Minha vida com você
3 O hippie fugitivo
Notas iniciais
Eu esperei até ter bastante gente lendo para agradecer uma Diamond que me mandou uma mensagem fab, então vou agradecer agora, porque ela merece. Athena Valdez sua diwa ozada, adogay/amay você, obrigada pela mensagem sua Diamond linda.
Vamos ao capitulo.
Me diz se eu mereço? Mais uma vez nós nos dividimos, alguns de nós iam procurar pelo hospital em lugares que o Grover poderia se esconder, outros ficariam esperando para ver se ele aparecia e três duplas de nós iam sair de carro, e as duplas firam, Calipso e Leo, Tyson e Ella e eu e Annabeth, nós acabamos sobrando e disseram para nós irmos juntos. Acho que acabaríamos voltando ao hospital de maca porque começamos a brigar no carro e ele acabou capotado e caiu em algum abismo – acho que conseguiríamos achar um abismo para jogar o carro.
Combinamos que se era para ajudar e achar o Grover não brigaríamos. Eu fui dirigindo, nossas janelas ficaram abertas e de vez em quando gritávamos por ele. Estávamos nos arredores do hospital, ele não poderia ter ido muito longe, bêbado do jeito que ele estava.
Eu queria conversar com ela, porque ficava um clima estranho no carro quando não chamávamos pelo hippie bêbado. O carro estava lento e não havia ninguém na rua então eu podia olhá-la às vezes, ela estava quietinha no canto dela parecia querer conversar também, só que não sabia sobre o que.
– Annabeth. – chamei, ela me olhou e esperou – Espero que não tenha problema perguntar, mas você e o Jason já não tivera um relacionamento?
– Não, nós ficamos juntos numa época ano passado, só isso. – respondeu ela.
– Não tem problema para você que o Jason e a Piper estão juntos nesse instante?
– Não, eu não sou apaixonada por ele, e fui eu que os apresentei. Só porque eu perdi a minha virgindade com ele não significa que eu me apaixonei. – disse ela, e depois gritou pela janela – GROVER!
– Você perdeu… perdeu…?
– Minha virgindade com ele? É. Achei que você soubesse, a escola toda sabe. O Jason comentou com um dos amigos dele do time de basquete e o desgraçado veio atrás de mim em um dia aí e pediu para ficar comigo e eu não quis, no outro dia todo mundo estava comentando que eu já tinha ficado com esse maldito e com o Jason. – desabafou ela, acho que ela nunca tinha parado para conversar com isso com ninguém, ela parecia um pouco tensa falando isso.
– GROVER! CADÊ VOCÊ SEU HIPPIE?! – gritei depois me virei para ela – Por isso que você tem a fama de ser… meio… biscate pela escola? Porque um dos garotos do time de basquete mentiu?
Ela assentiu.
– Então, os outros jogadores de basquete começaram a fazer o mesmo, o Jason até queria consertar, mas eu pedi para ele deixar quieto.
– Por quê? – perguntei.
– Porque eu não to nem aí para o que os outros dizem sobre mim, eu sei o que houve, eu sei o que eu fiz ou não. Então que se foda que os outros acham que eu sou uma biscate, eu sei que não sou. – ela foi relaxando enquanto falava isso – Não preciso da aprovação dos outros para fazer sexo com quem eu quero e nem preciso do comentário deles sobre se eu fiz ou não fiz. As pessoas que eu me importo sabem como eu sou e isso já basta.
Eu não ia falar isso, porém eu adorei o que ela disse. Acho que ela nunca tinha conseguido falar isso para alguém que acha que ela é uma coisa por causa de boatos, eu cheguei a acreditar nesses boatos, e falar aquilo para mim pareceu fazer bem a ela. Gostei de poder ajudar.
– GROVER! – chamou ela.
– Annabeth. – chamei-a novamente, ela me olhou de novo, eu queria amenizar um pouco as coisas – Você está me devendo. – afirmei.
Ela pareceu confusa.
– Devendo o que, moleque? – perguntou ela nervosa, cruzando os braços.
– Uma nudez.
– Oi? – perguntou ela confusa.
– Ontem você me viu nu quando eu mandei você tirar aquele tufo de cabelo do ralo, então você tem que ficar nua para mim para podermos equilibrar o universo.
Annabeth riu.
– Vai sonhando, queridinho.
Eu ia falar mais uma coisa, mas o meu celular tocou. Entreguei-o a Annabeth e pedi que ela colocasse no viva-voz.
– Alô? – perguntei.
– Percy – era a Juníper –, achamos o Grover. Você não vai acreditar, mas ele estava…
– Espera, espera, não conta onde eles estava, eu acho que tenho uma ideia, só deixe ele aí. Nós estamos voltando para o hospital. Tchau, Juny. – disse e quando ela se despediu Annabeth desligou o celular por mim, e eu aumentei a velocidade do carro indo em direção do hospital.
– Como você sabe onde o Grover está? Ou melhor, porque você me diz que tinha uma ideia onde ele estava e ainda sim quis sair comigo daquele hospital para andarmos de carro em uma rua escura? – perguntou Annabeth.
Olhei-a de forma maliciosa e psicótica, de brincadeira, e ela riu.
– Eu tive uma ideia só agora. Agora, sério, vamos fazer uma aposta?
– Apostar o que? – perguntou ela.
– Se eu acertar pelo menos o que o Grover estava fazendo quando o encontraram, você fica nua para mim. – disse.
– E se você errar? – perguntou Annabeth.
– Eu tiro a sua roupa para você. – respondi rindo recebendo um tapa no ombro – Brincadeira! – ela me bateu mais uma vez – AI! Você escolhe.
– Eu não sei o que escolher, mandar você ser meu escravo por um dia é uma coisa muito comum. – comentou ela.
– Você faz muitos meninos serem seus escravos por aí, Annabeth? – perguntei e ela me bateu de novo.
– Já sei, se você estiver errado você vai se vestir de garota e vai ficar vestido desse jeito o dia todo na escola. E tem que ter direito a maquiagem e tudo. – ela sorriu vitoriosa.
– Isso não. – resmunguei, emburrado.
Annabeth se debruçou para o meu lado, uma de suas mãos acariciou a minha coxa e seus lábios ficaram próximos do meu ouvido.
– Você duvida da sua masculinidade, Percynho? – perguntou ela sussurrando – Achei que você não duvidava dela por isso dei essa tarefa fácil. Quem se importa com o que os outros pensam, desde que você saiba quem você é? – o que ela falava não era nada sexual ou coisas do gênero, porém o jeito que ela falava e onde a mão dela estava, deixou-me um pouco nervoso, tinha medo de ficar excitado. Ainda bem que já estávamos chegando ao hospital – Você aceita o desafio, Percy? – perguntou ela lambendo o contorno da minha orelha.
Não, não faz isso não.
– Aceito. – disse tentando parecer convicto.
Assim que estacionei o carro, sai dele depressa, respirando fundo para poder me controlar. Eu e Annabeth fomos caminhando lado a lado até o hospital.
– Então, o que o Grover está fazendo? – perguntou ela.
Respondi sorridente. Annabeth bufou e esfregou a testa e perguntou, mais perguntando a si mesma do que perguntando a mim, como foi que ela não tinha pensado nisso. Eu continuei a sorrir, eu ia ganhar uma strip.
– Não vem com esse sorrisinho. Você não fez uma strip para mim, você só ficou nu na minha frente, e você disse que eu também tinha que ficar nua, não disse nada sobre fazer uma strip, então engole esse sorrisinho e sossegue. – disse ela nervosinha como se lesse meus pensamentos.
Nico estava na porta do hospital nos esperando. Ele nos levou até onde ele disse que o Grover havia sido encontrado. Ele estava rindo e disse que os médicos ainda não haviam sido avisados sobre o paradeiro do anormal só para que nós pudéssemos nos divertir com a situação. Eu nunca estive tão certo. Entramos na salinha, todos estavam em volta rindo e Leo estava filmando com o celular, eles abriram espaço para eu e Annabeth enxergarmos o que se passava.
Grover estava deitado no chão de uma salinha de espera para familiares abraçado a um vaso de plantas no canto dela, debaixo da janela, sua cara estava meio amassada, ele parecia zonzo e sua voz estava mole, como se espera de um bêbado.
– Não, não. – disse o hippie conversando com a planta – Não vou deixar nenhum cachorro demarcar território em você. Eu te protejo, nenhum cachorro vai urinar em você, que urinem em mim mas não em você. – nós já rimos como dementes por causa dessa, ele fez uma pausa ouvindo a planta responder – Que isso, eu sempre protegerei você. – outra pausa e dessa vez ele fez uma cara de meio espantado e meio bêbado, não completamente bêbado como antes – Não, não, eu não posso casar com você, eu amo outra garota, o nome dela é Juníper, você precisa ver como ela é linda.
Juníper estava do meu lado (ela é outra hippie, sabe? Até tem mechas verdes no cabelo acastanhado, além de olhos verdes), primeiro ela parecia preocupada com o estado do Grover, mas ao ouvir as últimas palavras do Grover, ela abriu um imenso sorriso e foi abraçar o hippie bêbado.
DICAS COM O GROVER DE COMO SEDUZIR UMA GAROTA:
Fique bêbado, a ponto de ter de ser levado para um hospital;
Desapareça do nada e reapareça em uma sala abraçado a uma planta;
Diga para a planta que não se casará com ela porque tem outra garota que você gosta, então diga o nome da garota que você quer seduzir;
Caia nas graças do amor dessa garota.
É, acho que é um bom plano.
– Olha, dona planta, essa é a Juníper. – disse Grover à planta com a voz meio mole apontando para a Juníper que o abraçava – Ela não é linda? – ele fez uma pausa e franziu o cenho depois sorriu abertamente olhando para Juníper – Juny, a dona planta disse que, apesar de me amar, é juíza de paz e pode casar a gente.
Nós não conseguimos ficar sérios diante de tal revelação. Juníper ia dizer alguma coisa, porém Grover não deixou colocando o dedo sobre a boca dela.
– Não diga nada, eu sei que é muito do nada, mas podemos nos casar e seremos felizes, mas precisamos de uma testemunha. – ele soluçou.
– Eu vou ser a testemunha! – afirmei.
– Não, Percy. – disse Juníper, ela tinha lágrimas nos olhos, mas era de controlar o riso – Vamos avisar o médico e tirar ele daqui.
O resto de nós resmungou, chateados, querendo fazer o casamento. Frank disse que estava até procurando uma música de casamento para a Juníper entrar na sala de espera e ir casar-se com o Grover enquanto a planta oficializava tudo.
... NO DIA SEGUINTE ...
Eu estava de boa sentado na minha cama de pernas cruzadas, vendo o vídeo do momento fabuloso do Grover com a planta, tinha mais coisa acontecendo antes de chegarmos, ele tinha falado para planta sobre quando ele dominar o mundo com o exército dele de doninhas (- Doninhas, senhor Percy?) (- Estava sentindo a sua falta, senhor Percy, e sim, doninhas, não me pergunte porque.), ele vai proibir os carros e as usinas para que as plantinhas como aquela que ele abraçava pudessem respirar melhor. Ou seja, ele queria que todos morassem em uma choupana comendo raízes. Hippies…
Estava mandando uma mensagem para o Luke comentando que na semana que vem meu pai e a mãe de Annabeth iam sair para comemorar a casa pronta e que eu ia pedir para o meu pai para ver se ele deixava ele e os outros dormirem na minha casa. Estava tão distraído esperando a resposta do Luke (- Aposto que ele está com a Thalia, senhor Percy.) (- Nem precisa apostar, senhor Percy, é certeza. Mas é melhor nem pensar muito nisso, porque eles devem estar fazendo coisas que nós não fazermos a um tempo.) (- NÃO LEMBRE DISSO, SENHOR PERCY.) (- Calma, calma, criança.) que nem notei quando alguém apareceu na minha porta.
– Percy? – chamou Annabeth.
Não a olhei, continuei a olhar para o celular.
– Ãh? – perguntei fazendo pouco caso.
– Olha para mim. – pediu ela. Eu o fiz. Ela estava usando o roupão de banho dela, branco com floresinhas roxas, ela estava com as mãos sobre o laço frouxo segurando com os braços a abertura do roupão para ele não abrir – Eu perdi a aposta então…
Eu nem tive tempo de assimilar as coisas. Em um momento eu estava sentado na cama olhando para Annabeth, que subitamente desfez o laço do roupão e o abriu, exibindo seu corpo que estava completamente nu, no segundo seguinte eu senti o chão bater com força nas minhas costas, estava olhando para o teto e minhas pernas ainda estavam na cama. Eu tentei me orientar e ajoelhei-me no chão colocando a cabeça sobre a cama e olhei para a porta, Annabeth não estava mais lá, então, ouvi o barulho do chuveiro sendo ligado.
Ela tinha ficado nua e tudo o que eu fiz foi cair no chão ao invés de ficar olhando enquanto eu tinha chance? (- É, senhor Percy, você é um demente.) (Calado! Não esfregue na minha cara!). Vamos, Percy, pensei comigo mesmo, fazendo esforço, Vamos, lembre-se de alguma coisa, o pouco que você viu antes de se estatelar no chão como um retardado. Annabeth deve estar rindo de mim agora, depois desse papelao que eu fiz, nem tentei ser homem e ficar olhando e dar um sorrisinho sacana.
Bom, eu me lembrava da cintura curvada dela, os quadris generosos (acho que ela tinha uma tatuagem na lateral do quadril só que eu não consegui ver direito o que era), a pele branquinha, subindo para os seios eles deviam ser mais bonitos que o borrão que se mantinha na minha mente, porque eu caí quando meus olhos subiram na direção deles. Que merda, nem para eu conseguir ver direito.
Meu celular vibrou na minha mão, Luke tinha respondido finalmente, dizendo que seria legal chamar os garotos para dormirem aqui em casa. E vejam, não é festa do pijama como é das garotas, é uma coisa muito máscula onde garotos vão dormir na casa de um amigo tudo na maior masculinidade. Eu queria mandar um belo “Vá à merda” por causa da raiva que eu sentia de mim mesmo.
Também Annabeth nem me deu tempo para assimilar do que se tratava. Não foi dessa vez que eu consegui vê-la mais do que eu tinha visto quando ela está de biquíni, quem sabe com alguma outra aposta. Mas desta vez eu vou estipular um tempo para ela ficar nua para mim, pelo menos um minuto.
Notas finais
Beijinhos, Diamonds, comentem e me digam o que acharam, até o proximo capitulo, amo vocês, tchau.
Fale com o autor