Minha ruína
15 An empty heart

Mais forte que o amor de apaixonados, é o ódio de apaixonados, incuráveis são as marcas que deixam.
—Grimm
O dia foi se passando mais devagar do que Henry imaginava. Sem ter ido para o castelo, não havia muito o que fazer já que sua mãe não parecia disposta a conversar, mas também relutantemente se afastava dele. Ele sentiu o coração apertar, já tinha sido suficientemente horrível ele ter descoberto seu passado tanto tempo depois, quão insuportável deveria ser para Emma descobrir que a mulher a quem julgara culpada por tudo tinha um lugar no coração de seu filho?
—Mãe,-a palavra ainda lhe soava estranha-quem foi o homem que você mencionou ter lhe feito se lembrar?
—Ele nunca me disse seu nome.-Emma falou, acariciando os cabelos negros do seu filho,com uma saudade cortante que lhe lembrava a cada minuto de Killian.
—O que exatamente ele lhe disse?
Emma contou tudo. Devagar, tentando fazer com que ele entendesse. Mas apenas conseguiu ver a dor que se formou no olhar de Henry. Talvez agisse como um tolo, recuando diante da verdade mesmo quando ela estava bem à sua frente. Mas era uma incredulidade dividida. Por mais que a amasse, e Deus...ele realmente a amava, ainda assim sabia que Regina era capaz de fazer coisas terríveis. Emma parou de falar quando viu que era suficiente. Ela se despediu de Henry para voltar a sua casa para recolher algumas coisas que necessitava, já que agora moraria com ele, sendo tal um pedido do próprio filho. Eram 5 horas e o campo lhe parecia estranho quando Henry se viu caminhando em direção ao castelo. Havia esperado Emma se distanciar o suficiente, e mesmo com o coração e a mente dizendo que já bastava de tanta incerteza e humilhação, seguiu sua própria vontade. Encontrou-se com o general nos portões, que imediatamente exigiu explicações. Henry tentou encontrar uma desculpa eficiente, mas a mente não focalizava nisto.
—Eu...Não pude comparecer.
—Por que não?
—Bom, eu...
—Se fez necessário hoje!-Gritou seu superior, o interrompendo-precisamos de todos os guardas para conter o caos que este reino se encontra.
—O quê? O que quer dizer?-Ele perguntou, agradecendo por não ter que se explicar.
—As revoltas, Henry-falou num tom mau humorado-o que pretende fazer? Deixar os rebeldes tomarem o maldito castelo?
—Eu preciso falar com a rainha. Pode requisitar uma audiência, por favor?
Meio a contragosto, o comandante subiu as escadas que levavam até a ala real, para voltar logo depois.
—Pode subir.-o disse. Ele batalhou para direcionar-se realmente até os aposentos mencionados. A porta estava aberta e Regina o esperava.
—Por que não veio hoje?
—Estou aqui, agora.-Ele disse, com um olhar diferente.
—Algum problema?
—Você me contou tudo que sabia sobre minha mãe?
Regina não conseguiu mais olhar para ele. Também não respondeu.
—Qual a necessidade de tocar neste assunto?
Henry perdeu a paciência.
—Como pode dizer isto? Fala de minha família como se não importasse.
—O que quer que eu diga?
—A verdade, seria o suficiente.
—A verdade é que você sabe quem eu sou. Não sei que parte boa você imagina ter em mim, mas está enganado.
—Eu acreditei que em algum lugar do seu coração vazio pudesse haver espaço para algo bom.
—Não aja como se conhecesse meu coração.
—Não. Eu apenas estava enganado, novamente.-disse ele-Quanto de tudo era mentira?
—A maior parte.-Ela admitiu inconscientemente.
Henry nunca imaginou que poderia se sentir pior. Mas era uma realidade, saiu do quarto devagar, deixando Regina com sua querida solidão. E com algum sentimento que nem de perto chegava a arrependimento, na visão dele.
Após a saída dele Regina irrompeu em fúria em meio a floresta. Chegando até Rumple que estava fervendo e misturando feitiços.
—Onde aquela mulher está?-Perguntou.
—Não foi Vossa majestade quem se livrou dela? A rainha se aproximou dele, para o pegar pelo pescoço e jogar em direção a uma árvore.
—Eu não sabia que admirava tanto loiras.-Ele disse, sorrindo histericamente e levantando para pegar seus vidros que haviam caído.
—Eu vou encontrá-la. E se você tiver algo a ver com isso...
—Vai me matar. Sim, já sei.
"Então o feitiço de proteção funcionou perfeitamente"-Ele pensou.
Regina se direcionava para a porta, antes de Rumple comentar:
—Deveria ter aprendido com Daniel o que o amor significa-Ele olhou para ela-Ou então com a sua mãe.
Regina bateu a porta. E o frasco raro de feitiço que jazia em sua mão quebrou-se fazendo com que os cacos de vidro entrassem em sua derme.
—Acalme-se, minha rainha.-ele murmurou.
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