P.O.V. Arthur.

Hoje receberemos um visitante. O bastardo do Rei da França.

As trompas são tocadas e ele é anunciado.

—O Embaixador da França Lorde Sebastian de Poiteirs!

—Seja bem vindo, milorde.

—Sua majestade, é um prazer estar aqui.

Então Lady Morgana entra no salão acompanhada de Guinevere.

P.O.V. Sebastian.

Estava cumprimentando o Rei quando duas Ladies entram no recinto, a mais linda de todas as moças.

Seus cabelos da cor do sol, olhos verdes como esmeraldas cintilantes e sua pele branca como a neve o vestido dela era azul assim como as lindas jóias que usava.

—Porque está vestida assim Guinevere?

—Foi um presente de vossa irmã Alteza.

—Ela não ficou linda Arthur?

—Maravilhosa.

—Perdoem a intromissão, mas gostaria de saber mais sobre você Lady Guinevere.

—Sinto desaponta-lo milorde, mas sou apenas a criada/ dama de companhia de Lady Morgana.

—Se sois uma serva deve vestir-se como tal.

—Milorde, meu reino, minhas regras!

O Príncipe pareceu-me irritado com a minha interação com Guinevere.

—Sim, perdoe-me. Não tive a intenção de ofender ninguém.

—Claro, pode mostrar ao Lorde Sebastian seus aposentos Guinevere?

—Sim, Majestade. Por favor, me acompanhe.

Os aposentos eram lindos.

—Eles são do vosso agrado milorde?

—Sim. Por favor, me chame de Bash.

—Bash? Pensei que seu nome fosse Sebastian, milorde.

—É sim, Bash é meu apelido.

—Não creio que seja de bom tom chamar um lorde por seu apelido sem que tenha intimidade para isso.

—Você pode fazer isso, afinal tem a minha permissão.

—Com licença, Lady Morgana está a minha espera.

—Até logo senhorita.

—Milorde.

P.O.V. Guinevere.

Assim que Lady Morgana saiu limpei seus aposentos e no fim do dia enquanto a esperava sentei-me no banco em frente ao espelho da penteadeira.

—O que eles veem em mim? Não sou da realeza, não tenho dinheiro e estou sempre suja de fuligem ou qualquer outra coisa. Minhas mãos são calejadas de tanto trabalhar e lavar roupas.

—Você é linda Gwen.

Tomei um belo susto.

—Me perdoe milady, não percebi que estava ai.

—Eu percebi.

Nós rimos.

—Deseja alguma coisa?

—Primeiro de tudo eu ordeno que pare de se depreciar! Afinal, tem que ser muito boa pra fisgar um Príncipe e um Lorde.

—Um Príncipe?

—Não percebeu que meu irmão está caindo de amores por você?

—Impossível, porque um Príncipe se apaixonaria por mim? Não tenho nada.

—Nada mesmo?

—Meu Deus! Será que ele sabe?

—Sabe o que Gwen?

—Não posso contar, me chamariam de bruxa.

—Bruxa? Porque?

—Por nada. Esqueça.

—Guinevere, sou sua amiga.

—Promete guardar meu segredo?

—Prometo.

—Posso ver coisas antes que aconteçam e me comunicar com os mortos.

—Como?

—Eu não sei. Minha mãe dizia que é um dom de Deus e que as pessoas vão querer usar-me para fazer o mau, para a guerra.

—Eu sei bem como é. Eu também sou especial, sou uma bruxa de verdade.

—Existem mais como você?

—Sim e estamos bem debaixo dos narizes reais deles.

Rimos mais uma vez.