Minha versão da história-Divergente.
4 Inveja.
P.O.V. Eric.
Essa mulher é uma metida. E ainda por cima é imortal.
Ela não tem nenhuma fraqueza, acreditem eu já procurei. Cavoquei tudo o que é arquivo, usei meus contatos na erudição pra ver se descobria alguma coisa, mas não.
Mas, encontrei três descendentes dela que estão vivas. Aposto que se eu mexer com elas Amara vai se submeter a mim.
—Nem se atreva a fazer isso Eric. Se tocar nelas, eu o matarei.
—Ousa me ameaçar?
—Eu sou a primeira imortal do mundo. Imortal! Eu não posso ser morta!
—Eu sei. Mas, as suas descendentes podem.
—Você está brincando com fogo menino e vai se queimar. Acredite, eu sei que você tem uma esposa e uma filha que são lá da erudição.
Meu queixo caiu. Como ela sabia sobre Faith e Lucy?
—Estou com elas e se você for um bom menino e me der a sua palavra que ficará longe de minhas descendentes, elas serão libertadas.
—Não toque nelas.
—Prometa-me.
—Eu prometo. Prometo que não vou atrás das suas descendentes agora solte-as.
—Elas são todas suas.
—Eric!
—Faith! Está ferida? Ela machucou você? E Lucy?
—Estamos bem. Vai dar tudo certo.
—Quem é ela Eric? Porque ela sequestrou a gente?
—Ela fez isso por minha causa. Eu ameacei a família dela e ela revidou.
—Porque ameaçaria a família de alguém Eric? O que aconteceu com você?
—Ela não morre! Ela é melhor em tudo e vai tomar o meu lugar!
—É disso que tem medo menino?
—É.
—Relaxe, não pretendo roubar o posto de ninguém. Mas, se me oferecerem eu vou pegar.
Abracei a minha esposa e minha filha. Elas choraram, todos nós choramos de felicidade por estarmos reunidos.
—Como ela está grande! Oi, Lucy. é o papai.
Ela se escondeu nos cabelos negros de Faith.
—Bom, se isso é tudo vou treinar um pouco.
—Quem é ela?
—Beatrice Price ou Amara Petrova.
—Ela tem dois nomes?
—Ela já teve várias identidades. Ela é imortal, eu vi ela cair de uma roda gigante, quebrar todos os ossos de seu corpo e se concertar.
—Como isso é possível?
—Ao que parece ela bebeu algum tipo de poção mágica que a fez imortal.
—Será que ela teria um pouco pra nós?
—Eu não sei.
—Vamos perguntar. Não custa nada.
—Tudo bem. Vamos lá.
Antes mesmo de dizermos qualquer coisa ela diz:
—Não. Não vou dar a fórmula, a imortalidade é um privilégio de poucos. Lamento, mas vejam pelo lado bom. Quando morrerem vão passar direto e serão felizes no além.
—Passar direto?
—É. Como vocês não passam de humanos não sobrenaturais vão embora enquanto que os seres sobrenaturais ficarão presos do outro lado até pagarem por seus pecados.
—Outro lado?
—O purgatório sobrenatural. Um limbo criado pela bruxa que me fez imortal.
—Nunca ouvi falar.
—Ninguém que não seja sobrenatural sabe sobre o outro lado, bom quer dizer quase ninguém.
—Porque não?
—Imagine a reação das pessoas ao saber que os seres sobrenaturais mortos podem ser trazidos de volta a vida através de feitiços de bruxas? E que eles conseguem nos ver e nos ouvir, mas apenas algumas pessoas conseguem fazer o oposto.
—Quem consegue?
—Eu sou a âncora para o outro lado, eu consigo ver tudo. E os que morrem e retornam também conseguem ver algumas pessoas do que ainda estão do outro lado.
—Âncora?
—Um feitiço tão potente e complexo como esse precisa de algo para se manter, algo em que se ancorar. Enquanto eu estiver viva o outro lado existirá, sou a única coisa que segura o véu e mantém o outro lado inteiro.
—Incrível! Isso é meio inacreditável, mas é maravilhoso saber que não estamos sozinhos.
—Uau! A maioria das pessoas morreria de medo em saber coisas como essa, mas você está maravilhada em saber que existe um purgatório sobrenatural e que vampiros, lobisomens, imortais, bruxas e outras coisas mais são reais.
—E quem não estaria?
—Noventa e nove vírgula nove por cento da população mundial. Me lembro da época medieval. Do expurgo.
—Expurgo?
—Bruxas, lobisomens, vampiros todos sendo assassinados. E quanto mais bruxas morriam mais a natureza revidava.
—A natureza?
—As bruxas são servas da natureza, é o dever delas manter o equilíbrio. Elas conseguem literalmente sentir a vida que emana das coisas, podem sentir quando o equilíbrio é perturbado e elas tem trânsito livre do outro lado.
—Como assim?
—Elas podem ir e voltar sem estarem mortas. Foi a maneira de Qetsyah proteger seu povo e suas descendentes.
—Proteger de que?
—Da morte. Uma bruxa pode trazer as outras de volta, uma bruxa viva puxa as demais para este lado e elas passam por mim de volta ao mundo dos vivos.
—Passam por você?
—Através de mim. Isso é um castigo.
—Porque?
—Tenho que sentir a morte deles, ida e volta.
—Credo. Que horrível.
—É. Você não sabe o que eu daria para estar na sua pele agora.
—Porque?
—Assim não teria mais que sentir dor. Estaria finalmente livre.
—Lamento.
—Eu também. E eu não queria que ele bebesse o elixir, ele o roubou do quarto de Qetsyah e colocou a culpa em mim.
—Amara?
—Qetsyah.
—Repita por favor.
—Silas roubou a sua parte do elixir e o bebeu. Só estava lá com ele porque tentava impedir que aquilo acontecesse. Que sua imortalidade fosse roubada, mas você preferiu dar ouvidos a ele.
—Eu lamento.
—Queria poder acreditar em você.
—Deixe-me passar de volta e vou trocar a âncora.
—Pode fazer isso?
—Posso. Eu sinto muito.
—Passe.
A mulher gritou e do nada saiu uma outra moça. Ela fez um feitiço e acabou.
—Funcionou?
—Sim. Funcionou.
—Obrigado.
—Disponha. Me perdoe Amara, você sofreu tanto tempo.
—É. Passei dois mil anos no inferno pagando por um crime que não cometi!

Fale com o autor