Minha redenção

23 Em meus braços um pequeno Éden.


Notas iniciais
Olá a todos o/ Aqui é a Chibi Lord, envergonhada e agradecida huehue. Pois bem, tenho tanta vergonha por não responder os comentários, mas o tempo me falta, agora que desempacamos do lemon e este está finalmente terminado voltamos a nossa rotina de escrever um capítulo inteiro em dois dias e isso me deixa em extrema alegria. Peço que tenham paciência conosco iremos responder mesmo que demore e amamos cada comentário, vibramos a cada favorito. Eu quero agradecer a cada demonstração de carinho, são tantas e tão importantes. Recomendações de leitores do social no Nyah. Ensaios de cosplyers *0* E imagens. Nunca pensamos que nossa história fosse alcançar um número tão elevado de leitores, estamos em êxtase. Prometemos dar tudo de nós e mais um pouco. Amamos vocês e... Chega de papo, boa leitura! Bjinhos até. Chibi Lord~

Eu aceito.

Aceito ser açoitado.

Nomeado injustamente, por difamações infames.

Serei eu. Aquele que peca, aquele que erra.

Aceito!

Aceito, pois meu aceitar acarreta em ganhar.

Ganhar de ti, a minha impura salvação

Ganharei também nomes, nomes que não apreciarei.

Mas aceito.

Para estar entre teus lábios e ao teu lado me tornar um demônio.

~Chibi Lord

Ciel tinha voltado à escola, depois de um período em casa se recuperando do ocorrido. Seu retorno foi mais tranquilo do que ele supunha. Claude não era um professor estimado na Weston e nenhum aluno lamentou a sorte dele. Histórias surgiram mas os boatos giraram em torno de uma vítima desconhecida apanhada em um parque e principalmente pelas condições em que o homem fora deixado ao ser pego por familiares da vítima. Seguiram rumores sobre os que ele assediara na escola e nestes o nome de Ciel acabava sendo citado, infelizmente, mas não como o único.

Como a polícia afirmara, meu sobrinho provavelmente não fora o primeiro. Com as notícias outros surgiriam ainda que suas identidades não nos fossem reveladas por segredo de justiça.

Nossa rotina estava normalizada. Quer dizer, parcialmente. Tirando os beijos que me eram constantemente oferecidos as coisas estavam normais.

O meu normal, agora, era ter alguém para quem voltar ao final de um dia de trabalho, de jantar conversando sobre os acontecimentos do dia, de esquecer os problemas e o cansaço apenas por ver um rosto lindo, sorrindo, feliz ao me ver , a sensação de ter a quem dar boa noite e um beijo.

Ás vezes, às escondidas, uma carícia mais ousada. Nada mais.

Sim, eu estava aprendendo.

Eu me sentia orgulhoso do autocontrole adquirido, ainda que vez ou outra a fera dentro de mim rugisse esfaimada. Mas eu, demônio que era e homem que sou, lutava e a mantinha contida. E minha recompensa eram belos olhos a me fitarem cheios de amor e confiança. Braços que me envolviam carinhosos, sorrisos envergonhados, faces coradas que me transportavam a um Éden que eu jamais sonhara vislumbrar.

Meu Ciel, o pequeno anjo, que sem esforço e apenas com sua graciosa presença domara, com amor, o monstro em mim.

Depois de buscar meu sobrinho na escola, tomávamos chá e comíamos biscoitos. Eu ri do fato do amigo de Ciel, Alois, estar apaixonado por uma menina que o esnobava, pelo simples fato de, segundo a garota, Alois ser delicado demais. Mas Ciel defendia o amigo dizendo que ela ainda ia descobrir o verdadeiro Alois. Confesso que eu tinha um tantinho de ciúme ao ver o carinho de meu sobrinho pelo loirinho.

– Senhor Sebastian. — A Senhora Coburgo me chamou, com o aparelho telefônico na mão. — Desculpe interromper. É o senhor Spears, ele deseja falar com o senhor.

– Obrigado. — respondi limpando a boca com o guardanapo. Levantei-me, peguei o telefone e me afastei de Ciel para ter aquela conversa.

Fui para a sala de estar, onde supus , ele não me ouviria.

Rapidamente meu advogado me atualizou da situação. O maldito imundo, que não morrera como eu tanto desejava, tivera alta mas seguia recluso. Outras vítimas tinham procurado a polícia agravando assim a situação já delicada do desgraçado.

O caso mais grave e mais emblemático fora justamente o de Ciel. O único onde houvera tentativa de homicídio e real tentativa de estupro, os demais eram casos de abuso sexual e assédio, chantagem e tortura psicológica. A promotoria utilizaria nosso caso como o principal para levá-lo a julgamento.

Terminamos de nos falar e minutos depois voltei. Encontrei meu menino com um olhar perdido, acariciando o pelo de Sky que, percebendo a falta de atenção do dono, comia alguns biscoitos de um prato sobre mesa.

– Ora! Que falta de educação! — ralhei com o cão e ele saiu em disparada. Ciel então me fitou.

– Era sobre o professor Faustus, não era? – ele perguntou com um temor impresso na voz.

– Não tem porque se alarmar, meu bem. – eu disse e acariciei sua mãozinha por cima da mesa. — O processo está correndo como deveria e William só me ligou para avisar que Faustus não obteve liberdade. Ele está preso e não nos pode fazer mal.

Ciel sorriu minimamente, mas percebi uma sombra de tristeza em seu rosto..

– Vou para o meu quarto agora. – E ele se foi e me deixou só.

Terminei meu chá, pensando no que deveria fazer para alegrar minha criança. Ver Ciel triste acabava comigo de uma forma que eu não aguentava. Subi até o quarto dele e o encontrei deitado em sua cama. Um olhar entristecido e perdido. Entrei e fechei a porta.

– Eu... tenho medo. – ele sussurrou quando me aproximei e sentei na cama. Acariciei seus cabelos e acabei por deitar ao lado dele. O abracei e percebi que o seu corpinho tremia. Na maior parte do tempo meu pequeno se mostrava forte. Durante o dia agia como se nada houvesse acontecido mas, mesmo após todo este tempo, ele ainda acordava gritando no meio da noite às vezes. E eu corria para ele e o encontrava apavorado por seus pesadelos, lutando contra algo que não estava lá. Era doloroso, ele sofria. Eu tentava ajudá-lo, o abraçava e sussurrava palavras de conforto depois íamos para o meu quarto para que ele pudesse se acalmar e voltar a dormir.

– Não há razão para isso, eu estou aqui para te proteger. — eu o apertei contra mim, suspirando e beijando o topo de sua cabeça. — Não vou deixar que nada aconteça a você.

Senti que ele, aos poucos, se acalmava. E eu me senti feliz por meu contato corporal lhe proporcionar conforto e segurança. Ciel se enroscava em mim como um gatinho e, algum tempo depois, seu humor já melhorara e ambos rimos novamente.

Desta vez o motivo da graça era o fato de Sky, visivelmente, estar com ciúmes por estarmos tão próximos. O Husky tinha muito ciúme de Ciel e o demonstrava de uma forma engraçada. Só não o fazia quando parecia entender que meu sobrinho precisava estar comigo para se acalmar. Mas, passado o momento, lá vinha de novo a manha. Neste instante o cão chorava baixinho, fazendo drama, tentando chamar atenção do dono que estava entre meus braços.

– Ele é todinho meu! — provoquei o cachorro, prendendo até mesmo as pernas de Ciel entre as minhas. E o menino riu quando Sky uivou indignado.

– Ele tem ciúmes. — ditou Ciel.

–É porque ele sabe que você me ama mais! — respondi eu, beijando-lhe a bochecha. Aspirei, sentindo aquele cheirinho de Ciel, de roupa limpa e banho tomado, mas acima de tudo, de Ciel, tão doce e tão gostoso.

Mordi meus lábios, indeciso se devia ou não fazer o que o desejo me sugeria. Eu poderia perder o controle, mas meu sobrinho umedecera os lábios, inocentemente, e para mim foi como um convite.

E eu aceitei, desci meu rosto devagar e beijei a boca pequena, suspirando de prazer por sentir o sabor dele. Minha língua entrou furtivamente nela, achando a dele, úmida, macia, quentinha...

–Ah... haa... — Ciel se afastou em busca de ar, momentos depois. Os olhos fechados, ao lábios levemente inchados e vermelhos pelo modo como eu os trabalhara. As bochechinhas tingidas de rubi.

Sorri diante da cena adorável, beijei-lhe o pescoço e senti ele estremecer.

– Está tudo bem? — perguntei sugando a pele morna.

–S-sim... — ele me respondeu baixinho.

Lambi mais o pescoço delicado, mordi levemente, deixei que meus lábios ficassem ali por um tempo indeterminado.

O cheiro... o gosto daquela pele eram intoxicantes. Me embriagava.

Voltei a tomar para mim aquela boca, vermelha, suculenta, deliciosa. Minhas mãos desciam pelos ombros em carícias suaves. Tocavam seu corpo por cima da blusa de uma forma que parecia quase sem querer. Escorreguei-as para dentro de sua camisa. Meus dedos procuraram os mamilos pequenos e, bem de leve, eu os acariciei.

Ciel gemeu baixinho em minha boca e eu, a cada som pecaminoso que o abandonava, sorria feliz e confiante.

– Quer que eu pare? — perguntei, me afastando um pouco, a visão à minha frente sugando totalmente minha atenção: o menino tinha os olhos espremidos, a boca aberta em busca de ar, os fios bagunçados. Eu apreciando toda aquela beleza e me sentindo despertar a cada instante.

– Não... por favor. – ele respondeu em um sussurro.

Observei o menino apertar as pernas e olhei para baixo.

Ciel estava excitado!

Eu via um volume se elevar no tecido da calça. Mordi os lábios mais uma vez, deliciado. Levantei minimamente a barra da blusa para vislumbrar aquela barriga lisa, magra, a fina linha que era o umbigo. Acariciei por ali, observando atentamente as reações da minha criança amada, Ciel suspirou e conteve um gemidinho.

–Você quer que eu te toque? – antes eu nunca perguntaria, eu avançaria, eu atacaria. Mas agora não. Ali, completamente entregue a mim, estava meu amado menino, meu anjo.

–Tocar? Onde? – ele perguntou, desentendido, abrindo os olhos, ambas as cores me desestabilizando. A respiração acelerada.

– Aqui. — massageei a pequena ereção, ouvindo um silvo entre extasiado e chocado. Olhei para ele e sussurrei.

– Eu só vou fazer se você quiser que eu faça, se estiver bem com isso. -voltei a beijá-lo – Mas se você não quiser eu pararei.

Ciel levou as mãos aos meus cabelos, a boca parecendo faminta. Nossas línguas se chocando deliciosamente, pecaminosamente.

Eu aceitei isso como sua permissão.

Desci os dedos, dedilhando o tecido, adentrando furtivamente a roupa íntima do meu pequeno, encontrando aquilo que eu procurava. Firme e até então intocado.

–Você já se tocou assim? -murmurei, meus lábios resvalando entre os seus, minhas mãos sentindo a rigidez da intimidade pura. -Você gosta?

Eu precisava o ouvir. Qualquer coisa, qualquer palavra.

Segurei-o e movimentei meu punho dando início a uma lenta e meticulosa masturbação. Ciel arfou, os dedinhos dos pés retorcidos, as mãos soltaram meus cabelos e agarraram o edredon. Eu apreciando a todas aquelas reações tão novas para ele.

Ele levou uma das mãos até a boca, tapando-a, para sufocar os sons de pecado, quando acelerei a velocidade de minha mão. Senti-me endurecer ainda mais quando minha mão se umedeceu com o prazer dele. Afundei meu rosto em seus cabelos.

– Eu preciso ouvir, Ciel. — sussurrei em seu ouvido, mordendo fraquinho o lóbulo. — Preciso saber se está gostando.

Ele mordeu os dedinhos, balançado a cabeça, uma expressão sofrida no rostinho corado.

– Se não falar então eu vou parar. — ameacei.

– N-Não... – ele se pronunciou de imediato, agarrando meu pulso e mantendo minha mão em seu membro.

– Então, cante para mim meu anjo? – eu implorei beijando a bochechinha. -Deixe-me ouvir que te faço bem, por favor. Que você gosta disso.

–Tio... ahh... ahn... — ele gemeu, escondendo o rosto no meu pescoço passei o dedo indicador na glande úmida.

– Assim...? — sorri satisfeito. — É bom?

O beijei novamente, começando a me tocar por cima da minha calça.

– Diz que gosta... — abri meu zíper libertando meu membro dolorosamente duro.

–Eu... hah... gos-gosto... — o corpinho miúdo sofreu um espasmo. E eu acelerei os movimentos em meu próprio membro.

–Te amo tanto, Ciel. — declarei, masturbando-o com mais força, mais rápido. Os olhos bem abertos para poder admirar cada expressão dele.

Ciel gemia contido, envergonhado pelas próprias reações, os olhos fortemente fechados, a boquinha aberta deixando fugir lamúrias, gemidinhos indecentes.

Não demorou muito mais para ele se derramar em minha mão, arfando e ainda segurando meu pulso, tremendo por inteiro e soluçando.

Pequeninas lágrimas nos cantos dos olhos. Eu avancei contra ele, sugando com vigor todo o seu ar, roubando para mim seu gosto, me tocando com pressa até gozar. Em cada uma de minhas mãos nossas essências que eu misturei sobre seu ventre. O olhar vidrado e curioso dele em mim.

– Eu me sai bem? – ele perguntou tocando a prova do nosso prazer que sujava a pele acetinada e eu ri baixinho.

E não é que Ciel era mesmo um anjo?

Notas finais
E Ciel recebeu sua primeira aula de prazer!! Esperamos que tenham gostado do capítulo. Nosso menino receberá ainda mais algumas aulas antes de estar pronto para se entregar ao seu amor. Tio Sebastian, olha que milagre, tem conseguido se conter extraordinariamente. O amor e o desejo de proteger estão juntos com o desejo ardente e é assim que é bom! Queremos agradecer a todos os reviews e favoritos. Lemos todos os comentários e ficamos sorrindo feito bobas, vocês são demais! Pedimos desculpas pelo atraso em responder. Estamos indo aos poucos. Um agradecimento especial a Bella Fer, que lê no Social mas foi até o Nyah apenas para recomendar a nossa história! Minha linda, você é um amor, muito obrigada! Ontem recebemos a mais bela das homenagens também! A leitora Mariana fez um ensaio cosplay posando como o nosso Ciel! Tão lindo ver nosso pequeno ganhando vida ( sério, gente... chorei ao receber as fotos... e eu tava no trabalho com meu chefe me encarando e pensando que sou doida kkkkk). Quem quiser ver este lindo ensaio eu o postei no meu perfil no face. O álbum está visível mesmo para quem não me tem como amigo, deem uma olhada: https://www.facebook.com/lumi.chan.100/media_set?set=a.465208816991535.1073741837.100005072624117&type=3¬if_t=like Mari, Chibi Lord e eu vamos te apertar e beijar eternamente! Muito obrigada! Vou ficando por aqui. Todo o nosso amor para vocês. Beijos Miyukiki