Minha vida com você

18 Anakin Skywalker era pegador na sua época “não-queimada”


Notas iniciais
EAI DIAMONDS DO MEU HEART? Chegay (CheNico ahahahah piadinha) Boa leitura minhas lindas.

Poseidon POV

Era estranho ter a casa completamente para mim e para a minha deusa, e ainda em um feriado quando tudo estava silencioso lá fora. Estávamos sentados no sofá assistindo “Say Yes to The Dress”, Atena estava deitadinha sobre mim, com a cabeça sobre eu ombro. (- Senhor Poseidon, você e sua esposa são adoráveis) (- Obrigado, senhor Poseidon, eu sei.).

– Porque ela não aceitou aquele vestido? Era tão lindo! – Vocês devem achar que quem deve ter dito isso foi a Atena, mas, na verdade, fui eu, ela não queria assistir a isso, mas eu implorei e ela aceitou, bufei desligando a TV – Não quero mais ver isso.

– Graças a Deus. – afirmou ela.

– Sabe, Atena, estamos sozinhos em casa – comentei acariciando o braço dela, ela me olhou com cumplicidade – acha que poderíamos aproveitar e… sei lá… nos divertirmos?

Ela sorriu maliciosa.

– Sim!

Em quinze minutos, estávamos prontos e fazendo o que planejamos fazer: divertindo-nos aproveitando que nossos filhos não estavam em casa. Sim, estávamos fazendo isso mesmo. Isso que você está pensando. Estávamos… jogando “Mario Kart” no videogame do meu filho sentados sobre o tapete bege que ficava no meio da sala. Eu sou tão fora da lei. Atena ganhou no melhor de três do par ou impar e ficou com o Mario e eu estava com a Peach. Dane-se o mundo eu ainda sou muito fora da lei de vestidinho rosa mesmo.

– Atena. – chamei-a.

– Você não vai me distrair, Poseidon! – afirmou.

– Não é isso… Eu queria falar sobre nossos filhos. – comentei.

– É sobre aquela história de novo?

– É. Eles devem estar tendo alguma coisa. – afirmei mexendo freneticamente no controle como se isso fosse me ajudar.

– É lógico que devem! Eles brigam o tempo todo, essas brigas devem ter acabado em um beijo em algum momento, só que eles devem estar querendo esconder. – Atena me passou e riu.

– Eu ouvi o Leo falar algo sobre “Percabeth”.

– Aquele moleque é doente, ele fala sobre “Posetena”.

Eu ri.

– Eu acho que deveríamos apoiar eles namorarem, eles ficam bonitinhos juntos e eles cantando com “Rock of Ages” foi tão adooorááveel! – disse. Eu acho que o estrogênio da Peach está passando para mim pelo controle do videogame.

– E não seria nada Lannister, afinal eles não tem grau algum de parentesco. – Atena riu ao terminar de dizer por que estava ganhando.

– Falando em Lannister… sabe o que vai acontecer com o Jaime?

Eu pisei no calo, Atena me encarou surpresa esperando que eu falasse, olhei-a sorrindo maldosamente e peguei o controle dela e desconectei o cabo e o joguei no sofá, ri como um vilão de desenho animado e acelerei enquanto Atena tentava reconectar o jogo. Ri pausadamente e vitorioso me achando o máximo olhando para Atena de vez em quanto, eu estava agora com a mesma quantidade de voltas que ela e iria poder finalmente ganhar.

– Nós poderíamos fazer sexo depois disso. – comentou ela.

Encarei-a deixando o controle de lado.

– Sexo? – perguntei encantado.

Ela olhou para a TV e riu comemorando.

– Ganhei, seu otário! Eu sou demais! – gabou-se ela.

– Eu te odeio. – afirmei fazendo biquinho.

– Você tem perda de neurônios quando falam a palavra “sexo” e a culpa é minha? – defendeu-se ela abraçando-me – Então o que você prefere: sexo ou revanche?

– Você acha que eu sou idiota? – perguntei, Atena sorriu maliciosamente preparando-se para tirar a blusa. Para que ela ia tirar a blusa? Não estava tão quente assim. Peguei o controle dela e devolvi na mão dela – Quero uma revanche.

Ela pareceu decepcionada.

– Porque eu não estou surpresa? – ela revirou os olhos e continuou o jogo.

– Eu vou ganhar dessa vez!

(- Senhor Poseidon, vou apostar em você. Obviamente vou perder dinheiro.) (- Calado, senhor Poseidon, você vai ficar de castigo!).

Percy POV

(- O senhor Papai está brigando com o seu senhor Papai, o papai de verdade.) (- Nós também brigamos muito, é a genética.) (- E você lá sabe o que é genética, senhor Percy.) (- Lógico que sei, aprendi na escola.) (- Então o que é genética?) (- Não quero deixá-lo desconfortável com todo meu conhecimento.) (Sei.). Continuei a andar ao lado dos meus amigos, tínhamos ido ao shopping só para passear mesmo, as meninas estavam junto, tivemos que entrar naquele momento em uma loja de roupas por causa da Hazel e da Calypso, Thalia gostou de uma jaqueta de couro que viu então gostou também da ideia, só que o resto de nós garotos e a Annabeth não estávamos gostando da ideia.

– Eu não quero escolher roupas. – comentou Leo enquanto sentávamos no sofá que havia de frente para os provadores que Hazel e Calypso haviam entrado. Annabeth estava gingando ao meu lado junto a Luke enquanto a música “My Nigga” tocava de fundo.

– Ninguém quer. – disse Frank – Apenas aguente um pouco, elas vão enjoar.

– Enjoar? De escolher roupas? – Leo riu histericamente – Você acha que elas são o que? Elas amam isso aqui. – Leo parecia um elfo pirado porque algum anão roubou o arco e flechas dele e escondeu.

– Olha que roupa bonita. – comentou Annabeth. Ela também não – Eu vou lá pegar e experimentar.

Ela levantou-se andando e gingando ao ritmo da música e sumiu de vista pelo meio das roupas masculinas. Calypso saiu usando um vestidinho branco com florezinhas rosinhas muito delicadinha, estava muito fofa.

– Gostaram? – perguntou ela.

– Tá linda, Lypso. – afirmou Leo sorrindo – Tão fofinha.

Ela fez cara feia.

– Fofinha? Tá me chamando de gorda?! – ela apontou para a própria barriga – Ah, é verdade, a Sally Celulite sempre está por aqui. – disse ela fingindo-se de louca e depois riu voltando para o provador.

Assim que ela entrou Thalia voltou com a sacola dela com a jaqueta que ela queria dentro e um atendente se aproximou no momento exato que Annabeth saiu do provador, nem vi que ela tinha entrado, essa mulher é a Sue Storm? O vendedor a encarou arregalando os olhos e depois riu. Annabeth sorriu.

– Essa roupa me engorda? – perguntou ela.

Annabeth estava usando uma roupa imensamente larga de homem. Sim, ela estava com uma calça larga que caberia umas três dela dentro, uma blusa social azul clara com a gola propositalmente levantada, também cabia três dela lá dentro, uma gravata amarela com listras roxas (Onde, naquela loja, ela encontrou essa gravata ridícula?) e um boné virado para o lado. Ela tinha que segurar a calça para ela não cair, beliscando o tecido que estava sobrando, Annabeth mostrou a bunda para o vendedor.

– E a minha bunda? Tá muito grande? – perguntou Annabeth parecendo preocupada – Acho que eu emagreci e isso me deixa tão feliz, eu vou ter que mandar essa calça para a costureira.

Nós acabamos rindo junto do vendedor. Annabeth tinha que ser tão perfeita? Que merda. Ela era engraçada e inteligente e linda e mesmo com aquelas roupas de homem ela podia me deixar excitado, tenho certeza se ela morder os lábios eu estou perdido.

– Eu acho que vou comprar essa roupa. – disse ela ao vendedor.

– Compre, ficou incrível em você. – afirmou o vendedor rindo.

Não olha muito não! Annabeth voltou para dentro do provador e Leo me deu o celular dele mandando-me segurar que ele já voltava, como sempre Leo estava filmando. Filmei-o entrar no provador e saiu ao mesmo tempo que Annabeth. Annabeth riu, ele estava usando uma camisola sensual de onçinha e alças e laço rosa berrante apertadíssima e um short preto de seda. O vendedor riu de se matar junto de Annabeth.

– Você não teria um número maior de camisola? – perguntou ele – Tá meio apertada.

Leo ajeitou a camisola fazendo o próprio mamilo aparecer. O vendedor gargalhou e Annabeth começou a soluçar.

– Eu sabia. – disse Calypso olhando para Leo com o olhar reprovador negando com a cabeça e braços cruzados, Hazel também ria.

– Faz uma strip! – ordenei animado.

Leo olhou para mim e viu que eu filmava. Ele tirou a camisola e chacoalhou os “peitos” para a câmera. Nós não conseguíamos parar de rir. Esse vídeo com certeza ia parar na internet e ia ser logo, depois de Leo e Annabeth colocarem de volta suas roupas, deixamos Calypso e Hazel na loja e fomos à praça de alimentação.

Todos fomos comer no Burger King, apenas Nico foi no Mc Donalds e por isso ele ficou com raiva de nós. Sentamo-nos, Nico parecia uma criança endiabrada abrindo o brinquedo dele do Mc Lanche Feliz. O pai de alguém fez pacto, cantarolei na minha mente. Cada um de nós roubou uma batata frita dele e ele nem notou porque o pequeno Damien estava se divertindo com aquele negocio amarelo que ele tinha nas mãos.

Começamos a comer depois que Nico deixou o brinquedo de lado para comer também, afinal tínhamos que ficar de olho para caso ele começasse a vomitar verde ou, sei lá, começasse a morder os outros, como responsáveis pelo Damien de cabelo mais comprido éramos encarregados da água benta.

– Então… – disse Frank com a boca cheia de comida – Nós vamos a Comic Con?

– Sim. – afirmou Luke – E, Percy, não se preocupe, seu ingresso está com meu pai.

– Isso me deixa tão calmo… seu pai… aquele mão leve. – comentei brincando.

– Só porque meu pai roubava coisas do estojo do seu pai na época de escola não significa que ele vá roubar seu ingresso. – afirmou Luke sorrindo.

– Sei…

– Olha aqui, querido, meu pai pode comprar o ingresso dele.

– Ui, calma, milionário. – pedi levantando as mãos mostrando rendição.

– Você vai competir também no campeonato de Mitomagia, Frank? – perguntou Nico, o nerd incorrigível/demônio amante de Mc Donalds.

– Vou sim. – Frank sorriu desafiador – Que vença o melhor, certo?

– Quem vai torcer para quem? – perguntou Nico olhando para todos nós ameaçador.

– Olha, se você for aparecer de noite na minha casa para me assustar se eu por acaso escolher o Frank, eu torço por você. – afirmou Leo parecendo ligeiramente assustado.

– Então é melhor me escolher ou vai sofrer a minha ira. – Nico afirmou sua expressão demontrava seriedade e sua voz era profunda.

– Acho que só a Hazel vai torcer para mim. – afirmou Frank.

– Nem louca. – afirmou Hazel, que havia acabado de surgir, sentando-se em uma cadeira vaga ao lado de Thalia – Ele é assustador, prefiro torcer por ele a sentir vontade de me enforcar numa festa.

Nico riu.

– É tão bom ser parecido com o Damien, melhor do que ser parecido com um ursinho adorável e totalmente apertável. – disse Nico olhando para Frank.

– Obrigado…? – Frank uniu as sobrancelhas e deu de ombros comendo outro pedaço do seu lanche.

Continuamos a comer e esperamos Calypso comer sua salada que ela comprou no Mc Donalds. Sim, ela é meio idiota. Compramos sorvete e voltamos para a casa do Luke.

… UMA SEMANA DEPOIS …

Finalmente era o dia da Comic Com e Annabeth parecia que ia pular do carro a qualquer momento, ela e Thalia ficavam brigando para quem ficaria com o trono de ferro. A Thalia era Lannister e a Annabeth era Stark, e elas estavam quase se batendo, e o pior era que eu estava no carro com o Luke, que é Stark, e o Nico, que é Lannister, e eles não estavam ajudando. Eu levei um tapa em determinado momento quando Thalia quis acertar Luke quando ele falou mal do Jaime, a mãe da Annabeth também não gostaria de ouvir aquilo, chamar o Jaime de “maneta” não é uma coisa tão legal assim.

– Eu quero ir por carro do Frank cantar o que é que eles estão cantando lá. – choraminguei olhando para o carro na nossa frente que era o do Frank, Grover estava lá com a Juniper do seu lado direito e a Hazel do esquerdo e eles estavam cantando tão alegremente. Deve ser “Shadows of the Night”, eu sempre me entrego para essa música.

– Você não quer estar no meio da guerra dos tronos? – perguntou Luke.

– Não! Eu quero cantar alegremente! – ordenei – Além do que – ajeitei-me no volante e resolvi brincar porque sou zoeiro – sou Greyjoy. Theon é vida.

Apanhei logicamente, ser engraçado dá nisso, ainda bem que eu não falei que era Lannister só pelo Joffrey, sinto que morreria dirigindo mesmo.

Enfim, estávamos no lugar mágico que a Comic Com aconteceria. Annabeth parecia tão animada que eu queria beijá-la. Ãh… é, eu quero beijá-la por causa daquele sorriso lindo dela e o sol estava brilhando no cabelo dela e deixando os olhos dela mais claros e o cinza ficou mais perfeito. E Annabeth não me quis nessa última semana. Eu ia perto dela para abusá-la e ganhar beijos daquela boca linda, mas ela não me queria. Ficava me afastando e dizendo que era para eu me afastar. Eu não sei porque, eu não sei o que eu fiz, juro que não. Eu fui bonzinho, eu sou muito fofo, ela ficou sorrindo enquanto observava eu brincar com a Senhora O’Leary outro dia e ela não me quis, nem depois que eu tomei banho e tirei toda a baba e pelos da Senhora O’Leary de mim.

– Tudo bem. Alguém agarre a mão da Annabeth antes que ela se perca de qualquer coisa que tenha a ver com todas as coisas que ela gosta e está aqui dentro. – afirmou Luke, ele estava brincando e sorrindo e ao olhar para o lado de Grover, que era onde Annabeth estava ela não estava mais lá – Mas… cadê?

Olhamos para minha esquerda que era a direção para dentro do local e ela já estava andando em linha reta. Toda fofinha e adorável, baixinha e loira. Merda! Se eu ficar apaixonado a culpa é dela. (- Ficar, senhor Percy, sério?) (- Ninguém te chamou!) (- Escute aqui, senhor Percy, eu tenho muitas fãs, muitas Diamonds me amam, e muitas delas vão escrever que me amam nos comentários que eu sei. Eu sou o galã desse lugar, eu e o senhor Papai que elas acabaram de conhecer, mas mesmo assim! #PleaseSenhorPercyComeToBrazil). Meu Deus, o que foi que eu criei na minha cabeça?

Fomos atrás da Annabeth, ela parou quando viu um garoto vestido de Harry Potter, e o melhor ele não estava só, tinha também um Rony e uma Hermione com ele, eu e Grover nos aproximamos porque também gostamos de Harry Potter e os três sorriram para nós.

– Grover, Percy e Annabeth! – o menino que estava vestido de Harry disse, incrivelmente ele tinha aqueles olhos maravilhosamente verdes que o Harry deveria ter.

Nós três arqueamos a sobrancelhas.

– Como você sabe? – perguntou Annabeth.

– É meio obvio. – afirmou ele, a Hermione e o Rony atrás dele assentiram – As camisetas laranja – ele mostrou Annabeth e Grover com a mão – e a sua camiseta roxa… parece obvio para mim.

Pela primeira vez na minha vida, eu não entendi uma coisa e não me senti idiota por isso porque nem a Annabeth nem o Grover estavam entendendo. Apenas fingimos que tudo estava bem e tiramos uma foto, conversamos um pouco sobre qual casa estávamos e seguimos em frente. O resto dos nossos amigos foram um para cada lado para onde queriam ir. Nós três continuamos a andar e mais algumas pessoas gritaram por nós e nenhum de nós conhecia nenhuma delas.

– O que será que está acontecendo? – perguntei.

– Vai saber a gente tá num livro. – respondeu Annabeth dando de ombros.

– Ou em uma fanfic. – disse Grover – O Leo é um garoto estranho, ele pode fazer esse tipo de coisa.

Eu e Annabeth concordamos, o Grover tinha razão. Enfim, continuamos a andar juntos, lembrando a época que tínhamos sete anos e brincávamos junto na escolinha e a Annabeth me batia. Bons tempos, coisas boas. Conversamos com uma Tris, a Annabeth ficou procurando um Quatro e eu quase bati nela. EU SOU O QUATRO POR AQUI! EU SOU O GOSTOSÃO COM UM NUMERO PARA NOME NA NOSSA VIDA! É duro ter que cuidar dessa garota e dos seus hormônios. Leo apareceu nesse momento também com a Calypso e ele também ficou procurando o Quatro. Tá, eu não sei o que esse garoto é. Calypso que cuide dele e dos hormônios dele e eu já tenho uma Annabeth para tomar conta. Se não fosse por mim essa menina já estaria grávida, afinal sempre sou eu quem se lembra das camisinhas.

*Coro de garotas de fundo cantando* Percy Jackson, o partidã-ão.

Eu sei, eu sei, sou muito responsável. Garotas, segurem suas calcinhas, por favor. (- Sua cabeça é um lugar obscuro e cheio de coisas assustadoras.).

Continuamos a andar e de repente Annabeth deu meia volta e começou a perseguir um Stormtrooper (N/A: Stormtroopers são os soldados do Darth Vader, Diamonds, para quem não conhece, vá conhecer, Star Wars é vida #FicaADica #SejaUmJediVocêTambém #PerdãoSeMeusGostosEstãoIrritando). Ela é tão bonitinha, ela parece uma criança perseguindo uma princesa da Disney só que sem a princesa e sem a criança. E o mais fofo, quando perguntamos onde ela estava indo, ela respondeu com os olhinhos brilhando:

– É um Stormtrooper e onde tem Stormtrooper deve ter um Darth Vader!

E ela tinha razão, achamos um Darth Vader seguindo aquele cara. Encontramos Luke, Thalia e Juniper no caminho, Grover logo deu a mão para Juniper e eles foram ser fofos na sessão da Marvel, lembrando-me de que eu não consigo pedir Annabeth em namoro e tem vários outros nerds caminhando perto de Annabeth enquanto ela conversa com o C3PO que estava ali. Só porque eu não sou nerd e se eu ver uma conta de matemática eu vomito, não significa que essa loira linda não é minha. Se bem que ela não é minha mesmo, se ela por acaso me falar o que eu fiz de errado para eu fazer algo grandioso para ela me perdoar, ela vai ser minha.

Ela abraçou o C3PO e depois olhou para o Darth Vader e abriu os braços para ele, o Vader ficou olhando para ele e até inclinou a cabeça, ela insistiu fazendo biquinho e ele abriu os braços. Annabeth sorriu e correu para o abraço com o Darth Vader. Annabeth é a única pessoa que ganhou um abraço do Darth Vader, ela é tipo o Draco Malfoy do Star Wars.

– Percy, você não quer ver as coisas que tem aqui, ver qualquer coisa, conversar com o vendedor de miniaturas, sei lá, conversar com aquela garota ali que está de Iron Woman e parar de vigiar a Annabeth? Você é esquisito. – disse Luke tentando me puxar.

– Não, eu tô bem aqui. – afirmei enquanto observava Annabeth conversar e rir com aquele Darth Vader, sinto que ele está dando em cima da minha garota.

– Você gostaria de me ver sem a máscara? – perguntou Darth.

– Até eu quero. – disse Luke.

Annabeth assentiu alegremente e o cara tirou o capacete lentamente, fazendo toda uma dramacidade, Annabeth estava animadíssima e quando ele tirou completamente o capacete Annabeth aparentou tristeza de deu meia volta rindo em seguida e voltando a falar com ele porque ele não era todo deformado e essas coisas ele era lindo, loiro e tinha olhos claros. Mas que desgraça, era como se o Anakin mais novo estivesse experimentando a roupa que iria usar mais no futuro.

– Eu queria um rosto cinza, não um rosto rosado e saudável. – disse Annabeth sorrindo. Ela está flertando? Não, disse a mim mesmo, ela está só conversando e sorrindo para ser educada, ela não achou ele bonito, não mesmo.

– Perdão se te decepcionei. – disse ele sorrindo lindamente. Desgraçado porque todo loiro bonito e sensual gosta da minha loira? Que desgraça. (- Se você fosse namorado dela, eles não poderiam gostar dela, mas você é um medroso, senhor Percy, falo mesmo.) (- Eu não quero pedir!) (- POR QUÊ?!) (- PORQUE EU NÃO SOU BOM O SUFICIENTE PARA ELA E EU E ELA SABEMOS DISSO E EU NÃO QUERO SER REJEITADO PORQUE… porque eu gosto da Annabeth e vai doer muito, ainda mais que ela mora na mesma casa que nós agora, eu prefiro reclamar na minha cabeça que ela é minha do que pedir para ela namorar comigo e receber um “não” e sentir o que muitas garotas sentiram quando ouviram isso de mim.) (- Eu estava até comovido com tudo isso até você dizer que muitas garotas já ouviram um não de você, Senhor Leva Toco.). Eu não quero conversar com o senhor Percy, ele nunca me apoia nas minhas mentiras.

– Não decepcionou, não. – disse Annabeth colocando o cabelo atrás da orelha.

– Olha, espere um pouco que eu vou tirar essa roupa e a gente conversa melhor. – disse ele.

Eu não quero ficar vendo isso, não, não sou pago para isso. (- Você nem é pago, senhor Percy.). Verdade!

… CINCO HORAS DEPOIS …

Eu consegui me distrair um pouco, mas eu sempre acabava pensando na Annabeth e naquele Anakin e no que eles poderiam estar fazendo naquele momento. Nós íamos embora depois de quase falirmos. Annabeth apareceu junto de Hazel, Annabeth estava nas costas do Frank, ela estava sorrindo alegre, segurando várias sacolas Hazel também segurava várias sacolas e como Frank segurava a Annabeth ele estava livre de tudo isso.

Annabeth desceu das costas de Frank e começou a colocar as sacolas no porta mala do meu carro, eu cheguei perto dela e pigarrei.

– Então, Annabeth, e aquele garoto? – perguntei sem rodeios – Você ficou com ele?

– Sim, por quê? – perguntou ela, sua cara era séria e levemente entediada.

– Ãh… você gostou?

– Gostei sim, ele é bem alto e tem uma mão grande e foi legal. – ela estava me provocando.

– Porque você fez isso? – ela arqueou as sobrancelhas e riu da minha cara – Porque você ficou com ele?

– Porque eu quis, Percy. Como você, eu posso ficar com quem eu quiser.

– Você tá se vingando de mim porque aquela garota na festa me beijou, não foi? Aquela garota me beijou na festa, eu não pedi nem nada, ela me agarrou.

– Porque eu me vingaria de você? Você não é nada meu, Percy, nós mal somos amigos porque não conseguimos ficar perto sem brigar! – ela bufou – Olha, Percy, eu gostei do Adam e ele é bonito e eu quis ficar com ele e ele, comigo, então é isso.

– Não poder ser “é isso”, você não pode ficar com qualquer cara. E não diz que nem somos amigos, porque eu considero sim e é por isso que eu me preocupo com você e não quero que você acabe grávida ou algo assim.

– Por causa de um beijo? Você sabe de onde os bebês vêm? – ela foi irônica – Ah, seu papai não te ensinou o que acontece? Você ainda acredita na cegonha, querido? – ela fez biquinho.

– Pare de ser má comigo. – pedi baixinho.

O olhar raivoso dela vacilou, mas logo ela voltou a ficar nervosa.

– Eu não estou sendo má, estou sendo realista. Você e eu somos colegas e meios-irmãos, legal você querer me proteger, mas não precisa de tanto. Eu fico com quem eu quiser, e você também. – o olhar dela ficou triste – Eu gostei de você, sim, gostei, mas eu achei melhor seguir em frente, sabe? Nós nunca daríamos certo, olhe para nós brigando sem parar, quase se batendo, nós mal nos suportamos, às vezes o “essa noite o amor chegou” pode ser na noite errado entende?

Merda, Percy, não chora, não chora, não chora! Olhe para ela como se ela tivesse razão, como se você nem se importasse com ela! Por Deus, não chora. Meus olhos ardem. Ai caralho, eu vou chorar. Eu to quase chorando, não chora.

– Nãããããoooooooo! – exclamou alguém do nosso lado, chorando forçadamente – Não, Percabeth, não façam isso comigo! – era o Leo, isso distraia ela, quero tentar segurar a merda das lágrimas.

– Leo, vem cá, finja que ninguém ouviu, por favor, finja conosco. – disse Thalia.

Leo foi até fungando.

– Mas percabeth…

– Eu sei, eu sei – ela abraçou os ombros dele e o levou para longe – deixe-os conversar.

– Foram dezessete capítulos de brigas e fofuras e beijos e tudo isso, como eles acham que briguinhas vai acabar com o que eles tem? – perguntou Leo sendo dramático.

Eu olhei Annabeth, que também estava com os olhos marejados, tomara que ela também esteja com a garganta queimando.

– Colegas, certo? – perguntei.

– É. – ela olhou para baixo – Eu vou no carro do Frank.

– Tanto faz. – tentei ser indiferente segurando o choro.

Fechei a porta malas e uma mão delicada tocou meu ombro, era Hazel, aquela coisa minúscula e compreensiva que sabia que eu ia chorar. Ela me deu um abraço.

– Quer que eu dirija? – perguntou ela ainda me abraçando. Eu também não estava pronto para soltar.

– Não, pode deixar. – soltei-a devagar, meus olhos estavam muito marejados.

– Não fica assim, Percy, você e a Annie brigam mesmo e dizem coisas um para o outro é normal. Mas isso tem que acabar. Vocês dois se magoam demais então você tem duas opções: 1) vocês finalmente entram em um relacionamento e acabam com essa tensão sexual que vocês têm que pelo amor de Deus enche o saco, a Annabeth nunca ficaria com aquele cara se aquela outra garota não tivesse te beijado; 2) você esquece que sente algo por ela e segue em frente, procura outra garota e deixa a Annabeth em paz e veja todas as suas namoradas te deixarem porque vão chegar à sua casa e você vai estar se agarrando com a sua meia-irmã sobre a bancada da cozinha. Você escolhe.

– Eu gosto da ideia da bancada. – comentei a fazendo rir.

– Sei que gostou. Agora vamos voltar para a sua casa, temos “As Relíquias da Morte” para assistir ainda. – ela sorriu pegou a minha mão e deu um tapinha no ombro – Quem quer cantar? – perguntou ela alegre indo até Frank que abriu a porta do carro para ela.

– Essa é a minha garota. – ele beijou-a nos lábios e Hazel entrou e ele entrou depois ai Juniper também entrou e Grover sentou no banco da frente.

Cantamos o caminho de volta para casa, foi legal, eu me esqueci um pouco dos problemas e quando voltamos meu pai me abordou todo alegre.

– Quem está pronto para a festa semana que vem?! – exclamou ele – EU ESTOU! Agora, filho, você vai comigo depois de amanhã comprar um smoking tá certo?

– E você, Annabeth, vai comigo comprar um vestido para você. – disse Atena, Annabeth sorriu um pouco e Atena acariciou o cabelo dela – Tá tudo bem, querida?

– Tô sim, mamãe. – ela sorriu e Atena deu um beijinho

Quando Annabeth saiu, puxei meu pai para o canto e pedi uma coisa porque eu tinha uma ideia e era boa, eu ia provar a Annabeth que Sir Elton John nunca está errado quando se trata de músicas de amor e quando essas músicas são do “Rei Leão”.

Notas finais
O que será que o Percy vai fazer? O que acharam do Poseidon narrando? Gostaram do capitulo? Comentem e me digam o que acharam. Beijinhos, amo vocês, sempre lembrem que mais vale um namorado feio que gosta de você pelo o que você é do que um bonito que gosta dos seus peitos, tchau, até a proxima.