Minha doce flor
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Desculpa a demora, mas estou em mudança de casa e nisso minha vida está uma loucura.
Infelizmente por eu ter que me mudar amanhã, não consegui fazer a fanfic com tanta quealidade quanto eu desejava, mas espero que goste!
A todos, boa leitura!
Ali estava a loira e mais um treino da esquipe de Lideres de Torcidas, da qual era a principal, j[a que tinha sido esta a inserir o esporte no colégio em que estudava, após ter passado um semestre de intercambio nos Estados Unidos no ano anterior.
A menina, mestiça de mestiça, tendo somente o avô materno japonês, era de uma beleza incomum no seu país, Japão, por ter cabelos naturalmente loiros e olhos de um azul límpido, assim como um corpo mais esbelto do que a das japonesas que estudavam consigo.
Yamanaka Ino era uma menina que tinha a vida perfeitamente traçada e divertida; regada de amizades e por causa de seu biótipo incomum, de garotos também, que sempre se sentiam atraídos pelo diferente.
Naquele momento a menina saia de mais um de seus treinos no ginásio da Escola Média Preparatória Konoha, que visava preparar seus alunos para ingressarem nas melhores universidades do país, seja por meio de notas ou de esportes.
Sentou-se na mesa no gramado com sua melhor amiga, Haruno Sakura, uma menina de curiosos cabelos negros e que desconfiava ter um caso com o aluno e pianista Sasuke, sua antiga paixonite de infância, diga-se de passagem, tomando o milksheik de morango.
As duas eram melhores amigas desde que se lembrava por gente, e com tantos anos de amizade, tinham adquirido cumplicidade, de modo a não ficar desconfortável quando pairava alguns momentos de silêncio entre as duas.
Enquanto tomava a bebida refrescante viu uma menina que ficaria ótima em sua equipe, mas jamais aceitaria se juntar as ela, seja por sua timidez, ou pela sua família tradicional que presava muito a discrição para deixar que sua primogênita se expusesse ao torcer por marmanjos em jogos interescolares. Tal menina era Hinata, da casa dos Hyuuga, e de todas, sem sombra de dúvidas era a mais inteligente da Instituição de Ensino, o que já lhe garantia uma vaga na Toudai, a faculdade mais tradicional do país.
A menina, que era bastante tímida e delicada, estava com uma marmita em mãos, e a líder de torcida sabia que ela iria fazer como todos os dias, mas mesmo assim a acompanhou com o olhar, não se importando se já soubesse o desfecho.
A menina de longos cabelos negros andou até um grupinho de três alunos; Lee, Tenten e Neji, sendo esse ultimo tão Hyuuga como a morena. A menina se aproximou e falou com eles, mas o primo, a quem dirigia a palavra somente lhe ignorou, enquanto a única mulher do grupo tentava amenizar a falta de consideração, agradecendo e pegando a marmita que Hinata trazia tão atenciosamente na mão, falando que o homem de longos cabelos castanho claros e os olhos num perolado de família, provindo de um defeito genético, iria o comer.
Porém como em todos os dias, o menino para quem a comida era feita a jogava no lixo, nem ligando se a prima via ou não.
Aquilo enchia a loira de curiosidade, pois antes de sua estadia no exterior se lembrava da doçura e atenção que Neji tinha com sua familiar, parecendo um irmão mais velho e até às vezes até mesmo um pai.
Tinha passado seis meses fora e esse fora o tempo necessário para o Hyuuga não mais disputar o primeiro lugar de melhor aluno com Sasuke, que provinha de família tão tradicional quanto à do perolado, ou que fosse atencioso com a prima, e agora ele poderia ser facilmente enquadrado como um garoto problema.
Já o virá até andar com tipinhos nada bons, como Uzumaki Naruto e Sabuku no Garra, garotos complicados; o primeiro envolvido com drogas desde o inicio a adolescência, e o outro com problemas psicológicos, que só pioravam quando usava alucinógenos.
Foi pensando naquela situação que a intrigava a quase um semestre que a menina acabou o milk-shake e voltou para mais uma bateria de aulas que teria aquele dia, afinal, estava no ultimo ano do Ensino Médio e assim sendo tinha aulas extras pelas tardes.
Era final de semana, um sábado à noite mais especificamente, e a loira estava em sua casa, no quarto todo detalhado do branco e roxo, sendo a segunda sua cor preferida. Em sua frente estava o diário, seu amigo fiel, o único que sabia todos os seus segredos; mais do que sua mãe ou Sakura.
Sabia que nele podia confiar, porque nunca fofocaria para ninguém, nem a julgaria.
A verdade é que Ino era uma menina um tanto quanto medrosa e com os anos criou uma mascara para si, que a fazia parecer poderosa, a menina que nos filmes americanos seria digna de ser a rainha do baile, a menina que todos os garotos desejavam, e que todas as garotas queriam ser. Mas a verdade é que seu interior não era assim; tinha gostos simples, como música calma e acompanhada de uma boa poesia e seu amado chá de camomila.
Compartilhava gostos estranhos com amigos jamais vistos, em suas abas da internet, onde podia ser a verdadeira Ino, sem medos e receios, tentando escrever sua trilogia fantástica em sites para escritores amadores, com bastante imaginação para suas obras ou para obras alheias; aquela que preferia virar o sábado assistindo um seriado ou um desenho japonês qualquer no computador do que ir para a balada. Uma jovem mulher que sonhava com seu próprio conto de fadas.
Mas tinha medo que as pessoas descobrissem esse seu lado estranho e fizessem como fazem com os detestados da escola: a excluíssem, ignorassem, quando não pior, a humilhassem e zombassem. Por isso todo o dia de manhã vestia sua mascara de patricinha e saia com seu batom mais rosa que o necessário, para irem encontrar suas amigas, tão populares quanto si.
A loira que usava os cabelos trançados foi tirada de seus devaneios pela janela de conversa instantânea que piscou e alertou para uma nova mensagem e a menina de coração palpitante logo a abriu, dando um de seus mais belos sorrisos ao ver quem a mandou; era seu amigo oculto.
Há cerca de dez meses que trocava e-mail com um garoto desconhecido, que usava um e-mail anônimo e criptografava sua origem para não ser descoberto. Ele contava suas mazelas e quase nulas alegrias e a menina somente ouvia, ou no caso lia, e se compadecia, tentando o aconselhar e alegrar, falando sobre gostos diversos, descobrindo desse modo que tinha muitos em comum; estavam até mesmo escrevendo um livro juntos!
E naquela noite de sábado não teve seriado ou anime que a fizesse desgrudar daquele bate-papo que a fizesse tão bem, porque, por mais estranho que isso parecesse, Ino estava perdidamente apaixonada pelo garoto que ela não sabia o nome, o rosto, a cidade, simplesmente nada, a não ser os mais sinceros sentimentos.
Mas um dia estressante de aula. Naquela manhã tinha tido prova de exatas e com aquilo, todas as matérias que abrangiam números e aquilo realmente deixava a princesinha da escola, como era chamada por muitos, muito estressada, por ser melhor em humanas.
Estava andando em direção à saída quando encontrou um celular no chão e prontamente o pegou, sabendo que se certos alunos o vissem, poderia nunca devolver ao dono e justamente ao tentar ver a quem pertencia percebia que o aparelho estava sem bateria.
Percebendo que ele tinha o mesmo receptor que o seu, o levou para casa, para assim carrega-lo e poder descobrir seu dono e devolve-lo em perfeito estado.
Por sorte a casa da jovem era perto da escola, o que a fez chegar em menos de quinze minutos, já deixando o celular para carregar enquanto tomou banho e almoçou. Estava muito cansada, por isso não tinha ficado para as aulas da tarde.
A dor de cabeça estava forte, por isso a loira nem ao menos se importou se seu cabelo estava molhado e se deitou para dormir, só acordando na manhã seguinte com uma leve dor de garganta, se trocando rápido e indo pegar o celular no carregador, até perceber que não era o seu que estava lá e sim o desconhecido.
Com um pouco de raiva por saber que o seu próprio estaria sem bateria durante as aulas – e ela realmente precisava escrever uma coisa chamada fanfic naquele meio tempo -, a loira ligou o celular não muito moderno e sua tela de fundo não denunciava a quem pertencia a fazendo supor que era um menino.
Ao que parecia aquele celular tinha 3g, pois não deu tempo da me menina pensar em mais nada antes de um pop-up aparecer e para surpreendentemente apareceu seu nome, tal como o usava nas redes sociais, com a mensagem que tinha mandado no dia anterior pela manha para o seu amigo oculto.
O coração da estudante começou a bater mais rápido ao ver que sim, aquele era o celular do menino por quem era apaixonada. Sem nem prestar atenção se estava atrasada, Ino começou a vasculhar o celular alheio, precisando saber quem era aquele garoto que tanto a encantava.
Foi então que encontrou mais duas mensagens de pessoas diferentes e suas mãos tremeram diante o óbvio.
Colocando o celular no bolso, correu desesperadamente para a escola, com o coração batendo forte e a respiração afoita. Não podia creditar que era ele! Aquilo era surreal!
Foi quando chegou ao Colégio e preparatório que esbarrou num homem e quase caiu, ouvindo uma risadinha sem sentimentos. Quando levantou o rosto para ver quem era, percebeu a pele alva e os olhos enigmáticos.
- Olá, estranha. -- Falou o garoto que a Yamanaka menos queria ver em sua frente; Sai.
- Estou com pressa. -- Falou a loira, tentando desviar do caminho daquele ser, sem entender porque esse a chamava de estranha, já que sempre teve seu comportamento impecável na escola.
Como se já não bastasse seu nervosismo, agora estava com medo de que tivessem descoberto sobre seus gostos incomuns.
E talvez ela não estivesse tão errada assim.
- Faz pose de patricinha, mas na verdade é uma estranha! -- Gritou Sai, para que toda a escola prestasse atenção e assim aconteceu. -- Durante as madrugadas ela escreve histórias pornôs sobre personagens de outros escritores. -- Falou e riu daquilo, sendo acompanhado por um coro de alunos que a olhavam com nojo. -- Isso mesmo, a queridinha líder de torcida é uma Otaku Hentai!
Para muitos jovens mundo a fora Otaku era uma boa denominação, mas para os jovens japoneses era uma vergonha, tal como ser hentai, isso quer dizer, pervertido.
Agora rodeada de pessoas antes jurava gostar de si e serem suas amigas, Ino as via e ouvia rir de si e de seus gostos e não existia sensação pior que essa, por isso por tantos anos se escondia.
Tremendo de vergonha, a menina nada conseguia falar e nem mesmo podia se mover, sendo tirada de seu estupor quando ouviu uma voz grave e séria.
- E qual é o problema dela ser essas coisas? -- Perguntou o jovem de longos cabelos castanhos e olhos perolados. -- Ela não ofende a ninguém gostando dessas coisas e é uma mulher admirável!
Os olhos azuis da loira cresceram. Ali estava ele, seu cavalheiro sem face ou nome, o dono do celular sem bateria, Hyuuga Neji, enfrentando a todos pelo seu bem maior.
Ficou vermelha de vergonha e felicidade.
Nem ouviu o Sai tinha dito, pois seu pulso foi puxando pelo garoto problema, que a levava para longe de todos os olhares curiosos.
- Não chore. -- Pediu o homem quando já estavam longe de todos, enxugando as lágrimas que caiam pela bela face.
- Não é como se você se importasse. -- Falou em tom triste, envergonhada por estar tão perto dele.
- Se eu não me importasse, jamais falaria todos os sentimentos e pensamentos para ti, minha bela flor. -- Falou beijando a mão da garota pelo qual era apaixonado.
- Neji... -- Sussurrou surpresa pelo modo do garoto a tratar, com tanta delicadeza.
O rapaz certo de seus sentimentos a tocou na bochecha, levando os lábios macios aos seus, num beijo calmo e carregado de sentimentos.
A partir dali a protegeria até o final do ano das pessoas malditas e se ela permitisse, para o resto de suas vidas.
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