth saltitou até eles e abraçou-os com força, beijou ambos na bochecha e foi correndo até as escadas, subindo-as com uma rapidez impressionante.
– EU VOU FAZER AS MINHAS MALAS! – gritou ela.
– O que aconteceu? – perguntou meu pai por mim.
– Onde foram feitos os filmes do Harry Potter? – perguntou Atena, como uma professora querendo que os alunos pensem para responder alguma coisa da aula.
– Hogwarts! – respondeu meu pai orgulhoso de si mesmo.
Atena esfregou a testa.
– Não, amor, a Hogwarts de verdade não poderia ser usada para isso. Onde foram gravados os filmes?
– Em Londres, em um estúdio. – respondi.
– Então, ela entendeu que iríamos para lá também e ela finalmente vai conhecer o Making Of Harry Potter. Eu nunca vi a minha menina tão feliz, eu ainda tenho que levar ela no Wizard World of Harry Potter, mas depois de levar ela em Londres, Orlando pode esperar um pouco. – disse ela sorrindo.
– Como vai funcionar isso? – perguntei sorrindo.
– Primeiro, não vai funcionar. – Atena riu – O Hermes e o seu pai em um avião não vai prestar. Mas de qualquer modo, nós vamos ir para lá e para cá na Europa passando alguns dias em algumas cidades durante dois meses.
– Cidades como?
– Londres, Veneza, Paris. – respondeu Atena.
– Gostei disso. – disse – E ir com os meus amigos vai ser mais legal ainda.
– E eles vão para distrair você e a Annabeth para que os adultos possam se divertir sozinhos. – disse meu pai – Sozinhos uns com os outros. E sozinhos somente com o parceiro, se é que você me entende. A minha Atena merece um pipi vagina enquanto olha pela Torre Eiffel da janela o quarto.
Tampei os ouvidos, levantei-me e fui gritando um “Lalalalalalala” indo para cima. Fui até o quarto da Annabeth e ela estava pegando roupas do armário e jogando na cama e dobrando dentro da sua mala grande e preta que estava em um canto da mesma. Annabeth cantava uma música do “A Very Potter Musical”, Get Back to Hogwarts era a música, ela estava tão animada, tão linda, eu queria beijá-la só por ter essa animação tão pura de criança.
Entrei quietinho no quarto indo olhar na mala dela, no bolso da tampa da mala estavam às calcinhas e os sutiãs dela. Peguei um de cada. A calcinha foi parar no meu bolso. Já o sutiã, eu tentei colocar. Quando notei, Annabeth me encarava, incrédula do que eu estava tentando fazer. Ela estava com dois dedos no queixo encarando-me esperando para ver se eu conseguia. Eu desisti depois de muito tentar porque meus polegares começaram a doer assim como meus braços.
– Você pode colocar meu sutiã no lugar, por favor? – pediu Annabeth, fiz biquinho e coloquei o sutiã na mala – Você mal consegue abrir um sutiã, vai fechá-lo? – fiz bico emburrado – E coloque a minha calcinha no lugar dela também. – choraminguei e fiz o que mandou.
– Eu só queria ser sexy. – choraminguei mais fazendo birra e batendo o pé.
Annabeth riu e esfregou a testa.
– Eu te empresto uns lingeries meus e umas cinta ligas se você quiser. – disse ela.
– Espera! Você tem tudo isso e nunca usou comigo? – perguntei indignado.
– Porque eu queria um momento especial em um lugar especial. – Annabeth remexeu no bolso da tampa da mala, e tirou de lá uma cinta liga preta – Talvez Paris seja o lugar certo. Basta você criar o momento especial.
– Porque eu tenho que ficar com a parte mais difícil? – bufei.
– Porque você é o garoto do relacionamento. Você fica com a parte difícil. – disse ela como se fosse óbvio – Dããã.
– Eu quero ser a garota da relação. – pedi.
– Então, tá. Daqui a um mês você vai sangrar durante cinco dias, mas antes você vai ter um aviso de que isso chegará você vai sentir Dementadores dançando “She’s a Maniac” nas suas entranhas. – disse ela séria.
– Tá, eu não quero mais ser a garota.
– ALGUÉM DISSE “SHE’S A MANIAC”?! – gritou meu pai do lado de fora do quarto.
Just a steel town girl on a saturday night
Lookin' for the fight of her life
In the real-time world no one sees her at all
They all say she's crazy
Do nada “She’s a Maniac” começou a tocar a todo volume. Eu me grudei em Annabeth de medo. E meu pai entrou no quarto empurrando a porta que estava entreaberta com toda a força. Fazendo um barulho quase tão alto quanto a música. Ele entrou, sorrindo abertamente. Ele estava com um colan apertadinho e preto e polainas rosa. Como ele havia se trocado tão rápido? Meu pai é o Super-Homem do “Flashdance”, ele ouve alguma coisa referente a esse filme, entra em uma cabine telefônica (- Dentro de casa, também, senhor Percy?) (- Sim, temos uma cabine telefônica aqui em casa, no quarto dele, senhor Percy.) e abre ou rasga a roupa e por baixo está a sua roupa referente a “Flashdance” se bobear ele arruma um balde d’água e se joga durante o fervo da dança.
Locking rhythms to the beat of her heart
Changing woman into life
She has danced into the danger zone
When a dancer becomes a dance
It can cut you like a knife, if the gift becomes the fire
On a wire between will and what will be
She's a maniac, maniac on the floor
And she's dancing like she's never danced before
She's a maniac, maniac on the floor
And she's dancing like she's never danced before
É assustador. Seu pai dançando lindamente a esse som, com um colan preto colado e aquelas polainas rosadas é tão estranho. Para não dizer traumatizante. Annabeth sorria balançando a cabeça no ritmo da música, ela não estava sentindo o trauma porque o pai não é dela.
– QUEM FOI QUE COLOCOU ESSA MÚSICA TÃO ALTA?! – gritou Atena se aproximando do quarto.
A expressão de Atena mudou de “O que está acontecendo?” assim que ela parou diante da porta do quarto, sua expressão passou a ser “Por quê?”, mas um “Por quê?” indiferente, como se ela já soubesse. Ela esfregou a testa e se afastou. Meu continuava a arrasar totalmente. Até que o som parou. Ele fez uma cara de criança decepcionada.
– Cadê a minha música? – perguntou ele olhando para trás.
Atena surgiu e cruzou os braços.
– Eu desliguei o radio. – respondeu Atena.
– Mas por quê?! Eu ia fazer o espacate agora. – ele fez biquinho.
– Chega, Poseidon, vá colocar uma roupa descente. E aonde você arrumou esse colan, eu tinha sumido com o outro…? – ela parou de falar e seus olhos se arregalaram – Esse colan é meu?!
– Não… – parecia mentira.
Atena se afastou lentamente.
– Eu não sabia que isso aconteceria… ninguém me avisou… eu quero a minha mãe…
Atena se afastou chorando forçadamente. Meu pai nos olhou e riu.
– Tadinha. Esse colan é meu mesmo. – afirmou ele – Eu encontrei. O dela não cabia em mim. – ele riu e fechou a porta do quarto.
Olhei para Annabeth e comecei a chorar de mentira. Annabeth me abraçou e acariciou minhas costas prometendo que ficaria tudo bem que meu pai ia parar com isso um dia. Mas eu sabia que ela apenas queria me confortar, porque eu tinha certeza que é mentira. Meu pai não vai mudar tão cedo. Foram 16 anos disso, não é agora que isso vai mudar. Por conta da genética, eu sou a cara dele, então há 99% de chance de que eu fique como ele, dançando com um colan na presença do meu filho e da namorada dele. (- Senhor Percy, o que o senhor sabe sobre genética? Você é tipo o Darwin que descobriu a seleção natural sem saber de genética só que somente a parte do “sem saber de genética”.) (- Cale a sua boca, senhor Percy, eu sei de genética… Só cale a boca.).
… NA SEGUNDA-FEIRA SEGUINTE …
Estávamos no aeroporto. Eu, meu pai, Atena, Annabeth e esperávamos todos chegar. Na verdade, faltava apenas Zeus com Thalia e o Jason. Sim, ele iria, porém a Piper também vai já que a Afrodite é amiga da mãe da Annabeth, então Jason ficará bem longe da minha Annabeth. Na verdade, ele não quer a Annabeth, contudo quero parecer mais corajoso. Ele ficou tão feliz quando descobriu do nosso relacionamento.
– Eu shippo. – afirmou ele olhando para nós, agarrando nossas bochechas, uma bochecha minha em uma de suas mãos grandes e fortes de jogador de basquete (- Que coisa mais gay, senhor Percy.) (- Vou ignorar) e uma de Annabeth na outra.
Fomos para o avião, eu e meu pai estávamos suando frio, e o avião ainda nem avia decolado, não gostávamos muito de voar. Zeus parecia estar em casa, sentou na cadeira e dormiu, e ele não acordou quando o avião ligou. Estava ao lado do meu pai e nós agarramos a mão um do outro e ficamos jurando o amor um pelo outro desesperadamente já achando que o avião ia cair.
– Gente, o avião ainda nem subiu, se ele cair, não vai rolar nada. – afirmou Luke comentando ao nosso lado do outro lado do corredor.
– Vai sim. Essa merda vai rachar inteira, vai explodir e vai todo mundo parar no Lost do submundo. – disse Hermes só para fazer eu e meu pai nos borrarmos de medo. Deu certo.
– Eu te amo, pai. – afirmei, agarrando a mãos dele mais ainda.
– Eu também te amo. – disse meu pai – Eu comia os biscoitos que você guardava no seu quarto e falava que tinha sido a Nagini. – confessou ele.
– Eu comia os chocolates que estavam no seu criado-mudo e colocava a culpa no Batman. – confessei também.
– Então o Batman nunca foi no meu quarto comer meus chocolates?
– Não, perdão. – pedi.
– Eu colocava mais chocolate só para ele.
– Eu sei e eu amava aquilo.
– Garotos – Atena nos chamou –, o avião já está no ar. Acalmem-se.
– Ah, sim. – disse meu pai aparentando calma – A gente vai morrer! – meu pai exclamou.
– Essa merda vai cair! – gritou Hermes para ajudar.
– Tem um careca lá na frente, pai, essa coisa vai cair! Eu não quero ser perseguido por um urso polar da DHARMA, pai.
Meu pai e eu tremíamos.
– Meninos, acalmem-se, o avião não vai cair. – afirmou Atena.
– Cala a boca, Hermes, você não está ajudando. – afirmou a fofura do pai do pai adotivo do Tyson, George.
Hermes riu.
– Desculpa. Eu não resisti.
Esse cara é endemoniado. O Luke ria com ele, parecia o Pazuzu e seu filhinho. Adorável. Nico e Hades estavam perdendo seus postos de capeta. Olhei para trás, para onde ele e o pai dele haviam sentado. Os dois estavam olhando para o nada, compenetrados, deviam estar evocando espíritos do mal. Não, eles não perderam nada não. O Luke e o Hermes são capetas da zueira e o Hades e o Nico são capetas mesmo. Pra você ter uma ideia o pai do Nico tem uma cabeleira negra muito louca umas olheiras profundas, usava anéis de prata e tinha uma aparência cadavérica, igualzinho ao Nico. Awwwn, papai e filho tão parecidinhos.
Annabeth estava atrás de mim sentada ao lado de sua mãe, ela estava toda animada falando para a sua mãe que queria muito ver Hogwarts e queria muito comprar uma pelúcia da Hedwig. Ela estava tão feliz. Eu acabei sorrindo ao ficar observando a cena. Annabeth me olhou e sorriu piscando para mim.
No meio da viagem, Annabeth levantou-se para ir ao banheiro e eu entendi isso como um chamado. Levantei-me todo serelepe.
– Só para avisar: você não vai caber no banheiro com ela. – disse meu pai.
Sentei-me novamente desgostoso escorregando na cadeira aceitando o fato de que não poderia fazer nada com a Annabeth no banheiro. Peguei um copo d’água, fiquei emburrado até Annabeth voltar e me dar um selinho antes de voltar a se sentar. Olhei-a, virando meu tronco para trás mais uma vez.
– Para que isso? – perguntou.
– Isso é por você ser um bobo muito fofo achando que se eu ia ao banheiro era para agarrar você. – respondeu Annabeth sorrindo para mim.
Sorri vaidoso voltando a me virar para frente. Dei um tapa no braço do meu pai sorrindo vaidoso.
– Ela acha que eu sou bobo. – disse feliz.
– Você é idiota, Percy. – afirmou Nico, com a voz estranha sem desviar o olhar do nada.
– Eu tenho medo dos Di Angelo. – sussurrou meu pai para mim bem baixinho.
Concordei com a cabeça e me encolhi com meu pai nas cadeiras ao ouvir Nico e seu papai rirem de um jeito muito maléfico e assustador. Seria uma longa viagem de avião e nem estávamos ali a uma hora. Tomara que: ninguém sucumbisse à loucura do espaço (- A loucura do espaço acontece no espaço sideral, senhor Percy.) (- Não me corrija na frente das Diamonds.), o avião não caia, os espíritos malignos evocados pelos Di Angelos não viessem brincar no avião, aquele careca lá na frente conseguisse andar porque se ele for paralitico é um sinal e o Hefesto e o Leo parassem de cantar músicas em espanhol em pelo menos algum momento da viagem para aqueles que não faziam parte da nossa gangue pudesse dormir.
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