Minha redenção

27 Do anjo de prata, um coração de ouro...


Notas iniciais
Olá, gente linda. Como estão? Eu espero que bem! Neste capítulo se inicia o tão aguardado lemon. Quando terminarem de ler vão notar que não tem lemon nenhum e provavelmente me chamarão de louca. Mas sim, esse é o "capítulo" do lemon. Claro que se tratando de nós, que enrolamos mais de 10 capítulos para um simples beijo nada é tão simples. Então sim o capítulo do lemon que se inicia nesse se estende por mais alguns capítulos. Quantos? Bom, não vamos por uma meta, vamos deixar a meta em aberto e quando atingirmos a meta, vamos dobrar HUEHUEHU Não, é brincadeira! São poucos, bem poucos, mas não vou dizer quantos, para que não desmereçam estes capítulos em fator ansiedade. Acho que era só isso. Muito obrigada aos comentários, aos favoritos e as recomendações lá no Nyah. E a todo carinho que recebemos. Como autora o sonho sempre é ter aquela fanfic amada pelos leitores e escrever Minha Redenção está me proporcionando isto. Então a todos o meu mais sincero agradecimento. Amamos vocês. Bjinhos até. Chibi Lord ~

Deus fez os anjos.

Semelhantes à nossa imagem.

Deus fez o anjo que em vida eu odiei.

Odiei um dos anjos de Deus

Como se este fosse um monstro.

Mas o verdadeiro monstro era eu.

O anjo me presenteou.

Me agraciou.

Mesmo que eu nada lhe tenha dado.

Me deu o amor. Me deu uma segunda chance.

Deu a mim, a minha redenção.

~Chibi Lord

O dia era quatorze de fevereiro.

Era Valentine´s Day o dia dos namorados e também aniversário de Sebastian. Em anos anteriores o moreno passaria está data trancado em seu apartamento, bebendo e tendo dolorosas lembranças. Afinal, era também aniversario de Vincent e a data deveria estar sendo comemorada ao lado de sua graciosa esposa, talvez com uma grandiosa festa, ambas as datas importantes para um casal apaixonado. Naquele tempo o ciúme e a inveja ainda dominavam o homem.

Mas este ano era diferente.

Nem Sebastian se sentia com motivos para se trancar em sua casa, nem as circustâncias eram as mesmas. Mas também não era como se ele desejasse desesperadamente ir a uma festa. Porém Sebastian também não era mais tão dono de suas vontades.

Inspirado pelo recente namoro com a Senhorita Midford, Alois Trancy pedira para a mãe organizar uma festa em comemoração ao dia dos namorados. Orgulhosa por ter uma adorável nora, a Senhora Hannah organizou uma grandiosa festa em sua residência e claro atendeu a todas as exigências estranhas do filho mimado.

Alois decidira que o baile de namorados seria uma festa a fantasia. Até aí não havia problema algum mas, como já mencionado, aquele ano era um aniversário diferente.

Sebastian agora olhava as horas em seu relógio de pulso, era um sábado de manhã, e ele se encontrava em uma loja de fantasias, sentado e desacreditado de que realmente estivesse ali. Bufou baixinho quando a atendente sorridente trouxe mais uma remessa de fantasias juvenis. Há tempos atrás ele já se decidira por sua fantasia: algo simples, vestiria um terno preto com a aparência envelhecida, gasta e uma máscara que lhe tapava metade do rosto, de esqueleto. Afinal não estava empolgado para se jogar na pista.

–Eu, realmente, não posso ver? — perguntou já irritado. Era a terceira loja que visitavam aquela manhã, logo depois de discutirem sobre o fato de Sebastian ter deixado para a última hora para saírem para comprar suas fantasias.

A verdade era que o moreno esperou, com certa esperança, até a última hora para ver se o sobrinho desistia de ir a tal evento.

O que certamente não aconteceu.

Ciel nunca se dava por satisfeito e Sebastian nem ao menos podia opinar, já que o menor não o deixava ver nada daquilo que experimentava e isso só estava piorando o humor do mais velho.

Como se ter que aguentar inúmeras pessoas desconhecidas lhe desejando os parabéns já não fosse suficientemente pertubador.

Pois seu aniversario também estaria na lista de coisas a serem comemoradas naquela noite.

Sebastian bufou baixinho, seria tão melhor se pudesse ficar em casa a sós como seu menino. Seria perfeito.

–Ah! É essa! — ouviu Ciel exclamar de dentro da cabine e pode enfim sorrir alegre. Olhou para a atendente, que também sorria, afinal ela estava com o mesmo cliente há quase uma hora.

– Gostou desta? — a moça perguntou do lado de fora. -Vai ser essa então?

– Sim! Vai ser esta, é perfeita! — o menino respondeu feliz.

– Ciel, deixe-me ver, por favor? — o tio pediu.

– Não, vai ser uma surpresa. – Ciel respondeu com um tom divertido.

Sebastian riu alegre. Por Deus, que não fosse nada que expusesse em demasia o corpo pequeno. Porque certamente que o maior não suportaria.

Foram para casa. Sebastian precisava terminar alguns relatórios então, depois de deixar Ciel em seu quarto com um beijinho meigo na bochecha e uma capa de plástico escura que protegia a fantasia do menino, ele foi para seu escritório. Não sem antes deixar sua própria fantasia em seu quarto.

A tarde se passou em uma estranha calmaria, pela primeira vez em meses Sebastian conseguiu, sem interferências, acabar com seu trabalho acumulado. Mas ele estranhou a calma e sentiu falta da presença de seu sobrinho. Sem pedidos para verem filmes, sem pedidos por passeios, sem invasões indevidas ao seu escritório e beijos roubados de sua boca. Olhou em seu computador as horas. Já passava das cinco da tarde a festa seria às sete da noite já deveria encerrar o trabalho por aquele dia, ir se arrumar e ver o que o menino aprontava. Sebastian, já acostumado a ter uma criança em casa, descobrira que, quando as coisas estavam silenciosas demais, era porque algo estava acontecendo. Suspirou, se espreguiçando na cadeira, esticou os braços e se levantou. Caminhou saindo de seu escritório e indo até a porta do quarto do menino. Ao girar a maçaneta constatou a porta trancada e revirou os olhos. Agora sim tinha certeza de que Ciel estava aprontando algo.

– Ciel? — chamou, batendo de leve na madeira. — Porque trancou a porta? Abra, por favor.

Esperou alguns segundos até chamar novamente

– Ciel? — forçou a maçaneta, estava ficando nervoso. — Está tudo bem? Abra a porta! Ciel?!

– Está tudo bem... — a voz do menino soou baixinha do outro lado da porta trancada. — Desculpe a demora, eu estava no banho.

– Abra a porta Ciel, por favor. — pediu Sebastian.

– Não, eu ainda não estou pronto. — o menino respondeu do outro lado desta.

– Ciel... Falta ainda quase duas horas, é cedo para começar a se arrumar.

– Eu estava tomando banho... — ouviu um suspiro. -Tio, por favor, deixe-me terminar de me arrumar, prometo que você vai adorar a surpresa.

– Está bem... – Sebastian suspirou vencido mas sorriu e deixou a porta do quarto do adolescente. Dirigiu-se para o seu próprio e foi tomar um banho também, afinal, mesmo que não quisesse, tinha uma festa para ir.

As seis e dezessete Sebastian já estava pronto. Ele estava sentado no estofado macio de seu sofá de couro na sala de estar, as pernas cruzadas, a mão acariciando Sky que, por ter ficado a tarde inteira sem Ciel, estava igual ao homem: Completamente carente. Ambos se consolando da falta que sentiam do menino.

Ouviu o barulho de saltos no alto da escada e levantou os olhos, a mão parou de acariciar o pelo macio do cachorro, a garganta secou, os olhos se arregalaram. Sebastian estava paralisado, a boca um tanto aberta, as pupilas dilatadas.

No alto da escada estava seu pequeno menino fantasiado de vampiro. Desceu devagar os degraus, as roupas eram em estilo vitoriano, com direito a rendas no pescoço e o sapato com um pequeno salto. O cabelo dos lados estava puxado para trás e com uma franja no meio para frente, caindo sensualmente entre os olhos, lápis preto nestes, sangue falso nos lábios, dentes também falsos e, o toque que lhe dava ainda mais charme, um tapa olho negro.

– E então? O que acha? Gostou? — o menino perguntou inseguro e Sebastian demorou o que, para o pequeno, pareceu uma eternidade para responder.

– Você está lindo! — respondeu por fim o maior se levantando e indo em direção à Ciel. Acariciou-lhe a cabeça cuidadosamente temendo desarrumar os fios meticulosamente arrumados e olhou para os lados para conferir se estavam sozinhos por reflexo, esquecido de que a idosa governanta viajara naquele dia mais cedo para visitar parentes no interior.

– Eu preferia ficar em casa com você, será uma noite de extrema provação para mim, ter que aguentar a todos te olhando.

Ciel sorriu convencido e lambeu os lábios em um ato luxuriante em demasia aos olhos do outro.

– Pois eu não quer ficar em casa a sós com você... bem por agora, é claro. Talvez mais tarde. — piscou o olho para o mais velho ao final de sua fala e Sebastian sentiu suas pernas vacilarem.

– Então, se não há outro jeito, vamos?

Pegou a mão de Ciel e ajudou-o a terminar de descer os últimos degraus. E em seguida foram em direção à porta. Ciel sorriu e acariciou Sky, que abanava feliz a cauda, encantado por seu mestre se despedir dele antes de sair. O moreno já havia deixado o carro parado em frente à entrada principal da casa, chovia uma garoa bem fina e ele não queria que Ciel se molhasse indo até a garagem.

Ciel sorriu ao adentrar o carro, o tio abrira a porta para ele e agora fazia a volta para também entrar.

– Porque ficou todo cavalheiro de repente? — o menino riu – é esquisito!

– Ora, você não está vestido como um nobre das trevas? Sou seu humilde criado. — O mais velho falou cheio de afetação e fez-lhe uma careta. Ciel respondeu entrando no jogo, erguendo orgulhosamente o queixo e olhando para seu tio com o olho extremamente azul cheio de superioridade.

– Basta de gracejos, servo!

–Yes, my lord. – O homem respondeu humilde e Ciel não suportou ver isso e rompeu em risadas.

– Isso combinou com você, sabia?

– Sinceramente, eu gostei dessa sua pose cheia de arrogância. — o mais velho também riu — É assim que eu quero que você olhe qualquer engraçadinho que chegar perto de você. — ele acrescentou e Ciel não notou que agora seu tio falava sério.

– Espera. — o menino disse quando Sebastian ameaçou dar a partida. — Tem algo que eu quero lhe dar.

– Ciel... — Sebastian começou em tom de aviso.

– Eu sei, eu sei. Você odeia seu aniversário e não gosta de ganhar presentes. — o menino falou enquanto tirava do bolso uma bela corrente dourada com um pingente relativamente grande, também dourado.

– Mas... Esse é especial... — o pequeno suspirou. — No último natal em que passei com os meus pais, papai deu isso pra mamãe...

O menino se ajoelhou no banco do carro para poder passar a corrente em volta do pescoço do tio.

– A minha intenção era usar, como uma forma de me recordar dela... — a fala era agora sofrida como se Ciel fizesse força para segurar as lágrimas. — Mas eu acho que dar a você é o mais certo.

Sebastian estava sem reação, os olhos presos no belo rosto de sua criança. Por fim olhou a corrente de ouro e abriu o pingente, que era daqueles nos quais se podia colocar a foto de duas pessoas.

E ali estava uma foto de Ciel aos doze anos de idade e de Vincent aos trinta e dois. O homem bem que tentou segurar mas as lágrimas correram soltas por sua face.

– Mamãe sempre usava. Ela dizia que onde quer que fosse estaria sempre acompanhada dos dois homens de sua vida. — o pequeno sorriu saudosista e Sebastian o agarrou trazendo-o para seu colo.

Como pôde odiar a Rachel quando na verdade eram extremamente idênticos?

A joia era mais que apenas isso. Nela estavam Ciel e Vincent, envolvidos em um coração de ouro, um símbolo da própria Rachel. E Sebastian os traria sempre consigo agora.

– Esse é o segundo melhor presente que eu já ganhei. – Sebastian sussurrou próximo ao ouvido do sobrinho. — O primeiro sem dúvida nenhuma foi você, meu pequeno.

Notas finais
Oi, aqui é a Miyukiki. O capítulo de hoje é pequeno comparado ao anterior mas é porque os dois próximos serão mais longos. É uma promessa. Vou contar uma pequena curiosidade sobre este capítulo. Chibi Lord e eu somos apaixonadas por uma ilustração original que Yana Toboso faz para a capa da G fantasy para o mês de Halloween onde Ciel é um vampiro extremamente sexy e Sebastian traz uma máscara de esqueleto cobrindo metade de seu rosto ao melhor estilo “O fantasma da ópera”. Queríamos que eles usassem essas roupas na história, portanto inicialmente o aniversário de Sebastian deveria ser no Halloween. Porém aí haveria um imenso intervalo de tempo entre o capítulo anterior ( situado em fins de janeiro e comecinho de fevereiro ) e este então acabamos por optar pelo Valentine´s Day até porque o presente do Ciel também pode ser considerado um presente de namorado kkkk. Mas como usar roupas de vampiro e esqueleto em pleno Valentine´s Day?! Resposta: Alois e seu jeito vida loca. Um baile de fantasias na mansão Trancy soa familiar? Ok, podem atirar pedras agora kkkkk somos loucas. Mais uma vez muito obrigada por todos os reviews, favoritos e comentários! Seu apoio é fundamental para nós sempre! Pedimos desculpas pelo atraso em responder mas mais uma vez eu afirmo: ainda que demore mas todos eles serão respondidos, viu? Obrigado especial a Lucy Messia, fiquei sabendo que ela tá divulgando a fic loucamente. Obrigada de coração. Beijos e até o próximo capítulo. P. S. Já que a Chibi já contou mesmo lá vai... o momento tão aguardado por vários leitores está quase chegando. Falta pouquíssimo, acontece ainda esta noite aliás kkkk Beijos com amor Miyukiki